Arquivo da tag: Cães

Como o pelo dos cães protege do frio e do calor

Os pelos dos cachorros podem ser longos, curtinhos, lisos ou encaracolados. Também podem ter as mais diferentes tonalidades, mas não são mero detalhe estético. Essa é uma camada muito importante que protege tanto do frio quanto do calor.

Na época do inverno, é claro que o cachorro peludo parece estar mais protegido das baixas temperaturas. Mas saiba que os cães de pelo mais curto, como o pinscher, o bulldog e o pitbull também estão preparados para enfrentar o clima mais frio.

É tutor de um cãozinho e quer entender um pouco mais sobre como o pelo ajuda a proteger os cães do frio e do calor? Temos algumas informações para você.

Como é a transpiração dos cães

Lembra-se das aulas de biologia do tempo de colégio? Os professores sempre explicavam que o suor humano é uma forma do corpo liberar energia, certo? Então, para que a temperatura interna do corpo não suba muito, para que continuemos fresquinhos, nosso organismo produz o suor.

Só que os animais mamíferos, como os cães e os gatos, não conseguem suar através dos poros da pele. Os cães, por exemplo, transpiram pela boca e pelo coxim, uma região da pata.

É por isso que dizem que quando o bichinho está muito ofegante e com a língua para fora ele precisa urgentemente de água, que ajuda a refrescar e a regular a temperatura.

Importância de manter água à disposição

Por causa desse jeito de transpirar e, consequentemente, de equilibrar a temperatura do corpo, é imprescindível que os tutores mantenham água disponível o tempo todo para os cães.

Recomenda-se que ela esteja sempre fresquinha e que seja trocada, pelo menos, duas vezes por dia.

O pelo é isolante térmico

Se você tem algum amigo ou algum conhecido que seja careca, certamente, já o viu reclamando de como as temperaturas mais baixas são piores para eles. É que sem os cabelos, a pessoa fica mais suscetível aos ventos mais frios e, portanto, sofre mais com o inverno.

No entanto, eles também podem reclamar bastante de como no verão a incidência do sol é forte, o que faz com que sintam mais calor do que os outros. Ou seja, a ausência dos cabelos, que são isolantes térmicos, os deixa mais vulneráveis tanto no frio quanto no verão.

A grosso modo, podemos entender que os cabelos humanos funcionam de forma similar aos pelos dos cães. E, neste sentido, as raças que têm pelos mais curtos, como o pinscher, o bulldog e mesmo o pitbull acabam sofrendo mais e não é só no inverno não, no verão também.

Mas não se engane, mesmo os cães de pelo curto estão preparados para enfrentar as oscilações térmicas. Alguns veterinários recomendam, no entanto, um cuidado especial com os cães de pelagem mais escassa.

Como proteger os cães de pelo curto do frio

Se você é tutor de um cãozinho de pelo curto, saiba que é necessário oferecer um ambiente confortável para ele não sentir tanto as quedas de temperatura. Se você costuma deixá-lo fora da casa, é recomendável colocá-lo para dentro.

Cobertores

Uma das soluções mais eficientes é acolchoar a caminha do seu cãozinho com alguns cobertores. Pode ser uma manta velha que você não usa mais, ou mesmo aquelas cobertas feitas exclusivamente para eles.

Como eles podem se mexer durante a noite ou mesmo levantar para beber água, é legal cobri-los também com um lençol ou algo do gênero.

Roupinhas

Outra solução muito prática são as roupinhas. É claro que há alguns cães que não se adaptam à vestimenta e até ficam mais irritadiços quando os tutores tentam por roupinhas. Se for o caso do seu bichinho, prefira aquecê-los apenas com as mantas.

Mas se o seu bichinho for mais tranquilo, coloque sim uma roupinha de flanela ou um moletonzinho. Essa solução é legal porque permite que eles se movimentem com liberdade, sem que o tutor tenha que espalhar diversas cobertas pela casa.

Camas térmicas

Não é nenhuma novidade que o mercado pet tem diversificado a oferta de produtos. Uma das últimas inovações é a cama térmica, que permite que o tutor controle a temperatura do local onde o cão dorme.

Essa caminha pode servir de tapete para outra cama (a que ele realmente dorme) ou o animalzinho pode dormir diretamente nela.

Mesmo que o pelo seja importante isolante térmico, tanto no frio quanto no inverno, não deixe de protegê-lo contra as baixas temperaturas.

 

Conteúdo Gear Seo

 

 

Polícia Civil investiga se cães foram mortos com crueldade na PB

A morte de mais de 30 cães por determinação do Secretário de Saúde do município de Igaracy, no Sertão da Paraíba, continua repercutindo. Agora quem entrou no caso foi a Polícia Civil do Estado que vai investigar se os animais  foram assassinados com requintes de crueldade, e não por meio do procedimento de eutanásia, como informado pelo secretário municipal.

O delegado da Polícia Civil de Itaporanga, Gleberson Fernandes, que é responsável pelo inquérito que investiga a morte dos animais, declarou nesta quinta-feira (8) que há fortes indícios de que os animais recolhidos pelo município foram sacrificados de forma cruel, uma vez que havia muito sangue no local onde os cães foram encontrados mortos.

Uma equipe do Instituto de Polícia Científica (IPC) da cidade de Patos esteve em Igaracy e realizou o processo de perícia no galpão onde ocorreu a morte dos animais e também em uma área próxima do lixão da cidade, onde os cães foram descartados.

Algumas pessoas da cidade já foram ouvidas e há relatos que animais saudáveis também foram recolhidos e sacrificados.

O laudo com o resultado da investigação deve sair em 20 dias

 

PB Agora

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

MP pede exoneração de secretário que autorizou morte de mais de 30 cães

A Promotoria de Justiça de Piancó, no interior da Paraíba, instaurou um inquérito civil público, na tarde desta quarta-feira (07), para apurar as mortes a pauladas de aproximadamente 50 cachorros no interior de um imóvel público da cidade de Igaracy, interior do Estado. O caso aconteceu na terça-feira (6) e repercutiu nas redes sociais com o compartilhamento de imagens e vídeos.

De acordo com a instituição, a matança teria ocorrido sob a responsabilidade direta e pessoal do secretário José Carlos Maia, que teria autorizado ou permitido o ato, ainda que por omissão. Em entrevista , Maia admitiu que os animais foram mortos por uma medida em defesa da saúde dos habitantes da cidade, na terça, e que nesta quarta-feira mais bichos seriam sacrificados. “Eles estavam moribundos, todos enfermos. Outros foram abandonados pelos moradores e traziam prejuízo para a saúde da população”, disse.

Entretanto, para a promotoria, o secretário cometeu, em tese, infração penal e ato de improbidade administrativa decorrente do exercício do cargo. ‘Por isso, foi encaminhado ofício ao prefeito de Igaracy, José Carneiro Almeida da Silva, requisitando a exoneração imediata de José Carlos Maia do cargo de secretário de Saúde, haja vista a flagrante violação aos princípios da legalidade, moralidade e legitimidade, inerentes ao cargo público, bem como para não atrapalhar as investigações’, afirma a publicação realizada no site do Ministério Público da Paraíba.

De acordo com o texto, foi concedido prazo de cinco dias para que o prefeito da cidade preste informações referentes ao levantamento do número de animais nas ruas, com as respectivas zoonoses e laudos veterinários, comprovando as doenças, bem como, quanto à retirada e transporte, detalhando ainda como se procedeu a matança dos animais, de acordo com as normas sanitárias.

O Ministério Público também encaminhou ofício para a Delegacia de Polícia Civil, requisitando a instauração de inquérito policial, inclusive para preservação e realização de imediata perícia no local do crime.

Ainda de acordo com informações da promotoria, considerando as primeiras informações de que o Secretário Municipal de Saúde é médico veterinário, foi determinada a expedição de ofício para o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba, requisitando a instauração de procedimento administrativo com vistas à aplicação das sanções administrativas e disciplinares inerentes à atividade de médico veterinário. As informações são do Portal T5.

PB Agora

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Cães conseguem saber quando o dono está chegando em casa?

Getty Images
Getty Images

Quem tem cachorro em casa sabe que muitas vezes eles são os primeiros a perceber quando o dono está chegando, mesmo quando o dono ainda está um longe. Duas coisas explicam esse “pressentimento” dos cães: o olfato e audição bem desenvolvidos e o condicionamento do animal.

O sistema de identificação de cheiros dos cães (olfato) é muito mais refinado do que o do homem, explica Ricardo Tamborini, especialista em comportamento animal.

Enquanto os seres humanos têm, em média, cinco milhões de células olfativas (receptoras de odores), algumas raças, como a dos farejadores, podem ter 220 milhões.

Além disso, a área no cérebro dos cães destinada a perceber os cheiros é cerca de 40 vezes maior do que a homem, proporcionalmente.

Para se ter uma ideia do nível de sofisticação do olfato canino, podemos dizer que, enquanto o ser humano consegue pelo cheiro perceber que há uma colher de açúcar em uma xícara de café, um cão consegue detectar a mesma quantidade diluída em duas piscinas olímpicas cheias.

Esse olfato super desenvolvido faz com que cães consigam não apenas saber quem está chegando antes das pessoas como distinguir quem é pelo cheiro do perfume, por exemplo.

A audição dos cães também é bastante superior à do homem. Acredita-se que seja dez vezes mais sensível que a nossa, com capacidade de captar sons quatro vezes mais distantes e detectar a origem do som em apenas seis centésimos de segundo.

Essa capacidade extra para ouvir foi desenvolvida ao longo da evolução. Enquanto os homens têm uma visão mais precisa que a dos cães, por conta do posicionamento frontal dos olhos (o que permite focar melhor os objetos e ter um campo visual maior), os olhos dos cães são mais laterais e menos desenvolvidos. Assim, a audição precisa “compensar” a visão.

Além da anatomia, outro fator que contribui para que o cão saiba que o seu dono (ou qualquer outra pessoa) está chegando é o condicionamento animal. Ou seja, se uma pessoa costuma chegar sempre em um mesmo horário em casa, é natural que o cachorro identifique esse comportamento e passe a esperá-la.

“Os cães não têm noção de tempo, mas tudo o que é feito todo dia acaba virando um condicionamento”, diz Tamborini.

Isso costuma acontecer na hora das refeições. Se você costuma dar a ração todos os dias, às 7h, não importa se é feriado ou domingo, o cãozinho estará lá neste horário e te esperando.

Cintia Baio
Colaboração para o UOL

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Estudo explica por que cães costumam ‘inclinar’ a cabeça para o lado

cachorroDonos de cachorros com certeza já perceberam que em certos momentos os animais costumam inclinar a cabeça para o lado. Mas por que eles fazem isso? Segundo uma pesquisa coordenada pela revista Mental Floss, o gesto significa que os cães querem mostrar empatia.

O gesto é semelhante quando uma pessoa está contando uma história triste para outro e o ouvinte balança a cabeça como se disesse: “sim, estou ouvindo e me importo com sua história”.

Cães não são capazes de entender exatamente o que está errado, mas conseguem ‘captar’ a infelicidade de seus donos. O estudo diz que cachorros que fazem frequentemente esse tipo de gesto são ‘especialmente empatéticos’.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Uma segunda razão proposta pela Mental Floss é de que inclinar a cabeça melhora a audição dos animais. A audição dos cães é ótima, mas às vezes eles são incapazes de determinar a origem do som. Especialistas acreditam que inclinar a cabeça ‘ajusta’ seus ouvidos.

 

 

redetv

Homem busca mãe e é morto por seis cães

PitbullO comerciante Itamir Fogaça da Silva, de 45 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (12) atacado por pelo menos seis cães em um imóvel na Rua Soldado Cristóvão Morais Garcia, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

A corporação informou que o rapaz pulou o muro da residência onde vivia a mãe dele, Marlene Vieira Coco, e acabou atacado. Ele estava preocupado, segundo testemunhas, porque não conseguia contato com a mãe. Os bombeiros constataram depois que a mulher estava morta no interior do imóvel. A suspeita é que ela morreu de causas naturais.

A idosa tinha cerca de 80 anos e era acumuladora de objetos e animais, segundo Jade Eline Santana da Silva, de 20 anos, que é filha de Itamir. A família não tinha contato com ela havia 18 dias, por isso o comerciante decidiu entrar no quintal. Jade conta que a avó costumava se trancar em casa e ficar longos períodos sem dar notícias.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Itamir morava na casa ao lado com a mulher e dois filhos. Segundo Jade, os animais conheciam o comerciante. Peritos que estiveram no imóvel dizem que a idosa estava morta há 15 a 18 dias, por isso acreditam que os animais estavam famintos, o que pode ter motivado o ataque.

Cães

Seis equipes dos bombeiros foram até a residência, chamados pelos vizinhos que ouviram os gritos de socorro, e constataram a morte do homem. Segundo a corporação, ele teve o rosto desfigurado pelos cães. Por volta das 13h30, os cachorros eram retirados do quintal da residência. Um dos animais precisou ser sacrificado porque atacou a equipe que tentava socorrer o comerciante, segundo a polícia.

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses foram até o imóvel e retiraram cinco cães. Foram usados tranquilizantes nos animais. Eles serão levados para uma unidade em Santana, na mesma região da cidade. A polícia diz que eles são cães sem raça definida, mas alguns deles misturados com a raça pitbull.

O Corpo de Bombeiros diz que acionou o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura de São Paulo, no fim da manhã para remover os cães, mas que o atendimento foi recusado em um primeito momento. O G1 procurou a Secretaria Municipal da Saúde, que responde pelo centro, e aguarda um retorno.

G1

Expectativa de vida de cães e gatos dobrou nos últimos 30 anos

animaisOs animais de estimação alegram a casa, servem de companhia e, muitas vezes, preenchem lacunas afetivas de seus donos. Por isso mesmo tanta gente os abriga. Estima-se que haja atualmente no Brasil 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos domésticos. Como esses animais vivem muito menos que o homem, quem os cria costuma estar preparado para o dia em que a amizade será interrompida. A novidade é que, nos últimos dez anos, a expectativa de vida de cães e gatos aumentou significativamente, graças à popularização das rações e vacinas e aos avanços na medicina veterinária.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Uma década atrás, um cão de porte pequeno vivia geralmente até os 9 anos. Hoje, chega facilmente aos 15. Os cães de maior porte, por motivos de predisposição genética das raças, duram menos que os pequenos. Até dez anos atrás, viviam em média oito anos – agora, chegam aos 12. No caso dos gatos, a expectativa de vida dobrou. Antes viviam dez anos e hoje chegam aos 20. O resultado dessa sobrevida é que cães e gatos enfrentam uma velhice longa, com as previsíveis consequências – tornam-se propensos a desenvolver doenças como diabetes, insuficiência cardíaca, câncer e problemas ortopédicos. Repete-se com os animais o que ocorre com os seres humanos, que hoje vivem mais graças aos avanços da medicina, mas também estão sujeitos aos males da velhice.

Em geral, não é fácil conviver com totós e bichanos na terceira idade. Eles perdem a vitalidade e passam a não responder com a mesma animação aos chamados para passeios ou brincadeiras – o que é motivo de frustração para o dono. Pedem mais carinho e têm atitudes inesperadas, como fazer xixi em locais que antes sabiam ser território proibido para isso. Os animais idosos ficam inseguros porque percebem que estão se distanciando de seus donos, como se estivessem passando para outra dimensão, diz a veterinária paulista Hannelore Fuchs, especializada em psicologia animal. Cães e gatos idosos também exigem uma série de cuidados especiais. A aposentada paulista Zilda Carolis levou para casa a pinscher Minnie quando ela tinha 25 dias. A cadelinha era sempre agitada e brincalhona. Tornou-se uma companhia importante quando o marido de Zilda morreu, doze anos atrás. Com o passar do tempo, Minnie foi perdendo o vigor. Hoje, tem 16 anos. Além de quieta, está cega, surda, corcunda e sem olfato. Para cuidar dela, Zilda precisa fazer alguns sacrifícios. Não dorme fora de casa e até deixou de viajar no réveillon para lhe fazer companhia. Dorme com ela num colchão no chão e esforça-se para fazer com que se alimente – o que inclui preparar um cardápio variado diariamente e levar-lhe comida à boca. Quero dar a ela todo o conforto possível nesta fase da vida, diz Zilda.

Um cachorro torna-se idoso quando atinge 75% de sua expectativa de vida, conta que varia de acordo com a raça. Cães de porte pequeno, como o poodle, são considerados idosos a partir dos 9 anos. Os de tamanho médio, como o cocker, a partir dos 8. Cães grandes, como o labrador e o boxer, já são idosos aos 7 anos. No caso dos gatos, cuja diferença de tamanho entre as raças não é significativa, todos são considerados idosos a partir dos 8 anos. Um fator determinante na expectativa de vida dos gatos é o ambiente em que vivem. Em geral, gatos não gostam de grandes áreas ao ar livre. Os que são criados em ambientes fechados e protegidos tendem a viver mais. A dona-de-casa Vania Rombauer, carioca de 57 anos que mora há sete em Curitiba, é apaixonada por gatos desde a infância. Integrante de uma ONG que ajuda a castrar os bichanos, ela conta com a companhia de seis deles em casa. Samantha é a mais velha, com 16 anos. A gata enxerga muito pouco e com um olho só. Costuma se perder pela casa e, nesses momentos, Vania precisa socorrê-la. Ela diz que teve outros gatos idosos que davam ainda mais trabalho. Já deixei de viajar por causa dos meus gatos, mas não me arrependo, conta.

A maior incidência de doenças nos animais de estimação aumentou a demanda por recursos para tratá-los. Já existe no Brasil uma bateria de exames laboratoriais e de imagem, além de técnicas cirúrgicas, especiais para cães e gatos. Há tratamentos considerados modernos até para seres humanos que já são oferecidos aos animais, como o ultrassom com imagens em 3D, diz o veterinário Mário Marcondes, diretor-geral do Hospital Veterinário Sena Madureira, de São Paulo. Marcondes calcula que o atendimento a animais idosos no hospital tenha aumentado 30% nos últimos anos. Um animal de estimação idoso precisa fazer exames rotineiros e visitar frequentemente o veterinário. Se fica doente, os custos para o dono aumentam de forma exponencial. Foi o que aconteceu com Melanie, uma golden retriever de 12 anos. Seu dono, o economista carioca Diogo Thaumaturgo Aguiar, de 30 anos, conta que a cadela sempre teve saúde delicada – toma remédios para controlar a epilepsia desde os 3 anos. Depois de ela completar uma década de vida, seu estado piorou e os gastos de Aguiar com seu tratamento passaram de 200 para 800 reais por mês.

Melanie atualmente toma remédios para reumatismo, otite e hipotireoidismo, além de Gardenal, para a epilepsia. Também toma um complexo vitamínico para a pele, pois sofre de queda de pelos, e cortisona. Faz ainda quimioterapia para tratar um tumor na cabeça descoberto no ano passado. A lista de cuidados com Melanie inclui exames de sangue mensais e de ressonância magnética semestrais. Melanie é como uma criança. Não pode ficar sozinha e precisa de cuidados o tempo todo, diz Aguiar. Os donos de animais de estimação sofrem com a ideia de sua morte na mesma medida em que se esforçam para lhes proporcionar uma boa velhice. Alguns centros veterinários chegam a dispor de psicólogos para ajudá-los a superar o trauma quando o animal está desenganado. Nesse momento, é comum dizerem que nunca mais vão ter um cachorro ou um gato. A promessa só dura, em geral, até depararem com um filhotinho fofo clamando por cuidados e atenção.

Veja o quadro sobre a idade real dos animais

Veja os cuidados que você deve ter as doenças mais freqüentes de acordo com a raça do seu bichinho

Veja

Sarna em cães: conheça os tipos da doença e saiba evitá-la

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Relativamente comum na vida dos cães, a sarna é um problema que pode causar muitas complicações além das simples e conhecidas coceiras. Embora a maioria das pessoas acredite que quanto mais os pets saem às ruas, mais chances de contrair a sarna eles têm, esta ideia é totalmente equivocada – já que esta doença pode se desenvolver nos animais mesmo dentro de casa.

 

Tendo os ácaros como agentes, a sarna pode encontrar um meio de propagação em quase todo tipo de ambiente. Dentro de casa, cobertores, brinquedos e estofados podem se tornar o local ideal para a presença deste animal com características dos aracnídeos.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Com isso em vista, fica claro que os cães podem adquirir este incômodo problema em quase qualquer lugar e, portanto, é totalmente necessário que a higiene do animal esteja sempre em dia – impedindo o seu contágio, ou mesmo, facilitando a identificação do problema para que medidas especiais sejam tomadas.

 

Embora a sarna seja conhecida, simplesmente, como a doença que faz com que os cães se cocem demais, há três tipos distintos dessa doença que podem se manifestar nos cachorros:

 

Sarna sarcóptica
Também chamado de escabiose, esse tipo de sarna é causado pelo ácaro chamado desarcoptes scabei, e causa coceiras, vermelhidão na pele, queda de pelos, escoriações e crostas na pele do cão acometido – sendo extremamente contagiosa para outros cachorros e até seres humanos.

 

Sarna otodécica
Comumente confundida com a otite canina, a sarna otodécica (conhecida como sarna de ouvido) é causada pelo ácaro otodectes cynotis, e causa coceiras extremas na região do ouvido do cão, podendo fazer com que ele crie lesões e machucados por coçar demais a área.

 

Sarna demodécica
Mais conhecida como sarna negra, a sarna demodécica é causada pelo ácaro dermodex canis, que é presente em todos os cães e, no entanto, só se manifesta em animais que tenham uma deficiência imunológica importante – geralmente adquirida por meio de herança genética – causando, além das coceiras, feridas com secreções e odor desagradável.

 

Seja qual for o tipo de sarna, somente um profissional veterinário poderá indicar um tratamento específico e eficiente para o animal doente e, portanto, ao notar coceiras demais no seu pet, não hesite em fazer uma visita à uma clínica veterinária.

 

Terra

Ossinhos para cães: conheça benefícios e perigos na hora de escolher

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Adorados pelos cachorros, os ossinhos são itens bastante presentes nos lares em que habitam pets caninos – no entanto, embora sejam considerados uma ótima maneira de distrair e até divertir os cães, os ossos também podem representar alguns perigos para os animais, e ficar atento na hora de escolher um para o seu bichinho de estimação pode fazer toda diferença para sua saúde.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Primeiramente, é importante lembrar que não são todos os ossos que podem ocasionar problemas para os cães, e alguns tipos deles, inclusive, podem ser extremamente benéficos para os pets que os roem – como os de boi e que têm carne e tutano – já que ajudam a limpar a região oral do animal (livrando-o do acúmulo de tártaro ou sujeiras que possam ter ficado em seus dentes) e ainda fornecem proteínas e sais minerais ao animal.

 

A situação muda de figura quando falamos em ossos menores e mais quebradiços, como os de frangos e galinhas, por exemplo. Por serem muito frágeis, estes ossinhos podem se quebrar com facilidade ao passo que o cão o morde e, com isso, seus pequenos e pontiagudos pedaços podem causar complicações sérias – como ferimentos e a obstrução das vias respiratórias do animal.

 

Embora esse tipo de situação seja mais rara quando o osso usado é maior e mais resistente, isso não quer dizer que os donos do pet possam perder a atenção no seu bichinho de estimação enquanto ele pratica suas roídas – já que, por serem grandes e dificilmente partidos, estes ossos costumam ser comidos pelo cão até que fiquem menores e, quando isso ocorre, não é difícil que o bicho tente engolir o pedaço restante de uma vez.

 

Nesse tipo de situação, o osso pode ficar entalado na garganta do animal e até mesmo no seu intestino, exigindo uma cirurgia para a sua retirada. Portanto, é importante lembrar que os ossinhos tão queridos pelos cães podem ser uma boa fonte de proteínas, diversão e até limpeza oral; no entanto, os pequenos e quebradiços também podem ser um convite aos problemas e, portanto, nunca é demais ficar atento às brincadeiras do seu cãozinho quando ele estiver com seu osso.

 

Terra

Conheça os primeiros socorros em casos de mordida de cães

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

As mordidas de cachorro são sempre uma possibilidade quando entramos em contato com animais desconhecidos e, embora alguns cães sejam extremamente dóceis, muitos também são bastante protetores, podendo reagir com agressividade quando alguém se aproxima de seus proprietários.

 

Tendo em vista que o número de cães abandonados também é grande, saber como proceder ao levar uma mordida de cachorro é de grande importância para manter a saúde em uma ocorrência deste tipo; já que, muitas das doenças presentes nos animais também podem acometer os seres humanos, e provocar consequências bem graves.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os motivos para que um cão morda alguém são bem variados, e incluem desde a sensação de perigo por parte do animal até o seu instinto de proteção às crias ou aos donos. Podendo causar ferimentos de penetração ou laceração, as mordidas são ainda mais perigosas quando o cão faz parte do time dos que têm mais força na mandíbula – como o Pitbull, que pode provocar uma pressão de até 200 quilos em uma simples abocanhada.

 

Seja qual for o ferimento provocado, a primeira e mais importante providência a se tomar após uma mordida é a higienização do local, e a região atingida deve ser lavada imediatamente com água e sabão. Feito isso, é indicado que um produto anti-bacteriano seja usado para limpar a região por, pelo menos, cinco minutos ininterruptos; deixando que água em abundância escorra sobre a ferida nos próximos cinco minutos após a limpeza.

 

Alguns ferimentos (normalmente, os que causam lacerações) podem provocar a perda de muito sangue e, nestes casos, é preciso aplicar pressão sobre a ferida até que o sangramento pare. No entanto, nos casos de feridas por penetração, o recomendado é que se deixe a ferida sangrar por algum tempo, já que esse processo ajuda a expulsar as bactérias que podem ter entrado na pele com a saliva do animal.

 

Nos casos em que a mordida for dada por um cão de origem desconhecida – e não houver informações sobre a sua imunização contra a raiva – o indicado é dirigir-se imediatamente a um instituto especializado em doenças infecciosas para a realização de um exame clínico. De acordo com o resultado, exames laboratoriais podem ser requisitados, assim como a aplicação de vacinas para impedir complicações maiores na pessoa ferida pela mordida.

 

Fonte: dr. Ricardo Tubaldini, Médico Veterinário (CRMV- SP 23.348), formado pela Universidade Paulista, Cirurgião Geral e Ortopedista no Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h.

 

Terra