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Habitação, transporte e alimentação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras

Alimentação e habitação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras que ganham até dois salários mínimos. Esses e outros dados fazem parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgados pelo IBGE na sexta-feira (4). O levantamento traça um perfil do padrão de vida dessas famílias e como elas alocam suas despesas a partir de seus rendimentos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Martins, alimentação, habitação e transporte correspondem a 81% das despesas das famílias. Mas, ele alerta para um fenômeno que vem crescendo entre a população.

“Tem chamado a atenção a relação entre despesas fora de domicílio e no domicílio. A gente observou que, nas áreas rurais, essa participação da alimentação fora do domicílio tem, pesquisa a pesquisa, aumentado. Isso é uma questão de preocupação, porque às vezes a alimentação fora de casa está associada a fast foods, a tipos de alimentação que podem não ter a melhor recomendação nutricional”, explica.

A pesquisa também mostra que, pela primeira vez, o transporte ultrapassou os gastos com alimentação. Pela hierarquia, segundo Martins, vêm os gastos com habitação, agora o transporte e depois alimentação. “Na hora de você ajustar seu orçamento, na alimentação você pode fazer algumas combinações. No transporte, não tem muito o que fazer, você tem que circular, você tem que trabalhar, então você não tem muitas opções de troca”, considera.

Desigualdade

Os dados mostram ainda que menos de 3% das famílias concentram 1/5 de toda a renda do País. O número corresponde a quase dois milhões de famílias que ganham acima de R$ 23 mil, enquanto 16,4 milhões de famílias recebem menos de dois salários mínimos, o que corresponde a R$ 1,9 mil – 6% da renda total.

Com assistência à saúde, as famílias com menores rendimentos comprometiam 4,2% do orçamento com remédios, enquanto as que possuem maiores rendimentos gastavam 1,4%. Por outro lado, os gastos com planos de saúde eram de 0,4% entre a classe mais baixa de rendimento e de 2,9% na classe mais alta.

Com educação, as famílias que ganham até dois salários mínimos tiveram participação de 1,9%. Já as famílias que ganham 25 salários mínimos representaram 5,1% entre 2017 e 2018.
 

agenciadoradio

 

 

Quase 1.300 cidades brasileiras não terão vereadoras em 2017

 

A cidade de Bananeiras-PB é um dos municípios que não terá nenhuma mulher representando o legislativo
A cidade de Bananeiras-PB é um dos municípios que não terá nenhuma mulher representando o legislativo

Uma em cada quatro cidades brasileiras não terá vereadora a partir de 2017, mostra levantamento feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Serão 1.290 municípios sem representantes femininas no Legislativo municipal, equivalente a 23% do total de cidades do País, destaca o jornal Folha de São Paulo.

O Globo

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79% das brasileiras já foram assediadas

carnavalPesquisa sobre o relacionamento entre os jovens e a violência doméstica (Violência contra as mulheres: os jovens estão ligados?), mostra que 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou em locais públicos.

O estudo do Instituto Avon em parceria com o instituto de pesquisa Data Popular foi realizado em 2014 com 2.000 mulheres e homens de 16 a 24 anos, nas cinco regiões do país, também revela que 44% das entrevistadas já foram assediadas ou tiveram o corpo tocado por um homem sem consentimento em festas. Além disso, 30% alegaram já terem sido beijadas à força.

A pesquisa também mostra que a maioria dos entrevistados ainda possuem uma mentalidade machista, já que consideram erradas diversas atitudes que podem tomadas por homens. “Para 80% dos entrevistados, uma mulher ficar bêbada em uma festa é considerada uma atitude incorreta. Já para 68%, é errado que ela tenha relações sexuais no primeiro encontro”, disse Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon.

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Outro dado preocupante que a pesquisa revela é que 58% dos jovens que já transaram não usam preservativo em todas as relações sexuais e 37% das mulheres já deixaram de usar camisinha por insistência do parceiro. A maioria considera correto que mulheres (88%) e sobretudo homens (91%) carreguem preservativo no bolso.

 

maispb

Mulheres brasileiras são as que mais veem pornografia, diz pesquisa

(Foto: BBC)
(Foto: BBC)

Uma pesquisa realizada pelos dois maiores sites de pornografia da internet afirma que o Brasil e as Filipinas estão em primeiro lugar em uma lista de consumo de conteúdo erótico pelo público feminino.

Nos dois países, 35% do consumo de pornografia é realizado por mulheres e 65% pelos homens segundo o “Pornhub” e o “Redtube”.

A pesquisa, porém, é contestada por sites concorrentes. Um deles afirma que não seria possível fazer esse tipo de medição. A Argentina ficou em quarto lugar, com 30% e o México em oitavo, com 28%. Esses países superaram a média mundial para mulheres, de 24%.

Preferências
A pesquisa afirma ainda que as categorias mais procuradas pelas mulheres que consomem pornografia na internet são “lésbicas”, “trios” e “squirt” (ejaculação feminina). Elas também se interessam em ver sexo entre homens gays.

O tempo em que cada um permanece nos sites também foi medido. A média mundial é de 10 minutos e 10 segundos para as mulheres, e 9 minutos e 22 segundos para os homens.

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Mas ainda que vários setores desta indústria concordem que o consumo do produto entre as mulheres aumentou, alguns produtores de pornografia com perspectiva feminina, como Erika Lust Film, dizem que a sondagem do Pornhub e do Redtube não é científica e questionam os resultados.

O Pornhub e o Redtube são dois sites de internet que oferecem conteúdo pornô grátis – apesar de terem conteúdo “premium” por meio de assinaturas. Eles atraem um tráfego de 40 milhões de usuários únicos por mês.

Utilizando o que chamam de um “software analítico”, fizeram uma recente atualização de uma investigação sobre as preferências femininas intitulada: “O que as mulheres querem”. A resposta, segundo a pesquisa, seriam cenas lésbicas, sexo a três e uma categoria chamada “squirt” (ejaculação feminina).

Estes foram os termos usados em buscas por conteúdo mais populares entre as mulheres no último ano, segundo o Pornhub. Outros termos procurados são sexo oral, massagens e vídeos de celebridades.

A conclusão é que o número de mulheres que entram nos sites triplo X aumentou e o que elas mais buscam nesses ambientes são situações que reflitam o prazer feminino.

“Com certeza há um crescimento entre as mulheres, porque as mulheres assistem pornografia, e toda a população mundial consome mais”, disse à BBC Mundo Pablo Dobner, diretor executivo e cofundador do Erika Lust Films, uma empresa baseada em Barcelona que produz conteúdo adulto sob uma perspectiva feminina.

“Há uma demanda, mas a maioria das mulheres quere algo muito mais sincero, limpo e sexualmente inteligente em relação ao que é possível encontrar na maioria dos outros portais”, afirmou.

Ele chama de outros portais justamente sites como Pornhub e Redtube, seus concorrentes diretos, que oferecem conteúdo gratuito. O Erika Lust Films cobra pelo produto e estuda entrar em uma disputa judicial com seus concorrentes.

Medição
Mencionada a possível disputa judicial, Dobner argumenta que seus concorrentes não teriam como medir de forma precisa a quantidade de pessoas que acessam seu site segundo o gênero do usuário.

Isso porque não é preciso escrever nome de usuário nem criar uma senha. Segundo ele, mesmo se isso fosse necessário, ainda assim não é possível ter certeza sobre o gênero do consumidor.

“Por isso, sua estimativa de quantos são mulheres e quantos são homens no tráfego maciço que eles têm não está comprovada”, afirmou. “Se formos além da superfície do estudo não encontramos nenhuma referência científica nem estatística. É a palavra deles, sem embasamento técnico”.

Pablo Dobner alega que o único propósito do estudo é promover os sites pornográficos gratuitos na internet. Todas as estatísticas que mencionam são para favorecer o consumo e o tráfego em suas páginas.

Também há uma polêmica relacionada ao tipo de conteúdo que as mulheres preferem ver. Mas Dobner reconhece que as cenas de sexo entre lésbicas são materiais com os quais elas podem se sentir mais confortáveis – porque essas cenas mostram exclusivamente mulheres tendo prazer.

“As mulheres estão buscando mais prazer feminino e reivindicando que o homem não é o único que tem de desfrutar do sexo e que elas também querem sua parte do sexo recreativo, que esteve proibido para elas por tanto tempo”.

Comida junk x gourmet
A empresa Erika Lust Films também não tem uma base técnica para saber o que as mulheres gostam. Eles se focam em trabalhos feitos por mulheres, que têm um mercado crescente. A maioria das produções é pornô heterossexual, e o site contabiliza10 mil visitas por dia.

Dobner afirmou que a intenção de sua empresa é criar um nicho de entretenimento adulto com um produto mais assessível para mulheres e casais. Ele compara o produto com o dos concorrentes em termos gastronômicos.

Segundo ele, tanto em uma lanchonete como em um restaurante de luxo “você come a comida pela boca”. “Mas a experiência é outra. São coisas concebidas de maneira distinta”.

Uma leitora afimou à BBC Mundo pelo Facebook: “Na minha opinião essa ideia de que nós não gostamos do mesmo tipo de pornô que os homens e que precisamos de boa iluminação e de atores que se beijem muito é um mito associado ao preconceito de que nós mulheres não entendemos o sexo sem romantismo”.

 

 

BBC Brasil

Brasileiras fazem 3 vezes menos mamografias que o necessário

mamografiaMenos de 25% das brasileiras entre 50 e 60 anos de idade realizaram mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013, quase três vezes menos do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), que é 70% de cobertura anual desse exame em mulheres acima com mais de 40 anos de idade, enquanto o Ministério da Saúde sugere que essa cobertura comece a partir dos 50 anos.

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Os dados fazem parte de um levantamento elaborado pela Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia.

Das mais de 10 milhões de mamografias esperadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em mulheres entre 50 e 60 anos de idade em 2013, somente 2,5 milhões foram realizadas.

O estudo também revela que, embora haja equipamentos do SUS em número satisfatório, a grande maioria está no Sul e Sudeste e uma pequena parte no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, as capitais concentram esses mamógrafos, enquanto uma área imensa no interior fica descoberta.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior, a falta de informação sobre a importância da mamografia não é o principal problema, mas sim as distâncias que separam muitas mulheres do local de exames.

“No estado de Goiás, existem regiões em que a mulher precisa andar mais de 300 quilômetros até um mamógrafo do SUS, o que significa um dia inteiro para fazer um exame que deveria levar cerca de três horas para ser concluído”, diz o médico, ao ressaltar que em geral são mulheres sem sintomas que acabam desistindo do exame. “Ela levaria um dia inteiro para fazer o exame, mais um dia para pegar o resultado e um terceiro para mostrá-lo na consulta médica. São três dias que ela deixa de ir ao trabalho ou que precisa se organizar para alguém cuidar dos filhos e da casa”, comenta Ruffo.

A frequência de mamografias na Região Norte foi 12% e no Sul do país, 31,3% Entre as unidades da Federação, a menor cobertura de mamografias foi no estado do Pará, 7,5% e a maior em Santa Catarina, 31,3%. O médico Ruffo de Freitas Junior explica que, além da má distribuição de equipamentos pelo país, mesmo em lugares onde há mamógrafos muitos são subutilizados.

“Boa parte dos mamógrafos que operam pelo SUS acaba ociosa. Por exemplo, aqui na Universidade Federal de Goiás, temos um mamógrafo que funciona pelo SUS e é utilizado apenas na parte da tarde”, revela o médico. Segundo ele, “é preciso uma melhor gestão para que haja técnicos qualificados e o aparelho possa funcionar o dia inteiro, o que geraria o dobro de mamografias que o aparelho pode e deveria fazer”, completou.

Com base no Sistema de Informação para o Controle do Câncer de Mama (Sismama), o estudo rastreou a distribuição de mamógrafos e o número de exames realizados pelo SUS no ano passado e calculou o número de exames esperados, considerando 58,9% da população alvo, tendo em vista as recomendações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

“Esse banco de dados do Sismama permite que os epidemiologistas usem dados oficiais para mostrar, por meio de pesquisas, essas diferenças que existem no nosso país”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Até o fechamento desta reportagem, o Ministério da Saúde não havia respondido ao pedido de entrevista com um representante para falar sobre o assunto, nem às perguntas feitas por e-mail pela Agência Brasil.

 

Agência Brasil

Cerca de 60% das escolas brasileiras ficaram com nota abaixo da média no Enem 2013

enemO Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou nesta segunda-feira (22) as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 por escola. Levantamento feito pelo R7 com base nas informações do órgão mostram que 60% das 14.715 escolas que tiveram o desempenho avaliado ficaram com nota média abaixo de 500 pontos no exame de ciências da natureza.

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Com relação à redação, 54% dos colégios ficaram com pontuação abaixo da média — mesmo percentual da avaliação de linguagens e códigos. Em matemática, 58% dos colégios tiveram a média de nota dos alunos abaixo de 500 pontos — mesmo percentual da avaliação de ciências humanas. Os dados podem ser conferidos aqui.

Novidades

A novidade neste ano é que os colégios também podem consultar o percentual de alunos que têm cada um dos níveis de desempenho e a média de seus trinta melhores estudantes.

Segundo o presidente do Inep, Francisco Soares, a divulgação pretende informar a sociedade a forma de avaliação do Enem.

— [A intenção] é fornecer às famílias informações sobre o desempenho e sobre o contexto social e escolar dos alunos das escolas de ensino médio que fizeram o exame de 2013.

Outra novidade é que, agora, são oferecidos dados aos colégios com base em indicadores que consideram o nível socioeconômico dos alunos e a formação dos professores.

— Na análise de dados educacionais, é particularmente necessário descrever o contexto social dos alunos, que tem grande influência nos resultados.

Os dados são calculados para estabelecimentos de ensino que tenham matriculados, no mínimo, dez concluintes do ensino médio regular seriado e 50% de alunos participantes do Enem.

Os resultados foram divulgados preliminarmente às escolas, em 1º de dezembro.

R7

Eleições brasileiras foram as mais comentadas da história do Facebook

facebookAs eleições brasileiras de 2014 que chegaram ao fim neste domingo (27) não só bateram recorde de interações no Facebook como se tornaram de longe o pleito mais comentado da história da rede social.

De acordo com informações divulgadas pela companhia nesta segunda-feira (27), desde o início da campanha eleitoral até o fim do segundo turno, a rede social recebeu 674,4 milhões de interações relacionadas ao pleito. Para ampliar o engajamento, o Facebook implantou durante a votação no Brasil o botão “Eu votei”, que havia surgido durante as eleições norte-americanas que elegeram o presidente Barack Obama pela primeira vez.

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As eleições brasileiras já haviam se tornado a mais falada no Facebook ainda no primeiro turno, realizado em 5 de outubro. Até essa data, haviam sido registradas 346 milhões de interações, entre “curtidas”, comentários, compartilhamentos e outras publicações. Até então, a maior eleição era a da Índia deste ano, que havia motivado 227 milhões de ações.

Enquanto a quantidade de eleitores brasileiros é de 152 milhões, a “população brasileira” no Facebook é de 89 milhões de pessoas.

O segundo turno das eleições no Brasil geraram outros 328,4 milhões de interações, com média de 977 mil por hora. Somente neste domingo, foram 49 milhões. Os níveis de comentários relacionados aos dois candidatos se assemelharam aos índices de votos recebidos. Enquanto Dilma Rousseff foi mote de 53,8% dos comentários no Facebook, Aécio, esteve presente em 46,2% deles. Enquanto isso, a candidata do PT recebeu 51,64% dos votos e o do PSDB, 48,36%.

O Facebook informa só a porcentagem das citações referente a cada candidato, não o teor do conteúdo delas. A rede social também listou os estados que mais produziram burburinho. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Quando considerado o estado em que cada candidato foi mais citado no Facebook, a lista inclui as localidades em que cada um foi mais votado. O top cinco de Dilma inclui apenas os estados nordestinos Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Pernambuco e Piauí, todos nos quais a petista recebeu mais votos do que Aécio.

Já o tucano foi o mais comentado, nessa ordem, em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

G1

Brasileiras ajudam a descobrir molécula capaz de tratar câncer

(Foto: Copyright National Academy of Sciences)
(Foto: Copyright National Academy of Sciences)

Uma nova molécula encontrada em uma bactéria marinha pode ter um papel significativo no tratamento contra o câncer, em especial o câncer de pele do tipo melanoma. A pesquisa que levou à descoberta teve a participação de duas cientistas brasileiras e foi publicada na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) nesta segunda-feira (29).

Chamada de seriniquinona, a molécula foi isolada de uma bactéria rara do gêneroSerinicoccus, coletada em sedimentos de praias da República de Palau, pequeno país insular da Oceania. A coleta foi feita por uma equipe liderada pelo professor William Fenical, da Universidade da Califórnia em San Diego, que trabalha com um banco de mais de 20 mil cepas de bactérias marinhas para testar possíveis componentes com ação contra o câncer.

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A bióloga Leticia Veras Costa Lotufo, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), uma das autoras do estudo, explica que a molécula seriniquinona é capaz de reconhecer uma proteína presente principalmente nas células cancerígenas: a dermicidina, que está relacionada à sobrevivência da célula. “Quando a molécula se liga nessa proteína, acaba ativando uma série de processos de morte celular”, diz a pesquisadora.

“O inovador do trabalho é que a dermicidina é muito pouco estudada. Esta é a primeira substância descrita que teria o papel de modular a proteína. A dermicidina já era conhecida, assim como sua função pró-sobrevivência. Mas como alvo, ainda não tinha sido estudada.”

A dermicidina é mais expressa em células da pele, segundo Leticia, o que poderia explicar por que essa substância é mais eficaz contra o câncer de pele. Além de abrir a possibilidade de desenvolver drogas para tratamento de câncer que tenham como alvo a dermicidina, o estudo também abre caminho para uso da dermicidina como marcador de diagnóstico.

O artigo publicado nesta segunda-feira descreve os resultados de testes feitos em células cancerígenas. Mas, segundo Leticia, testes com modelos animais já tiveram resultados positivos, ainda não publicados.

Também participou do estudo a pesquisadora brasileira Paula Jimenez, além de outros pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego.

 

Mariana Lenharo

Holandês com mais de 100 filhos ajuda brasileiras a engravidar

edHoje é aquele dia em que os pais ganham beijos, abraços, presentes. Mas, e se você fosse pai de mais de 100 filhos? Imagina dar conta dessa turma toda? Essa é a história de Ed Houben, o holandês que ajuda mulheres no mundo inteiro a engravidar. Se lembra dele?

Aliás, foi por causa dessa reportagem do Fantástico que Ed veio ao Brasil. Mais de cem brasileiras escreveram e essa semana ele já passou já por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro!

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Desse jeito, no próximo ano, o Ed pode ter motivo para comemorar o Dia dos Pais por aqui também.

O holandês Ed Houben está se sentindo em casa! Mas, a missão dele em São Paulo não termina na cozinha. Um casal de mulheres faz parte do grupo que pediu a vinda de Ed ao Brasil. Ele pagou a própria passagem, mas recebeu uma ajuda para bancar as despesas no país.

“Através do Fantástico, vimos a reportagem do Ed e criou aquela expectativa”, diz uma das mulheres.

Sem cobrar nada, ele vem ajudando mulheres do mundo todo a engravidar. Holanda, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Itália, Israel, França, Áustria, Canadá Vietnã… E já tem uma encomenda da China para o ano que vem. Mas antes, ele tem oito compromissos no Brasil, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Santa Maria.

Para Ed, isso é mais do que um trabalho: “Eu vejo como um dever moral. Você pode entrar para a Cruz Vermelha, ajudar na África, doar dinheiro, mas faça algo com a sua vida”, diz.

Segundo a candidata a mamãe, a relação entre eles foi natural. É que o Ed prefere o método tradicional, ou seja, o ato sexual. “O momento foi bastante tranquilo. Ele já havia conversado comigo, explicando que ele teria calma, que seria tudo no meu tempo”, explica.

Missão cumprida em São Paulo, Ed embarcou para Brasília, para outro compromisso. Desta vez, com um casal heterossexual que não quis gravar entrevista.

“Essa rotina é muito estressante. Eu perco um tempão nisso”, confessa Ed.

Próxima parada, Rio de Janeiro. Ed foi logo encontrar um outro casal de mulheres. “Nós tentamos duas vezes a fertilização. É um tratamento caro e oferece poucas chances de sucesso e a gente estava super animada com a ideia, mas o desgaste emocional e o desgaste financeiro é muito grande”, explica a futura mamãe.

Fantástico: Mas não é uma situação estranha?
Candidata a mãe: A atitude dele é uma atitude que não nos constrange por causa da naturalidade com que ele trata a questão pelo gesto de carinho e por ele dividir conosco esse sonho.
Fantástico: Vocês não querem nada dele?
Candidata a mãe: Queremos, só o sêmen!

As famílias não esperam nenhum compromisso legal de Ed. E pela lei está tudo certo. “O direito hoje consegue perceber as relações familiares pelo prisma do afeto. Importa muito mais a realidade sócio afetiva do que os valores formais, de quem é o verdadeiro pai, biologicamente falando”, explica o advogado Dimitri Sales.

Existe outra questão muito séria, de saúde. Ed diz que faz exames regularmente e é totalmente saudável. Mas será que, para as mulheres, isso é 100% seguro?

Aos olhos da medicina, não. Este médico é categórico. “Essas mulheres que estão tendo relação com ele estão correndo risco de se contaminarem de doenças tipo HIV, hepatite B, hepatite C, sífilis e outras”, alerta o ginecologista Artur Dzik.

Ed garante que a qualidade e a quantidade dos seus espermatozoides são acima do normal.

Fantástico: Existe isso?
Ginecologista Artur Dzik: Não, nem mais forte, nem mais fraco. Quanto ao fato de ele ter um volume no espermograma aumentado, isso não é nenhum sinal maior de fertilidade.

A agenda no Brasil ainda não terminou. E um encontro em particular está deixando o Ed um pouco ansioso.

“Uma das mulheres que me escreveu desistiu de ter um filho agora, mas disse que está buscando um relacionamento sério. A gente vai se conhecer pessoalmente ainda, talvez a gente goste um do outro, talvez não. Mas a ideia de encontrar com ela tem me deixado assim todo arrepiado”, confessa Ed.

Fantástico

JP, CG e mais 14 cidades brasileiras estão entre as 50 mais violentas do mundo, diz ONG

ViolênciaEm 2012 eram 14 cidades; no ano de 2013, 15. Em 2014, o relatório anual da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal adicionou mais um município brasileiro ao ranking de 50 cidades com maior índice de homicídios do mundo.

A maioria das “mais violentas” está no continente americano (46 cidades), e na América Latina, em particular (41). Os países latino-americanos com maior problema de violência são Honduras, Venezuela, Guatemala, El Salvador, México e Brasil.

Três cidades brasileiras aparecem no Top 10, Maceió (5), Fortaleza (7) e João Pessoa (9). Campina Grande, a Rainha da Borborema, também aparece na lista, em 25º. Na lista divulgada um ano atrás, João Pessoa estava em 10º e Campina não aparecia.

Com uma taxa de 187 homicídios a cada 100 mil habitantes, a cidade hondurenha de San Pedro Sula ocupou pelo terceiro ano consecutivo a liderança do ranking. O segundo lugar fica com Caracas, capital da Venezuela, e, em terceiro, Acapulco, no México, com taxas de 134 e 113, respectivamente, a cada 100 mil habitantes.

Saíram da lista as seguintes cidades que figuravam na lista de 2012: Brasília e Curitiba, no Brasil; Barranquilla, na Colômbia; Oakland nos EUA e Monterrey no México. Todas estas tiveram taxas inferiores ao 50° colocado, Valencia, na Venezuela

As 16 cidades brasileiras que estão na lista são:

– Maceió (AL) com 79,8;

– Fortaleza (CE) com 72,8;

– João Pessoa (PB) com 66,9;

– Natal (RN) com 57,62;

– Salvador (BA) com 57,6;

– Vitória (ES) com 57,4;

– São Luís (MA) com 57,0;

– Belém (PA) com 48,2;

– Campina Grande (PB) com 46,0;

– Goiânia (GO) com 44,6;

– Cuiabá (MT) com 44,0;

– Manaus (AM) com 42,5;

– Recife (PE) com 36,8;

– Macapá (AP) com 36,6;

– Belo Horizonte (MG) com 34,7 e

– Aracaju (SE) com 33,4.

 

Abaixo, confira a lista completa:

 

 

Revista Forum