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Apesar da crise em estados do nordeste, produção de cana-de-açúcar está normalizada na Paraíba

cana-de-acucarNesta segunda-feira (06), a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) anunciou que estado deve sofrer uma perda de 50% na produção de cana-de-açúcar por causa da estiagem prolongada que já atinge 54 municípios.

O setor já vem sofrendo ao longo dos anos com as perdas, a crise, e com a seca a situação ficou ainda pior”, afirmou o prefeito de Messias, Jarbas Omena (PSDB).

Além de Alagoas, o tempo seco também tem provocado perdas consideráveis na produção da planta na região litorânea de Sergipe e na produção de grãos no interior dos dois estados.

Apesar do momento ruim nos estados nordestinos, o Diretor Tesoureiro da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan), Oscar de Gouvea Cunha Barreto Neto, informou que, apesar de ainda não existir nenhum prognóstico emitido, a produtividade na Paraíba vem mantendo o nível esperado para o período.

“Choveu um pouco no litoral paraibano e isso já propicia uma recuperação, mas não tem como depender apenas disso. Só tem uma forma, que é criando melhorias na irrigação”, disse Oscar.

A safra 2015/2016 contabilizou um resultado final de 5.068.684 toneladas, somando a matéria-prima de fornecedores ligados à Asplan, com a cana dos acionistas de indústrias sucroalcooleiras locais. Esse quantitativo foi inferior ao da safra passada, que atingiu 6.723.322 toneladas.

Yves Feitosa /Paraíba.com

Cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na PB, aponta IBGE

Cana-de-açúcarA cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na Paraíba, conforme mostra a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram produzidas 6.094.359 toneladas do produto em 2013, um aumento de 3,9% em relação a 2012.

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O valor da produção de cana-de-açúcar em 2013 foi de R$ 386 milhões, ainda segundo o IBGE. A área destina à colheita do produto foi de 122.070 hectares, sendo que o rendimento médio é de 49.927kg por hectare.

A cidade paraibana que mais produziu cana-de-açúcar em 2013 foi Santa Rita, com 930 mil toneladas do produto. O valor da produção foi de R$ 58,5 milhões no município. A lista segue comPedras de Fogo (900 mil toneladas), Sapé (855 mil toneladas) e Rio Tinto (600 mil toneladas).

O segundo produto agrícula com maior produção na Paraíba foi o abacaxi, com uma produção de 285.715 toneladas em 2013. O valor da produção neste ano foi de R$ 325 milhões. Itapororoca é a cidade que mais produziu abacaxi no passado, com 75 mil toneladas produzidas. Porém, a quantidade de abacaxi produzida no estado teve uma queda de 3,03% de 2012 para 2013.

Extração vegetal
O IBGE também divulgou dados sobre a Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2013. O produto mais explorado na Paraíba é a lenha, com 470.697 toneladas produzidas em 2013. O valor da produção foi de R$ 9,6 milhões.

Em relação aos produtos alimentícios, o mais explorado é a castanha de caju. A Paraíba produziu 239 toneladas do produto em 2013, um crescimento de 4,82% em relação a 2012. O Brasil, no entanto, teve uma queda de 4,03% na produção desse produto.

O produto de extração vegetal que teve o maior aumento de produção na Paraíba em 2013 foi a mangaba, com um crescimento de 6,74%. Em contrapartida, o Brasil teve uma queda de 5,61%. Foram 95 toneladas produzidas na Paraíba em 2013.

G1 Paraíba

Pesquisa testa derivado de cana-de-açúcar como substituto de silicone

protese-de-siliconePesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) pretende usar um material feito a partir da cana-de-açúcar como substituto do silicone em próteses para cirurgias plásticas. Trata-se de um tipo de biopolímero produzido com uso de bactérias. Sua aplicação vem sendo estudada em várias áreas médicas. Na primeira fase de testes, a equipe usou o material em porcas, aplicando cerca de 5 ml em gel nas tetas dos animais.

De acordo com o cirurgião plástico Ivo Salgado, que está fazendo a pesquisa como parte de sua dissertação de mestrado, o biopolímero tem a vantagem de ser melhor aceito pelo organismo do que o silicone, material mais usado em próteses atualmente.

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“Quando implantamos silicone, não há problema nenhum, só que o organismo cria uma ‘defesa’, uma espécie de cápsula para se defender do material dentro da mama, e com o tempo ele precisa ser trocado. Já o comportamento do biopolímero de cana é diferente do silicone. Ele vai sendo substituído por tecidos do animal: o tecido mamário e os que estão em volta, que invadem o biopolímero. Assim, a prótese não precisa ser trocada, e pode ficar dentro do corpo até a morte”, assegura Ivo Salgado.

Nos testes feitos com três porcas, o médico injetou o biopolímero em metade das tetas de cada uma das fêmeas para observar o comportamento e a reação à aplicação, totalizando 18 aplicações. “Elas reagiram bem, os estudos mostram que é biocompatível, sem causar danos”, contou Salgado. A segunda fase da pesquisa envolve outros testes nos suínos, que serão realizados a partir do implante de próteses feitas com o material.

O cirurgião explicou ainda que o passo seguinte é dar continuidade às pesquisas na área, para que possam ser feitos testes em humanos. “A gente vai refinar o estudo para que isso possa ser usado em humanos. Faltam ainda análises da Anvisa e de outros órgãos competentes, e isso leva um certo tempo”, pontuou.

Ivo Salgado trabalha com cirurgia plástica há 30 anos em Pernambuco, e contou que a procura pelos implantes de seios cresceu muito no estado nos últimos anos, assim como aumentou o tamanho das próteses. “Antigamente todo mundo queria mamas pequenas, fazia-se muita plástica para diminuir a mama. Hoje é o contrário: todas querem mama grande. As próteses, de 100 ml, 200 ml, foram sendo substituídas pelas de 300 ml, 350 ml”, contou o médico, que calcula realizar cerca de sete implantes de silicone por mês, o que representa de 20% a 30% de todos procedimentos cirúrgicos feitos por ele mensalmente.

 

 

Fonte Minha vida

Inédita, bebida fermentada de cana de açúcar é lançada no Brasil

Foto: Liza Flores Vertes / Divulgação
Foto: Liza Flores Vertes / Divulgação

Os apreciadores de bebida terão mais uma opção na hora de fazer compras. Criada pela Vale Verde, a Canavino é uma bebida fermentada de cana de açúcar e a primeira desse tipo a ser fabricada no Brasil. De acordo com a empresa, o diferencial é que ela é feita a partir da fermentação da cana de açúcar antes de virar cachaça.

A bebida, criada por Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, utiliza o processo de solera, uma técnica tradicional na Europa para produção de aperitivos. Esse processo garante controle de qualidade do produto e proporciona um sabor levemente amadeirado e seco, fazendo com que a bebida se torne ideal para ser consumida gelada a uma temperatura 7ºC.
“Depois de fazer muitos estudos chegamos, como resultado, a uma bebida leve, única, encorpada, de paladar e aroma fino e delicado. É um produto totalmente inovador”, disse o enólogo da Vale Verde, Daniel Fornari.
Para chegar ao resultado final, a engenheira química Amazile Biagioni, uma das criadoras do Canavino, conta que eles observaram que a cana cultivada para produção da cachaça – depois de fermentada e antes de ser destilada – , tinha um sabor que poderia ser trabalhado. “Tivemos a ideia de transformar o produto extraído de uma das etapas de produção da Cachaça Vale Verde em bebida, já que é muito saboroso. Após essa etapa, o Canavino passa por processos de apuração, comum a vinhos tradicionais, até se transformar numa deliciosa bebida”, explicou.
Terra