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Paraibana Mayara Rocha ganha Medalha de Bronze no Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso

A atleta paraibana Mayara Rocha, da Seleção Brasileira de Levantamento de Peso, ficou em terceiro lugar geral no Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso, realizado esta semana em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Com a colocação, Mayara garantiu a Medalha de Bronze para a Paraíba, conquista que ela comemorou exaustivamente.

Mayara ficou em 1º lugar no Clean and Jerk (também conhecido como ‘Arremesso’, quando o atleta eleva a barra apoiando-a nos ombros para, em seguida, erguê-la acima da cabeça); e em 3º lugar no Snatch (também chamado de ‘Arranco’, quando o atleta eleva a barra diretamente acima da cabeça). E, no geral, Mayara garantiu o 3º lugar e a Medalha de Bronze.

Nas redes sociais, a atleta comemorou a conquista. “Estou muito feliz e orgulhosa do trabalho duro. Ainda mais animada para treinar e me dedicar cada vez mais. Agradeço a Deus por Ele ter colocado pessoas tão incríveis na minha vida. Valeu pela torcida, galera!”, afirmou Mayara, referindo-se aos parceiros, colaboradores, treinadores e aos que torceram pela conquista.

Mayara continua a sua preparação para garantir o índice necessário para a participação nos Jogos Panamericanos do ano que vem, que serão realizados em Lima, no Peru. Ela disse estar feliz pela conquista da Medalha de Bronze, mas que vai concentrar seus esforços para as próximas competições. “Estou feliz, mas nunca satisfeita. Eu quero e posso mais”, disse.

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Maicon Andrade vira luta com ponto no fim e conquista medalha de bronze

 (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)
(Foto: REUTERS / Peter Cziborra)

Prazer, Maicon Andrade! Os entusiastas do taekwondo o conhecem como uma das promessas do Brasil na modalidade. Neste sábado, na Arena Carioca 3, porém, o lutador expandiu as fronteiras e deu seu cartão de visitas ao grande público após conquistar a medalha de bronze com a vitória por 5 a 4 – dramática, diga-se – contra o britânico Mahama Cho. De pouco conhecido ao pódio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: aos 23 anos de idade, o atleta de Ribeirão das Neves (MG) escreve a página mais relevante de sua curta – e já vitoriosa – história.

A proximidade de uma medalha olímpica, aparentemente, deixou Maicon Andrade e Mahama Cho intimidados. Os atletas, combativos em seus confrontos anteriores, travaram um primeiro round morno, com pouca movimentação e troca discreta de golpes. Eles se estudavam, ameaçavam chutes laterais – sem contundência – e ainda se acostumavam com a ideia de que estavam na luta mais importante de suas carreiras.

No segundo round, Cho arriscou um chute giratório para tentar acertar Maicon. O brasileiro desenhou um chute rodado, contudo, passou sem qualquer contato físico. Na sequência, o britânico “esquentou” e, ao esticar a perna, conectou ótimo chute alto: 3 a 0. O anfitrião ainda descontou e anotou seu primeiro ponto. Apesar da vantagem no placar, a luta ficou franca, enfim. Maicon apostou nas combinações de chutes, mas foi para o intervalo com dois pontos atrás no placar.

taekwondo, Maicon Andrade, Mahama Cho (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)Maicon Andrade e Mahama Cho travaram uma batalha dura durante os três rounds (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)

O terceiro round começou sob gritos de “eu acredito!” E Maicon seguiu à risca: foi para cima e fez a vantagem cair para um ponto. Logo depois, a virada relâmpago: 4 a 3. A alegria, porém durou pouco, com empate ligeiro do britânico. A menos de dez segundos do fim, quando o “golden point” surgia no horizonte, Maicon desempatou, anotou 5 a 4 e explodiu o “caldeirão”. Houve tempo de pedir replay por um suposto chute na face desferido pelo brasileiro – pedido indeferido pela arbitragem. A dois segundos do fim, bastou a Maicon Andrade segurar o placar e correr para as arquibancadas e se jogar nos braços da mãe, dona Vitória, dos treinadores e dos amigos.

Com a bandeira do Brasil em punho, Maicon circulou a arena e recebeu aplausos e gritos de incentivo dos compatriotas. Próximo da área de combate, colocou a bandeira no chão, a beijou e agradeceu. O esforço do jovem, que trabalhou como garçom e pedreiro no início da carreira, enfim, foi recompensado.

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Torcida dá show, mas Brasil é derrotado pelo Canadá e fica sem o bronze

imagem: Alexandre Schneider/Getty
imagem: Alexandre Schneider/Getty

A seleção brasileira feminina de futebol ficou apenas com o 4º lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Nitidamente abatidas na partida desta sexta-feira (19), as meninas não suportaram o Canadá e foram derrotadas por 2 a 1 em plena Arena Corinthians, em São Paulo. Os gols foram marcados por Rose e por Sinclair. As canadenses repetem o resultado de Londres, em 2012.

Mais do que a dor da derrota, a seleção vive agora a expectativa de saber como será o futuro da modalidade. A exemplo do que sempre acontece após o ciclo olímpico, as mulheres não sabem qual o tamanho do apoio que terão no país, especialmente para o desenvolvimento de novas jogadoras. A medalha de ouro será decidida ainda nesta sexta-feira, entre Suécia e Alemanha, às 17h30.

Apoio de sobra e futebol de menos

O que não faltou foi o apoio da torcida. Desde o trajeto durante no metrô e nas ruas, o clima era completamente dominado pelo otimismo da torcida, composta, em sua maioria, por famílias. Por vezes, o apoio superava até o que se viu em São Paulo no jogo entre Brasil e Colômbia, nas quartas de final do futebol masculino.

Apesar disso, aos 8 minutos, o Canadá mostrou que não se importaria com toda a pressão. Sinclair bateu falta na entrada da área e acertou o travessão de Bárbara naquele que seria só o primeiro susto para a torcida brasileira.

As visitantes mantiveram a pressão e o sufoco. Aparentemente, estavam sobrando no aspecto físico. Aos 25 minutos, Lawrence puxou contra-ataque e tocou para Rose completar quase que livre para o gol. Depois, foi controlar a vantagem e explorar os erros brasileiros para não correr muitos riscos.

Marta muito bem marcada, e Cristiane sumida

Marta e Cristiane, as duas melhores jogadoras da seleção, não apareceram muito para o jogo. A primeira foi muito bem marcada e mostrou certa irritação por não conseguir desenvolver o bom futebol. Em uma reposição errada do gândula, por exemplo, chutou a bola longe e esbravejou. No apito final, deixou o campo antes de todas as companheiras, cabisbaixa e reclamando.

Cristiane, por sua vez, mostrou que não estava em dia fisicamente após se recuperar de uma lesão na coxa. Também bem marcada, ela não apareceu e foi substituída no intervalo pelo técnico Vadão.

Muita posse de bola e pouca chance de gol

Logo aos 7 minutos de jogo, o Canadá dificultou ainda mais a missão brasileira de dar alegria para os presentes na Arena. Lawrence tocou para Sinclair, que ganhou sem dificuldades da zaga brasileira e aumentou o placar. Ainda assim, a torcida tentou apoiar e soltou o tradicional grito de “Eu acredito!”.

O time tinha bastante a posse de bola, mas não adiantou. Aos 10 minutos do segundo tempo, o Brasil teve a sua primeira chance de balançar a rede do Canadá. Depois de bate-rebate, Formiga cabeceou para a área e achou Rafaelle enfiada entre as zagueiras. Ela cabeceou à direita da goleira. Depois, em lance parecido, Debinha desviou cruzamento de Marta também para fora.

As canadenses apenas se seguraram atrás e exploraram os constantes erros brasileiros. De todos os tipos. No penúltimo passes antes de concluir a gol, na saída de bola na defesa e na exposição demasiada ao tentar diminuir o placar. A tática foi explorar o contra-ataque e ficar mais perto de marcar o terceiro do que sofrer o primeiro.

O gol brasileiro veio já aos 33 minutos do 2º tempo, para a explosão da torcida que clamava por um gol. Bia girou em cima da zaga adversária para diminuir a diferença e dar esperança ao público. Mas foi só.

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Isaquias é bronze e se torna 5º brasileiro com 2 medalhas no mesmo Jogos

imagem: Andre Penner/AP
imagem: Andre Penner/AP

Isaquias Queiroz entrou, nesta quinta-feira, em uma lista seleta de atletas brasileiros. Em um país em que as conquistas olímpicas não são tão comuns, ele é apenas o quinto homem a conseguir subir ao pódio mais de uma vez na mesma Olimpíada.

Além deles, o também nadador Gustavo Borges (prata nos 200m livres e bronze nos 100m livre em Atlanta-1996) e os atiradores Guilherme Paraense (ouro na pistola militar de 30m e bronze por equipes na pistola livre 50m na Antuérpia-1920) e Afrânio da Costa (prata na pistola livre de 50m e bronze por equipes na mesma prova de Paraense em 1920) conseguiram o feito.

Mas Isaquias quer mais. O brasileiro voltará à Lagoa já nesta sexta-feira para disputar a eliminatória da C2 -1000m ao lado de Erlon de Souza, prova na qual a dupla é a atual campeã mundial. Se conseguir mais uma medalha, Isaquias será o primeiro atleta do país a ter três pódios na mesma edição olímpica.

Isaquias Queiroz já havia entrado para a história do esporte olímpico na última terça-feira como primeiro medalhista de canoagem do Brasil. Na ocasião, ele teve uma disputa remada a remada com o alemão Sebastian Brendel e acabou em segundo na prova que considerava ter menos chances de sair com o ouro.

Na C1-200, especificamente, Isaquias chegou à final como um dos favoritos ao marcar o melhor tempo da história da prova em Jogos Olímpicos durante as semifinais. Porém, ele mesmo disse que precisou se reinventar para disputá-la, já que a largada, um de seus pontos fracos, é fundamental no curto percurso de 200 metros comparado ao de 1000 m. Ele foi bronze no último Mundial nesta mesma categoria.

Três pulmões

Nascido na cidade baiana de Ubaitaba, Isaquias Queiroz começou na canoagem aos 11 anos, apenas um depois de perder um rim após cair da árvore. O próprio canoísta brinca com o passado e diz que no lugar do rim ganhou mais um pulmão para ajudar em seu fôlego nas competições.

Apelidado de “Três pulmões”, Isaquias teve um ciclo olímpico vitorioso e ao mesmo tempo com pequenos sustos. Ganhou dois ouros e três bronzes nos Mundiais da categoria, que poderiam ser mais se não tivesse caído da canoa nos últimos metros da categoria C1-1000m da edição de 2014. Ele liderava a prova.

Já em 2015, o susto foi fora das águas. O atleta capotou o carro quando voltava para a cidade de Ubaitaba. Saiu sem nenhum arranhão e continuou a sua preparação normalmente para fazer história no Rio de Janeiro.

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Do quase ao pódio: Poliana é bronze após desclassificação de francesa

O fôlego guardado para o sprint final não foi suficiente. Ali, naqueles metros finais, Poliana Okimoto foi engolida pelas rivais que vinham lutando com ela pela medalha de bronze durante todo o percurso dos 10km. A brasileira via seu sonho escapar depois de quase duas horas de briga intensa no mar de Copacabana. À sua frente, bem mais felizes do que ela, estavam a francesa Aurelie Muller e a italiana Rachele Bruni. A brasileira teria de se contentar com o quase. Ainda se refazia do esforço e do resultado, procurava pelo abraço do marido-técnico, até ver no placar seu nome ganhar a terceira posição. A análise da arbitragem tirava  Muller do pódio por ter segurado Bruni na hora da batida no pórtico de chegada. A prata e o bronze tinham novas donas. A Federação Francesa entrou com recurso, mas ele foi negado.

Poliana Okimoto ganha bronze na maratona aquática (Foto:  Adam Pretty/Getty Images)Poliana beija a medalha (Foto: Adam Pretty/Getty Images)

O ouro  continuava com Sharon van Rouwendaal (1h56m32s), atual vice-campeã do mundo na distância e que também disputou os 400m livre na piscina nos Jogos do Rio. Ana Marcela Cunha, uma das favoritas, terminou em 10º lugar. Se o hino tocado por direito era o da Holanda, a torcida esperava pela execução dele para entoar o nacional. Era esse peso que aquela medalha de Poliana tinha. Para eles e para ela.

– Não estou nem acreditando. Treinamos tanto, esperamos tanto… Aí na hora não acreditamos, demoramos para a ficha cair. Eu merecia essa medalha, eu construí ela. Quero só agradecer a todos que me deram apoio, sem eles não seria possível. Em Londres foi uma experiência difícil, e agora tentei deixar isso de lado, porque tinha a chance de a água estar fria…Treinei em água fria, me preparei para todo tipo de mar. Mas Deus é brasileiro, deixou o mar tranquilo, com uma água boa. Fiz a melhor prova da minha vida. No fim eu estava morta, mas dei um gás no sprint. Eu não sabia sobre a medalha, e enquanto não saiu o resultado oficial… aí que descarrega, que vem o choro – disse.

Há quatro anos, Poliana amargava um dos momentos mais difíceis da carreira. As águas do  lago Serpentine, no Hyde Park, pareciam tranquilas, mas escondiam um perigo para alguém tão magrinha. Estava preparada e se sentia competitiva até os 18ºC. A temperatura no dia marcava um grau a mais e ainda assim o corpo gritou. Quando entrou na quinta volta das seis previstas, levantou o braço. Era o sinal de desistência. Deixou o local de cadeira de rodas, com um quadro de hipotermia. Nesta segunda-feira, depois de um ciclo discreto, ela viu a praia calma, parecendo uma piscina, do jeito que lhe é favorável.

Chegou cedo para se preparar. Poucos metros separavam a caminhada do hotel até a praia, feita próxima a Ana Marcela. Ela séria, a companheira mais descontraída. Copacabana ainda estava preguiçosa às 7h15. Mas as duas estavam em alerta há muito tempo. No ensaio da cerimônia de premiação, o nome que era anunciado não era o dela, mas o da companheira de seleção e clube. As duas davam de ombros e tentavam manter o foco pela inédita medalha da modalidade.

Poliana Okimoto Maratona aquática olimpíadas pódio (Foto: Agência Getty Images)Poliana leva a maratona aquática pela primeira vez a um pódio olímpico (Foto: Agência Getty Images)

Cada uma querendo escrever uma página mais bonita na trajetória olímpica. As duas estiveram juntas em Pequim 2008. Na ocasião, Ana ficou em quinto e Poliana em sétimo. Ao longo dos anos ajudando a transformar o Brasil numa potência das águas abertas. Em 2009, Poliana fez o que parecia improvável duas vezes. Foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha num Mundial de Esportes Aquáticos, com o bronze em Roma nos 5km, e o título da Copa Mundo da maratona aquática vencendo nove das 12 etapas. Em 2013, voltou a brilhar ganhando um ouro nos 10km e uma prata nos 5km no Mundial de Barcelona. Mas no ano seguinte, teve uma fissura no disco da coluna cervical. Em 2015, foi para Kazan. Ficou em sexto lugar nos 10km. Por ali, quem continuava a dar as cartas era Ana Marcela, que conquistou uma medalha de cada cor e acabou sendo eleita a melhor maratonista do ano pela Federação Internacional.

A prova

Poliana Okimoto Rio 2016 (Foto: AFP)Poliana Okimoto se manteve na briga desde a primeira perna da prova (Foto: AFP)

As  brasileiras iam se mantendo no pelotão da frente. A polonesa Eva Risztov tomava a iniciativa de puxá-lo. Na cola, Poliana aparecia. Ana ficava um corpo atrás da compatriota. As nadadoras ficavam emboladas nos primeiros 2,5km. Na metade da prova, a francesa Aurelie Muller, atual campeã do mundo, era o destaque. Na terceira, a holandesa Sharon van Rouwendaal conseguia desgarrar um pouco. Mas a distância logo se perdia. Eva Risztov encostava. Ana Marcela surgia nadando forte, aparecia em sétimo. Poliana passava pela boia em terceiro.

Van Rouwendaal retomava a ponta. Pela frente, os últimos 2,5km. Era a hora de atacar. Poliana ganhava uma posição. E perdia para a italiana Rachele Bruni. A chinesa Xin Xin também se apresentava para a briga por uma medalha. O ouro já parecia ter dona. A holandesa não era ameaçada pelas adversárias. Poliana caía para quarto, não desistia e lutava muito pelo bronze. Mas no sprint final, era ultrapassada.

Poliana caminhava até o marido e técnico, Ricardo Cintra, cabisbaixa, chorando. E se surpreendeu ao saber que ainda havia esperança após um movimento que poderia levar à desclassificação da francesa. Não acreditou no que viu. Se as lágrimas agora eram de felicidade, as de Ana Marcela não escondia a tristeza. Na metade da prova, teve problemas na hora da alimentação. Não conseguiu se hidratar porque uma outra atleta esbarrou em sua bebida. Depois de dar uma entrevista para as TVs, ela passou pela zona mista com a toalha na cabeça, sem conseguir mais falar.

– Tinha três alimentações para fazer, mas só fiz a primeira. Isso conta muito. Todas se prepararam para estar aqui. Não consegui render, infelizmente. Na segunda, derrubaram minha alimentação. Na terceira, eu não quis perder o pelotão. São detalhes que fazem diferença. Eu não me preparei quatro anos, foram oito anos lutando para voltar, e em um Olimpíada em casa. Era uma das favoritas e tenho certeza de que dei meu máximo. Não foi digno de uma campeã da Copa do Mundo. Estou triste. A Poliana foi pódio, a maratona entrou para a história. Faço parte deste esporte. Fico triste pela minha colocação, mas fiz meu máximo – afirmou.

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Redenção: Diego Hypolito conquista prata, e Arthur Nory é bronze no solo

“Diego, Diego, Diego!” O bicampeão mundial do solo entrou em êxtase ao ouvir os gritos da torcida na Arena Olímpica do Rio de Janeiro. Era o sinal que a tão sonhada medalha enfim chegou, e foi prateada. Já era a hora de parar de roer unhas e cair em lágrimas. Em sua terceira Olimpíada, Diego Hypolito lavou a alma, colocou no passado as quedas de Pequim 2008 e Londres 2012. Só completar a prova sem quedas já seria uma redenção para o brasileiro em casa, mas quis o destino fazer justiça com Diego e o premiou com uma tão sonhada medalha olímpica. A prata arrancou muitas lágrimas do bicampeão mundial, que ainda teve um companheiro de equipe ao lado. Arthur Nory entrou como franco-atirador, foi a grande surpresa da final e conquistou um bronze para uma dobradinha histórica.

Os brasileiros só não conseguiram ficar à frente de Max Whitlock. O hino tocado no sistema de som foi britânico, mas a festa foi dos donos da casa, com direito a Diego ajoelhado no pódio e torcida cantando o hino do Brasil à capela. No Rio de Janeiro, o solo foi brasileiro.

“Já caí de bunda em Pequim, caí de cara em Londres, agora vou cair de pé para o pódio no Rio”. A frase de Diego depois de ganhar o bronze no Mundial de 2014 parecia prever o enredo da Olimpíada. O discurso do bicampeão mundial até mudou neste ano. O pódio nunca deixou de ser um objetivo, mas completar a série sem quedas, sem falhas graves, era a grande meta. Mais uma queda não seria justo com a trajetória de Diego, de cinco medalhas em Mundiais e dezenas em Copas do Mundo. A redenção foi completa com uma prata  de arrancar lágrimas, de acabar comas unhas das mãos, todas roídas.

– Não sei explicar o quanto estou feliz. Torcida brasileira, povo brasileiro, se meu sonho foi possível, acreditem sempre no que se proporem na sua vida (…) Eu esperei esse dia por 12 anos. Na minha primeira Olimpíada eu me achava campeão, não fui e não me achava merecedor. Caí de cara em Londres. Aqui que eu não era tão bom na ginástica, eu me dediquei, eu abri mão de muita coisa – vibrou Diego, muito emocionado.

Max Whitlock fica com o ouro, seguido de Diego e Nory (Foto: Reuters)Max Whitlock fica com o ouro, seguido de Diego e Nory (Foto: Reuters)

Diego entrou no ginásio muito concentrado, provavelmente nem escutou a Arena Olímpica o ovacionar. O foco estava em acertar cada movimento. E assim o fez. A vibração o tomou ao receber a nota 15,533 e não diminuiu depois de Max Whitlock o ultrapassar com 15,633.

Arthur Nory, que era cotado para medalha na barra fixa e acabou entrando na final do solo, arriscou uma série mais difícil. Estava leve. Não tinha o que perder, só o que ganhar. E ganhou muito: um bronze com a nota 15,433.

– Olimpíada é para gente grande, e eu estou crescendo. Passa um filme na cabeça, tudo que passei, treinei, tanta coisa que tive de abrir mão. Aquela hora no chão, ajoelhado, estava agradecendo por tudo, por tudo mesmo, por todos os dias, por dar o meu máximo, crescer como pessoal e também profissionalmente – celebrou Nory.

Favoritos, os japoneses Kohei Uchimura e Kenzo Shirai e os americanos Sam Mikluak e Jake Dalton falharam, sucumbiram à pressão. Não os brasileiros. Esses já estão acostumados a colocar de lado qualquer problema. Seja a mudança de técnico às vésperas da Olimpíada, seja uma suspensão e uma acusação de injúria racial.

PROVA A PROVA

Quem é rei abre a prova. Dono de dois ouros no Rio, Kohei Uchimura foi o primeiro a se apresentar. Na sua única final por aparelhos, o “robô” falhou, pisou fora do tablado e acabou com 15,241. O King Kohei sabia que estava fora da briga pelo pódio.

Diego foi o segundo a se apresentar. Entrou no tablado ovacionado pela torcida, mas com um semblante sério, concentrado. A cada acrobacia certa, o olhar se focava no próximo movimento. Era preciso acabar sem erros. E foi isso que ele fez. A vibração foi enorme antes mesmo da nota 15,533, um pouco melhor que os 15,500 da classificatória. A redenção estava desenhada, mas era preciso esperar para ver se o pódio também viria.

Atual vice-campeão mundial do solo, o britânico Max Whitlock veio na sequência e praticamente cravou sua série. A nota 15,633 tirou Diego da liderança, mas a esperança de pódio ainda existia, e cresceu depois de outro britânico, Kristian Thomas ficar para trás, com 15,058.

Era a vez de outro brasileiro. Arthur Nory entrou na final como franco-atirador, arriscou uma série mais difícil e se deu bem. Cravou quase tudo. A comemoração efusiva quase o derrubou antes da nota 15,433. Ele estava na terceira posição. Sabia que manter o posto era improvável, mas já estava satisfeito com a nota.

Um dos favoritos, o americano Jake Dalton falhou e só conseguiu 15,133 pontos. O pódio estava perto de Diego. Atual campeão mundial e grande favorito, o japonês Kenzo Shirai precisava falhar muito para sair do pódio. E o improvável aconteceu. A nota 15,366 tirou o superfavorito do pódio e já garantiu Diego no pódio.

Ainda restava o americano Sam Mikulak, líder da classificatória. Arthur Nory, que estava em terceiro, se fechou e não quis ver mais nada. Perdeu o Sam errar e tirar 14,433. A festa brasileira estava completa com uma dobradinha na ginástica.

Arthur Nory, bronze, e Diego Hypolito, prata (Foto: REUTERS/Marko Djurica)Arthur Nory, bronze, e Diego Hypolito, prata (Foto: REUTERS/Marko Djurica)
Diego Hypolito executa salto que lhe rendeu a prata no solo (Foto: Reuters)Diego Hypolito executa salto que lhe rendeu a prata no solo (Foto: Reuters)
Arthur Nory aplica pirueta na apresentação que lhe rendeu o bronze no solo (Foto: Reuters)Arthur Nory aplica pirueta na apresentação que lhe rendeu o bronze no solo (Foto: Reuters)
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Guria de bronze: Mayra cai na semi, se levanta e leva sua 2ª medalha olímpica

Aos 14 anos, uma menina com espinhas no rosto, sotaque gaúcho carregado e muita força para tão pouca idade surpreendia ao virar titular da seleção brasileira de judô. De 2007 para cá, Mayra Aguiar cresceu, ganhou 10kg, amadureceu e construiu uma respeitadíssima carreira nos tatames. Após o bronze em Londres 2012, o título mundial em 2014, só lhe faltava o ouro em Jogos Olímpicos. A guria que virou mulher aos olhos de quem acompanha o esporte chegou até a semifinal com duas vitórias tranquilas, mas falhou na missão. Mayra foi derrotada na semifinal do peso-meio-pesado (até 78kg) para a francesa Audrey Tcheumeo, por receber duas punições contra uma da rival, na tarde desta quinta-feira. Sempre lutadora, a gaúcha de 25 anos colocou a cabeça no lugar e voltou com tudo para derrotar a cubana Yallenis Castillo, por yuko, na decisão do bronze, na Arena Carioca 2 e pendurar a medalha no peito. Arquirrival de Mayra, a americana Kayla Harrison bateu Tcheumeo na final e conquistou o bicampeonato olímpico consecutivo. O outro bronze ficou com a eslovaca Anamari Velensek.

– Completei 25 anos e tenho muito caminho pela frente. Agora tem Japão (Jogos de Tóquio 2020). Saindo daqui, começa um novo ciclo. Saio feliz. Não consegui meu maior objetivo, mas dei a volta por cima. É uma satisfação para o atleta conquistar uma medalha olímpica. Pensei que não fosse sentir esse gosto de novo. É um momento muito difícil virar a cabeça, esquecer a derrota e entrar em uma nova competição. Ainda vou lutar muito. É mais uma para a conta de medalhas olímpicas – comentou Mayra.

mayra aguiar bronze brasil judô (Foto: Toru Hanai / Reuters)Mayra comemora a conquista da medalha de bronze, na Arena Carioca (Foto: Toru Hanai / Reuters)

É o segundo pódio olímpico de Mayra, que também amealhou o bronze em Londres 2012, e a terceira medalha do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda no judô, após o ouro de Rafaela Silva. A primeira, de prata, veio no tiro esportivo, com Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Mayra é a 21ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela, que tem 17.

Com uma determinação impressionante, Mayra Aguiar superou sem sustos duas adversárias na manhã desta quinta-feira para se garantir nas semifinal. Como era cabeça de chave, ela já estreou nas oitavas de final. E a atual terceira do ranking precisou de apenas 39 segundos para bater por ippon a australiana Miranda Giambelli, número 18. Nas quartas, o duelo foi mais complicado, contra a alemã Laura Malzahn, sétima do ranking. O combate contou com uma grande briga pela pegada. Mayra lutou de forma mais tática e não foi ameaçada. Em uma mistura de necessidade de ganhar ritmo de competição e precaução, a brasileira acabou levando a melhor, após os quatro minutos regulamentares, por conta de uma punição da oponente.

Representante brasileiro no peso-meio-pesado masculino (até 100kg), Rafael Buzacarini começou bem na manhã desta quinta, mas caiu nas oitavas, diante do japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial.

Mayra Aguiar, medalha bronze (Foto: Reuters)Mayra Aguiar beija a bandeira do Brasil no quimono, após ganhar a medalha de bronze (Foto: Reuters)

Nos cinco primeiros dias do judô na Rio 2016, a seleção brasileira havia conquistado “apenas” o ouro com Rafaela Silva, mas frustrou as grandes expectativas que tinha de medalha com Sarah Menezes (até 48kg), Érika Miranda (até 52kg), Victor Penalber (até 81kg) e Tiago Camilo (até 90kg). Mariana Silva surpreendeu no até 63kg e acabou em quinto.

IPPON EM 39 SEGUNDOS NA ESTREIA

Mayra sabia muito bem que vencer rapidamente a sua luta de estreia seria importante para poupar forças para o decorrer da competição. Não era pretensão dela imaginar que faria isso facilmente contra a australiana Miranda Giambelli. Isso logo seria comprovado.

A gaúcha começou a sua terceira participação olímpica partindo para cima da australiana Giambelli. De cara, ela conseguiu encaixar um bonito golpe de perna e já somou um wazari. Conectou muito rapidamente com a luta de solo e imobilizou a oponente. A torcida contou junto os 15 segundos necessários para um segundo wazari. Dois wazaris valem um ippon. Vitória arrasadora da gaúcha na estreia.

Mayra Aguiar Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra imobiliza a australiana Giambelli nas oitavas de final (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

VITÓRIA NA TÁTICA E VAGA NA SEMI

A luta pelas quartas de final era mais complicada. Mayra entrava como favorita, mas sabia que a troca de pegadas era chata contra a alemã Malzahn. Com grande foco e determinação, a gaúcha demonstrou que tinha mais vontade. Os golpes, porém, não estavam entrando com tanta facilidade.

O jeito era lutar taticamente até que a oponente europeia se descuidasse na defesa. De tanto forçar, Mayra acabou conseguindo fazer com que Malzahn fosse punida por faltava de combatividade.

Mayra Aguiar x Laura Malzahn quartas Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra disputa pegada com Malzahn (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

A luta entrou no minuto final com a gaúcha na frente. Mayra demonstrou muita frieza, cozinhou o combate e tentou entrar golpes para não ser punida. O que mais vale é vencer. E a brasileira conseguiu o objetivo, sem nem mesmo ser incomodada. Vaga na semifinal!

A DOÍDA DERROTA NA SEMIFINAL

A disputa entre Mayra e a francesa Audrey Tcheumeo era uma reedição da final do Mundial de 2014, vencida pela brasileira. Tinha tudo para ser uma luta muito dura. No primeiro minuto, as duas apenas ficaram trocando pegadas, fazendo uma grande força.

Com uma tática um pouco mais agressiva, a europeia acabou conseguindo fazer com que Mayra fosse punida quando faltavam 2m30s. A brasileira estava atrás do placar e em situação difícil. Ela precisava entrar golpes.

Mayra forçou bastante e conseguiu forçar também uma punição da oponente. A luta estava empatada, faltando 45 minutos para o fim do tempo regulamentar. Tensão na Arena Carioca. Para desespero de Mayra e da torcida brasileira, ela acabou sendo punida mais uma vez, agora por usar a própria perna para tirar a pegada da rival e foi derrotada por Tcheumeo. Restava a disputa pelo bronze.

Mayra (Foto: Reuters )Mayra tenta cortar pegada da francesa na semifinal (Foto: Reuters )

A CONQUISTA DO BRONZE

Após a dor de perder a semifinal em casa, Mayra teve pouco mais de 20 minutos para se recuperar da decepção e voltou para buscar o bronze contra a cubana Yalenis Castillo. Logo, a gaúcha jogou a rival para o solo e ela caiu de lado: yuko. Rapidamente, Mayra conectou a luta de solo e chegou a imobilizar a oponente. Mas ela não conseguiu segurar muito tempo.

Muito mais forte, Mayra ainda forçou uma punição de Castillo por falta de combatividade. Ela não conseguia sequer pegar no quimono da brasileira. O tempo agora contava a favor de Aguiar. Ela estava com pinta de que não deixaria escapar o bronze.

O tempo foi correndo, a cubana parecia imóvel, e Mayra estava com força total novamente. Os quatro minutos chegaram ao fim. A guria ganhava a sua segunda medalha olímpica, o segundo bronze, quatro anos depois dos Jogos de Londres 2012.

Mayra Aguiar, luta pelo bronze (Foto: Reuters)Mayra faz força para encaixar contragolpe em cima da cubana Castillo (Foto: Reuters)
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Juliana e Larissa superam início ruim e conquistam a medalha de bronze

O esperado ouro não veio, mas Juliana e Larissa mostraram poder de reação no momento decisivo e conquistaram nesta quarta-feira a medalha de bronze no torneio olímpico de vôlei de praia. Depois de um péssimo começo de jogo, as brasileiras venceram as chinesas Zhang e Xue por 2 sets a 1 (11/21, 21/19 e 15/12) na disputa pelo terceiro lugar em Londres.

Abatidas pela derrota de virada para as americanas Kerry e Ross na semifinal, terça-feira, Juliana e Larissa jogaram muito mal o primeiro set, mas reagiram e garantiram o primeiro pódio olímpico da dupla, que atua junta desde 2004, e o 10º da delegação brasileira nas Olimpíadas de Londres (dois ouros, uma prata e sete bronzes). Há quatro anos, Juliana se machucou pouco antes dos Jogos de Pequim, e Larissa atuou ao lado de Ana Paula. Na ocasião, elas foram eliminadas nas quartas de final. Já Zhang e Xue tentavam a segunda medalha seguida, já que ganharam o bronze em Pequim.

– Estou muito orgulhosa da nossa dupla. Não jogamos bem no começo do jogo e conseguimos virar o segundo set de uma maneira inexplicável. No tie-break, fomos muito bem. Estou muito orgulhosa por ter participado das Olimpíadas pela primeira vez e essa medalha, apesar de não ser de ouro, é como se fosse para nós – comemorou Juliana.

A dupla brasileira não se encontrou em momento algum do primeiro set na partida desta quarta, que contou com a presença do príncipe Harry na tribuna. As chinesas abriram 4 a 2 no placar e, com poucos erros, não olharam mais para trás. Tensas, Juliana e Larissa tinham dificuldades no ataque. Quando perdiam por 11 a 6, as brasileiras pediram tempo, mas não adiantou. Absolutas, as chinesas contaram com o ótimo aproveitamento da canhota Zhang para fechar a parcial em 21 a 11.

No início do segundo set, as brasileiras finalmente conseguiram um ponto em seu próprio saque: Larissa defendeu a cortada de Zhang e completou com tranquilidade no ataque. Com mais vibração, as brasileiras abriram dois pontos de vantagem pela primeira vez na partida depois de uma largada de Juliana: 9 a 7. Quando tinham 12 a 9 no placar, as brasileiras vacilaram e sofreram a virada por 13 a 12.  Pouco depois, um ace de Xue deixou as chinesas com 16 a 14 no placar. Larissa devolveu na mesma moeda e fez dois pontos seguidos de saque, empatando o jogo em 19 a 19. Na sequência, Juliana brilhou com um bloqueio e uma largada, fechando a parcial em 21 a 19.

Juliana e Larissa vôlei de praia Olimpíadas 2012 (Foto: Getty Images)Juliana e Larissa se abraçam durante a disputa do bronze contra as chinesas (Foto: Getty Images)

Embaladas pela virada no fim do segundo set e pelos gritos da torcida na Arena de Vôlei de Praia, as brasileiras começaram bem a terceira parcial e não demoraram para abrir vantagem de 6 a 2. Com grande atuação de Larissa na defesa, a dupla cabeça de chave número 1 do torneio olímpico conseguiu manter a tranquilidade e fechar a parcial em 15 a 12, garantindo o bronze.

É a 10ª  medalha brasileira em cinco participações do vôlei de praia em Olimpíadas. São dois ouros, cinco pratas e três bronzes. Na quinta-feira, Alison e Emanuel vão ganhar a 11ª, na final contra os alemães Brink e Reckermann, às 17h (de Brasília). Resta saber se será de ouro ou prata.

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Baby conquista bronze e Brasil quebra recorde de medalhas no judô

Foram sete dias e 14 judocas em busca de quatro medalhas, número mágico estipulado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) antes das Olimpíadas de Londres 2012. Quatro medalhas seriam suficientes para superar o recorde anterior da modalidade numa edição de Jogos. Como o coordenador-técnico Ney Wilson gosta de dizer, havia bastante “munição” para atingir o alvo. Pois foram necessárias todas para isso. A meta enfim foi cumprida nesta sexta-feira, na última categoria disputada, quando Rafael Silva, o “Baby” conquistou o bronze entre os pesos-pesados (acima de 100kg).

Rafael Silva comemora bronze no judô (Foto: AFP)Rafael Silva comemora ao ser anunciado vencedor: bronze inédito na categoria peso-pesado (Foto: AFP)

O sul-mato-grossense Baby venceu Kim Sung-Min, da Coreia do Sul, para assegurar a medalha histórica, a primeira do país em sua categoria. O feito veio com doses extras de tensão: Rafael Silva foi ao golden score (três minutos de morte súbita) em suas quatro últimas lutas; na que valeu o bronze, venceu por yuko, pontuação mínima do judô, graças ao acúmulo de shidos (advertências) contra seu adversário.

– Estou muito feliz, queria representar bem o Brasil. É muito gratificante. O Brasil inteiro está olhando para mim – disse o judoca, em entrevista ao SporTV.

A luta começou estudada, com ambos os judocas trocando toques embaixo sem arriscar entradas por mais de um minuto. Kim tentou a primeira queda, com um seoi nage, mas nem tirou o brasileiro do chão. Baby girava, tentava um toque aqui, outro ali, para desestabilizar o sul-coreano. O o-soto-gari, eficaz nas primeiras lutas do dia, foi bem defendido pelo adversário. O tempo passava e nenhum dos dois pontuava, nem levava punições. O primeiro shido, para ambos, veio apenas com 1m35s restando.

Kim passou a ser mais ativo, tentando provar aos árbitros que estava tentando. O o-soto-gari de Baby foi novamente bloqueado. Na tentativa de um contragolpe, o sul-coreano desequilibrou o brasileiro, que girou para não cair. Em seguida, os papéis se inverteram: Rafael derrubou e Kim girou, como um gato. Mais alguns segundos de tentativas frustradas, e Baby voltou ao golden score, pela quarta luta consecutiva.

Mais do mesmo. O brasileiro quase encaixou um o-soto-gari a 2m30s do fim, mas Kim se defendeu novamente. Outra tentativa falhou por pouco em seguida. O sul-coreano não queria luta. O árbitro central interrompeu com 1m47s para o fim, chamou os auxiliares e pediu para os judocas ajeitarem seus quimonos. Era o sinal de que viria a punição. Após segundos de tensão, a confirmação: shido para Kim, somando um yuko para Baby e garantindo o bronze.

Com quatro medalhas, a seleção brasileira de 2012 superou os desempenhos de Los Angeles 1984 (uma prata e dois bronzes) e Pequim 2008 (três bronzes) para se tornar a mais vitoriosa em Olimpíadas. Além de Baby, Felipe Kitadai (peso-ligeiro, até 60kg) e Mayra Aguiar (peso-meio-pesado, até 78kg) levaram bronzes, e Sarah Menezes (peso-ligeiro, até 48kg) conquistou o único ouro da campanha.

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