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Bolsonaro escolhe Renato Feder para ser novo ministro da Educação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escolheu, nesta sexta-feira (3), o secretário de educação do Paraná, Renato Feder, para assumir o Ministério da Educação. O anúncio oficial da Presidência deverá ocorrer ainda hoje.

A decisão pelo nome de Feder confirma, conforme antecipou o R7, que o nome do secretário estava no radar antes de Carlos Decotelli ser nomeado.

O currículo de Feder, de acordo com informações que constam da página da Secretaria de Educação e Esportes do Paraná, possui graduação e mestrado em instituições de ensino de São Paulo.

Feder se formou em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e fez mestrado em Economia na USP (Universidade de São Paulo). Ainda foi professor da EJA (Educação de Jovens e Adultos), deu aulas de matemática por 10 anos e foi diretor de escola por 8 anos. O currículo inclui ainda assessoria voluntária da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Aos 24 anos, em 2003, assumiu uma empresa de tecnologia, que se tornou bilionária. Deixou o cargo de CEO da empresa para assumir a secretaria do Paraná.

Agora, como titular do ministério, terá que assumir uma frente para coordenar uma resposta educacional em relação à pandemia do novo coronavírus. Entre os principais desafios, estão a realização das provas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) e volta às aulas.

Ministério da Educação
O último titular da pasta foi resultado de uma articulação feita pelos ministros militares do Planalto. A seleção do novo ministro, inclusive, se transformou numa nova disputa entre a ala militar e ideológica.

Carlos Decotelli, o último a exercer a função de ministro da Educação, deixou o cargo na última terça-feira (30) após cinco dias. A demissão foi a maneira avaliada para encerrar a crise com as inverídicas informações no currículo dele.

Bolsonaro anunciou Decotelli para a Educação no dia 25, por meio de redes sociais. Na ocasião, escreveu que o nomeado era bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, mestre pela FGV, doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal (Alemanha).

No entanto, o próprio reitor da Universidade Nacional de Rosário negou que Decotelli tenha obtido o título. Depois, a Universidade de Wuppertal também negou que o nomeado possuía a certificação de pós-doutor.

Em seguida, mais uma incoerência, desta vez, com instituições brasileiras. A FGV informou que Decotelli não foi professor da fundação, como o próprio registrou em seu currículo, além de abrir investigação para apurar suspeita de plágio em sua tese de mestrado. Decotelli, após as contestações, alterou o próprio currículo.

As incoerências em sua formação profissional ameaçaram o titular na pasta, que caiu após cinco dias, antes mesmo de tomar posse. Decotelli foi o terceiro ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro, após problemáticas gestões de Ricardo Vélez e Abraham Weintraub – sendo este último investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

*Com a colaboração de Plínio Aguiar, do R7

 

 

Professores da UFPB irão participar da campanha nacional ‘Fora Bolsonaro’

O presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (Adufpb), Fernando Cunha promoveu na ultima semana uma plenária docente para discutir a proposta de calendário extraordinário na UFPB e a participação da categoria na campanha nacional Fora Bolsonaro. A atividade ocorreu por videoconferência – devido às medidas de isolamento social decorrentes da pandemia de covid-19 – e reuniu cerca de 60 professores e professoras.

Na ocasião, a plenária docente concordou com a proposta de o sindicato participar dos atos virtuais e simbólicos (com atividades de rua) que estão sendo organizados no país pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo dentro da campanha Fora Bolsonaro. Além disso, a entidade também tomará parte no ato nacional a ser realizado no dia 2 de julho pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que também inclui na pauta o Fora Bolsonaro. Além de ações virtuais, a atividade prevê atos simbólicos, como a afixação de cartazes e cruzes simbolizando as vítimas da covid-19.

Indagado como enxerga as medidas do Governo Federal diante dos movimentos sindicais o presidente Fernando Cunha, disse: “No movimento sindical, os tempos com o governo Bolsonaro têm sido muito difícil. Desde a aprovação da reforma trabalhista no governo Michel Temer, um forte ataque aos movimentos sindicais foi iniciado. Bolsonaro, ao assumir, aprovou a reforma da Previdência que, em si já é uma ampliação da retirada de direitos, ampliando o tempo de trabalho… isso teve impacto no movimento sindical. Na medida em que você tem, entre os trabalhadores uma redução de seu ganho salarial eles fazem as opções de onde vão contribuir. A contribuição sindical é voluntária e a sindicalização garante a autonomia política e financeira dos sindicatos. Na reforma trabalhista também entrou o fim do sindicato como mediador dos vínculos de trabalho entre o empregador e o trabalhador. Então qualquer contato estabelecido entre o empregador e o trabalhador passa a ser validado sem a aprovação do sindicato que aumenta o sucateamento dos sindicatos e do próprio trabalhador. O trabalhador é descartável para esse governo, essa é a visão, o trabalhador não é de interesse deles. Toda a narrativa desse governo é de proteger os empresários e aumentar seus privilégios e ele vem fazendo isso”, comentou.

Em relação ao calendário extraordinário da UFPB, o sindicato apresentou proposta de realização de uma plenária unificada dos três segmentos da comunidade universitária já no mês de julho e também de plenárias dos centros para se discutir o ensino remoto e o semestre letivo 2020.1. Na avaliação da ADUFPB, o semestre só deve ser reiniciado se as condições mínimas para o ensino e a aprendizagem forem garantidas pela universidade.

Várias intervenções e análise foram realizadas ao longo do evento. O professor Carlos, por exemplo, avaliou que a UFPB vem conduzindo o processo de aulas remotas de maneira burocrática. A professora Maria de Fátima Rodrigues lembrou que os problemas não se limitam ao ensino, mas atacam também a extensão e a pesquisa. E o professor Antônio Joaquim Feitosa destacou os docentes não podem ser obrigados a utilizar aparelhos pessoais (computadores, celulares) para realizar atividades públicas.

Para o professor Marcelo Sitcovsky, as universidades devem continuar desenvolvendo atividades relacionadas ao enfrentamento da pandemia e seus reflexos nas mais variadas áreas da vida social. “Realizar atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, colocando toda nossa capacidade a serviço da sociedade. Temos condições de promover ações amplas direcionadas para comunidade interna e externa”, avaliou. Segundo ele é preciso indicar que a UFPB busque com o governo federal acessar o Fundo de Democratização das Comunicações no sentido de adquirir hardware e software para a comunidade acadêmica.

Na avaliação da professora Juliana, a formação universitária não se dá apenas pelo ensino curricular. “A pesquisa e a extensão também formam e ensinam, e muito. A UFPB deveria focar em ampliar o fomento de ações de pesquisa e extensão (que inclui ensino não curricular) da comunidade acadêmica com vistas a apoiar a sociedade no enfrentamento da pandemia de covid-19”.

Para isso, segundo ela, “é necessária uma política de fomento e suspensão de alguns pontos da resolução 52, que amplie a carga horária dedicada a essas atividades. Além disso, temos as atividades de gestão que incluem a necessidade de planejamento coletivo, envolvendo o conjunto de professores, técnicos e estudantes para pensar essas estratégias e planejar um futuro quando for possível o retorno presencial que vai precisar de novas condições de organização física e institucional”.

pbagora

 

Sargento Pereira afirma: Bolsonaro não tem apoio das polícias para impor golpe

O sargento da Polícia Militar da Paraíba, Astronadc Pereira de Morais (sargento Pereira), disse em artigo, nesta terça-feira (9), não acreditar que o presidente Jair Bolsonaro tenha “o apoio das polícias do Brasil, enquanto instituição, para impor um golpe de estado.”

Ele lembrou que no período ditatorial, no Brasil, juízes e desembargadores foram impedidos de trabalhar e outros foram expulsos de suas funções. “O Congresso foi fechado. O povo perdeu a liberdade e o direito de escolher seus representantes.”

Confira artigo na íntegra:

O povo brasileiro teme um retrocesso ainda maior nas garantias de direitos. As instituições democráticas sentem que o perigo se aproxima e que a cada dia as ameaças são mais diretas, ostensivas e contundentes. Segmentos sociais, políticos, acadêmicos e sociedade em geral têm estado em alerta psicológico desde que Bolsonaro assumiu a presidência da República.

Há várias teses de setores da imprensa nacional, de políticos e movimentos de dentro da sociedade organizada de como o presidente poderia atuar na tentativa de golpe contra a democracia do Brasil. Alguns falam em “golpe – policial militar sob a liderança fascista”!

O sociólogo e ex-secretário de Segurança do RJ, Luiz Eduardo Soares, escreveu: “há pouco o vice-presidente publicou um artigo absurdo e ameaçador no jornal Estadão”. O filho do Presidente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, confirmou: “a ruptura está decidida, espera-se apenas a oportunidade”. “O presidente sobrevoou manifestação contra o Supremo e o Congresso ao lado do ministro da Defesa”, lembra Soares.

E Soares ainda diz que: “o “poder moderador” das Forças Armadas se imporá, porque, afinal de contas, “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”. Interventores, com apoio das polícias estaduais, tomarão o poder nos estados. Em lugar do Supremo, uma corte de exceção será nomeada.”

Devo lembrar que no período ditatorial, no Brasil, juízes e desembargadores foram impedidos de trabalhar e outros foram expulsos de suas funções. O Congresso foi fechado. O povo perdeu a liberdade e o direito de escolher seus representantes. Alguém deseja a volta da época das trevas no Brasil?

As forças estaduais (polícia) usualmente têm uma perspectiva um tanto conservadora. A categoria policial deste país serviu muitas vezes de voz que reverberava nas comunidades e na sociedade em geral.

São estes que alcançam todos os setores da sociedade e isto não pode ser desprezado. Bolsonaro foi eleito a partir de um projeto policial da categoria que não aguentou tanto desprestígio nos últimos 30 anos, somando a isso, evidentemente, a frustração ao PT por parte significativa da sociedade. E o escárnio da criminalidade contra uma sociedade assaltada todos os dias por infratores corruptos que debochavam e ainda debocham da Justiça e da polícia. Some-se a isso o projeto burguês que não se sentia contemplado.

Dizer que estamos prestes a sofrer um golpe no Brasil é desconhecer em muito as inúmeras possibilidades que nos alcança a lei, as instituições democráticas, a Constituição Federal, o povo brasileiro, o Congresso Nacional e suas correlações de forças. Mais do que isso, é desconhecer a natureza das policiais estaduais, suas normas regulamentares e seus integrantes. Destes são muitos a defender a democracia e a liberdade do povo brasileiro.

A pesar do conservadorismo dentro das polícias ser uma marca simbólica no imaginário coletivo, somos homens e mulheres que temos famílias, estudamos, desejamos a liberdade, nenhum retrocesso, e queremos sempre mais defender a Constituição Federal, o Estado Democrático de Direito, as Instituições Democráticas e o povo brasileiro.

O presidente Jair Messias Bolsonaro não tem o apoio das polícias do Brasil, enquanto instituição, para impor um golpe de estado. Ele tem apoiadores que são integrantes da polícia, e que tem uma perspectiva quanto ao governo Bolsonaro diferente dos demais governos de oposição. E isto não quer dizer que ele detém o poder legítimo e moral dos militares estaduais. Nós policiais iremos obedecer de forma absoluta a lei e as autoridades constituídas, em defesa da democracia e da liberdade do povo brasileiro. E aqueles que integram as forças de segurança que se contrapuserem à democracia e a lei responderão na justiça, na medida de suas ações intempestivas.

Convém salientar que o Nordeste tem um papel preponderante na defesa da nossa democracia, juntamente com expressões democráticas e progressistas de setores militares federal. E no plano internacional um golpe seria mais perigoso do que do jeito que estar. Lembremos que a tentativa de golpe pode ser frutada e os golpistas podem ser preso pelo povo.

Assim sendo, espero que o presidente Bolsonaro tenha a devida cautela e sensibilidade democrática que um presidente deve ter, e que possa assegurar que o bem-estar do povo brasileiro esteja em primeiro lugar, ou seja, acima das questões particulares e de cunho partidário ideológico. Afinal, ninguém vive para sempre no poder e nenhum regime é para sempre.

Astronadc Pereira de Morais (sargento Pereira)

1º sargento da Polícia Militar da Paraíba

 

 

Manifestantes realizam ato contra Bolsonaro com cruzes e cartazes em praia de João Pessoa

Um grupo de manifestantes realizou um protesto na madrugada deste domingo (7), com uma intervenção visual como ato simbólico no Busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú, em João Pessoa.

As areias da praia amanheceram com cruzes, simbolizando os mortos por covid-19, e cartazes de ‘Bolsonaro Genocida’ e ‘A Vida Acima do Lucro’. 

O objetivo da manifestação era mostrar indignação com o governo, que tem tomado medidas contrárias à comunidade internacional e científica e a omissão dos dados sobre covid-19.

O ato registrou as lutas contra o racismo, lembrando as mortes de George Floyd, nos EUA, e Miguel, em Pernambuco.

 

clickpb

 

 

João Azevêdo divulga dados da Covid na Paraíba e alfineta Bolsonaro: ‘informação é fundamental’

O governador João Azevêdo (Cidadania), na noite deste sábado (06), publicou em sua conta no Twitter a atualização nos dados da Covid-19, doença causada pelo novo Coronavírus, na Paraíba.

O gestor fez questão de ressaltar que as informações são repassadas sempre às 18 horas “porque informação é fundamental”.

A postagem parece ter sido uma indireta ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) que mandou o Ministério da Saúde excluir o número total de infectados pelo novo coronavírus e acumulado de óbitos no país desde o início da pandemia.

Na mesma semana, o Ministério passou a atrasar em cerca de cinco horas a distribuição dos boletins, para às 22h, horário depois do fim do Jornal Nacional e depois do horário de fechamento das edições impressas dos principais jornais do país.

“Acabou matéria do Jornal Nacional”, disse Bolsonaro ao ser indagado sobre a estratégia.

João Azevêdo

@joaoazevedolins

Dados da Paraíba, todos os dias às 18:00h, porque informação é fundamental.

Ver imagem no Twitter

Yves Feitosa

 

 

“A Igreja Católica não faz barganhas”, responde CNBB aos participantes da reunião entre Bolsonaro e TVs “católicas”

O Brasil tem se tornado um exemplo mundial daquilo que não deve ser feito diante de uma pandemia. Até seu grande aliado, o adorado Donald Trump, tem colocado o governo Bolsonaro como exemplo negativo de gestão diante do coronavírus. Os despropósitos, inclusive a má vontade, se tornaram notícia cotidiana, que o atual presidente tenta esconder, custe o que custar.

O dinheiro público está sendo usado para buscar apoio no Congresso e na mídia, inclusive entre alguns meios de comunicação católicos. A publicação, neste sábado, dia 6/06/2020, no Jornal Estado de São Paulo, do conteúdo de uma reunião por videoconferência, acontecida no dia 21 de maio, entre o Presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de diferentes meios de comunicação católicos e alguns deputados, que se dizem parte da frente parlamentar católica, tem provocado inúmeras críticas, inclusive entre alguns bispos, que tem se posicionado, qualificando o conteúdo da reunião como algo vergonhoso.

Num país onde o número oficial de contagiados ultrapassa os 650 mil e os falecidos já são mais de 35 mil, mesmo com a suspeita de uma alta subnotificação, o governo se empenha em ocultar uma realidade que já colocou o Brasil como o segundo país com mais contágios e o terceiro em número de óbitos. Os números a cada dia são publicados mais tarde, para assim evitar, como já reconheceu o próprio presidente Bolsonaro, que apareçam nos telejornais do horário nobre, principal fonte de informação para a maioria do povo brasileiro. Junto com isso, o país, que trocou o ministro de saúde duas vezes em menos de um mês, se encontra desde 15 de maio, em plena pandemia sem alguém a frente desse ministério de particular importância no momento atual.

Cada vez mais enfrentado com a grande mídia, o presidente Bolsonaro pretende ganhar adeptos entre grupos de católicos conservadores, assíduos espectadores desses veículos de comunicação. O que o presidente oferece é dinheiro público através de propaganda governamental, em troca pode receber “mídia positiva”, segundo afirmam publicamente os representantes desses veículos de comunicação.

As palavras de alguns dos presentes na reunião, como o padre e cantor Reginaldo Manzotti, mostram a disposição desses meios de comunicação para entrar numa troca de favores, afirmando que “Nós somos uma potência, queremos estar nos lares e ajudar a construir esse Brasil. E, mais do que nunca, o senhor sabe o peso que isso tem, quando se tem uma mídia negativa. E nós queremos estar juntos”.

Sua disposição para ajudar a construir esse Brasil, dando a entender seu apoio às políticas promovidas pelo atual governo, pode ser considerado claramente contrário àquilo que é defendido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, que não podemos esquecer já foi denominada pelo presidente como “a parte podre da Igreja católica”. A mesma coisa pode se dizer em referência ao papa Francisco, alguém que não goza da simpatia do grupo mais fiel ao atual presidente.

A mesma postura de Manzotti se fez presente nas palavras do padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, e do empresário João Monteiro de Barros Neto, da Rede Vida, que definiu Bolsonaro como “uma grande esperança”. O primeiro, reconhecendo as dificuldades financeiras da emissora, pedia explicitamente ajuda, “estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia”, e em troca oferecia estar “levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”.

A reportagem tem provocado “estranheza e indignação” na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se pronunciou por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, juntamente com a SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR), associações que reúnem as TVs de inspiração católica e as rádios católicas no Brasil. No comunicado emitido neste mesmo dia 6, “esclarecem que não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares, e nem ao menos foram informadas sobre tal encontro”.

O comunicado deixa claro que “as emissoras intituladas ‘de inspiração católica’ possuem naturezas diferentes”, insistindo em que “nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. De fato, mesmo com o esforço realizado, nas entrelinhas do comunicado pode se deduzir que nem todas as emissoras assumem claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Diante da oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação, a resposta do comunicado é clara e contundente: “A Igreja Católica não faz barganhas”. Pelo contrário, a Igreja “estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”, atitudes que muitos duvidam estejam presentes em alguém que está questionando constantemente a democracia.

Finalmente, deixando claro que “não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora”, o comunicado que defende que sejam consideradas “todas as dimensões da vida humana e da Casa Comum”, algo negado reiteradamente pelo governo do presidente Bolsonaro, se mostram partidários de uma verdadeira comunhão, estando sempre abertos ao diálogo, especialmente “nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais”, algo que para o atual presidente também não é importante, pois, como ele mesmo já diz, todos temos que morrer algum dia.

 

observatoriodaevangelizacao

 

 

Bolsonaro vai pedir uso da Força Nacional em protesto no domingo

O presidente Jair Bolsonaro quer jogar pesado contra os manifestantes que prometem sair às ruas de Brasília no próximo domingo para um ato contra o governo. Ele vai pedir ao Distrito Federal a permissão para usar a Força Nacional no protesto, previsto para ocorrer na Esplanada dos Ministérios. Ontem, o chefe do Executivo foi ao gabinete do secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, para externar a preocupação com o movimento, e a pasta do governador Ibaneis Rocha (MDB) vai bater o martelo após reuniões hoje.Continua depois da publicidade

O GDF já avalia um esquema de segurança para as manifestações deste fim de semana. Dois encontros, hoje, definirão a estratégia. “Isso ainda está sendo alinhado aqui. Haverá duas reuniões amanhã (hoje). Aí, sim, deve ser fechado um plano para o fim de semana”, afirmou ao Correio uma fonte da secretaria.

No Planalto, uma fonte comentou que relatórios produzidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam que as manifestações de domingo podem resultar em depredações semelhantes às que ocorreram no governo Michel Temer, quando houve protesto contra a reforma da Previdência. Dessa forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já está de sobreaviso, e vai deixar as tropas de prontidão para deslocamento.

A intenção, de acordo com informações repassadas ao ministério, é proteger o patrimônio e evitar o corpo a corpo contra os manifestantes. O plano de segurança, contudo, será definido pelo GDF, ao qual cabe a segurança da Esplanada. De qualquer forma, o alto escalão de Bolsonaro teme que a Polícia Militar tenha dificuldades em conter atos mais radicais. Por isso, defende a necessidade de reforço para a corporação.

“Querem tumulto”

Ontem, durante a live da semana, Bolsonaro antecipou que “os governadores, que têm compromisso com a democracia de verdade, com a Constituição, com as leis, com o bem-estar da população, estão se preparando para reagir, caso o pessoal ultrapasse o limite da racionalidade”. O presidente ainda disse que os manifestantes “querem tumulto, confronto” e os classificou como uma nova versão dos black blocs, que, em 2013, promoveram ações virulentas em São Paulo ao protestar contra o aumento da tarifa do transporte público.

“Eu não estou torcendo para ter quebra-quebra, não. Mas a história nos diz que esses marginais de preto, que vão com soco inglês, com punhal, barra de ferro, coquetel molotov, geralmente apedrejam, queimam bancos, estações de trem e outras coisas. Não é porque eles estão com faixa de democracia que estão defendendo a democracia. Para mim, é terrorismo. Acusam os outros do que eles são”, criticou.

Bolsonaro também pediu que os seus apoiadores evitem promover atos pró-governo no domingo, para que não haja nenhum tipo de confronto. Além disso, classificou o grupo contrário à sua gestão, que acabou recebendo a alcunha de “antifas” — devido ao apelo contra o fascismo durante as manifestações — como um bando de “idiotas”, “viciados” e que “não servem para nada”.

“A maioria é estudante. Se você pegar e aplicar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neles, acho que ninguém tira 5. Não sabem interpretar um texto, não sabem nada. São uns idiotas que não servem para nada”, disparou. “Não compareçam a esse movimento, que esse pessoal não tem nada a oferecer para nós. Muitos são viciados. Eles querem o tumulto. É um pedido meu. Os antifas, novo nome dos black blocs, querem roubar sua liberdade.”

Manifestações em várias cidades
Manifestações estão sendo chamadas em outras cidades por grupos ligados a torcidas de futebol, agora engrossados pela Frente Povo sem Medo, organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda. Em São Paulo, os atos estão agendados para o início da tarde, na Avenida Paulista. O governo estadual proibiu atos rivais (contra e a favor de Bolsonaro) simultâneos na capital. Há manifestações já agendadas também no Rio de Janeiro, em Salvador, em Belo Horizonte e em outras cidades. Além de o presidente Jair Bolsonaro ter usado termos duros para se referir a integrantes de grupos autointitulados antifascistas que passaram a promover atos contra o governo, o vice-presidente Hamilton Mourão também classificou os participantes desses protestos como “baderneiros”.

 

Correio Brasiliense

 

 

“Sim, viralizar”, teria dito Bolsonaro ao orientar militância para atacar deputado paraibano nas redes sociais; veja prints

Por meio de suas redes sociais o deputado federal Julian Lemos (PSL-PB) que também preside a sigla estadualmente, mostrou prints de conversas em redes sociais onde supostamente o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) aparece orientando sua militância, por meio do assessor do seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro, conhecido como Eduardo Guimarães, a atacar o parlamentar paraibano.

“Antes que um desavisado me pergunte o óbvio, afirmo e reafirmo. Sou radicalmente a favor da livre Liberdade de expressão! Liberdade de expressão: É o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. Igualmente, autoriza que as informações sejam recebidas por diversos meios, de forma independente e sem censura. Não é para você criar contas ou perfis fakes, destruir reputações, forjar áudios e narrativas mentirosas contra quem quer que seja isso é crime! Não seja manipulado ao ponto de achar que isso é a mesma coisa de você dizer o que pensa. Sou um democrata, e jamais irei admitir que um cidadão seja impedido de dizer o que pensa, mas ninguém está a cima da lei, nem eu que sou político nem você”, disse Julian por meio das suas redes sociais. Veja: https://www.instagram.com/p/CAuH1x4Ji7y/?igshid=16gd92akj0gqj

Julian se referia à conversa abaixo publicada, onde Eduardo Guimarães orienta supostos ataques a Julian e é, supostamente, referendado pelo presidente Bolsonaro que teria dito: “Sim, viralizar.”

PB Agora

 

 

Bolsonaro define novo superintendente da Polícia Federal e equipe na Paraíba

O delegado Gustavo Paulo Leite de Souza foi nomeado como novo superintendente regional da Polícia Federal na Paraíba. O ato de nomeação, assinado pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tércio Tokano, foi publicado na edição dessa segunda-feira (25) do Diário Oficial da União.

O indicado já respondia de forma interina pela Superintendência da Paraíba desde que o delegado André Viana Andrade deixou o comando da instituição para ser nomeado para Diretoria de Administração e Logística da PF em Brasília.

Outras mudanças foram feitas na Superintendência da Paraíba: Fábio Maia de Faria, foi nomeado delegado regional executivo, enquanto Vitor Moraes Soares responderá pela Delegacia Regional de investigação e combate ao crime organizado. O delegado Wilemar Rodrigues Junior foi nomeado corregedor regional. A delegacia da PF em Patos será chefiada por André Guedes Beltrão e a de Campina Grande pelo delegado Felipe Maciel.

paraiba.com.br/

 

 

Bolsonaro rebate STF, descumpre regra da pandemia e participa de aglomeração com faixas contra Congresso e Judiciário

Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello divulgar o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro publicou na manhã deste domingo (24) um trecho da lei de abuso de autoridade.

A postagem no Facebook traz uma foto de um artigo da lei 13.869 de 2019.

“Art. 28 Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investiga ou acusado: pena – detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos.”

Depois de fazer a postagem, o presidente deixou o Palácio da Alvorada de helicóptero, desembarcou na Vice-Presidência e chegou à praça dos Três Poderes, em Brasília, onde ocorre uma manifestação em defesa do governo.

Bolsonaro estava de máscara, mas a retirou na caminhada, contrariando regras do Distrito Federal. A multa em caso de descumprimento é de R$ 2.000.

O presidente voltou a causar aglomeração na frente do Palácio do Planalto. Desta vez, não desceu a rampa do palácio, como em outros atos.

Os manifestantes portavam faixas contra o Congresso e o Judiciário.

Cercado de seguranças, o presidente estava acompanhado do ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ).

O vídeo da reunião de 22 de abril foi citado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como evidência da pressão de Bolsonaro por interferência no comando da Polícia Federal — assista aqui.

Moro deixou o Ministério da Justiça no dia 24 de abril, após a publicação da demissão do então diretor-geral da PF Maurício Valeixo.

Segundo Moro, a gravação mostra Bolsonaro pressionando para que trocas fossem feitas na corporação.

Da reunião, vieram à tona ainda declarações polêmicas de ministros como Abraham Weintraub (Educação), Paulo Guedes (Economia) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

 

FOLHAPRESS