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Goleiro Bruno tem contrato rescindido após 45 minutos em campo

Vinte e três dias depois da apresentação e da estreia, na qual foi ovacionado em campo e posou para selfies com torcedores, Bruno Fernandes, 34, rescindiu o contrato com o Poços de Caldas FC, time da cidade homônima, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pelo presidente do clube nesta segunda-feira (28).

Bruno disputou apenas uma partida com o time, a sua estreia no dia 5 de outubro. A reportagem tentou contato com a advogada dele, mas não teve retorno.

O ex-goleiro do Flamengo conseguiu progressão ao regime semiaberto em julho. Ele cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.

A pena inicial era de 22 anos e três meses, mas foi reduzida pela prescrição do crime de ocultação de cadáver. Em setembro de 2017, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais validou a certidão de óbito de Eliza. O corpo dela nunca foi encontrado.

Segundo o presidente Paulo César da Silva, a decisão foi um consenso dos dois lados e eles ainda vão discutir detalhes da rescisão. O contrato era válido até janeiro de 2020.

“A gente não consegue contar com o atleta. É complicado, entendeu? Em 60 dias de contrato, ele jogou 45 minutos, a Justiça não libera para ele treinar. É uma coisa que se torna difícil para o clube, você manter um salário alto de um jogador do nível dele para não usar”, afirmou Paulo César à Folha de S.Paulo.

Paulo César disse ainda que a Justiça negou pedidos da defesa de Bruno para que ele pudesse treinar em Poços de Caldas e jogar com o time em cidades vizinhas. A estreia dele chegou a ser adiada em setembro por questões legais. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais não retornou ao contato.

Ao jornal O Tempo, a advogada de Bruno disse que o contrato foi desfeito porque o clube não pagou o salário e não cumpriu com obrigações acordadas. Ela afirmou ainda que ele estaria analisando outras propostas.

Em 2017, Bruno assinou com o Boa Esporte, de Varginha, mas voltou à prisão depois de dois meses por determinação da Justiça.

O salário de Bruno era o mais alto do elenco, disse Paulo César. Ele não quis revelar valores, alegando questões de contrato. “Mas não é um jogador barato, não. É um jogador caro”, salientou.

O Poços de Caldas FC não tem renda atual, segundo o presidente, e as entradas dos jogos costumam ser doações em alimentos. Além do salário, o clube alugava um local para que Bruno treinasse em Varginha, cidade onde cumpre pena, e o combustível das viagens.

O clube, que ficou parado por um ano e sete meses, deve disputar a terceira divisão do campeonato mineiro no ano que vem. Isso só ocorrerá no segundo semestre. A comissão técnica também deixou o clube nas últimas semanas por questões de valores.

Paulo César alega que os jogadores da equipe não estão inscritos na federação, porque ainda estão sendo avaliados, para só depois terem contrato assinado.

“Quem sabe tenha a possibilidade de [Bruno] disputar o mineiro conosco, se não tiver nenhum clube. Mais para a frente o clube vai ter caixa, vai estar mais organizado”, afirmou o dirigente.

 

FOLHAPRESS

 

 

Bruno se apresenta e é liberado por falta de mandado de prisão

O goleiro Bruno Fernandes se apresentou à polícia no fim da tarde desta terça-feira (25) após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a liminar que mantinha o atleta solto. O jogador se apresentou espontaneamente por volta das 17h50 na Delegacia Regional de Varginha, no Sul de Minas Gerais.

Segundo a Polícia Civil, o atleta assinou uma certidão se comprometendo a se entregar e depois foi liberado, já que ainda não foi expedido um mandado de prisão contra ele.

“O goleiro Bruno se apresentou espontaneamente na Polícia Civil assim que ele ficou sabendo da decisão do STF. A gente só tem como recolhê-lo com mandado de prisão ou captura, e no sistema ainda não existe esse mandado, até porque a decisão foi agora”, disse o delegado regional de Varginha, Roberto Alves Barbosa Júnior.

Segundo ele, o atleta demonstrou que não tem interesse em fugir. O delegado afirmou ainda que consultou o fórum antes de liberar o goleiro. “Eles nos orientaram para que ele se apresente à 1ª Vara Criminal, para depois ser recambiado para onde o mandado determinar.”

Roberto Alves Barbosa Júnior, delegado regional de Varginha, explicou a situação de Bruno (Foto: Régis Melo/G1)

Roberto Alves Barbosa Júnior, delegado regional de Varginha, explicou a situação de Bruno (Foto: Régis Melo/G1)

Bruno deverá se apresentar ao juiz da 1ª Vara Criminal de Varginha no início da tarde desta quarta-feira (26). Ainda não se sabe para qual presídio ele será enviado, mas há a chance de ficar na cidade mineira.

“Há a possibilidade dele ficar preso, já que ele já tem domicílio aqui já, ele já reside em Varginha, pode ser que ele fique recolhido aqui no presídio de Varginha, mas isso o juiz vai decidir amanhã”, disse o delegado.

O advogado do jogador confirmou que ele voltará a se apresentar à Justiça nesta quarta-feira. “Ele se comprometeu a se apresentar amanhã e vai fazer isso comigo”, disse Lúcio Adolfo, defensor de Bruno.

Adolfo criticou a decisão do STF. “Vamos recorrer amanhã mesmo, no STF de um lado e em Varginha de outro. Me espanta a velocidade com que o Judiciário brasileiro tem para prender alguém, e a demora que tem para soltar. Quando o Bruno teve a prisão revogada, gastaram três dias para expedir o alvará de soltura, para prender é coisa de minutos. É a mesma coisa que está acontecendo com o recurso. Com o Bruno preso, tudo demora, com ele solto, tudo corre.”

Bruno foi preso em 2010 e condenado em 2013 pela morte da ex-namorada Eliza Samudio. Desde março, Bruno defende o Boa Esporte, de Minas Gerais, que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A equipe de Varginha não comentou a decisão do STF.

Goleiro Bruno se apresenta à polícia de Varginha, no Sul de Minas (Foto: Lucas Magalhães/EPTV)

Goleiro Bruno se apresenta à polícia de Varginha, no Sul de Minas (Foto: Lucas Magalhães/EPTV)

A decisão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta tarde mandar o goleiro Bruno Fernandes de volta à prisão.

Por 3 votos a 1, os ministros decidiram derrubar uma decisão de fevereiro do ministro Marco Aurélio Mello, que havia determinado a libertação do atleta, após seis anos e meio de prisão. A Primeira Turma é formada por cinco ministros, mas Luís Roberto Barroso não participou do julgamento.

Votaram a favor da volta de Bruno à prisão os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux. O único contrário foi Marco Aurélio Mello.

Na sessão, os ministros analisaram um recurso da mãe de Eliza Samudio contra a soltura, sob o argumento de que a liberdade do goleiro colocava em risco sua própria integridade física e a de seu neto, filho de Bruno com Eliza.

Bruno Fernandes já atuou em cinco jogos pelo Boa Esporte  (Foto: Régis Melo)

Bruno Fernandes já atuou em cinco jogos pelo Boa Esporte (Foto: Régis Melo)

Titular do Boa Esporte

Liberado em fevereiro deste ano, o goleiro assinou com o Boa Esporte no dia 13 de março e estreou menos de um mês depois, no dia 8 de abril. Desde então, foi titular da equipe na fase final do Módulo 2 do Campeonato Mineiro e atuou em cinco partidas, onde sofreu quatro gols. A última partida dele foi no sábado (22), na vitória do Boa Esporte por 1 a 0 sobre o Nacional de Muriaé.

Após a decisão do STF, o Boa Esporte cancelou os treinos da equipe na tarde desta terça-feira. No Centro de Treinamentos do clube e no hotel onde os jogadores ficam hospedados, permaneceu o silêncio. Perguntado sobre o assunto, o diretor de futebol do clube, Roberto Moraes, se limitou a dizer: “Pergunta para o advogado dele”.

G1

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Boa Esporte perde patrocinador depois de acertar com goleiro Bruno

A equipe do Boa Esporte , de Minas Gerais, que assinou por duas temporadas com o goleiro Bruno, perdeu um de seus patrocinadores neste final de semana. A empresa de suplementos alimentares e nutricionais que apoiava o time usou as redes sociais para informar que havia encerrado o contrato.

Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte
Divulgação

Goleiro Bruno posa com a camisa do Boa Esporte

Desde o anúncio do negócio do time mineiro com o goleiro Bruno , a empresa recebia diversos comentários negativos em suas páginas oficiais nas redes sociais. “Boicote geral a essa empresa enquanto não se posicionarem contrários ao patrocínio a time que contrata assassino”, disse um internauta no Instagram.

No sábado (11), a empresa postou uma nota de esclarecimento para falar sobre a situação. No texto, afirma que é apenas fornecedora de suplmentos para a equipe e que não participa de nenhuma tomada de decisão por parte da presidência ou da diretoria do time. A nota ainda diz que eles não compactuam com a contratação de Bruno, mas que isso é, mais uma vez, uma decisão do Boa e do Poder Judiciário.

A empresa diz que iria esperar até o próximo dia útil, segunda-feira (13), por um posicionamento do Boa. Entretanto, poucas horas depois, em mais uma nota nas redes sociais, eles afirmam que tiveram uma reunião extraordinária com a equipe e que a partir desta data não era mais “patrocinadora/apoiadora do Boa Esporte Clube”.

O caso Bruno

O jogador, em março de 2013, confessou que matou a ex-mulher, Eliza Samudio. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, usar meio cruel e também usar meio que dificultou a defesa da mulher -, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver a uma pena de 22 anos e três meses de prisão. O crime foi cometido em 2010.

A pena deveria ser cumprida grande parte em regine fechado – 17 anos e seis meses – entretanto no dia 24 de fevereiro deste ano, o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus  ao atleta.

O goleiro Bruno chegou a negociar a volta ao futebol com alguns clubes e assinou com o Boa Esporte na semana passada. Desde o acerto, o time tem sido alvo de uma enxurrada de comentários negativos  nas redes sociais. Em muitos, internautas questionam como a equipe pode contratar um assassino.

iG

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Alison e Bruno ganham ouro na praia, e Brasil já faz sua melhor Olimpíada

imagem: Márcio José Sanchez/AP
imagem: Márcio José Sanchez/AP

Alison e Bruno Schmidt deram fim a um jejum de 12 anos do Brasil no vôlei de praia. Nesta quinta-feira (18), na Arena de Copacabana, a dupla da casa contou com apoio maciço da torcida para vencer os italianos Nicolai e Lupo, por 2 sets a 0 (21/19 e 21/16).

Alison acumula erros, mas resolve no bloqueio

A dupla brasileira começou o primeiro set sofrendo com o nervosismo e o saque de Paolo Nicolai. Com serviços que beiram os 100km/h, o italiano foi fundamental para fazer com que a vantagem chegasse a 5 a 1. Um pedido de tempo, no entanto, reequilibrou a partida para os brasileiros.

De volta após a pausa, Nicolai errou o saque e deu início à reação. Com três pontos consecutivos, a dupla da casa assumiu a liderança em 9 a 8. Com Alison firme no bloqueio e Bruno eficiente no saque e no passe, os brasileiros chegaram a abrir três pontos de vantagem. Os erros seguidos de “Mamute” no ataque, porém, acabaram permitindo que os italianos reassumissem a ponta em 19 a 18. Mas foi o próprio Alison responsável por fechar o primeiro set por 21 a 19, com um bloqueio em cima de Nicolai.

Itália segue apostando nos erros de Alison

Os erros de ataque de Alison no primeiro set fizeram com que os italianos adotassem como estratégia sacar sempre em cima dele. A tática deu resultado no início do segundo set, com o “Mamute” sofrendo sendo obrigado a fazer a maioria dos ataques e sofrendo com o bloqueio de Nicolai.

Para tentar tirar Alison da marcação de Nicolai, Bruno passou a fazer passes mais altos, dando a opção para que o companheiro conseguisse atacar forme na diagonal. E a tática começou a dar resultado. Apesar de ainda existirem, os erros de Alison diminuíram e a dupla brasileira conseguiu empatar a parcial em 11 a 11. A partir daí, nem Nicolai conseguia mais segurar a força de Alison. A dupla brasileira chegou a abrir quatro pontos de vantagem, antes de fechar a segunda parcial em 21/17.

Uol

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Alison e Bruno jogam muito, superam reação da Holanda e avançam à final

A derrota Larissa/Talita na semifinal feminina diante de Ludwig/Walkenhorst, da Alemanha, abrindo o dia de disputas na Praia de Copacabana, deixou o clima ruim nas arquibancadas da Arena de Vôlei de Praia. Mas bastou Alison Mamute marcar com um lindo bloqueio o primeiro ponto do jogo contra a Holanda na semifinal masculina e chamar o público em seguida para a energia negativa se dissipar, injetando novo ânimo nos muitos brasileiros presentes. Com muitos bloqueios do gigante de 2,03m e lindas defesas de seu parceiro Bruno Schmidt, o Brasil superou uma reação incrível dos holandeses Brouwer e Meeuwsen e saiu vitorioso por 2 a 1, parciais de 21/17, 21/23 e 16/14 em 59 minutos de confronto. Dessa forma, garantiu a classificação para a decisão olímpica e já tem uma medalha garantida.

A batalha pelo ouro será contra os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo, que venceram os holandeses Viacheslav Krasilnikov e Konstantin Semenov no início da madrugada por 2 a 1, parciais de 15/21, 21/13 e 15/13.

Alison e Bruno Schmidt, Brasil x Holanda, vôlei de praia (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Alison e Bruno Schmidt jogam demais na Praia de Copacabana (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Os holandeses foram bem e não falharam muito nas primeiras parciais, mas o time do Brasil mostrou que está totalmente alinhado com o que precisa fazer dentro de quadra para sair vitorioso. A missão de Alison é mandar na rede. Foi o que ele fez. Deu show no bloqueio. A tarefa de Bruno é defender. Ele se destacou nesse quesito. Fez jus ao título de melhor do mundo que ganhou em 2015. O jogo não foi nada fácil, mas eles saíram com a vitória. Para se ter uma ideia, Alison conseguiu 25 pontos, sendo 12 de bloqueio (seu melhor jogo no quesito até agora na Olimpíada). Bruno fez 16 pontos e conseguiu salvar 13 vezes. A Holanda cedeu 17 pontos aos brasileiros. Brouwer marcou 19, e Meeuwsen, gigante, 18, sendo 10 no bloqueio.

– (Essa final) Significa superação, realização de um sonho. Conquistamos grandes coisas para chegar até aqui. Superamos tudo. A identidade do nosso time é a superação. Quando o bloqueio funciona, o sistema defensivo todo funciona. Quando o Bruno se posiciona bem, quando ele me coloca bem, quando me dá um toque, porque ele é o meu olho no fundo de quadra. Quando o bloqueio engrenou, a torcida veio junto. Foi incrível – resumiu Alison, que já marcou 34 pontos de bloqueio na Olimpíada.

bruno alison vôlei de praia brasil holanda (Foto: Adrees Latif / Reuters)Alison chama a torcida do Brasil para jogar junto (Foto: Adrees Latif / Reuters)

Os rivais de Bruno Schmidt e Alison serão os italianos Nicolai e Lupo. Depois de se classificarem no sufoco, com uma vitória e duas derrotas na fase de grupo, eles venceram os russos Barsuk e Liamin por 2 sets a 1 – parciais de 15/21, 21/16 e 15/13 – na semifinal. A partida será disputada na madrugada de quinta para sexta-feira, a partir da meia-noite.

No feminino, apenas Ágatha e Bárbara Seixas seguem na disputa do ouro. Elas enfrentam as americanas Kerri Walsh e April Ross, às 23h59 (de Brasília). Já Larissa e Talita agora vão brigar pela medalha de bronze, na quarta-feira, às 22h, contra a dupla derrotada no duelo entre Brasil e Estados Unidos mais tarde.

O JOGO

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)Bruno contra Meewusen no bloqueio
(Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O gigante Meeuwsen, de 2,07m, começou pontuando no confronto, mas Alison deu o troco no bloqueio e chamou a galera. O Mamute parecia furioso novamente, como havia sido diante dos EUA nas quartas e contra a Espanha nas oitavas, quando marcou 26 e 31 pontos. O jogo contra a Holanda estava equilibrado, mas ele se destacava. A habilidade de Bruno Schmidt chamou a atenção em diversos momentos, como no ponto, quase na linha, que deixou o placar em 14 a 10. Focados e enérgicos, os brasileiros ditaram o ritmo. O Brasil então teve sete points. Num deles, o “Mágico” defendeu de soco, mas errou o ataque. No outro, Alison mandou a bomba em cima do rival na rede e fechou: 21 a 17.

O segundo set iniciou da mesma forma que o primeiro. Ponto da Holanda, troco de Alison. O jogo era parelho: os holandeses erravam pouco, mas os brasileiros estavam fazendo bem demais seu dever de casa. Alison brilhava no bloqueio, Bruno salvava nas defesas. A torcida estava louca nas arquibancadas e ia ao delírio a cada ponto dos donos da casa. O primeiro match point veio das mãos de Alison. Paredão, é claro. Os holandeses evitaram duas vezes. Meewusen deu seu troco com um bonito bloqueio também. No finzinho, o time europeu engrossou demais e, com um ace de Brouwer, acabou conseguindo ir ao tie-break, com 23 a 21 no placar, premiados por sua reação inacreditável em um duelo que já parecia do Brasil.

Alison e Bruno - semifinal (Foto: REUTERS/Adrees Latif)Alison abre os braços para ouvir a galera (Foto: REUTERS/Adrees Latif)

O tie-break começou favorável aos holandeses. Meeuwsen estava demais no bloqueio. Parecia copiar o que Alison fizera no restante do confronto. O Mamute tentava de tudo e continuava bem no bloqueio. Um erro de Brouwer em um serviço deixou o Brasil na frente. Mais uma vez, o “muro” brasileiro prevaleceu, e os donos da casa abriram dois de diferença. Novamente, Brouwer errou seu saque, ajudando os rivais. A grande jogada de Alison foi quando, ao invés de tentar a bomba, a Holanda apostou na categoria com um toquinho: eles não enganaram o brasileiro, e a bola não passou do bloqueador.

Alison e Bruno Schmidt, vôlei de praia, Brasil x Holanda (Foto: REUTERS/Adrees Latif )Alison e Bruno Schmidt vencem os holandeses (Foto: REUTERS/Adrees Latif )

Mas a Holanda, mais uma vez, surpreendeu. O Brasil abriu 10 a 7, mas deixou os estrangeiros empatarem. A virada veio na boa bola de Meeuwsen na rede, conseguindo vazar a muralha de Alison e a defesa de Bruno. A cravada de Mamute deixou tudo igual. O mesmo jogador bloqueou bonito, a bola bateu na linha, e os brasileiros tiveram o primeiro match point. Assim como no fim do segundo set, os holandeses tentaram evitar. Mas o dia era de Alison e Bruno. E, no ponto de Schmidt em cima de seu adversário, vitória na parcial por 16 a 14 e no confronto por 2 a 1.

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Furioso, Mamute faz 31 pontos e, com Bruno, bate Espanha para ir às quartas

O Mamute mostrou toda a sua fúria nas areias de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado. Debaixo de sol forte e com a Arena de Vôlei de Praia quase em sua lotação máxima, Alison Cerutti brilhou demais marcando 31 pontos no jogo. Ele voou em quadra para, ao lado de seu parceiro Bruno Schmidt, que cresceu no segundo set, bater a Espanha, de Herrera e Gavira, e garantir a vaga nas quartas de final da Olimpíada de 2016. Foi pelo placar de 2 a 0, parciais de 24/22 e 21/13. Ao todo, o duelo teve 43 minutos.

– Era para eu ter marcado (pontos) um pouco mais. Acabei errando muitos também. Eles não deram um saque no Bruno. Faz parte da estratégia do time adversário. Eles apostaram muito na minha deficiência do tornozelo devido ao último jogo. Mas estou sem dores. A equipe médica, de fisioterapeutas, me recuperaram e me colocaram 100% nesse jogo. Estava com muita confiança. Por causa disso, estou sem dor, estou jogando bem. Isso me deixa muito tranquilo para fazer o meu melhor – disse Alison.

Alison vibra com ponto ao lado de Bruno no volei de praia (Foto: Patrick Smith/Getty Images)Alison vibra com ponto ao lado de Bruno no volei de praia (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

Agora, Alison e Bruno Schmidt vão aguardar o vencedor do duelo entre a parceria americana formada pelo campeão olímpico Phil Dalhausser e seu experiente parceiro Nick Lucena, e os fortes austríacos Alexander Huber e R. Seidl. Pedro Solberg e Evandro, os outros representantes brasileiros, decidem sua classificação para as quartas às 16h (de Brasília), contra os russos Liamin e Barsouk. Seus rivais serão Nicolai e Lupo, da Itália, que bateram os compatriotas Adrian Carambula e Alex Ranghieri nesta sexta-feira por 2 a 0.

Considerado um jogador de extrema força física e monstruoso no bloqueio, Alison ganhou o apelido por causa de seus atributos. Ele tem 2,03m de altura e 110kg. Além disso, fez uma tatuagem com um imenso mamute no tronco e caiu nas graças dos amantes do vôlei de praia por conta disso.

O JOGO

Bruno e Alison começaram descendo o braço. Eles foram animando os brasileiros com bons ataques e ficaram na dianteira. Schmidt levou um bloqueio dos adversários e cometeu uma falha. Assim, Herrera e Gavira conseguiram a virada. A partir daí, o que se viu foi um duelo equilibrado. Mas Alison fez toda a diferença, e o Brasil teve quatro set points. Antes do primeiro, ele deu uma cortada, e os espanhóis pediram desafio, mas a arbitragem validou o ponto brasileiro.

Bruno Schmidt e Adrian Gavira duelam no volei de praia (Foto: Patrick Smith/Getty Images)Adrian Gavira e Bruno Schmidt duelam no vôlei de praia (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

Depois, um outro pedido de tira-teima irritou o Mamute. Herrera havia soltado uma bomba e pediu a revisão alegando que o capixaba tocou na rede, o que claramente não aconteceu. Dessa forma, a parcial terminou 24 a 22 para os donos da casa. Ao todo, o gigante de 2,03m teve 18 pontos no set de abertura, os adversários erraram três vezes, e Bruno marcou três pontos.

O segundo set começou da mesma forma que o primeiro. Os brasileiros saíram na frente, chegaram a abrir três pontos em 8 a 5, mas a Espanha equalizou o confronto. Só que, novamente, falou mais alto o talento dos brasileiros. Bruno teve um crescimento em relação ao primeiro set, e Alison manteve a mesma pegada. Assim, eles conseguiram virar. Muito tranquilos e com tudo dando certo, abriram enorme vantagem. A parcial terminou 21 a 13 no bloqueio espetacular do Mamute. No set final, o capixaba conseguiu 13 pontos, enquanto o “Mágico”, eleito melhor do mundo em 2015, conseguiu mais três, totalizando seis no jogo. Ao todo, foram oito erros de adversário na partida.

– Alison entrou com muita força, independente do que passou no último jogo. Ele entrou com muita força, muita vontade, e eu embarquei nessa. Foi muito legal. Alison cresceu muito, principalmente no final do primeiro set. A gente buscou bolas ali determinantes, e no segundo set, a gente manteve – finalizou Bruno Schmidt.

Alison e Bruno comemora ponto contra a dupla espanhol (Foto: Patrick Smith/Getty Images)Alison e Bruno comemora ponto contra a dupla espanhol (Foto: Patrick Smith/Getty Images)
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Nem dores, nem saque da Itália, nem chuva: Alison/Bruno se supera e vence

Quem ainda não tinha visto o uruguaio naturalizado italiano Adrian Carambula sacando se surpreendeu nas arquibancadas. Após jogar a bola no ar girando levemente, ele bate com muita força para o alto e aplica nela um efeito. O saque “maluco” do parceiro Ranghieri, que lembra o famoso “jornada nas estrelas”, foi a principal arma da Itália contra Alison e Bruno Schmidt. Nos braços da torcida, que mudou de trajes dos outros dias (colocando capas, casacos e gorros), eles não ligaram para a chuva insistente que caía em Copacabana, nem para o bom serviço do adversário, que conhecem bem do Circuito Mundial, e saíram vitoriosos, na base da técnica e raça, pelo placar de 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/16, em 45 minutos de confronto. O “Mamute”, que caiu de mal jeito, sentiu dores e foi atendido no primeiro set, se encheu de energia ao decidir voltar e contou com o brilho do jogador eleito melhor do mundo para triunfar.

Mas, do outro lado, também havia um jogador no sacrifício. Após a partida, Carambula disse que “estava morrendo”. O italiano falou que se sentiu muito mal durante todo o dia, com febre, enjoo e vomitando.

– Eu estou morrendo. Acordei péssimo, com muita febre, vomitando muito. Não sei por que estou assim, talvez alguma comida estragada que comi. Estou muito mal. Preciso voltar ao hotel para voltar tomar um ducha de água quente para ver se melhoro. Estou muito enjoado – afirmou.

Bruno Schmidt (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)Bruno Schmidt comemora muito a vitória diante da Itália (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)

 

Alison machucado (Foto: AP Photo/Petr David Josek)Alison ficou caído debaixo da rede, foi atendido e voltou com tudo (Foto: AP Photo/Petr David Josek)

ENTENDA A SITUAÇÃO DO GRUPO DE BRUNO/ALISON

Com a vitória pelo Grupo A, Bruno e Alison chegaram a cinco pontos em três jogos. Pelo revés, os italianos levaram um e ficaram com a mesma pontuação. Agora, as duas duplas esperam o resultado do jogo entre Doppler/Horst, da Áustria, que tem três pontos e pode ir a cinco, e Binstock/Schachter, do Canadá, com dois e que pode ir a quatro se vencer. O jogo está marcado para 00h (de Brasília). Os brasileiros podem terminar em primeiro, segundo ou terceiro, dependendo da combinação, já que os critérios de desempate são, em primeiro lugar, confronto direto e, em seguida, média de pontos (pontos marcados divididos pelos pontos sofridos).

Alison/Bruno Schmidt (Foto: Paul Gilham / Staff)Alison/Bruno Schmidt em ação em Copacabana (Foto: Paul Gilham / Staff)

Cada vitória vale dois pontos. A derrota vale um. Passam de fase direto para as oitavas de final os primeiros e segundos colocados de cada um dos seis Grupos, que vão de A até F. Além deles, avançam diretamente para a próxima fase os dois melhores terceiros colocados. Os quatro piores terceiros colocados vão para a repescagem, que será na quinta-feira. Dela, saem dois times. Ao todo, são 24 duplas em cada gênero. Após a fase de grupos, teremos um total de 14 parcerias (contando os dois que vencerem na repescagem).

O JOGO

Carambula começou o jogo abusando de seu saque “maluco”. Deu certo no início. O Brasil levou 2 a 0. Demonstrando toda sua técnica, Bruno e Alison conseguiram virar. O jogo ficou parelho. Os brasileiros estavam mais ligados no serviço do rival. Toda a arquibancada ficou em silêncio quando o “Mamute” caiu de mal jeito no chão e ficou. Sentindo dores, ele precisou pedir tempo para atendimento médico. Mas o gigante de 2,03m resolveu voltar. A torcida foi ao delírio. Ponto a ponto, os times brigavam. Alison parou um pouco de mancar. Quando Bruno deu um toquinho para deixar o placar em 19/19, o Brasil não mais levou pontos e saiu vitorioso na parcial: 21/19.

Alison machucado (Foto: Reuters)Alison após sentir dores nas areias de Copacabana (Foto: Reuters)

No segundo set, Alison voltou a mancar. A torcida comprou a briga dos brasileiros ainda mais quando o marrento Carambula começou a provocar olhando para a arquibancada. Apesar disso, os brasileiros começaram bem e chegaram a abrir cinco pontos em 12 a 7. Aos poucos, foram se soltando ainda mais e dominando a partida. Muita técnica, muita raça e muito apoio dos fãs. Quando o locutor falava “Bruno”, eles gritavam “Schmidt”. Quando dizia “Alison”, eles respondiam “Mamute”. O match point foi emocionante: Bruno fez uma defesa linda se atirando no chão, Alison deu um levantamento após a bola bater na rede, e o próprio Bruno matou Carambula no fundo da quadra: 21/16.

Alison Carambula vôlei de praia Olimpíada Rio (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)Alison contra Carambula em Copa (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)
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“A imprensa vive uma crise de credibilidade”, diz Bruno Torturra, da Mídia Ninja

Nessa segunda-feira (7/10), IMPRENSA promove a segunda edição do seminário internacional mídia.JOR. Bruno Torturra, um dos líderes do Mídia Ninja (braço jornalístico do movimento Fora do Eixo), participou do painel “Os desafios da cobertura de conflitos: valor da notícia x liberdade de imprensa”.

 

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Crédito:Alf Ribeiro
Torturra defende que a rua é lugar de jornalista, tanto quanto dos manifestantes

 

 

Para o jornalista, a violência contra os profissionais da mídia durante os protestos de junho foi resultado da falta de reflexão por parte da polícia e dos manifestantes acerca do papel da imprensa em uma democracia, além de uma reação provocada pelo próprio jornalismo que, segundo a população, não representava o povo.

 

IMPRENSA – Como a cobertura da Mídia Ninja influenciou os demais meios de comunicação?

Bruno Torturra – Essa pergunta pode ser melhor respondida pelos outros veículos. Acho que provocou, de alguma forma, os veículos a estarem um pouco mais dentro das próprias manifestações. Teve uma questão estética, em que alguns veículos houve uma influência clara – de usar celulares, de entrar mais no meio das pessoas para transmitir ao vivo. E acho que gerou um debate muito forte sobre a própria mídia, em tempos de crise financeira, e sobre qual o papel do jornalista dentro de uma grande crise social e política de uma sociedade em rede.

 

Quais são os maiores desafios de cobrir uma manifestação?

Por elas não terem uma organização vertical é muito difícil você prever o que vai acontecer. Isso deixa o trabalho jornalístico ainda mais importante: você estar presente de fato, testemunhar e relatar como a coisa está se desenrolando. O desafio é você justamente não saber o que vai acontecer, você tem que estar preparado para tudo, para uma repressão policial violenta e um eventual descontrole dos manifestantes, eventos inesperados mesmo. Pessoalmente, não acho muito difícil cobrir, já que temos uma equipe muito ágil, com experiência em manifestações e equipamentos muito simples de usar.

 

Por que, na sua opinião, os jornalistas viraram alvo, tanto de manifestantes quanto da polícia?

É uma boa pergunta. Acho que isso tem dois lados. Um é a pouca reflexão por parte da polícia e dos manifestantes de entender que, se a gente de fato está em uma democracia, a imprensa é radicalmente fundamental para esse processo acontecer de maneira madura e saudável. Entender que a rua também é lugar do jornalista. Se os manifestantes estão lutando pelo direito de estar na rua, é injusto e ignorante expulsar [os repórteres].

 

Apesar de uma reação, para mim, totalmente inadequada, também tem o lado de algo que a mídia provocou nos manifestantes ao longo de muitos anos de uma erosão de credibilidade como representantes do povo. A imprensa vive uma crise de credibilidade, as pessoas identificam a mídia como parte do poder opressor. Existe uma autocrítica que a mídia precisa fazer. Mas expulsar os jornalistas e agredi-los não é justo.

 

Qual a importância que você vê em um evento como o mídia.JOR, que debate o jornalismo?

Hoje em dia, acho fundamental, pois se discute pouco o jornalismo. Tem um movimento importante começando esse processo de reflexão, de autoanálise do jornalismo. Mas, em tempos de crise financeira do jornalismo e do desabrochar de novas possibilidades tecnológicas, culturais e de redes para difusão de informação, é fundamental que o jornalista repense seu papel.

 

portalimprensa

Goleiro Bruno pode obter semiaberto 2 anos depois de Macarrão

Condenado a uma pena intermediária por homicídio qualificado, o goleiro Bruno Fernandes de Souza deve cumprir a pena em regime fechado até meados de 2017, quando pode requerer o direito ao benefício do semiaberto –cerca de dois anos depois de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também poder obter o benefício.

Para requerer o regime semiaberto, Bruno deve cumpriri 2/5 da pena para o crime de homicídio (cerca de 6 anos e nove meses). Como já cumpriu quase dois anos e nove meses de pena, Bruno pode requerer o semiaberto em pouco mais de quatro anos. Ou antes, se trabalhar e tiver bom comportamento.

Já Macarrão deve cumprir a pena até meados de 2015 para requerer o direito a trabalhar fora da prisão, retornando à noite.

“Acho que ele deve acabar cumprindo uns três anos e seis meses no fechado”, afirma o ex-juiz e criminalista Luiz Flávio Gomes, que considerou que a pena de Bruno foi menor do que o esperado. “Foi, comparando com a de Macarrão. Foi baixa. A Promotoria tem chance de reverter isso no Tribunal de Justiça no julgamento da apelação”, afirma.

Segundo ele, um dos motivos para a pena baixa foi que a juíza Marixa Fabiane interpretou as palavras de Bruno como confissão, reduzindo em três anos sua pena total. “Entendo que tecnicamente não foi uma confissão. Isso também pode ser questionado no recurso”, completa.

Condenação
O júri popular formado por cinco mulheres e dois homens condenou no início da madrugada desta sexta-feira (23), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o réu Bruno Fernandes de Souza a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.

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Sua personalidade é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade”
Juíza Marixa Fabiane Rodrigues, sobre Bruno
08/03/2013 - Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. (Foto: Léo Aragão / G1)Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza
no júri popular do caso Eliza (Foto: Léo Aragão / G1)

Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

O advogado Lúcio Adolfo, que representa o atleta, disse que recorrerá da condenação. O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que esperava pena de 28 a 30 anos de prisão para o réu e anunciou que vai recorrer para aumentar a punição.

A sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues foi lida em 19 minutos. Em sua decisão, ela disse que a personalidade de Bruno “é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade” e destacou que “o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores”.

A magistrada afirmou ainda que “a execução do homicídio foi meticulosamente calculada” e que “Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa”.

Por fim, ela lembrou que, assassinada, “a vítima [Eliza Samudio] deixou órfão uma criança de apenas quatro meses de vida”.

Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial. A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.

A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas participaram dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados no júri popular realizado em novembro de 2012.

No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido.

Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, que era menor de idade na época da morte, cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.

Veja a seguir como foi o debate entre o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e os advogados dos réus, na quinta-feira (7), e o que aconteceu nos demais dias do júri popular:

selo_bruno_promotoriaxacusaçãoNOVA (Foto: Editoria de Arte / G1)
07/03/2013 - Advogado Lúcio Adolfo fala em direção ao promotor (Foto: Léo Aragão/G1)O advogado Lúcio Adolfo faz a defesa de Bruno sob
olhares do promotor do caso(Foto: Léo Aragão/G1)
Eliza não veio [para Minas Gerais] passear não, minha gente. Ela veio com a cabeça estourada”
Henry Wagner Vasconcelos de Castro, promotor

Lúcio Adolfo, advogado de Bruno Fernandes de Souza, encerrou os debates entre defesa e acusação pedindo aos jurados a absolvição do goleiro, apesar de em nenhum momento ter afirmado que o jogador é inocente na morte de Eliza Samudio. Ele voltou a falar que a ação tem falhas, desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do atleta menor de idade à época dos crimes, e acusou mais uma vez o Ministério Público de ter feito um “acordo” com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para “não passar vergonha”. O defensor pediu aos jurados que, em caso de condenação, a pena do goleiro seja menor que a de Macarrão. “Não deve passar de 10 [anos]”, disse.

‘Pena máxima para Bruno’
Durante sua participação final nos debates do júri popular de Bruno e de Dayanne Rodrigues, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu que o goleiro receba a pena máxima pela morte de Eliza Samudio e disse que o jogador e os demais envolvidos no assassinato “foram festejar a morte” da modelo após o crime. Somadas as duas vezes em que falou, ele teve quatro horas e meia para convencer os jurados.

Na quarta (6), durante o seu interrogatório, Bruno disse que foi a três festas e participou de uma partida de futebol com o time 100% depois da morte, da qual sabia a partir de conversa com Macarrão e com seu primo Jorge Luiz Rosa.

Em sua fala, Bruno reconheceu pela primeira vez que sabia que Eliza Samudio havia sido morta e, também pela primeira vez, implicou o policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na morte da modelo, dizendo que ele havia sido contratado por Macarrão. Hoje, ao falar mais uma vez a pedido da defesa, Bruno disse que “sabia e imaginava” que ela seria morta.

Com base no depoimento Jorge Luiz Rosa à polícia, o promotor descreveu como a modelo foi morta. “Saiu espuma branca da boca dela. Ela agonizou, espereceu e por fim, morreu”, disse conforme a testemunha. A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, saiu do plenário chorando com o relato. “Ninguém está em dúvida se Bola matou a Eliza não”, disse Henry Wagner de Castro. “O Bola matou a Eliza”, disse em seguida.

07/03/2013 - Advogados de Bruno conversam antes do quarto dia de julgamento (Foto: Renata Caldeira / TJMG)Lúcio Adolfo, à esquerda, conversam com colegas
da defesa no júri (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão”
Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno

‘Negociata com Macarrão’
Na primeira vez que falou aos jurados, o advogado Lúcio Adolfo afirmou que a única prova do Ministério Público contra o goleiro Bruno é uma “negociata com Macarrão”, em referência ao interrogatório em que Luiz Henrique Romão ligou o atleta à morte de Eliza Samudio, em novembro de 2010, antes de ser condenado a 15 anos de prisão.

“O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão”, disse aos jurados, classificando o suposto acerto de “excuso, indecente e imoral”.

Macarrão pegou 15 anos de prisão – pena mínima por homicídio qualificado em razão de sua confissão. Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, ele foi condenado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. O amigo de Bruno foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

Durante o debate, o advogado do jogador classificou de “incompletas” as provas e afirmou que não cabe a ele provar a morte de Eliza nem se “o corpo estava aqui ou acolá”. Ele disse ainda que o promotor fez um “cineminha” no júri popular com imagens de reportagens sobre o caso. “Essa é a prova do Ministério Público”, ironizou. Afirmou também que o atestado de óbito, expedido às vésperas do julgamento, “alimenta a imprensa” e criticou o promotor do caso. “O doutor promotor só conseguiu ficar bonito na tela de TV. Provar, nada”.

O defensor apresentou três opções para os jurados: na primeira, pediu absolvição por falta de provas; na segunda, defendeu uma participação “menor” de Bruno no crime; e na terceira, disse que os jurados podem entender que Bruno participou de outro crime, mas não da morte de Eliza.

ATUALIZADO Arte estática Caso Eliza Samúdio (Foto: arte)

Promotor livra Dayanne
Henry de Castro, na primeira vez que teve a palavra, pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno. Ela chorou ao ouvir as palavras do promotor.

Segundo o responsável pela acusação, Dayanne deveria ser inocentada porque foi “coagida” pelo policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por participação no crime. Segundo ele, Bruno deixou a “mãe de suas filhas à mercê” de Zezé. “E Bruno conhecia o Zezé”, disse.

Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano.

Na nova fala, Dayanne disse que recebeu uma ligação do policial Zezé, em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o bebê, orientando para ela não comparecer com a criança na delegacia de polícia. “Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem”, disse.

‘Sabia e imaginava’
Bruno, em um novo interrogatório na quinta (7) sobre a morte de Eliza, disse que “sabia e imaginava” que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa.

“Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro”, disse o jogador sobre estar ciente de que a modelo seria assassinada.

O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno”mentiu”, mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio.

“O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator”, afirmou o promotor no início de sua primeira intervenção, afirmando que a “canalha quadrilha” levou Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame de DNA porque Bruno não quis.

Segundo o acusador, Bruno agrediu Eliza, ameaçou a jovem de morte e tentou forçá-la a tomar abortivo. Para o promotor, o jogador se negava a atender o único pedido da vítima: o pagamento dos exames pré-natais.

“Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele está na apuração”, disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era “jagunço e faz-tudo” de Bruno. Por isso, o goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o “irmão” assumisse a culpa em seu lugar.

Bruno_selo_6demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse na quarta-feira (6) que aceitou o fato de que Eliza Samudio havia sido assassinada a mando do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, sem tomar qualquer atitude e sem denunciar os envolvidos no crime. “Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado”, afirmou o atleta. “Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei”, disse à juíza Marixa Rodrigues.

O goleiro disse que Macarrão contou a ele que contratou Bola para matar Eliza. Foi a primeira vez que Bruno implicou Bola na morte da modelo, com quem o atleta teve um filho. O atleta reconheceu pela primeira vez que Eliza foi morta, culpou Macarrão pelo assassinato, negou ser o mandante do crime e disse acreditar que poderia ter evitado esse desfecho.

Bruno disse que não denunciou Macarrão pelo crime por “medo de acontecer alguma coisa” com as sua filhas e com ele próprio e também “pelo fato de conhecer ele há muito tempo”.

terceiro dia de júri
Bruno_selo_5demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno, disse na terça-feira (5), em depoimento no seu júri popular, que “não são verdadeiras” as acusações contra ela e que o jogador e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pediram para ela mentir sobre o paradeiro do filho de Eliza Samudio com o atleta.

No segundo dia do julgamento, a fase de testemunhas foi encerrada. Durante a exibição de vídeos sobre o caso, o jogador chorou e a mãe da vítima, Sônia Moura, passou mal ao ver uma reportagem em que a filha denunciava ter sido ameaçada pelo goleiro.

Ela detalhou os dias em que esteve no sítio e para onde levou o bebê Bruninho, filho de Eliza, dizendo que cuidou da criança a pedido de Bruno e que não sabia o que havia acontecido com a modelo.

segundo dia de júri
Bruno_selo_4demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)

No primeiro dia do júri popular, o goleiro Bruno Fernandes de Souza chorou durante a sessão. Ele leu a Bíblia e, de cabeça baixa durante as quase oito horas de julgamento, viu sua defesa dispensar todas as testemunhas que havia arrolado.

Considerado testemunha-chave no júri, o primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, não compareceu e também foi dispensado.

Com as dispensas e as ausências, o goleiro ficou sem nenhuma testemunha de defesa. Para especialistas, tratou-se de uma estratégia.

O corpo de jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, também foi escolhido na segunda-feira, quando o julgamento começou às 11h45 e foi encerrado às 19h20.

Todos os pedidos, que visavam adiar o júri, foram negados pela juíza Marixa Fabiane, entre eles, o da defesa de Bruno sobre o atestado de óbito de Eliza Samudio, expedido pela Justiça criminal.

 

 

G1

Réu do caso Eliza, primo de Bruno é encontrado morto

O primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, foi encontrado morto a tiros na manhã desta quarta-feira (22) no bairro Minaslândia, na Região Norte de Belo Horizonte. Sales era um dos réus no processo que apura o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada de Bruno.

“Ele não estava sendo ameaçado, ele era amigo de todo mundo”, disse o pai da vítima Carlos Alberto Sales, no local do crime nesta quarta-feira (22).

Segundo a PM, ainda não há dados sobre motivação, mas informações iniciais dão conta de que Sales estava saindo de casa para trabalhar quando foi perseguido por dois homens em uma motocicleta. Ele teria tentado se esconder em uma casa quando foi morto. O local é próximo à casa da vítima. A PM disse que o primo do goleiro Bruno foi atingido por seis tiros, entre eles, no rosto, na barriga e na mão. “Pelo número de disparos, a tentativa era de execução”, disse o sargento da Polícia Militar (PM), Célio José de Oliveira.

Movimentação dos policiais no local onde o corpo foi encontrado. (Foto: Pedro Triginelli/G1)Movimentação dos policiais no local onde o corpo foi encontrado. (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Sales ganhou liberdade no dia 10 de agosto de 2011, quando a Justiça decidiu pela soltura provisória do réu. De acordo com o desembargador Doorgal Andrada, Sales não apresentava capacidade de influenciar testemunhas, não tinha poder aquisitivo e colaborava com as investigações. À época, o advogado de Sales, Marco Antônio Siqueira, disse que sempre esperou que seu cliente fosse solto. Para ele, o primo do goleiro era uma testemunha do crime.

Nesta quarta-feira, até o fechamento desta reportagem, o defensor não foi encontrado para comentar sobre o assassinato.

Na fase de inquérito sobre o desaparecimento e morte de Eliza, Sales e outro primo do goleiro Bruno – Jorge Luiz Rosa, 19 anos – contribuíram com informações à polícia. Segundo a investigação, eles estiveram com Eliza no sítio do jogador, em Esmeraldas (MG). Atualmente, Rosa cumpre medida socioeducativa, pois foi apreendido quando ainda era adolescente.

Caso Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus forma pronunciados a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado.

Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

O goleiro e o amigo Luiz Henrique Romão vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça havia atribuído as mesmas acusações a Sérgio Rosa Sales, mas ele respondia o processo em liberdade desde 2008. Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio.

G1