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Gabigol brilha no Fla-Flu e classifica Flamengo para a final

O Fla-Flu decisivo da noite deste sábado no Maracanã terminou com o placar de 1 a 1, e garantiu o Flamengo na final do Campeonato Carioca de 2019. Com a vantagem do empate, o time rubro-negro foi superior ao Fluminense durante toda a partida, mas saiu atrás no placar com um gol de Gilberto, no primeiro tempo. Gabigol, que entrou na segunda etapa, empatou a partida e deu a classificação ao Flamengo.

O Flamengo conhecerá o adversário da decisão do título neste domingo, quando Vasco e Bangu se enfrentam na outra semifinal do Estadual. As partidas finais serão nos próximos dois domingos, dias 14 e 21 de abril.

O Fluminense, eliminado no Carioca, volta suas atenções para a partida da próxima terça-feira, diante do Luverdense, pela partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil. No confronto de ida, empate em 0 a 0 em Mato Grosso.

O Jogo

O Flamengo, mesmo com a vantagem do empate, entrou com uma postura ofensiva e marcando o Flu sob pressão na saída de bola. Ao contrário dos últimos embates entre as duas partidas, foi o Rubro-Negro quem controlou a posse de bola. Os primeiros 45 minutos foram de amplo domínio do Flamengo, mas os comandados de Abel finalizaram pouco.

O Fluminense, por sua vez, não conseguia se encontrar em campo, e não explorava o contra-ataque, apesar do espaço dado pelo Flamengo.

Aos sete minutos de bola rolando, a bola foi ao fundo da rede do Flu, mas o gol foi anulado. Everton Ribeiro cobrou falta da intermediária pela esquerda e acionou Pará do outro lado. O lateral cruzou, Rodolfo afastou de soco e William Arão, da altura da marca do pênalti, cabeceou para o gol. A arbitragem, entretanto, viu falta do zagueiro Léo Duarte sobre o goleiro do Flu.

O Flu finalizou pela primeira vez aos 13, em chute fraco de Everaldo após boa jogada individual.

Com raros momentos de perigo, o jogo só esquentou no final da primeira etapa. Aos 35 minutos, Diego colocou Uribe na cara do goleiro do Flu, mas o árbitro assinalou impedimento mesmo sem o assistente levantar a bandeira.

Aos 43, Diego enfiou para Bruno Henrique, que se livrou do marcador e chutou cruzado. Rodolfo e um zagueiro tentarm cortar mas a bola seguiu viva na pequena área. Uribe se jogou para empurrar para dentro, mas Gilberto cortou quase em cima da linha.

A resposta do Flu foi fatal. Everaldo avançou pela esquerda e enfiou na ponta para Caio Henrique. O lateral improvisado levantou na área e achou Gilberto livre para cabecear no canto de Diego Alves e abrir o placar.

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Gabigol no lugar de Uribe, que deixou o campo mancando para o intervalo. Mais ligado após o papo no vestiário, o Rubro-Negro foi para cima em busca do empate.

Com um minuto de jogo, Diego avançou em velocidade e tocou para Bruno Henrique, que penetrava pelo meio da zaga. O atacante entrou na área pela esquerda e chutou cruzado. Rodolfo defendeu e impediu Gabigol de chegar na bola.

Dois minutos depois, Renê tocou para Everton Ribeiro. O meia fez grande jogada pelo meio, avançou e tocou por cobertura para William Arão. Dentro da área, o volante matou no peito, ajeitou e soltou a bomba, mas isolou a bola e perdeu grande chance.

O Fluminense respondeu aos 5. Bola cruzada da esquerda, a zaga cortou de cabeça mas mandou a bola do outro lado da área. Everaldo acertou chute de primeira e obrigou Diego Alves a grande defesa. No rebote, Yony chuta mal e manda longe do gol.

Pressão do Fla aos 8. Bola cruzada da direita, bate rebate na área, e a bola sobra para Diego. O camisa 10 mira o ângulo mas a bola é desviada para escanteio.

Aos 24, Renê enfia bola longa para a escapada de Gabigol pela esquerda. O atacante entrou na área e, quase sem ângulo, mandou uma pedrada entre o goleiro e a trave e Rodolfo deixou passar: 1 a 1.

O Fluminense tentou ir para frente e Fernando Diniz fez duas alterações, colocando os atacantes Marcos Calazans e João Pedro nos lugares do volante Dodi e do zagueiro Nino. Mas o Flamengo não recuou e continuou em cima em busca da virada.

O clima do jogo esquentou mas não foi crítico como nos últimos dois clássicos entre as duas equipes. O Flamengo controlou bem a partida nos minutos finais, e esteve mais perto do segundo gol do que o Tricolor, que tentava o ataque sempre desorganizado.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 X 1 FLUMINENSE

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 6 de abril de 2019 (Sábado)

Horário: 19h(de Brasília)

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)

Assistentes: Rodrigo Henrique Corrêa (RJ) e Daniel do Espírito Santo Parro (RJ)

Renda: R$ 1.491.472,00

Público: 46.128 (43.035 pagantes)

Cartões amarelos: Gilberto, Nino, Bruno Silva (Flu); Bruno Henrique, William Arão, Gabigol, Vitinho, Everton Ribeiro (Fla)

Gols:

FLAMENGO: Gabigol, aos 24 min do 2º tempo

FLUMINENSE: Gilberto, aos 44 min do 1º tempo

FLAMENGO: Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Gustavo Cuéllar, William Arão e Diego (Arrascaeta); Éverton Ribeiro, Uribe (Gabigol) e Bruno Henrique (Vitinho)

Técnico: Abel Braga

FLUMINENSE: Rodolfo, Gilberto, Matheus Ferraz, Nino (João Pedro) e Caio Henrique; Bruno Silva, Dodi (Marcos Calazans) e Daniel (Allan); Everaldo, Luciano e Yony González

Técnico: Fernando Diniz

Gazeta Esportiva

 

Mancuello brilha contra o Nova Iguaçu e Fla mantém os 100% no Carioca

flaCom uma atuação de gala de Mancuello, o Flamengo venceu o Nova Iguaçu com facilidade por 4 a 0 e manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. O argentino foi responsável por dois gols, sendo o segundo uma pintura. Guerrero marcou os outros.

O Rubro-Negro é o líder isolado do Grupo A da Taça Guanabara com 9 pontos.

Classificação

Caso o Botafogo não vença o Macaé às 19h30, o Flamengo estará matematicamente classificado para as semifinais da Taça Guanabara.

O melhor – Mancuello

Além dos dois gols, o argentino se destacou com os passes e a organização no meio de campo, fazendo com que o time não sentisse a ausência de Diego.

O jogo

O Flamengo não sofreu sustos em Moça Bonita. Manteve a autoridade nos dois tempos conduzidos por um Mancuello inspirado, um Guerrero com faro de gol e um jovem Adryan querendo mostrar que pode ser uma opção mais usada pelo técnico Zé Ricardo.

Poupados

Os meias Diego e Romulo foram poupados da partida deste sábado. Após monitoramento da fisiologia do clube, constatou-se um desgaste muscular da dupla e a comissão técnica achou por bem preservá-los.

Presença ilustre

Reprodução Premiere

O ex-volante Douglas Silva, que atuou pelo Flamengo, esteve presente em Moça Bonita assistindo ao jogo da arquibancada, sem camisa e com seu filho no colo.

NOVA IGUAÇU 0 X 4 FLAMENGO
Data/hora:
04/02/2017, às 16h30 (de Brasília)
Local: Moça Bonita, em Bangu (RJ)
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos
Auxiliares: Diogo Carvalho Silva e Carlos Henrique Alves de Lima Filho
Renda e público:
Cartões amarelos: Raphael Azevedo, Murilo Henrique (NOV)
Cartões vermelhos: Não houve
Gols: Mancuello, aos 19 minutos do primeiro tempo (FLA); Guerrero, aos 45 minutos do primeiro tempo (FLA); Mancuello, aos 11 minutos do segundo tempo (FLA); Guerrero, aos 29 minutos do segundo tempo (FLA)

Nova Iguaçu
Jefferson; Yan (Marlos), Raphael Azevedo, Murilo Henrique e Lucas; Iuri, Paulo Henrique, Caio Cezar e Wescley; Renan Silva (Vinícius Matheus) e Adriano
Técnico: Edson Souza

Flamengo
Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão (Cuellar), Mancuello, Adryan (Marcelo Cirino) e Gabriel (Leandro Damião); Guerrero
Técnico: Zé Ricardo
Uol

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Defesa funciona, Jesus brilha e Brasil vence em estreia de Tite

Tite estreou da melhor maneira possível no seu novo cargo. E teve a ajuda fundamental de outro estreante: Gabriel Jesus. O atacante do Palmeiras sofreu um pênalti convertido por Neymar e marcou outros dois golaços na vitória por 3 a 0 diante do Equador em plena altitude de Quito, na 7ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

O resultado foi além do planejamento da comissão técnica. Antes de a bola rolar, a ideia era não perder nesta quinta-feira e vencer o próximo compromisso para garantir quatro pontos nos dois jogos desta rodada. O Brasil não vencia no Equador desde 1983 em eliminatórias. Neymar não marcava pela seleção principal desde setembro de 2015. Os equatorianos não perdiam em casa desde 2009. Todos os tabus foram quebrados.

Agora, a seleção pentacampeã tem 12 pontos e ocupa a 4ª colocação de forma provisória, atrás de Equador, Colômbia e Uruguai, que têm 13 pontos. Os uruguaios, no entanto, ainda jogam nesta quinta-feira, às 20h30, contra a Argentina, que tem 11 pontos.

Logo após o jogo, o Brasil vai direto para Manaus em voo fretado. Lá, o time trabalha até terça-feira, onde joga contra a Colômbia às 21h45 de terça-feira (6). No mesmo dia, mas às 23h15, o Equador joga contra o Peru, em Lima.

AFP PHOTO / RODRIGO BUENDIA

Gabriel Jesus cumpre papel de referência

O Brasil começou com a marcação recuada e sem muita atitude ofensiva. Foi assim que o Equador chegou a criar algumas situações na intermediária e até deu um susto na zaga brasileira em um cruzamento, mas nada que fizesse Alisson ser muito exigido. Durante este período, Willian e Neymar ficavam abertos, com Gabriel Jesus fazendo o papel de referência. Foi com o atacante palmeirense que a equipe criou as melhores chances, especialmente após a zaga brasileira subir um pouco mais a marcação.

Troca de posição entre Neymar e Jesus

Por causa do cansaço de Neymar, Tite promoveu a troca de posição com Jesus em algumas situações. Assim, o atacante do Barcelona precisava voltar menos para a marcação e preservava o físico. Nos primeiros 45 minutos de Tite, a principal falha da equipe aconteceu nas laterais, com Daniel Alves e Marcelo participando menos do jogo do que o ideal.

Jogo deslocado para as laterais no 2º tempo

O Brasil passou a forçar mais os jogos pelas laterais no 2º tempo. Marcelo e Neymar se aproximaram e passaram a criar mais oportunidades pelas pontas. Um pouco sumido, Willian acabou substituído aos 15 minutos por Philippe Coutinho. A ideia era repetir a tabelinha feita na outra lateral, mas com Daniel Alves. O Brasil, inclusive, teve boas chances com cruzamentos vindos da direita. Casemiro controlou muito bem o meio-campo e também merece destaque.

Neymar quebra jejum pessoal e invencibilidade do Equador

O jogo começava a ficar nervoso, até que a velocidade de Jesus fez a diferença. O atacante surpreendeu Mina na velocidade, roubou a bola dentro da área e saiu cara a cara com o goleiro adversário, que fez pênalti. Neymar converteu e encerrou um longo jejum de quase um ano. A última vez que ele havia marcado pela seleção principal havia sido em setembro, em amistoso contra os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o triunfo significa a primeira derrota equatoriana em casa desde 2009.

Jesus coroa atuação

O jogo começou a se encaminhar para a vitória após a expulsão de Paredes. Além disso, havia um jogador iluminado. Gabriel Jesus, em sua estreia com a camisa da seleção brasileira no time principal, foi o melhor em campo. Se antes ele já havia sofrido o pênalti para Neymar converter, aos 41 minutos ele completou a atuação de gala com um golaço após cruzamento da esquerda. Já nos acréscimos, ainda fez outro golaço para mostrar ao mundo porque vale milhões de euros.

FICHA TÉCNICA
EQUADOR 0 X 3 BRASIL

Data: 01/09/2016 (quinta-feira)
Local: Estádio Olímpico Atahualpa (em Quito, Equador)
Público: 34.887 pagantes
Renda: US$ 1.401.100,00
Árbitro: Enrique Cáceres Villafañe (Paraguai)
Auxiliares: Eduardo Cardoso Escobar e Milciades Saldivar Franco (ambos do Paraguai)
Cartões amarelos: Bolaños, Montero, Domínguez e Paredes (EQU); Paulinho (BRA)
Cartão vermelho: Paredes (EQU)
Gols: Neymar, aos 25 minutos do 2º tempo, Gabriel Jesus, aos 41 e 46 minutos do 2º tempo

EQUADOR
Alexander Domínguez; Paredes, Gabriel Achilier, Arturo Mina e Walter Ayoví; Christian Noboa, Gruezo (Gaibor), Enner Valência e Jefferson Montero (Arroyo); Miller Bolaños e Felipe Caicedo (Ibarra)
Técnico: Gustavo Quinteros

BRASIL
Alison; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro, Renato Augusto, Paulinho, William (Philippe Coutinho) e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite

Uol

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Cícero brilha, Fluminense vence Figueirense de virada e volta ao G-4

brasileirãoRonaldinho Gaúcho e Fred enfim atuaram juntos pelo Fluminense, mas foi o meia Cícero o responsável por roubar a cena no Maracanã e comandar o Tricolor na vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Figueirense, neste domingo, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Clayton abriu o placar para os catarinenses, enquanto Cícero e Fred garantiram o triunfo carioca.

Com o resultado positivo, o Fluminense chegou aos 33 pontos e fechou o primeiro turno da competição no G-4 – ao lado de Atlético-MG, Corinthians e Grêmio. Já o Figueirense ficou estacionado nos 20 pontos e caiu para a 16ª colocação, se aproximando da zona de rebaixamento.

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FLUMINENSE 2 x 1 FIGUEIRENSE

Data: 16/08/2015 (domingo)
Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Diego Almeida Real (RS)
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires (ES) e José Eduardo Calza (RS)
Público: 19.444 pagantes / 23.130 presentes
Renda: R$ 643.170,00
Cartões amarelos: Marlon (FLU); João Vitor e Rafael Bastos (FIG)
Cartão vermelho: João Vitor (FIG)
Gols: Clayton, aos 40 minutos do primeiro tempo; Cícero, aos 3, e Fred, aos 19 minutos do segundo tempo

Fluminense
Klever; Wellington Silva, Gum, Marlon e Gustavo Scarpa; Edson, Jean, Cícero e Ronaldinho Gaúcho (Higor Leite); Osvaldo (Wellington Paulista) e Fred (Lucas Gomes)
Técnico: Enderson Moreira

Figueirense
Alex Muralha; Leandro Silva, Thiago Heleno, Saimon e Roberto Cereceda (Celsinho); Dener, Fabinho (Marcão), João Vitor e Rafael Bastos; Clayton e Alemão (Dudu)
Técnico: Hudson José Coutinho

 

Uol

Paulo Baier brilha sobre zagueiro novato, e Criciúma bate o São Paulo

Quando Paulo Baier estreou pelo Criciúma, em 1997, Lucão era apenas uma criança recém-nascida. A experiência do jogador do time catarinense (39 anos) sobre o jovem zagueiro do São Paulo (18) foi o ponto de desequilíbrio numa partida muito parelha no Heriberto Hülse, na noite desta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. Graças a duas jogadas de pura inteligência de Baier sobre Lucão, o Criciúma levou a melhor e venceu o Tricolor por 2 a 1.

Atuando quase como centroavante, Baier, obviamente sem o fôlego de antes, mas com muito mais inteligência tática, parecia se poupar. Só ia na boa. Mas fez a diferença. No primeiro gol, enganou Lucão ao fazer um corta-luz brilhante, deixando Silvinho de cara com Rogério Ceni. No segundo, deslocou-se para receber e deu com açúcar para Lucca marcar. Alexandre Pato fez o gol de um São Paulo muito modificado – Rafael Toloi, Denilson, Ganso, Kaká e Alan Kardec foram poupados por Muricy Ramalho.

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O jogo da volta será na quinta-feira, no Morumbi, às 20h. O Criciúma jogará pelo empate. Ao São Paulo, basta uma vitória simples, por 1 a 0. Se o Tricolor levar um gol, precisará vencer por dois de diferença, por conta do critério de gols fora de casa. Um 2 a 1 para o São paulo leva a disputa para os pênaltis.

Pelo Brasileirão, os dois times jogam no domingo. O São Paulo permanece em Santa Catarina, mas em Florianópolis, treinando para o jogo contra o Figueirense, às 16h, no Orlando Scarpelli. Já o Criciúma viaja para Pernambuco, onde enfrenta o Sport no estádio Lacerdão, em Caruaru, também às 16h.

Comemoração gol Criciúma (Foto: Agência Estadão)Lucca comemora gol do Criciúma, o segundo do time catarinense (Foto: Agência Estadão)

O jogo

O primeiro tempo foi equilibrado, com pequena vantagem tática para o São Paulo. O que não teve nada de equilíbrio foi o duelo Paulo Baier e Lucão. O jogador do Criciúma, aos 39 anos, deitou e rolou no zagueiro são-paulino de 18. Atuando bem enfiado, quase como centroavante, o veterano participou de três lances capitais na etapa inicial – no primeiro, com um corta-luz, deixou Silvinho em excelente condição para chutar forte e abrir o placar; no segundo, fez o gol, mas em impedimento (corretamente assinalado pela arbitragem); no terceiro, deu a assistência para Lucca marcar. Em todos esses lances, Lucão ficou só olhando Paulo Baier.

O jovem zagueiro foi mesmo o ponto de desequilíbrio num São Paulo que se mostrou bem postado num 4-4-2 com duas linhas de quatro. Maicon e Michel Bastos jogavam abertos, com Souza e Hudson mais centralizados, e somente Ademilson e Pato no ataque. Nesse sistema consagrado na Europa, Michel Bastos, em seu primeiro jogo como titular, foi o grande destaque. Levou a melhor em quase todos os lances que tentou nas costas dos ex-palmeirenses Luis Felipe e João Vitor. Foi numa dessas jogadas que Bastos tocou para Alexandre Pato empatar o jogo aos 26, 11 minutos após o gol de Silvinho. Não fosse a grande jogada de Baier, com o gol de Lucca aos 43, o primeiro tempo teria terminado empatado – resultado que seria o mais justo.

Na etapa final, o Criciúma voltou ainda mais empolgado. Pressionando o São Paulo, quase marcou o terceiro com Silvinho – de cabeça, mandou na trave. Muricy Ramalho mexeu no time, colocando o promissor Boschilia no lugar de um sonolento Maicon, e depois o rápido Ewandro na vaga de Ademilson. Os garotos mostraram qualidade, mas, diante de um Criciúma bem armado na defesa, pouco puderam fazer. Pato foi quem teve a melhor chance, de cabeça, num cruzamento de Alvaro Pereira, mas acabou mandando para fora. Melhor para o Criciúma, que jogará por um empate no Morumbi para se classificar às oitavas de final da Copa Sul-Americana.

 

Globoesporte.com

Drama tropical: Buffon brilha nos pênaltis, e Itália leva o terceiro lugar

Em alguns anos, talvez, poucas pessoas se recordarão que Uruguai e Itália terminaram a Copa das Confederações de 2013 entre os quatro melhores. Seria “apenas” a disputa do terceiro lugar, mas o jogo deste domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador, foi digno de uma final, uma mistura de drama e crueldade com dois times esgotados fisicamente debaixo de muito sol pelo horário ingrato. Depois do empate por 2 a 2 no tempo normal e de 30 minutos sem gol na prorrogação, Buffon pegou três pênaltis e deu a vitória à Azzurra por 3 a 2.

O lendário goleiro italiano de 35 anos se redimiu depois de um torneio instável, principalmente quando falhou na derrota para o Brasil. No tempo normal, fez defesas importantes e um milagre com os pés em chute de Forlán cara a cara – embora tenha pulado atrasado no segundo gol celeste. Nas batidas, repetiu a dose e defendeu a cobrança do atacante do Inter. Em seguida, para salvar o erro de De Sciglio, pegou o de Cáceres e o de Gargano, assegurando o honroso terceiro lugar. Com isso, acabou sendo, ao lado de Cavani, eleito melhor em campo, o destaque da partida, ainda que os pênaltis tenham sido mal cobrados.

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Com público pagante anunciado de 43.382, em um estádio com o gramado sofrido no final, Celeste e Azzurra mostraram desde o início os motivos por quase terem eliminado Brasil e Espanha nas semifinais. Foram gigantes, legítimos donos de seis títulos mundiais somados. Os italianos superaram qualquer escala de esforço físico e psicológico depois de enfrentarem um duelo de 120 minutos e uma decisão por pênaltis há três dias. Sem Pirlo e tantos outros, brilharam os reservas. Astori, em falha do goleiro Muslera, e Diamanti, de falta, marcaram.

buffon festa penalti italia x uruguai (Foto: Getty Images)Time italiano festeja vitória nos pênaltis, após terceira defesa de Buffon (Foto: Getty Images)

Os uruguaios não ficaram atrás no empenho para subir ao pódio. Estiveram sempre em desvantagem no placar e, como manda sua tradição, não desistiram em nenhum momento. Nem mesmo com o sol de quase 30 graus às 13h na Bahia. Fazer gols em italianos é rotina para Cavani, artilheiro do último Calcio, com 29. Fez logo dois para levar o time à prorrogação e assegurou o prêmio de melhor em campo. Só não deu nos pênaltis.

A derrota, porém, não é problema. A Celeste mostra reação para continuar lutando por uma vaga na Copa do Mundo de 2014. O time está em quinto nas eliminatórias (iria para a repescagem) e tem pela frente quatro jogos decisivos: Peru, Colômbia, Equador e Argentina. A Itália também vai buscar a classificação no segundo semestre, mas em situação mais cômoda, liderando o Grupo B, quatro pontos acima da Bulgária.

Ah, Muslera…
Não pense em uma disputa de terceiro lugar com dois times desinteressados. Uruguai e Itália mostraram na Fonte Nova que ficar fora da decisão não foi motivo para desânimo. Em um primeiro tempo equilibrado, com nove oportunidades de gol, os italianos tiveram ligeira superioridade e contaram com a ajuda do goleiro Muslera para ficar em vantagem.

O calor de quase 30 graus ferveu os 22 jogadores, principalmente a defesa da Azzurra e o ataque da Celeste, posicionados em uma faixa de campo em que o sol não teve piedade. Talvez, por isso, a Itália começou melhor, trocando passes na sombra e ignorando o desgaste pelo duro duelo contra a Espanha na última quinta.

Chellini e suarez uruguai e itália (Foto: Getty Images)Chellini e Suárez disputam a bola sob sol
castigante em Salvador (Foto: Getty Images)

O sol, porém, não pode ser o culpado pelo gol de Astori, aos 23 minutos. Muslera pode. De novo na competição. E de novo pelo alto, seu grande defeito. Assim como no lance decisivo de Paulinho contra o Brasil, a bola batida por Diamanti viajou (na sombra) e passou por cima do goleiro. Desta vez, bateu na trave, voltou no ombro dele e quicou na linha até que o zagueiro completasse.

A marcação teve a ajuda do chip na bola, novidade no torneio. O árbitro havia dado o gol para Diamanti, mas o recurso mostrou que a bola não passou a linha por completo, permitindo que Astori fosse apontado como o autor.

O Uruguai teve de se desdobrar para reagir. O empate não veio, mas o time subiu de produção quando Cavani e Suárez acordaram e se movimentaram com mais frequência. O atacante do Liverpool obrigou Buffon a fazer boa defesa, enquanto o artilheiro do Napoli marcou em impedimento bem assinalado pela arbitragem.

O cansaço bateu nos minutos finais. As equipes perderam o poder de marcação e abriram o meio de campo. A Celeste foi para o intervalo revoltada com a não marcação de um pênalti depois que a bola tocou no cotovelo de Chiellini na área. Pouco antes, El Shaarawy (sim, ele jogou) só não ampliou porque Godín salvou após a bola passar por Muslera.

Terceiro lugar? Vale muito!
A troca de lado no segundo tempo claramente favoreceu o Uruguai. Sem tanto sol na cabeça dos atacantes, o time ganhou poder para envolver a defesa rival e controlar os primeiros minutos. A pressão começou, e o empate não demorou. Aos 12, em contra-ataque, o badalado setor ofensivo finalmente funcionou. Cavani recebeu de Suárez na área e tocou certeiro, no canto esquerdo de Buffon.

A Itália foi desmoronando gradativamente. A movimentação no ataque diminuiu, e o time recuou, permitindo que o Uruguai avançasse suas peças. Só Buffon não oscila. De quebra, fez milagres. Forlán chutou forte e o goleiro rebateu. No rebote, o atacante colorado soltou nova bomba, e o capitão da Azzurra tirou de forma espetacular, com a perna esquerda.

Gigi, como é chamado pelos companheiros, talvez pudesse prever que aquela defesa seria o choque necessário para o time despertar. Seis minutos depois, os italianos aproveitaram um lance de bola parada para recuperar a vantagem. Da intermediária, Diamanti cobrou falta com perfeição por cima da barreira, no canto direito baixo. Sem chances para Muslera.

buffon caceres penalti italia x uruguai (Foto: AFP)Detalhe de Buffon na defesa do pênalti mal batido por Cáceres (Foto: AFP)

A resposta sul-americana foi tão bela e precisa quanto a batida rival. Resposta de quem está acostumado a brilhar justamente na Itália, com seus 29 pelo Napoli no último
campeonato nacional. Cavani, aos 32, chutou falta de longe. Candreva não pulou, e a bola passou exatamente por cima dele. Buffon voou, mas era tarde. Igualdade justa, e duas equipes entregues no campo, sem forças para evitar a prorrogação.

A feição dos jogadores assim que soou o apito final denunciou o esgotamento. Água na cabeça, atletas deitados no gramado, massagem nas pernas…tudo foi tentado para aliviar a dor. No reinício, o Uruguai mostrou ter mais fôlego para suportar. Suárez e Chiellini arriscaram uma arrancada de dar inveja pela esquerda. O atacante pediu pênalti, ignorado pelo árbitro, e ainda levou bronca do zagueiro, com quem havia se estranhado no primeiro tempo.

Os últimos 15 minutos de tempo extra foram ainda mais arrastados. Ninguém queria se arriscar. Não havia força. Montolivo ainda foi expulso ao fazer falta por trás em Suárez. O Uruguai teve o domínio, chegou a pressionar, mas o mesmo Suárez e Gargano perderam as últimas chances e não mexeram no marcador, que apontava para a marca da cal.

Forlán abriu a série parando nas pernas de Buffon – ele já havia desperdiçado contra o Brasil. Aquilani, Cavani, El Shaarawy e Suárez fizeram. De Sciglio errou, mas o goleiro salvou novamente nos chutes de Cáceres e Gargano. Era o dia de Gigi, o herói da Azzurra.

torcida Uruguai e Itália (Foto: Getty Images)Torcida aplaude muito os times e apoia, em sua maioria, os italianos (Foto: Getty Images)
Globoesporte.com

Rafael brilha nos pênaltis, Santos vence o Palmeiras e chega à semi

jogoO susto foi grande, mas o Santos está classificado para a semifinal do Campeonato Paulista. Em uma noite ruim de Neymar, que foi recebido com festa, mas jogou com dores, quem brilhou na vitória sobre o Palmeiras foi Rafael. Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, o goleiro defendeu as cobranças de pênalti de Kleber e Leandro, garantiu a vitória por 4 a 2 e manteve o Peixe vivo na luta pelo inédito tetracampeonato estadual. A raça mostrada pelo Verdão, desta vez, não foi o bastante. Agora, o foco passa a ser a Taça Libertadores.

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O Santos esteve com a vaga nas mãos durante a partida. Cícero abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas a equipe não soube aproveitar as chances de gols. Neymar, escalado de última hora por causa de dores na coxa esquerda, perdeu duas oportunidades claras, parando em belas defesas de Bruno. O Palmeiras foi guerreiro novamente. Kleber marcou de cabeça em falha de Edu Dracena e levou a decisão para as penalidades.

Se Neymar não foi bem, a torcida do Santos aproveitou para dar apoio a seu grande ídolo da atualidade. Faixas de incentivo ao jogador foram espalhadas pelas arquibancadas da Vila Belmiro. Na última quarta-feira, o atacante recebeu muitas vaias e chegou a ser chamado de “pipoqueiro” pelos torcedores mineiros durante o empate do Brasil com o Chile, no Mineirão.

Nas semifinais, o Santos enfrentará o Mogi Mirim, que goleou o Botafogo de Ribeirão Preto por 6 a 0 e terá a vantagem de fazer o jogo único contra o Peixe em seu estádio.

Já o Palmeiras volta a se concentrar apenas na Taça Libertadores. Classificado para as oitavas, o Verdão encara o Tijuana, terça-feira, às 22h30m (de Brasília), no México. A partida de volta está marcada para 14 de maio, no Pacaembu. Quem passar pega São Paulo ou Atlético-MG.

Verdão começa melhor, mas Peixe marca

Gilson Kleina deve olhar com inveja para Muricy Ramalho. A raça mostrada nos últimos jogos fez o Palmeiras crescer, mas neste sábado não foi o bastante para superar um adversário que tem Neymar. O Santos não precisou de nenhuma grande exibição. Sua maior estrela também não foi brilhante, voltando de contusão. Fez o básico, capaz de levar a vantagem no placar para o lado alvinegro.

Mesmo com uma formação mais cautelosa, o Palmeiras começou melhor a partida. A velocidade do ataque confundiu a marcação santista, principalmente na frente dos zagueiros. Neymar chegou a provar do próprio veneno ao levar um lindo drible de Leandro. Rafael salvou. Em seguida, o mesmo Leandro quase marcou ao desviar um cruzamento de Vinícius. A bola saiu rente à trave.

 

O susto fez o Santos despertar e se ajeitar no ataque. Arouca foi liberado para descer pelo lado direito, quase como um lateral, aproveitando os espaços dados por Marcelo Oliveira. O gol não demorou a sair. Após cobrança de escanteio, aos 12 minutos, Neymar dominou no peito na área e chutou cruzado com a perna lesionada. Cícero, livre de marcação, apenas desviou.

A vantagem aumentou ainda mais o controle do Santos sobre o rival. O craque do Peixe também subiu de produção e transformou o lateral Ayrton em seu alvo preferido com dribles desconcertantes. Em um deles, Henrique também ficou para trás, mas Marcelo Oliveira impediu que a bola chegasse a André na pequena área. Antes do fim, Bruno ainda salvou o Verdão duas vezes em chutes de longe de Edu Dracena e Neymar.

 

 

Neymar perde gols, e Kleber empata

O Palmeiras voltou mais ofensivo para a etapa final. Gilson Kleina trocou o volante Léo Gago pelo centroavante Kleber. A mudança não surtiu grande alteração, mas deixou a equipe mais ofensiva e exposta na defesa. Por sorte, o Santos não conseguiu aproveitar. Em um lance polêmico, com Montillo impedido pela direita, Cícero cruzou rasteiro, Neymar chutou e Bruno fez bela defesa.

O Verdão também teve seus momentos para chegar à igualdade no placar. Com um homem mais preso na área, a equipe conseguiu atrapalhar a marcação rival. Em um dos espaços criados pela movimentação do setor, Leandro saiu na cara de Rafael, driblou o goleiro, mas foi desarmado por Léo antes de tocar para o gol vazio.

Percebendo a dificuldade do Santos em marcar, Muricy Ramalho trocou Alan Santos, volante improvisado na lateral direita, pelo zagueiro Neto. No ataque, André, mais uma vez apagado, deu lugar a Miralles. O argentino, aliás, fez companhia a Neymar na lista de gols perdidos. Livre na área outra vez, o craque parou em Bruno novamente. O gringo pegou o rebote e Maurício Ramos salvou.

 

Fez falta. O Palmeiras não desistiu de, pelo menos, levar a decisão para os pênaltis e passou a atacar com mais frequência. O empate veio depois de uma bobeira de Edu Dracena, até então um dos melhores em campo. Souza fez boa jogada e cruzou da direita. A defesa não cortou e Kleber apareceu livre para cabecear forte e fazer o primeiro gol dele com a camisa palmeirense. Nos minutos finais, Neymar ainda tentou buscar um fôlego extra para decidir o jogo, mas era tarde, e a decisão ficou para os pênaltis.

Nas cobranças, Rafael pegou as batidas de Kleber e Leandro – Wesley e Souza anotaram para o Palmeiras. Miralles, Cícero, Montillo e René Júnior marcaram e classificaram o Santos.

 

 

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Zizao brilha, mas reservas do Timão vacilam e empatam com o Paulista

Sem os campeões mundiais em campo, uma outra estrela do Corinthians brilhou neste domingo, em Jundiaí, na estreia do time no estadual. É bem verdade que o resultado não foi o melhor possível, porém, Zizao mostrou que pode ser mais do que uma jogada de marketing. Com uma grande jogada dele e gol de Giovanni, os reservas do Corinthians abriram vantagem, mas permitiram que o Paulista chegasse ao empate por 1 a 1 a dez minutos do fim.

A má atuação do chinês e de toda a equipe no primeiro tempo deu lugar a um lance de efeito que rendeu gritos de “jogadaça” de um Tite supreso e empolgado no banco de reservas. O chinês passou por um marcador, pedalou sobre outro na linha de fundo e tocou na medida para Giovanni completar para o gol. Faltou maturidade para controlar o resultado. Em vacilo da defesa, João Henrique igualou.

Esta foi apenas a segunda partida de Zizao desde que foi contratado, no início do ano passado, a primeira como titular. Em outubro, ele atuou por apenas 11 minutos contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão. Agora, vive a expectativa de ter uma sequência, já que os titulares ainda estão em pré-temporada e não devem ser utilizados tão cedo no estadual.

Na próxima rodada, o Corinthians, ainda sem Alexandre Pato e as outras estrelas que conquistaram o Mundial de Clubes, recebe a Ponte Preta, quarta-feira, às 17h, no Pacaembu. Já o Paulista visita o XV de Piracicaba, quinta-feira, às 19h30m, no estádio Barão de Serra Negra.

Zizao na partida do Corinthians contra o Paulista (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)Zizao, na partida do Corinthians contra o Paulista, em Jundiaí (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)

Sono, muito sono em Jundiaí
Nervosismo da estreia, calor excessivo no interior de São Paulo, falta de entrosamento…a desculpa pode ser qualquer uma dessas. Paulista e Corinthians iniciaram o estadual com uma péssima atuação na primeira etapa. Os goleiros Richard e Julio Cesar só foram acionados em lances de pouco perigo e em reposições de bola.

A expectativa de ver Zizao em campo mexeu com a Fiel, presente em bom número no estádio Jayme Cintra. A cada vez que tocava na bola, o meia-atacante tinha o nome gritado pelos alvinegros que o transformaram em ídolo sem ao menos fazer um gol. O chinês atuou no mesmo nível de todo o restante da equipe formada por reservas em busca de espaço com o técnico Tite: mal. Muito mal.

Aberto pelos lados, Zizao até que começou bem, acertando um belo passe para Edenílson cruzar na linha de fundo e a defesa afastar. No entanto, sucumbiu com a baixa produtividade e o excesso de passes errados. No mais, se atrapalhou com a bola em alguns lances, como ao tentar passar o pé sobre a bola e dá-la de presente a um adversário.

O Paulista não conseguiu tirar proveito da lentidão e da presença dos garotos do Timão. O clube do interior apostou nos contra-ataques para ficar em vantagem, porém, só teve no lateral-esquerdo Correia alguma força para chegar à frente. Chances reais de gol? Nenhuma, dos dois lados.

E dá-lhe chinês!
O Corinthians voltou para o segundo tempo com a ordem de Tite para tocar mais a bola na tentativa de chegar ao ataque. O time obedeceu nos primeiros minutos e passou a controlar a partida. Aos cinco, enfim, uma oportunidade real de marcar. Weldinho arriscou de longe, a bola mudou de direção, e Richard precisou socá-la.

A nova postura corintiana fez Zizao acordar. Ainda jogando pelos lados, o chinês foi o responsável por colocar o clube da capital na frente no placar, aos 13 minutos. Em velocidade pela esquerda, ele driblou um marcador, pedalou sobre outro e cruzou rasteiro para Giovanni apenas empurrar para o gol.

A desvantagem fez o técnico Giba mexer no setor ofensivo do Paulista. A mudança surtiu efeito e a equipe passou a chegar mais vezes. Aos 35, contando com um erro de posicionamento da defesa corintiana, João Henrique recebeu em velocidade na área e tocou rasteiro na saída de Julio Cesar para empatar.

Nos minutos finais, os donos da casa se arriscaram em busca da virada, mas pouco produziram. Ao Timão faltou fôlego. Romarinho, a estrela de uma equipe de garotos, nada fez para recuperar a vantagem no placar. Léo ainda perdeu um gol cara a cara com Richard nos acréscimos. Empate com gosto de vitória, para Zizao.

Romarinho na partida do Corinthians contra o Paulista (Foto: Alex Silva / Ag. estado)Romarinho era uma das poucas caras conhecidas do Timão em Jundiaí (Foto: Alex Silva / Ag. estado)
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Eder Luis brilha entre a garotada e garante vitória do Vasco sobre o Flu

Sem muitas ambições no Campeonato Brasileiro além do recorde na era dos pontos corridos para o Fluminense, e a possibilidade de vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil, para o Vasco, o clássico neste domingo no Engenhão foi bastante movimentado, com as equipes recheadas de jovens brigando para mostrar serviço e garantir espaço em 2013. Porém, venceu a experiência. Eder Luis, que não marcava desde 30 de junho e durante a semana afirmou que gostaria de fechar a temporada com um gol, decidiu a partida. O atacante de 27 anos tirou do Fluminense a chance de superar o São Paulo como melhor dos pontos corridos, marcando duas vezes na vitória cruz-maltina por 2 a 1 no Engenhão – Carleto descontou, de pênalti.

O resultado garante ao Vasco o seu objetivo, desde que o São Paulo seja o campeão da Copa Sul-Americana.

– A gente entrou com responsabilidade, sabia que precisava de pontos, provavelmente para a Copa do Brasil, e deu tudo certo. Pelo menos a última impressão a gente deixou bem, um clássico, a equipe está de parabéns pelo que mostrou, principalmente no segundo tempo – disse Eder Luis em entrevista à Rádio Globo.

O Fluminense, por sua vez, perde a chance de ter a melhor campanha dos pontos corridos, desde que a competição passou a ser disputada com 20 clubes, em 2006 – fecha o campeonato com 77 pontos, um a menos que o São Paulo há seis anos.

– Uma pena, a gente teve a oportunidade de sair na frente, teve mais volume de jogo, mas o Vasco soube aproveitar os momentos dele. Agora é descansar e voltar mais forte no ano que vem – analisou Bruno, único jogador do time principal do Flu na partida, também em entrevista à Rádio Globo.

A torcida tricolor aproveitou para festejar a presença de Conca, craque do título de 2010, que atualmente joga na China e assistiu ao jogo de camarote, tendo seu nome gritado na arquibancada do Engenhão. O público, contudo, foi pequeno: 5.480 pagantes compareceram.

fabio braga fluminense x vasco (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)Fábio Braga perdeu uma boa chance de marcar pelo Fluminense (Foto: Nelson Perez/Flick Fluminense F.C.)

Correria e poucas chances de gol

A partida começou bastante movimentada, com os jovens de Fluminense e Vasco mostrando vontade e tentando impor velocidade no gramado do Engenhão. O time de São Januário foi melhor nos primeiros minutos. O chute de Max exigiu grande defesa de Ricardo Berna, e o cabeceio de Douglas foi por cima do gol, mas com perigo. Dez minutos depois, uma boa chance tricolor, com erro na saída de bola do Vasco e finalização para fora de Fábio Braga.

Sem chances claras, o clássico transcorria com muita marcação no meio de campo, correria de ambos os lados e poucas oportunidades criadas, com os times nitidamente sem um entrosamento próximo das equipes que atuaram durante todo o Brasileiro. Aos 23 minutos, Bruno conseguiu uma boa jogada, mas preferiu o arremate quando poderia tentar o passe, e jogou nas mãos de Alessandro o bom ataque tricolor.

Pouco depois, Carleto também tentou de fora da área, mas o goleiro vascaíno não teve dificuldades. Aos 35 minutos, aconteceu o que poderia ser a oportunidade mais clara do Fluminense. Higor recebeu belo lançamento, avançou livre, mas bateu fraco, em cima do goleiro vascaíno.

Eder Luis desequilibra

O segundo tempo começou igualmente veloz e, desta vez, a grande chance nos primeiros minutos foi tricolor. Samuel recebeu de frente para a zaga, entortou Renato Silva, tirou o goleiro Alessandro, mas, na hora de concluir, resolveu fazer graça, olhando para o lado ao chutar. Em cima da linha, Douglas tirou, de cabeça.

Apesar de o ritmo da martida ter se mantido acelerado, as chances claras desapareceram. Até os 25 minutos, quando Eder Luis, um dos poucos experientes entre os titulares, recebeu belo lançamento, deixou a zaga para trás e tocou na saída de Ricardo Berna. Pouco depois, aos 28 minutos, Igor Julião foi derrubado na área cruz-maltina, mas o juiz mandou seguir. Aos 34, de novo Eder Luis arrancou, limpou Elivélton e marcou um belo gol: 2 a 0. A vitória parecia garantida, mas o Vasco não se dava por satisfeito. Aos 38, Eder Luis, de novo, aproveitou saída errada de Digão, mas desta vez Berna conseguiu defender.

Dois minutos depois, pênalti para o Fluminense, de Douglas em Marcos Júnior. Carleto cobrou e não deixou Alessandro nem sair na foto: 2 a 1. Marcos Júnior ainda assustou aos 45 minutos, mas o Vasco conseguiu administrar o resultado e encerrar a temporada com vitória.

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Barcos brilha no fim, mas Verdão e Bota empatam e se complicam

O gol tardio de Barcos não enganou a torcida do Palmeiras, que vaiou o time ao final do empate em 2 a 2 com o Botafogo, neste domingo, em Araraquara. Ao Alvinegro, que vencia até os 45 do segundo tempo, fica o gosto amargo de perder a chance de se aproximar do São Paulo, último que se classificaria para a Taça Libertadores da América. No fim do duelo, ficou ruim para os dois lados – um pouco pior para o Verdão.

O empate deixou o Palmeiras com 33 pontos, algo que fica ainda mais grave com a vitória do Sport sobre o Vasco por 3 a 0. O Verdão continua na 18ª posição, mas agora a três pontos do 17º colocado. De bom, só Barcos. Com os dois gols marcados neste domingo, o Pirata chegou aos 27 na temporada e atingiu a meta estabelecida em sua chegada. Só não há clima para o churrasco prometido para celebrar o feito.

O Botafogo lamentou demais o gol sofrido no fim. O time de Oswaldo de Oliveira foi aos 51 pontos e continua a oito do São Paulo, que também empatou neste domingo – com o Fluminense, no Morumbi. Lodeiro foi o melhor do lado alvinegro, fazendo um gol e dando o passe para Elkeson marcar o segundo.

Maurício Ramos inventa, Barcos não

Fazer o simples nem sempre é tão fácil. O Palmeiras de Gilson Kleina é capaz de provar isso. No discurso, tudo muito bonito: não inventar, tocar fácil, fazer o básico… Na prática, inventa-se. E muito. Sabendo disso, o Botafogo de Oswaldo de Oliveira se portou de maneira correta, esperando a primeira falha palmeirense para armar o contra-ataque.

jogo Palmeiras e Botafogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Palmeirenses tentam evitar, sem sucesso, o gol de Lodeiro (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O Verdão, mais uma vez, foi superior ao seu adversário durante o primeiro tempo. A irritação deu lugar à paciência, virtude que até o esquentadinho Luan teve ao se livrar da marcação e deixar Patrick Vieira na cara do gol, aos 16 minutos. O garoto não apresentou a mesma calma, e o chute foi para fora. Mesmo assim, a postura animou o pequeno público presente em Araraquara – uma decepção, já que o time precisa demais do apoio do torcedor.

Tudo ia bem, até que Maurício Ramos não fez o simples. Justo ele, que durante a semana cobrou tranquilidade dos seus companheiros. Aos 21, ele resolveu sair jogando, Andrezinho roubou, quatro botafoguenses dispararam e, segundos depois, Lodeiro aproveitava o rebote da trave para fazer 1 a 0. O Botafogo, sim, fazia o básico. Uma aula de contra-ataque na Arena da Fonte.

A torcida ensaiou um protesto, gritando que se o Palmeiras não ganhasse o “bicho ia pegar”. Até ela se lembrar de que o artilheiro Barcos gosta demais de enfrentar o Botafogo. Só depois do gol é que o Pirata acordou, buscou jogo, tentou tabelas. Mesmo assim, nada levava perigo à meta de Jefferson.

Sem imaginação no meio-campo, sobrou para a bola parada de Marcos Assunção. Aos 28, cobrança de escanteio na cabeça de Patrick Vieira, que desviou para Barcos empatar, quase debaixo das traves. Atenção aos números: 26 gols na temporada, a um de sua meta anual e do prometido churrasco – e o quinto gol no Alvinegro em quatro duelos. Tudo porque Barcos fez, pasmem, o simples.

Barcos comemora gol do Palmeiras contra o Botafogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Barcos vibra com o gol de empate ainda no primeiro tempo (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Verdão martela, mas Alvinegro decide

O Botafogo começou o segundo tempo com marcação no campo de ataque, pressionando a saída de bola alviverde. Sempre com seu bloco de quatro jogadores bem definido: Andrezinho, Fellype Gabriel e Lodeiro em linha, e Bruno Mendes mais avançado. O sistema dinâmico deu tão certo que o segundo gol quase saiu logo aos 3 minutos, quando Andrezinho cruzou e Lodeiro exigiu defesa difícil de Bruno.

Mais ligado, o Alvinegro, enfim, descobriu o caminho para irritar um Palmeiras que vive altos e baixos na parte psicológica. Gesticulando muito, Oswaldo pedia para seus jogadores rodarem a bola de um lado a outro do campo. Luan foi o primeiro a ficar nervoso: bateu boca com rivais e foi advertido verbalmente pelo árbitro Elmo Resende Cunha.

Quando o técnico Gilson Kleina mandou Maikon Leite para o aquecimento, a sensação era de que ele sacaria seu jogador mais irritado. No entanto, o palmeirense ousou e tirou Artur, deixando a equipe com três atacantes para tentar retomar as rédeas do jogo. No plano tático, deu certo. O Verdão passou a pressionar, mandar no jogo. O panorama era todo alviverde. O que faltou foi técnica.

De novo, o “simples” não apareceu. Luan, duas vezes, Maikon Leite e Patrick Vieira tiveram a bola do jogo quase na pequena área, em lances semelhantes. Nas quatro vezes, eles tentaram fazer uma jogada mais bonita e perderam suas oportunidades. A torcida, claro, voltou a pegar no pé. Pediu Obina, vaiou o árbitro, pressionou, mas não conseguiu fazer o time mudar o resultado.

O castigo foi duro, quase um nocaute. De novo, Maurício Ramos, em dia para ser esquecido. Aos 18 minutos, ele perdeu uma disputa com Lodeiro, que cruzou na cabeça de Elkeson – o atacante acabara de entrar no lugar de Fellype Gabriel: 2 a 1 para o eficiente Botafogo, único time em campo com os nervos no lugar.

Nos 30 minutos que sucederam o gol de Elkeson, o pesadelo das chances perdidas se repetiu no Palmeiras. E tome bola na trave de Maikon Leite, defesa de Jefferson em chute do mesmo atacante, tropeço de Patrick Vieira com o gol vazio, bola de Barcos que a zaga salva em cima da linha…O Palmeiras tentava, tentava, tentava… Nas finalizações, um verdadeiro massacre. Tinham sido 21 tentativas de gol verde contra apenas sete do Alvinegro. Aos 45 minutos, Barcos, apareceu de novo na sua missão de salvador. o argentino dominou no peito dentro da área, deixou a bola pingar e encheu o pé esquerdo no ângulo de Jefferson.

O placar de 2 a 2, jogando como mandante, ainda pode ser considerado um resultado negativo. Mas pelo que o Palmeiras jogou e se dedicou, o torcedor ainda tenta manter um fio de esperança nas quatro partidas finais. Já o Botafogo, a oito pontos do G-4, vê a vaga na Libertadores ficar cada vez mais complicada.

Na próxima rodada, o Botafogo recebe a Portuguesa, sábado às 19h30m (horário de Brasília), no Engenhão. No domingo, o Palmeiras pega o Fluminense às 17h, no Prudentão, em Presidente Prudente.

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