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Piloto da Germanwings foi trancado fora da cabine antes de acidente, diz NYT

F.Balsamo / Ministério do Interior da França
F.Balsamo / Ministério do Interior da França

Enquanto as autoridades passaram esta quarta-feira (25) tentando explicar como o avião da Germanwings com 150 pessoas a bordo caiu com céu limpo, um investigador disse ao jornal “The New York Times” ter evidência de que uma gravação feita indica que um dos pilotos deixou a cabine antes do acidente e não conseguiu entrar de volta.

Um alto funcionário militar envolvido na investigação descreveu como “muito boa, muito legal” uma conversa entre os pilotos durante a primeira parte do voo de Barcelona para Düsseldorf. Em seguida, o áudio indica que um dos pilotos deixou a cabine e não poderia voltar a entrar.

“O cara do lado de fora está batendo de leve na porta e não há nenhuma resposta”, disse o investigador. “E então ele bate na porta mais forte e não houve resposta. Nunca há uma resposta. Você pode ouvir que ele está tentando esmagar a porta para baixo”, disse o investigador.

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Enquanto o áudio parecia dar alguma pista sobre as circunstâncias que levaram ao acidente, ele também deixou muitas perguntas sem resposta.

“Nós não sabemos ainda a razão pela qual um dos caras saiu”, disse o funcionário, que pediu anonimato porque a investigação continua. “Mas o que é certo é que no final do voo, o outro piloto está sozinho e não quer abrir a porta.”

 

uol

Volkswagen lança novo Fox e Saveiro cabine dupla

VOLKSWAGEN FOX 2015 (FOTO: FABIO ARO)
VOLKSWAGEN FOX 2015 (FOTO: FABIO ARO)

A Volkswagen apresentou nesta segunda-feira (18) o Fox reestilizado e a versão com cabine dupla da picape Saveiro. Enquanto o hatch aposta em visual renovado e pacote tecnológico mais recheado, a picape quer acirrar a briga no segmento das médias oferecendo maior espaço para quem vai no banco de trás. Informações sobre preços e versões serão divulgadas ainda esta noite.

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O novo Fox terá quatro versões, que recebem diferentes opções de motores e câmbios. A principal novidade fica por conta da inédita transmissão manual de seis velocidades, que é item de série na versão topo de linha Highline, com motor 1.6. A nova caixa de câmbio foi produzida a partir da anterior, de cinco velocidades, e, apesar de ter ficado 3,2 kg mais pesada, promete diminuir o consumo de combustível do modelo.

Volkswagen Fox 2015 (Foto: Fabio Aro)

Outra novidade é a inclusão do motor EA211 1.6 de até 120 cv de potência, que já era oferecido em algumas versões do Gol e da Saveiro. Ele também equipará a versão Highline do hatch, que contará com opção de câmbio automatizado I-Motion. Segundo a montadora, este câmbio passou por aperfeiçoamentos para diminuir os trancos nas mudanças de marchas, que são bastante perceptíveis em outros modelos, como o Voyage e o up!.

As versões mais básicas Trendline e Comfortline do Fox seguem sendo oferecidas com motor 1.0 de 76 cv ou 1.6 de 104 cv, ambos com transmissão manual de cinco velocidades. A configuração Comfortline também poderá ser comprada com o motor 1.6 acoplado ao câmbio automatizado de cinco marchas I-Motion. A Highline será sempre equipada com o novo 1.6 de 120 cv e poderá ter câmbio manual de seis velocidades ou automatizado de cinco. Já a configuração Bluemotion segue equipada com o motor 1.0 de 82 cv e transmissão manual de cinco velocidades. Cada configuração tem um visual de interior diferente.

Volkswagen Fox 2015 (Foto: Fabio Aro)

A VW equipou as versões mais completas do novo Fox com novo pacote tecnológico para conquistaros consumidores, mas deixou alguns itens, como ar-condicionado, de fora da listagem de série da versão de entrada. Desde a básica Trendline, o carro conta com itens como direção elétrica, volante com ajuste de altura e profundidade, vidros dianteiros elétricos, chave canivete, rodas de aço de 15 polegadas, ajuste de altura do banco do motorista e bancos traseiros rebatíveis. A versão Comfortline ganha computador de bordo, vidros traseiros também elétricos, sistema de som, retrovisores elétricos com repetidores de seta, faróis e lanternas de neblina, sistema de aquecimento, entre outros.

Quem fizer questão de ar-condicionado de série, por exemplo, terá que partir para a configuração topo de linha, que ganha também roda de liga-leve de 15 polegadas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, volante multifuncional em couro, controle de tração, sistema multimídia, pedaleiras esportivas e ponteira de escapamento dupla. O sistema de refrigeração da cabine será oferecido como opcional para as versões mais básicas, mas a Volks ainda não divulgou quanto custará.

No visual, o carro ganhou linhas mais agressivas, que o aproximam do visual da atual geração do Golf. Entre os principais destaques estão os faróis, com dois canhões quadrados e sinalizadores de setas mais finos, além de grade e tomadas de ar mais invocadas.

Malagrine (Foto: Editora Globo)

Saveiro cabine dupla

Já a versão cabine dupla chega para complementar o restante da linha da Saveiro, que continua sendo vendida com cabine simples e estendida. Com a nova carroceria, a Volkswagen pretende oferecer “capacidade para acomodar cinco adultos confortavelmente”, em comparação à rival Strada, mas o espaço traseiros é bastante justo. O modelo mira a segunda principal fatia de vendas do segmento, da qual a VW estava fora. Segundo números da montadora, atualmente 53% das picapes médias vendidas têm cabine simples, 19% estendida e 28% dupla.

A picape fabricada em São Bernardo do Campo (SP), contará com os motores 1.6 de 104 cv ou 120 cv de potência (na versão Cross). O câmbio é sempre manual de cinco velocidades. Esta configuração da picape contará com três versões: Trendline, Highline e Cross. Apesar de não contar com uma porta extra (como a rival Strada) ou duas portas a mais, a Saveiro consegue manter um acesso fácil aos bancos de trás. Isso porque os engenheiros da marca explicam que as portas dianterias têm as mesmas dimensões do Gol duas portas.

Malagrine (Foto: Editora Globo)

A mais básica é equipada de série com direção hidráulica, freios a disco nas quatro rodas, rodas de aço de 14 polegadas, ajuste de altura do banco do motorista, vidros e travas elétricas, desembaçador no vidro traseiro e sistema de amortecimento na tampa da caçamba. A versão Highline ganha sistema de som com volante multifuncional, lanterna traseira e faróis de neblina, ar-condicionado, retrovisores elétricos e rodas de 15 polegadas.

Os diferenciais da topo de linha Cross são regulagem de altura e profundidade do volante, sistema ABS off-road (antes exclusividade da Amarok), controle eletrônico de estabilidade, bloqueio eletrônico do diferencial, assistente de partida em rampa, controle de tração e sistema de assistência à frenagem, sensor de estacionamento, roda de liga leve de 15 polegadas e pneus para todo tipo de terreno, capota marítima e ganchos deslizantes.

Malagrine (Foto: Editora Globo)

Para conseguir manter 580 litros de capacidade da caçamba, a Volks posicionou o estepe debaixo do assoalho da picape, preservando o espaço de carga. Com 2,75 m de distância entre-eixos e posição do banco traseiro mais elevada, a montadora pretende acomodar melhor cinco passageiros na Saveiro cabine dupla. Mas, uma pessoa de cerca de 1,70 metro de altura viaja na parte de trás com o joelho pressionado contra o banco dianteiro. Por outro lado, há bastante espaço para a cabeça, já que os engenheiros da montadora fizeram uma espécie de lombada na lateral do teto. Assim, foi possível aumentar levemente a autura do carro e esconder o desnível atrás do rack.

Índice de reparabilidade

Ainda segundo a montadora, tanto o Fox quanto a Saveiro alcançaram bons resultados no índice Car Group. Desenvolvido pelo Cesvi Brasil, ele leva em consideração os carros mais baratos e fáceis de reparar. Alcançado índice 15, o Fox ficou atrás somente do up!, primeiro da listagem. Já a Saveiro é a líder na categoria picape compacta com cabine dupla.

 

revistaautoesporte

Cabine dupla, 4×2 e flex: Ranger muda para ser a referência da categoria

A Ford Ranger mudou por fora, por dentro e por baixo. A linha 2013 da picape ganhou visual mais agressivo, ficou mais luxuosa e recebeu novos motores. Além disso, a partir de agora o modelo passa a oferecer opções que não existiam na linha, caso do motor flex e do câmbio automático.

A versão flex utiliza motor 2.5 Duratec de comando duplo variável e 173 cv. Chega e já assume o posto de o mais potente da categoria (para se ter uma ideia, o 2.4 da Chevrolet S10 gera 147 cv). O motor a diesel também é novo. No lugar do International (3.0 de 163 cv), entra um novo motor de cinco cilindros e 200 cavalos. Como o antigo, ele é dotado de turbina de geometria variável, da Garrett. Dependendo da velocidade dos gases de escapamento, as pás mudam a abertura. O resultado é um comportamento muito bom em qualquer faixa de rotação. Graças ao sistema, a Ranger também passa a ser a mais potente da categoria (a Frontier tem 190 cv).

Fabio Aro

Nova Ranger tem bom comportamento em qualquer faixa de rotação

A Ford ainda não divulgou a relação completa de preços, mas anunciou que vai ser bem competitiva: a cabine dupla 4×2 flex XLT vai custar R$ 75.500. Já a topo de linha, Limited, com motor a diesel, 4×4, automática, vai sair por R$ 130.900. O preço é equivalente ao das concorrentes (sempre considerando os modelos mais caros), porém, nenhuma vem tão completa, caso dos seis airbags, GPS no painel, câmera de ré, etc.

Em termos de estilo, João Marcos Ramos, gerente de design da Ford, enfatiza que a proposta foi criar “uma picape da cintura para baixo e um carro de passeio daí para cima”. Isso explica o para-brisa bem inclinado, que reforça o visual esportivo. “Conseguimos robustez na parte de baixo e fluidez na parte de cima”, diz.

Fabio Aro

Interior traz luxo comparavel ao dos carros de passeio sofisticados

O novo painel é um dos elementos responsáveis por aproximar a picape do universo dos carros de passeio. Por dentro, a Ranger tem luxo comparavável ao de automóveis de passeio sofisticados. O motor a diesel faz pouco barulho, as respostas são boas, a suspensão quase não pula no asfalto (e ignora buracos) e a direção é precisa, sem contar o reduzido diâmetro de curva, muito útil em manobras. O inédito motor 3.2 Duratorq não tem apenas a maior potência, mas também o maior torque da categoria (ao lado da S10): são 47,9 kgfm a partir de 1.750 rpm. Graças a ele, a 120 km/h a Ranger anda suavemente a 2.000 rpm. Pressionando o pedal, porém, ela se transforma. No teste, fez 0 a 100 km/h em 11 segundos.

A única coisa que poderia ser revista é o comando do computador de bordo. Ele é feito pelo botão do hodômetro, diretamente no quadro de instrumentos. É muito mais fácil acessar os comandos nas alavancas ou no volante, em vez de ter de pôr a mão atrás da direção para consultar o computador. Outra coisa: como em outros carros da marca, a Ranger informa consumo em litros por 100 km, e não o tradicional, km/litro. Para compensar, o sistema de som é muito bom (Bosch), o modelo vem com GPS no painel e o ar digital é dual zone. O câmbio automático de seis marchas tem alavanca curta, como em carro de passeio, e opção de trocas sequenciais.

Fabio Aro

Motor 3.2 Duratorq tem maior torque da categoria: 47,9 kgfm; câmera de ré é embutida no logo

Na terra a picape também apresentou disposição. Graças ao controle de descida, é possível deixar toda a operação por conta da Ranger. Basta apertar o botão no painel que o dispositivo vai freando individualmente as rodas, para manter a picape na trajetória. Como na VW Amarok, não é preciso nem frear nem acelerar. A diferença, em relação à VW, é que na Ford a aceleração pode ser feita por meio do controlador de velocidade. Há possibilidade de bloqueio de diferencial, e a tração 4×4, engatada por meio de um botão giratório, pode ser feita a até 120 km/h.

Além do controle de descida, a Ranger também vem com o dispositivo que impede a volta, quando se solta o pedal de freio em aclives, durante o tempo em que o motorista leva para tirar o pé do freio e pisar no acelerador.

Fabio Aro

Na versão flex, abastecimento do reservatório de gasolina é feito em abertura da peça na lateral dianteira, que é “falsa” no modelo a diesel

A nova Ranger é o resultado de um projeto global, desenvolvido na Austrália por engenheiros da Ford do mundo inteiro. A razão é que ela tem previsão de ser vendida em 180 países, ou “95% do planeta”, destaca a montadora. Por aqui, ela diz que está preparada para o aumento de demanda. Para isso, a fábrica da Argentina já implantou o segundo turno de produção.

Acompanhe na revista Autoesporte de julho o comparativo da nova picape. Na revista, ela enfrentaVolkswagen Amarok, Chevrolet S10, Toyota Hilux e Nissan Frontier.

Fabio Aro

Auto Esporte