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Associação paraibana testa eficácia do canabidiol contra o coronavírus

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A Abrace, Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança, sediada em João Pessoa, irá distribuir frascos de canabidiol aos profissionais da saúde que estão trabalhando na luta contra o coronavírus e apresentaram algum sintoma da doença. O objetivo da Associação, que é a única entidade brasileira até o momento com permissão para cultivar maconha medicinal, é testar se a substância encontrada na planta é eficaz para aliviar os sintomas da Covid-19.

Ao todo, 40 médicos espalhados pelo Brasil participarão do estudo. Metade receberá o medicamento à base de canabidiol, com uma concentração de 2%, e a outra metade receberá uma substância sem efeito. Depois do teste, os resultados serão analisados pela Abrace e por Universidades.

O canabidiol é uma substância encontrada nas folhas do cânhamo, uma espécie de cannabis, mesma planta da maconha. Essa substância não possui os efeitos psicoativos do THC, responsável pelos efeitos da droga. Pelo contrário, seus efeitos não-psicoativos vêm sido alvo de diversos estudos e pesquisas, apresentando ótimos resultados no tratamento de diferentes doenças e transtornos.

No final do ano passado, a justiça brasileira deu grandes passos rumo à regulamentação da substância no Brasil. Na ocasião, mais de 1500 paraibanos aguardavam em uma lista de espera para utilizar os medicamentos feitos à base de canabidiol, que são usados para tratar desde depressões profundas até crises de epilepsia. Você pode obter mais informações sobre o canabidiol aqui.

Alguns estudos já mostraram que o canabidiol possui características broncodilatadoras e anti-inflamatórias, principal motivo pelo qual ele pode ser eficaz para amenizar os efeitos do novo coronavírus. De acordo com dados da Abrace, mais de 4,2 mil famílias já foram atendidas pela associação. Deste número, uma grande parte possuía problemas pulmonares, inflamações ou doenças autoimunes e a melhoria dos sintomas foi evidente frente à exposição aos medicamentos. O canabidiol é, inclusive, eficaz para levar maior qualidade de vida para pessoas asmáticas.

Um dos motivos que leva os pesquisadores a acreditarem que o canabidiol possa ser eficiente para amenizar os sintomas da Covid-19 é o fato da substância ser um canabinoide, que entra em em nosso corpo e age no sistema endocanabinoide, responsável por equilibrar as atividades do sistema imunológico, que, por sua vez, causa inflamações com o objetivo de eliminar o vírus. Quando as inflamações são muito fortes, como as causadas pelo novo coronavírus nas pessoas que fazem parte do grupo de risco, a quantidade de endocanabinoides diminuí muito. Assim, o canabidiol é uma alternativa para que o organismo reponha esses compostos.

Atualmente, a Abrace está buscando na justiça a autorização para expandir suas atividades, visando montar uma nova sede em Campina Grande. A Paraíba é uma referência nacional nos estudos relacionados aos benefícios da cannabis no organismo. Além da Abrace, o estado conta também com a Liga Canábica e com o apoio de vários pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba.

 

 

Ação do MPF: União terá que liberar canabidiol para 14 pacientes da Paraíba durante um ano

canabidiolO Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), obteve nesta semana uma liminar que determina que a União providencie a aquisição de canabidiol para fornecimento gratuito, pelo Estado da Paraíba, a 14 pacientes paraibanos. O fornecimento deve ser contínuo pelo prazo mínimo de um ano.
A liminar foi concedida na ação civil pública ajuizada através do processo judicial eletrônico, no dia 15 de junho de 2015, com a presença dos pais no momento do protocolo, feito pela internet, na PRDC.
Além dos 14, outros quatro pacientes devem conseguir o direito de obter o canabidiol, após apreciação da Justiça Federal, que aguarda informações complementares, a exemplo de prescrição médica.

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Para a juíza federal Cristiane Mendonça Lage, “existem evidências científicas de que o canabidiol-CDB possui propriedades anticonvulsivantes e apresenta significativo sucesso como terapia alternativa para casos de epilepsia refratários aos tratamentos convencionais (realizados com fármacos antiepilépticos), aliado à grande vantagem de não causar quase nenhum efeito adverso”.
“A ciência tem constatado que o uso de canabidiol se apresenta de maneira positiva na evolução do tratamento de frequentes crises convulsivas, acarretando uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes”, acrescentou a magistrada.

 

Assessoria

Couto entra na luta para que Canabidiol possa ser usado em tratamento médico

Luiz CoutoO deputado Luiz Couto (PT-PB) anunciou, em plenário, que encaminhará ofício à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para que ela possa rever a classificação do Canabidiol (CBD), dando condições para que tratamento de doenças como o autismo, e outras, possam  ser tratadas com essa medicação, atualmente proibida no Brasil.

Luiz Couto informou que participou recentemente  de reunião com 16 pais de família que têm filhos com problemas de saúde na Paraíba. Relatou que esses pais tiveram conhecimento da luta de Anny Fischer, uma menina de 5 anos, que mora em Brasília e tem um tipo de epilepsia de difícil controle.

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Os pais dela  estavam tratando a menina com o Canabidiol, que compravam pela Internet nos Estados Unidos. “E com aproximadamente dois meses e meio de tratamento, a menina já havia praticamente zerado o número de crises, que antes eram frequentes – cerca de 80 por semana”, ilustrou.

“Vamos solicitar à ANVISA para que analise essa situação. São crianças que sofrem de epilepsia, que têm crises permanentes. Com essa medicação a Anny Fischer conseguiu superar essa situação, mostrando que, quando algo é usado para fins que não os medicinais, há proibição, mas quando é usado para ajudar crianças, adultos e jovens que têm esses problemas, podem melhorar a sua condição”, disse.

Para o deputado, a reação negativa ao uso da substância dá-se porque ela é um dos elementos da maconha. “Aquilo que é usado para o bem não pode ser proibido “, disse.

O deputado afirmou que está estudando uma maneira de “juntar forças” no Congresso Nacional para formular e  encaminhar documento à ANVISA para que ela reanalise essa classificação de proibição e conceda o medicamento a familiares, que não vão usá-lo para outros fins, mas para curar pessoas.
Paraiba.com.br

Famílias entram na Justiça para tratar os filhos com canabidiol na Paraíba

familiaUm grupo de mães e pais paraibanos entrou na Justiça para ter acesso ao medicamento canabidiol, composto químico derivado da maconha, proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pedido de intervenção judicial no caso foi registrado no dia 1º de julho deste ano, segundo o psicólogo Júlio Américo, um dos pais envolvidos na mobilização.

Segundo Júlio Américo, o medicamento é uma esperança para os filhos do grupo, que têm convulsões e problemas neurológicos. Júlio Américo comentou que o grupo ficou sabendo da existência do medicamento através de uma reportagem exibida na TV Globo, onde foi apresentado o caso de uma garota que teve aumento significativo na sua qualidade de vida e cognição. “A partir desta reportagem surgiu em nós uma esperança e nos perguntamos: por que não podemos buscar também essa substância?”, disse Julio Américo.

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O uso da substância é proibida no Brasil. De acordo com a Anvisa, já existe um projeto em tramitação no Congresso Nacional com o objetivo de tirar a substância de uma lista proibida para colocá-la em uma lista permitida e, a partir disto, iniciar um processo de regulamentação de uso no país.

“As leis caminham de forma muito lenta. Naturalmente a Anvisa está se cercando de todos os cuidados e meios, pois ainda não se conhece os efeitos a longo prazo desta droga. Mas acho justo que possa ser usado quando o arsenal terapêutico usado no tratamento das convulsões refratárias torna-se  ineficaz sobre estrito acompanhamento médico”,  explicou o presidente do Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB), João Medeiros.

Os pais e mães decidiram fazer um abaixo assinado para a Anvisa pedindo que o medicamento seja reclassificado e vendido no país. Eles também enviaram um requerimento para o Ministério Público Federal solicitando uma ação, para que os pacientes tenham acesso à substância.

“Primeiramente estamos em busca de comprovações que este medicamento realmente é eficaz. Em seguida, pensamos em ter juntamente com a Anvisa, a liberação para este grupo e para todas as pessoas que precisaram”, disse o procurador da república, José Godoy Bezerra de Souza.

 

Do G1 PB com TV Cabo Branco