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36% reprovam e 30% aprovam o governo Bolsonaro, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):

  • Ótimo/bom: 30%
  • Regular: 32%
  • Ruim/péssimo: 36%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

nota média (de 0 a 10) atribuída pelos entrevistados ao presidente foi 5,1, a mesma de agosto.

A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com 2.948 pessoas, em 176 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95% – isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro.

Pesquisas anteriores

Em agosto, julho e em abril, quando foram realizadas as pesquisas anteriores, os índices foram:

  • Ótimo/bom: 29% em agosto; 33%, em julho; 32%, em abril
  • Regular: 30 em agosto; 31%, em julho; 33%, em abril
  • Ruim/péssimo: 38% em agosto; 33%, em julho; 30%, em abril
  • Não sabe/não respondeu: 2% em agosto; 2%, em julho; 4%, em abril

Confiança

O instituto perguntou também aos entrevistados se eles confiam no que Bolsonaro diz.

  • Confiam: 19%
  • Confiam às vezes: 37%
  • Nunca confiam: 43%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

Expectativa

Em relação à expectativa com o futuro do governo, 43% esperam que Bolsonaro faça uma gestão ótima ou boa. Em agosto, eram 45%; em julho, 51%, e em abril, 59%.

Outros 32% acreditam que o presidente fará uma administração ruim ou péssima, contra os mesmos 32% em agosto, 24% em julho, e 23% em abril; 22% agora creem em um desempenho regular.

Economia

Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados acham a situação econômica do país vai melhorar (eram 40% em agosto); 31% entendem que vai ficar como está (os mesmos 31% de agosto); e 24% responderam que vai piorar (eram 26% em agosto).

De acordo com o Datafolha, 25% aprovam o trabalho da equipe econômica do atual governo.

Sobre a crise econômica que o país atravessa, 5% responderam que já acabou, 37% acham que vai acabar logo e 55% disseram que vai demorar.

Atuação do presidente

O Datafolha verificou, ainda, se os entrevistados acreditam que o presidente age ou não como deveria. Veja os percentuais:

  • Age como deveria: 14% (eram 15% em agosto, 22% em julho, e 27% em abril)
  • Na maioria das ocasiões age como deveria: 28% (eram 27% em agosto, 28% em julho, e 27% em abril)
  • Em algumas ocasiões age como deveria: 25% (eram 23% em agosto, 21% em julho, e 20% em abril)
  • Em nenhuma ocasião age como deveria: 28% (eram 32% em agosto, 25% em julho e 23% em abril)

Principais problemas do país

Os entrevistados elegeram ainda os principais problemas do país:

  • Saúde: 32%
  • Educação: 14%
  • Segurança: 13%
  • Desemprego: 13%
  • Corrupção: 8%
  • Economia: 8%

O levantamento mostra que, para os entrevistados, a imagem do Brasil no exterior melhorou, segundo 31%, piorou para 39%, e é mesma para 25%.

Outros presidentes

Após um ano de mandato, os percentuais de ruim e péssimo dos últimos presidentes foram os seguintes:

  • Fernando Collor (1991): 34%
  • Fernando Henrique Cardoso (1995): 15%
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2003): 15%
  • Dilma Rousseff (2011): 6%

Após um ano de mandato, os percentuais de aprovação dos últimos presidentes foram os seguintes:

  • Fernando Henrique Cardoso (1995): 41%
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2003): 42%
  • Dilma Rousseff (2011): 59%

 

G1

 

 

Hostilizada em voo, Dilma rebate ofensas e ironiza: ‘Bom é o Bolsonaro, né?’

A ex-presidente Dilma Rousseff foi hostilizada durante um voo realizado na noite desta quinta-feira (05). Alguns passageiros cantavam “a sua hora vai chegar”, em tom de provocação, quando a petista se levantou de seu assento.

Diante da réplica de Dilma, os passageiros aumentaram a intensidade dos ataques. Assim, Dilma acrescentou que eles ‘defendem milícias”. A partir daí, um passageiro a chama de “bandida” e afirma que Dilma “quebrou” o Brasil. A petista, ainda mantendo a calma, questiona de forma irônica. “Ah é, fui eu, é? Tá ótimo…”

Essa não é a primeira vez que políticos e juristas sofrem ataques. O deputado federal José Guimarães, o ex-senador Lindbergh Farias e o ministro do STF Gilmar Mendes já passaram por situações semelhantes.

Alguns políticos, como Flavio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) se solidarizaram com a ex-presidente nas redes sociais.

No fim de novembro, Dilma estudava processar o passageiro que a fotografou dormindo na classe executiva de um voo no qual ela estava indo para um evento. Os organizadores, de acordo com a ex-presidente, arcaram com todos os custos da viagem.

Foto: Cassiano Rosário / Futura Press

Yahoo Notícias

 

Ex-aliada de Bolsonaro, Joice detalha à CPMI da Fake News como atua ‘gabinete do ódio’

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Fake News (CPMI da Fake News), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) detalhou nesta quarta-feira (4) como seria a atuação do grupo que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, que funcionaria no Palácio do Planalto.

Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo.

“Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores”, afirmou a deputada aos integrantes da CPMI.

Questionado nesta quarta sobre a investigação da CPMI, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “inventaram um gabinete do ódio” e que “alguns idiotas acreditaram” na informação.

Ex-líder do governo no Congresso Nacional, Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes e foi destituída em outubro, após contrariar o governo. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara.

O nome “gabinete do ódio” surgiu em referência aos assessores que ocupam uma sala no terceiro andar do palácio, próximo de onde despacha o presidente Jair Bolsonaro.

Estratégia

Na audiência da CPMI, a deputada afirmou que o grupo atua com uma estratégia bem definida e organizada, que começaria com uma lista de personalidades consideradas “traidoras” e que seriam escolhidas como alvo dos ataques.

“Qualquer pessoa que eventualmente discorde [da família Bolsonaro] entra como inimigo da milícia”, disse.

A publicação dos posts com memes ou ofensas seguiria um calendário estabelecido pelo grupo e uma rede de parlamentares e assessores, além de robôs, seria responsável por compartilhar as mensagens de forma articulada a fim de viralizá-las nas redes o mais rápido possível.

“Escolhe-se um alvo. Combina-se um ataque e há inclusive um calendário de quem ataca e quando. E, quando esse alvo está escolhido, entram as pessoas e os robôs. Por isso que, em questão de minutos, a gente tem uma informação espalhada para o Brasil inteiro”, afirmou Joice.

Apresentação

A deputada fez uma apresentação para mostrar como funcionaria o esquema de distribuição de ataques e notícias falsas. Ela exibiu trechos de conversas no Whatsapp atribuídas ao “gabinete do ódio”, com orientações sobre os procedimentos a serem seguidos. Os diálogos teriam sido repassados por um integrante do grupo.

“Essas informações foram passadas a mim. Por óbvio, vou preservar a fonte. Eu não faço parte desse grupo, demorei para conseguir essas informações, porque é muito sigiloso, mas até algumas pessoas que fazem parte entendem que todos os limites foram estourados”, afirmou.

A parlamentar relatou ainda ter usado um software desenvolvido por uma universidade americana para analisar os perfis no Twitter do presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ela, quase 2 milhões de seguidores dos perfis deles são robôs.

Ainda de acordo com ela, o software identificou 21 perfis do aplicativo Instagram usados pelo grupo que seriam interligados para distribuir o conteúdo de memes e notícias falsas a algumas páginas do Facebook.

“Estou mostrando o modus operandi, estou mostrando pessoas ganhando dinheiro público para atacar pessoas”, disse, em referência aos assessores lotados no Planalto.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) declarou também que os integrantes do gabinete do ódio utilizam dois programas para conversar. Um deles é o Instagram, muito popular no Brasil. O outro se chama Signal e, segundo a parlamentar, nesse aplicativo é possível definir em quanto tempo uma mensagem será apagada após o envio.

“Segundo o grupo integrante do gabinete do ódio, é mais seguro para se conversar”, afirmou Joice.

Sobre ameaças que sofreu, Joice disse ter feito denúncias por escrito na Polícia Legislativa da Câmara, na PF e na Polícia Civil.

“Uma das ameaças veio por WhatsApp – o negócio é tão maluco que a pessoa [que ameaça] nem tenta esconder”, declarou. O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) solicitou cópias dessas denúncias.

‘Abin paralela’

À CPI, Joice disse ainda que Carlos Bolsonaro , filho do presidente Bolsonaro, queria criar uma “Abin paralela” e que Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e ex-ministro da Secretaria-Geral, interveio.

Segundo a deputada, o o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, a quem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é subordinada, teria conhecimento disso. Ainda segundo ela, a indicação do atual diretor-geral da Abin seria de Carlos Bolsonaro.

O deputado Rui Falcão, então, solicitou à CPMI que seja enviado um pedido de informações a Heleno para esclarecer esses pontos.

Bate-boca

Presente à sessão, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse que Joice a chamou de de “prostituta, abortista e drogada”. Carla, então, disse que nunca se prostituiu e que não é usuária de drogas. Também disse que não é “abortista” e que Joice Hasselmann mentiu ao afirmar que a ajudou a se eleger.

Em resposta, a ex-líder do governo disse que assistia a um “show de cinismo” e que Carla Zambelli mentiu várias vezes no pronunciamento. Joice Hasselmann se dirigiu, então, ao “povo de São Paulo” e disse que pedia desculpas por ter ajudado a eleger Carla Zambelli.

Nesse momento, a deputada foi interrompida por Carla Zambelli, que disse que Joice não estava falando a verdade. Joice, então, disse que Carla é “burra”. “Você é burra, Carla, desculpa”, afirmou.

G1

 

 

Julian Lemos critica postura de Bolsonaro e de seus filhos: ‘todo mundo vira traidor’

O deputado federal paraibano Julian Lemos participou nesta segunda-feira (02) do Pânico, da rádio Jovem Pan, e teceu duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. Aliados de primeira hora nas últimas eleições, os dois acabaram se afastando neste ano de 2019 após o racha no PSL que culminou com a saída de Bolsonaro da legenda para fundação de outro partido.

De acordo com Julian Lemos, as pessoas que estão no entorno de Jair Bolsonaro agem para destruir reputações. Além disso, todos os que fazem críticas ao presidente ou aos seus filhos são apontados como inimigos.

“Há um trabalho para destruir várias pessoas que eles compreendem como desafetos, destruindo reputações mesmo”, declarou Julian Lemos. “Acho o presidente um cara honesto, mas ele tem umas situações de ingratidão que machucam. Ele sai destruindo a reputação, todo mundo vira traidor. […] Os deputados do PSL são mal tratados. Tem deputado lá que não tem valor de nada”.

“Após o primeiro turno, eu senti que o clima não estava legal”, disse o deputado. O atentado que Bolsonaro sofreu em Juiz de Fora (MG), em setembro do ano passado, piorou as coisas. “Potencializou uma ideia de que há uma conspiração, de que querem matar [Bolsonaro]. Eu senti que existia toda hora ali gente querendo me ferrar”, confessou.

Julian ainda chegou a citar os filhos de Bolsonaro e criticou a forma como interferem nos assuntos do Governo. “O Eduardo é muito orgulhoso e, às vezes, machuca as pessoas. Eu o vi chamar os deputados do PSL de favelados”, afirmou.

Julian chegou a exercer a função de coordenador da campanha eleitoral no Nordeste ainda em 2018. Agora, sob o ponto de vista do parlamentar paraibano, “os deputados do PSL são maltratados. Tem deputado lá que não tem valor de nada”.

Julian Lemos ainda criticou a saída de Jair Bolsonaro do PSL. O presidente tem um novo partido, o Aliança pelo Brasil. “Não tenho motivos para sair do PSL, nem o presidente Bolsonaro tinha”, disse. Ele garantiu que o presidente da sigla, Luciano Bivar, cumpriu todas as promessas feitas ao capitão. “Eu sou testemunha de que Bivar cumpriu tudo.”

clickpb

 

Desvalorização da moeda se deve a fatores externos, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje (2), não ver como retaliação ao Brasil a decisão do governo dos Estados Unidos de aumentar as tarifas para importação de aço e alumínio brasileiros. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, Brasil e Argentina estariam forçando uma desvalorização de suas moedas, o que tem prejudicado os agricultores daquele país.

“Não vejo isso como retaliação”, disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã desta segunda-feira (2). Na avaliação do presidente, a correlação não procede porque a desvalorização das moedas locais é em consequência de fatores externos. “O mundo está conectado. A própria briga comercial entre Estados Unidos e China influencia o dólar aqui, assim como coisas que acontecem no Chile, nas eleições na Argentina e no Uruguai. Tudo está conectado”, argumentou o presidente.

Bolsonaro disse que o assunto será conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda hoje. “Se for o caso, vou ligar para o Trump. A economia deles é dezenas de vezes maior do que a nossa”, disse.

A retomada das tarifas foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA) em sua conta no Twitter. Segundo ele, “Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas, o que não é bom para os agricultores norte-americanos. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países”, disse Trump na rede social.

“As reservas também devem agir para que os países, dos quais existem muitos, não aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa”, acrescentou o presidente norte-americano.

Reformas

Bolsonaro reiterou que as reformas política e tributária terão seu formato final decidido no Congresso Nacional, e não pelo Executivo. “O povo pede muito uma reforma política. Não tenho poder para isso. Ela vai de acordo com o entendimento dos parlamentares”, disse, acrescentando que “uma simplificação tributária é muito bem-vinda. Não adianta mandar para lá [Congresso Nacional] o que é ideal, mas o que é possível de ser aprovado. Se os governos anteriores tivessem desburocratizado, desregulamentado e simplificado muita coisa, o Brasil estaria muito melhor do que está no momento”.

Imposto de renda

Bolsonaro comentou também da limitação que tem para cumprir sua promessa de campanha, de aumentar para R$ 5 mil a faixa de isenção para Imposto de Renda para Pessoa Física. Segundo ele, esse é um exemplo das “diferenças entre o que queria fazer e o do que pode ser feito”.

“Gostaria de entregar meu governo tornando isento quem ganha até R$ 5 mil por mês. Estamos trabalhando para, este ano, chegarmos a R$ 2 mil. Espero cumprir [a promessa de] R$ 5mil até o final do mandato.”

Nas conversas com a equipe econômica, Bolsonaro disse que tem argumentado que o aumento da margem se justifica pelo fato de que quase todo imposto acaba retornando ao contribuinte, quando esse faz sua declaração. Portanto, segundo o presidente, esse aumento na margem acabaria por “poupar trabalho” para a própria Receita Federal.

“Tem reação por parte da equipe econômica ou da Receita, quando digo isso? Tem. Em parte forço um pouco a barra, mas não vou constranger a equipe econômica nem a Receita Federal. Acredito que meus argumentos sejam ouvidos por eles, apesar de eu não entender de economia”, completou.

Juros

Mais cedo, ao participar do evento onde a Caixa Econômica Federal apresentou as ações realizadas pelo banco em prol das pessoas com deficiência, Bolsonaro disse que a atuação do banco, no sentido de baixar juros, está influenciando positivamente os bancos privados a fazerem o mesmo.

“A Caixa, sem qualquer interferência por parte do presidente da República, está obrigando outros bancos a seguirem seu exemplo de administração, sob o risco de perder mais do que clientes, lucro. Ao tomar a decisão de diminuir taxas, ela ganha cada vez mais clientes, além de diminuir a inadimplência e, obviamente, aumentar o lucro.”

 

 

agenciabrasil

 

 

Federação de jornalistas aponta 111 ataques de Bolsonaro à imprensa

O presidente da República Jair Bolsonaro, próximo de completar o primeiro ano de mandato Jair Bolsonaro soma 111 ataques à imprensa em 2019, o levantamento foi realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que analisou o discurso do gestor entre 1º de janeiro e 30 de novembro.

No último mês, por exemplo, foram registradas 12 ocorrências, classificadas como “descredibilização da imprensa”. O presidente realizou um ataque à imprensa a cada três dias no governo, conforme média do levantamento.

A pesquisa leva em consideração discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Planalto, além de publicações postadas no Twitter de Bolsonaro.

A Fenaj classificou 100 que ataque foram feitos com o intuito de tirar a credibilidade da imprensa e os outros 11 dirigidos diretamente a profissionais de imprensa. Uma publicação realizada no mês de novembro pelo Twitter, o presidente disse que “um veículo de imprensa qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras”.

MaisPB

 

 

Leonardo DiCaprio responde acusações de Bolsonaro sobre Amazônia

O ator e ativista ambiental, Leonardo DiCaprio, divulgou um comunicado em resposta às acusações do presidente Jair Bolsonaro: “Embora valha a pena apoiar, certamente não financiamos as organizações que estão atualmente sob ataque. O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de fazer parte dos grupos que os protegem.”

Ainda segundo noticiou a BBC, ele elogiou “o povo do Brasil que trabalha para salvar seu patrimônio natural e cultural”.

O WWF também comunicou que não recebeu doações do ator, cuja Fundação Leonardo DiCaprio se concentra em projetos ambientais. A acusação de Bolsonaro foi ridicularizada pelos oponentes. O senador Randolfe Rodrigues twittou: “Que desesperado. Nosso presidente negligente e incompetente, responsável pelo desmantelamento ambiental sem precedentes, culpa DiCaprio, mas não seu próprio governo, que é incapaz de dar um único passo sem destruir nada”.

Leia abaixo o comunicado completo emitido por Leonardo DiCaprio.

“Neste momento de crise para a Amazônia, apoio o povo do Brasil que trabalha para salvar seu patrimônio natural e cultural. Eles são um exemplo incrível, comovente e humilde do compromisso e paixão necessários para salvar o meio ambiente. O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de apoiar os grupos que os protegem. Embora dignos de apoio, não financiamos as organizações visadas. Continuo comprometido em apoiar as comunidades indígenas brasileiras, governos locais, cientistas, educadores e público em geral que estão trabalhando incansavelmente para garantir a Amazônia para o futuro de todos os brasileiros.”

Leonardo DiCaprio
Ator e ambientalista

O ator publicou o comunicado em suas redes sociais acompanhado de outros dois comunicados de Wes Sechrest Ph.D que fundou a Global Wildlife Conservation e atua como cientista-chefe. E também de Jon Paul Rodriguez  Ph.D que preside a Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN,

O que o presidente disse?

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acusou o ator de Hollywood de “dar dinheiro para incendiar a Amazônia” durante um vídeo ao vivo compartilhado na noite dessa quinta-feira (28.11) em seu Instagram. O presidente não tinhas provas, mas no passado acusou as ONGs críticas às suas políticas de iniciar incêndios que devastaram a floresta este ano. DiCaprio, que prometeu US $ 5 milhões para a Amazônia, negou a alegação de Bolsonaro.

Segundo o presidente que voltou a criticar ONGs ambientalistas, a organização seria a mesma responsável pelos incêndios criminosos na Amazônia. “Primeiro me atacaram na questão de derrubada na Amazônia. Depois vieram as queimadas, me acusaram de ser conivente. Falei que suspeitava de ONG’s, pronto. A imprensa comendo meu fígado pelo Brasil, disseram que era irresponsabilidade… Bem, a casa caiu”, disse ele citando a prisão preventiva de quatro brigadistas da organização Brigadas de Alter do Chão do Pará, acusados de serem os responsáveis por queimadas no mês de setembro.

Grupos de direitos humanos, ONGs e críticos afirmaram que a operação policial contra eles era politicamente motivada e uma tentativa de assediar grupos ambientais. Os incêndios que queimaram em agosto deste ano causaram preocupação global pelos “pulmões do planeta”.

Sua mais recente acusação ocorreu durante breves comentários na residência presidencial na sexta-feira. “Este Leonardo DiCaprio é um cara legal, certo? Dando dinheiro para incendiar a Amazônia”, disse citando a organização ambiental, o World Wildlife Fund (WWF), e as alegações, negadas pelo WWF, de que haviam pago pelas imagens tiradas pelos bombeiros presos, que foram libertados desde então.

Bolsonaro disse: “Então, o que a ONG fez? Qual é a coisa mais fácil? Atire fogo na floresta. Tire fotos, faça um vídeo. [WWF] faz uma campanha contra o Brasil, entra em contato com Leonardo DiCaprio, doa US $ 500.000. Uma parte disso foi para as pessoas que estavam incendiando. Leonardo DiCaprio, você está contribuindo para o incêndio na Amazônia, isso não serve”, disse ele.

 

vogue

 

 

Bolsonaro avisa: reforma administrativa irá demorar “um pouquinho mais”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (17) que a proposta de reforma administrativa deve levar mais tempo para ser concluída e que não sabe quando ela será enviada ao Congresso. A apresentação do texto, sendo elaborado pela equipe econômica, estava prevista para os próximos dias.

“Vai aparecer, não sei quando. Mas vai demorar um pouquinho mais ainda”, disse ao chegar ao Palácio da Alvorada após viagem ao litoral de São Paulo iniciada na sexta-feira (15).

Nos últimos dias, o ministro Paulo Guedes (Economia) adotou posição de cautela e segurou a apresentação da reforma, que altera carreiras e salários dos servidores públicos, até que líderes do Congresso deem aval às medidas.

O pacote tinha previsão inicial de ser apresentado junto com a proposta de pacto federativo (que propõe alteração de regras fiscais e orçamentárias), no começo do mês. Mas a reestruturação do serviço público foi adiada.

Até os últimos dias, a equipe econômica trabalhava com a divulgação na próxima terça-feira (19).
A reforma é considerada sensível porque atinge uma categoria de trabalhadores que tem forte lobby no Congresso.

A frente parlamentar do serviço público, por exemplo, tem 255 deputados, o que corresponde a quase metade dos 513.

No pacote que será enviado à Câmara, há instrumentos como PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que exige três quintos dos votos para ser aprovada, e Projeto de Lei Complementar, que depende do aval da maioria absoluta dos parlamentares.

Durante breve contato com a imprensa, Bolsonaro ainda ouviu uma pergunta sobre a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, que requisitou que fossem enviados à corte todos os relatórios financeiros produzidos nos últimos três anos pelo antigo Coaf, além de representações fiscais da Receita Federal.

A medida foi criticada por integrantes do Ministério Público Federal e congressistas, que temem uma devassa em informações sigilosas.

“Eu sou chefe do Poder Executivo, tá?”, disse ele após ser perguntado se a decisão poderia representar uma espécie de devassa por parte de Toffoli.

 

FOLHAPRESS

 

 

Bolsonaro é aguardado para entrega de 4,1 mil casas do Aluízio Campos nesta segunda em CG

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), é aguardado para a solenidade de entrega das 4,1 mil casas do complexo habitacional Aluízio Campos, nesta segunda-feira (11), em Campina Grande.

Apesar de o compromisso ainda não constar na agenda oficial divulgado pelo Planalto na internet, a presença de Bolsonaro já foi confirmada por sua assessoria.

A solenidade está prevista para acontecer no período da manhã e deve reunir autoridades, políticos e representantes de segmentos da sociedade.

O investimento inicial tem a participação da União, com recursos da ordem de R$ 300 milhões, com a contrapartida da Prefeitura Municipal de Campina Grande, com mais R$ 30 milhões e toda infraestrutura para os moradores do residencial.

http://paraiba.com.br/

 

 

Prefeito da menor cidade do país revela decepção com Bolsonaro

No menor município do Brasil, com 781 habitantes, os eleitores de Serra da Saudade (MG) garantiram uma vitória de 72% dos votos ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas Eleições de 2018. Hoje, a cidade está na mira do Pacto Federativo do governo federal, apresentado ao Senado e que pretende extinguir os municípios com população menor que 5.000 habitantes e arrecadação própria inferior a 10% de suas receitas, incorporando-os aos vizinhos.

Prefeito da cidade desde 2017, Alaor Machado (PP) não esconde sua decepção com o presidente que ajudou a eleger, apoiando-o na campanha do ano passado, por causa da proposta encaminhada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional. “Pregavam o municipalismo e a descentralização em favor dos municípios. Agora estão traindo a confiança de quem o elegeu”, afirma. “É preciso respeitar a Constituição e a forma federativa do Estado”, acrescenta.

Além de achar a proposta inconstitucional, o prefeito vê pouco efeito prático em uma eventual mudança. “O custo para o Estado vai ser muito maior. Vão administrar de longe? As despesas que já existem não vão deixar de acontecer”, afirma, apostando também na resistência das cidades que abrigarão os municípios que deixarão de existir e num risco de aumento da judicialização para os moradores manterem as políticas públicas existentes. Como alternativa, defende maior rigor na criação de novos municípios — sem mexer nos que já existem

Machado conta que não é a primeira vez que o município que administra desde 2017 convive com uma ideia vinda de Brasília para alterar o status de pequenas cidades. Tampouco aposta que, desta vez, vingará. “Não acredito que vão votar isso. Só em Minas são 231 municípios nessa situação e praticamente 95% dos deputados têm suas bases nessas localidades, que são bastante fiéis”, explica.

Emancipada em 1963, Machado conta que a cidade era uma das uma paradas da linha de trem que foi usada na construção de Brasília. “Servimos muito ao Brasil”, diz. Com menos de vinte ruas pavimentadas, uma escola, uma creche, um posto de saúde e um posto da Polícia Militar, a cidade tem a vantagem de conviver com a calmaria típica dos pequenos municípios: Serra da Saudade não registra um único caso de homicídio há mais de quarenta anos.

Sem muita margem para aumentar a arrecadação, o prefeito cobra um maior incentivo para que empresas se instalem nas pequenas localidades do país. “Nossa maior dificuldade é a falta de indústria, o que impede a geração de emprego”, afirma. A prefeitura é a maior empregadora do município. Nas contas de Machado, são cerca de 160 servidores e uma folha salarial de aproximadamente 350 mil reais líquidos por mês.

Com arrecadação local mínima, as principais fontes de receita do município são o Fundo de Participação dos Municípios, pago pelo governo federal, e o ICMS, do governo estadual: 12 milhões de reais por ano — o prêmio de 60 milhões de reais acumulados pela Mega Sena nesta quarta, 6, cobriria o orçamento de Serra da Saudade pelos próximos cinco anos.

Veja