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Solanense é primeira paraibana eleita Miss Teen Brasil Universe; ‘era o meu sonho’, diz

Uma adolescente paraibana foi eleita Miss Teen Brasil Universe 2020. Joyce Freitas, de 17 anos, natural de Solânea, venceu o concurso realizado na última sexta-feira (29), em Natal, no Rio Grande do Norte. Essa é a primeira vez que uma candidata da Paraíba conquista o título a nível nacional e o próximo passo será a disputa pelo título a nível internacional, previsto para acontecer em novembro de 2020, nas Bahamas, no Caribe.

“É uma grande honra pra mim poder representar o meu estado e agora o meu país. Ser a primeira paraibana a ganhar o título a nível nacional era o meu sonho”, afirma a estudante e modelo Joyce Freitas.

Entre 27 candidatas de todo o país, Joyce, que mora em João Pessoa, foi para a disputa final do concurso com a candidata do Paraná. O anúncio de que a coroa seria da paraibana foi acompanhado pela família da estudante, que esteve presente em todas as fases preparatórias para o concurso a nível nacional.

Para chegar à disputa do Miss Teen Brasil Universe 2020, Joyce conta que primeiro precisou passar pela disputa a nível estadual. O Miss Teen Paraíba Universe aconteceu em João Pessoa, no dia 24 de setembro deste ano.

Joyce foi eleita Miss Teen Paraíba Universe no dia 24 de setembro deste ano, em João Pessoa — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Joyce foi eleita Miss Teen Paraíba Universe no dia 24 de setembro deste ano, em João Pessoa — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Joyce conta que trabalha como modelo fotográfica e de passarela desde os 11 anos. Estudante do 3º ano do ensino médio, ela diz que pretende seguir a carreira de modelo. “É bem corrido conciliar as duas coisas agora, mas como estou terminando o ensino médio ano que vem, vou me dedicar à carreira de modelo”.

Miss Teen Universe 2020 em Bahamas

O próximo passo será a disputa a nível internacional, com tudo pago pela organização do concurso. De acordo com Joyce, o Miss Teen Universe está previsto para acontecer em Bahamas, no Caribe, em novembro de 2020.

“Para as meninas que têm o mesmo sonho, eu digo pra ir atrás desse sonho, que elas jamais desistam, pois sonho que é sonho tem que batalhar, e que não é fácil, mas se é algo que elas querem, corram atrás disso”, diz a paraibana.

Paraibana venceu Miss Teen Brasil Universe 2020, realizado em novembro deste ano, em Natal, no Rio Grande do Norte — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Paraibana venceu Miss Teen Brasil Universe 2020, realizado em novembro deste ano, em Natal, no Rio Grande do Norte — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

 

G1

 

 

Paraíba tem a 7ª menor taxa de divórcios registrada no Brasil em 2018

A Paraíba tem a 7ª menor quantidade de divórcios oficializados em 2018, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (4). De acordo com o órgão, a proporção é de aconteça um divórcio para cada três casamentos.

A taxa de separações no estado é de 1,6 pessoas para mil habitantes, enquanto a brasileira é de 2,6. Já a taxa de divórcios no Nordeste é de 1,9 pessoas para mil habitantes. Entre os divorciados estão ex-companheiros com menos de 20 anos.

Ainda no Nordeste, cerca de 69,7% das mulheres e 22,1% dos homens ficam com a guarda dos filhos com menos de 18 anos após o fim do relacionamento.

Segundo dados do IBGE, a idade média das pessoas durante os divórcios é de 40 anos para mulheres e 43 para homens. Já o tempo médio para duração de um casamento é de 14 anos, três a menos do que em 2008, quando o tempo médio era de 17 anos.

O órgão destaca ainda que 46,6% das pessoas que se divorciaram em 2018 tinham filhos com menos de 18 anos, 27,% não tinham filhos, 17,3% tinham filhos com mais de 18 anos e outros 7,8% tinham filhos com mais e menos de 18 anos.

G1

 

Trump acusa Brasil e Argentina de desvalorizarem moedas e diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

Trump ainda usou a oportunidade para criticar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

“O Federal Reserve deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele, que frequentemente tem defendido juros mais baixos nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que falará com Trump sobre o anúncio referente às tarifas.

Na Argentina, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que iniciará as negociações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos após a decisão do presidente Donald Trump.

O dólar opera em leve queda nesta segunda-feira, após abrir em alta.

À tarde, antes de embarcar para reunião da Otan em Londres, Trump voltou a dizer que vai sobretaxar o aço do Brasil e da Argentina. Ele acusou os dois países de desvalorizarem suas moedas “substancialmente”, em 10%.

“Eu dei a eles uma grande trégua nas tarifas, mas agora eu estou tirando essa trégua porque é muito injusto para a nossa indústria e muito injusto para os nossos produtores rurais. Nossas empresas de aço vão ficar muito contentes, e nossos fazendeiros vão ficar muito contentes”, disse a jornalistas.

Desvalorização do real

Do início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,43% frente ao real, barateando as exportações brasileiras e aumentando a competitividade dos produtos do país lá fora. Somente em novembro, a alta foi de 5,73%.

O real foi a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mês de novembro, segundo levantamento da Austin Rating, com uma desvalorização de 5,2%. A moeda brasileira ficou atrás somente do bolívar soberano, da Venezuela (-36,1%), do kwacha, da Zâmbia (-9,3%), e do peso do Chile (-8,1%).

O ranking considera as variações de 121 moedas no mundo. No acumulado no ano, o Brasil ocupa a 13ª posição. A liderança é da Venezuela (-98,3%), seguida pela Argentina (-37,2%).

Analistas ouvidos pelo G1 rebatem a acusação de Trump de que Brasil estaria desvalorizando o real como uma política cambial e destacam que entre os principais fatores que explicam uma disparada do dólar no país nas últimas semanas está justamente a prolongada guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Exportações de aço e alumínio

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos.

Trump escreveu que a medida teria “efeito imediato”, mas ainda não está claro se a sobretaxa dos produtos brasileiros será a mesma adotada temporariamente no ano passado (25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio) nem quando ela de fato passará a valer.

Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos em março do mesmo ano. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina, além do alumínio da Argentina.

Desde então, as empresas americanas que compram aço do Brasil não precisam pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno.

O Instituto Aço Brasil, que representa a indústria de aço no país, disse que recebeu “com perplexidade” o anúncio de que os Estados Unidos vão voltar a aplicar tarifas sobre o produto brasileiro. Para a entidade, o movimento é uma “retaliação” “que não condiz com as relações de parceria entre os dois países”.

No caso do alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) explica que o setor já pagam sobretaxa desde junho de 2018. “Esse acerto foi ratificado no ano passado com o governo Trump, quando este abriu a possibilidade de substituir a sobretaxa por cotas limitadas de exportação. Na época, optamos pela sobretaxa e seguimos assim desde então”, afirmou a entidade, em nota, destacando que ainda “não há nenhuma posição oficial do governo norte-americano” em relação a retomada da sobretaxa às exportações brasileiras de alumínio.

Histórico

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março do ano passado, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio como medida ‘injustificada e ilegal’, com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

 

G1

 

 

Unicef: mortalidade infantil tem redução histórica no Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promove hoje (27) sessão, na Assembleia Legislativa de São Paulo, para marcar os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança. O órgão produziu um relatório que confere ao Brasil reconhecimento por ter melhorado, ao longo dos anos, índices como o da mortalidade, do trabalho infantil, além da exclusão escolar.

Conforme o Unicef, de 1990 a 2017 registrou-se “redução histórica” no total de mortes de crianças menores de um ano de idade. No período, a taxa nacional caiu de 47,1 para 13,4 a cada 1 mil nascidos vivos. Além disso, entre 1996 e 2017, 827 mil vidas foram salvas.

As ações de mitigação articuladas pelos governos geraram efeitos de âmbito nacional, causando impacto também em São Paulo. No estado, a redução do índice foi de 22,5 para 10,9, de 1996 para 2017, quando 103 mil vidas de bebês foram salvas.

A queda nos índices de cobertura vacinal, adverte o Unicef, tem sido porta de entrada para doenças que eram, até recentemente, consideradas erradicadas, como o sarampo. “Em 2016, a mortalidade infantil subiu pela primeira vez em mais de 20 anos e ainda não voltou aos patamares de 2015, acendendo um sinal de alerta. No total, 42 mil crianças menores de 5 anos ainda morrem por ano no Brasil”, informa o fundo da ONU no relatório.

A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, afirma que o país deve consolidar os avanços já conquistados até agora, voltando a atenção para a primeira infância e a adolescência. “Os indicadores, em sua maioria, são piores no Nordeste e no Norte do país. E piores entre as populações indígena, parda e negra”, diz.

Florence exemplifica seu argumento comentando que não basta manter escolas, mas também garantir que todos possam chegar a elas, em especial as crianças em situação de vulnerabilidade social. “Por isso é que é preciso que as políticas, mais do que nunca, tenham um enfoque de equidade, não sendo suficiente dar as mesmas oportunidades para todos. O que a gente precisa é de políticas que permitam que qualquer criança e adolescente tenha acesso a essas mesmas oportunidades. Por exemplo, não é suficiente que uma escola exista, porque tem uma parte da população que tem que ir atrás, não vai ter oportunidade de chegar.”

A mandatária comenta que a contribuição da convenção consiste em fortalecer a noção de que os direitos das crianças e dos adolescentes são “inegociáveis e indissociáveis”. Única instituição citada nominalmente no tratado, o Unicef, relata Florence, tem conclamado os presidentes dos países signatários a “reafirmar o compromisso” com os princípios ali colocados.

Índice de violência

A alta incidência de homicídios de adolescentes é outro ponto abordado no documento. O Unicef destaca que, entre 1990 e 2007, o total de ocorrências dessa natureza mais do que dobrou.

“De 1996 a 2017, 191 mil crianças e adolescentes de 10 a 19 anos foram vítimas de homicídio”, informam os autores do relatório, acrescentando que, a cada dia, em média, 32 meninas e meninos nessa faixa de idade são assassinados.

Nos municípios paulistas, somente na década encerrada em 2017, destaca o documento do Unicef, 8.200 crianças e jovens nessa faixa etária foram assassinados. A taxa chegou a ser de 9,7 homicídios por 100 mil habitantes, há dois anos. A estimativa é que mais de 1 milhão de menores de idade vivam em áreas afetadas pela violência armada na cidade de São Paulo.

Sala de aula

Outro aspecto mostrado no relatório é o acesso de crianças e adolescentes à educação. Na avaliação do Unicef, o país “conseguiu avançar consideravelmente” nessa área.

“Em 1990, quase 20% das crianças de 7 a 14 anos (idade obrigatória na época) estavam fora da escola. Em 2009, a escolaridade obrigatória foi ampliada para a faixade 4 a 17 anos. E, em 2017, 4,7% das crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estavam fora da escola”.

Os especialistas do Unicef ponderam que, embora o índice de exclusão escolar tenha diminuído significativamente, o país ainda não atingiu a universalização do ensino. Ao todo, quase 2 milhões de meninas e meninos estão fora da escola.

“Em São Paulo, 13% das crianças e adolescentes estavam fora da escola em 1996. Em 2018, eram 3,9%, o que representa 330 mil meninas e meninos. Há ainda aqueles que estão na escola sem aprender. A adolescência é a fase da vida mais afetada com a distorção idade-série no país: 14,9% dos estudantes do ensino médio e 12,5% nos anos finais do fundamental estão dois ou mais anos atrasados, totalizando 6,5 milhões de meninas e meninos. Em São Paulo, são 556.515 crianças e adolescentes”, completa o órgão.

Imigrantes e saúde mental

Para o Unicef, outro ponto que deve integrar a agenda das autoridades preocupadas com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes refere-se à acolhida de refugiados. Dos cerca de 200 mil venezuelanos que ingressaram no país até julho, 30% eram menores de idade. O estado é o segundo com maior volume de pedidos de refúgio, concentrando mais de 10% do total.

O tema suicídio também figura no relatório do Unicef como uma das questões contemporâneas que requerem atenção. “Nos últimos 10 anos, os suicídios de crianças e adolescentes vêm aumentando no Brasil. Eles passaram de 714, em 2007, para 1.047, em 2017. No estado de São Paulo houve aumento de 53% no número de casos, saltando de 98, em 2007, para 150 em 2017”.

Agência Brasil

 

 

Tema da redação do Enem 2019 é ‘Democratização do acesso ao cinema no Brasil’

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019) é “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

Segundo professores ouvidos pelo G1, o tema não estava entre as principais apostas e discussões nos cursinhos ou redes sociais durante o ano, e a área de cultura há anos não aparecia no Enem. Mas a surpresa não chega a fazer do Enem 2019 uma prova difícil para os candidatos.

Já os cineastas ouvidos pelo G1 afirmaram que a democratização do acesso ao cinema no Brasil ainda está longe da realidade. Eles citaram argumentos que poderiam ser usados pelos candidatos, como diversidade de temas nas telas, variedade de produtores na execução dos projetos e até o valor do ingresso, que em geral é caro no país.

Nas redes sociais, alguns internautas elogiaram o tema, enquanto outros ficaram felizes de não estarem entre os candidatos neste ano.

Os estudantes tiveram acesso a textos de apoio para compor a argumentação, como:

  1. um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet;
  2. um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F.Gutfreind;
  3. um infográfico do periódico “Meio e a Mensagem” sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;
  4. um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine.

Análise dos professores

O professor de redação do Sistema de Ensino pH Thiago Braga, do Rio de Janeiro, disse ao G1 após o anúncio que o tema é inesperado e não houve discussão tão grande sobre ele nesse ano.

“Mas é uma discussão importante porque a gente tem o cinema como uma arte que é muito deixada de lado no Brasil, embora muito bem produzida no Brasil”, afirmou Thiago Braga, do pH.

Segundo ele, sem os textos motivadores não é possível saber que enfoque o Enem vai dar ao tema. Braga sugere algumas abordagens possíveis, desde a produção audiovisual no país até o acesso de todos os setores da população ao audiovisual, inclusive as famílias de baixa renda.

A professora Isabela Arraes, do CPV Vestibulares, de São Paulo, afirmou que, apesar de inusitada, a proposta da redação do Enem 2019 não pode ser considerada difícil.

“Foi compatível com o que o exame costuma cobrar dos candidatos, se considerarmos que o tema sempre traz uma questão de viés social que deverá ser analisada criticamente pelos alunos. A questão foi alvo de discussões na internet, principalmente devido aos últimos cenários envolvendo a Ancine e os cortes na cultura do país” – Isabela Arraes, professora de redação

Ainda de acordo com Isabela, a democratização do acesso ao cinema é uma questão social muito pertinente.

“Inclusive, dava margem a algumas análises polêmicas, na contramão do clima de tensão do momento político que o país está vivendo: assim, o Enem optou por solicitar uma discussão extremamente importante no que diz respeito à aquisição dos conhecimentos proporcionados pela indústria cinematográfica”, afirmou a professora.

Para o professor de redação Rogi Almeida, do Curso de Redação, em Teresina, o estudante pode se surpreender porque o tema não foi abordado em provas mais recentes.

“Eles pegaram um eixo temático que há muito tempo não era abordado, que é cultura. O aluno tem que fazer a problematização para o acesso à cultura e ao cinema e como a partir de um filme se tira várias discussões sociais.” – Rogi Almeida, professor de redação

Rogi Almeida ainda diz que é possível usar exemplos na abordagem. “Um exemplo é o Coringa, um filme a partir do qual se discute a violência, as doenças psíquicas, entre outros temas.”

Argumentos de cineastas

Bruno Barreto, diretor de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” e “O que é isso, companheiro?”, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, afirma que “estamos ainda muito longe da democratização do acesso ao cinema brasileiro”.

“A arte precisa de dinheiro, mas também de mecanismos para facilitar o acesso, para democratizar, fazer com que pessoas com baixo poder aquisitivo tenham acesso ao audiovisual. A maneira realista de isso acontecer é nas plataformas e na televisão” – Bruno Barreto, cineasta

Para Marcelo Gomes, diretor de filmes como “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar” (2019) e “Cinema, Aspirina e Urubus” (2005), a democratização do cinema leva o país a construir uma identidade.

“O cinema é o espelho da nossa cultura. Já foi dito que um país sem cinema é uma casa sem espelhos. A gente tem que democratizar, fazer chegar a todas as camadas da população, não apenas em shoppings com ingressos caros. Milhares e milhares de cidades do Brasil não têm cinema. É uma forma de as pessoas acessarem mais conhecimentos, é fundamental ao país.” – Marcelo Gomes, cineasta

A cineasta Laís Bodanzki afirma que a democratização do acesso ao cinema precisa incluir a diversidade de temas abordados na tela e também ao ingresso à sala de exibição. Bodanzky é presidente da SPCine – empresa da prefeitura de São Paulo responsável pelo fomento, estímulo e difusão do audiovisual na cidade de São Paulo – e diretora de filmes como “Como nossos pais” (2017), “As melhores coisas do Mundo” (2010), “Bicho de Sete Cabeças” (2000), entre outros.

“Quando falamos de democracia do cinema, falamos também sobre o que está na tela, quem tem direito de assistir a este filme e quem tem direito de fazer” – Lais Bodanzki, cineasta

Lista de todos os temas de redação do Enem

  • 1998: Viver e aprender
  • 1999: Cidadania e participação social
  • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
  • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
  • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
  • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
  • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
  • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
  • 2006: O poder de transformação da leitura
  • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças
  • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
  • 2009: O indivíduo frente à ética nacional
  • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
  • 2011: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
  • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século 21
  • 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
  • 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil
  • 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
  • 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
  • 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
  • 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

 

G1

 

 

Medidas antitabaco diminuíram em 40% o número de fumantes no Brasil

A implementação de medidas estabelecidas pelo Tratado Internacional para Controle do Tabaco, como os aumentos de preços e impostos, reduziram em até 40% o número de fumantes no país, de acordo com a médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), Tania Cavalcante. Segundo ela, também contribuem para o alerta do perigo do tabaco, as advertências sanitárias nas embalagens também, a proibição de saborização dos cigarros e a proibição das propagandas.

“Apesar de o Brasil ter reduzido muito a prevalência de fumantes para 9,3%, em números absolutos são 19 milhões de pessoas, então precisamos ajudar esses fumantes a deixarem de fumar e muitos deles precisam de tratamento, que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora ainda tenhamos muitos desafios, não temos propaganda e promoção dos produtos de tabaco”, disse durante o Simpósio Internacional Sobre Formas Alternativas de Exposição ao Tabaco.

De acordo com ela, as medidas adotadas, incluindo a proibição de fumo em locais fechados, estão fazendo o efeito previsto e mudando a percepção da sociedade de que fumar não é glamoroso e positivo e sim um problema de saúde pública. “Se perguntarmos hoje para qualquer criança ou adolescente, eles sabem disso, e são eles que pressionam seus pais, avós para que não fumem.

Para Tania, as medidas preventivas contra o tabaco não foram adotadas antes porque existe pressão da indústria do tabaco, já que muitas das medidas dependem de leis. “Se tivéssemos adotado anteriormente tudo o que temos hoje, teríamos menos fumantes e menos mortes e doenças. Hoje são 157 mil mortes [anuais] devido ao tabagismo, todas evitáveis, e um gasto de R$ 57 bilhões com as doenças por ano, enquanto as empresas lucram”.

Cigarro eletrônico

A médica ressaltou que é preciso ainda ficar atento aos cigarros eletrônicos, que têm sido difundidos como algo interessante para reduzir os danos aos fumantes, mas que é igualmente perigoso. Segundo ela, quando usado para tratar um fumante que está tentando parar com o convencional, o cigarro eletrônico pode ser utilizado, mas é importante não esquecer que ele não é inócuo e as empresas mantém seu interesse em expandir seu mercado da nicotina.

“Os cigarros eletrônicos são vendidos em lojas vistosas, são coloridos, bonitos, tentando passar uma percepção para a população de que aquilo não tem dano, mas tem. Estamos vendo nos Estados Unidos crianças e adolescentes morrendo por dano pulmonar e ninguém sabe o que está acontecendo exatamente”, destacou.

Tania disse que os pais devem ficar atentos para evitar que a novidade entre em suas casas e na vida de seus filhos. “Os formatos são os mais diversos possíveis e podem passar despercebidos e os pais não identificarem. Os pais precisam estar vigilantes e informar e orientar as crianças para que não usem e principalmente lembrar que pulmão nós só temos dois e é um órgão extremamente vital para a vida”.

Agência Brasil

 

 

Lula já planeja caravanas pelo Brasil após deixar a prisão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a aliados que, na hipótese de deixar a prisão em breve, pretende rodar o Brasil e assumir o papel do que tem chamado de “fio condutor da pacificação nacional”.

A expectativa pela liberdade ocorre no momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) inicia o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância, e a Segunda Turma da corte se prepara para retomar a discussão sobre a alegada suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que pode levar à anulação da condenação do petista no caso do tríplex de Guarujá.

Em conversas recentes na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula tem adotado o discurso de que é preciso trabalhar pela unidade nacional e dar um basta ao clima de beligerância que se acentuou no país desde a eleição de 2018.

“Lula em liberdade é um agente político importante e vai ter, obviamente, um papel relevante não só para o PT mas também para o Brasil”, disse a presidente da sigla, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

“O povo brasileiro tem confiança no Lula -principalmente o povo pobre- e isso dá a ele condições de ter uma atuação política de enfrentamento mais sistemático a tudo que está acontecendo e à destruição a que o país está sendo submetido”, afirmou.

Embora Lula possa ser beneficiado ao final do julgamento no STF das ações que discutem se é constitucional prender condenados antes de esgotados todos os recursos, o ex-presidente aposta que o Supremo vai referendar a tese de falta de imparcialidade de Moro, hoje ministro da Justiça, na condução do processo do tríplex. Nesse caso, a sentença pode ser anulada e o caso voltaria aos estágios iniciais.

Com isso, Lula sairia da cadeia e também teria de volta os seus direitos políticos, cassados após a condenação em segunda instância, enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Nesse cenário, dizem aliados do petista, está a eleição presidencial de 2022. A avaliação é a de que, hoje, só Lula tem força para derrotar Bolsonaro e a direita na disputa ao Planalto.

Mas uma eventual candidatura de Lula em 2022 só ocorreria se até lá o petista não tiver nenhuma condenação em segunda instância -barreira criada pela Lei de Ficha Limpa. O caso do sítio de Atibaia, por exemplo, no qual o petista já foi condenado em primeira instância, deve ser julgado nos próximos meses pelo TRF (Tribunal Regional Federal).

Segundo pessoas próximas a Lula, a expectativa eleitoral também pesa no discurso de que não troca sua dignidade por sua liberdade, além do argumento de que se trata, na visão do petista, de um processo ilegítimo conduzido por um juiz supostamente parcial.

Na sexta (18), a defesa do petista disse à Justiça que Lula não aceita o pedido de progressão para o regime semiaberto, feito pela Procuradoria.

O caso está nas mãos da juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente. Lula abre mão do semiaberto porque não quer ficar imobilizado em uma cidade, como Curitiba, ter de voltar à PF todas as noites para dormir e ainda usar tornozeleira eletrônica, por exemplo.

Os petistas mais pragmáticos afirmam que, caso Lula deixe a prisão mas não consiga aval para andar pelo Brasil, o novo abrigo -possivelmente seu apartamento em São Bernardo do Campo- será transformado em uma espécie de “centro de peregrinação”.

A ideia, porém, é rejeitada por Lula, que tem dito que não planeja transformar sua casa em uma nova prisão.

Segundo aliados, o petista almeja percorrer o país em condição de liberdade plena  para poder ter legitimidade de questionar as ações do governo Bolsonaro e se apresentar como líder de um movimento capaz de fazer frente “à destruição que está aí”.

“O povo está num sofrimento imenso. E quem andava o Brasil? Quem pisava no chão que o povo pisa? Hoje não temos uma liderança que faça isso. Quem sempre fez isso foi Lula -antes de ser presidente, durante o mandato e depois”, disse Gleisi.

Em caravana, Lula pretende disseminar a ideia de que ele e o PT têm um projeto capaz, nas palavras dos petistas, de “salvar” o Brasil.

O discurso será amparado em um plano elaborado pelo PT. Chamada de “Plano Emergencial de Emprego e Renda”, a proposta apresenta nove diretrizes que prometem gerar 7 milhões de empregos a curto e médio prazo.

“O brasileiro sente a crise econômica na pele e no bolso. A pobreza voltou a assombrar, e o Brasil está voltando ao mapa da fome. Gás, gasolina e álcool cada vez mais caros e o desemprego batendo recorde.

Enquanto o povo paga a conta da crise, o governo corta investimento em educação, em saúde e acaba com a sua aposentadoria. Tira dos mais pobres para entregar aos mais ricos”, diz o plano.

A fala direcionada aos mais pobres, avaliam petistas, está atrelada à trajetória de Lula e tem potencial de reposicioná-lo no cenário político, após uma eventual saída da prisão.

O aumento da desigualdade no Brasil em 2018, apontado pelo IBGE, corrobora o discurso que Lula pretende levar em uma eventual andança pelo país, avaliam petistas.

A pesquisa divulgada na quarta-feira (16) mostrou que, de toda a renda do país, 40% estão concentrados nas mãos de 10% da população, e que a renda dos mais pobres caiu mais de 3% e a dos mais ricos aumentou mais de 8%.

Na avaliação interna do PT, os dados atuais dão mais respaldo ao discurso de que na época do petista era diferente.

As caravanas de Lula pelo país ainda não são discutidas de forma oficial pelo PT, mas os dirigentes admitem que há a expectativa de que ele possa começar a percorrer o Brasil o quanto antes e seja peça fundamental para as eleições municipais de 2020.

Por enquanto, Lula já fez alguns pedidos aos correligionários. Assim que sair da prisão, ele quer um ato no acampamento montado pela militância na frente da PF e depois vai visitar os ex-tesoureiros do PT João Vaccari Neto e Delúbio Soares, que dão expediente na sede da CUT do Paraná. Só depois ele iria para São Paulo, ser recebido com festa.

 

Foto: Agência Brasil

FOLHAPRESS

 

 

‘Brasil está vivendo sob o signo do ódio’, diz Fernando Henrique Cardoso

Está sobrando até para Fernando Henrique Cardoso . Aos 88 anos, o ex-presidente entrou na mira do bolsonarismo radical. Na semana passada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, resolveu compará-lo à Aids. O tucano não quis revidar a agressão.

Em entrevista , ele diz que o Brasil está vivendo “sob o signo do ódio” e precisa voltar a cultivar a tolerância. “Ainda não conseguimos entender que o outro é adversário, não inimigo”, afirma.

FH lança nesta sexta-feira o último volume dos “Diários da Presidência”. O livro relata a eleição de 2002 e a transição para a posse de Lula, seu rival histórico. Foi um processo civilizado, bem diferente do tom da política atual. O ex-presidente considera que a Lava-Jato “exagerou”, mas evita criticar a prisão do petista. Numa passagem do novo livro, ele afirma que é impossível governar o país sem “botar a mão na lama”.

Os novos diários mostram como o sr. via o Brasil de 2002. Como vê o Brasil de 2019?

Hoje nós vivemos sob o signo do ódio. Isso é ruim para o Brasil. Ainda não conseguimos entender que o outro é adversário, não inimigo. Não posso tratar o Bolsonaro como inimigo. Ele foi eleito, é o presidente da República. Eu discordo dele. Nunca o vi, nem estou pretendendo vê-lo.

Na campanha, os ânimos se acirram. Mas tem que haver um momento seguinte, em que você reduz o acirramento e busca uma convergência possível. É do jogo ganhar ou perder. O que tem que haver é lealdade com as regras. Isso não é uma coisa que tenha sido ganha no Brasil. Ainda não temos uma cultura realmente democrática.

O sr. tem sido muito atacado pelos bolsonaristas. Na semana passada, o ministro da Educação chegou a compará-lo à Aids…

A declaração dele foi tão importante que eu nem li… (Risos). Nós estamos vivendo um momento de polarização que é muito ruim. Um ministro tem que prestar mais atenção ao que diz. Temos que baixar a bola, aceitar que existem pessoas com pensamentos diferentes.

Como avalia o governo?

É cedo para um julgamento taxativo. O governo tem muitas partes. Há setores que são francamente ideológicos, veem fantasmas em todo lado. É possível que o presidente às vezes seja levado por fantasmas. Outros setores são sensatos. Não acho que os militares sejam insensatos.

É ruim o Executivo não ter uma agenda clara para mostrar ao país. O presidente tem que explicar qual é o rumo. Hoje, quando há rumo, é o rumo ideológico.

Na ditadura, você enfia a espada e faz. Na democracia, é diferente. Minha atitude era oposta à do governo atual. Eles buscam adversários até onde os adversários não existem.

Onde essa busca pelo confronto vai parar?

Não acho positivo propor impeachments. Isso desgasta o país. No caso do Lula, eu fui contrário. No da Dilma, fui muito reticente. Não é que esteja defendendo a Dilma, o Lula ou o Bolsonaro. Estou pensando no país.

Você desgasta as instituições quando a maioria ganha, mas não leva. O vice-presidente também é eleito, mas ninguém presta atenção. É preciso ter paciência histórica. Quem está contra o Bolsonaro deve manifestar que é contra. Mas não acho que seja o caso de forçar.

A democracia está em risco?

Sempre existe risco. Como dizia Octavio Mangabeira, a democracia é uma planta tenra, que precisa ser regada sempre. Se você não cultiva a democracia e a liberdade, elas morrem. A democracia não é só o formalismo, a eleição. É a crença num conjunto de valores e instituições. Essas instituições estão funcionando.

O Congresso existe, o Supremo está funcionando, a imprensa é livre. Os partidos estão meio arrebentados, mas existem. Temos que usar esses instrumentos para expressar opinião, não para acelerar o ritmo da História. O cara foi eleito.

Eu sei o que é viver num regime sem liberdade. Não é o caso atual. Você tem liberdade para concordar ou discordar do governo. Todo mundo sabe que eu não votei no Bolsonaro nem no candidato do Lula ( Fernando Haddad ), com quem me dou pessoalmente.

Muitos amigos seus tentaram convencê-lo a apoiar Haddad.

Muitos. Eu me dou bem com o Haddad, tenho uma boa opinião sobre ele. Mas naquele momento o PSDB estava em luta com o PT em vários estados. Como é que eu ia tomar posição a favor do PT?

O ministro Gilmar Mendes, que o sr. indicou ao STF, diz que Lula não teve direito a um julgamento justo. Concorda?

Acho que a Lava-Jato exagerou. Que tenha havido algum preconceito contra o Lula e contra o PT, é possível. As pessoas têm preconceito contra mim, contra você… Mas a Justiça julga fatos.

Já fui depor três vezes como testemunha do Lula, a pedido dos advogados dele. Ele foi condenado porque há fatos. Não gosto de ver o Lula preso, mas respeito a Justiça. Ele foi condenado em várias instâncias. Eu lamento. Historicamente, era melhor que não tivesse ocorrido. Mas ocorreu, o que eu vou fazer?

Em que a Lava-Jato exagerou?

Eles podem ter errado? Podem. Pode haver uma visão jacobina? Pode. Isso é bom? Não. Mas não podemos desmerecer a Lava-Jato. Mesmo que tenha exagerado aqui e ali, ela conseguiu prender gente rica e poderosa, o que é uma coisa difícil no Brasil.

Especialmente nos governos do PT, houve muita transigência no sentido de se usar dinheiro público, via empresas, para fins partidários. Isso é corrupção da democracia. Tão ou mais grave que a corrupção pessoal. É inaceitável.

O Supremo está julgando a prisão em segunda instância. Qual é a sua opinião?

A discussão é legítima, mas não acho que você deva deslegitimar toda a Justiça para libertar os que estão presos. Até porque não é só o Lula.

Não é uma decisão simples. Como está na Constituição (que ninguém pode ser considerado culpado sem condenação definitiva), é complicado.

Acho um exagero deixar os réus em liberdade depois de duas condenações. No Brasil, quem tem dinheiro sempre continuou recorrendo para não ser punido. Se os tribunais fossem mais céleres, esse problema não existiria.

O general Villas Bôas, ex-comandante do Exército e assessor do governo, voltou a tuitar às vésperas de um julgamento. Há uma pressão indevida sobre o STF?

A manifestação de militares da reserva é um alerta. Mas não vejo nenhum clima para uma convulsão social, como ele escreveu.

Nos novos “Diários da Presidência”, o sr. reclama que seu aliado José Serra não o defendeu na campanha.

Eu entendia as razões dele, o governo estava com baixa popularidade. Nunca cobrei atitudes de ninguém. Cada um tem um temperamento, vai fazer o quê? Nunca fui uma pessoa de melindres.

Aliás, gostei dessa expressão que o Sergio Moro usou ( em mensagem revelada pelo Intercept, o ex-juiz diz que não queria melindrar FH na Lava-Jato ). Mas não havia nada concreto que pudesse me pegar. Nunca me meti em corrupção. Não é o meu estilo.

O sr. afirma, nos diários, que é impossível governar sem “botar a mão na lama”.

Eu nunca concordei com a malandragem. Quando fui para o Senado, meus colegas da universidade diziam: “Não sei como você aguenta aquela gente lá”. Aquela gente lá é o Brasil. O Brasil tem malandro, tem esperto, tem burro, tem gente honesta. Você precisa lidar com a realidade para mudá-la. Ou você tem maioria, ou não governa.

A transição de 2002 deixou lições para a política atual?

Muitas. Foi um processo civilizado, democrático. Claro que eu queria que o Serra ganhasse. Quando o Lula foi eleito, tentei mostrar que não seria uma tragédia para o Brasil.

Mas as gravações mostram que o sr. considerava que ele não tinha preparo para o cargo.

Nunca temi que o Lula fosse fazer uma revolução. Ele não é um sujeito que quebre as instituições. Pessoalmente, o Lula é mais conservador do que eu. O que eu temia era que ele não fosse competente para fazê-las funcionar. Ele demonstrou que era competente. Eu errei na avaliação.

Lula diz que o sr. apostava no fracasso dele para voltar depois.

Nunca quis voltar ao poder. Fui presidente duas vezes, basta. Para mim e para o povo.

 

(Foto: Edilson Dantas / Agencia O Globo )

O Globo

 

 

Mensagem do papa ao Brasil no dia da sua padroeira

No dia da padroeira do Brasil, o Papa Francisco verbalizou uma mensagem especial a todos os brasileiros.
“No dia de Nossa Senhora Aparecida, trago no coração o povo brasileiro e envio uma saudação. Que Ela, pequenina e humilde, continue os cobrindo e acompanhando em seu caminho: caminho de paz, de alegria, de justiça.

Durante um intervalo do Sínodo dos Bispos para a Amazônia neste sábado (12), o Papa Francisco mandou uma mensagem aos brasileiros em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
“No dia de Nossa Senhora Aparecida, trago no coração o povo brasileiro e envio uma saudação”, disse o pontífice em um vídeo publicado pelo Vaticano.

“Que ela, pequenina e humilde, continue os cobrindo e acompanhando em seu caminho: caminho de paz, de alegria, de justiça. Que ela os acompanhe em suas dores, quando não podem crescer por tantas limitações políticas ou sociais ou ecológicas, e de tantos lugares provêm. Que ela os ajude a crescer e a se libertar continuamente. Que os abençoe”, disse.

A mensagem foi gravada no intervalo matutino da 7ª Congregação Geral no âmbito dos trabalhos do Sínodo dos Bispos para a Amazônia.

G1

 

 

Município de Dona Inês celebra o dia da Padroeira do Brasil com grande festa religiosa

Fieis devotos de Nossa Senhora Aparecida celebram o dia da Santa Padroeira do Brasil com muita festa em Dona Inês, no Curimataú Paraibano. Como acontece há vários anos, o dia 12 de outubro é marcado por Romaria, Procissão e celebração de Santa Missa em vários pontos do Município.

A programação começa nesse sábado, 12 de outubro, logo cedo quando a Comunidade de Boa Vista, na Zona Rural, realiza uma Procissão com a imagem da Santa, saindo da Capela local até a Pedra do Bico, onde será celebrada uma Missa. A pedra do bico é um dos pontos visitados no município com frequência.

Ás 09h00 a Comunidade de Cajazeiras, também na Zona Rural, celebra o dia da Santa com uma Missa e passa o dia em oração. Na comunidade Quilombola Cruz da Menina, onde a Santa também é festejada, há visitação durante todo o dia.

O ponto forte da festividade religiosa em Dona Inês ocorre à tarde quando centenas de devotos de Nossa Senhora Aparecida, vindos de várias Cidades da região, saem em Romaria, da Capela em homenagem a Santa que fica na Cidade, até a Capela de Serra do Sítio. São 6km de percurso, onde religiosos peregrinam com louvor e oração, numa grande demonstração de fé e devoção. “Pessoas fazem esse percurso com pés descalços, outros vestidos apenas com mantos. Cada um encontra um jeito de demonstrar sua fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida”. Conta a aposentada Margarida Gomes, que há mais de vinte anos iniciou a tradição.

De acordo com o Padre Gaspar, Pároco no Município, para a edição deste ano, além dos fieis que percorrem o trecho de 6km a pé, cavaleiros e amazonas devem se juntar à multidão.

A Romaria tem início às 15h00.

O início da tradição

Foi por volta de 1995 que Dona Margarida estava em sua casa quando sentiu um mal estar. Em consequência desse mal estar, ela ficou com parte do corpo sem movimento. Foi quando ela pediu em preces a Nossa Senhora Aparecida a cura e se comprometeu em, alcançando a graça, caminhar até a Capela de Serra do Sítio, primeira comunidade no Município a celebrar o dia da Santa. No dia seguinte ela estava curada e como prometido fez o percurso de seis quilômetros a pé. Naquele dia ela saiu da cidade acompanhada por outras cinco pessoas, mas durante o percurso outros foram se juntando e chegaram à Capela de Serra do Sítio num total de 15 pessoas. No ano seguinte esse número já aumentou para umas cinquenta pessoas e de lá para cá o número de devotos só aumenta.

Há cerca de oito anos a população Donainesense se juntou e construiu uma capela vizinha a casa de Dona Margarida de onde sai a Romaria.

 

Assessoria