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Homem é morto a facadas pelo irmão após discussão por uma xícara de café, diz polícia, na PB

Um homem foi morto a facadas na manhã desta sexta-feira (18), em Campina Grande. De acordo com o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Francimar Vieira, o suspeito do crime é o irmão da vítima, que teria esfaqueado o irmão após uma discussão entre eles por causa de uma xícara de café. O suspeito, que também ficou ferido, foi socorrido e levado para o Hospital de Emergência e Trauma da cidade.

O caso aconteceu por volta das 9h, no bairro Monte Castelo. Conforme o comandante da PM, a vítima, que é vendedor ambulante, teria chegado na casa do irmão para pegar uma garrafas que iria vender na cidade. Ao entrar no local, a vítima teria entrado em uma discussão com o irmão por causa de uma xícara de café.

“Tudo hoje é cercado de intolerância. Infelizmente, o irmão matou o outro por causa de uma besteira, uma xícara de café. Eles entraram em luta corporal, a vítima foi atingida com três facadas na região do pescoço e morreu ainda no local. O suspeito do crime foi levado para o hospital, mas já recebeu alta e está sendo levado para a Central de Polícia Civil”, informou Francimar Vieira.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande. Conforme a polícia, o suspeito, identificado como Davi, já tem passagem pela polícia. Até as 11h desta sexta-feira, o homem já havia recebido alta médica e havia sido conduzido à Central de Polícia para esclarecimentos do caso.

G1

 

Excesso de café aumenta chance de pressão alta em pessoas predispostas

O consumo habitual de mais de três xícaras de café de 50 ml por dia aumenta em até quatro vezes a chance de pessoas geneticamente predispostas apresentarem pressão arterial alta. A descoberta faz parte de um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Clinical Nutrition.

Estudo anterior mostra, por outro lado, que o consumo moderado de café (de uma a três xícaras por dia) tem efeito benéfico sobre alguns fatores de risco cardiovascular – particularmente a pressão arterial.

A principal autora do estudo, Andreia Machado Miranda, pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), explica que essa conclusão chama atenção para a importância da relação entre o consumo de café e a prevenção da pressão alta. “Como a maior parte da população não tem ideia se é predisposta ou não para desenvolver a pressão alta, o ideal é que se faça um consumo moderado de café. Até onde nós sabemos, pelos nossos estudos e por outros já publicados, esse consumo moderado é benéfico para a saúde do coração”, apontou.

A escolha do café para avaliar essa associação se deu por ser uma das bebidas mais consumidas entre os brasileiros. A pesquisa aponta que ele pode ser protetor para a saúde do coração se usado de forma moderada, mas também pode ser vilão para pessoas predispostas a hipertensão e em doses exageradas. Segundo Andreia, isso ocorre porque o café é uma mistura de mais de 2 mil compostos químicos.

Cafeína

“A hipótese do nosso estudo é que mais de três xícaras podem aumentar as chances [de pressão alta] pela presença da cafeína. A cafeína está associada com a resistência vascular, ou seja, a dificuldade com a passagem do fluxo nos vasos, e também provoca vasoconstrição, que é a contração a nível dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem do fluxo e tudo isso faz com que haja um aumento da pressão arterial”, explicou.

Os polifenóis, por sua vez, seriam os responsáveis pelas ações benéficas. “São compostos de origem vegetal que não são sintetizados pelo organismo, então precisam ser obtidos pela dieta. Eles têm elevado poder antioxidante, tem uma ação antitrombótica, que significa que impedem a formação de trombos nos vasos, e promovem uma melhoria da vasodilatação, ao contrário do efeito da cafeína”, elencou a pesquisadora.

Dados

A pesquisa é baseada em dados de 533 pessoas entrevistadas no Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA), de 2008. O levantamento estadual obteve dados sociodemográficos e de estilo de vida, como idade, sexo, raça, renda familiar per capita, atividade física e tabagismo por meio de um questionário aplicado a mais de 3 mil participantes. Além disso, foram colhidas informações sobre consumo alimentar e feita coleta de sangue para análises bioquímicas e extração de DNA para genotipagem. Em visita domiciliar, foram medidos o peso, a altura e a pressão arterial dos voluntários. Para a pesquisa desenvolvida por Andreia, foi utilizada uma mostra representativa de adultos e idosos.

“Com todos esses dados, fizemos o estudo de associação entre pressão arterial, genética e influência do café. Foi aí que concluímos que indivíduos que tinham uma pontuação mais elevada no score, ou seja, que eram geneticamente predispostos [a pressão alta], e que consumiam mais de três xícaras de café por dia, tinham uma chance quatro vezes maior de ter pressão alta em relação a quem não tinha predisposição”, explicou a pesquisadora.

Pesquisa

A pesquisa, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai avaliar agora o efeito do consumo de café em pacientes com doença cardiovascular – particularmente a síndrome coronariana aguda, causada por obstrução na artéria coronária, que irriga o coração. Os pesquisadores vão avaliar, durante quatro anos, os dados de acompanhamento de 1.085 pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio ou angina instável e foram atendidos pelo Hospital Universitário da USP.

 

Agência Brasil

 

 

Abusa de café e doces? Veja 6 hábitos alimentares inimigos da produtividade

cansacoQuando o cansaço bate ao longo do dia e o trabalho parece não render, a culpa pode ser do que você comeu (ou não) mais cedo. Abusar dos doces ou pular refeições, por exemplo, pode prejudicar sua produtividade. A solução é prestar atenção ao que comemos –e em como comemos.

Confira abaixo alguns hábitos alimentares inimigos do bom rendimento no trabalho. As dicas foram reunidas em um artigo do site americano EverUp, e republicadas pelo Business Insider.

1) Pular o café da manhã

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A sabedoria popular já dizia: “saco vazio não para em pé”. Sair de casa em jejum não é boa ideia. Depois de uma noite de sono, o nível de açúcar no sangue fica baixo e falta energia para o nosso corpo –inclusive o cérebro– desempenhar bem suas funções.

“Coma uma boa fonte de proteína [iogurte, leite, ovos, frios etc.] no café da manhã para estabilizar os níveis de glicose no sangue ao longo do dia e ter energia constante para o corpo e o cérebro”, afirma Erin Palinski Wade, autora do livro “Belly Fat Diet For Dummies” (“Dieta para Gordura da Barriga para Leigos”, em português).

2) Almoço rico em carboidratos

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Outra dica que parece simples, mas é importante: a qualidade do que se come no almoço também afeta a produtividade no restante do dia.

O ideal é maneirar nos alimentos ricos em carboidratos simples, como arroz branco, macarrão, pão branco, refrigerantes, sucos concentrados e doces. Por serem digeridos rapidamente, eles causam picos e quedas bruscas de energia.

O melhor é optar por alimentos com carboidratos que são digeridos mais lentamente pelo corpo, como cereais integrais, vegetais e grãos (feijão, lentilha, ervilha etc.).

O ideal é que, após o almoço, o nível de açúcar no sangue fique estável, mantendo uma energia mais contínua até a próxima refeição.

3) Pular o almoço

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Quando você tem muita coisa para fazer em pouco tempo, acha que uma boa tática é deixar o almoço de lado e aproveitar aquela hora a mais para acelerar as tarefas? Está enganado.

Alimentar-se corretamente, com uma refeição nutritiva, melhora o desempenho do cérebro. A falta de energia para o corpo, por outro lado, faz a produtividade cair.

Wade diz que a glicose é a principal fonte de energia para o cérebro, por isso é importante mantê-la em um nível constante ao longo do dia. A autora sugere comer algo em intervalos de duas a quatro horas, ingerindo a energia necessária para permanecer concentrado e alerta.

4) Tomar muito café

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Quando bate o cansaço do meio da tarde, você costuma apostar naquela xícara de café? Ok, a cafeína pode ser uma aliada para conseguir retomar a atenção e completar o que tem para fazer, mas abusar na quantidade pode ter o efeito contrário.

Tomar mais do que quatro xícaras de café por dia pode ter efeitos negativos no corpo, como inquietação, irritabilidade, nervosismo e dores de estômago, o que atrapalha a qualidade do trabalho.

5) Tomar pouca água

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A desidratação também pode afetar bastante as funções cerebrais. Beber menos água do que o necessário pode causar impacto na concentração e memória de curto prazo. Mesmo uma desidratação moderada pode afetar o humor, a energia e a habilidade de pensar claramente.

A recomendação clássica de médicos é tomar dois litros de água por dia, mas um estudo científico contesta isso.

6) Abusar dos doces no meio da tarde

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Passadas algumas horas do almoço, quando a fome bate novamente, pode surgir a tentação de atacar aquele chocolate ou bolinho, mas o melhor é tentar controlar esse impulso.

Como dito antes, os doces elevam rapidamente o nível de açúcar no sangue, aumentando bruscamente a energia para o trabalho. Em pouco tempo, porém, esse açúcar no sangue vai diminuir muito e rapidamente, causando sonolência.

Uol

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DNA pode determinar quantidade de café que bebemos por dia

cafeA quantidade de café que as pessoas consomem pode ser determinada pelo DNA, de acordo com um novo estudo realizado por um grupo internacional de cientistas. Eles identificaram um gene que parece alterar a maneira como a cafeína é metabolizada pelo organismo: os indivíduos que possuem determinada variante desse gene tendem a sentir mais fortemente os efeitos da cafeína e, consequentemente, tomam menosxícaras de café.

A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (25), na revista Scientific Reports, da Nature, foi liderada por Nicola Pirastu, da Universidade de Edimburgo (Escócia) e teve participação de pesquisadores da Universidade de Trieste (Itália), do Instituto Pediátrico Brulo Garofolo (Itália) e do Centro Médico Erasmus de Roterdã (Holanda). A pesquisa também teve contribuição da Illy, empresa italiana de produção de café.

De acordo com o estudo, uma variação do gene PDSS2 reduz a capacidade das células do organismo para quebrar as moléculas de cafeína, fazendo com que a substância permaneça mais tempo no corpo. Com isso, as pessoas com a variação precisam consumir menos café para obterem o mesmo efeito estimulante da cafeína, em comparação às demais.

“Os resultados do nosso estudo se somam às pesquisas já existentes, sugerindo que nossa tendência a tomar café pode ser determinada por nossos genes. Nós precisamos fazer estudos mais amplos para confirmar a descoberta e esclarecer a ligação biológica entre o gene PDSS2 e o consumo de café”, disse Pirastu.

Os cientistas analisaram as informações genéticas de 370 pessoas que vivem em um vilarejo no sul da Itália e de 843 pessoas de outros seis vilarejos do nordeste do país. Todos os participantes do estudo responderam a um questionário que incluía uma pergunta sobre quantas xícaras de café consomem por dia.

O estudo concluiu que as pessoas com a variação no gene PDSS2 tendem a consumir diariamente, em média, uma xícara de café a menos que as pessoas sem a variação.

Mais tarde, os cientistas replicaram o estudo em um grupo de 1731 pessoas na Holanda e o resultado foi o mesmo, mas o efeito do gene no número de xícaras de café consumidas foi um pouco menor.

Segundo os autores, essa alteração pode ser causada pelas diferenças no estilo de consumo de café existentes nos dois países. Na Itália, as pessoas tendem a beber xícaras menores de café expresso, enquanto na Holanda o público prefere xícaras maiores com menos cafeína.

180 Graus

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Consumidores de café têm menos probabilidade de morrer de certas doenças

Foto: Shutterstock
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Miami, 16 Nov 2015 (AFP) – Pessoas que relatam beber entre três e cinco xícaras de café ao dia têm menor propensão a morrer prematuramente de doenças cardíacas, suicídio, diabetes ou mal de Parkinson – é o que revela uma pesquisa norte-americana nesta segunda-feira.

Tanto o café comum quanto o descafeinado aparecem como benéficos, disseram os pesquisadores da Chan School de Saúde Pública da Universidade de Harvard em estudo publicado na revista especializada Circulation.

O estudo comparou as pessoas que não bebem café, ou beberam menos de duas xícaras por dia, com aquelas que relataram valores “moderados” de consumo de café, ou até cinco xícaras diárias.

O estudo não prova relação de causa e efeito entre o café e a probabilidade reduzida de certas doenças, mas descobriu uma aparente ligação que se alinha com a pesquisa anterior, e que os cientistas disseram que ainda investigarão mais.

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“Componentes bioativos presentes no café reduzem a resistência à insulina e a inflamação sistemática”, disse a principal autora do estudo, Ming Ding, doutoranda do departamento de Nutrição.

“Isso poderia explicar alguns dos nossos resultados. No entanto, mais estudos são necessários para investigar os mecanismos biológicos que produzem esses efeitos”.

Nenhum efeito protetor contra o câncer foi encontrado neste estudo. Algumas pesquisas anteriores já apontavam para uma ligação entre o consumo de café e um menor risco de certos tipos de câncer.

O estudo foi baseado em dados recolhidos a partir de três grandes questionários incluindo cerca de 300.000 enfermeiros e outros profissionais de saúde que concordaram em responder sobre suas próprias condições médicas e hábitos em intervalos regulares ao longo de 30 anos.

“Em toda a população do estudo, o consumo moderado de café foi associado à redução do risco de morte por doença cardiovascular, diabetes, doenças neurológicas como a doença de Parkinson, e o suicídio”, afirma o estudo.

Os pesquisadores também apontaram como potenciais fatores de confusão o tabagismo, índice de massa corporal, atividade física, consumo de álcool e dieta. Mas o fato de que a pesquisa baseou-se em pesquisas que usam comportamento auto-relatado pode levantar questões sobre sua confiabilidade.

E os especialistas alertam que o café – uma substância adorado por muitos – pode ser bom para todo mundo.

“Consumo regular de café pode ser incluído como parte de uma dieta saudável e balanceada”, afirmou Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia em Harvard.

“Algumas populações como grávidas e crianças devem tomar cuidado com o consumo elevado de cafeína proveniente do café e outras bebidas”.

 

Uol

Pesquisadores buscam alternativas para salvar café da extinção

Foto: Shutterstock
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Dois bilhões de xícaras de café são bebidas em todo o mundo todos os dias, e 25 milhões de famílias dependem do seu cultivo para viver. Nos últimos 15 anos, o consumo cresceu 43%, mas pesquisadores vêm alertando que a variedade mais popular de café, a arábica, está ameaçada.

Apesar de haver 124 espécies de café conhecidas, a maioria dos cultivos é restrita a apenas duas delas – arábica e robusta.

A robusta representa cerca de 30% da produção do mundo – e, segundo a Embrapa, uma igual proporção no Brasil, sendo o maior país produtor, respondendo por 33% do mercado global – e é usada principalmente para a produção de café instantâneo. Como diz seu nome, trata-se de uma planta forte, mas que, para muitas pessoas, não se compara ao sabor mais complexo e suave dos grãos da arábica.

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É esta segunda espécie que movimenta a indústria de café e responde pela maior parte da produção global – e brasileira -, mas é uma planta mais frágil, particularmente sensível a mudanças de temperatura e no regime de chuvas. E esta característica diante da perspectiva dos impactos das mudanças climáticas.

Em 2012, uma pesquisa do Royal Botanic Gardens, Kew, no Reino Unido, revelou um cenário nada animador para o café selvagem da Etiópia, de onde vem a arábica, por meio de modelos gerados por computador, que previram como as mudanças no meio ambiente afetariam esta espécie neste século.

Segundo a previsão do instituto de pesquisa britânico, a quantidade de locais onde a arábica selvagem poderia ser cultivada seria reduzida em 85% até 2080, podendo chegar a 99,7% se as piores perspectivas forem confirmadas.

“Se não fizermos nada agora ou ao longo dos próximos 20 anos, no fim deste século, a arábica selvagem da Etiópia pode ser extinta”, diz Aaron Davis, chefe de pesquisa em café do Kew.

Na prática

Este relatório foi notícia em todo o mundo, e fez a indústria agir. Desde então, uma equipe do Kew e seus parceiros na Etiópia visitaram áreas de produção do país africano para comparar suas previsões com o que estava acontecendo de fato no cultivo.

“É importante ver o que está ocorrendo na prática, observar a influência atual da mudança climática no café e falar com agricultores. Eles podem dizer o que aconteceu, às vezes fazendo uma retrospectiva de décadas”, afirma Davis.

Sua equipe agora está trabalhando com o governo da Etiópia para encontrar formas de proteger a indústria de café. Levar os cultivos para áreas mais elevadas – onde o clima é mais ameno – pode ser parte da solução. Enquanto isso, outras áreas hoje consideradas inadequadas para a produção de café podem vir a ser boas para isso. “Há ameaças em certos locais e oportunidades em outras”, diz Davis.

Pouco era sabido sobre a arábica selvagem até recentemente. Foi só no final do século 19, por exemplo, que cientistas confirmaram que a planta era da Etiópica e não árabe, como o nome sugere. O etiópio Tadesse Woldermariam Gole, um especialista em café selvagem, só completou seu mapeamento da arábica selvagem há alguns anos. Agora, sabe-se que esta espécie só cresce naturalmente no sul da Etiópia, e no planalto Boma no sul do Sudão.

Implicações

A pesquisa do Kew tem muitas implicações, não apenas para os pequenos produtores da Etiópia, mas também para o resto do mundo. Se algo é uma ameaça para sua versão selvagem e nativa da arábica africana, afetará ainda mais suas variedades comerciais. O meio ambiente é um fator-chave em seu cultivo, mas há outra razão para isso: a genética.

“Espécies selvagens tem uma diversidade genética muito maior – qualquer coisa que ocorra com elas é amplificado nas variedades comerciais, nas quais a diversidade genética é bem menor”, diz Justin Moat, de análises espaciais do Kew.

Acredita-se que o café comercial, cultivado em plantações, tenha não mais que 10% da variedade genética da arábica selvagem.

Parte da razão para isso é histórica. Muitos cultivos nacionais foram criados a partir de plantas únicas, enviadas para várias colônias. Foi assim com o Suriname, onde o cultivo de café começou em 1718 a partir de uma planta do jardim botânico de Amsterdã, na Holanda, de onde saiu também uma planta para a Martinica em 1720.

No Brasil, o cultivo começou em 1727, sendo introduzido no Pará a partir da Guiana Francesa. “De lá, migrou para o Maranhão, depois chegou à Bahia, desceu para o Rio e subiu o Vale do Paraíba até o interior de São Paulo”, explica Gabriel Bartolo, chefe-geral da Embrapa Café.

Poucas variedades

Desde então, pouquíssimas novas variedades foram desenvolvidas. “Ao contrário de outras espécies de cultivo, o café teve pouca pesquisa por trás dele”, diz Timothy Schilling, diretor-executivo do World Coffee Research Institute (WCR).

Schilling diz que o café é um “cultivo órfão”, referindo-se ao fato de que ele foi levado para países tropicais que não tinham recursos para investir em pesquisa. Hoje, o café tem apenas 40 desenvolvedores de espécies, em comparação com os milhares existentes para milho, arroz ou trigo.

“Países mais ricos o compram, torram e bebem, mas não pagam pela parte agronômica. Só agora a indústria está acordando e percebendo que é necessário fazer isso também”, diz Schilling. “Mas há uma grande lacuna em nosso conhecimento. Por exemplo, não sabíamos que sua base genética era tão pequena.”

E o quão pequena ela de fato é só ficou totalmente claro no início deste ano. Em 2013, o WCR pensou ter encontrado uma mina de ouro de variedade genética de café – 870 cepas de arábica selvagem crescendo no Centro para Pesquisa e Educação de Agricultura Tropical da Costa Rica.

As plantas haviam sido coletadas na Etiópia na década de 1960 pela ONU e distribuídas para mais de uma dezena de países num esforço para aumentar a diversidade genética. A coleção costa-riquenha havia sido uma das poucas sobreviventes da iniciativa.

“Pegamos cada uma destas cepas e sequenciamos seu DNA para verificar sua diversidade”, afirma Schilling. “Quando chegaram os resultados, no início deste ano, havia muito pouca diversidade. Foi um grande choque. Sabíamos que seria pequena, mas não tão pequena assim. Como resultado, não temos a diversidade necessária no café arábica para os próximos 200 anos.”

Consequências desastrosas

Esta falta de diversidade pode ter consequências desastrosas, como tornar o cultivo mais suscetível a doenças. E o café tem um grande inimigo: uma praga conhecida como ferrugem. Sem encontrar resistência nas plantas, este fungo acabou com as plantações do Sri Lanka no fim do século 17, e houve uma crise na América Central em 2013.

Por isso, Schilling e outros pesquisadores, inclusive no Brasil, assumiram uma missão ambiciosa: recriar a arábica, por meio de cruzamentos de espécies.

A origem da arábica é extraordinária. Trata-se de um híbrido entre dois tipos de café, C eugenioides e C canephora (a espécie robusta).

“É uma história de amor, na verdade”, diz Schilling. “A arábica teve dois pais, que se encontraram há cerca de 10 a 15 mil anos. Foi um evento único, um caso de uma noite, por assim dizer. Então, desde o início, a base genética da arábica não era muito grande.”

Agora, Schilling pretende recriar a arábica e melhorá-la. “O que podemos fazer é pegar um grupo muito diverso de C eugenioides e de C canephora e cruzá-las, para recriar a C arabica, mas melhorada, mais diversa.”

Cruzamentos no Brasil e no exterior

Schilling destaca que não se trata de engenharia genética, mas de cruzamentos à moda antiga, usando técnicas modernas – e que isso pode levar décadas.

No curto prazo, o WCR decidiu dar início também a outro programa de cruzamentos. “Precisamos pegar o que há de melhor na robusta e combinar com a arábica”, diz ele. “A robusta é resistente e muito produtiva, mas tem um gosto muito ruim.”

Uma iniciativa semelhante vem sendo realizada no Brasil pelo Consórcio Pesquisa Café, organização criada em 1997 que reúne mais 1 mil cientistas de cem entidades, entre institutos de pesquisa, universidades e empresas.

“Desde 2004, quando foi decodificado o genoma do café, foram identificados mais de 30 mil genes que conferem diversas resistências e tolerâncias a pragas”, afirma Antônio Guerra, gerente de pesquisa da Embrapa Café.

“A partir daí, trouxemos materiais da Etiópia e Camarões para levar a campo e realizar cruzamentos com o objetivo de gerar plantas mais resistentes e adaptáveis a climas mais quentes, capazes de suportar temperaturas maiores do que a faixa de 28ºC a 30ºC recomendada para o cultivo da arábica.”

Guerra concorda que a variedade da arábica é muito pequena, mas também aposta em programas de cruzamento com outras espécies para conferir novas caraterísticas a esta espécie.

“Existe uma grande preocupação que o café não poderá mais ser produzido em determinada região com as mudanças climáticas, com o aumento da temperatura média em um ou dois graus e com chuvas ou secas mais intensas”, afirma o especialista da Embrapa, que destaca também a importância de novas técnicas de manejo dos cultivos e o uso da irrigação, hoje presente em apenas 10% da área de café cultivada, mas por 25% da produção, para se prevenir contra condições climáticas adversas.

“Ainda não sabemos se são de fato mudanças ou se é apenas um ciclo natural do clima, mas a função da ciência é antever este perigo e desenvolver plantas adequadas às futuras condições, buscando mais produtividade e qualidade, além da redução do custo de produção, para garantir o suprimento a este mercado.”

Por sua vez, Davis, do WCR, diz que algumas espécies de café têm potencial para solucionar o problema, seja cultivando-as ou por meio de programas de cruzamento: “Mas isso não ocorrerá da noite para o dia”.

G1

Por demorar a servir café, patroa joga água fervendo em doméstica

queimadaUma mulher causou horríveis queimaduras em sua empregada ao jogar água fervente na vítima como castigo. O caso ocorreu porque a empregada supostamente estava demorando a servir o café.

A acusada é a mãe do patrão da empregada filipina. A vítima, aliás, não foi levada ao hospital por horas após sofrer com as cicatrizes nas costas e nas pernas. Ao chegar até o hospital, ela passou o número de telefone de uma prima para os funcionários, e pediu que eles a ajudassem.

Os familiares foram buscá-la em Riade, na Arábia Saudita. Ela agora está sob os cuidados da Embaixada das Filipinas.

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Indignado, seu primo compartilhou as imagens de “Fatma”, nome que não é o verdadeiro da mulher (o qual não foi revelado) no Facebook. As mensagens afirmam que Fatma também fora espancada por seu empregador e privada de alimentos.

A mulher vivia no local há apenas dois meses. Ela havia sido espancada pela primeira vez logo no quinto dia após sua chegada.

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Fatma foi levada ao hospital apenas seis horas depois receber a água fervente no corpo. Não se tem informações sobre o que ocorrera com os agressores.

Fonte: Com informações do TechMestre

“Pré-candidatura de Cássio é café com leite”, diz Gervásio rebatendo Zenóbio Toscano

gervasioO deputado estadual Gervásio Maia (PMDB) rebateu, neste sábado (22), declarações do secretário geral do PSDB, Zenóbio Toscano (PSDB), de que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ganharia a eleição no primeiro turno e, por isso, não precisaria da ajuda do PMDB.

Durante entrevista aos radialistas Rudney Araújo e Tony Sousa, no Debate Livre, da Rádio Rural de Guarabira, o parlamentar falou que, na sua opinião, o único nome que está garantido no segundo turno das eleições é o de Veneziano Vital do Rêgo (PMDB).

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De acordo com o peemedebista, a pré-candidatura de Veneziano é a única que representa a verdadeira oposição ao governador Ricardo Coutinho. “Gervásio disse ainda que o PMDB perdeu algumas lideranças, mas não perdeu o apoio do povo que pode reprovar tanto Cunha Lima quanto Coutinho porque dois fizeram parte do mesmo grupo” político.

O peemedebista considerou que a candidatura de Cássio não teria força porque não seria nem governo nem oposição.

“Eu considero a candidatura de Cássio café com leite. Nem situação, nem oposição”, disse Gervásio garantindo que Cássio não terá discurso pois até poucos dias fazia defesa do governo.

Roberto Targino

com informações de Rudney Araújo, em Guarabira 

Esqueça o café: praticar 30 seg de exercícios ajuda a ficar alerta

Foto: Getty Images
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Basta bater aquele sono pela manhã ou a moleza após o almoço que algumas pessoas correm para pegar uma xícara de café. Mas, de acordo com um novo estudo publicado no site Daily Mail, há uma forma mais saudável e eficaz de manter o corpo em alerta: praticar exercícios de alta intensidade, como flexões, por 30 segundos.

 

O método foi adotado pelo escritor Gregory Ferenstein para espantar o sono fora de hora. Ele notou que, além de ser mais barato, fazer meio minuto de exercícios pode dar o dobro de energia da fornecida por uma xícara de café. “Sempre que preciso de mais energia, procuro um canto tranquilo e faço algum tipo de exercício que eleva meus batimentos cardíacos a 70% do limite”, detalhou. “Descobri que fazer 30 segundos de exercícios de alta intensidade me dá o mesmo impulso mental que a cafeína”.

 

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Para comprovar a teoria, ele aplicou as descobertas em uma ferramenta que avalia o desempenho cognitivo no site quantified-mind.com, comparando as consequências dos exercícios com o consumo de 250 mg de cafeína. Resultados mostram que o desempenho do cérebro aumentou em 6% depois de cafeína, enquanto esse percentual subiu para 12 com os exercícios.

 

A cafeína só apresentou melhores resultados com a memória a curto prazo, que melhorou 26% em comparação com 16% após os exercícios. Em 2012, pesquisadores do Instituto do Coração de Montreal descobriram que treinos de alta intensidade aumentam a saúde mental e física.

 

Terra

Dieta, exercícios e café reduzem riscos de câncer de útero

Foto: Getty Images
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Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos indica que seguir uma dieta saudável, praticar exercícios diários e possivelmente tomar café podem reduzir os riscos de câncer de colo do útero.

 

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Os pesquisadores, do Imperial College, de Londres, ressalvaram que, apesar de terem encontrado indícios de que o café pode ajudar a proteger mulheres contra o tumor, não há evidências suficientes para estimular consumo da bebida como forma de prevenção da doença.

 

Na primeira análise global de pesquisas sobre câncer endometrial desde 2007, os pesquisadores examinaram as ligações entre a doença e a prática de exercícios, dieta e peso corporal.

 

Eles concluíram que cerca de 3,7 mil casos de câncer de colo do útero poderiam ter sido evitados se as mulheres tivessem se exercitado ao menos 38 minutos diários cinco dias por semana e mantido um peso saudável.

 

A autora do estudo, Teresa Norat, afirmou que se as mulheres se exercitarem regularmente e mantiverem uma boa dieta “podem reduzir os riscos de câncer de útero e melhorar a saúde em geral”.

 

Karen Sadler, diretora-executiva do World Cancer Research Fund, afirmou que as evidências sobre o café “são muito interessantes”, mas que novas pesquisas devem ser feitas sobre os efeitos da bebida na prevenção do câncer.

 

“Temos de considerar os possíveis efeitos colaterais do café em outros tipos de câncer e na saúde em geral”, afirmou Sadler.

 

BBC BRASIL.com