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Guarda Municipal apaga princípio de incêndio e apreende arma branca em Bananeiras

incendioA Guarda Civil Municipal evitou, na tarde desta terça-feira (8), um incêndio próximo a mata do Campus III, da UFPB, em Bananeiras e apreendeu uma arma branca durante uma ação de abordagens no Distrito do Tabuleiro, na zona rural do município.

Por volta das 14h40, a GCM de Bananeiras foi acionada para tentar controlar um incêndio, que estava se alastrando e que colocava em risco toda vegetação da mata da Universidade Federal, onde prontamente, mesmo sem os equipamentos básicos e necessários para desempenhar esse tipo de trabalho, a guarnição se deslocou ao local e, após constatar a veracidade da denúncia, munidos de coragem, esforço e o desejo de servir, controlou o incêndio com o uso de um caminho pipa, cujo fogo já estava passando para dentro da mata.

Após quase uma hora, o Corpo de Bombeiros da cidade de Guarabira chegou, mas o fogo já tinha sido controlado e apagado pela GCM, restando ao Corpo de Bombeiros fazer o rescaldo do local.

Durante a operação preventiva de abordagens feita pela Guarda Municipal, no Distrito do Tabuleiro, um jovem da cats6cidade de Dona Inês, que se encontrava em atitude suspeita, próximo a Escola Miguel Filgueira Filho, foi abordado e com ele encontrado uma arma branca, tipo punhal.

A Guarda Municipal, coordenada pelo comandante Jailson Santos, vem realizando esse serviço de prevenção em todo município, visando coibir ações criminosas e promover a sensação de segurança para a população.

 

Bananeiras Online

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Carta branca a Neymar gera crise na seleção; jogadores questionam Micale

imagem: Lucas Figueiredo/MoWa Press
imagem: Lucas Figueiredo/MoWa Press

A dificuldade do comando da CBF e da comissão técnica em enquadrar Neymar no grupo da seleção brasileira tornou ainda pior o clima interno após os empates sem gols contra a África do Sul, na quinta-feira passada, e diante do Iraque, no domingo. A situação do Brasil no torneio é delicada, e exige uma reviravolta imediata.

O próprio grupo de atletas, motivado pelos resultados ruins e pelo clima difícil, tem representantes que já não mostram a mesma confiança no trabalho do treinador Rogério Micale. Bastante ativo à beira do gramado na estreia, ele se resguardou no banco de reservas ao longo de boa parte do jogo com o Iraque.

Algumas declarações dele, ainda no início da preparação, também não repercutiram bem entre os atletas. Entre elas, a de que gostaria de ser dependente de Neymar e de que, se ele estivesse feliz, todos estariam. O status de ‘presidente’ da seleção, como foi chamado pelos jogadores mais jovens, acabou reforçado com a cessão da braçadeira. Enquanto alguns esperavam que o posto fosse de Fernando Prass, que acabaria cortado, o grupo tomou conhecimento de que Neymar seria o capitão ainda nos primeiros dias de trabalho. Inicialmente, a escolha foi bem aceita.

Pessoas próximas a alguns dos jogadores também indicam insatisfação do grupo com a organização tática da equipe. As reclamações são de que a seleção brasileira joga de forma exposta aos adversários e que essa ideia de jogo sobrecarrega alguns atletas, em especial Thiago Maia, que distribuiu faltas contra o Iraque e acabou suspenso, além do próprio Renato Augusto.

A utilização de quatro atacantes ao mesmo tempo também é vista por parte do grupo como uma tática suicida e que deixa os defensores vulneráveis. O zagueiro Rodrigo Caio, em entrevistas, já havia feito ponderação sobre isso. Ainda há críticas até à utilização de Zeca, que joga pela esquerda no Santos, como lateral direito. Há a possibilidade de que, contra a Dinamarca, essa posição passe a ser do colorado William.

Entre os mais criticados da equipe, Renato Augusto deu sinais de insatisfação com o papel que foi atribuído a ele no time. Publicamente, após Brasil 0 x 0 Iraque, ele admitiu que mudou de posicionamento quase por conta própria, após papo com o treinador, e que em alguns momentos do jogo preferiu se resguardar para dar mais respaldo ao sistema defensivo.

“Não tenho como mudar isso (chega pouco à frente), porque é a forma como a equipe joga. Entendo da parte tática e por isso seguro mais. Quando o Rafinha entrou (aos 10min do segundo tempo), a gente tinha um jogador a mais no meio, e falei para o Micale que eu iria para a função de centroavante, para dar mais profundidade ao time”, explicou Renato Augusto no último domingo. Ele teve a bola do jogo nos acréscimos, mas perdeu sem goleiro.

Nesta terça-feira, a seleção volta a falar após uma segunda em silêncio. Mais uma vez, Renato Augusto assumiu a condição de líder da equipe e concederá entrevista coletiva ao lado de Rogério Micale.

* Colaborou: Bernardo Gentile, em Brasília

Uol

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Número de jovens no ensino superior aumenta; maioria ainda é branca e rica

vestibular1Os jovens de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa etária em 2014. O percentual é 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, em 2004, esse número era de 32,9%.

Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. Apesar de o IBGE destacar a tendência de democratização do ensino superior nos últimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades do país.

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De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede pública pertenciam à parcela 20% mais rica da população brasileira – com renda média por pessoa da residência de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades públicas.

Já a proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014.

 

 

Agência Brasil

Mídia internacional vê ‘classe média branca’ por trás de protestos anti-Dilma

protestoOs grandes protestos contra o governo realizados neste domingo em várias partes do Brasil ganharam destaque na imprensa estrangeira nesta segunda-feira. Muitos jornais enxergaram um “protagonismo da classe média branca” nas manifestações.
“Centenas de milhares de brasileiros predominantemente brancos e de classe média tomaram as ruas ontem” para pedir o impeachment da presidente e, alguns, um golpe militar, publicou o britânico The Guardian.
Já o espanhol El País noticiou, na capa do periódico, que “os protagonistas das marchas pertencem às classes médias mais educadas”. Foram, segundo o jornal, “médicos, professores, advogados e estudantes bem preparados e informados”.

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Na argentino Clarín, destacou-se que o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) foi “o único que levou grande número de manifestantes que não são nem brancos nem ricos para a manifestação”.
O diário destacou, porém, que Paulinho – líder da Força Sindical e um dos únicos a defender abertamente o impeachment da presidente- foi hostilizado por manifestantes que apenas “toleram” a camada social de trabalhadores representada por este político.
Os jornais noticiaram também a baixa popularidade da presidente e associaram o fato à crise econômica e à operação Lava Jato, entre outros.
O New York Times seguiu esta linha e destacou os desafios que o governo enfrenta com a “estagnação da economia, um escândalo de corrupção e uma revolta de algumas das figuras mais poderosas de sua coalizão”.
No domingo, diversos manifestantes protestaram com cartazes em inglês com o objetivo de obter atenção da mídia internacional. Fonte BBC Brasil

Já a revista de economia “Forbes” chamou os protestos de “festival do ódio”. “Estranhamento, não é a deterioração da economia que irrita os brasileiros. É a política. É a corrupção. Em outras palavras, a política de sempre. E, agora, os brasileiros estão abrindo as janelas dos seus apartamentos, colocando as cabeças para fora e gritando”, diz, em referência ao filme “Rede de Intrigas”, de 1976.

O jornal americano “New York Times” ressaltou que o impeachment ainda parece uma possibilidade distante, e defendeu a postura de Dilma diante dos protestos. “Em contraste com outros líderes da região que responderam à dissidência com ataques a seus críticos e uso de forças de segurança, a senhora Rousseff assumiu uma postura relativamente pouco confrontadora”, disse o “New York Times”, destacando que a presidente defendeu o direito de protestar dos brasileiros.

O jornal italiano “La Repubblica” destacou que havia manifestantes pedindo intervenção militar para “por fim ao predomínio político do partido dos trabalhadores”. O jornal argentino “Clarín” se referiu aos protestos como “uma crise vizinha”, e descreveu multidões de “dezenas de milhares” nos protestos. A publicação ressaltou que as manifestações que chegavam a pedir a saída do governo Dilma ocorreram 30 anos depois da redemocratização do país. O jornal disse ainda que alguns partidários do governo chamaram de golpistas os protestos.

blog osamigosdopresidentelula

Colunista diz que Dilma teria dado ‘carta branca’ para permanência de Aguinaldo no Ministério

aguinaldoApós notícia publicada na coluna de Lauro Jardim, da Revista ‘Veja’, dando conta de que o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), teria pedido à presidente Dilma Rousseff (PT) para permanecer no governo e desistir da reeleição, foi a vez do colunista Claudio Humberto dizer que a petista teria dado ‘sinal verde’ para o paraibano ficar no cargo, mas sem garantia de permanecer em 2015.

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Ontem, o ministro tratou de negar a informação de que teria interesse em permanecer no Ministério das Cidades e desistir de disputar um mandato nas eleições deste ano.

Aguinaldo garantiu que o assunto nunca passou pela sua cabeça, nem muito menos foi conversado com a presidente Dilma. Ele ainda assegurou que disputará as eleições deste ano.

Blog do Luís Torres

Ambulância atropela animal na BR 230 enquanto levava vítima de arma branca ao Hospital de Trauma

Reprodução/Instagram/Aguinaldo Mota
Reprodução/Instagram/Aguinaldo Mota

Um acidente envolvendo uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi registrado na madrugada deste domingo (29), na BR 230, próximo ao supermercado Makro, na Grande João Pessoa.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, a ambulância se deslocava com um paciente da cidade de Lucena, no Litoral Norte da Paraíba, para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, quando o veículo foi surpreendido por um cavalo solto na pista. O motorista da ambulância não conseguiu desviar e acabou atropelando o animal, que morreu no local. A remoção do corpo foi feita pela PRF.

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Com o impacto da colisão a ambulância ficou parcialmente destruída. Para dar continuidade ao atendimento ao paciente, uma ambulância do Hospital de Trauma se deslocou para o local.

De acordo com a polícia, o adolescente sofreu um golpe de facão após uma discussão com um amigo, em Lucena. Ele foi levado para o Hospital de Trauma, onde recebe atendimento médico.

 

Paciente é atendido no Hospital de Trauma de João PessoaFoto: Paciente é atendido no Hospital de Trauma de João Pessoa
Créditos: Reprodução/Instagram/Aguinaldo Mota

 

portalcorreio

Uma luta contra a dominação branca e a dominação negra

HALDEN KROG POO/EFE
HALDEN KROG POO/EFE

Em 12 de fevereiro de 1990, quando Nelson Mandela foi solto, após 27 anos encarcerado, a África do Sul estava à beira de uma guerra civil entre brancos e negros.

“Durante a minha vida, me dediquei à luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se preciso for, é um ideal para o qual estou disposto a morrer.”

Nelson Mandela, na abertura de sua declaração de defesa no Julgamento de Rivonia, em Pretória, em 20 de abril de 1964

A libertação de Mandela era fruto de negociações entre o regime segregacionista do Apartheid e a resistência negra, mantidas em segredo para não estimular ainda mais violência por parte dos extremistas de ambos os lados. Havia uma imensa desconfiança a respeito das intenções de Mandela, mas mesmo após séculos de opressão e de seu sofrimento pessoal, Mandela tomou as decisões que fazem muitos considerá-lo o maior líder político de todos os tempos.

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Ao levar a todo o país uma mensagem em defesa da democracia e da igualdade, o Madiba, como é conhecido no país, se tornou o artífice da reconciliação entre brancos e negros sul-africanos, evitando o que poderia ser uma sangrenta guerra civil. Foi esse homem que a humanidade perdeu decorrente de uma infecção pulmonar, nesta quinta-feira (5). O anúncio oficial foi feito em rede nacional pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

A morte de Mandela era a má notícia que os sul-africanos esperavam há anos, desde que a saúde debilitada do ex-presidente começou a preocupar. A cada internação, o país entrava em apreensão, inúmeros boatos circulavam, o governo divulgava notas oficiais, até que vinha a notícia da alta. Desta vez, foi diferente. A morte de Mandela deve jogar boa parte do país em depressão.

Violência e o fim do Apartheid

O luto não se dá à toa. Após anos lutando contra o regime da supremacia branca de forma institucional, Mandela ajudou a fundar, em 1961, o Umkhonto weSizwe, braço armado do Congresso Nacional Africano (CNA). Dois anos depois de entrar na luta armada, Mandela foi preso e condenado à prisão perpétua no famigerado Julgamento de Rivonia. Ele deixaria a prisão apenas nos anos 1990, quando se juntaria a algumas poucas figuras que tentariam colocar fim ao Apartheid.

Como o regime beneficiava diversos grupos, a resistência às mudanças seria ferrenha. Logo após a soltura de Mandela, uma onda de violência tomou conta da África do Sul. Chacinas foram cometidas várias vezes por dia em trens e outros locais públicos. Líderes comunitários e outras figuras públicas foram executados. Massacres nos guetos negros se tornaram comuns. A execução do “colar”, por meio da qual um pneu com gasolina era colocado no pescoço da vítima e incendiado, se tornou a horrenda face da violência no país. Isso sem contar a repressão violenta da polícia contra as manifestações de populações negras. Era uma época que os sul-africanos “morriam como moscas”, nas palavras do arcebispo anglicano Desmond Tutu, Nobel da Paz.

A violência daquele período era atribuída a uma guerra entre o Congresso Nacional Africano, grupo liderado por Mandela, que pregava a igualdade entre brancos e negros, e o Inkatha, movimento nacionalista zulu, um dos diversos povos sul-africanos. Essa era apenas parte da explicação. A violência generalizada era uma ação orquestrada pelas forças de seguranças do regime e pelos extremistas de direita do Inkatha. Milhares de membros da facção zulu foram treinados em campos secretos e receberam armas e dinheiro das forças de segurança do regime e de líderes brancos de extrema-direita. Alguns policiais, brancos e negros, chegavam a coordenar e participar dos massacres. Quando não havia gente do Inkatha, mercenários de países como Angola e Namíbia eram contratados. Em silêncio, para não serem identificados como estrangeiros pelo sotaque, matavam sul-africanos a esmo.

Para o Inkatha, aquela era uma luta para manter a autonomia da terra KwaZulu e buscar a independência. Para os extremistas brancos, era uma estratégia dupla: primeiro manter a argumentação de que os negros eram incapazes de se autogovernar. Caso isso não desse certo, o CNA, de Mandela, ao menos ficaria enfraquecido para a eleição presidencial que se seguiria, a primeira na qual brancos e negros poderiam votar e ser votados livremente.

A estratégia de desestabilização não deu resultados graças à força de caráter de inúmeras pessoas, entre elas o então presidente sul-africano, Frederik Willem de Klerk, e de Mandela. Entre 1990 e 1993, a África do Sul revogou leis que davam amparo jurídico ao Apartheid, desmantelou seu arsenal nuclear e convocou eleições livres para 1994. Ao contrário do que pensavam os extremistas, o CNA não estava enfraquecido por conta da violência. Nas urnas, o partido obteve uma vitória massacrante, e Mandela se tornou o primeiro presidente negro na história do país.

‘Nação Arco-Íris’

No poder, Mandela operou um milagre político. O Madiba fez os sul-africanos acreditarem no seu sonho, o de que a África do Sul poderia ser mesmo uma “Nação Arco-Íris”, na qual todas as “cores” poderiam conviver de forma harmônica. Mandela conseguiu contemplar os anseios das minorias brancas e conter a ânsia por justiça de líderes negros, muitos dos quais desejavam vingança após décadas de abusos e arbitrariedade.

A face mais visível do esforço de reconciliação feita por Mandela foi o apoio à seleção de rúgbi da África do Sul, os Springboks, na Copa do Mundo de 1995. Mandela não permitiu a mudança de nome e uniforme da equipe e tornou a seleção, símbolo de orgulho dos brancos, em orgulho nacional. A empreitada teve um fim épico com a improvável vitória da África do Sul sobre a Nova Zelândia, no hoje mítico Ellis Park, em Johannesburgo. A história foi registrada de forma magistral no livro Conquistando o Inimigo, de John Carlin, e no filme Invictus, de Clint Eastwood.

O apoio aos Springboks era parte da estratégia de Mandela de liderar pelo exemplo. Para o sul-africano comum, branco ou negro, era inevitável se questionar: como pode um homem que ficou encarcerado por 28 anos deixar a prisão sem qualquer resquício de rancor e adotar um tom tão reconciliatório? Se Mandela podia, todos podiam.

O milagre da Nação Arco-Íris foi também institucionalizado. Sob Mandela, a África do Sul passou a ter programas de habitação, educação e desenvolvimento econômico para a população negra; instalou a Comissão da Verdade e da Reconciliação, que serviu como catarse coletiva para o país; e aprovou uma nova Constituição, vista até hoje como ponto central de estabilidade na África do Sul.

O legado de Mandela

Desde que assumiu a presidência, Mandela deixou claro que gostaria de ser apenas o responsável pela transição da África do Sul, e não o guia eterno do país. Ele fez isso pois desejava uma África do Sul independente, inclusive dele próprio. A África do Sul que Mandela imaginou, no entanto, não conseguiu completar o sonho do líder visionário durante sua vida. Contra a vontade de Mandela, e de sua família, sua imagem é usada persistentemente de forma política, às vezes por líderes que dilapidam seu legado. Esse processo foi agravado pelo silêncio ao qual Mandela foi obrigado a se recolher devido ao agravamento de sua doença.

Nos governos de Thabo Mbeki (1999-2007) e do atual presidente, Jacob Zuma, ambos do CNA, a África do Sul teve grande crescimento econômico, mas a desigualdade social é maior que a existente no fim do Apartheid. O CNA, por sua vez, deixou de ser o partido da liberdade para se tornar um amontoado de políticos acusados de corrupção e de agir em benefício próprio. A Liga Jovem do ANC, fundada por Mandela, passou a ser conhecida pelos atos e palavras de intolerância de seus líderes, um perigo para uma país onde a violência racial está contida, mas a tensão entre brancos e negros, não.

Apesar do uso político de sua imagem, Mandela continua sendo o bastião da democracia na África do Sul. Talvez, o distanciamento entre seu legado e a condição atual do país tenha servido para, nos últimos anos, tornar mais agudo o sofrimento da população a cada nova internação. Hoje, finalmente, chegou o dia de deixar Mandela descansar, e dos sul-africanos colocarem o país no rumo sem um exemplo vivo para guiá-los.

 

 

por José Antonio Lima, para a Carta Capital

IPI de móveis e linha branca subirá menos que o previsto, diz Mantega

 

IPI 27.06 (Foto: Editoria de Arte/G1)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (27) que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca e dos móveis, reduzido no ano passado, terá alta abaixo da prevista em julho.

A previsão, anunciada em dezembro, era que os produtos voltassem a ter as alíquotas originais a partir da próxima segunda-feira. O governo, no entanto, vai “fatiar” essa alta, com uma elevação menor do IPI até setembro.

“A partir de setembro, vamos ver. A ideia é a recomposição das alíquotas [para o patamar normal]. Podemos calibrar o tempo disso dependendo da arrecadação, da inflação e das vendas do setor. Por enquanto, está definido que está alíquota vale para setembro. Provavelmente, em setembro vamos elevá-la para o patamar normal”, disse Mantega.

Em dezembro do ano passado, o governo federal anunciou um reajuste gradual das alíquotas do IPI  de produtos da linha branca (com exceção de máquinas de lavar, que permanece em 10%) no decorrer deste ano.

IPI da linha branca
Para fogões, por exemplo, a alíquota de IPI, que estava em zero no ano passado, subiu para 2% em fevereiro e a programação é que ela avançaria para 4% a partir de julho deste ano, ou seja, já na próxima segunda-feira (1). Neste caso, porém, ela subirá para 3% entre julho e setembro deste ano.

No caso de geladeiras e refrigeradores, a alíquota era de 5% até o fim de janeiro, passou para 7,5% em fevereiro e a programação é que ela seria elevada para 15% a partir de julho. Entretanto, segundo informou o ministro da Fazenda, ela será elevada para 8,5% até setembro deste ano.

Para os tanquinhos, o IPI estava em zero no ano passado, subiu para 3,5% em fevereiro e, em julho passaria para 10%. Entretanto, a alíquota subirá para 4,5% até setembro deste ano.

Móveis
No caso dos móveis e painéis, a alíquota, que estava em zero até o fim de janeiro, subiu para 2,5% em fevereiro e a previsão é que subiria, no cronograma original, para 5% a partir de julho. Entretanto, Mantega informou que ela avançará para 3% entre julho e setembro.

Para laminados (PET, PVC e alta resistência), a alíquota do IPI estava em zero até o fim de janeiro, subindo para 2,5% em fevereiro e a programação original é de que avançaria para 15% a partir de julho. Entretanto, segundo anunciou o ministro Mantega, ela subirá para 3% entre julho e setembro.

Para luminárias e lustres, a alíquota estava em 5% até o fim de janeiro, subindo para 7,5% desde fevereiro e, a partir de julho, a previsão é de que voltaria para a alíquota normal de 15%. Neste caso, porém, a alíquota avançará para 10%, informou o Ministério da Fazenda, até setembro de 2013.

No caso do papel de parede, a alíquota normal de 20% caiu para 10% até junho, e passará para 15% entre julho e setembro deste ano.

Preços ao consumidor
Guido Mantega, que conversou na manhã desta quinta-feira com representantes do varejo, informou que a ideia é que não haja aumentos de preços para os consumidores.

“Eu conversei com o setor. Trocamos ideia sobre o impacto destas medidas e a conversa evoluiu no sentido de que [o setor] vai procurar absorver este aumento de tarifas para que o preço [ao consumidor] não se eleve. Tanto o varejo quanto o setor produtor farão esforço para acomodar estas alíquotas para não prejudicar as vendas”, declarou Mantega.

Ele disse ainda que o setor se queixou de aumentos de custos de insumos, como aço e madeira, e informou que ficou de estudar como impedir que ocorra um aumento nos preços dos componentes para a produção e para o preço ao consumidor final.

Com a medida, o governo espera arrecadar R$ 118 milhões a mais entre julho e setembro, em relação ao patamar de receitas esperado sem o aumento das alíquotas. Mantega tem reiterado que a meta ajustada de economia para pagar juros (superávit primário) de 2,3% do PIB neste ano, ou R$ 110,9 bilhões, será atingida.

 

 

G1

Vaticano revela componentes químicos da fumaça branca e negra

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

Clorato de potássio, lactose e colofónia são os componentes acrescentados à queima das cédulas de votação para originar a fumaça branca que anuncia ao mundo que a Igreja tem novo papa, informou nesta quarta-feira o Vaticano.
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O porta-voz do pequeno estado, Federico Lombardi, explicou também que a fumaça negra, que anuncia que ainda não há um papa, é obtida com a queima das cédulas junto com perclorato de potássio, antraceno e enxofre.

Foram instalados na Capela Sistina a estufa tradicional, usada desde o conclave de março de 1939, no qual Pio 12  foi eleito, e onde são queimadas as cédulas das votações, e uma estufa auxiliar, que permite, graças a um mecanismo eletrônico, aumentar a visibilidade das fumaças.

Lombardi explicou que o momento em que se queimam as cédulas é ligado um dispositivo eletrônico na estufa auxiliar com uma espécie de cartucho com cinco cargas, que são ativadas uma após outra durante sete minutos.

Esses cartuchos contêm clorato de potássio, lactose e colofónia, para originar a fumaça branca, e perclorato de potássio, antraceno e enxofre para gerar a negra.

As duas estufas, instaladas na parte posterior da Capela Sistina, estão unidas ao tubo interno da chaminé, que mede 15 metros de altura e que através de uma janela do templo vai até o telhado. A parte externa mede cerca de dois metros e é visível da Praça de São Pedro.

A estufa onde as cédulas são queimadas é feita de ferro fundido, tem um metro de altura e 45 centímetros de diâmetro. O dispositivo tem em sua parte inferior uma pequena abertura onde se acende o fogo, e na parte superior uma onde os votos são colocados. Na tampa superior estão escritos os anos e meses dos conclaves realizados desde 1939.

 

 

EFE

BANG-BANG EM SERRA BRANCA: ‘Bandidos assaltam banco e metrallham quartel de polícia’

 


Bandidos fortemente armados assaltaram neste momento o Banco do Brasil da cidade de Serra Branca, e metralharam o quartel da Polícia Militar, além de cortar as linhas telefônicas da cidade, que neste ficou sem comunicação. De acordo com informações obtidas pelo Cariri Ligado, um forte reforço policial de Campina Grande e de algumas cidades do Cariri se deslocou para a cidade.

Ainda não se sabe o número exato de bandidos, assim como se algum valor foi levado da agência bancária e se alguma pessoa foi atingida pelos disparos.

Maiores informações a qualquer momento.

Cariri Ligado