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Doze filmes brasileiros disputam indicação para o Oscar

Ao todo, 12 longas brasileiros foram listados para disputar indicação para o Oscar. No ano passado, 22 produções estavam na disputa – o filme selecionado, na ocasião, foi O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues. Confira a lista dos filmes selecionados deste ano:

  • Bacurau, de Kleber Mendonça Filho
  • Los Silencios, de Beatriz Seigner
  • A Vida Invisível, de Karim Aïnouz
  • Sócrates, de Alex Moratto
  • A Última Abolição, de Alice Gomes
  • A Voz do Silêncio, de André Ristum
  • Bio, de Carlos Gerbase
  • Legalidade, de Zeca Brito
  • Humberto Mauro, de André Di Mauro
  • Espero tua (re)volta, de Eliza Capai
  • Chorar de Rir, de Toniko Melo
  • Simonal, de Leonardo Domingues

A seleção não garante que o representante brasileiro de fato chegue a disputar a categoria de melhor filme internacional do Oscar. Apenas quatro filmes nacionais chegaram a disputar a estatueta: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, em 1963; O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1996; O Que É Isso, Companheiro? de Bruno Barreto, em 1998; e Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999.

 

 

Veja

 

 

Pesquisa aponta que 47% dos brasileiros já teve celular roubado pelo menos uma vez na vida

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Roubo de Celulares no Brasil descobriu que 47% dos brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone já teve o aparelho roubado pelo menos uma vez na vida. Destes, 62% foram vítimas apenas uma vez; 27%, duas vezes; e 11% três ou mais vezes. Foram entrevistados 2.532 brasileiros em junho deste ano.

O medo de ter o aparelho roubado é muito forte entre os brasileiros: 84% deles afirmam que evitam atender a chamadas na rua. A preocupação com o roubo é maior entre as mulheres: 88% delas evitam atender chamadas quando estão na rua (42% em qualquer rua e 46%, dependendo da rua). Entre os homens, a atitude cautelosa é de 78% deles (22% em todas as ruas e 56%, em algumas delas).

O medo é maior entre os brasileiros que já tiveram um smartphone roubado ou furtado alguma vez na vida: 87% destes evitam atender chamadas quando estão na rua; contra 81% daqueles que nunca foram vítimas. Apesar disso, apenas 15% tem seguro contra roubo de aparelho.

E o B.O?

Apesar do prejuízo, apenas quase a metade (48%) das vítimas declararam terem feito boletim de ocorrência (B.O.).  “Isso significa que há uma subnotificação desse crime nos dados oficiais registrados pelas secretarias de segurança”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa. “A julgar pelos resultados, os números reais são o dobro daqueles informados pelos órgãos de segurança. O boletim de ocorrência é um documento essencial para receber o valor do seguro ou evitar maiores transtornos com o uso do aparelho e sua linha pelos criminosos. Se aumentar a proporção de pessoas com smartphones segurados, acreditamos que o registro do crime também irá crescer”, sinaliza o coordenador do Panorama Mobile Time/Opinion Box.

Outras descobertas da pesquisa

– 55% das vítimas bloquearam o aparelho e a linha depois de serem roubadas/furtadas;
– 21% tiveram esse cuidado apenas em relação à linha e 6%, apenas com o aparelho;
– Praticamente uma em cada cinco vítimas (18%) não tomaram qualquer providência de bloqueio, provavelmente fruto de desinformação sobre essa possibilidade e/ou desapego em relação à linha, possivelmente pré-paga;
– Apenas 27% das vítimas tentaram rastrear seu aparelho depois de ter sido levado;
– 39% não o fizeram e 34% afirmaram que seu dispositivo não permitia essa opção – novamente um sinal de desinformação, já que essa é uma possibilidade nativa em qualquer terminal Android e iOS.
– A vítima costuma investir em um celular melhor que o anterior;
– 72% das pessoas que tiveram um dispositivo roubado ou furtado relatam que compraram um modelo melhor depois do crime; 15% adquiriram um igual.

Panorama Mobile Time/Opinion Box – Roubo de Celulares no Brasil é uma pesquisa independente realizada por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções em pesquisas Opinion Box. O questionário foi elaborado por Mobile Time e aplicado on-line por Opinion Box junto a 2.532 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, faixa de renda e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas em junho de 2019. A margem de erro é de 2.1 pontos percentuais. O grau de confiança é de 95%. Para baixar gratuitamente o estudo, clique aqui: https://panoramamobiletime.com.br/

Fonte Mídia Americas

 

 

Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus: doença atinge cerca de 200 mil brasileiros, segundo MS

Médica reumatologista fala sobre a doença, sintomas, diagnóstico e tratamento

Nesta sexta-feira (10/05) é lembrado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus. A data visa conscientizar a população sobre a importância de se manter ciente dos sinais da doença. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 200 mil brasileiros sofram com o lúpus. Sendo mais comum em mulheres, na idade fértil. Elas representam uma proporção de nove para um homem.

Eliana Teles de Gois, médica reumatologista da Aliança Instituto de Oncologia explica que esta é uma doença autoimune, crônica, potencialmente grave, que pode deixar sequelas e até levar a morte. Segundo a especialista, o lúpus pode se manifestar de diversas formas e atacar qualquer parte do corpo.

Ela acrescenta que a doença pode se apresentar de quatro formas diferentes, com causas distintas. O Lúpus discoide atinge a pele da pessoa e pode ser diagnosticado com o surgimento de feridas avermelhadas com tamanhos, formatos e cores específicas, especialmente no rosto, nuca e/ou couro cabeludo.

O Lúpus sistêmico é o mais frequente e pode ser leve ou grave. Nesse tipo da doença, a inflamação abrange todo o organismo da pessoa, acometendo vários órgãos ou sistemas. “A primeira forma pode evoluir para o lúpus sistêmico”, complementa Eliana.

Há ainda o Lúpus induzido por drogas e o neonatal. O induzido também é comum e acontece porque esse tipo de substância pode provocar a inflamação, com sinais semelhantes ao lúpus sistêmico. Porém, nesse caso, tende a sumir assim que o uso terminar.

E, por último o lúpus neonatal, que é bastante raro e afeta recém-nascidos de mulheres que tenham a enfermidade. A criança pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células do sangue. “Esses indícios tendem a sumir naturalmente depois de meses”, aponta. De acordo com a médica, esses bebês podem ter um defeito cardíaco grave. “Hoje em dia, temos testes e exames que podem identificar o risco e tratá-lo antes ou depois do nascimento da criança”, pontua.

Sintomas e tratamento

Dra Eliana destaca que os sintomas mais comuns são dores nas juntas, sensibilidade ao sol e manchas na pele. Dentre as manifestações mais graves, estão: a perda da função dos rins, anormalidades no sangue, além de transtornos neuropsiquiátricos, entre eles a depressão, os distúrbios de ansiedade e, em casos raros, os surtos psicóticos.

A especialista comenta que ainda não existe cura para o lúpus, mas o tratamento evoluiu nos últimos anos. “Pode- se dizer, que os pacientes que fazem acompanhamento regular com o reumatologista e seguem corretamente o tratamento, tem uma vida praticamente normal”, finaliza.

 

grupobjetiva

 

 

Tumores de cabeça e pescoço atingem 41 mil brasileiros anualmente

Um estudo recente apontou que 80% dos pacientes com esse tipo de câncer são ou já foram fumantes. O consumo de bebida alcoólica é associado a 50% dos diagnósticos

Abril é o mês de conscientização e prevenção ao câncer de cabeça e pescoço, tipo da doença que atinge 41 mil de brasileiros por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP). De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, oito em cada dez diagnósticos têm a ver com o cigarro: a pessoa é ou já foi fumante. A pesquisa menciona ainda que o consumo de bebida alcoólica está presente em 50% dos casos positivos.

Janaína Jabur, média oncologista da Aliança Instituto de Oncologia, explica que esse tipo de câncer engloba os tumores da cavidade nasal, seios da face, boca, laringe e faringe e, portanto, os sintomas vão depender do local acometido. “Normalmente, o paciente sente alguma área endurecida ou uma ferida persistente, dolorosa e sangrante, que prejudica a fala e/ou a alimentação”, destaca. A especialista complementa “outros sinais incluem aumento de ínguas no pescoço, dor na garganta, no ouvido ou na cabeça”.

Dra Janaina esclarece que a doença tem tratamento e apresenta grandes chances de cura. Ela pontua que a depender do local do tumor, o paciente pode ser submetido à cirurgia ou radioterapia exclusivos e/ou acompanhado de quimioterapia ou drogas biológicas. “Em casos avançados, onde há presença de metástases, lançamos mão de tratamento com quimioterapia e mais recentemente, imunoterapia”, comenta.

A médica afirma que não existem exames de rastreamento para esse tipo de câncer. “A prevenção é o melhor caminho”, ressalta a especialista. Para a oncologista, a principal medida para a prevenção do tumor é o controle dos fatores de risco, como a interrupção do tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

Outro fator de risco importante é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, mesmo que causa câncer de colo de útero, canal anal, pênis, vagina e vulva e é transmitido por via sexual. Portanto, recomenda-se o uso de preservativo durante as relações sexuais como forma de reduzir o risco de infeção por este vírus. “A vacinação contra o HPV para meninas e meninos, que é fornecida pelo Sistema Único de Saúde, também deve ser fomentada”, finaliza Dra Janaina.

 

grupobjetiva.com

 

 

7 em cada 10 idosos brasileiros sofrem de doenças crônicas

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (1º), em Brasília, aponta que 69,3% dos idosos brasileiros sofrem de pelo menos uma doença crônica. Os cinco diagnósticos mais frequentes, na ordem, são hipertensão, dores na coluna, artrite, depressão e diabetes.

Os dados fazem parte do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi), pesquisa também replicada em outros países, que busca entender o perfil da população mais velha à medida em que vai envelhecendo.

  • Idoso com nenhuma doença crônica: 30,7%
  • Com uma doença crônica: 39,5%
  • Com duas ou mais doenças crônicas: 29,8%

Dependência do SUS

Outro ponto abordado pela pesquisa mostra que 75,3% dos idosos dependem exclusivamente do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), e que 83,1% fizeram ao menos uma consulta médica nos últimos 12 meses – considerando também a rede privada.

Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros: são 29,3 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes.

Para fazer o levantamento, foram ouvidas pessoas com 50 anos ou mais, entre 2015 e 2016, em 70 municípios das cinco regiões do país. A ideia, segundo o ministério, é de acompanhar este mesmo grupo de pesquisados ao longo do tempo.

Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, durante divulgação do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros — Foto: Gabriel Luiz/G1

Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, durante divulgação do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros — Foto: Gabriel Luiz/G1

O medo

O estudo, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também mostra qual é o principal receio da população idosa: o de cair. De acordo com a pesquisa, 43% dos idosos disseram ter medo de cair na rua.

“O ambiente urbano está associado ao medo de queda, que é um dos eventos mais indesejáveis. E a participação social está associada ao medo de atravessar a rua e a dificuldade com os meios de transporte”, disse uma das coordenadoras do estudo, professora Maria Fernanda Lima e Costa.

“A cidade amiga do idoso é uma importante iniciativa. Mas temos que sair do discurso.”

Para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a pesquisa traz dados que alertam para a necessidade de se antecipar e traçar políticas públicas coordenadas voltadas aos idosos.

“Avaliamos que saúde é responsabilidade de todos: educação, mobilidade, saneamento, oportunidade de morar em residência digna”, declarou. “Temos que aproveitar os estudos para fazer uma ampla discussão com outros setores do governo, para que possamos trazer alternativas a essa população que envelhece.”

G1

 Foto: Prefeitura de Nova Odessa

Quase 25% dos brasileiros pedem demissão de forma espontânea

Embora o mercado de trabalho esteja muito distante do seu melhor momento, a retomada da criação de vagas formais, ainda que em ritmo lento, já tem desencadeado uma movimentação entre os trabalhadores: neste ano há mais brasileiros trocando de emprego por vontade própria.

Entre janeiro e agosto, 2,253 milhões de brasileiros pediram demissão de forma espontânea das empresas. O número equivale a 23% do total de desligamentos registrados no país no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Neste ano, há uma ligeira aceleração quando se observa o retrato de 2017. Entre janeiro e agosto do ano passado, 2,105 milhões – ou 21% – dos trabalhadores pediram demissão por vontade própria.

Até agosto deste ano, o Brasil criou 568.551 empregos com carteira assinada em todo o país. A expectativa é que o país encerre o ano com saldo positivo, apesar de as expectativas estarem sendo revisadas para baixo diante do crescimento mais fraco. Se os números positivos forem confirmados, será a primeira vez que a economia brasileira vai criar vagas formais de trabalho desde 2014.

“Com a retomada do mercado de trabalho, ainda que mais fraco do que o esperado, a quantidade de pessoas que muda de emprego tende a subir”, afirma o professor do Insper Sergio Firpo.

A demissão espontânea costuma acompanhar os movimentos de melhora e piora do mercado de trabalho. Nos períodos em que o Brasil gerava muitos postos de trabalho, a demissão espontânea chegou a responder por 30% dos desligamentos registrados. Com a crise, a fatia dos trabalhadores que se desligava por vontade própria chegou a cair para 20%.

No ano passado, com a menor destruição de vagas – o país fechou 20 mil postos -, os desligamentos por decisão do trabalhador já apresentaram um ligeiro crescimento em relação ao total das demissões.

“Inicialmente, quem costuma se beneficiar com esse tipo de movimento é aquele trabalhador mais qualificado”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Não é necessariamente aquele trabalhador com mais qualificação formal, mas aquele que entende muito do trabalho que faz.”

Os dados do Caged apuram o comportamento do emprego formal no país e, por isso, são diferentes da taxa de desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que também apura o comportamento do emprego informal.

Rede de contatos ajuda na troca

A psicóloga Mariana Amaral demorou um ano para conseguir mudar de emprego. Na antiga empresa, onde trabalhou por quatro anos, ela conta que não tinha qualidade de vida. Chegou a fazer duas entrevistas antes de conseguir o emprego atual, mas as possibilidades que apareceram “não mudariam a sua rotina estressante de trabalho”.

“Consegui o novo emprego pela minha rede de contatos. Isso foi extremamente importante. Em plataformas online, tive pouco retorno”, diz Mariana. “Emocionalmente falando estou menos cansada no meu novo emprego. Meu trabalho está apenas a meia hora de casa e posso me dedicar mais ao meu consultório.”

Formada em relações internacionais, Patricia Nogueira Proglhof trocou de emprego em abril. A vontade de deixar a antiga empresa surgiu no fim do ano passado quando se tornou mãe. Antes de a licença-maternidade acabar, já começou a conversar com amigos em busca de indicações.

“Consegui emprego em um mês. Foi mais rápido do que eu imaginava”, diz Patricia. “O meu problema com o antigo emprego era basicamente com a questão de carga horária. Não tinha horário para entrar e sair. Agora estou com uma carga horário mais acertada.”

Novas regras do auxílio-desemprego

O endurecimento das regras do auxílio-desemprego também pode ter ajudado a aumentar os pedidos de demissões espontâneas. Até 2015, bastava o trabalhador ter ficado seis meses no emprego que ele poderia receber o benefício. Com as alterações, o primeiro pedido só pode ser realizado após 18 meses de trabalho com a obrigatoriedade de ter recebido 12 meses de salário.

As mudanças ajudaram a evitar, por exemplo, que patrão e empregado fizessem acordo por uma demissão sem justa causa mesmo quando trabalhador já tinha assegurado outro emprego.

“No período de crescimento do mercado de trabalho, aumentava o número de demissões e não de pedidos de demissões. O que se observa nas outras economias é o contrário”, diz Firpo, do Insper. “Essas mudanças dificultaram e fizeram com que as pessoas tivessem mais consciência.”

G1

Foto: Fernando Madeira/Divulgação

Metade dos eleitores brasileiros deve usar biometria para votar nas eleições de 2018

Metade do eleitorado brasileiro será identificado por biometria nas eleições de 2018, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 73,7 milhões de eleitores, ou 50% de todas as pessoas aptas a votar no país.

Em 2014, ano das últimas eleições presidenciais, o total de eleitores com identificação digital em municípios com reconhecimento biométrico era de 21,7 milhões de pessoas, ou 15,2% do eleitorado.

Mais de 87 milhões de eleitores têm o cadastro biométrico atualmente no Brasil (60% do eleitorado). Parte dessas pessoas, porém, está em cidades que não terão o reconhecimento das digitais disponível para as eleições deste ano. Por isso, o número total de eleitores com o cadastro é maior que o número de pessoas que vão votar usando biometria.

Segundo o TSE, a meta da Justiça Eleitoral é identificar 100% dos eleitores por meio da impressão digital até 2022.

O prazo para registrar as digitais acabou no primeiro semestre deste ano e variou de estado para estado. Também varia de estado para estado a obrigatoriedade da biometria para a votação, que pode ser consultada em cada tribunal regional (veja a lista). Nestes locais, os eleitores que não fizeram o cadastro tiveram o título de eleitor cancelado.

Cadastramento biométrico no país

Em outubro de 2017, uma reportagem do G1 apontou que o percentual de eleitores com o cadastramento biométrico era de 44%. Isso significa que, entre outubro e o primeiro semestre deste ano, este percentual aumentou 16 pontos percentuais, chegando a 60%.

Veja os destaques estaduais:

  • Nove estados concluíram o cadastramento biométrico, além do Distrito Federal. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.
  • 22 dos 27 estados têm mais da metade dos eleitores cadastrados.
  • Os três estados com as taxas mais baixas são São Paulo (45,1%), Minas Gerais (30,2%) e Rio de Janeiro (18,7%).
veja o percentual de eleitores com cadastramento biométrico por estado (Foto: Claudia Peixoto/G1)

veja o percentual de eleitores com cadastramento biométrico por estado (Foto: Claudia Peixoto/G1)

Percentuais baixos

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o estado ainda não conseguiu concluir o cadastramento biométrico por conta do seu eleitorado “expressivo”. São Paulo tem o maior número de eleitores do país. São mais de 33 milhões de pessoas, o que representa 22,4% do eleitorado brasileiro.

O TRE-SP ainda destaca que conseguiu cumprir a meta de cadastramento de 2017/2018, que era fazer a biometria de 3,2 milhões de eleitores. “A fase foi concluída com 4,1 milhões de eleitores com biometria, ou seja, acima da meta pretendida”, afirma, em nota.

O TRE-MG também diz que uma das principais dificuldades para a realização do cadastro tem relação com o tamanho do estado.

“O percentual de eleitores com biometria em Minas Gerais é um dos menores registrados no Brasil porque o estado é muito complexo em vários sentidos (geográfico, social, cultural), sendo o que tem o maior número de municípios do país (são 853)”, afirma o tribunal em nota. “O tribunal está trabalhando para fechar 100% do estado dentro do planejamento que o TSE estabeleceu, ou seja, no ano de 2022.”

Já o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro informa que tem se esforçado para aumentar o número de eleitores com biometria e, assim como São Paulo, destaca que conseguiu cumprir a meta estabelecida para 2018. “A previsão era de 682.759 eleitores, mas cerca de 704 mil eleitores compareceram aos cartórios eleitorais para realizar o procedimento entre 1º de janeiro e 9 de maio deste ano.”

Ainda segundo o TRE-RJ, por conta de um convênio com o Detran-RJ, poderão votar com identificação biométrica não apenas os 2,3 milhões de eleitores fluminenses que já têm o cadastro na Justiça Eleitoral, mas também os cerca de 4,6 milhões de eleitores do estado que estão no banco de dados biométricos do Detran.

Diferenças municipais e eleitores no exterior

Segundo os dados do TSE, as cinco cidades com os menores índices de eleitores com biometria são fluminenses: Engenheiro Paulo de Frontin (0,3%), Mendes (0,2%), Rio Claro (0,2%), Sumidouro (0,2%) e Quatis (0,1%). Em Quatis (RJ), por exemplo, apenas 13 dos 10.322 eleitores fizeram o cadastramento biométrico.

Veja outros destaques municipais:

  • Além das cinco cidades do Rio de Janeiro, 739 cidades do país têm menos de 10% do eleitorado cadastrado. Do total, 342 são mineiras.
  • Na outra ponta, 681 cidades têm 100% dos eleitores com biometria.

Há ainda cerca de 500 mil eleitores brasileiros fora do país, segundo o TSE. Para esses, o percentual de cadastramento também é baixo, já que apenas 4,3% dos eleitores têm biometria. A cidade com mais brasileiros votantes é Boston, nos Estados Unidos, com 35 mil eleitores. Destes, porém, apenas 1.076 cadastraram suas digitais.

O que é o cadastramento?

A biometria usa as impressões digitais para identificar o cidadão. O objetivo é ter mais segurança e evitar fraudes. No Brasil, a emissão de passaporte, de carteiras de identidade e o cadastro das Polícias Civil e Federal contam com sistemas biométricos.

Para o reconhecimento individual, são coletados dados biométricos por meio de sensores que os colocam em formato digital. No caso do cadastramento feito pela Justiça Eleitoral, os dados são coletados por um scanner de alta definição. São coletados dados de todos os dez dedos da mão, mas apenas um é utilizado para identificar o eleitor no momento da votação.

A coleta das digitais dura poucos segundos. Além disso, é tirada uma fotografia e cadastrada a assinatura digitalizada.

G1

Quase metade dos brasileiros até 14 anos vive em situação de pobreza

Mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação domiciliar de pobreza no Brasil, o que representa 17,3 milhões de jovens.

Em relação àqueles em extrema pobreza, o número chega a 5,8 milhões de jovens, ou seja, 13,5%.

O que caracteriza a população como pobres e extremamente pobres é rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo, respectivamente.

Os dados são da publicação “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, que será divulgado amanhã (24) pela Fundação Abrinq.

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O estudo relaciona indicadores sociais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global para a promoção de metas de desenvolvimento até 2030, do qual o Brasil é signatário junto a outros 192 países.

“Algumas metas [dos ODS] certamente o Brasil não vai conseguir cumprir, a menos que invista mais em políticas públicas voltadas para populações mais vulneráveis. Sem investimento, fica muito difícil cumprir esse acordo”, avaliou Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.

“Se não houver um investimento maciço em políticas sociais básicas voltadas à infância, ficamos muito distantes de cumprir o acordo”, disse.

Um dos exemplos de metas difíceis de serem cumpridas está relacionada à educação, mais especificamente ao acesso à creche.

“Você tem uma meta, que entra no Plano Nacional de Educação [PNE], de oferecer vagas para 50% da população de 0 a 3 anos [até 2024]. Se você não aumentar o investimento e a oferta de vagas em creches – hoje estamos com 27% de cobertura –, não chegaremos em 50% para atender o PNE. Essa é também uma meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]”, explica Heloisa.

Outra meta distante do cumprimento é sobre a erradicação do trabalho infantil.

“O acordo [com a ONU] prevê que, até 2025, os países erradiquem todo tipo de trabalho escravo e trabalho infantil. Nós [Brasil] ainda temos 2,5 milhões crianças em situação de trabalho. Se não houver investimento na erradicação do trabalho infantil, essa meta certamente não vai ser alcançada”, avaliou.

Segundo Heloisa, o relatório ressalta o quanto os jovens são vulneráveis à pobreza.  Ela compara que, enquanto as crianças e adolescentes representam cerca de 33% da população brasileira, entre os mais pobre esse patamar é maior.

“Se você fizer um recorte pela pobreza cruzado com a idade, você vai perceber que entre a população mais pobre tem um contingente ainda maior de crianças e adolescentes [40,2%]. Esse é um ponto importante que ressalta o quanto as crianças são vulneráveis à pobreza”, diz.

A representante destaca ainda a importância de analisar os indicadores do ponto de vista regional, uma vez que a média nacional não reflete o que se passa nas regiões mais pobres.

Em relação à renda, o Nordeste e o Norte continuam apresentando os piores cenários, com 60% e 54% das crianças, respectivamente, vivendo na condição de pobreza, enquanto a média nacional é de 40,2%.

“Quando olhamos para uma média nacional, tendemos a achar que a realidade está um pouco melhor do que de fato ela está. O Brasil é um país muito grande, muito desigual, então se você olhar os dados regionais, vai ver que as regiões mais pobres concentram os piores indicadores de educação, de acesso à água e saneamento, de acesso a creches, por exemplo”.

O relatório mostra que 18,4% dos homicídios cometidos no Brasil em 2016 vitimaram menores de 19 anos de idade, um total de 10.676. A maioria desses jovens (80,7%) foi assassinada por armas de fogo.

O Nordeste concentra a maior proporção de homicídios de crianças e jovens por armas de fogo (85%) e supera a proporção nacional, com 19,8% de jovens vítimas de homicídios sobre o total de ocorrências na região.

A violência é a consequência da falta do investimento nas outras políticas sociais básicas, segundo Heloisa.

“Os outros índices influenciam diretamente a estatística da violência. Se você investir na manutenção das crianças e adolescentes na escola até completar a educação básica – que está prevista na lei brasileira, que seria até 17 anos –, se investir na proteção das famílias, na disponibilização de atividades e espaços esportivos para crianças e adolescentes, você vai ter um número muito menor de jovens envolvidos com a violência”, conclui.

Heloisa destaca que há uma relação direta dos altos índices de violência com as estatísticas de pobreza. “A prova de que isso é uma relação direta é que, entre esses 10,6 mil crianças e adolescentes assassinados [em 2016], a maioria deles, mais de 70%, são jovens negros, pobres e que vivem em periferia. Portanto, são adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, poderia ser evitado com investimento em enfrentamento da pobreza, melhorando a qualidade de moradia, educação e saúde”, acrescenta.

Para reduzir a violência e os homicídios nessa faixa etária, Heloisa alerta que não basta investir em segurança pública. “O melhor indicador da segurança pública é a evasão escolar zero”, diz.

Ela cita um estudo, realizado pelo sociólogo Marcos Rolim, do Rio Grande do Sul, com jovens que ficaram na escola e outros que saíram precocemente.

“O resultado que ele encontrou é que os jovens que permanecem na escola não se envolvem com violência, portanto, há uma relação direta e o melhor investimento para segurança pública é a escolarização, é a manutenção dessas crianças na escola”.

Os indicadores selecionados para o Cenário da Infância e da Adolescência podem ser encontrados no portal criado pela Fundação Abrinq Observatório da Criança e do Adolescente.

Agência Brasil

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Pesquisa preliminar aponta que 54,6% dos brasileiros de 16 a 25 anos têm HPV

(Foto: Ascom Sespa)

Dados preliminares de um estudo divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Saúde apontam uma prevalência de 54,6% de casos de HPV entre a população brasileira de 16 a 25 anos, sendo que 38,4% são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Em junho deste ano, o governo federal anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação contra a doença: meninos de 11 a 15 anos agora podem receber uma dose. A infecção por HPV é associada a vários tipos de câncer, principalmente ao de colo de útero, mas também de pênis, de vulva, de canal anal e de orofaringe.

A amostra do estudo é composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens com 16 a 25 anos, sendo a média de idade de 20,6 anos. O grupo foi entrevistado e fez exames. Foram incluídos dados de 119 Unidades Básicas de Saúde e um Centro de Testagem e Aconselhamento das 26 capitais e do Distrito Federal.

O ministério contou com o apoio do Hospital Moinhos do Vento, em Porto Alegre, para planejar a pesquisa. Por enquanto, os resultados são preliminares e produzidos por meio de estimativa. O resultado laboratorial foi dado para 35,2% das amostras para o HPV – de onde se extraiu a informação de que 54,6% dos participantes têm a doença. Como alguns municípios ainda não encerraram as coletas, essa porcentagem pode mudar até o fim do estudo. O relatório deve ser totalmente encerrado e divulgado em março de 2018.

“Todo mundo passou pela coleta, mas uma parte ainda não foi analisada. Esse dado pode ter uma pequena variação não maior que 2 pontos percentuais, é isso que a gente estima. De qualquer maneira, é um número muito alto, mesmo se for de 54% para 52%”, disse a coordenadora do estudo, a médica Eliana Wendland.

Como foi feito

Os pesquisadores coletaram amostras genitais e orais para determinar a prevalência do HPV, objetivo principal do estudo. Também foram analisadas variáveis sociodemográficas, consumo de drogas lícitas e ilícitas, comportamento sexual e saúde reprodutiva e infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis, por meio das entrevistas.

“Fizeram teste rápido de HIV e sífilis, isso foi feito no mesmo momento da entrevista nas unidades de saúde”, explicou Wendland. O estudo apontou que 16,1% da população avaliada já tinha alguma DST prévia ou apresentou resultado positivo para HIV e sífilis.

Estavam namorando 41,9% e 33,1% eram casados no momento da coleta. Eram solteiros 24,2% e apenas 0,7% eram divorciados. Em média, os participantes fizeram sexo pela primeira vez aos 15,3 anos – mulheres aos 15,4 anos e homens aos 15 anos.

Metade dos indivíduos (51,5%) disse usar camisinha na rotina sexual. Apenas 41,1% usou na última vez que fez sexo. O comportamento sexual de risco foi observado em 83,4% dos entrevistados.

A pesquisa é uma parceria com várias instituições: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Universidade de São Paulo, Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, secretarias municipais de saúde de todas as capitais do Brasil e Unidades Básicas de Saúde. Mais de 250 profissionais de saúde colaboraram.

G1

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Mil brasileiros têm o pênis amputado todos os anos por falta de higiene

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) cerca de 1000 homens têm o pênis amputado parcial ou totalmente todos os anos. O motivo? Em sua maioria, falta de higienização adequada nessa região do corpo.

Isso porque a limpeza correta da genitália evita infecções causadas por fungos e bactérias, diminuindo os chances do desenvolvimento de câncer peniano. “A higienização diminui as chances do homem obter HPV [papilomavírus humano], vírus sabidamente relacionado ao desenvolvimento da doença”, afirma Alexandre César Santos, membro da SBU-SP, à GALILEU.

Por isso é essencial que o homem limpe a região com sabonete e água abundantes, removendo todas as secreções — principalmente as que ficam nas dobras na região do prepúcio. A secagem correta da região também é essencial, ou seja, usar uma toalha úmida para enxugar o pênis muitas vezes não resolve, é preciso utilizar uma seca ou papel higiênico.

Em relação aos pêlos, Santos afirma que podem ser aparados, mas não devem ser removidos totalmente. “Eles têm a função natural de manter a pele úmida e ajudar algumas glândulas que ajudam na hidratação local. Sua remoção pode resultar em abcessos ou foliculite”, diz o especialista.

O médico da Sociedade Brasileira de Urologia também conta que a questão socioeconômica está relacionada com a maior incidência de casos de câncer peniano no país: cerca de 2% da população. Mas não é só isso, “muitas vezes por vergonha ou medo o homem não busca o médico, o que é grave, pois a doença pode se agravar e atingir camadas mais profundas do órgão”.

Por isso, Santos lembra que é essencial buscar um profissional ao menor sinal de problema. Os homens precisam ficar de olho na aparição de manchas, verrugas, úlceras e feridas: “Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e da não remoção do pênis”.

Homens trans
Homens transsexuais que já passaram pela cirurgia de mudança de sexo também têm chances de desenvolver câncer peniano. Por isso, essa parcela da população também deve se manter alerta aos sintomas. “Se houve contaminação por HPV ou verruga genital antes da cirurgia, a possibilidade do aparecimento do câncer crescem”, relata Santos.

Entretanto, por conta do procedimento cirúrgico, muitas vezes os homens trans têm de ser diagnosticados por ginecologistas, já que a mudança de sexo conta com sistemas da genitália feminina.

*Com supervisão de Isabela Moreira.

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