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Caixa e Banco do Brasil iniciam pagamento de cotas do PIS/Pasep

A partir da próxima segunda-feira (19),  inicia-se o calendário de disponibilização dos recursos Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Neste primeiro dia, os cotistas que possuem contas na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil terão dinheiro depositado em conta corrente ou em poupança. Os demais cotistas poderão fazer os resgates conforme calendário divulgado pela Caixa e Banco do Brasil.

Essa liberação das cotas do PIS/Pasep foi feita por meio da Medida Provisória 889/2019, anunciada pelo governo no início do mês. Pela MP, também houve liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A liberação das cotas é diferente do pagamento anual do abono salarial. Esse pagamento do calendário 2019/2020 começou no final de julho.

No caso das cotas do PIS/Pasep, os recursos ficarão disponíveis para todos os cotistas, sem limite de idade. Diferentemente dos saques anteriores, agora não há prazo final para a retirada do dinheiro, lembrou o Ministério da Economia.

Segundo o ministério, as novas regras previstas pela MP facilitam ainda o saque para herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos, sendo necessário apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não há outros herdeiros conhecidos.

Têm direito ao saque todos os cotistas da iniciativa privada cadastrados no PIS e servidores públicos cadastrados no Pasep até 4 de outubro de 1988.
O PIS e Pasep constituem um fundo único, cujo saldo pode ser sacado pelo trabalhador cadastrado entre 1971 e 4 de outubro de 1988 e que ainda não tenha retirado o valor total das cotas na conta individual de participação.

PIS beneficia 10,4 milhões

Serão disponibilizados para saque R$ 18,3 bilhões, referentes a 10,4 milhões de trabalhadores que possuem cotas do PIS. Para os cotistas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa, os créditos serão realizados de forma automática.

O cotista que não é correntista da Caixa e tem idade a partir de 60 anos poderá realizar o saque das cotas do PIS a partir do dia 26 de agosto. Já os cotistas com até 59 anos e que não possuem conta no banco podem receber o benefício a partir do dia 2 de setembro.
 Os saques das cotas do PIS com valor até R$ 3 mil podem ser feitos com o Cartão do Cidadão e a senha Cidadão nos terminais de autoatendimento, nas unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação oficial com foto. Os valores acima de R$ 3 mil e de cotistas que não possuem Cartão do Cidadão e senha devem ser sacados nas agências, mediante apresentação de documento oficial de identificação com foto.

O beneficiário legal, na condição de herdeiro, pode comparecer a qualquer agência da Caixa portando documento oficial de identificação com foto e outro que comprove sua condição de sucessor para realizar o saque.

O representante legal do cotista está apto a retirar o saldo, mediante procuração particular, com firma reconhecida, ou por instrumento público que contenha outorga de poderes para solicitação e saque das Cotas do PIS.

Para atender aos trabalhadores com direito a cotas do PIS, a Caixa disponibilizou o site www.caixa.gov.br/cotaspis, onde é possível consultar o direito às cotas, além de valores, cronograma e locais mais convenientes para o saque.

O cotista também pode acessar as informações pelo aplicativo Caixa Trabalhador, pelo telefone 0800 726 0207, terminais de autoatendimento, por meio do Cartão do Cidadão e agências da Caixa. Os correntistas do banco podem utilizar o Internet banking Caixa, na opção “Serviços ao Cidadão”.

Como sacar o Pasep

Os cerca de 30 mil cotistas do Pasep que possuem conta corrente ou poupança no BB terão o depósito feito automaticamente nesta segunda-feira (19), à noite.

Os cotistas clientes de outras instituições financeiras, com saldo de até R$ 5 mil, poderão transferir o saldo da cota via Transferência Eletrônica Disponível (TED), sem nenhum custo, a partir de terça-feira (20). A opção de TED disponibilizada pelo BB pode ser realizada tanto via internet, pelo endereço eletrônico www.bb.com.br/pasep, quanto pelos terminais de autoatendimento.

Os demais cotistas, assim como herdeiros e portadores de procuração legal, poderão realizar os saques diretamente nas agências do BB, a partir do dia 22 de agosto, quinta-feira próxima. Ao todo, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas.

O beneficiário legal, na condição de herdeiro, pode comparecer a qualquer agência do Banco do Brasil portando documento oficial de identificação e outro que comprove sua condição de sucessor para realizar o saque.

Também está apto a retirar o saldo o representante legal do cotista, mediante procuração particular, com firma reconhecida, ou por instrumento público que contenha outorga de poderes para solicitação e saque de valores.

Para o participante saber se tem direito às cotas, basta acessar o portal www.bb.com.br/pasep. As soluções de consulta e saque da cota para envio de TED também estão disponíveis nos terminais de autoatendimento do BB. O cotista ainda pode obter informações por meio da Central de Atendimento BB pelos telefones 4004 0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 729 0001 (demais localidades).

 

 

Agência Brasil

 

 

Diabetes está atingindo mais pessoas pelo Brasil

O número de pessoas com diabetes está crescendo no Brasil. Mais de sete por cento da população adulta foi diagnosticada com diabetes em 2018, o que representou aumento de 40% em relação ao ano de 2006. Isso é o que revela a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde. De acordo com a pesquisa, as mulheres apresentam maior percentual de diagnostico do que em homens. A revendedora Thaís Sousa é um exemplo. Diagnosticada com diabetes ainda criança, ela conta como é controlar e conviver com a doença.

“Quando eu descobri a diabetes eu tinha 11 anos de idade. Foi uma surpresa pra mim, porque eu não conhecia a palavra diabetes. Ai depois eu fui aprimorando, buscando conhecimentos e tratamento. Mas foi difícil, porque uma criança deixar de ingerir doces de uma hora pra outra é muito difícil e o psicológico para quem tem diabetes é complicado. Mas hoje em dia, eu estou bem adaptada e acostumada e sei conviver bem com a diabetes”.

Apesar desse aumento da diabetes entre os brasileiros, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2018, apontam que o aumento no acesso de medicamentos para diabetes tem impacto diretamente na diminuição de internação hospitalar e mortes relacionadas ao diabetes no Brasil. Para o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, um dos pontos importantes é avaliar a qualidade dos alimentos que o brasileiro consome.

“Nós estamos analisando o quanto que isso impacta, principalmente, para a alimentação infantil que é mais preocupante ainda. Então, nós temos feito reuniões dentro da Secretaria de Atenção Primária da área de Nutrição e temos discutindo tanto a questão tanto da rotulagem como, também, das ações relacionadas à quantidade de açúcar, sódio e gorduras nesses alimentos”.

De 2008 a 2018 o Ministério da Saúde ampliou em mais de 1.000% o acesso a medicamentos para diabetes no Brasil. Só no ano passado, foram distribuídos mais de três bilhões de medicamentos para o tratamento da diabetes, que beneficiaram cerca de sete milhões de pacientes. Para quem têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atenção integral e gratuita, principalmente para controle e tratamento, inclusive com insulinas.

 

agenciadoradio

 

 

Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

 

(Foto: Reprodução/EBC)

Agência Brasil

 

 

 

“Um presidente não é dono do Brasil e não pode discriminar nenhum Estado”, diz RC sobre declaração de Bolsonaro

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) saiu em defesa dos estados nordestinos após um áudio polêmico do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que em evento com a imprensa, não percebeu que estava sendo gravado e teceu declarações xenofóbicas contra os estados do Nordeste.

De acordo com RC, qualquer brasileiro após ter ouvido o que o presidente disse deve estar se questionando sobre a insensatez do fato.

“Qualquer brasileiro minimamente consciente deve estar se questionando como um Presidente da República consegue ser tão insensato quanto o Sr. Bolsonaro. Cada opinião consegue ser mais estapafúrdia que a outra” disparou.

Ricardo ainda disse que enquanto cidadão paraibano não poderá admitir qualquer retaliação contra o estado apenas porque o governo não segue as ideias do atual presidente.

“Um presidente não é dono do Brasil e não pode discriminar nenhum Estado. Tenho certeza que falo em nome da imensa maioria do povo paraibano apesar de não ser mais governador, mas na condição de brasileiro e paraibano, só posso dizer a Bolsonaro que não admitiremos qualquer tipo de retaliação contra um Estado que não siga suas ideias” pontuou.

PB Agora

 

 

Ricardo critica indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil nos EUA

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) criticou a possibilidade de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, assumir a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Integração de Bananeiras.

O ex-gestor classificou a possível nomeação como uma ‘gravidade enorme’ e lembrou os pré-requisitos para o cargo que não são alcançados pelo filho do presidente.

Ricardo tachou a ação como ‘absurda’ e alegou que ela demonstra a ‘desmoralização’ do Brasil para as nações estrangeiras.

“Você estuda a vida toda, os diplomatas, fala 7 a 8 idiomas, conhece economia, cultura, de tudo, aí chega um presidente e diz ‘vou colocar meu filho ali’, porque conhece os filhos do outro presidente. É um absurdo, é uma desmoralização do Brasil lá fora”, declarou.

http://paraiba.com.br

 

 

Brasil supera expulsão, faz 3 a 1 no Peru e conquista título

A Copa América é do Brasil pela nona vez na história. Para colocar a mão na taça continental depois de 12 anos a equipe do técnico Tite sofreu contra o Peru para vencer por 3 a 1, no Maracanã, neste domingo. O time levou o primeiro gol na competição, teve Gabriel Jesus expulso, atuou com um a menos por mais de 20 minutos, porém se mostrou eficiente como sempre e merecedor da taça.

A seleção brasileira ganha mais uma vez a Copa América em casa e compensa, inclusive, a ausência de Neymar. Três nomes lapidados e consolidados ao longo da competição decidiram a final. Richarlison converteu o pênalti decisivo, Éverton marcou mais um gol e Gabriel Jesus deu assistência, fez gol e foi expulso.

O reencontro com o Brasil na final após a partida na fase de grupos fez os peruanos repetirem a proposta de jogo. Marcação adiantada, bom toque de bola e dois chutes a gol antes dos dez primeiros minutos mostraram um time confiante. Com Guerrero centralizado no ataque e um pelotão de cinco meias, a marcação era caprichada e os visitantes deixavam o Brasil com menos posse de bola.

Paciente, o Brasil encontrou o caminho ao gol aos 14 minutos ao se aproveitar da maior debilidade peruana nesta Copa América, as laterais. Daniel Alves lançou pelo alto, por cima do bloco peruano de marcação no meio-campo e deixou Gabriel Jesus livre para superar Trauco e cruzar. Advíncula errou o posicionamento e deixou Everton aparecer livre para completar a gol.

A expectativa de abrir uma nova goleada não se confirmou. O Brasil continuava com dificuldades para passar pela marcação. Os peruanos tiveram o mérito de manter a calma após a desvantagem e acabaram premiados pelo esforço. Cueva tentou um passe dentro da área e a bola bateu na mão de Thiago Silva, que tentava um carrinho. O árbitro chileno Roberto Tomar marcou pênalti, depois consultou o vídeo e na sequência, manteve a decisão. Guerrero cobrou e empatou.

O Maracanã ficou mudo. O primeiro gol sofrido pelo Brasil no torneio fez os jogadores em campo gesticularem entre si com o pedido para não se abater. Deu certo. Aos 47, Arthur recuperou uma bola, conduziu e contou com o escorregão de um peruano para deixar Gabriel Jesus livre para tirar de Gallese. O desempate era o calmante necessário para o Brasil terminar o primeiro tempo livre de qualquer agonia.

O Peru voltou para o segundo tempo com os pontas Carrillo e Flores invertidos de posição. A postura mais ofensiva deu trabalho para o Brasil, mas por outro lado abriu mais espaço para Coutinho aparecer. A seleção não aproveitou duas boas chances para fazer o terceiro e recebeu um duro golpe aos 24 minutos. Irritado com a marcação, Gabriel Jesus fez falta em Tapia, levou o segundo amarelo e foi expulso.

A vantagem numérica em campo fez o Peru arriscar mais. A torcida sentiu o momento delicado e começou a se agitar mais depois de Flores quase empatar de fora da área. O técnico Tite foi outro a acusar a expulsão, ao tirar Coutinho e colocar o lateral Éder Militão. A mudança deixou o Brasil com a defesa reforçada e fez Daniel Alves ser posicionado como meio-campista.

A parte final do segundo tempo teve o Brasil com dois objetivos: segurar o jogo e provocar a expulsão de algum peruano. A cada falta ou dividida, a reclamação brasileira para cobrar cartão faziam os cerca de 70 mil presentes gritarem. O jogo ficou travado, tenso e aos 41 minutos, viveu um novo momento decisivo. O árbitro marcou pênalti em Éverton na área, consultou o árbitro de vídeo e assim como no primeiro tempo, manteve a decisão.

A bola decisiva caiu para Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo. O atacante que teve caxumba durante a Copa América cobrou no canto de Gallese e fez o estádio aliviar a preocupação. Teve gritos de “campeão”, sinalizador e o coro de “o campeão voltou” para coroar o encerramento da campanha vitoriosa.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 3X1 PERU

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho (Éder Militão); Gabriel Jesus, Éverton (Allan) e Roberto Firmino (Richarlison). Técnico: Tite.

PERU: Gallese; Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Yotún (Ruidiaz), Tapia (Gonzales), Carrillo (Polo), Cueva e Flores; Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

Gols: Everton, aos 14, Guerrero, aos 43, e Gabriel Jesus, aos 47 minutos do primeiro tempo. Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile)

Cartões amarelos: Gabriel Jesus, Tapia, Thiago Silva, Zambrano, Advíncula, Richarlison

Cartão vermelho: Gabriel Jesus

Público: 58.584 pagantes (69.986 no total)

Renda: R$ 38.769.850,00

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro

 

 

Estadão

 

 

Brasil totaliza 339 mortes por gripe até junho deste ano

O Ministério da Saúde divulgou o número de mortes causadas pelo vírus da gripe no Brasil em 2019 que totalizou 339 até o dia 28 de junho. As análises das últimas semanas mostraram que a circulação do vírus influenza nas seguintes regiões: Paraná, Amazonas e São Paulo.

De acordo com o boletim epidemiológico da Semana 23 de junho, foram registradas mortes devido a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – causada pelo vírus influenza.

Os casos de influenza chegaram a 1.576 registros, que são considerados os casos mais graves e, por isso, passam por análise laboratorial para identificar o subtipo do vírus.

O ministério informou que o estado do Paraná tem o maior número de mortes do ano, sendo 52 óbitos até o dia 28 de junho. Logo atrás vem o estado do Rio de Janeiro com 41 mortes por gripe. E a terceira posição fica com o Amazonas que registrou 35 mortes e São Paulo com 34.

O que é a vacina da gripe?

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas. As vacinas são trivalentes, ou seja, imunizam contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.

Existem três tipos de vacinas contra influenza:

  • vacinas de vírus fracionados
  • vacinas de subunidades
  • vacinas de vírus inteiros.

 

 

 Minha Vida

 

 

Justiça autoriza Anac a redistribuir horários de voos da Avianca Brasil

O juiz Ricardo Negrão, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, suspendeu a liminar que impedia a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de fazer a redistribuição de horários de pousos e decolagens de voos (“slots”) que estavam com a Avianca Brasil.

No dia 28 de junho, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, havia proibido a Anac de fazer a distribuição dos slots, sob o argumento de que, sem os horários de voos, a empresa não teria nenhum ativo relevante para vender no leilão de recuperação judicial, marcado para 10 de julho.

A Anac entrou com um recurso na quarta-feira (3). Nesta quinta (4), o juiz considerou, em sua decisão, que “o sucesso da recuperação judicial deve, obrigatoriamente, observar a legalidade”.O juiz também considerou que “o congelamento virtual dos slots prejudica a segurança jurídica e traz assimetria de tratamento entre outras empresas aéreas”.

A decisão de hoje traz dúvidas a respeito do leilão de ativos da Avianca Brasil, marcado para 10 de julho. A companhia propôs a venda de sete empresas, que teriam como principal ativo slots que eram usados pela Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont.

Venda é proibida

Por lei, a venda de slots é proibida. A distribuição dos direitos de pousos e decolagens é feita exclusivamente pela Anac. A legislação permite que empresas de um mesmo grupo façam a transferência de slots entre si – o que permitiria a transferência dos slots da Avianca para as unidades produtivas isoladas (UPIs).

Iata

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), entidade que reúne as 290 maiores companhias de aviação do mundo, encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um documento recomendando que a agência adote as melhores práticas globais para redistribuir os horários de pousos e decolagens (“slots”) de voos da Avianca Brasil. A Iata se colocou contra as recomendações dadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à agência.

Em junho, o Cade emitiu uma nota técnica, pedindo à Anac que altere as regras de alocação de slots para evitar a concentração da concorrência, especificamente no aeroporto de Congonhas. O Cade sugeriu que o limite para uma companhia aérea ser definida como novo entrante fosse elevado de 5 slots para 60 slots por dia — o que beneficiaria a Azul — e que 100% dos slots da Avianca fossem distribuídos para novos entrantes.

No documento da Iata, a instituição afirma discordar das sugestões feitas pelo Cade. Peter Cerdá, vice-presidente da Iata Américas, disse que um aumento drástico no limite de slots para considerar uma empresa nova entrante dilui a quantidade de novos entrantes, de forma que cada empresa aérea seria considerada uma nova entrante para sempre.

A Iata sugere que a Anac adote a recomendação global de considerar nova concorrente a empresa aérea com até 7 slots diários. Essa regra tiraria a Azul da competição pelos slots da Avianca Brasil no aeroporto de Congonhas.

O executivo também considerou que distribuir 100% dos slots da Avianca para novos entrantes impediria que empresas de médio porte possam crescer nos aeroportos mais movimentados.

G1

 

 

 

Brasil segura Argentina, ganha por 2 a 0 e vai à final

Jogar no Mineirão não é problema para o Brasil. É perigo, sim, para a Argentina. A seleção brasileira foi eficiente, contou com a sorte quando precisou, e bateu a equipe de Lionel Messi por 2 a 0 nesta terça-feira para garantir vaga na final da Copa América. Pela segunda vez em menos de três anos os argentinos vieram para Belo Horizonte e vão embora com derrota.

O Brasil não foi brilhante. O time de Tite levou duas bolas na trave (uma em cada tempo), deu espaço excessivo para Messi e foi dominado durante boa parte do jogo. No entanto, teve a favor o brilho de jogadas individuais e o equilíbrio defensivo para sacramentar a volta à final da Copa América depois de 12 anos. A próxima parada agora é no domingo, contra Peru ou Chile.

A semifinal começou disputada, aguerrida e com muitas faltas. Inflamados pela cantoria das torcidas durante os hinos, os jogadores exageraram na força das divididas. Os times se estudaram nos primeiros minutos, em busca de um encaixe. Casemiro grudou em Messi, Coutinho era vigiado por De Paul e a partida era travada. Embora com menos posse de bola, a Argentina deu o primeiro susto, em um chute de Paredes.

O Brasil tocou a bola com paciência e saiu na frente após Daniel Alves desequilibrar. Foram dois lindos dribles até a bola chegar na ponta para Firmino cruzar para a área. Gabriel Jesus só tirou do goleiro Armani para abrir o placar, aos 18 minutos. A torcida cantou animada no Mineirão, confiante e livre do sufoco de ver a agonia de um 0 a 0 se arrastar por muito tempo.

Mas logo depois quem começou a dominar o jogo foi a Argentina. Messi passou a ditar o ritmo pelo lado direito, pois recebia a bola com liberdade e encontrava sempre com quem tabelar. Aos 29 minutos, o camisa 10 cobrou uma falta para Agüero acertar o travessão e deixar o Mineirão em apuros. O lance fez o time alviceleste crescer e ficar muito perto do empate. Acuados, os brasileiros ficaram à espera do fim do primeiro tempo.

No intervalo, o presidente Jair Bolsonaro desceu ao gramado para cumprimentar torcedores enquanto o técnico Tite mexia na equipe. Éverton saiu e deu lugar a Willian. A alteração foi para fazer o time ter mais chegada pelo lado esquerdo e não só na direita. Uma tentativa boa, porém insuficiente para solucionar o problema chamado Messi. O camisa continuava a incomodar bastante.

A cada participação dele no jogo, uma horda de brasileiros tentava recuperar a bola de forma desesperada. A Argentina encontrava espaços no segundo tempo, inclusive com uma liberdade absurda para Messi. O camisa 10 teve a comodidade de entrar na área aos 11 minutos e acertar a trave. A Argentina era melhor no jogo e ousou minutos depois, ao colocar Di María e ganhar mais um atacante.

O Brasil estava dominado pelo adversário, sem saída de jogo, como se fosse um boxeador nas cordas. Quando o empate parecia perto e o time aparentava cansaço novamente Gabriel Jesus resolveu. Aos 25 minutos, ele puxou sozinho um contra-ataque, enfrentou três argentinos e só rolou para Firmino completar. Os 2 a 0 premiaram a eficiência, mas não o domínio de quem estava melhor no jogo.

A partida ficou ainda mais faltosa no fim. O Brasil demonstrou cansaço, amenizado somente pelos gritos de “olé” e de “eliminado” vindos da torcida. Abatidos, os argentinos viram o quanto a seleção brasileira pode ser eficiente e fatal. Aliviada, a seleção brasileira passa por mais um jogo sem sofrer gol e se aproxima do título.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2X0 ARGENTINA

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos (Miranda), Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus (Allan), Roberto Firmino e Éverton (Willian). Técnico: Tite.

ARGENTINA: Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico (Dybala); Paredes, De Paul (Lo Celso), Acuña (Di María) e Messi; Agüero e Martinez. Técnico: Lionel Scaloni.

Gols: Gabriel Jesus, aos 18 minutos do primeiro tempo. Roberto Firmino, aos 25 do segundo tempo.

Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)

Cartões amarelos: Tagliafico, Acuña, Daniel Alves, Foyth, Martinez, Allan, Agüero

Público: 52.235 pagantes

Renda: R$ 18.744.445,00.

Local: Mineirão, em Belo Horizonte.

 

Estadão

 

 

Brasil sofre com retranca, mas vence Paraguai nos pênaltis

Não jogou bem, não foi brilhante, mas passou. O Brasil está na semifinal da Copa América após exorcizar um antigo fantasma da competição: os pênaltis. Na Arena do Grêmio, nesta quinta-feira, a equipe empatou sem gols com o Paraguai no tempo normal após sofrer com a retranca adversária e precisou dos pênaltis para ganhar por 4 a 3 e devolver as derrotas diante do mesmo rival nas quartas de final do torneio em 2011 e 2015.

O Brasil foi superior ao adversário ao longo de mais de 90 minutos de futebol. Tropeçou na insegurança em chutar, na falta de criatividade e prevaleceu na hora de decidir nas cobranças. Firmino chutou para fora, enquanto Gómez e González erraram. Coube ao atacante Gabriel Jesus fechar a série decisiva e colocar o Brasil na semifinal contra quem passar do confronto entre Argentina e Venezuela.

Sob os olhos de Neymar, presente em um camarote ao lado do presidente da CBF, Rogério Caboclo, a seleção brasileira esteve longe de repetir a atuação empolgante da partida contra o Peru. O Paraguai escalado com três zagueiros de origem, posicionado com cinco no meio e uma imensa disposição para marcar e desacelerar o jogo fez o encontro ser monótono e de imensa disputa para cada palmo.

O Brasil conseguiu algumas finalizações logo no começo e criou uma falsa expectativa de pressão. Na verdade, ficaria preso na defesa, atrapalhado pelos erros de passe, dezenas de faltas e sabotado pela própria vontade de querer caprichar mais no lance em vez de chutar a gol. Por isso, passou 35 minutos no primeiro tempo sem finalizar e viu a partida ficar parada, como o Paraguai gostaria.

A chance mais clara do primeiro tempo foi dos paraguaios. Após cruzamento, Derlis González apareceu atrás da defesa e chutou para Alisson salvar, aos 28 minutos. A torcida sentiu a dificuldade do jogo travado e por alguns instantes entoou o coro de Grêmio. Ao fim do primeiro tempo, a arena mesclou vaias com aplausos após ver 45 minutos de futebol pobre em um gramado maltratado.

O Brasil voltou para a etapa final disposto a acelerar mais o jogo e conseguiu uma chance importante. Gabriel Jesus fez bela jogada individual e serviu para Firmino, que foi derrubado na entrada da área. Inicialmente o árbitro deu pênalti, mas após revisar o lance no vídeo, decidiu marcar falta fora da área e expulsar o paraguaio Balbuena. Foram cinco minutos de paralisação.

A vantagem numérica deixou o Brasil ainda mais pressionado a buscar o gol da vitória. O time avançou inteiramente, a ponto de a linha de defesa ficar posicionada na intermediária do Paraguai. Tite tirou o volante Allan e colocou o meia Willian para aumentar a força ofensiva. O jogo virou de um time só, com os paraguaios atordoados e sem qualquer opção para sair da defesa.

O Brasil radicalizou de vez nos minutos finais, ao tirar Daniel Alves e colocar Lucas Paquetá. A equipe queria a todo custo resolver a partida no tempo normal, pois só atacava e sequer sofria perigo. A angústia aumentou após o chute de Willian acertar a trave aos 44 minutos do segundo tempo. Foram mais sete minutos de acréscimos e de gritos de gol sufocados. A decisão foi para os pênaltis.

A torcida compreendeu o sofrimento e entendeu a superioridade brasileira ao longo do tempo normal. Com vaias sobre os paraguaios, ajudou a pressionar e induzir ao erro os dois paraguaios que atuam no futebol nacional: Gómez parou nas mãos de Alisson e Derlis Gonzalez chutou para fora. Em uma noite em que o fiasco assombrou a seleção, a classificação premiou quem mais procurou jogar futebol.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0X0 PARAGUAI

BRASIL: Alisson; Daniel Alves (Lucas Paquetá), Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís (Alex Sandro); Allan (Willian), Arthur e Philippe Coutinho; Everton, Gabriel Jesus e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

PARAGUAI: Gatito Fernández; Piris, Balbuena, Gómez e Alonso; Sánchez (Escobar), Ortiz, Pérez (R. Rojas) e Arzamendia (Valdez); Derlis González e Almirón. Técnico: Eduardo Berizzo.

Nos pênaltis: Brasil 4 (Willian, Marquinhos, Coutinho e Gabriel Jesus); Firmino perdeu) e Paraguai 3 (Almirón, Valdez, Rodrigo Rojas; Gómez e Derlis González perderam)

Árbitro: Roberto Tobar (Chile).

Cartões amarelos: Arzamendia, Piris, Alonso, Filipe Luís, Firmino, Arthur.

Cartão vermelho: Balbuena.

Público: 45.495 pagantes.

Renda: R$ 10.352.430,00.

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

 

Estadão