Arquivo da tag: brasileiros

Maioria dos brasileiros aprova árbitro de vídeo, mostra Datafolha

Pesquisa nacional feita pelo Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros aprova a implantação do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) no futebol. De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados acham que o auxílio tecnológico aos juízes mais ajuda do que atrapalha.

Das 2.878 pessoas ouvidas em 175 municípios nos dias 30 e 31 de agosto, todas com mais de 16 anos, 29% disseram que o VAR mais atrapalha do que ajuda. Para 2%, a novidade não ajuda nem atrapalha. Outros 11% não souberam responder.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
No universo daqueles que têm um time de futebol, 63% afirmaram que o VAR mais ajuda, 31% disseram que mais atrapalha, 2% opinaram que não ajuda nem atrapalha e 5% não souberam responder.

Entre os que não têm um time, há uma parcela maior que não sabe responder: 30%. Ainda assim, é considerável a vantagem dos que disseram que o juiz de vídeo mais ajuda (44%) em relação aos que consideram a novidade prejudicial (24%) e aqueles que veem o efeito como neutro (2%).

A pesquisa mostrou também aprovação geral por parte da torcida de cada clube.

Todas as equipes que atingiram ao menos 2% da preferência nacional (em ordem alfabética, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco) têm maioria de torcedores que considera o juiz de vídeo positivo.

No caso do Flamengo, por exemplo, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, 67% disseram que o VAR mais ajuda do que atrapalha.

A edição atual do Campeonato Brasileiro é a primeira com a presença do VAR. O recurso está presente nas competições nacionais do país desde o ano passado, quando foi acionado a partir das quartas de final da Copa do Brasil.

Sua estreia na Copa do Mundo também ocorreu na edição de 2018, realizada na Rússia.

Apesar da aprovação, a experiência não tem sido realizada sem tropeços. Há críticas ao seu uso em lances interpretativos e à falta de agilidade na checagem das jogadas.

Levantamento feito pela Folha até a 17ª rodada mostra que as partidas do Brasileiro em que o VAR é usado e relatado na súmula têm, em média, 8min54 de acréscimos. É um aumento de 31,5% em relação aos 6min46 de 2018.

“Da maneira de que o VAR está sendo tratado, com penduricalhos, com um protocolo bem amplo, é um desastre”, disse o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, uma das vozes que se levantaram contra o juiz de vídeo. “Desastre porque mexe com a essência do futebol, que é o gol. O cara não vibra como poderia vibrar. Ou vibra seis minutos depois.”

Houve mesmo casos em que a espera foi longa até que se tomasse uma decisão. No empate por 1 a 1 do Flamengo com o Corinthians, em julho, por exemplo, o árbitro Leandro Vuaden aguardou mais de cinco minutos, com a mão no ouvido, até validar o gol de Gabriel Barbosa, que tinha sido anulado.

O atacante rubro-negro celebrou, aos 45 minutos do segundo tempo, como se tivesse acabado de balançar a rede, o que ocorrera aos 39.

Ele mesmo admitiu posteriormente o constrangimento com a situação, que se tornou recorrente.

Os jogadores, os torcedores e os narradores estão tendo de se habituar à nova realidade, com gritos e punhos cerrados retardatariamente.

Para a CBF, vale a pena. Em apresentação feita no mês passado, a confederação apontou que foi de 98% o índice de acerto em lances capitais até a 14ª rodada.

Ainda de acordo com a entidade, o acerto sem o VAR no mesmo período foi de 77,4%. Com o auxílio, diz a organizadora do Brasileiro, os árbitros erraram em 10 lances capitais, contra 88 na mesma altura do Nacional de 2018.

“Isso é uma melhora de 90%. Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. A reclamação dos clubes diminuiu muito. Os acertos da arbitragem brasileira crescem”, afirmou Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF. “O VAR mostra que a velocidade do jogo acabou vencendo o olho humano.”

Nas 139 partidas que entraram na contabilidade da CBF, foram realizadas 764 checagens e 87 revisões.

De acordo com a entidade, até a 14ª rodada, houve acerto de 91,76% nos lances de pênalti, que sempre têm revisão em vídeo. Nos impedimentos, os dados apresentados apontam 93,5% de acerto.

Para 58% dos brasileiros, como apontou o Datafolha, a avaliação também é positiva.

 

FOLHAPRESS

 

 

Vox: 62% dos brasileiros acreditam que a vida era muito melhor com Lula

Mesmo tendo sofrido a maior caçada judicial do País e condenado sem provas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua tendo o governo melhor aprovado pelo povo brasileiro. De acordo com pesquisa Vox Populi, para 62% dos trabalhadores e trabalhadoras, na época dos governos dele havia “melhores condições de vida: emprego, maior renda, menor inflação e acesso a bens”.

Na comparação com a pesquisa anterior feita em abril, o percentual dos que gostam de Lula como pessoa aumentou de 48% para 53%, o dos que não gostam nem desgostam passou de 26% para 23%, e o dos que não gostam (não chegam a detestar + detestam) continuou em 23%.

Segundo o levantamento, os que detestam ou não gostam de Bolsonaro como pessoa saltaram de 28% para 44%, os neutros caíram de 33% para 24% e os que gostam muito ou um pouco passaram de 18% para 30%.

Até mesmo entre eleitores do Bolsonaro, Lula é considerado o melhor. Somente 5% consideram que o ocupante do Planalto proporciona melhores condições de vida para o povo. Lula é considerado o melhor, por esse critério, até entre eleitores do atual ocupante do Planalto, 32% dos pró-bolsonaristas sentem falta dos governos de Lula e dizem que a vida era melhor naqueles tempos.

Para 50%, Lula é o melhor presidente que o país já teve. Seu governo foi positivo para 62%, regular para 23% e negativo para apenas 13%.

 

 


Com informações do Brasil 247
Portal WSCOM

 

 

 

Menos da metade dos brasileiros com conta do FGTS quer sacar R$ 500

Menos da metade dos brasileiros que têm conta ativa ou inativa do FGTS, 45%, pretende sacar até R$ 500 do fundo, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com o levantamento, 52% não querem retirar o dinheiro e 2% não sabem.

O saque começa no dia 13 de setembro para quem tem conta na Caixa Econômica.

Para quem não tem, o saque será de acordo com a data do aniversário, a partir de outubro, para os nascidos em janeiro e fevereiro.

Dentre as pessoas com conta, a disposição para sacar até R$ 500 é maior entre os desempregados que estão procurando trabalho (63%) e freelancers (62%).

Já para a regra que entra em vigor em 2020, que permite retirar um percentual do fundo todos os anos -o chamado saque-aniversário-, a adesão é menor.

Apenas 27% dos entrevistados com contas querem usar a modalidade, 67% não querem e 6% não sabem.

As donas de casas são as mais inclinadas a adotar o modelo de saque-aniversário (45%), dentre as pessoas com conta ativa ou inativa.

Nascidos em janeiro e fevereiro poderão sacar de abril a junho de 2020. Os nascidos em março e abril, de maio a julho de 2020, e assim por diante, até fevereiro de 2021.

O levantamento do Datafolha foi realizado entre 29 e 30 de agosto de 2019, com 2.878 entrevistados acima de 16 anos, em 175 municípios de todas as regiões do país.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa apontou ainda que a maioria dos brasileiros, 61%, não tem conta ativa ou inativa do FGTS -apenas 36% têm e 3% não sabem.

A parcela de entrevistados com conta é maior para homens, 41%, do que para mulheres, 31% -há mais homens do que mulheres no mercado de trabalho.

A taxa também é mais alta entre pessoas de 25 a 34 anos (52%) e 35 a 44 anos (47%). Já o menor índice se encontra entre os brasileiros acima de 60 anos (13%) -uma das opções para saque de todo o FGTS é na aposentadoria.

O Nordeste e o Norte são as regiões com a menor parcela de pessoas com contas, 25% e 26%, respectivamente, regiões em que a informalidade é maior do que no restante do país.

O índice aumenta de acordo com a escolaridade. Entre brasileiros com ensino fundamental, é de 23%, taxa que passa para 49% para os com nível superior.

Também segundo o IBGE, o desemprego é menor entre os mais escolarizados.

Por outro lado, os mais pobres são os que menos têm contas do FGTS -apenas 28%, entre brasileiros com renda familiar mensal menor que dois salários mínimos.

 

FOLHAPRESS

 

 

Doze filmes brasileiros disputam indicação para o Oscar

Ao todo, 12 longas brasileiros foram listados para disputar indicação para o Oscar. No ano passado, 22 produções estavam na disputa – o filme selecionado, na ocasião, foi O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues. Confira a lista dos filmes selecionados deste ano:

  • Bacurau, de Kleber Mendonça Filho
  • Los Silencios, de Beatriz Seigner
  • A Vida Invisível, de Karim Aïnouz
  • Sócrates, de Alex Moratto
  • A Última Abolição, de Alice Gomes
  • A Voz do Silêncio, de André Ristum
  • Bio, de Carlos Gerbase
  • Legalidade, de Zeca Brito
  • Humberto Mauro, de André Di Mauro
  • Espero tua (re)volta, de Eliza Capai
  • Chorar de Rir, de Toniko Melo
  • Simonal, de Leonardo Domingues

A seleção não garante que o representante brasileiro de fato chegue a disputar a categoria de melhor filme internacional do Oscar. Apenas quatro filmes nacionais chegaram a disputar a estatueta: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, em 1963; O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1996; O Que É Isso, Companheiro? de Bruno Barreto, em 1998; e Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999.

 

 

Veja

 

 

Pesquisa aponta que 47% dos brasileiros já teve celular roubado pelo menos uma vez na vida

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Roubo de Celulares no Brasil descobriu que 47% dos brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone já teve o aparelho roubado pelo menos uma vez na vida. Destes, 62% foram vítimas apenas uma vez; 27%, duas vezes; e 11% três ou mais vezes. Foram entrevistados 2.532 brasileiros em junho deste ano.

O medo de ter o aparelho roubado é muito forte entre os brasileiros: 84% deles afirmam que evitam atender a chamadas na rua. A preocupação com o roubo é maior entre as mulheres: 88% delas evitam atender chamadas quando estão na rua (42% em qualquer rua e 46%, dependendo da rua). Entre os homens, a atitude cautelosa é de 78% deles (22% em todas as ruas e 56%, em algumas delas).

O medo é maior entre os brasileiros que já tiveram um smartphone roubado ou furtado alguma vez na vida: 87% destes evitam atender chamadas quando estão na rua; contra 81% daqueles que nunca foram vítimas. Apesar disso, apenas 15% tem seguro contra roubo de aparelho.

E o B.O?

Apesar do prejuízo, apenas quase a metade (48%) das vítimas declararam terem feito boletim de ocorrência (B.O.).  “Isso significa que há uma subnotificação desse crime nos dados oficiais registrados pelas secretarias de segurança”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa. “A julgar pelos resultados, os números reais são o dobro daqueles informados pelos órgãos de segurança. O boletim de ocorrência é um documento essencial para receber o valor do seguro ou evitar maiores transtornos com o uso do aparelho e sua linha pelos criminosos. Se aumentar a proporção de pessoas com smartphones segurados, acreditamos que o registro do crime também irá crescer”, sinaliza o coordenador do Panorama Mobile Time/Opinion Box.

Outras descobertas da pesquisa

– 55% das vítimas bloquearam o aparelho e a linha depois de serem roubadas/furtadas;
– 21% tiveram esse cuidado apenas em relação à linha e 6%, apenas com o aparelho;
– Praticamente uma em cada cinco vítimas (18%) não tomaram qualquer providência de bloqueio, provavelmente fruto de desinformação sobre essa possibilidade e/ou desapego em relação à linha, possivelmente pré-paga;
– Apenas 27% das vítimas tentaram rastrear seu aparelho depois de ter sido levado;
– 39% não o fizeram e 34% afirmaram que seu dispositivo não permitia essa opção – novamente um sinal de desinformação, já que essa é uma possibilidade nativa em qualquer terminal Android e iOS.
– A vítima costuma investir em um celular melhor que o anterior;
– 72% das pessoas que tiveram um dispositivo roubado ou furtado relatam que compraram um modelo melhor depois do crime; 15% adquiriram um igual.

Panorama Mobile Time/Opinion Box – Roubo de Celulares no Brasil é uma pesquisa independente realizada por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções em pesquisas Opinion Box. O questionário foi elaborado por Mobile Time e aplicado on-line por Opinion Box junto a 2.532 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, faixa de renda e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas em junho de 2019. A margem de erro é de 2.1 pontos percentuais. O grau de confiança é de 95%. Para baixar gratuitamente o estudo, clique aqui: https://panoramamobiletime.com.br/

Fonte Mídia Americas

 

 

Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus: doença atinge cerca de 200 mil brasileiros, segundo MS

Médica reumatologista fala sobre a doença, sintomas, diagnóstico e tratamento

Nesta sexta-feira (10/05) é lembrado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus. A data visa conscientizar a população sobre a importância de se manter ciente dos sinais da doença. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 200 mil brasileiros sofram com o lúpus. Sendo mais comum em mulheres, na idade fértil. Elas representam uma proporção de nove para um homem.

Eliana Teles de Gois, médica reumatologista da Aliança Instituto de Oncologia explica que esta é uma doença autoimune, crônica, potencialmente grave, que pode deixar sequelas e até levar a morte. Segundo a especialista, o lúpus pode se manifestar de diversas formas e atacar qualquer parte do corpo.

Ela acrescenta que a doença pode se apresentar de quatro formas diferentes, com causas distintas. O Lúpus discoide atinge a pele da pessoa e pode ser diagnosticado com o surgimento de feridas avermelhadas com tamanhos, formatos e cores específicas, especialmente no rosto, nuca e/ou couro cabeludo.

O Lúpus sistêmico é o mais frequente e pode ser leve ou grave. Nesse tipo da doença, a inflamação abrange todo o organismo da pessoa, acometendo vários órgãos ou sistemas. “A primeira forma pode evoluir para o lúpus sistêmico”, complementa Eliana.

Há ainda o Lúpus induzido por drogas e o neonatal. O induzido também é comum e acontece porque esse tipo de substância pode provocar a inflamação, com sinais semelhantes ao lúpus sistêmico. Porém, nesse caso, tende a sumir assim que o uso terminar.

E, por último o lúpus neonatal, que é bastante raro e afeta recém-nascidos de mulheres que tenham a enfermidade. A criança pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células do sangue. “Esses indícios tendem a sumir naturalmente depois de meses”, aponta. De acordo com a médica, esses bebês podem ter um defeito cardíaco grave. “Hoje em dia, temos testes e exames que podem identificar o risco e tratá-lo antes ou depois do nascimento da criança”, pontua.

Sintomas e tratamento

Dra Eliana destaca que os sintomas mais comuns são dores nas juntas, sensibilidade ao sol e manchas na pele. Dentre as manifestações mais graves, estão: a perda da função dos rins, anormalidades no sangue, além de transtornos neuropsiquiátricos, entre eles a depressão, os distúrbios de ansiedade e, em casos raros, os surtos psicóticos.

A especialista comenta que ainda não existe cura para o lúpus, mas o tratamento evoluiu nos últimos anos. “Pode- se dizer, que os pacientes que fazem acompanhamento regular com o reumatologista e seguem corretamente o tratamento, tem uma vida praticamente normal”, finaliza.

 

grupobjetiva

 

 

Tumores de cabeça e pescoço atingem 41 mil brasileiros anualmente

Um estudo recente apontou que 80% dos pacientes com esse tipo de câncer são ou já foram fumantes. O consumo de bebida alcoólica é associado a 50% dos diagnósticos

Abril é o mês de conscientização e prevenção ao câncer de cabeça e pescoço, tipo da doença que atinge 41 mil de brasileiros por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, oito em cada dez diagnósticos têm a ver com o cigarro: a pessoa é ou já foi fumante. A pesquisa menciona ainda que o consumo de bebida alcoólica está presente em 50% dos casos positivos.

Janaína Jabur, média oncologista da Aliança Instituto de Oncologia, explica que esse tipo de câncer engloba os tumores da cavidade nasal, seios da face, boca, laringe e faringe e, portanto, os sintomas vão depender do local acometido. “Normalmente, o paciente sente alguma área endurecida ou uma ferida persistente, dolorosa e sangrante, que prejudica a fala e/ou a alimentação”, destaca. A especialista complementa “outros sinais incluem aumento de ínguas no pescoço, dor na garganta, no ouvido ou na cabeça”.

Dra Janaina esclarece que a doença tem tratamento e apresenta grandes chances de cura. Ela pontua que a depender do local do tumor, o paciente pode ser submetido à cirurgia ou radioterapia exclusivos e/ou acompanhado de quimioterapia ou drogas biológicas. “Em casos avançados, onde há presença de metástases, lançamos mão de tratamento com quimioterapia e mais recentemente, imunoterapia”, comenta.

A médica afirma que não existem exames de rastreamento para esse tipo de câncer. “A prevenção é o melhor caminho”, ressalta a especialista. Para a oncologista, a principal medida para a prevenção do tumor é o controle dos fatores de risco, como a interrupção do tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

Outro fator de risco importante é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, mesmo que causa câncer de colo de útero, canal anal, pênis, vagina e vulva e é transmitido por via sexual. Portanto, recomenda-se o uso de preservativo durante as relações sexuais como forma de reduzir o risco de infeção por este vírus. “A vacinação contra o HPV para meninas e meninos, que é fornecida pelo Sistema Único de Saúde, também deve ser fomentada”, finaliza Dra Janaina.

 

grupobjetiva.com

 

 

7 em cada 10 idosos brasileiros sofrem de doenças crônicas

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (1º), em Brasília, aponta que 69,3% dos idosos brasileiros sofrem de pelo menos uma doença crônica. Os cinco diagnósticos mais frequentes, na ordem, são hipertensão, dores na coluna, artrite, depressão e diabetes.

Os dados fazem parte do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi), pesquisa também replicada em outros países, que busca entender o perfil da população mais velha à medida em que vai envelhecendo.

  • Idoso com nenhuma doença crônica: 30,7%
  • Com uma doença crônica: 39,5%
  • Com duas ou mais doenças crônicas: 29,8%

Dependência do SUS

Outro ponto abordado pela pesquisa mostra que 75,3% dos idosos dependem exclusivamente do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), e que 83,1% fizeram ao menos uma consulta médica nos últimos 12 meses – considerando também a rede privada.

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros: são 29,3 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes.

Para fazer o levantamento, foram ouvidas pessoas com 50 anos ou mais, entre 2015 e 2016, em 70 municípios das cinco regiões do país. A ideia, segundo o ministério, é de acompanhar este mesmo grupo de pesquisados ao longo do tempo.

Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, durante divulgação do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros — Foto: Gabriel Luiz/G1

Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, durante divulgação do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros — Foto: Gabriel Luiz/G1

O medo

O estudo, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também mostra qual é o principal receio da população idosa: o de cair. De acordo com a pesquisa, 43% dos idosos disseram ter medo de cair na rua.

“O ambiente urbano está associado ao medo de queda, que é um dos eventos mais indesejáveis. E a participação social está associada ao medo de atravessar a rua e a dificuldade com os meios de transporte”, disse uma das coordenadoras do estudo, professora Maria Fernanda Lima e Costa.

“A cidade amiga do idoso é uma importante iniciativa. Mas temos que sair do discurso.”

Para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a pesquisa traz dados que alertam para a necessidade de se antecipar e traçar políticas públicas coordenadas voltadas aos idosos.

“Avaliamos que saúde é responsabilidade de todos: educação, mobilidade, saneamento, oportunidade de morar em residência digna”, declarou. “Temos que aproveitar os estudos para fazer uma ampla discussão com outros setores do governo, para que possamos trazer alternativas a essa população que envelhece.”

G1

 Foto: Prefeitura de Nova Odessa

Quase 25% dos brasileiros pedem demissão de forma espontânea

Embora o mercado de trabalho esteja muito distante do seu melhor momento, a retomada da criação de vagas formais, ainda que em ritmo lento, já tem desencadeado uma movimentação entre os trabalhadores: neste ano há mais brasileiros trocando de emprego por vontade própria.

Entre janeiro e agosto, 2,253 milhões de brasileiros pediram demissão de forma espontânea das empresas. O número equivale a 23% do total de desligamentos registrados no país no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Neste ano, há uma ligeira aceleração quando se observa o retrato de 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 2,105 milhões – ou 21% – dos trabalhadores pediram demissão por vontade própria.

Até agosto deste ano, o Brasil criou 568.551 empregos com carteira assinada em todo o país. A expectativa é que o país encerre o ano com saldo positivo, apesar de as expectativas estarem sendo revisadas para baixo diante do crescimento mais fraco. Se os números positivos forem confirmados, será a primeira vez que a economia brasileira vai criar vagas formais de trabalho desde 2014.

“Com a retomada do mercado de trabalho, ainda que mais fraco do que o esperado, a quantidade de pessoas que muda de emprego tende a subir”, afirma o professor do Insper Sergio Firpo.

A demissão espontânea costuma acompanhar os movimentos de melhora e piora do mercado de trabalho. Nos períodos em que o Brasil gerava muitos postos de trabalho, a demissão espontânea chegou a responder por 30% dos desligamentos registrados. Com a crise, a fatia dos trabalhadores que se desligava por vontade própria chegou a cair para 20%.

No ano passado, com a menor destruição de vagas – o país fechou 20 mil postos -, os desligamentos por decisão do trabalhador já apresentaram um ligeiro crescimento em relação ao total das demissões.

“Inicialmente, quem costuma se beneficiar com esse tipo de movimento é aquele trabalhador mais qualificado”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Não é necessariamente aquele trabalhador com mais qualificação formal, mas aquele que entende muito do trabalho que faz.”

Os dados do Caged apuram o comportamento do emprego formal no país e, por isso, são diferentes da taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que também apura o comportamento do emprego informal.

Rede de contatos ajuda na troca

A psicóloga Mariana Amaral demorou um ano para conseguir mudar de emprego. Na antiga empresa, onde trabalhou por quatro anos, ela conta que não tinha qualidade de vida. Chegou a fazer duas entrevistas antes de conseguir o emprego atual, mas as possibilidades que apareceram “não mudariam a sua rotina estressante de trabalho”.

“Consegui o novo emprego pela minha rede de contatos. Isso foi extremamente importante. Em plataformas online, tive pouco retorno”, diz Mariana. “Emocionalmente falando estou menos cansada no meu novo emprego. Meu trabalho está apenas a meia hora de casa e posso me dedicar mais ao meu consultório.”

Formada em relações internacionais, Patricia Nogueira Proglhof trocou de emprego em abril. A vontade de deixar a antiga empresa surgiu no fim do ano passado quando se tornou mãe. Antes de a licença-maternidade acabar, já começou a conversar com amigos em busca de indicações.

“Consegui emprego em um mês. Foi mais rápido do que eu imaginava”, diz Patricia. “O meu problema com o antigo emprego era basicamente com a questão de carga horária. Não tinha horário para entrar e sair. Agora estou com uma carga horário mais acertada.”

Novas regras do auxílio-desemprego

O endurecimento das regras do auxílio-desemprego também pode ter ajudado a aumentar os pedidos de demissões espontâneas. Até 2015, bastava o trabalhador ter ficado seis meses no emprego que ele poderia receber o benefício. Com as alterações, o primeiro pedido só pode ser realizado após 18 meses de trabalho com a obrigatoriedade de ter recebido 12 meses de salário.

As mudanças ajudaram a evitar, por exemplo, que patrão e empregado fizessem acordo por uma demissão sem justa causa mesmo quando trabalhador já tinha assegurado outro emprego.

“No período de crescimento do mercado de trabalho, aumentava o número de demissões e não de pedidos de demissões. O que se observa nas outras economias é o contrário”, diz Firpo, do Insper. “Essas mudanças dificultaram e fizeram com que as pessoas tivessem mais consciência.”

G1

Foto: Fernando Madeira/Divulgação

Metade dos eleitores brasileiros deve usar biometria para votar nas eleições de 2018

Metade do eleitorado brasileiro será identificado por biometria nas eleições de 2018, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 73,7 milhões de eleitores, ou 50% de todas as pessoas aptas a votar no país.

Em 2014, ano das últimas eleições presidenciais, o total de eleitores com identificação digital em municípios com reconhecimento biométrico era de 21,7 milhões de pessoas, ou 15,2% do eleitorado.

Mais de 87 milhões de eleitores têm o cadastro biométrico atualmente no Brasil (60% do eleitorado). Parte dessas pessoas, porém, está em cidades que não terão o reconhecimento das digitais disponível para as eleições deste ano. Por isso, o número total de eleitores com o cadastro é maior que o número de pessoas que vão votar usando biometria.

Segundo o TSE, a meta da Justiça Eleitoral é identificar 100% dos eleitores por meio da impressão digital até 2022.

O prazo para registrar as digitais acabou no primeiro semestre deste ano e variou de estado para estado. Também varia de estado para estado a obrigatoriedade da biometria para a votação, que pode ser consultada em cada tribunal regional (veja a lista). Nestes locais, os eleitores que não fizeram o cadastro tiveram o título de eleitor cancelado.

Cadastramento biométrico no país

Em outubro de 2017, uma reportagem do G1 apontou que o percentual de eleitores com o cadastramento biométrico era de 44%. Isso significa que, entre outubro e o primeiro semestre deste ano, este percentual aumentou 16 pontos percentuais, chegando a 60%.

Veja os destaques estaduais:

  • Nove estados concluíram o cadastramento biométrico, além do Distrito Federal. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.
  • 22 dos 27 estados têm mais da metade dos eleitores cadastrados.
  • Os três estados com as taxas mais baixas são São Paulo (45,1%), Minas Gerais (30,2%) e Rio de Janeiro (18,7%).
veja o percentual de eleitores com cadastramento biométrico por estado (Foto: Claudia Peixoto/G1)

veja o percentual de eleitores com cadastramento biométrico por estado (Foto: Claudia Peixoto/G1)

Percentuais baixos

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o estado ainda não conseguiu concluir o cadastramento biométrico por conta do seu eleitorado “expressivo”. São Paulo tem o maior número de eleitores do país. São mais de 33 milhões de pessoas, o que representa 22,4% do eleitorado brasileiro.

O TRE-SP ainda destaca que conseguiu cumprir a meta de cadastramento de 2017/2018, que era fazer a biometria de 3,2 milhões de eleitores. “A fase foi concluída com 4,1 milhões de eleitores com biometria, ou seja, acima da meta pretendida”, afirma, em nota.

O TRE-MG também diz que uma das principais dificuldades para a realização do cadastro tem relação com o tamanho do estado.

“O percentual de eleitores com biometria em Minas Gerais é um dos menores registrados no Brasil porque o estado é muito complexo em vários sentidos (geográfico, social, cultural), sendo o que tem o maior número de municípios do país (são 853)”, afirma o tribunal em nota. “O tribunal está trabalhando para fechar 100% do estado dentro do planejamento que o TSE estabeleceu, ou seja, no ano de 2022.”

Já o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro informa que tem se esforçado para aumentar o número de eleitores com biometria e, assim como São Paulo, destaca que conseguiu cumprir a meta estabelecida para 2018. “A previsão era de 682.759 eleitores, mas cerca de 704 mil eleitores compareceram aos cartórios eleitorais para realizar o procedimento entre 1º de janeiro e 9 de maio deste ano.”

Ainda segundo o TRE-RJ, por conta de um convênio com o Detran-RJ, poderão votar com identificação biométrica não apenas os 2,3 milhões de eleitores fluminenses que já têm o cadastro na Justiça Eleitoral, mas também os cerca de 4,6 milhões de eleitores do estado que estão no banco de dados biométricos do Detran.

Diferenças municipais e eleitores no exterior

Segundo os dados do TSE, as cinco cidades com os menores índices de eleitores com biometria são fluminenses: Engenheiro Paulo de Frontin (0,3%), Mendes (0,2%), Rio Claro (0,2%), Sumidouro (0,2%) e Quatis (0,1%). Em Quatis (RJ), por exemplo, apenas 13 dos 10.322 eleitores fizeram o cadastramento biométrico.

Veja outros destaques municipais:

  • Além das cinco cidades do Rio de Janeiro, 739 cidades do país têm menos de 10% do eleitorado cadastrado. Do total, 342 são mineiras.
  • Na outra ponta, 681 cidades têm 100% dos eleitores com biometria.

Há ainda cerca de 500 mil eleitores brasileiros fora do país, segundo o TSE. Para esses, o percentual de cadastramento também é baixo, já que apenas 4,3% dos eleitores têm biometria. A cidade com mais brasileiros votantes é Boston, nos Estados Unidos, com 35 mil eleitores. Destes, porém, apenas 1.076 cadastraram suas digitais.

O que é o cadastramento?

A biometria usa as impressões digitais para identificar o cidadão. O objetivo é ter mais segurança e evitar fraudes. No Brasil, a emissão de passaporte, de carteiras de identidade e o cadastro das Polícias Civil e Federal contam com sistemas biométricos.

Para o reconhecimento individual, são coletados dados biométricos por meio de sensores que os colocam em formato digital. No caso do cadastramento feito pela Justiça Eleitoral, os dados são coletados por um scanner de alta definição. São coletados dados de todos os dez dedos da mão, mas apenas um é utilizado para identificar o eleitor no momento da votação.

A coleta das digitais dura poucos segundos. Além disso, é tirada uma fotografia e cadastrada a assinatura digitalizada.

G1