Arquivo da tag: calcular

Quais os primeiros passos para quem quer calcular o valor do aluguel de um imóvel em Fortaleza?

Após o processo de oferta e busca de moradia, uma vez que chegamos a um acordo entre o proprietário e o inquilino, em particular ou por meio de um programa de aluguel público, o contrato é assinado. Este contrato será o elo entre o arrendador e o arrendatário. Na formalização do contrato de aluguel de moradia, é obrigatório que o inquilino faça um vínculo equivalente a um pagamento mensal. Porém, como se chega no cálculo de quanto vale uma moradia? Isso ocorre de que maneira?

De modo a ajudá-lo a entender os elementos que compõe a tomada de preços de um aluguel (como localização, metragem, infra-estrutura, por exemplo), este artigo visa demonstrar que o  cálculo do preço do aluguel de uma casa, escritório ou local que não corresponde ao mercado implica riscos como reduzir a lucratividade, atrasar o fechamento de um negócio ou pior, nunca obter um cliente.

Desse modo, para quem deseja um contrato de aluguel em Fortaleza, é importante estar atento a alguns elementos importantes, que neste post vamos procurar explorar. Acompanhe!

  1. Faça uma avaliação imobiliária

Idealmente, você deve contratar os serviços de um avaliador profissional para determinar o preço do aluguel e obter aconselhamento. No entanto, se você decidir fazer isso sozinho, deverá seguir as etapas a seguir (sabendo antecipadamente que, por lei, a taxa não deve ser superior a 1% do preço comercial da casa). Prepare um formulário no qual você relaciona esses dados (aplique os que correspondem à sua propriedade), descrevendo:

  • Tipo de propriedade;
  • Ano de construção;
  • Área (em metros quadrados);
  • Estado do imóvel;
  • Tipo de pisos;
  • Número de cômodos;
  • Número de banheiros;
  • Número de vagas de estacionamento;
  • Infraestrutura (salão de festas, sala de jogos, piscina, quadras…);
  • Observações sobre localização, pontos de referência, bairro.
  1. Pesquise imóveis da mesma área

Um dos métodos mais usados ​​é comparar o preço do aluguel dos espaços disponíveis nas proximidades, mas esse método pode ser enganoso, pois não leva em consideração aspectos como a idade e o estado de conservação do departamento. Ligue ou faça uma busca na internet para saber sobre as propriedades que são alugadas na mesma área que a sua, como por exemplo apartamentos para alugar em Fortaleza que sejam de frente para o mar. Peça todos os dados do formulário acima e anote-os com cuidado. Lembre-se das propriedades com avisos nas janelas, também as publicadas nos classificados de jornais ou portais da internet e, na medida do possível, as que são consignadas em imóveis. Para que seu cálculo seja o mais próximo da realidade, a amostra coletada não deve ter menos de 20 propriedades, levando-se em conta a idade dos imóveis em questão.

  1. Classifique e selecione imóveis semelhantes

Para chegar a um valor estimado sobre a sua região, coloque numa planilha os imóveis que possuem características semelhantes ao seu. Descarte os demais. Então, divida o preço de cada um por sua área (metragem) e obtenha o valor por metro quadrado médio da região. Adicionar os preços obtidos e dividi-los pelo número de propriedades também pode ser uma outra forma de cálculo. O resultado obtido servirá como referência para decidir o preço do aluguel do seu imóvel. No entanto, o valor obtido não precisa necessariamente ser o que você negociará inicialmente, pois é importante ter uma margem de negociação. É aconselhável, então, que o preço base esteja 10% acima do planejado. O valor dos seguros que podem ocorrer, caso você decida usá-los, é adicional ao valor do aluguel da propriedade e, como tal, deve ser claramente especificado no respectivo contrato, bem como valores como IPTU, por exemplo. Isso tudo irá ajuda-lo a melhor alugar casa em Fortaleza ou qualquer outro tipo de imóvel com mais respaldo e confiabilidade diante dos valores de mercado.

  1. Segurança para o locador

Lembre-se de que, se você deseja arrendar sua propriedade para um banco, governo ou entidade multinacional, entre outros, isso pode exigir uma avaliação profissional, que determina com certeza o valor de reposição e o preço real do produto que você deseja locação. Os avaliadores profissionais levam em consideração todas as circunstâncias que podem afetar a propriedade, como tempo de vida, deterioração física e o objetivo da avaliação.

  1. Conteúdo do contrato

O contrato de aluguel é o elo entre o proprietário (que dá o uso da casa) e o inquilino (que adquire o uso da casa), pelo qual o proprietário dá o uso e o aproveitamento de um imóvel (a casa) ao inquilino por um determinado período, enquanto o inquilino é obrigado a pagar livremente o aluguel estabelecido entre as partes e a devolver a propriedade como recebida na conclusão do contrato de arrendamento. Este contrato será usado como evidência no caso de possíveis discrepâncias que possam surgir durante o prazo do arrendamento. As regras relativas ao aluguel de moradias incluem móveis, almoxarifados, vagas de estacionamento e outras unidades, alugados ou serviços fornecidos como acessórios para o lar. O aluguel ou preço do aluguel é definido livremente pelas partes. Durante a vigência do contrato, o aluguel somente poderá ser atualizado pelo arrendador ou pelo arrendatário na data em que cada ano do contrato for cumprido, nos termos acordados entre as partes.

  1. Possibilidades para o locatário

Existem condições de aluguel que podem variar o preço. Por exemplo, se um inquilino estiver disposto a pagar um ano inteiro adiantado ou investir em reformas e melhorias na propriedade. Os pagamentos anuais merecem benefícios para o inquilino, como pular um depósito ou fazer um desconto equivalente até o aluguel de um mês. Quando o inquilino estiver interessado em fazer melhorias na propriedade, descontos de aluguel ou pagamentos compartilhados de cada projeto podem ser acordados. Ter um preço de aluguel adequado para a área em que você se encontra é a chave para encontrar inquilinos mais rapidamente e criar confiança desde a primeira abordagem.

Agora que você conheceu alguns dos detalhes mais importantes para se começar a tomar os primeiros passos para calcular o valor de aluguel de um imóvel em Fortaleza, não deixe de compartilhar este post em suas redes sociais, para que mais pessoas possam conhecer estes dados!

 

Imagem: Pixabay.com

Assessoria para o FN

 

 

TSE mostra como calcular os quocientes eleitoral e partidário nas eleições 2016

coeficiente-eleitoralEm outubro deste ano, os eleitores de 5.568 municípios brasileiros elegerão novos prefeitos e vereadores.

No caso da eleição para vereador, que adota o sistema eleitoral proporcional, as vagas das Câmaras Municipais serão distribuídas em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações e preenchidas pelos candidatos mais votados da lista da legenda ou coligação, até o limite das vagas obtidas.

O preenchimento das vagas é feito segundo o cálculo dos Quocientes Eleitoral (QE) e Partidário (QP) e distribuição das sobras. Mas você sabe como são feitos esses cálculos?

Antes de aprender como calcular o QE e o QP, é preciso destacar que, na eleição proporcional no Brasil, é o partido/coligação que recebe as vagas, e não o candidato. Isso significa que, nesse tipo de pleito, o eleitor, ao votar, estará escolhendo ser representado por determinado partido e, preferencialmente, pelo candidato por ele escolhido.

Em resumo, o voto do eleitor na eleição proporcional brasileira indicará quantas vagas determinado partido/coligação vai ter direito. Cabe ressaltar que, mesmo que um candidato tenha votação expressiva, se o partido/coligação não ganhar vaga, tal candidato pode não ser eleito.

A partir daí, os candidatos mais votados poderão preencher as cadeiras recebidas pelos partidos/coligações, conforme a sua colocação. Esse aspecto é o que diferencia o sistema eleitoral proporcional brasileiro do adotado em outros países.

No Brasil, quem faz a lista de classificação dos candidatos (ordem de colocação) é o eleitor, por meio do seu voto, isto é, o candidato que obtiver o maior número de votos dentro de determinado partido/coligação ficará em primeiro lugar na lista. É o que chamamos de lista aberta.

As regras para aplicação dos cálculos do QE e QP e para a distribuição das sobras nas Eleições 2016 estão previstas na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.456/2015, que dispõe sobre atos preparatórios do pleito.

Como se calcula o número de vagas por partido?

Conforme o art. 147 da resolução, “Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo número de lugares a preencher, desprezando-se a fração, se igual ou inferior a meio, ou arredondando-se para um, se superior”. Isso significa que:

QE = nº de votos válidos da eleição/ nº de lugares a preencher

Na eleição para a Câmara dos Deputados, o número de votos válidos será dividido pelas 513 cadeiras disponíveis. Já nas eleições estaduais e municipais, o cálculo depende do número de cadeiras de cada Assembleia Legislativa e de cada Câmara Municipal.

Para exemplificar, vamos supor que o número de votos válidos apurados em um pleito de determinado município seja 1.000, e que existam 10 cadeiras a preencher na respectiva Câmara Municipal. Neste caso, o cálculo será o seguinte:

Nº de votos válidos = 1.000 / nº de vagas a preencher = 10, então QE = 100

De posse do Quociente Eleitoral, é necessário calcular o chamado Quociente Partidário. Segundo o art. 148 da Resolução TSE nº 23.456/2015, “Determina-se, para cada partido político ou coligação, o quociente partidário dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação, desprezada a fração”. Ou seja:

QP = nº votos válidos recebidos pelo partido ou coligação / QE

Exemplo: se no mesmo pleito o partido recebeu 200 votos válidos, o cálculo será o seguinte:

Nº de votos válidos recebidos pelo partido = 200 / QE = 100, então QP = 2

Após os dois cálculos, é possível concluir que o partido terá direito a duas vagas naquela Câmara Municipal, que deverão ser distribuídas entre os seus dois candidatos mais bem colocados.

Cláusula de barreira

Nestas eleições, a distribuição das vagas entre os candidatos mais bem votados deve considerar uma novidade implementada a partir da Lei n° 13.165/2015: a chamada cláusula de barreira. Segundo a nova regra (art. 148, parágrafo único da Resolução TSE nº 23.456/2015).

“Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido ou coligação que tenham obtido votos em número igual ou superior a dez por cento do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido”.

Entre as consequências dessa inovação estão as seguintes: 1) Um candidato não será eleito se o total de votos recebidos não corresponder a, pelo menos, 10% do QE; e 2) Candidatos que tenham recebido poucos votos somente serão beneficiados pelos chamados “puxadores de voto” se seus votos tiverem alcançado os 10% do QE.

Continuando com o mesmo exemplo, vamos supor que o primeiro candidato da lista do partido tenha recebido 11 votos e, o segundo, nove votos.

Vale lembrar que, para ser eleito, o candidato deve estar colocado dentro das vagas disponíveis para o partido (neste caso, duas vagas), e o número de votos obtidos por ele deve corresponder a, pelo menos, 10% do QE (que foi de 100).

Nessa situação hipotética, apenas o primeiro da lista do partido será eleito, já que os votos recebidos pelo segundo não alcançam 10% do total do QE (que seriam 10 votos). Dessa forma, apesar de o partido ter direito a duas vagas, apenas uma será preenchida por candidatos daquela legenda.

Cálculo das sobras

Em uma eleição proporcional, é possível que, após a distribuição das vagas entre os partidos, restem cadeiras para serem preenchidas, as chamadas “sobras”. Estas serão distribuídas por um cálculo conhecido como “Média”.

Porém, somente disputarão as sobras os partidos que tiverem Quociente Partidário maior que 1.

Veja o exemplo a seguir para a eleição de determinada Câmara Municipal, na qual existam 10 cadeiras para ser preenchidas e quatro partidos na disputa:

Partido 1 – obteve 200 votos – QP = (200/100) = 2,0 → ele terá direito a 1 vagaOBS: Levando em consideração o exemplo acima, mesmo tendo o partido direito a duas vagas pelo cálculo do QP, apenas um candidato teria votação correspondente a mais de 10% do QE. Assim, a outra vaga não pode ser preenchida.Partido 2 – obteve 140 votos – QP = (140/100) = 1,4 → ele terá direito a 1 vaga

Partido 3 – obteve 350 votos – QP = (350/100) = 3,5 → ele terá direito a 3 vagas

Partido 4 – obteve 310 votos – QP = (310/100) = 3,1 → ele terá direito a 3 vagas

Total de vagas obtidas pelos partidos/coligações = 8
Conclusão: Sobraram 2 vagas que, por sua vez, deverão ser distribuídas por média.1 vaga pelo desprezo das frações no cálculo do QP1 vaga do Partido 1 devido à cláusula de barreira

A distribuição destas vagas que sobraram será feita conforme o art. 149 da resolução. Segundo o dispositivo, os lugares não preenchidos com a aplicação do QP e a exigência de votação nominal mínima serão distribuídos por média.

O cálculo será feito da seguinte forma: o número de votos válidos atribuídos a cada partido político/coligação será dividido pelo valor do quociente partidário somado às vagas obtidas por média mais um, cabendo à legenda ou à coligação “que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima”. Isto é:

Média = votos válidos recebidos pelo partido /(vagas obtidas por QP + vagas obtidas por média) + 1

Então, seguindo com o nosso exemplo, vamos ao cálculo das médias:

Partido 1 – obteve 200 votos/2 vagas obtidas por QP + 0 vagas obtidas por média + 1 = 33,33Partido 2 – obteve 140 votos/1 vaga obtida por QP + 0 vagas obtidas por média + 1= 70Partido 3 – obteve 350 votos/3 vagas obtidas por QP + 0 vagas obtidas por média = 87,5 *

Partido 4 – obteve 310 votos/3 vagas obtidas por QP + 0 vagas obtidas por média = 77,5

 

A primeira vaga das sobras foi distribuída para o Partido 3, que obteve a maior média e possui candidato com votação mínima para ser eleito.

De acordo com a legislação, a primeira vaga das sobras será destinada ao partido/coligação que obtiver a maior média, conforme exemplo acima.

Caso sobre uma segunda vaga, deverá ser feito novo cálculo, mantendo-se o mesmo dividendo e incluindo no divisor do partido que ganhou a primeira vaga mais uma vaga (a da primeira sobra). Em resumo, este novo cálculo será:

Partido 1 – obteve 200 votos/2 vagas obtidas por QP + 0 vagas obtidas por média + 1 = 33,33Partido 2 – obteve 140 votos/1 vaga obtida por QP + 0 vagas obtidas por média + 1 = 70Partido 3 – obteve 350 votos/3 vagas obtidas por QP + 1 vaga obtida por média + 1= 70

Partido 4 – obteve 310 votos/3 vagas obtidas por QP + 0 vagas obtidas por média + 1 = 77,5 *

 

A segunda vaga das sobras foi distribuída para o Partido 4, que obteve a maior média na segunda execução do cálculo da média e possui candidato com votação mínima.

Esta operação será repetida quantas vezes forem necessárias até o preenchimento de todas as vagas. Entretanto, de acordo com o inciso III do art. 149 da resolução, quando não houver mais partidos ou coligações com candidatos cujos votos tenham atingido, ao menos, 10% do QE, “as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentem as maiores médias”.

TSE

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Saiba como calcular e economizar no seguro de vida

Getty ImagesFaixa etária e hábitos de vida saudáveis contam na hora de pagar seguro mais barato
Getty Images
Faixa etária e hábitos de vida saudáveis contam na hora de pagar seguro mais barato

Pensar na morte não é muito agradável, mas, quando se trata de planejamento financeiro, todas as cartas devem ser colocadas na mesa. Se contratar um seguro de vida já foi visto como desnecessário ou ímã de mau agouro, hoje se tornou algo que pode evitar que uma família enfrente dificuldades em caso de falecimento do principal provedor.

Segundo Bento Zanzini, diretor-geral desse segmento no grupo Banco do Brasil-Mapfre, graças a essa mudança de pensamento o setor de seguros cresceu em torno de 14% ao ano na última década. Para 2013, a projeção é de que o avanço fique entre 13% e 15%.

 

“Fizemos pesquisas de mercado e percebemos que faltavam duas coisas para impulsionar o mercado: sobra de dinheiro e cultura de planejamento financeiro de longo prazo”, explica. O produto começou a se popularizar junto à classe média principalmente depois que o Brasil superou a época de hiperinflação, que corroía os ganhos de qualquer tipo de poupança.

Para Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), o seguro de vida é indicado para todas as pessoas economicamente ativas. “Na falta do gestor da família, a família pode perder o padrão de vida”, diz. E é para evitar isso que o cálculo da apólice considera a renda mensal do contratante e por quanto tempo o valor conseguirá sustentar mulher e filhos, por exemplo.

 

“A partir do falecimento do provedor, até que a família se reequilibre são necessários de dois a três anos. Por isso, o cálculo da apólice, nesse caso, seria de 24 a 36 vezes o salário mensal do provedor”, explica Zanzini, do BB-Mapfre. “Nesse tempo vai passar o estado de choque da família, a esposa vai ter uma renda de sobrevivência, vai voltar a trabalhar e retomar a vida”, diz.

O valor do seguro de vida varia de acordo com a idade de quem contrata a apólice. “O seguro de R$ 100 mil de um jovem de 25 anos pode custar R$ 17, enquanto o de um idoso de 65 anos pode chegar a R$ 1.700”, diz Santos. Ou seja, o valor mensal é calculado a partir da probabilidade de o segurado vir a morrer nos próximos anos. A partir daí, o reajuste ocorre do mesmo jeito que nos planos de saúde: conforme o cliente passa de uma faixa de idade para outra, o valor pago pelo seguro sobe. Já o total da apólice é reajustado por índices relacionados à inflação.

Dicas para contratar um seguro

Algumas situações podem encarecer o seguro de vida. Fumantes pagam mais caro, enquanto pessoas que praticam exercícios ou possuem hábitos de vida saudável têm benefícios. Já atletas adeptos de modalidades mais arriscadas, como motociclismo ou automobilismo, também desembolsam mais. “O mesmo ocorre com envolvidos em política, senadores, prefeitos, pelo risco maior de sofrer algum atentado”, explica Zanzini.

Essas circunstâncias devem ser citadas ao preencher o formulário com a proposta do seguro. “Há perguntas para saber se a pessoa recebeu algum diagnóstico de doença, podem até ser solicitados exames para comprovar que a saúde está em dia”, diz o diretor do Banco do Brasil-Mapfre.

 

Ser honesto nessa hora fará a diferença no futuro, ressalta Santos. Isso porque, em caso de óbito, a seguradora envia ao médico que acompanhava a situação de saúde do segurado um questionário. Caso seja constatado que o cliente tinha doença pré-existente, a família pode ficar sem receber nada, e também pode perder o direito de reaver o dinheiro pago ao longo dos anos.

Além de morte natural, os seguros podem cobrir ainda morte por acidente, invalidez permanente e até doenças específicas, como o câncer de mama. “Algumas seguradoras adiantam parte do valor do seguro para que a pessoa possa usar em seu tratamento. Caso se cure, a diferença é acertada em prestações futuras”, diz Santos, do Sincor-SP. Fora a indenização, a apólice pode incluir acompanhamento médico e psicológico.

 

Antes de assinar um contrato, a dica geral é verificar se o produto é registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep), o que pode ser feito pelo próprio site do órgão público. O alerta também vale para corretores e representantes de corretoras.

E, mais importante que o valor da apólice, é o que ela contempla. Antes de olhar o preço, veja o que o produto oferece em caso de alguma eventualidade. “Vemos o mercado de maneira otimista. À medida que mais pessoas possam acessá-lo, elas tomam consciência de sua importância e contam para as outras”, conclui Zanzini.

 

 

Danielle Brant – iG

Empresas de telefonia falharam ao calcular demanda, diz governo

Punidas por problemas na qualidade dos serviços oferecidos, as empresas de telefonia celular “falharam” ao calcular a demanda por seus produtos, avaliou nesta quinta-feira (19) o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.

“É fruto de um erro de cálculo. Descasaram o arrojo dos planos com a infraestrutura. Houve uma falha das empresas. Se alguém vai tipificar essa falha, fazer juízo de mérito, ou adjetivar boa fé, ou má fé, não é responsabilidade nossa. A empresa é punida pelo próprio mercado. Pela capacidade do cidadão reclamar e consumir (…) Invista, ou não venda”, declarou Alvarez a jornalistas.

Na quinta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou a suspensão, a partir do próximo dia 23, das vendas de “chips” para telefonia móvel e internet banda larga, da Oi, TIM e Claro. Em cada estado do país, será suspensa a venda de chips de uma operadora – a que tiver apresentado o pior desempenho no local.

Nesta quinta, as ações da TIM continuam liderando as perdas. Os papéis da empresa caíam 8,88% às 15h16. Por outro lado, as ações da preferenciais da Oi subiam 4,36% e as ordinárias, 1,47%. Na véspera, as ações preferenciais da Oi caíram 4,47%, para R$ 9,17; e as ações da TIM caíram 2,77%, a R$ 9,46. A Claro não é negociada na bolsa.

A decisão da Anatel, no que se refere à Claro, engloba os estados de Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Sobre a Oi, a decisão da Anatel abrange os estados de Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul. No caso da TIM, a suspensão da venda de chips engloba os seguintes estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins.

“As empresas, de forma diferenciada, têm mantido um volume alto de investimento, em torno de R$ 20 bilhões por ano, com diferenças. Não conheço da regionalidade destes investimentos. Elas têm respondido à altura para trazer cada vez mais e melhores serviços. O que acontece é que o volume de brasileiros dispostos, e com dinheiro a consumir, levou à uma defasagem na rede móvel e capacidade de volume”, afirmou Cezar Alvarez, do Ministério das Comunicações.

Ações do governo federal
O secretário-executivo do Ministério das Comunicações afirmou ainda que o governo segue trabalhando em ações para melhorar a qualidade na prestação dos serviços de telecomunicações.

Ele lembrou que o regime especial concederá isenção de PIS e Cofins e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para serviços e roteadores, por exemplo. Anunciado em fevereiro do ano passado, a medida está na MP 563, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, e que ainda tem de passar pelo crivo do Senado Federal. Assim que implementada, a medida representará, segundo Cezar Alvarez, uma economia de custo de 17% a 25% nos serviços e produtos abrangidos.

O secretário-executivo também citou a possibilidade futura de “compartilhamento de infraestrutura pública”, como linhas de transmissão. Segundo ele, esse projeto precisa de “retoques” antes de ser enviado ao Congresso Nacional. O instrumento jurídico, segundo ele, ainda não foi definido.

Outra ação do governo é na legislação para antenas de telefonia celular. “É supercomplexa. Estamos trabalhando em um país federativo. Em alguns municípios, que sobre o espaço urbano legisla o prefeito e a Câmara de vereadores, queremos ter um padrão de legislação comum. Os municípios ficaram com a parte de proteção da paisagem, do sítio histórico, a preservação da sua orla, de monumentos históricos e paisagens”, declarou ele.

G1