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Após três anos da transposição na PB, açude de Boqueirão pode sangrar com águas de chuvas em 2020

No dia 18 de abril de 2017 as águas da transposição do Rio São Francisco se encontraram com o espelho d’água do açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, município do Cariri paraibano. Passados três anos, o bombeamento das águas do Velho Chico está suspenso e o manancial passa dos 60% do volume por causa das fortes chuvas que caíram na região do Cariri da Paraíba e podem fazer com que o reservatório sangre.

Mesmo sem datas definidas, se o índice de chuvas do estado continuar semelhante ao primeiro trimestre deste ano, entre os meses de maio e abril, existe a possibilidade de que o açude de Boqueirão sangre ainda em 2020, segundo o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Loureiro. “Vai depender da intensidade das chuvas”, explicou.

O manancial sangrou pela última vez em 2011 e já registrou, pelo menos, 18 sangrias. Elas foram notificadas nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986, 1989, 1999, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011.

Sangradouro do açude de Boqueirão, PB, em 2011 — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Sangradouro do açude de Boqueirão, PB, em 2011 — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Ainda segundo dados do órgão, o esquema de bombeamento no reservatório foi suspenso em fevereiro de 2019 e retomado em março deste ano. Mas precisou ser interrompido novamente desde o último dia 6 de abril, por causa de problemas causados pelas chuvas na estrutura do rio Moxotó, que banha os estados de Alagoas e Pernambuco. A previsão é que o serviço seja retomado no próximo dia 8 de maio.

Para o ministério do Desenvolvimento do Desenvolvimento Regional (MDR), ele foi suspenso no açude de boqueirão em fevereiro de 2019 e retomado após um ano, em fevereiro de 2019.

Quando bombeamento foi suspenso em fevereiro do ano passado, o reservatório tinha 20,18% (94.159.227m³) da capacidade total. Em nove de janeiro deste ano chegou a 14%, quando começou a ser reabastecido pelas chuvas do primeiro trimestre de 2020.

Do dia nove de janeiro até este sábado (18), o volume do manancial mais que quadruplicou e atingiu a marca de 63,43% (295.937.282m³) da capacidade. Os 49,43% a mais foram abastecidos por meio de chuvas.

Segundo trimestre de 2020 tem previsão de chuvas acima da média na PB, diz Aesa

A previsão do setor de meteorologia da Aesa para o primeiro trimestre deste ano foi de chuvas dentro da média histórica no semiárido paraibano, que contempla as regiões do Alto Sertão, Sertão e Cariri/Curimataú.

Conforme a meteorologista Marle Bandeira, a previsão é de que até julho a incidência de chuvas esteja dentro ou acima da média histórica nas regiões do Agreste e Litoral paraibanos.

Açude São Gonçalo em Sousa, no Sertão da Paraíba, é um dos que está sangrando em 2020 — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Açude São Gonçalo em Sousa, no Sertão da Paraíba, é um dos que está sangrando em 2020 — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Paraíba tem 14 açudes sangrando e 15 em situação crítica, diz Aesa

Pelo menos 14 açudes da Paraíba estão sangrando neste sábado (18), conforme dados divulgados no site da Aesa. Entre os açudes que estão com mais de 100% da capacidade estão Pocinhos e São José II, localizados no município de Monteiro.

Dos 134 açudes monitorados pela instituição, 80 estão com capacidade superior a 20% do volume total. Já 25 ainda estão em observação, com menos de 20% do volume e 15 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume.

Entre os açudes em situação crítica estão os reservatórios Mamanguape e Minhã, localizados nos municípios de São Sebastião de Lagoa de Roça e Puxinanã, no Agreste do estado. Ambos estão secos.

Águas da transposição do São Francisco chegaram à Paraíba em março de 2017

Era noite do dia 8 de março de 2017, uma quarta-feira, quando, por volta das 18h20, as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) ultrapassaram a divisa do vizinho estado de Pernambuco e chegavam à Paraíba, na cidade de Monteiro, localizada no Cariri do estado.

Dez dias depois, as águas do Velho Chico chegaram ao açude de Boqueirão, como o reservatório é popularmente conhecido. O manancial possuía apenas 2,9% da capacidade total. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), o volume foi o pior registrado desde o fim da década de 1950.

O projeto, que contempla 35 cidades da Paraíba e de Pernambuco, representou a garantia da segurança hídrica para aproximadamente um milhão de pessoas que se beneficiaram dele, conforme dados técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Na Paraíba, o Epitácio Pessoa, que é segundo maior do estado, é responsável pelo abastecimento de Campina Grande e outras 18 cidades paraibanas. Os 19 municípios enfrentavam um racionamento no abastecimento de água, que só foi suspenso na noite do dia 25 de agosto de 2017, quando o reservatório atingiu a marca de 8,2% do volume total.

Canal da transposição do São Francisco construído onde eram as terras dos agricultores em Monteiro, na PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Canal da transposição do São Francisco construído onde eram as terras dos agricultores em Monteiro, na PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Caminho do São Francisco na Paraíba

A água da transposição do Rio São Francisco chega à cidade de Monteiro, na Paraíba, através do eixo leste. Neste trecho, a água é captada na cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco e viaja por 208 quilômetros até chegar a cidade paraibana.

Depois de chegar a Monteiro, as águas da transposição vão para o Rio Paraíba e através dele segue pelos açudes de São José I e Poções, ainda na cidade de Monteiro; pelo açude de Camalaú; pelo açude de Boqueirão; pelo açude de Acauã, em Itatuba; pelo açude de Araçagi e depois segue para um perímetro irrigado no município de Sapé.

Conforme o MDR, o eixo Leste foi projetado para levar água para cerca de 4,5 milhões de pessoas em 168 municípios que sofrem com a seca prolongada em Pernambuco e na Paraíba.

G1

 

29 açudes monitorados pela Aesa sangram e Boqueirão está com mais de 63%

Vinte e nove açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) estão sangrando. O destaque é para o São Gonçalo, em Sousa, que comporta 40 milhões de metros cúbicos, a maior entre os reservatórios que estão com capacidade máxima. A lista completa, com situação atual dos 134 açudes monitorados pelo Governo do Estado está disponível no site aesa.pb.gov.br.

Até a manhã desta terça-feira (7) a barragem de Coremas, localizada no município de mesmo nome, estava com 38,38% da capacidade, o equivalente a 285.572.996 m³. Mãe d’Água, que também fica na cidade de Coremas, estava com 38,12% (207.739.952  m³). O açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, acumulava 63,72% (297.264.887 m³). Em Cajazeiras, o açude Engenheiro Avidos estava com 44,01% (129.210.444 m³) e o reservatório de Acauã, em Itatuba, tinha 12,84% (32.477.177 m³). Estes são os cinco maiores açudes da Paraíba.

As chuvas proporcionaram recargas importantes dos açudes. A rede de pluviômetros do Governo do Estado revelou que Cajazeiras é a cidade onde mais choveu este ano, com 1.237, 9 milímetros. Na sequência vêm os municípios de Nova Olinda (1.074 mm), São José de Piranhas (967,3 mm), Cachoeira dos Índios (948,5 mm) e Boa Ventura (929 mm). Os dados são referentes ao período de 1 de janeiro a 7 de abril.

 

portal25horas

 

 

Açude de Boqueirão passa dos 60% e poderá sangrar ainda este ano

O açude Epitácio Pessoa, localizado na cidade de Boqueirão, Cariri do estado, registrou 61,26% de volume nesta quinta-feira (26), o que equivale a 285,80 milhões de metros cúbicos de água (m³). O reservatório é responsável pelo abastecimento de Campina Grande e cidades próximas.

Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o reservatório recebeu grandes recargas de água após as chuvas dos últimos dias que chegaram até os mananciais localizados no Cariri paraibano e seguiram para o açude de Boqueirão.

A expectativa da população paraibana é de que o açude de Boqueirão chegue à capacidade total ainda em 2020, depois de nove anos. Segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, as chuvas estão dentro do período esperado, de fevereiro a maio. “O importante é acompanhar a previsão do tempo, essa previsão vai indicar onde as chuvas caíram. Caindo na bacia de contribuidores o açude terá mais recarga de águas”, disse a meteorologista.

Em 2017, o açude atingiu 2% da sua capacidade total, situação que fez Campina Grande e outras 18 cidades entrarem em uma crise hídrica histórica e adotarem medidas rigorosas de racionamento. Com esse cenário, o açude começou a receber as águas da transposição do Rio São Francisco.

Veja os demais níveis dos açudes paraibanos no site da Aesa:

http://www.aesa.pb.gov.br/aesa-website/monitoramento/volume-diario/?tipo=atual

pbagora

 

 

Açude de Boqueirão, na PB, aumenta 7 cm na lâmina d’água e volume passa de 58%, diz Dnocs

A lâmina d’água do Açude Epitácio Pessoa, no município de Boqueirão, Cariri da Paraíba, aumentou 7 cm, entre a terça-feira (24) e as primeiras horas desta quarta-feira (25), segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs-PB). De acordo com o levantamento, foi registrado um aporte de 2.186.503 m³ de água, o que levou o reservatório a atingir 58,94% da capacidade total.

Segundo os dados do Dnocs, no período de 1 a 25 de Março, o açude teve um aumento de 7,96 metros na lâmina, um aporte hídrico de 174.533.810 m³.

De acordo com especialista em recursos hídricos Isnaldo Cândido, faltam menos de cinco metros de aumento na lâmina d’água para que o reservatório transborde. O reservatório recebeu recargas de água após fortes chuvas que atingiram mananciais localizados no Cariri paraibano, que abastecem o Epitácio Pessoa.

Desde 2013 o açude não atingia metade da capacidade total. Em 2017, o açude de Boqueirão chegou a atingir 2% da capacidade total. Atualmente o reservatório abastece Campina Grande e outros 19 municípios.

Foto: Artur Lira/TV Paraíba

G1

 

Com cheias de rios Taperorá e Paraíba, Boqueirão ultrapassa 24% da capacidade e população comora

Chuvas no Cariri paraibano, cheias nos rios Paraíba e Taperoá em Cabaceiras, e água abundante correndo em direção ao açude Epitácio Pessoa em Boqueirão. O açude responsável pelo abastecimento da população de Campina Grande e outros 18 municípios do Agreste, beneficiando cerca de 1 milhão de habitantes, recebeu uma significativa recarga de água, graças as chuvas dos últimos dias.

O manancial, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA), amanheceu nesta terça-feira (03), com 113.896.467 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 24,41% de sua capacidade de armazenamento que é de 411.686.287 m³ de água. As cheias dos dois rios que deságuam em Boqueirão, tem elevado o nível do reservatório desde o início do ano.

No dia 18 de fevereiro, as chuvas aumentaram em 21 cm o volume do açude, conforme dados do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs-PB). Naquele dia, a recarga correspondeu a 2.716.390 m³ de água. O açude atingiu os 21,7% da capacidade total, o que correspondeu a 89.502.558 m³ de água. Posteriormente, o açude ultrapassou os 104 milhões de mil m³, o que representava 22,4% de sua capacidade total de armazenamento.

O volume do Boqueirão já havia aumentado 15 cm após duas recargas registradas no mês de janeiro deste ano. Na primeira recarga, no dia 5, o volume do açude aumentou 3 cm na lâmina d’água, após cheia no rio Taperoá, ficando com 20,4% da capacidade total.

A segunda recarga, de 12 cm, aconteceu entre os dias 6 e 8 de janeiro, após chuvas que provocaram cheia tanto do Rio Taperoá, quanto no Rio Paraíba. Com isso, o Boqueirão atingiu 20,8% da capacidade total. Segundo os dados da Aesa, no dia 8 de janeiro, o açude de Boqueirão tinha cerca de 68,67 milhões de m³ e, após as chuvas, o volume subiu para os 87,70 milhões de m³.

Construído há 63 anos pelo Departamento Nacional de Obras Contra Seca (Dnocs), o Epitácio Pessoa  tem recebido uma das maiores recargas de sua história nos primeiros dois meses do ano. Com isso, aumenta o sonho da população de ver Boqueirão sangrar de novo. Para atingir a marca de sangria o açude ainda precisa aumentar mais de 10 metros.

Com capacidade para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água, o manancial foi inaugurado em 16 de janeiro de 1957 e logo se transformou na principal fonte de abastecimento de Campina Grande.

Segundo o especialista e recursos hídricos, Isnaldo Cândido, que durante 20 anos monitorou o açude como gerente de bacias hidrográficas da Aesa, o açude de Boqueirão divide momentos de sangrias maravilhosas, mas também de secas terríveis.  Há dois anos, o manancial viveu a pior seca de sua história, há dois anos. O nível de água atingiu os 4,8% da capacidade total e o açude chegou na sua reserva técnica, o que provocou um racionamento sem precedentes na história de Campina Grande. Com a chegada das chuvas, e das águas advindas da transposição do Rio São Francisco, o açude recuperou parte de sua recarga e aliviou a vida dos paraibanos que dependem do manancial.

Desde a inauguração, em 1957, Boqueirão sangrou 18 vezes, nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986 1989. Depois ele passou 15 anos sem sangrar. Na última vez que o açude sangrou em 2011, a população fez festa para comemorar o espetáculo proporcionado pela natureza. Quando o açude de Boqueirão sangrou pela última vez, , ele teve a melhor fase de sua história. Segundo os dados da Aesa, ele passou 202 dias transbordando água ininterruptamente

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Prestes a completar 63 anos de existência, açude de Boqueirão tem uma das maiores cheias dos últimos 15 anos

Depois de já ter sangrado por 18 vezes e sua história e atravessar secas terríveis, o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, voltou a receber uma significativa recarga no volume de água armazenada e entra 2020 com perspectivas de uma nova sangria. A três dias de completar 63 anos de existência, Boqueirão, vive dias de bonança e os paraibanos já sonham em ver o oásis se formar outra vez no Cariri paraibano.

As chuvas que caíram no Cariri paraibano e encheram os rios Taperoá e Paraíba, principais afluentes do Epitácio Pessoa, elevaram o nível da água do manancial. O açude responsável pelo abastecimento de mais de um milhão de paraibanos distribuídos em Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema, recebeu neste final de semana, uma das maiores cheias no período de menos de 24h nos últimos 15 anos. Em menos de uma semana, a lâmina de água subiu um metro e meio, o que corresponde a 16,8 milhões de metros cúbicos de nova água, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA).

Boqueirão amanheceu nesta segunda-feira (13) com 87.956.086 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a 18,85% de sua capacidade de armazenamento. No dia primeiro de janeiro, o açude estava com pouco mais de 70 milhões de metros cúbicos de água acumulada, o que correspondia 14% de sua capacidade.

Construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), o manancial viveu a pior seca de sua história, há dois anos. O nível de água atingiu os 4,8% da capacidade total e o açude chegou na sua reserva técnica, o que provocou um racionamento sem precedentes na história de Campina Grande. Com a chegada das chuvas, e das águas advindas da transposição do Rio São Francisco, o açude recuperou parte de sua recarga e aliviou a vida dos paraibanos que dependem do manancial.

Com capacidade para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água, o manancial foi inaugurado em 16 de janeiro de 1957 e logo se transformou na principal fonte de abastecimento de Campina Grande.
Segundo o especialista e recursos hídricos, Isnaldo Luna, que durante 20 anos monitorou o açude como gerente de bacias hidrográficas da Aesa, o açude de Boqueirão divide momentos de sangrias maravilhosas, mas também de secas terríveis.

Desde a inauguração, há quase 63 anos, Boqueirão sangrou 18 vezes, nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986 e 1989. Depois ele passou 15 anos sem sangrar.
Em 28 de dezembro de 1999, o manancial atingiu o pior nível de sua história, antes da seca de 2018, chegando ao nível de 14%. Os dias de preocupação acabaram da época cessaram em 1º de fevereiro de 2004 voltou a atingir o nível máximo e transbordou. As outras novas sangrias ocorreram em 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011”.

Quando o açude de Boqueirão sangrou pela última vez, em 2011, ele teve a melhor fase de sua história. Segundo os dados da Aesa, ele passou 202 dias transbordando água ininterruptamente. Os paraibanos sonham com uma nova sangria e com o espetáculo que o açude proporciona sempre que transborda.

Severino Lopes
PB Agora

 

 

Açude de Boqueirão na PB recebe mais de 6 milhões de m³ de água em menos de 24 horas, diz Aesa

O Açude Epitácio Pessoa localizado no município de Boqueirão, no Cariri paraibano, recebeu 6 milhões de m³ de água em menos de 24 horas. Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e foram atualizados às 12h desta quinta-feira (9).

O volume passou de 68.669.436,52 milhões de m³ de água para 75.189.947 m³ e representa um aumento de cerca de 60 mm na lâmina de água do reservatório.

Conforme a agência, as águas que entraram no manancial têm origem das chuvas que caíram em municípios do Cariri do estado desde a quarta-feira (8) e foram levadas ao manancial por meio do Rio Taperoá.

Ainda na quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial de chuvas para 81 municípios do Cariri e Seridó paraibano. O aviso foi ampliado para 111 cidades nesta quinta-feira até às 9h da sexta-feira (9).

Entre as cidades onde mais choveu estão Santo André, São João Cariri, Parari e Coxixola.

G1

 

Açude de Boqueirão está com menos de 21% de sua capacidade e AESA reduz vazão da saída de água

Sem contar com as águas da tranposição do Rio São Francisco há quase seis meses, o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, está com pouco mais de 20% de sua capacidade. Apesar da redução do volume de água, o engenheiro da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB), Isnaldo Cândido, garantiu que a água é suficiente para abastecer Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema, até dezembro. Ele afastou o risco de um novo racionamento, No entanto, ele alertou para o uso racional da água.

Como medida para evitar futuros problemas hídricos, a AESA reduziu em 85% a vazão da saída de água das comportas do Epitácio Pessoa, para a barragem de Acauã, no município de Itatuba, no Agreste. A medida começou nesta quinta-feira (29).

Segundo o gerente regional da Aesa, João Adelino, desde o mês julho as comportas do Açude de Boqueirão estavam abertas com a liberação de 2 mil litros de água por segundo no Rio Paraíba, que leva água para Acauã. A partir desta quinta-feira, a vazão vai ser reduzida para 300 litros por segundo. Ou seja, será diminuída em 85%.

O gerente explicou que a redução foi autorizada pela Agência Nacional das Águas (ANA) pois o açude de Acauã já recebeu os 8 milhões metros cúbicos de água que precisava para garantir a segurança do abastecimento de 11 cidades da região.

Ainda sobre a vazão, o gerente regional disse que os 300 litros de água por segundo são para garantir a segurança hídrica do Rio Paraíba. Nesse caso, a vazão reduzida vai servir para garantir água corrente no leito do rio, até a barragem de Acauã.

Em 8 de julho deste ano, o açude de Boqueirão, estava com 115,2 milhões de m³ de água, que correspondia a 24,7% da capacidade total. Segundo os dados da Aesa, nesta quarta-feira, o volume está em 100,1 milhões de m³, que equivale a 21,4% da capacidade total.

SL
PB Agora

 

 

 

Criança torturada na cidade de Boqueirão recebe alta médica e fica na guarda de tia na PB

O menino de 7 anos de idade que foi torturado na cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano, está sob a guarda de uma tia. A guarda provisória foi concedida pela Justiça da Paraíba durante uma audiência realizada nesta segunda-feira (12). O menino que chegou a ser acorrentado e queimado com pingos de vela recebeu alta médica no último sábado (10), após passar um mês internado. A mãe e o padrasto dele foram presos como suspeitos.

A guarda provisória foi concedida de maneira emergencial após o menino sair do Hospital de Trauma de Campina Grande. Ele ficou internado após apresentar um quadro avançado de desnutrição e ainda vários ferimentos pelo corpo. A tia que ficou com a guarda foi quem se apresentou para buscar ele no Hospital, após a alta.

Ainda segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), já foi aberto um processo de guarda definitiva. O caso também foi acompanhado pelo Conselho Tutelar de Boqueirão, que confirmou que a guarda definitiva está sendo direcionada para a tia que já está com o menino, na cidade de Boqueirão

A criança de 7 anos deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande no dia 10 de julho. De acordo com a Polícia Civil, a criança estaria sofrendo maus-tratos praticados pela mãe e pelo padrasto. O menino precisou passar por uma cirurgia plástica por causa das torturas.

Torturas

O laudo finalizado pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) confirmou que a criança sofria agressões físicas prolongadas e contínuas, o que se configura como tortura. Em entrevista, o delegado Iasley Almeida, disse que a criança ficava acorrentada, apanhava e tinha as mãos queimadas com pingos de vela.

Conforme explica Márcio Leandro, chefe do Numol, no momento do exame o menino estava muito debilitado, desnutrido e com um quadro de anemia profunda. “Tinha lesões por todo corpo, nas costas e lesões nos glúteos, o que indica que ele passou bastante tempo imóvel, imobilizado, por estar acorrentado. As agressões foram tão prolongadas que se tornou tortura”, explica o chefe do Numol.

Prisão

A mãe do menino, Maria Aparecida Sousa Silva, e o padrasto dele, Edilson Cosme Albuquerque, foram presos por força de mandados de prisão preventiva expedidos a pedido da Polícia Civil. Durante audiência de custódia, a justiça decidiu por manter a prisão dos dois. Eles continuam presos.

G1

 

Justiça mantém prisão de casal suspeito de torturar criança em Boqueirão

O casal preso pela Polícia Civil e suspeito de torturar uma criança de sete anos, na cidade de Boqueirão, interior da Paraíba, vai aguardar julgamento recolhido em dois  presídios de Campina Grande.

A decisão foi tomada pela  Justiça, durante audiência de  custódia realizada na manhã desta terça-feira (23).

Maria Aparecida Souza Silva, mãe da criança, será transferida para o Presídio Feminino de Campina Grande. O companheiro dela, Edilson Cosme Albuquerque, padrasto da vítima, será conduzido à Penitenciária Padrão de Campina Grande.

As informações foram repassadas pelo delegado da Policia Civil, Yasley Almeida, que conduziu as investigações.

A justiça acatou pedido feito pela Polícia para decretar a prisão preventiva dos dois suspeitos, após investigações apontarem que eles praticavam maus tratos e até torturas conta um menino de sete anos de idade.

“A criança apanhava com fios, tinha as mãos queimadas com gotas de velas e era acorrentado ao guarda-roupa, para não sair e nem se alimentar”, afirmou o delegado.

O caso gerou comoção social, principalmente porque a principal acusada dos crimes é mãe da criança.

De acordo com informações da Polícia Civil, Maria Aparecida Sousa Silva praticou os crimes com ajuda do seu companheiro Edilson Cosme Albuquerque.

Os dois foram presos na manhã da última quinta-feira (18) pela Polícia Civil.

No dia da prisão, o delegado explicou que os mais tratos foram denunciados pela tia do menor, no dia 10 de julho deste ano. Após acionar a Polícia, a mulher foi até a casa onde estava a criança, junto com conselheiros tutelares para resgatar o menino.

“Eles encontraram o menino muito debilitado, desnutrido, com muitas lesões na cabeça, tórax e outras partes do corpo. Foi levado ao hospital e ainda permanece em tratamento”, declarou o delegado.

Ao tomar conhecimento do caso, a Polícia Civil instaurou inquérito policial e começou a ouvir pessoas próximas. “Ouvimos conselheiros tutelares, assistentes sociais da escola onde o menino estuda  e ouvimos  a criança, que  nos relatou a rotina de sofrimento que vivia”, afirma Almeida.

Para o delegado, o menino  foi vítima  de tentativa de  homicídio triplamente qualificado. “Ao praticar as agressões, o casal pretendia causar a morte do menino, por motivo fútil, sem possibilidade de defesa e com uso de requintes de tortura”, declara.

A mãe e o padrasto da criança negaram a prática do crime, mas as provas coletadas pela Polícia levaram a Justiça a decretar a prisão preventiva contra eles.

A criança continua sob cuidados médicos.

 

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