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Juiz: Garotinho é ‘prefeito de fato’ de Campos

Foto: André Coelho / O Globo
Foto: André Coelho / O Globo

O juiz da 100ª Zona Eleitoral, Glaucenir Silva de Oliveira, citou da decisão da prisão preventiva que o ex-governador Anthony Garotinho, secretário de Governo em Campos, é o “prefeito de fato” no município. O magistrado afirma que Garotinho exerceu os cargos de prefeito da cidade, governador do Rio e deputado federal e, com isso, amealhou inúmeros contatos políticos que lhe garantiram notória hegemonia política local. Por essa razão, diz o magistrado, o ex-governador detém considerável e inafastável poder sobre pessoas e órgãos públicos.

“Não obstante toda ilicitude demonstrada pelo farto arcabouço probatório constante dos autos, é de se ressaltar que o réu é realmente uma figura política proeminente na gestão deste município, sendo considerado pelas autoridades do Legislativo e do Executivo municipal como o prefeito de fato, ocupando a cadeira de secretário do Governo enquanto sua esposa exerce o cargo de prefeita formal”, apontou o juiz na decisão em que determina a prisão de Garotinho.

Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira em seu apartamento no Flamengo, Zona Sul do Rio. Na superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, onde prestou depoimento, ele passou mal e acabou sendo encaminhado ao hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, no início da noite. Segundo a PF, após receber alta do hospital, o ex-governador será levado para o presídio Frederico Marques, unidade no Complexo de Bangu. A cadeia foi escolhida porque tem estrutura de atendimento médico suficiente para o quadro de desidratação que Garotinho apresentou.

O juiz afirma que o ex-governador usa desse poder para, cotidianamente, criticar e execrar todos os que, de alguma forma, se insurjam contra os seus comandos, incluindo autoridades políticas, policiais, membros do Ministério Público e do Judiciário.

Segundo o magistrado, a prisão preventiva (sem prazo) é uma medida extrema que serve para garantir a ordem pública, evitando que o ex-governador continue usando os meios de comunicação que domina em Campos para causar estado de temor e insegurança jurídica.

JUIZ VÊ INTIMIDAÇÃO

Glaucenir Silva de Oliveira diz ainda que, sempre que Garotinho tem seus interesses contrariados pela Justiça, tenta denegrir a imagem dos magistrados, imputando-lhes a pecha de suspeitos para julgar os processos. Sendo assim, conclui o magistrado, é evidente que o ex-governador exerce poder de intimidação sobre pessoas comuns.

Garotinho foi acusado de comandar esquema de corrupção eleitoral em Camposdos Goytacases, com o uso do cheque cidadão, benefício que prevê pagamento mensal à população de baixa renda. O ex-governador também foi acusado de coação de testemunhas. Garotinho é secretário de Governo de Campos, governado pela mulher dele, a ex-governadora Rosinha Garotinho.

Delegado responsável pelas investigações, Paulo Cassiano afirmou que Garotinho praticava “intimidação verbal”.

– Ele atrapalhava as investigações com coação a testemunhas, destruição de provas e tentativa de intimidação das pessoas na cidade de maneira geral, mediante a disseminação de um clima de terror. Sexo verbal não agradava ao Renato Russo, e intimidação verbal não me agrada, não faz meu estilo – disse, em referência à música “Eu sei”, da Legião Urbana.

Cassiano ressaltou que o critério técnico para a inclusão de beneficiários no cadastro do cheque-cidadão foi ignorado:

– Essas inclusões (no cadastro do cheque-cidadão) foram feitas pela via política. Candidatos a vereador receberam autorização para cada um, dentro de uma cota, estabelecida pelo senhor Anthony Garotinho, distribuir nos seus redutos eleitorais o cheque-cidadão. Com que objetivo? Ganhar votos, vencer as eleições e se perpetuar no poder.

O delegado disse ainda que as investigações não apontaram para a participação da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, mulher do ex-governador.

– Nenhuma informação nos conduziu à participação dela ou ao conhecimento dela. Todas as informações convergem para a figura do secretário de Governo (Garotinho).

A defesa do ex-governador nega as acusações e ingressou hoje com pedido de habeas corpus para que ele saia da prisão.

G1

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Colunista diz que viúva de Eduardo Campos pode ser vice de Lula em 2018

viuva-de-camposA primeira-dama Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em agosto do ano passado, pode ser a vice do ex-presidente Lula (PT) nas eleições presidenciais de 2018. As informações são da coluna Diário do Poder desta quinta-feira (12), do jornalista Cláudio Humberto. A publicação garante que é o PSB – partido que Renata é filiada – que aposta na indicação do nome da socialista para compor com o ex-presidente, que pretende voltar ao comando do Palácio do Planalto.

A publicação ainda destaca que o PSB, que tem como lideranças o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, aposta no poder de articulação da ex-primeira-dama, que é auditora concursada e licenciada do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). De fato, Renata, mesmo nunca tendo disputado eleições, ficou conhecida nos bastidores por ser “conselheira” de Eduardo Campos, sendo um das lideranças mais influentes em seus governos.

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Na última quinta-feira (5), o governador Paulo Câmara almoçou com o ex-presidente Lula em São Paulo. Os dois conversaram com sobre o cenário políticos e a economia brasileira. O PSB, desde que saiu do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), antes de lançar o ex-governador Eduardo Campos à Presidência da República, nunca deixou de fazer elogios e referências a Lula e sua amizade com a família Campos.

O próprio presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, no último sábado (7), defendeu que o encontro de Paulo com Lula foi para “agradecer e demonstrar a amizade” dos pernambucanos e da família Campos ao presidente. Não é a primeira vez que Renata é apontada para um cargo político. Na campanha presidencial, por exemplo, cogitou-se que ela poderia ser candidata a deputada federal. Depois da morte de Eduardo Campos, também foi apontada como vice na chapa da ex-senadora Marina Silva. Em nenhum momento, Renata decidiu entrar na vida pública.

Diário de Pernambuco

Viúva de Eduardo Campos nega que deixou de apoiar Marina:’É a melhor’

viuva-camposO site Brasil247, que tem feito insistentes ataques a quem faz oposição às candidaturas petistas, publicou que a família do ex-candidato à presidência, Eduardo campos (PSB), falecido em acidente de avião no último dia 13 de agosto, havia retirado apoio político á candidata Marina Silva. Desmentindo o boato, a esposa do pernambucano, Renata Campos, gravou um vídeo de apoio à presidenciável.

“Eu acho que Marina presidente vai ser uma grande experiência e bela experiência para o Brasil. Eu tive a oportunidade de conviver com a Marina e o Eduardo e via a afinidade que eles tinham ali. Eu acho que o Eduardo pegou um pouco de Marina e Marina pegou um pouco de Eduardo. Eles se complementavam e se entendiam muito bem. Pro Brasil, Marina vai ser um passo adiante”, disse no vídeo.

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Renata Campos negou qualquer retirada de apoio e que haja divergências políticas, segundo ela Marina é a melhor opção para o Brasil. “A gente precisa dar um salto, dá uma mexida para continuar avançando. Com o time que ela tem, e o que ela representa do povo, vai ser importantíssimo parta o Brasil nesta nova fase. Minha família se sente representada com Marina presidente”, concluiu.

O vídeo que será exibido no programa da presidenciável com o objetivo de derrubar uma série de boatos de cercam sua candidatura.

180 Graus

 

Ex-diretor da Petrobras envolve Eduardo Campos, Sergio Cabral e Roseane Sarney em esquema de propina

roberto-costaO ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência Eduardo Campos, morto em um acidente de avião no último dia 13 de agosto, e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) estariam entre os beneficiários de um esquema de corrupção da Petrobras, segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

Os nomes dos dois ex-governadores e da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), teriam sido mencionados por Costa em depoimento à Polícia Federal, informa reportagem publicada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana.

O ex-executivo da Petrobras foi preso em março deste ano sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef e optou por colaborar com a polícia, concordando com a delação premiada.

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Nos depoimentos prestados à Polícia Federal desde o dia 29 de agosto, Paulo Roberto Costa teria dito que os três governadores mencionados (todos de Estados com grandes projetos da Petrobras), seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados embolsaram dinheiro ou tiraram algum proveito da parte dos valores desviados dos cofres da Petrobras.

Nomes

 

Entre os nomes mencionados pelo ex-diretor, cujos depoimentos já contam mais de 40 horas, estariam os atuais presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e dos senadores Ciro Nogueira (PI), que é presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), ex-líder de governo.

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Também aparecem na suposta lista de Paulo Roberto Costa os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara, e João Pizzolatti (PP-SC). O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) seria outro citado como beneficiário. Costa ainda teria dito à polícia que João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, era quem fazia a ponte entre o partido e o esquema de propinas da Petrobras.

Cabral, Roseana e Campos teriam sido mencionados por Costa

Uol 

 

Marina Silva quer Renata Campos, a viúva de Eduardo, como candidata a vice-presidente

marina-e-renataMarina Silva jamais esteve tão próxima da Presidência. No mundinho da política esse sentimento se espalhou por toda parte nas últimas 48 horas, em graus variados, entre adeptos e adversários da possível candidata.

Sim, Eduardo Campos ainda não foi enterrado; sim, Marina não assumirá a candidatura antes do funeral; sim, o PSB, partido que a hospeda, é um saco de gatos magros sem nenhuma liderança forte e ainda não decidiu oficialmente que rumo tomar.

Ninguém mais, no entanto, nem no PT nem no PSDB, cogita seriamente a hipótese de ver Marina fora da disputa. A carta do irmão de Campos reiterando a vontade da família de que a vice substitua o candidato morto praticamente encerra a questão.

A repórter Daniela Pinheiro, da piauí, tem a informação de que Marina quer Renata Campos, a viúva, como candidata a vice-presidente. Considera que ela, auditora do Tribunal de Contas de Pernambuco, gosta de política e entende de administração pública. Sua candidatura seria também uma maneira de homenagear o marido e manter viva a imagem da família na própria chapa presidencial. Seria, sobretudo, um tremendo lance de marketing.

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As resistências no PSB a Marina, tão repisadas nos bastidores da pequena política nas últimas horas, tendem a se diluir diante da perspectiva, agora real, de chegar ao comando do país. Ou seja, até em nome do oportunismo político os velhos socialistas brasileiros caminham para os braços da líder ambientalista, ainda que tenham horror a ela, o que é verdade em alguns casos.

Sem Marina, Dilma muito provavelmente venceria a eleição no primeiro turno. Aécio Neves, por sua vez, vive uma situação paradoxal: precisa de Marina no páreo para manter viva a expectativa de que haja segundo turno; ao mesmo tempo, corre o risco _a essa altura muito grande_ de ser ultrapassado pela representante da terceira via e ficar fora do palco da grande final.

O histórico das candidaturas sugere isso. Marina figurou pela última vez numa pesquisa do Datafolha como possível candidata do PSB em abril deste ano (só em maio o partido viria ratificar o nome de Campos na cabeça da chapa). Ela tinha, então, 27% das intenções de voto (marca que Aécio jamais alcançou). Dilma estava com 39% (praticamente no mesmo patamar em que se encontra hoje). Aécio somava 13%.

Na próxima segunda-feira, a Folha divulga o resultado de uma nova pesquisa com Marina de volta à cédula. A apreensão entre os petistas é imensa. “Sacanagem fazer a pesquisa nesse momento”, me disse um deles ontem à noite. “Ninguém da elite, em sã consciência, a quer como presidente. Querem usá-la para manter Aécio vivo, mas é uma manobra arriscada”, acrescentou.

Na avaliação desse petista, Marina será ungida candidata assim que o caixão de campos descer à terra. Haverá, num primeiro momento, uma pantomima para encenar a unidade do partido. Os problemas e as brigas virão logo nos dias seguintes: quem vai mandar na campanha? Qual será o discurso da candidata? Como se comportará diante das alianças regionais com petistas e tucanos feitas por Campos à sua revelia?

Muita gente parece ter descoberto que Eduardo Campos era seu candidato agora que ele morreu. Boa parte disso se deve às circunstâncias trágicas de seu fim e à comoção que tomou conta do país. Mas, além disso, parece que a morte de Campos trouxe à tona o desejo latente de mudança que fermenta há meses de forma difusa na sociedade. Até então nenhum candidato _nem Aécio nem Campos em vida_ tinha sido capaz de galvanizar esse sentimento de insatisfação, que não é necessariamente contra o governo (embora também o seja), mas, também, contra o sistema político. A deterioração do quadro econômico, embora lenta, só tende a engrossar o coro dos descontentes.

Marina parece ser o personagem ideal para o momento. Basta lembrar que, ao contrário da quase totalidade dos políticos, se beneficiou das revoltas de junho de 2013. No início daquele mês, quando o movimento ainda era gestado, Marina aparecia no Datafolha com 14% das intenções de voto; Dilma tinha 51%. Dois meses depois, em agosto, Marina tinha saltado para 26% (um crescimento de 100%), enquanto Dilma caía para 35%. A virtual candidata entrava em sintonia com o recado das ruas.

Renovação da política e aversão à política se confundem na figura de Marina. Sua fala a todo instante descamba para o registro messiânico, ao mesmo tempo em que ela preserva sua postura ponderada e dá sempre a impressão de ser uma pessoa extremamente racional. Há algo de genuinamente monástico em sua figura que contrasta com o bordel da política brasileira. Como ela vai governar, se chegar lá, talvez nem o Senhor saiba explicar.

Em 2010, Marina era uma candidata mambembe, com pouco tempo de TV e quase nenhuma estrutura partidária. Obteve quase 20 milhões de votos, surpreendendo a todos. Dois anos depois, nas eleições municipais, pressionada a sair candidata para aproveitar o cacife eleitoral acumulado, se recusou a fazê-lo. Foi além, retirando-se da disputa sem apoiar ninguém. Parecia um fim.

Quando eclodiram as revoltas de junho o nome de Marina andava esquecido. Praticamente ninguém a mencionava como peça importante do xadrez da sucessão. Em poucas semanas, ela ressuscitou nas ruas, quase à revelia de si mesma.

Logo adiante, voltou a afundar quando a Justiça Eleitoral negou o registro da sua Rede. A mão pesada do PT atuou para inviabilizar a provável candidatura presidencial da ex-ministra de Lula, sabemos disso. Mas o episódio também deixava patente a inabilidade (ou incompetência) de Marina para lidar com as contingências do mundo prático. Fora incapaz, apesar de todo o respaldo popular, de obter assinaturas ao longo de meses para criar seu partido. Isso enquanto outras legendas muito menos representativas ou francamente negocistas recebiam sua certidão de nascimento e ingressavam no circo da democracia institucional.

Em menos de 48 horas, no entanto, Marina virou o jogo novamente, aliando-se a Eduardo Campos, no que ficou conhecido como “casamento do ano”.

Nos últimos meses, muita gente na cúpula do PSB acusava Marina de jogar apenas para si mesma e fazer pouco esforço pela candidatura de Campos. A família de Eduardo, porém, a tinha e a tem em alta consideração. Seja como for, o fato é que Marina ainda não havia transferido sua popularidade ao ex-governador de Pernambuco. Parecia, mais uma vez, devolvida à condição de coadjuvante numa chapa com algum potencial de crescimento, mas na qual mais ninguém apostava suas fichas. Isso tudo até a manhã dessa quarta-feira, dia 13 de agosto.

A campanha eleitoral está praticamente recomeçando, a menos de 50 dias do primeiro turno, sob forte componente emocional. A tragédia de Campos o transforma num mártir. Marina Silva, por sua vez, tem certeza de que é uma predestinada. Como milhões de pessoas, crê nos desígnios de Deus. Só saberemos o final do filme em outubro. Mas para quem acredita em destino este é um enredo e tanto.

Piauí 

 

PSB reivindica direito “exclusivo” de decidir sobre substituto de Campos

roberto amaralUm dia depois da morte do candidato à Presidência da República e presidente do PSB, Eduardo Campos, o Partido Socialista Brasileiro divulgou um comunicado oficial no qual ressalta que a decisão a respeito do processo político-eleitoral será tomada pela direção pessebista de acordo com seus critérios. Este direito é do partido, conforme determina a Justiça Eleitoral.

“A direção do PSB tomará, quando julgar oportuno, e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral”, diz o texto.

O comunicado, que começa falando em “luto pela trágica morte de seu presidente nacional”, é assinado por Roberto Amaral. O ex-ministro da Ciência e Tecnologia [e colunista do site de CartaCapital] era até então vice-presidente da legenda, mas assina a carta se firmando como novo “presidente nacional do PSB”.

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Além de frisar a posição já assumida dentro da direção da legenda, Amaral deixa claro no texto que o PSB é quem decidirá se a vice de Campos, Marina Silva, deverá ou não ser a nova candidata à Presidência pelo partido. Nesta quinta-feira 14, os cinco partidos coligados ao PSB na chapa “Muda Brasil”,PPS, PHS, PSL, PPL e PRP, declararam apoio a Marina como substituta de Campos na disputa eleitoral. Além disso, o advogado Antonio Campos, irmão de Eduardo Campos, também disse que batalhará pela candidatura de Marina.

O comunicado divulgado pelo PSB deixa ainda mais evidente a disputa dentro do próprio partido e, principalmente, o desafio de Marina Silva em conciliar seus interesses com os da máquina do PSB. Líder da Rede Sustentabilidade, um partido ainda não fundado oficialmente e alojado dentro do PSB, Marina enfrenta muitas resistências dentro da sigla. Sua tarefa, ao que parece, não será nada simples.

 

CartaCapital

Quatro perguntas sobre o impacto da morte de Campos na corrida eleitoral

A morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos gera uma série de incertezas para a corrida eleitoral deste ano – talvez as mais relevantes delas, neste momento, se a ex-senadora e presidenciável Marina Silva, vice na dobradinha, continuará na disputa e passará à cabeça da chapa para disputar o pleito.

 

Marina, que terminou as eleições de 2010 com 19% dos votos, é creditada por aportar uma parte importante do apoio dos eleitores à candidatura do PSB. Campos ocupava o terceiro lugar na disputa, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB).

 

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Por outro lado, analistas ouvidos pela BBC Brasil apontam que ela não circula com a mesma desenvoltura por círculos ideológicos diferentes, incluindo setores influentes do ponto de vista do financiamento de campanha.

 

A ex-senadora ainda não indicou o que pretende fazer.

 

Para explorar os diferentes cenários, elaboramos algumas perguntas sobre os possíveis impactos da morte de Campos para a disputa eleitoral.

 

Quem pode assumir o lugar de Campos na chapa?

Segundo a legislação eleitoral, o partido de Campos poderá escolher outro candidato em até dez dias. A candidatura terá de ser respaldada pelas direções dos partidos que se coligaram com o PSB na disputa à Presidência: PHS, PRP, PPS, PPL e PSL.

 

O candidato poderá ser do PSB ou de qualquer um desses partidos, desde que todos estejam de acordo. Entre os nomes mais cotados está o da ex-senadora Marina Silva, atual vice da chapa. Marina se filiou ao PSB após a Justiça Eleitoral rejeitar a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade.

 

Campos e Marina (Reuters)
Cabia a Campos harmonizar posições divergentes entre a vice e o PSB

No entanto, a relação entre Marina e dirigentes do PSB é delicada. Cabia a Campos harmonizar posições divergentes entre a vice e o PSB.

 

Se por um lado a morte de Campos a torna a candidata natural do PSB para a disputa, por outro, unificar o partido – e as demais siglas da coalizão – em torno de seu nome será um grande desafio.

 

Marina pode, ainda, abrir mão da disputa. A ex-senadora ainda não disse qual será sua posição.

 

Para onde vão os eleitores dele?

Na última pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, Campos aparecia com 9% das intenções de voto. Segundo analistas, seus votos não têm um herdeiro óbvio – nem mesmo se Marina Silva assumir a cabeça da candidatura.

 

Apesar da aliança com Marina, muitos dos seguidores de Campos expressam reserva com a vice.

 

“Campos circula melhor que a Marina entre os eleitores, porque não tem um discurso associado a dois perfis de eleitor muitos distintos: o evangélico e o ambientalista”, diz Silvana Krause, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Por outro lado, caso se candidate, Marina poderia recuperar votos de eleitores que a apoiaram em 2010, mas planejavam votar em Dilma ou Aécio em 2014. A ex-senadora terminou em terceiro lugar naquela eleição, com 19% dos votos.

 

Para Krause, os eleitores de Campos que não aderirem a uma eventual candidatura de Marina deverão se dividir entre Dilma e Aécio pelos seguintes critérios: a petista deve herdar os votos de eleitores de centro-esquerda, preocupados com políticas sociais, enquanto o tucano ficará com os votos dos eleitores antipetistas, com perfil mais conservador.

Qual será a posição dos doadores da candidatura do PSB?

Marina Silva (AFP)Marina é vista com reserva pelos empresários do agronegócio

Bem relacionado com empresários, Campos havia recebido até agora R$ 8,2 milhões em doações para a disputa de 2014, segundo a primeira parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Dilma recebeu R$ 10,1 milhões, e Aécio, R$ 11 milhões.

 

A morte dele lança dúvidas sobre a capacidade do PSB de manter o fluxo de doações.

 

As três empresas que até agora mais doaram para Campos são do ramo do agronegócio: a Atasuco, fabricante de sucos e aromas, doou R$ 1,5 milhão, a JBS, maior produtora de carnes do mundo, doou R$ 1 milhão, e o mesmo valor foi doado pela Cosan, gigante do setor de açúcar e biocombustíveis.

 

Caso Marina assuma a cabeça da chapa, é improvável que empresários do agronegócio mantenham o nível de doações, já que a candidata é vista pelo setor com reserva.

 

Com menos doações, uma eventual campanha de Marina teria de ser mais modesta.

 

De que forma a morte afeta as coligações do PSB nos Estados?

Segundo a cientista política Silvana Krause, da UFRGS, as alianças costuradas por Campos para eleições estaduais não deverão ser alteradas, mesmo que Marina assuma a cabeça da chapa.

 

Em busca de nacionalizar sua campanha, Campos aliou-se a candidatos de outros partidos em disputas para governos estaduais. As negociações geraram atritos com Marina, que rejeitava alianças com partidos não alinhados ideologicamente com a candidatura.

 

Em nota divulgada em junho, a Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina incorporado pelo PSB nesta eleição, anunciou que a ex-senadora só participaria de atividades de candidatos a governos estaduais apoiados pela Rede.

 

A Rede ainda não disse se a morte de Campos altera esse quadro.

 

Para Krause, a tendência é que, caso assuma a candidatura do PSB, Marina só busque o apoio de candidatos cujas alianças ajudou a negociar.

 

BBC Brasil 

Dilma tem 38%, Aécio, 23%, e Campos, 9%, diz pesquisa Ibope

candidatosPesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (7) indica estabilidade nas intenções de voto para presidente da República em relação ao levantamento anterior, segundo o instituto. A presidente Dilma  Rousseff (PT) aparece com 38% das intenções de voto, mesmo percentual registrado em julho; Aécio  Neves (PSDB) registrou 23% (em julho, tinha 22%); e Eduardo  Campos (PSB) tem 9% (na pesquisa anterior, eram 8%).

 

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Somados, todos os dez adversários de Dilma na eleição deste ano acumulam 38%, mesmo percentual da presidente. Para um candidato conseguir vencer a eleição no primeiro turno, precisa ter mais votos que a soma de todos os rivais. Por isso, segundo o Ibope, não é possível afirmar se haverá segundo turno ou se a eleição será decidida no primeiro turno.

 

Encomendada pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre os últimos domingo (3) e quarta-feira (6) em 175 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos (isso significa que a intenção de voto em um candidato com 10%, por exemplo, pode oscilar entre 8% e 12%).

 

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a modalidade estimulada da pesquisa (na qual  os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor). Os candidatos indicados com 0% são os que obtiveram menos de 1% das intenções de voto.

 

– Dilma Rousseff (PT): 38%
– Aécio Neves (PSDB): 23%
– Eduardo Campos (PSB): 9%
– Pastor Everaldo (PSC): 3%
– Luciana Genro (PSOL): 1%
– Eduardo Jorge (PV): 1%
– Zé Maria (PSTU): 0%
– Eymael (PSDC): 0%
– Levy Fidelix (PRTB): 0%
– Mauro Iasi (PCB): 0%
– Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
– Branco/nulo: 13%
– Não sabe/não respondeu: 11%

 

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00308/2014.

 

Pesquisa espontânea
Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), o resultado foi o seguinte:

 

– Dilma: 25%
– Aécio: 11%
– Campos: 4%
– Outros: 2%
– Brancos/nulos: 15%
– Não sabe/não respondeu: 43%

 

Segundo turno
O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:

 

– Dilma: 42% (na pesquisa anterior, 41%)
– Aécio: 36% (na pesquisa anterior, 33%)
– Branco/nulo: 15% (na pesquisa anterior, 18%)
– Não sabe/não respondeu: 7% (na pesquisa anterior, 8%)

 

 

– Dilma: 44% (na pesquisa anterior, 41%)
– Campos: 32% (na pesquisa anterior, 29%)
– Branco/nulo: 16% (na pesquisa anterior, 20%)
– Não sabe/não respondeu: 8% (na pesquisa anterior, 10%)

 

Rejeição
A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Confira abaixo:

 

– Dilma  Rousseff: 36%
– Aécio  Neves: 15%
– Pastor  Everaldo: 11%
– Zé  Maria: 10%
– Eduardo  Campos: 9%
– Eymael: 8%
– Levy  Fidelix: 8%
– Luciana  Genro: 7%
– Mauro  Iasi: 7%
– Rui Costa  Pimenta: 6%
– Eduardo  Jorge: 5%
– Poderia votar em todos: 14%
– Não sabe/não respondeu: 21%

Expectativa de vitória
A pesquisa indicou que, independentemente do candidato em que votarão, 55% acreditam que o futuro presidente da República será Dilma  Rousseff. Para 15%, será Aécio  Neves, e 4% apontaram Eduardo  Campos.

Pesquisa Ibope presidente agosto 2014 (VALE ESTA) (Foto: Editoria de Arte / G1)

G1

Dilma, Aécio e Campos são sabatinados na Confederação Nacional de Agricultura

debate-presidenciaOs três principais candidatos à Presidência da República foram sabatinados nesta quarta-feira na Confederação Nacional de Agricultura (CNA). O primeiro foi Eduardo Campos (PSB), que prometeu liderar um diálogo entre o agronegócio e ambientalistas. Companheiro de chapa da ambientalista Marina Silva, o ex-governador de Pernambuco disse que a sustentabilidade é um valor que “veio para ficar”.

“Uma parte das agendas que vem a criar a divisão entre o agronegócio e o meio ambiente, entre o campo e a cidade, é exatamente pela ausência de políticas públicas respondendo a demandas sociais recentes. Na hora que não se dialoga com a sustentabilidade, se cria um ambiente de desentendimento”, disse, ao responder perguntas de empresários do agronegócio na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre “radicalismo ambiental”.

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Ao citar a vice, Marina Silva, conhecida por sua atuação na área ambiental, Campos disse ter em sua chapa a capacidade de diálogo e entendimento. “Ela nasceu numa floresta, eu me criei de uma fazenda. Sabemos da necessidade de construir um campo de paz, entendimento e produtividade”, afirmou. O candidato defendeu também políticas do Ministério do Meio Ambiente no governo Lula, quando a pasta era liderada por sua companheira de chapa.

Para Eduardo Campos, os valores do programa de sua candidatura são reclamados pela sociedade global. “Nós temos consciência de que existe no agronegócio brasileiro uma compreensão crescente de que nós representamos uma possibilidade de marcar um encontro no futuro”, disse. “Acho que esse diálogo vai acontecer com naturalidade, com respeito a divergências.”

Em seu discurso de abertura, Campos prometeu tirar o Ministério da Agricultura do “balcão político” e assumir a liderança dos projetos estratégicos do segmento, se eleito. Ele voltou a defender um novo modelo de gestão no Executivo.

“A agenda inovadora e de futuro do agronegócio não será terceirizada no nosso governo. O presidente vai assumir a liderança dos assuntos estratégicos do agronegócio, para que não integre os assuntos transversais na burocracia e na priorização”, disse o candidato.

“Fortalecer o Ministério da Agricultura é tirá-lo do balcão político e das lideranças e colocá-lo na mão da competência de quem possa inspirar um dialogo responsável, maduro. (…) É preciso que quem planta possa olhar para Brasília e ver um ministro que possa falar com o presidente da República, falar com o ministro da Fazenda”, acrescentou.

Assim como fez em discurso a empresários da indústria na semana passada, Campos voltou a falar que o padrão político brasileiro “esclerosou” e prometeu inovação para alavancar a produtividade do setor do agronegócio.

“Quanto à nova governança política para um novo modelo de gestão, é vital a melhoria do padrão político brasileiro. O padrão político esclerosou. A mudança de cultura exige compreensão clara: o Estado não existe para ser servido pela sociedade; ele existe para servir à sociedade”, disse.

Aécio quer unir Pesca e Agricultura em um “superministério”

O candidato do PSDB, Aécio Neves, foi o segundo a apresentar o seu programa de governo. Ele prometeu, se eleito, aumentar os poderes do Ministério da Agricultura, que deverá incorporar como secretaria o atual Ministério da Pesca. De acordo com o presidenciável tucano, além de ter mais independência da área econômica do governo, o novo formato do Ministério da Agricultura participará de formulações de políticas de infraestrutura de transportes.

“Criarei um superministério da Agricultura e vou incluir a Pesca novamente sob a alçada da Agricultura”, disse Aécio. “No meu governo, o Ministério da Agricultura não será subordinado ao Ministério da Fazenda e tampouco ao presidente do Banco do Brasil, como ocorre em determinadas circunstâncias”, acrescentou.

É o segundo superministério prometido pelo candidato do PSDB, caso eleito. O outro é o que ele chama de Ministério da Infraestrutura, que assumirá a condução de obras e investimentos privados da logística brasileira. O escoamento da produção é tema prioritário para os agricultores e pecuaristas, uma vez que o custo do frete impacta diretamente na competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

“Eu disse que pretendo reduzir drasticamente o número de ministérios que aí estão. Eu acho até que muitas dessas atividades terão mais efetividade se definidas de forma menos onerosa e burocrática como essas estruturas ministeriais as impõem”, disse o candidato.

Dada a importância da infraestrutura de transportes ao agronegócio, Aécio prometeu que a nova pasta da Agricultura participará da discussão sobre a logística brasileira. “O superministério da Agricultura será decisivo na formulação das políticas de logística e infraestrutura. O ministério da Infraestrutura será importante para destravar os desenvolvimentos”, afirmou.

“O Ministério da Agricultura vai discutir quais são os principais eixos de desenvolvimento que vão agregar competitividade de quem produz no Brasil”, prosseguiu o tucano. “No meu governo, quem definirá a estratégia da agricultura e da pecuária serei eu. Será o presidente da República e o Ministério da Agricultura”, prometeu, acrescentando que a pasta sairá “do balcão de negociações (políticas) a quem está submetido hoje”.

Dentre as promessas para o setor de infraestrutura, Aécio Neves afirmou que buscará o resgate da credibilidade brasileira na atração de investimentos. Neste momento, ele alfinetou o governo Dilma Rousseff ao sugerir que a nomeação de cargos nos Ministérios dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) seja feita por interesses estritamente políticos.

“É impossível que o Brasil avance no resgate à credibilidade junto a parceiros e à efetivação de obras de logística quando assistimos o Ministério dos Transportes  e o Dnit significar instrumento de viabilização de mais de 30 segundos na propaganda eleitoral”, disse.

Aécio Neves prometeu, se eleito, manter uma relação de firmeza e diálogo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Uma das propostas do candidato do PSDB à Presidência é a de impedir a desapropriação de terras invadidas.

“No meu governo, farei cumprir a lei em todas as suas dimensões, e quero afirmar que no meu governo as fazendas invadidas não serão desapropriadas pelo prazo de dois anos, como sinalização clara de que respeitamos o direito à propriedade”, afirmou.

Aécio ponderou que sua possível gestão oferecerá espaço ao diálogo no debate fundiário. “Nosso governo será cumpridor da lei, mas será sempre aberto ao diálogo. (…) Meu governo avançará na questão da reforma agrária com regras e segurança jurídica, muito mais do que avançou no governo da atual presidente”, prometeu.

Dilma defende combate sem trégua a trabalho escravo

A presidente Dilma Rousseff, que foi a última a ser sabatinada,  defendeu o combate sem trégua ao trabalho escravo no país. “Uma questão que preocupa é o trabalho escravo, e estou certa de que todos os produtores concordam que é uma chaga a ser exterminada de nosso país, inclusive para que os bons e sérios produtores não sejam discriminados pelos erros de uns poucos”, afirmou.

Dilma também defendeu as ações do governo na agropecuária e destacou o papel da Embrapa: “Vamos continuar transformando as condições e a produção, que têm sido a marca de nossa política de expansão da agricultura brasileira. Foi fortalecendo a nossa Embrapa que demos suporte à geração de técnicas que transformam a agricultura brasileira na mais avançada agricultura tropical do mundo”, ressaltou.

A candidata petista elogiou ainda o diálogo entre governo e produtores, enfatizando que nos últimos quatro anos houve uma “interlocução qualificada” entre governo e setor agrícola.

Outro assunto em pauta foi a terceirização no setor agrícola. Segundo Dilma, a terceirização não pode ser “sinônimo” de precarização. “É preciso que se discuta a lei da terceirização com base na realidade de como é o trabalho terceirizado atualmente”, disse.

Logo após o evento na CNA, Dilma falou rapidamente com os jornalistas e mostrou otimismo sobre o cumprimento da meta de superávit primário pelo setor público. “É natural que haja momentos de flutuação do superávit primário”, disse. “Acredito que teremos condições de cumprir o superávit primário previsto no começo do ano”, acrescentou.

A meta para o ano é de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado em 12 meses até junho, o superávit primário está em 1,36% do PIB.

 

JB Online

Pesquisa para presidente traz Dilma com 47,4%, Campos com 12,9% e Aécio com 12,6%

aecio-dilma-eduardo-marinaA pesquisa eleitoral Correio/Souza Lopes, após os registros de candidatura na Justiça Eleitoral para disputa pela Presidência da República. A pesquisa foi exibida na edição do ‘Jornal da Correio’ nesta sexta-feira (25) e revelou os seguintes dados de intenções de votos:

Dilma Rousseff (PT) lidera com 47,4%, seguida por Eduardo Campos (PSB), com 12,9%, logo à frente de Aécio Neves (PSDB), que aparece com 12,6%. Em quarto lugar vem o Pastor Everaldo (PSC), com 1,1%, acompanhado por José Maria (PSTU), com 0,5%. Um pouco atrás surge Luciana Genro (PSOL), com 0,3 % e Eduardo Jorge (PV), com 0,2%, empatado com Rui Costa Pimenta (PCO), também com 0,2%. Somando apenas 0,1% cada, estão José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB). Ninguém/Brancos/Nulos somaram 11,7%. Não sabem ou não opinaram 12,9%.

 

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Foram realizadas 1500 entrevistas com eleitores do Estado da Paraíba no período de 19 a 22 de julho de 2014, considerando um erro amostral máximo de 2,6 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi registrada no TRE-PB sob o número: PB 00013/2014 – 20/07/2014 e no TSE sob o número: 00244/2014 – 20/07/2014

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