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Moradores fecham acesso que dá a Cachoeira do Roncador por tempo indeterminado

O acesso à Cachoeira do Roncador foi fechado, na manhã dessa quinta-feira (23/04), com cerca de arame por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em reunião por moradores e proprietários de bares e restaurantes, na tarde da quarta-feira (22/04).

A medida, segundo informações, foi tomada para preservar a comunidade contra a covid-19, já que o lugar mesmo interditado por determinação do governo do estado por causa da pandemia ainda vêm sendo frequentado por grande número de turísticas, já que OMS recomenda isolamento social.
A cachoeira do roncador é um dos postos turístico da região do Brejo paraibano bastante visitado e encontra-se situada numa área arborizada de mata fechada, no sitio Caruatá, zona rural de Borborema.
 
Lajeiro
Outro ponto bastante frequentado por pessoas nesse tempo de pandemia é o lajeiro, localizado na mesma zona rural de Borborema, e está preocupando os moradores situado naquela área. Eles estão tomando a mesma atitude de fechar o acesso.
classeadanoticia

 

Em Pilões, Policia retira grupo de pessoas da cachoeira Oricuri após descumprir Decreto

Um grupo de pessoas foram retiradas da cachoeira Oricuri localizada na zona rural do município de Pilões (PB). A informação foi dada pela Associação dos Amigos da Cachoeira do Oricuri (AACO), em sua página oficial no Instagram.
Segundo membros da associação, por volta das 11h20, algumas pessoas violaram o portão que dá acesso a cachoeira, desobedecendo determinações do Governo do Estado e do Governo Municipal, por meio de decretos.

A cachoeira está fechada por tempo indeterminado para evitar a aglomeração de pessoas no local e a propagação do coronavírus. Desta forma o Destacamento de Polícia Militar da cidade com ajuda do 4BPM, BPTRAN e a Força Tática, realizaram a retida das pessoas.

 

seligapiloes/MIDIA PARAIBA

 

 

Cachoeira do Roncador, em Bananeiras, seca e secretária pede socorro às autoridades

A secretária do Meio Ambiente de Bananeiras, no Brejo paraibano, Késsia Melo, fez um alerta e um pedido de socorro às autoridades do setor. A Cachoeira do Roncador, famosa pelas suas belezas, secou numa prova concreta da degradação do meio ambiente provocada pelo mau uso humano e pela falta de ações educativas e preventivas mais contundentes.

“Hoje estive na Cachoeira do Roncador e a cena é de tristeza e lamento”, desabafou Késsia Melo acrescentando: Os órgãos ambientais aparecem, mas para multar. Para fazer prevenção, plano de desenvolvimento com os proprietários inseridos na Unidade de Conservação [UC] não aparecem. O Roncador pede socorro”, clama a secretária.

Conforme explicou Késsia em suas redes sociais, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Roncador foi criada por Decreto Estadual n° 27.204, 06/06/2006. O local possui uma área de 6.133.00 hectares abrangendo os municípios de Bananeiras, Borborema e Pirpirituba.

“De acordo com o SNUC [Sistema Nacional de Unidades de Conservação] as UC devem ter seu plano de manejo e seu conselho gestor, coisas inexistentes em uma APA de mais de 13 anos de existência. Existe um total abandono do estado às unidades de conservação e à população inseridas nelas, motivo que tem degradado esse ambiente de Mata Atlântica de altitude e prejudicado o turismo e, consequentemente, a economia local”, desabafou a secretária.

Redação FN

 

 

Mulher empurra Padre Marcelo Rossi de altar durante missa em Cachoeira Paulista

Uma mulher invadiu o altar e empurrou o padre Marcelo Rossi durante uma missa em Cachoeira Paulista neste domingo (14). A mulher furou a segurança, invadiu o palco durante a celebração que acontecia na Canção Nova e empurrou o padre de cima da estrutura. Apesar da queda, ele não ficou ferido e a mulher foi contida pela Polícia Militar.

O padre estava no local para a missa de encerramento do acampamento ‘Por Hoje Não’ (PHN). Por volta das 14h50 a mulher, que participava do evento, conseguiu furar a segurança, invadiu o palco por trás e empurrou o padre, que caiu da estrutura.

No momento, pelo menos 50 mil pessoas participavam da celebração. Apesar da queda, o padre voltou ao palco minutos depois e continuou a celebração.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher está sendo encaminhada para a delegacia de Lorena para o registro do caso. A PM informou que a ocorrência está sendo feita pela Canção Nova porque o Padre Marcelo Rossi decidiu não registrar a agressão.

A polícia informou que a mulher tem 32 anos e que fazia parte de um grupo que veio do Rio de Janeiro para o evento. Os acompanhantes informaram à PM que ela sofre de transtornos mentais.

Em nota a Canção Nova informou que lamenta o incidente ocorrido com o padre Marcelo Rossi durante a missa e informou que ele foi atendido pela equipe médica do evento e, após ser liberado, seguiu com a celebração até o fim.

Vídeo

Em um vídeo divulgado após a agressão, o Padre Marcelo Rossi diz que ‘Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente’. A imagem foi divulgada pela Canção Nova, ao final da celebração.

“Maria passou na frente, pisou na cabeça da serpente, estou ótimo”, disse. “Fiquem tranquilos, só umas dorzinhas, não quebrou nada”, acrescentou.

G1

 

Água da Cachoeira do Roncador está apropriada para Banho, garante Sudema

Créditos: Divulgação / Sudema
Créditos: Divulgação / Sudema

Após publicação do Portal WSCOM com denúncias de turistas sobre a qualidade da água da Cachoeira do Roncador, foi enviado ao Portal um relatório da Sudema de 2010 atestando que o ponto turístico está apropriado para banho.

Há seis anos, a Agência Executiva da Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA), sob a presidência da Dra. Cybelle Frazão Costa Braga, solicitou da Superintendência de Administração e Meio Ambiente (SUDEMA) a análise da água do leito do rio Bananeiras. Foram analisados quatro pontos da bacia hidrográfica do Rio Bananeiras.

Durante esse trabalho de coleta desde a nascente até a cachoeira do Roncador, dois pontos já haviam sido ditos como impróprios. Contudo, as águas do ponto turístico apresentaram o resultado de que “todos os parâmetros analisados estavam de acordo com a resolução do CONAMA nº. 357/2005 e com sua classe 2 de enquadramento”. Esta análise foi assinada pela química Maria de Fátima Lins Menezes.

Por wscom com Assessoria

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Prefeito de Cachoeira dos Índios oficializa apoio à candidatura de Cássio

francisco dantas-prf-cachoeiraPrefeito do município de Cachoeira dos Índios, na região metropolitana de Cajazeiras, Francisco Dantas Ricarte (DEM), popularmente conhecido como “Bodin”, anunciou publicamente na tarde desta segunda-feira, 29, sua adesão ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a governador pela Coligação  A Vontade do Povo. Ele já havia aderido ao tucano e ontem oficializou seu apoio.

O anúncio, em praça pública, foi feito durante comício relâmpago realizado por Cássio em Cachoeira dos Índios, no início de mais um circuito de visitas ao Sertão, nesta segunda.

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Bodin fez seu discurso de adesão na presença candidato a senador Wilson Santiago (PTB), do deputado estadual José Ademir (PEN) e do suplente de senador Cássio, empresário José Gonzaga Sobrinho, o “Deca do Atacadão”, natural da região.

Em seu breve pronunciamento, ao lado de Cássio, o prefeito Bodin destacou as qualidades de homem público de Cássio e lamentou que os gestores municipais, ao longo do atual governo, só tenham passado a ter importância quando o processo eleitoral teve início. Bodin também atacou o clima de perseguição política instaurado pelo atual governo.

Em sua fala, Cássio agradeceu o apoio do prefeito de Cachoeira dos Índios e destacou que a adesão de Bodin neste momento da campanha é mais que um bom presságio da vitória que se configura nas urnas, principalmente na região do Sertão da Paraíba.

 

BlogdoGordinho

Quem são e o que fazem os “jornalistas de Cachoeira”

Desde que o relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Costa (PT-MG), confirmou, na quarta (21), que irá pedir o indiciamento de cinco jornalistas no seu relatório final, imprensa e oposição passaram a atacar a medida, em uníssono, alegando ora afronto à liberdade de expressão, ora o desejo de vingança do PT contra seus algozes no “mensalão”. Uma leitura do relatório revela uma outra realidade. E uma realidade estarrecedora sobre os meandros da imprensa brasileira. Os documentos falam de jornalistas vendendo sua força de trabalho ou o espaço dos veículos em que trabalham para beneficiarem uma reconhecida organização criminosa na prática de crimes. Ou então, associando-se a ela para destruir desafetos comuns dos criminosos e dos seus veículos.

O diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Junior, é a face mais conhecida deste time. Mas o grupo é muito maior. O relatório da CPMI cita nominalmente doze jornalistas que teriam contribuído periodicamente com o esquema criminoso, e acabaram flagrados em atitudes, no mínimo, suspeitas, por meio das quebras de sigilos telefônicos, ficais e bancários dos membros da quadrilha e das empresas, de fachada ou não, que operavam em nome dela. Desses doze, pede o indiciamento de cinco, contra os quais as provas são robustas. Sugere ao Ministério Público Federal (MPF) o prosseguimento das investigações contra os outros sete, com base nos indícios já levantados pela Comissão.

Saiba quem são os jornalistas que, no entendimento da CPMI, devem ser indiciados:

1 – Wagner Relâmpago
Repórter policial do DF Alerta, da TV Brasília/Rede TV, e do programa Na Polícia e nas Ruas – Rádio Clube 105,5 FM – DF . Segundo a CPMI, ele utilizou seu espaço na TV e no rádio para “bater” nos inimigos da quadrilha ou personalidades públicas que atrapalhavam suas atividades criminosas. Em 2011, foram creditados pelo menos três repasses da quadrilha para sua conta pessoal de, aproximadamente, de R$ 300 mil cada. As relações de Relâmpago com Cachoeira foram reveladas por Carta Maior em 30/3, na reportagem Quadrilha de Cachoeira mantinha relações com a mídia. Para a CPMI, Relâmpago incorreu no artigo 288 do Código Penal, o que justifica seu indicamento pelo crime de formação de quadrilha.

2 – Patrícia Moraes
É sócia-administradora e editora de política do jornal Opção, de Goiás. Mantinha interlocução constante com Cachoeira e outros membros da quadrilha. Também recebia pagamentos períodicos do bando, na sua conta pessoal e na do jornal, para “divulgar as matérias de interesse da organização criminosa e fazer oposição e a desconstrução midiática de adversários”, conforme o relatório da CPMI. O documento sugere, inclusive, suspeitas de que o periódico possa pertencer à quadrilha de Cachoeira. Os recursos recebidos pela jornalista somam R$ 155 mil. A CPMI pediu seu indiciamento por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

3 – João Unes
Jornalista e advogado, trabalhou em O Estado de S.Paulo, O Popular, TV Anhanguera e TV Record. Segundo a CPMI, foi um dos jornalistas que receberam as mais vultosas quantias da quadrilha. Foi o idealizador e diretor do jornal online A Redação que, segundo a CPMI, foi adquirido posteriormente pela máfia. A soma dos valores transferidos para ele, conforme diálogos interceptados, chega a R$ 1, 85 milhão. Nem todos os valores mencionados nos diálogos foram comprovados na quebra dos sigilos do jornalista e das empresas fantasmas do bando. A CPMI pede seu indiciamento por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

4 – Carlos Antônio Nogueira, o Botina
Segundo o relatório, ele se apresenta como proprietário do jornal O Estado de Goiás, mas na verdade é sócio minoritário de Carlinhos Cachoeira no empreendimento que, conforme diálogos interceptados, também tem ou teve como sócio o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Botina também é proprietário da empresa WCR Comunicação e Produção e do Canal 5. Sob ordens de Cachoeira, utilizava o jornal para criar fatos políticos, fabricar notícias que pudessem prejudicar adversários ou constranger autoridades, enfim, que beneficiem as atividades da organização. Movimentou vultosas quantias. As maiores delas foram por meio da WCR Produção e Comunicação, que recebeu recursos das laranjas de Cachoeira da ordem de R$ 460 mil, R$ 1,42 milhão e R$ 584 mil, entre outros. A CPMI pede seu indiciamento por formação de quadrilha e lavagem de recursos.

5 – Policarpo Junior
É diretor da sucursal da Veja em Brasília. Segundo o relatório da CPMI, colaborou com os interesses da organização criminosa promovendo suas atividades ilícitas, eliminando ou inviabilizando a concorrência e desconstruindo imagens e biografias de adversários comuns da máfia e da publicação. O relacionamento entre Cachoeira e Policarpo começou em 2004. Apesar de atualmente mídia e oposição considerarem um acinte à liberdade de imprensa sua convocação para prestar esclareimentos na CPMI do Cachoeira, ele depôs na CPI dos Bingos, em 2005, para defender o contraventor, como Carta Maior revelou na reportagem Jornalista da Veja favoreceu Cachoeira em depoimento de 2005, em 28/5. Suas relações com Cachoeira foram fartamente documentadas, como mostram, por exemplo, as reportagens Os encontros entre Policarpo, da Veja, e os homens de Cachoeira, de 10/5, e Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”, de 15/5. A CPMI pediu seu indiciamento por formação de quadrilha.

Confira também quem são os jornalistas que a CPMI pede que sejam alvos de mais investigações pelo MPF:

1 – Luiz Costa Pinto, o Lulinha
É o proprietário da empresa Ideias, Fatos e Textos (IFT), que prestou serviços para a Câmara durante a gestão de João Paulo Cunha (PT-SP), fato que acabou rendendo à ambos denúncias por crime de peculato no escândalo do “mensalão”. Cunha foi absolvido por este crime na ação penal 470, que tramita no STF. O processo contra Lulinha tramita na justiça comum. Conforme o relatório da CPMI, O jornalista foi contratado pela organização criminosa de Cachoeira para emplacar matérias favoráveis ao grupo nos meios jornalísticos. Entre fevereiro de 2011 e maio de 2012, recebeu o total de R$ 425 mil da Delta, por meio de transferências creditadas na conta da IFT.

2 – Cláudio Humberto
Citado em diversas gravações interceptadas pela Polícia Federal como uma espécie de assessor de comunicação, ele também foi contratado via Delta, a pedido do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Entre 2011 e 2012, recebeu R$ 187,7 mil, depositados pela Delta na conta da CT Pontocom Ltda, empresa na qual é sócio-administrador desde maior de 2001.

3 – Jorge Kajuru
É apresentador da TV Esporte Interativo. Também recebeu recursos da organização de Cachoeira que, segundo ele, se referiam à patrocínio feito pela Vitapan, empresa farmacêutica ligada ao esquema criminoso. Ele teria recebido do grupo R$ 20 mil, entre 2011 e 2012, em contas das suas empresas e na sua conta pessoal. A CPMI, porém, o isenta de responsabilidades por conduta criminosa.

4 – Magno José, o Maguinho
De acordo com a CPMI, o blogueiro Magno José, o Maguinho, também recebeu recursos da organização criminosa para prestar serviços à quadrilha. Ele é editor do blog Boletim de Novidades Lotéricas, que prega a legalização dos jogos no país. Entretanto, os repasses dos recursos ao jornalista não foram comprovado. Os indícios decorrem do material publicado pelo blog e das conversas dos membros da quadrilha interceptadas pela PF. Portanto, a CPMI optou por não propor seu indicamento.

5 – Mino Pedrosa
Já trabalhou no Jornal de Brasília, em O Estado de S.Paulo, em O Globo, na revista IstoÉ e hoje é editor-chefe do blog QuidNovi. É apontado como o responsável pela deflagração do Caso Loterj, que resultou na queda do assessor da Casa Civil do governo Lula, Waldomiro Diniz. De acordo com conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) entre membros da quadrilha de Cachoeira, ele teria recebido um apartamento e um carro para depôr em favor do contraventor, envolvido no esquema. É responsabilizado também como o autor de denúncias sobre o governo do Distrito Federal, com base em grampos ilegais feitos por Idalberto Matias, o Dadá, membro da quadrilha. E, também, como a pessoa que “vazou” para Cachoeira que a PF preparava a Operação Monte Carlo. A CPMI reconhece, porém, que não obteve provas suficientes para pedir o indiciamento do jornalista.

6 – Renato Alves
É jornalista do Correio Braziliense e editor do blog Última Parada. Segundo o relatório, as interceptações telefônicas revelaram que ele também mantinha interlocução frequente com a organização criminosa. Foi, inclusive, o autor de uma das matérias mais comemoradas pelos integrantes da quadrilha em 2011, que promovia os jogos eletrônicos do grupo pela internet no exterior. Em troca dos serviçcos prestados, Alves recebia presentes e vantagens, como ele mesmo atesta em ligação itnerceptada pela PF. Mas a CPMI afirma que não conseguiu colher provas suficientes de que ele tenha contribuído para a prática de crimes e pede novas investigações.

7 – Eumano Silva, o Doni
É ex-Diretor da Revista Época em Brasília. Também teria prestado importantes serviços à quadrilha de Cachoeira, por meio de reportagens que a beneficiava. A CPMI, porém não encontrou provas conclusivas sobre sua participação no crime e, por isso, sugeriu ao MPF mais investigações.

Carta Maior

Serra aparece entre os diálogos de Cachoeira com Demóstenes

 

“Pela primeira vez, o nome do ex-governador de São Paulo e candidato à Prefeitura, José Serra, aparece na boca do contraventor Carlos Cachoeira, numa conversa com o já cassado Demóstenes Torres. ‘Ocê vai tá com o Serra aí hoje?’, pergunta o bicheiro. ‘Marca uma audiência com ele’, insiste. ‘Vou marcar com ele e venho aqui’, atende o ex-senador. Negócios da Delta com São Paulo são o próximo alvo da CPI”. Reportagem do Brasil 247.

14 de maio de 2009. José Serra era governador de São Paulo. Executava, no Estado, obras bilionárias, como a construção do trecho Sul Rodoanel e as ampliações das marginais – algumas, com a participação da construtora Delta, de Fernando Cavendish. Na quarta-feira (29), o empreiteiro estará na CPI, que investiga as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira. Assim como Cavendish, também irá depor o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que era o homem forte da Dersa, empresa de desenvolvimento rodoviário de São Paulo, e já disse que Serra era sua “bússola” na estatal.

Um diálogo, obtido com exclusividade pelo Brasil 247, aponta agora, pela primeira vez, o nome de José Serra nas conversas de Cachoeira. É num telefonema dele ao ex-senador Demóstenes Torres. Cachoeira quer uma audiência do governador para um personagem chamado Dino. E Demóstenes promete marcá-la.

“Ocê vai tá com o Serra aí hoje?”, pergunta Cachoeira. Com naturalidade, Demóstenes diz que não. Afirma ter estado na Companhia Siderúrgica Nacional, do empresário Benjamin Steinbruch. Cachoeira faz então uma brincadeira dizendo que quem gosta muito de Steinbruch é o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

E, depois, insiste para que Demóstenes, que foi cassado por ser uma espécie de despachante de luxo do bicheiro, marque uma audiência com Serra. “Vou marcar com ele e venho aqui”, atende o ex-senador.

Escute aqui o primeiro diálogo entre Demóstenes e Cachoeira.

Numa outra conversa, de 26 de abril de 2009, Cachoeira também liga a Demóstenes para tratar de negócios em São Paulo. O ex-senador estava no apartamento 1.105 do Hotel Meliá, no bairro do Itaim-Bibi de São Paulo. O bicheiro, que representava interesses da Delta em São Paulo, pede para o senador se encontrar com um espanhol chamado Carlos Sanchez. Trata-se do chefe do Departamento de Engenharia do Metrô de Madri – o modelo usado é o mesmo usado em São Paulo.

Escute aqui o segundo diálogo entre Cachoeira e Demóstenes.

Na terceira conversa, Cachoeira fala com o próprio Sanchez sobre o encontro no Hotel Meliá. Onde? Na rua João Cachoeira, em São Paulo.

Escute aqui o diálogo entre Cachoeira e Sanchez

Neste diálogo, Cachoeira sugere a Sanchez que entre na página da internet do Senado para reconhecer a face de Demóstenes Torres. O espanhol, pelo tom de voz, já festeja um negócio que será “muy bueno”.

Há ainda um último diálogo em que um homem não identificado conversa com um certo Geovane, ligado ao grupo de Cachoeira, sobre um encontro com Serra.

O Brasil 247 entrou em contato, via telefone e e-mail, com o assessor de imprensa da campanha de José Serra à Prefeitura para conhecer a opinião do candidato sobre as revelações. Ele tem memória sobre a audiência que o senador Demóstenes Torres iria pedir? Ocorreu? O que foi tratado? Sem dúvida, a palavra de Serra sobre o assunto pode ser esclarecedora. Até 14h…, o retorno ainda não havia ocorrido.

Portal Vermelho

Petista critica proteção a ‘delinquência jornalística’ na CPI do Cachoeira

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) manifestou, no Plenário da Câmara, seu “estranhamento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar representantes do Grupo Abril e o jornalista Policarpo Júnior. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, disse o deputado.

Fernando Ferro enfatizou que as recentes informações dando conta de que a namorada de Cachoeira ameaçou um juiz com um dossiê produzido pelo jornalista Policarpo “revelam a extensão desse problema e a ousadia desse grupo mafioso”. Para o deputado, “essas são práticas da máfia, de grupos criminosos, perigosos e altamente articulados: dossiês para chantagear juízes, produzidos por jornalistas a serviço de criminosos, como o sr. Carlos Cachoeira”, enfatizou.

O deputado considerou ainda que esse silêncio deixa outra dúvida: “Será que existem deputados ou senadores da CPMI ameaçados por dossiês do Cachoeira?”. Para Fernando Ferro, ao se recusarem a convocar o jornalista, “eles estão dando claramente sinais de que ou têm medo ou são cúmplices desses delinquentes”.

Na avaliação de Ferro, isso é extremamente preocupante. “Sugiro ao presidente da CPMI que inquira, que pergunte se está havendo alguma chantagem contra algum desses parlamentares”, completou .

Fernando Ferro lembrou que, por muito menos, na Inglaterra foi aberto um processo que culminou no fechamento de um jornal de grande expressão daquela nação devido a problemas de espionagem política patrocinada por esquemas que utilizaram jornalistas.

“Apelamos aos parlamentares que participam da CPMI para que convoquem o jornalista Policarpo, o Grupo Abril, para que falem sobre suas relações com Carlos Cachoeira. Isso é bom para a democracia e para desmascarar certo tipo de jornalismo que faz associação com o crime organizado para promover dossiês, ameaças e escândalos, como temos visto neste País”, finalizou o deputado.

“Código de Silêncio”

O silêncio do ex-tesoureiro da campanha do tucano Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás Jayme Eduardo Rincón e do ex-corregedor da Polícia Civil Aredes Correia Pires, convocados para depoimento à CPMI do Cachoeira na quarta-feira (22), reforça a tese sustentada pela procuradora Léa Batista da existência de um “código de silêncio” que protege a organização.

“A quadrilha age de forma articulada e unitária, onde ninguém entrega ninguém e todos são protegidos pelo chefe Carlos Cachoeira”, enfatizou o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Ambos compareceram à comissão protegidos por Habeas Corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecerem em silêncio. Em depoimento na terça-feira (21) à comissão a procuradora disse que “o silêncio é um direito de todos, mas o código de silêncio adotado nos depoimentos à CPMI e à Justiça Federal é típico de organizações mafiosas”, declarou.

De acordo com o relator, os depoentes perderam a oportunidade de esclarecer as denúncias que pesam sobre eles. No caso do Jaime Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), áudios da Polícia Federal apontam denúncias graves de “acerto” de licitações.

“Os áudios evidenciam que há interesse da Delta Construções na Agetop. Esse interesse foi materializado quando dois lotes de empresas que concorriam com a Delta foram desclassificados. Essa desclassificação ocorreu seis dias após pedido do Vladimir Garcez, braço político da organização criminosa”, denunciou Odair Cunha.

Além disso, as investigações da PF revelam um depósito do grupo de Cachoeira no valor de R$ 600 mil na conta da empresa Rental Frota Ltda, que tem Rincón como um dos sócios.

 

 

Portal Vermelho

Deputados do PT criticam CPI do Cachoeira por não convocar jornalista da “Veja”

Os deputados Jilmar Tatto (PT-SP), Emiliano José (PT-BA) e Dr. Rosinha (PT-PR) criticaram a comissão  da CPMI do Cachoeira por não ter convocado Policarpo Junior, jornalista da revista Veja, após suspeitas de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Crédito:Divulgação
Para deputado, jornalista deveria ser convocado pela CPI
“Há uma espécie de acordo para não botar em pauta a convocação do Policarpo Júnior, apesar de todos os indícios apontados em mais de 73 gravações da Polícia Federal que mostram a relação direta com o crime organizado do Carlos Cachoeira em diálogos não republicanos”, afirmou Jilmar Tatto.
Para o deputado e jornalista Emiliano José, a comissão precisa responder de maneira isonômica ao caso. “A questão que está posta no caso do jornalista Policarpo Júnior é se a comissão tem condições de analisar o crime de maneira igual ou se o que se chama de instituição jornalística pode praticar crime impunemente ou, ainda, se vamos olhar esses crimes como se nada estivesse acontecendo?”
Portal IMPRENSA