Arquivo da tag: Brasil

Brasil registra mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue

O Brasil está em situação de alerta para as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde notificou mais 1,5 milhão de casos prováveis de dengue, no ano passado. No período, 754 óbitos foram confirmados.

A maior incidência de casos da doença ocorreu na região Centro-Oeste. Foram mais de 1,3 mil casos por 100 mil habitantes. Em seguida, estão as regiões Sudeste, com 1,1 mil casos, e o Nordeste, com 372 casos por 100 mil habitantes.

Cláudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz de Brasília, explica que as questões climáticas e ambientais influenciaram para que determinadas regiões sejam mais afetadas que outras.

“Quando coincide a época quente com a de chuva e uma alternância entre períodos de chuva e períodos curtos de estiagem, estão dadas as condições ótimas para a reprodução do mosquito. Ele tem uma atividade maior no calor e precisa da água para se reproduzir.

Maierovitch ainda enumera outros fatores importantes para a proliferação da doença.

“Locais onde há uma concentração maior de pessoas, onde há intermitência ou falta de abastecimento de água que leve as pessoas a armazenar água dentro de casa, onde há falta ou deficiência na coleta de lixo… Tudo isso favorece a existência dos chamados criadouros, que são os locais onde os mosquitos se reproduzem”.

São Paulo e Minas Gerais concentraram a maioria dos casos prováveis do país. Ambos os estados registraram mais de 900 mil notificações, em 2019. Uma das vítimas foi Jaqueline Simões, 24 anos, do município mineiro de Janaúba. A psicóloga pegou dengue neste ano, após ir com amigos para o rio Gorutuba. Foi uma semana de cama, febre alta que chegou a 40 graus e dores fortes na cabeça e no estômago.

A jovem ficou tão debilitada que perdeu um processo seletivo para mestrado. Não bastasse a dengue, Jaqueline foi vítima do Aedes aegypti em outras ocasiões: em 2014, ela pegou chikungunya e, em 2017, zika na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais. Hoje, ela analisa o quão doloroso foi o período em que pegou as doenças.

“Só passando para saber! Eu mesma não dava muita importância para isso, mas depois que eu senti, é muito difícil, é muita dor. É angustiante, pois não tem como ficar deitada, você não consegue dormir bem, para tudo. Até para ir ao banheiro fazer necessidades básicas é muito difícil”.

Em relação à distribuição espacial da dengue, o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que cerca de 50 regiões distribuídas nos estados do Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Acre, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará apresentaram taxas de incidência acima de 100 casos por 100 mil habitantes.

Em relação à letalidade por dengue, a taxa foi maior entre os idosos a partir de 60 anos, sendo que os mais afetados foram aqueles com mais de 80 anos.

Para evitar a proliferação da dengue, é importante que todos façam sua parte. Por isso, cuidado com água acumulada em casa, que pode se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, pneus, garrafas e piscinas sem uso e manutenção.

Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

agenciadoradio

 

 

Brasil teve aumento de 488% nos casos de dengue em 2019

O Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue em 2019, um aumento de 488% em relação a 2018, segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 782 pessoas morreram em todo o país.

No ano passado, o Brasil também registrou 10.708 casos de zika, com 3 mortes, e 132.205 ocorrências de chikungunya, com 92 mortes, um aumento, respectivamente, de 52% e de 30% em relação aos casos de 2018.

Juntando todos os casos de dengue, zika e chikungunya, houve um aumento de 248% no registro das doenças transmitidas pelo mosquito do Aedes aegypti em 2019.

O Ministério da Saúde publicou um comunicado no dia 10 alertando a população que o “verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças”.

O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o ‘Aedes aegypti’, publicou o órgão.

São Paulo

O estado de São Paulo foi responsável por mais de 33% dos casos de dengue seguidos de morte no país, com 400.184 casos registrados, seguidos por 263 óbitos. Os dados são da Secretaria da Saúde estadual.

Em nota, a Secretaria afirmou que o aumento dos casos pode ser explicado pela circulação no país de um novo sorotipo de dengue, mais forte que o sorotipo em circulação até 2018. Veja a nota:

A dengue é uma doença sazonal, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média. Em 2015, por exemplo, houve um recorde de infecções. Desde 2019, devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

O órgão também informou que cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão em residências e, por isso, “o enfrentamento ao Aedes é uma tarefa contínua e coletiva”.

G1

 

Vencedora do The Voice Kids, paraibana Eduarda Brasil desabafa no Instagram e diz: “já estou de saco cheio”

A vencedora do The Voice Kids 2018, Eduarda Brasil, desabafou no Instagram sobre pessoas que teriam dito que o público não interage nos seus shows. A paraibana do Sertão da Paraíba disse que está “de saco cheio” desses comentários e publicou um vídeo mostrando que, ao contrário do que foi dito, as pessoas dançam e se animam com sua apresentação.

“Não sendo grossa, mas postando esse vídeo só porque eu já estou de saco cheio de gente que nunca foi num show meu sequer, comentando que ninguém interage nos meus shows. Acho que o vídeo diz mais, o resto é com vocês. Comenta aqui quem já foi num show meu e me diz o que achou”, disse Eduarda Brasil, no Instagram.

Eduarda Brasil venceu o The Voice Kids, na TV Globo, e ganhou R$ 250 mil e um contrato com gravadora. Ela representou o município de Cajazeiras, no Sertão paraibano e esteve no time de Simone e Simaria no reality show.

clickpb

 

Banco do Brasil isenta clientes de tarifa do cheque especial em 2020

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) não pagarão a tarifa sobre o cheque especial que entrará em vigor em junho do próximo ano. Em nota oficial, a instituição financeira informou que optou pela isenção para os atuais e os novos clientes ao longo de 2020.

Segundo o BB, a medida tem como objetivo fortalecer a relação com os clientes. “A isenção da tarifa no cheque especial demonstra proporcionar a melhor experiência para nossos clientes está no centro da nossa estratégia. A medida demonstra que buscamos cada vez mais aliar a oferta de produtos e serviços de qualidade, com a definição de preços e taxas ainda mais competitivos”, disse o presidente do banco, Rubem Novaes, em nota.

Em novembro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) limitou os juros do cheque especial a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,4% ao mês, o equivalente a 305,9% ao ano.

O teto dos juros entrará em vigor em 6 de janeiro. Para financiar em parte a queda da taxa, o CMN autorizou as instituições financeiras a cobrar, a partir de 1º de junho do próximo ano, tarifa de quem tem limite do cheque especial maior que R$ 500 por mês. Equivalente a 0,25% do limite que exceder R$ 500, a tarifa será descontada do valor devido em juros do cheque especial.

Cada cliente terá, a princípio, um limite pré-aprovado de R$ 500 por mês para o cheque especial sem pagar tarifa. Se o cliente pedir mais que esse limite, a tarifa incidirá sobre o valor excedente. O CMN determinou que os bancos comuniquem a cobrança ao cliente com 30 dias de antecedência.

 

Agência Brasil

 

 

Brasília receberá Supercopa do Brasil no dia 16 de fevereiro

Duelo entre Athletico Paranaense e Flamengo ocorrerá às 11h da manhã de domingo, no estádio Mané Garrincha. A premiação total será de R$ 7 milhões

O Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da Supercopa do Brasil, novidade do calendário do futebol brasileiro para 2020. A partida entre Athletico Paranaense e Flamengo será disputada no dia 16 de fevereiro, domingo, às 11h. Além de disputarem o primeiro título nacional da próxima temporada, os dois clubes dividirão uma premiação total de R$ 7 milhões, sendo R$ 5 milhões para o campeão e R$ 2 milhões para o vice.

O horário que faz sucesso entre os torcedores brasileiros foi implantado pela CBF aos domingos no Campeonato Brasileiro de 2015. Neste ano, passou também a acontecer aos sábados, com grande aceitação por parte das torcidas nacionais. Na edição mais recente da competição, a média de público do horário superou os 25 mil torcedores.

Anunciada durante a posse do Presidente Rogério Caboclo, a Supercopa do Brasil reunirá os dois principais campeões nacionais de 2019: o Flamengo, que conquistou o Brasileirão, e o Athletico, que venceu a Copa do Brasil. A competição é disputada em jogo único e, em caso de empate no tempo normal, será decidida nos pênaltis. Inicialmente marcada para 19 de janeiro, a Supercopa teve a data remarcada em razão da participação do Flamengo no Mundial de Clubes da FIFA até o dia 21 de dezembro.

A escolha pelo horário também levou em conta outro objetivo: proporcionar aos torcedores que irão à partida uma experiência de entretenimento completa na Capital Federal. Haverá uma agenda de eventos na cidade integrados ao jogo, com atividades e shows que se prolongarão pelo fim de semana.

— Iniciaremos por Brasília e nossa ideia é espalhar essa experiência para uma grande cidade brasileira a cada ano. Vamos abrir a temporada com um importante título em disputa e proporcionar uma experiência diferenciada para os torcedores que forem ao jogo — finaliza o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

 

Assessoria CBF

 

 

Ricardo permanece na Turquia aguardando habeas corpus; país árabe não tem acordo de extradição com o Brasil

O ex-governador Ricardo Coutinho permanece foragido na Turquia, país que não tem acordo de extradição firmado com o Brasil, desde a expedição de mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Calvário. Até esta quinta-feira (19) não há informações sobre quando o paraibano irá retornar ao Brasil.

Ainda nesta quinta-feira (19), a defesa de Ricardo Coutinho apresentou um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme noticiado pelo ClickPB. A intenção é que a decisão sobre o habeas corpus saia antes mesmo que Ricardo Coutinho chegue de volta ao Brasil, fazendo com que ele sequer seja preso.

Na última terça-feira (17) foi expedido mandado de prisão preventiva contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. Após não ter sido encontrado pelas autoridades policiais, o ex-governador é considerado foragido da justiça e está sendo procurado até mesmo pela Interpol.

De acordo com a defesa de Ricardo Coutinho, ele está na Turquia, onde aproveita férias anteriormente planejadas. O país árabe é um dos que não possui acordo bilateral de extradição. Além disso, é possível viajar do Brasil até a Turquia com dispensa de visto por até 90 dias.

A assinatura de um tratado de extradição facilita os pedidos de cooperação jurídica, garantindo a agilidade no processo. Atualmente, o Brasil tem 30 acordos de extradição em vigor, dentre eles, Austrália, Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Espanha, Rússia e Mercosul.

No mês de agosto o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido que havia sido feito pela Turquia para extraditar o empresário Ali Sipahi, que vive no Brasil há 12 anos. Os ministros do STF reconheceram que o país vive um momento de instabilidade política e tinham dúvidas se o empresário seria submetido a um julgamento justo.

 

clickpb

 

 

Relatório: 233 crianças e adolescentes são agredidos por dia no Brasil

Por dia, ao menos 233 crianças e adolescentes são agredidos, sofrem violência psicológica ou são vítimas de tortura no País. Mas esses dados se referem apenas aos casos notificados, de modo que o número de pessoas de 0 a 19 anos que são alvo de violência pode ser muito maior. A avaliação é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que pela primeira vez fez um levantamento sobre o tema a fim de alertar a sociedade e iniciar uma campanha de orientação para os pediatras.

O relatório tem como base dados coletados pelo Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, de 2009 a 2017, último ano com informações disponíveis e que contabilizou 85.293 registros. Em todo o período, foram 471.178 notificações.

“Precisamos ter mais conceitos desse conjunto e ir além dos números. A violência é uma doença crônica, epidêmica e contagiosa. Ela tem uma história, tem exames que comprovam, tem tratamento, tem orientação a se fazer. É uma condição que tem de ser tratada de forma multiprofissional. Outra característica é que ela acontece em todas as classes sociais e não tem relação com escolaridade”, explica Marco Antônio Chaves Gama, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP.

Segundo ele, a maioria dos casos ocorre em casa e é praticada pelos pais. “O nível de repetição é de 40%. A família da criança que é agredida tem de ser muito bem avaliada por multiprofissionais que tiveram treinamento sobre isso. Baseado nesse diagnóstico, é possível determinar se a família tem condição de se recuperar ou se a criança precisa ser abrigada.”

Presidente da sociedade, Luciana Rodrigues Silva afirma que, apesar da possível subnotificação, o número de casos tem crescido ano a ano. “Não só porque (as ocorrências) têm aumentado, mas porque as denúncias vêm crescendo. Há uma preocupação muito grande, porque temos, de forma incansável, de proteger cada criança e adolescente”, analisa.

A partir de janeiro, a SBP vai iniciar uma campanha com os pediatras para ajudá-los a reconhecer sinais de violência física e psicológica, além de orientações para notificação dos casos.

“É preciso que a população saiba que o pediatra cuida desde antes do nascimento até os 19 anos. O Brasil está aquém dessas questões de acompanhamento psicológico e familiar. Os pais devem ser orientados desde a primeira infância e é preciso que os gestores se voltem para essa questão. Vamos fazer a campanha com os profissionais e ampliar o levantamento. Precisamos aumentar a nossa percepção de que os problemas existem e não podemos nos omitir”, explica.

A entidade também quer evitar os casos de óbito por agressão. Um recorte de 2009 a 2014 feito pela SBP mostrou que ocorreram 35.855 encaminhamentos para hospitalização e 3.296 mortes no período. De acordo com a entidade, um grupo de trabalho formado por membros da SBP, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos tem se reunido para desenvolver estratégias que possam reverter essa situação.

Estadão

 

 

Solanense é primeira paraibana eleita Miss Teen Brasil Universe; ‘era o meu sonho’, diz

Uma adolescente paraibana foi eleita Miss Teen Brasil Universe 2020. Joyce Freitas, de 17 anos, natural de Solânea, venceu o concurso realizado na última sexta-feira (29), em Natal, no Rio Grande do Norte. Essa é a primeira vez que uma candidata da Paraíba conquista o título a nível nacional e o próximo passo será a disputa pelo título a nível internacional, previsto para acontecer em novembro de 2020, nas Bahamas, no Caribe.

“É uma grande honra pra mim poder representar o meu estado e agora o meu país. Ser a primeira paraibana a ganhar o título a nível nacional era o meu sonho”, afirma a estudante e modelo Joyce Freitas.

Entre 27 candidatas de todo o país, Joyce, que mora em João Pessoa, foi para a disputa final do concurso com a candidata do Paraná. O anúncio de que a coroa seria da paraibana foi acompanhado pela família da estudante, que esteve presente em todas as fases preparatórias para o concurso a nível nacional.

Para chegar à disputa do Miss Teen Brasil Universe 2020, Joyce conta que primeiro precisou passar pela disputa a nível estadual. O Miss Teen Paraíba Universe aconteceu em João Pessoa, no dia 24 de setembro deste ano.

Joyce foi eleita Miss Teen Paraíba Universe no dia 24 de setembro deste ano, em João Pessoa — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Joyce foi eleita Miss Teen Paraíba Universe no dia 24 de setembro deste ano, em João Pessoa — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Joyce conta que trabalha como modelo fotográfica e de passarela desde os 11 anos. Estudante do 3º ano do ensino médio, ela diz que pretende seguir a carreira de modelo. “É bem corrido conciliar as duas coisas agora, mas como estou terminando o ensino médio ano que vem, vou me dedicar à carreira de modelo”.

Miss Teen Universe 2020 em Bahamas

O próximo passo será a disputa a nível internacional, com tudo pago pela organização do concurso. De acordo com Joyce, o Miss Teen Universe está previsto para acontecer em Bahamas, no Caribe, em novembro de 2020.

“Para as meninas que têm o mesmo sonho, eu digo pra ir atrás desse sonho, que elas jamais desistam, pois sonho que é sonho tem que batalhar, e que não é fácil, mas se é algo que elas querem, corram atrás disso”, diz a paraibana.

Paraibana venceu Miss Teen Brasil Universe 2020, realizado em novembro deste ano, em Natal, no Rio Grande do Norte — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

Paraibana venceu Miss Teen Brasil Universe 2020, realizado em novembro deste ano, em Natal, no Rio Grande do Norte — Foto: Joyce Freitas/Arquivo Pessoal

 

G1

 

 

Paraíba tem a 7ª menor taxa de divórcios registrada no Brasil em 2018

A Paraíba tem a 7ª menor quantidade de divórcios oficializados em 2018, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (4). De acordo com o órgão, a proporção é de aconteça um divórcio para cada três casamentos.

A taxa de separações no estado é de 1,6 pessoas para mil habitantes, enquanto a brasileira é de 2,6. Já a taxa de divórcios no Nordeste é de 1,9 pessoas para mil habitantes. Entre os divorciados estão ex-companheiros com menos de 20 anos.

Ainda no Nordeste, cerca de 69,7% das mulheres e 22,1% dos homens ficam com a guarda dos filhos com menos de 18 anos após o fim do relacionamento.

Segundo dados do IBGE, a idade média das pessoas durante os divórcios é de 40 anos para mulheres e 43 para homens. Já o tempo médio para duração de um casamento é de 14 anos, três a menos do que em 2008, quando o tempo médio era de 17 anos.

O órgão destaca ainda que 46,6% das pessoas que se divorciaram em 2018 tinham filhos com menos de 18 anos, 27,% não tinham filhos, 17,3% tinham filhos com mais de 18 anos e outros 7,8% tinham filhos com mais e menos de 18 anos.

G1

 

Trump acusa Brasil e Argentina de desvalorizarem moedas e diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

Trump ainda usou a oportunidade para criticar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

“O Federal Reserve deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele, que frequentemente tem defendido juros mais baixos nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que falará com Trump sobre o anúncio referente às tarifas.

Na Argentina, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que iniciará as negociações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos após a decisão do presidente Donald Trump.

O dólar opera em leve queda nesta segunda-feira, após abrir em alta.

À tarde, antes de embarcar para reunião da Otan em Londres, Trump voltou a dizer que vai sobretaxar o aço do Brasil e da Argentina. Ele acusou os dois países de desvalorizarem suas moedas “substancialmente”, em 10%.

“Eu dei a eles uma grande trégua nas tarifas, mas agora eu estou tirando essa trégua porque é muito injusto para a nossa indústria e muito injusto para os nossos produtores rurais. Nossas empresas de aço vão ficar muito contentes, e nossos fazendeiros vão ficar muito contentes”, disse a jornalistas.

Desvalorização do real

Do início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,43% frente ao real, barateando as exportações brasileiras e aumentando a competitividade dos produtos do país lá fora. Somente em novembro, a alta foi de 5,73%.

O real foi a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mês de novembro, segundo levantamento da Austin Rating, com uma desvalorização de 5,2%. A moeda brasileira ficou atrás somente do bolívar soberano, da Venezuela (-36,1%), do kwacha, da Zâmbia (-9,3%), e do peso do Chile (-8,1%).

O ranking considera as variações de 121 moedas no mundo. No acumulado no ano, o Brasil ocupa a 13ª posição. A liderança é da Venezuela (-98,3%), seguida pela Argentina (-37,2%).

Analistas ouvidos pelo G1 rebatem a acusação de Trump de que Brasil estaria desvalorizando o real como uma política cambial e destacam que entre os principais fatores que explicam uma disparada do dólar no país nas últimas semanas está justamente a prolongada guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Exportações de aço e alumínio

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos.

Trump escreveu que a medida teria “efeito imediato”, mas ainda não está claro se a sobretaxa dos produtos brasileiros será a mesma adotada temporariamente no ano passado (25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio) nem quando ela de fato passará a valer.

Em agosto de 2018, Trump anunciou um alívio nas cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos em março do mesmo ano. A decisão de flexibilizar a tarifa atingiu as cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina, além do alumínio da Argentina.

Desde então, as empresas americanas que compram aço do Brasil não precisam pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno.

O Instituto Aço Brasil, que representa a indústria de aço no país, disse que recebeu “com perplexidade” o anúncio de que os Estados Unidos vão voltar a aplicar tarifas sobre o produto brasileiro. Para a entidade, o movimento é uma “retaliação” “que não condiz com as relações de parceria entre os dois países”.

No caso do alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) explica que o setor já pagam sobretaxa desde junho de 2018. “Esse acerto foi ratificado no ano passado com o governo Trump, quando este abriu a possibilidade de substituir a sobretaxa por cotas limitadas de exportação. Na época, optamos pela sobretaxa e seguimos assim desde então”, afirmou a entidade, em nota, destacando que ainda “não há nenhuma posição oficial do governo norte-americano” em relação a retomada da sobretaxa às exportações brasileiras de alumínio.

Histórico

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março do ano passado, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio como medida ‘injustificada e ilegal’, com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

Maiores exportadores de aço para os EUA — Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1

 

G1