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Cinco jogos e brincadeiras para deixar o Dia dos Namorados mais quente

Falta pouco para o Dia dos Namorados, que é comemorado no dia 12 de junho, e com a proximidade da data é hora de planejar uma noite para lá de romântica. Para quem gosta de experimentar sensações diferentes, e espera uma celebração bem quente, esse é o momento ideal para recorrer aos jogos de sensualidade que vão deixar o parceiro nas nuvens.

“Esse dia é uma oportunidade para colocar alguma coisa nova porque os casais esperam algo diferente e mais apimentado, tanto os homens quanto as mulheres”, conta a sensual coach Fatima Moura. Como o clima é de Copa, a especialista diz que até mesmo os uniformes do Brasil podem ir para o quarto, tudo com um clima muito descontraído e apaixonado. Fique de olho nessas ideias:

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Lap Dance


Divulgação

Uma cena do cinema que mexe com a imaginação dos rapazes é a dança no colo do filme “A Prova de Morte(foto acima), de Quentin Tarantino. E é possível reproduzir esse momento para levar o amado às nuvens. “Faça uma dança unindo com o sexo oral, os homens adoram e é muito sensual. Mesmo que seu forte não seja a performance, a ideia é mesmo a descontração e o toque no parceiro”, explica.

Se você adora uma lingerie de tirar o folego, pode investir. Caso contrário, até mesmo um short jeans e camiseta são perfeitos para se movimentar. “Escolha uma música que você goste, pode ser até a do filme, que se chama ‘Down in México’”, completa.

Mãos atadas

Outra ótima ideia para deixar os sentidos mais aguçados, e o desejo do namorado a mil, é amarrar as mãos. “Mãos atadas deixam o homem mais intrigado. Use plumas e gelo para despertar ainda mais as sensações, passe no peito, tórax, lateral do pescoço e outras áreas para que ele fique na expectativa de você chegar ao órgão sexual”, indica.

Jantar especial


Divulgação

Que tal se inspirar no filme “9 ½ Semanas de Amor” (foto acima) e reviver a cena quente do casal principal na cozinha? Separe frutas, queijos e vinho e vende o parceiro. Dê pequenos pedaços em sua boca e peça para que adivinhe o que está comendo, aproveite para beijar e mordiscar entre uma frutinha e outra. “Isso aguça muito os sentidos e o casal fica mais sensível, além de ser sexy”, afirma.

Kama Sutra

O famoso livro do amor hindu, o Kama Sutra, também pode virar uma brincadeira fantástica debaixo dos lençóis. “Faça perguntas pessoais para o parceiro e ele para você, e quem acertar decide a posição e o local. Pode colocar em papéis para um sorteio ou decidir o que sua imaginação mandar”, aconselha.

Jogo de Palavras

Se você vai fazer um jantar, aproveite para fazer um jogo que rende boas risadas e muito prazer: escolham juntos palavras que não poderão ser ditas durante a comemoração. “Quem falar precisa pagar uma espécie de castigo decidido pelo outro, essa é uma maneira leve e bacana de incluir na relação aquilo que você deseja”, finaliza.

Naiara Taborda

Projeto faz mapeamento de brincadeiras de crianças em diversas regiões do país

brincadeiraBrincadeira da queixada, jogo de china, pista de tampinhas. Embora pouco conhecidas por muitos brasileiros, essas são algumas brincadeiras comuns no dia a dia de crianças do país. Baseadas em aspectos culturais, passadas de pais para filhos ou usando peças construídas pelos próprios meninos e meninas, as diversas formas de brincar estão presentes onde existem crianças. Para mostrar ao Brasil as sutilezas desse universo lúdico, que também carrega elementos associados à cultura e à educação, diversas dessas brincadeiras estão sendo mapeadas pelo Projeto Território do Brincar.

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Por meio da iniciativa, que acaba de completar um ano e é apoiada pelo Instituto Alana, são feitas visitas, que duram até três meses, a comunidades rurais, indígenas, quilombolas, do sertão, do litoral e grandes metrópoles. Após a conclusão do projeto, em dezembro, todos os dados serão transformados em filme, livro e exposições.

De acordo com a educadora Renata Meirelles, coordenadora do Território do Brincar, o objetivo é captar as nuances da infância brasileira, que reflete e espelha o povo que somos. “É um trabalho de escuta, intercâmbio de saberes e difusão da cultura infantil que nos ajudará a discutir melhor a infância, o brincar, o mundo real e a traduzir a voz das crianças, conhecendo nosso país pelos olhos delas”, disse a educadora que viaja acompanhada do marido, o documentarista David Reeks.

Ela enfatizou que, apesar dos coloridos regionais que as brincadeiras ganham nos diferentes locais do país, há uma forte conexão entre todas as formas de brincar: “o imaginário infantil as conecta de uma forma muito forte”, garante.

Além disso, segundo a educadora, a observação do universo lúdico infantil revela que, apesar de toda a influência mercadológica a que as crianças estão submetidas, como as diversas estratégias de marketing associadas à compra de brinquedos, os objetos industrializados, cheios de efeitos sonoros, visuais e de tecnologia, não são indispensáveis à diversão.

“O brincar é fundamental para criança, que brinca muito em todas as regiões, mas não o brinquedo, que é muito mais uma necessidade do adulto e da indústria. É uma produção pensada pelo adulto para a criança, que, na verdade, tem toda a competência e muita qualidade para desenvolver o brincar de diversas formas que não dependem do brinquedo”, disse, lembrando ainda que em muitas comunidades visitadas as crianças utilizam elementos regionais para produzir artesanalmente seus próprios objetos de diversão coletiva.

É o caso do menino Emerson, morador do bairro do Arraial, em Araçuaí, pequeno município do interior de Minas Gerais, a cerca de 650 quilômetros da capital Belo Horizonte. Dono de uma criatividade própria da infância e de muita disposição para dar asas à imaginação, ele cria brinquedos com madeira encontrada nas casas dos vizinhos. Segundo Renata Meirelles, “ele é do tipo que carrega o brincar consigo seja lá onde for”.

Experiência semelhante foi observada pelo casal em Acupe, distrito do município de Santo Amaro da Purificação, localizado no recôncavo baiano. Os meninos que vivem na comunidade de origem indígena e africana, conhecida por suas manifestações culturais criadas por negros escravizados, usam cacos de telha e gravetos para construir, no chão de terra, pistas de corrida para tampinhas de garrafas, que substituem os carrinhos. O vencedor do jogo, baseado em um conjunto de regras simples, é aquele que chega primeiro ao fim da pista batendo sua tampinha na telha.

Para a coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maria Ângela Barbato Carneiro, a vivência de brincadeiras é fundamental para o desenvolvimento físico, motor, cognitivo, social e emocional das crianças.

“Elas conhecem o mundo e as relações por meio das brincadeiras, têm a possibilidade de desenvolver o raciocínio, explorar o espaço físico, encontrar possibilidades de resolução de problemas e conflitos, entre outros. Podemos dizer que o brincar é um pacote completo de desenvolvimento”, definiu.

Ela enfatizou que os pais devem estar atentos a essa necessidade da infância e precisam equilibrar o acesso a brinquedos eletrônicos, como videogames e joguinhos em tablets e celulares, à diversão cultural, ao ar livre e espontânea.

“Não se pode impedir o acesso à tecnologia, mas é preciso saber que seu uso em excesso aumenta a incidência de problemas como obesidade e isolamento em crianças. Ao contrário, as brincadeiras livres, com outras crianças, em espaços abertos, por exemplo, ajudam a formar adultos mais confiantes, criativos, bem resolvidos e menos individualistas”, disse.

 

Agência Brasil