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Carros são incendiados no pátio do Fórum em São Bento na PB

Carros pegaram fogo no pátio do Fórum de São Bento (Imagem compartilhada no WhatsApp)

Seis carros que estavam no pátio do Fórum de São Bento, Sertão paraibano, foram incendiados na madrugada desta terça-feira (14). Os veículos tinham sido apreendidos em operações policiais e estavam à disposição da Justiça. Esse é o segundo caso de incêndio de veículos na cidade no período de 24 horas.

De acordo com a Polícia Militar, o incêndio foi registrado por volta das 2h. Um vigilante do Fórum informou que estava cochilando no prédio e só percebeu o fogo quando ele já tinha atingido grandes proporções. Seis veículos foram destruídos pelo incêndio.

Carros-pipas da prefeitura e particulares foram usados no combate ao fogo, uma vez que São Bento não possui unidade do Corpo de Bombeiros e a ação precisava ser rápida para evitar maiores danos. Ainda assim, bombeiros de Catolé do Rocha foram enviados ao local para realizar perícia.

Ao Portal Correio, a Polícia Civil adiantou que os dois incêndios não estão relacionados. O primeiro caso teria sido acidental. Conforme a Polícia Civil, um motorista relatou que guardou um ônibus na garagem tarde da noite e sentiu cheiro de queimado vindo do motor veículo, mas decidiu só verificar o que estava acontecendo no dia seguinte.

A Polícia Civil acredita que o fogo tenha iniciado nesse ônibus e outros tenham sido atingidos por estarem muito próximos. Já no caso desta madrugada, a polícia não descarta a hipótese de incêndio criminoso. Câmeras de segurança no fórum podem ajudar nas investigações.

Portal Correio

Bento 16 enviou críticas a Francisco sobre entrevista

papaO papa emérito Bento 16 escreveu quatro páginas de comentários sobre a entrevista que o papa Francisco deu em setembro a jornais jesuítas, na qual ele criticava a obsessão da Igreja por regras “mesquinhas”. A análise foi pedida pelo próprio papa para o antecessor, segundo o monsenhor Georg Gaenswein, secretário de Bento e prefeito da Casa Pontifícia.

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“Ele (Bento) ofereceu pensamentos e observações sobre comentários ou certas questões sobre as quais ele achou que algo adicional poderia ser dito”, explicou Gaenswein. “Claro que não vou dizer o que, mas foi interessante.

O Estado de S. Paulo

Um ano após renúncia de Bento XVI, Papa começa reforma na Igreja

papaUm ano depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco abriu várias frentes para reformar a Igreja, imprimiu ao papado um novo estilo, mais próximo, e segue de perto o que ocorre no mundo. A imagem do Vaticano se deteriorou muito pelos escândalos de pedofilia e por diversas polêmicas, mas isso está mudando graças à popularidade do Papa argentino, inclusive entre os que não são fiéis.

No dia 13 de março, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, foi eleito com dois objetivos claros: reformar as estruturas da Igreja, sobretudo o governo central – a chamada Cúria romana -, e impulsionar o caráter missionário em uma época de forte secularização.

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Francisco dá prioridade ao segundo ponto. “Para ele, o que realmente importa é que o Evangelho seja levado a cada pessoa, independentemente de sua situação concreta: o que se chama misericórdia, abertura incondicional”, explica à AFP o padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta Civilta Cattolica.

A revolução levada adiante por ele é, sobretudo, de gestos. Lavando os pés de presos muçulmanos, beijando pessoas com deficiência física, afirmando que não é ninguém para julgar os homossexuais, o Papa comoveu a opinião pública. E também voltou suas críticas aos clérigos “carreiristas” ou “mundanos”.

Telefona, escreve, usa o Twitter
Francisco não permanece passivo diante dos acontecimentos no mundo. Diante de uma inundação, um drama familiar ou uma catástrofe, telefona, quando não escreve ou tuíta. O Papa, com sua espontaneidade, é um grande comunicador, e foi designado “homem do ano” por várias revistas.

Faz isso sem se esquecer de seu objetivo mais importante: reformar a Igreja. Em um primeiro momento mostrou-se prudente e não fez grandes mudanças no organograma de seu antecessor. Mas quando se sentiu mais seguro começaram a chegar as nomeações e as destituições com a intenção de afastar os responsáveis por intrigas e os corruptos.

Em sua residência de Santa Marta realiza reuniões, nomeia comissões para refletir sobre a reforma do banco ou da administração vaticana e ordena auditorias. E, sobretudo, designou um “G8″, um conselho consultivo de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo durante vários anos.

Francisco é um “general” jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato. A Cúria, outrora todo-poderosa, algumas vezes se sente maltratada. É possível sentir no ar um certo desconforto. Decide sozinho. Sua primeira eleição de novos cardeais foi muito pessoal, com preferência por “homens terrenos”, às vezes desconhecidos, em detrimento dos príncipes da Cúria.

Colegialidade
Uma de suas metas para a Igreja do futuro é a aplicação dos princípios de colegialidade, que se baseia na consulta regular dos bispos, e da subsidiariedade, que faz com que não seja necessário que tudo chegue a Roma.

Mas manteve intacta a doutrina nos temas quentes, como o aborto, a eutanásia, o casamento entre homossexuais ou as mudanças bioéticas. Este Papa, que não pode ser classificado de progressista ou de conservador, também se opõe à ordenação de mulheres.

Para Francisco, a família é o ponto central de sua ação e por isso convocou um consistório para fevereiro e dois sínodos. Parece consciente da necessidade de fornecer respostas a realidades concretas dos cristãos, como os divorciados, as mães solteiras e os homossexuais.

Seu compromisso em nível social e humanitário é impressionante. Seu lema é ‘uma Igreja pobre e para os pobres’ e, em nome dela, trava uma guerra contra o gasto excessivo de dinheiro, o tráfico e a exploração. Denuncia a ‘cultura do desperdício’ que marginaliza os imigrantes clandestinos, os idosos e os mais frágeis.

Também não fica calado quando se trata de política externa. “Seu discurso contra uma intervenção estrangeira na Síria significou o retorno” da Santa Sé ao cenário internacional, afirmou à AFP um embaixador da Ásia.

G1

Papa Francisco e Bento XVI rezam juntos em encontro de Natal

papaO papa Francisco fez uma visita de Natal ao Papa emérito Bento XVI nesta segunda-feira (23) e disse ter encontrado seu predecessor, de 86 anos, com boa aparência, de acordo com imagens de TV divulgadas pelo Vaticano.

Francisco, eleito em março, passou cerca de 30 minutos com Bento em um ex-convento na área do Vaticano onde o ex-Papa está vivendo quase em isolamento.

“É um prazer vê-lo parecendo estar tão bem”, disse Francisco a Bento, que em fevereiro se tornou o primeiro papa em 600 anos a renunciar, em vez de se manter no seu pontificado por toda a vida.

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Imagens de TV divulgadas pelo Vaticano – na quarta vez apenas em que Bento é filmado desde sua renúncia – mostram-no parecendo alerta e em melhor saúde do que em ocasiões anteriores.

Ele cumprimentou Francisco, de 77 anos, na porta da residência, de pé apoiado em uma bengala de madeira com cabo de marfim. Os dois caminharam até uma capela onde ficaram e rezaram, antes de conversar em particular em outro cômodo.

Quando Francisco deixou Bento, ele disse: “Feliz Natal, reze por mim.” Ao que Bento respondeu: “Sempre, sempre, sempre.”

G1

Papa Francisco faz 1ª visita a seu antecessor, Bento XVI

O Papa Francisco e o Papa emérito Bento XVI se abraçaram ao se encontrarem neste sábado (23) na residência apostólica de Castel Gandolfo, onde o antecessor do atual pontífice vive desde que renunciou, em 28 de fevereiro, informou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Tanto o atual Papa Francisco quanto antecessor Bento XVI usaram vestes brancas (Foto: AFP)Tanto o atual Papa Francisco quanto antecessor Bento XVI usaram vestes brancas (Foto: AFP)

Lombardi também contou que, após se cumprimentarem no heliporto da residência pontifícia e chegarem à residência papal, Francisco e Bento XVI foram a uma capela para rezar.

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Bento XVI cedeu o lugar de honra a Francisco, e este o recusou, lhe dizendo: “somos irmãos”. Depois, ambos rezaram de joelhos no mesmo banco.

Papa Francisco e Bento XVI durante o encontro neste sábado (Foto: Osservatore Romano/AP)Papa Francisco e Bento XVI durante o encontro neste sábado (Foto: Osservatore Romano/AP)

Os dois usavam vestes brancas. Bento XVI foi com uma singela batina branca, e Francisco com outra da mesma cor, mas com a mantelete e a faixa usada pelos pontífices.

Francisco e Bento XVI rezam juntos em capela (Foto: Osservatore Romano/AP)Francisco e Bento XVI rezam juntos em capela (Foto: Osservatore Romano/AP)

Após a oração, eles se reuniram a sós na biblioteca privada, onde conversaram por 45 minutos.

Neste momento, os dois almoçam junto com os secretários Georg Gänswein, que é também prefeito regional da casa Pontifícia, e Alfred Xuareb.

Bento XVI e Papa Francisco se reúnem em Castel Gandolfo (Foto: Osservatore Romano/AFP)Bento XVI e Papa Francisco se reúnem em Castel Gandolfo (Foto: Osservatore Romano/AFP)
G1

Cotado para suceder Bento XVI, Dom Odilo Scherer é acompanhado pela mídia internacional

 

dom OdiloO cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, celebrou nesse domingo, 10 de março, na Igreja de Sant’Andrea. Segundo a Agência Brasil, a celebração teve ampla participação e um número significativo de correspondentes internacionais da mídia que cobre a sucessão de Bento XVI.

A matéria Agência Brasil relata que dom Odilo falou em italiano, alemão e português, e não mencionou o fato de ser apontado como um dos cardeais com chances de ser eleito papa, mas demonstrou simpatia e alegria. “Que maravilha. Veio muita gente hoje aqui”, disse ele, ao ver a igreja lotada. Durante a celebração, o arcebispo homenageou o casal Maria e Carmine Perseguette, de 89 anos. O casal tem três filhos, quatro netos e três bisnetos e comemorou hoje 70 anos de casamento.

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Ainda segundo matéria do jornal paulistano, bem-humorado, dom Odilo abençoou os dois e disse: “Há 70 anos eu nem tinha nascido. Que belo, que lindo, que Deus abençoe essa família.” O casal agradeceu. “Eu estou muito feliz hoje”, disse Maria Perseguette. “Sim. Também estou muito feliz”, ressaltou Carmine Perseguette.

Renata Giraldi, enviada Especial da EBC/Agência Brasi, lembrou ainda que dom Odilo é ligado da Igreja de Sant’Andrea, na qual celebrou a missa. E ele falou na cerimônia sobre a importância da Quaresma e da Páscoa para os católicos. Ele destacou a importância do perdão verdadeiro, não apenas do individual, mas daquele que vem do interior de cada pessoa, além de lembrar que este é o período de busca da conciliação. “Não basta só o perdão individual, é preciso pensar na humanidade, no perdão interior. É o perdão completo para se restituir a dignidade”, disse dom Odilo, ressaltando que a eleição do papa tem provocado um “grande interesse” pela Igreja Católica Apostólica Romana.

No final da matéria, está regostrado que a missa de dom Odilo foi acompanhada por jornalistas brasileiros e também estrangeiros, entre os quais, muitos italianos, alemães, canadenses, norte-americanos, franceses e espanhóis. Sem reunião preparatória do conclave no domingo, vários dos 158 cardeais presentes no Vaticano celebraram missas ao longo do dia em distintas igrejas de Roma.

Fonte: CNBB

Em seu pontificado, Bento 16 dá atenção aos encarcerados

 

 (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)
(Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)

Em muitas ocasiões em seus quase oito anos de pontificado, de modo especial a partir de 2011, o papa Bento 16 demonstrou sensibilidade e atenção à realidade dos encarcerados, através de cartas apostólicas, mensagens de solidariedade e visitas aos presos.

 

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Momento significativo da atenção do Sumo Pontífice aconteceu em 18 de dezembro de 2011, quando, numa obra de misericórdia corporal, visitou o presídio de Rebibbia, na periferia da capital italiana, onde rezou, conversou com os detentos e enfatizou a necessidade de se banir os erros da Justiça e os maus tratos aos prisioneiros.

 

Leia a íntegra da mensagem do papa na visita ao presídio de Rebibbia

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284638

 

Na oportunidade, recordando a exortação apostólica pós-sinodal Africa Munus, de novembro de 2011, o Sumo Pontífice destacou que “os presos são pessoas humanas que, apesar do seu crime, merecem ser tratadas com respeito e dignidade”, e apontou para a urgência de “sistemas judiciários e prisionais independentes para restabelecer a justiça e reeducar os culpados”.

 

Ainda na visita ao presídio de Rebibbia, Bento 16 pediu que a dignidade dos presos seja respeitada, para que não sofram uma dupla penalização, apontou que a superlotação e a degradação dos cárceres podem tornar a detenção ainda mais amarga e defendeu a promoção de um sistema carcerário “sempre mais adequado às exigências da pessoa humana, com recurso também às penas não detentivas ou a modalidades diferentes de detenção”.

 

Oportunidade para reeducar o preso

 

Em novembro de 2012, em uma conferência com os diretores das administrações penitenciárias do Conselho da Europa, o papa Bento 16 enfatizou que os presídios devem ser a oportunidade para reeducar o preso, visando reintegrá-lo à sociedade.

 

“É preciso se empenhar, de maneira concreta e não somente como afirmação de princípio, por uma efetiva reeducação da pessoa, necessária seja em função de sua própria dignidade, seja em vista de uma reinserção social”, apontou o Sumo Pontífice.

 

Bento 16 comentou ainda sobre a importância das atividades de evangelização e assistência espiritual nos presídios, como forma de despertar nos presos o entusiasmo pela vida.

 

Solidariedade nas tragédias carcerárias

 

O Papa também se mostrou sensível ao sofrimento dos presos e de seus familiares em situações de tragédias carcerárias. Em fevereiro de 2012, expressou suas condolências e solidariedade às famílias das 350 pessoas mortas em um incêndio no presídio de Comayagua, em Honduras.

 

Um ano depois, incidentes no presídio venezuelano de Uribana, vitimaram 58 pessoas e feriram outras dezenas, situação que não passou indiferente ao Sumo Pontífice, que manifestou sua “mais profunda proximidade espiritual e solidariedade” com os afetados pelo incêndio e pediu mais atenção das autoridades da Venezuela para que novas tragédias não voltem a acontecer.

 

Orações aos presos

 

Na visita a Cuba, em março de 2012, o papa rezou pelos presos daquele país. “Supliquei à Virgem Santíssima pelas necessidades dos que sofrem, dos que estão privados de liberdade, separados de seus entes queridos ou que passam por graves momentos de dificuldade”.

 

Em julho do mesmo ano, ao divulgar as intenções de orações para mês de agosto aos associados do Apostolado da Oração, pediu que os encarcerados “sejam tratados com justiça e com respeito de sua dignidade humana”.

 

E no Natal de 2012, estimulou que no contexto do nascimento do Menino Jesus, “imitemos Maria neste tempo de Natal, visitando aqueles que vivem com dificuldades, como, por exemplo, os doentes, os encarcerados, os idosos e crianças”.

 

Proclamado Doutor da Igreja que viveu no cárcere

 

Em 7 de outubro de 2012, o papa Bento 16 proclamou, como Doutor da Igreja Universal, São João de Ávila, sacerdote espanhol que por dois anos viveu no cárcere.

 

“No entanto, em 1531, por causa de uma sua pregação mal entendida, foi aprisionado. No cárcere, começou a escrever a primeira versão do Audi, filia. Durante aqueles anos, recebeu a graça de penetrar com profundidade singular o mistério do amor de Deus e o grande benefício feito à humanidade pelo Redentor Jesus Cristo. Doravante será este o eixo da sua vida espiritual e o tema central da sua pregação”, aponta um dos trechos da carta apostólica de proclamação de São João de         Ávila como Doutor da Igreja Universal.

 

Fonte: Assessoria de comunicação da Pastoral Carcerária Nacional

 

 

 

Com renúncia de Bento XVI, começa oficialmente o período de Sé Vacante

O Papa Bento XVI acena para os fiéis da sacada da residência de Castel Gandolfo, pouco após deixar o Vaticano nesta quinta-feira (28) (Foto: Reuters)
O Papa Bento XVI acena para os fiéis da sacada da residência de Castel Gandolfo, pouco após deixar o Vaticano nesta quinta-feira (28) (Foto: Reuters)

A renúncia do Papa Bento XVI começou a valer oficialmente às 20h desta quinta-feira (28) no Vaticano, 16h de Brasília.

Começa assim o período da Sé Vacante, em que a Igreja Católica fica provisoriamente sem líder -geralmente por conta da morte de um Papa e, neste caso excepcional da renúncia.

A guarnição da Guarda Suíça que acompanhou Bento XVI à residência papal de Castel Gandolfo se retirou do local, e a bandeira papal branca e amarela foi abaixada.

A partir desse momento, a segurança de Bento XVI está garantida pela Gendarmaria Vaticana.

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Os aposentos papais no Vaticano também foram trancados, e só voltarão a ser ocupados pelo próximo pontífice.

O site do Vaticano também registrou a situação de Sé Vacante.

Bento XVI deixou o Vaticano cerca de três horas antes rumo à residência, onde deve ficar cerca de dois meses.

Depois desse período, o agora Papa Emérito, que vai continuar usando o nome de Bento XVI, vai se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano, que está sendo reformado para recebê-lo.

Agora, os cardeais se organizam para escolher o sucessor, após os oito anos de pontificado de Bento XVI, marcados por controvérsias e escândalos.

O decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, deve convocar formalmente nesta sexta-feira, o conclave. As primeiras reuniões para definir a data de início devem ocorrer em 4 de março, segundo a Rádio Vaticano.

‘Peregrino’
Ao chegar à pequena vila de Castel Gandolfo, a 30 quilômetros de Roma, Bento XVI disse aos fiéis que o esperavam que agora não é mais pontífice, “mas um simples peregrino encerrando seu caminho nesta terra”.

“Obrigado por sua amizade e seu afeto. Como vocês sabem, hoje é um dia diferente dos anteriores. Eu só serei o Sumo Pontífice da Igreja Católica até as 20h. Depois disso, serei simplesmente um peregrino que está começando a fase final de seu caminho nesta terra”, disse o alemão Joseph Ratzinger, de 85 anos, da sacada, antes de se recolher ao edifício.

Bento XVI tinha deixado o Vaticano, em um helicóptero da Força Aérea Italiana, às 17h07 locais (13h07 de Brasília).

Antes de embarcar, o pontífice recebeu adeus no Pátio de São Damásio de um grupo da Guarda Suíça e de seus colaboradores da Secretária de Estado. Ele estava de carro, acompanhado de seu secretário, Georg Gänswein.

Os sinos do Vaticano e de todas as basílicas de Roma soaram durante a decolagem do helicóptero, sob aplausos de cardeais, outros religiosos e fiéis.

Renúncia surpreendente
O pontífice alemão havia anunciado em 11 de fevereiro que, no dia 28, renunciaria ao cargo. O anúncio, inédito na história recente da Igreja Católica, foi considerado surpreendente.

Bento XVI argumentou que, por conta da idade avançada, não tinha mais forças para liderar a Igreja Católica, após 8 anos de um mandato que, segundo ele próprio, teve “águas agitadas”, como o escândalo do VatiLeaks e as investigaçõeso de casos de pedofilia envolvendo o clero em vários países.

arte trajetória papa bento (Foto: 1)

Cardeais
Na manhã desta quinta, Bento XVI prometeu “incondicional reverência e obediência” ao seu sucessor no Trono de Pedro, ao falar brevemente no seu encontro de despedida com os cardeais.

“Continuarei próximo a vocês em oração, especialmente nos próximos dias, em que elegem o novo Papa, ao qual hoje declaro incondicionais reverência e obediência”, disse.

Bento XVI também apelou para que a Igreja Católica permaneça unida, reiterando um apelo que fez várias vezes ao longo de suas aparições públicas desde o dia 11.

O Papa destacou a proximidade, a solidariedade e os conselhos que recebeu dos cardeais em seus oito anos de governo.

“Nestes anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiante no caminho da Igreja, ao lado de momentos nos quais as nuvens se condensavam no céu. Tentamos servir a Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total, que é a alma de nosso Ministério”, disse.

Bento XVI afirmou ainda que o Colégio Cardinalício deve ser “como uma orquestra, na qual a diversidade possa levar a uma harmonia de concórdia”.

“Permaneçamos unidos, queridos irmãos, nas preces e especialmente na eucaristia. Assim servimos à Igreja e a toda à humanidade. Esta é nossa alegria, que ninguém nos pode tirar”, disse.

Bento XVI disse ainda que a Igreja não é uma “instituição inventada por alguém, construída sobre uma mesa, mas uma realidade viva, que vive se transformando, embora sua natureza continua sendo sempre a mesma, já que sua natureza é Cristo”.

‘Gratidão’
Os cardeais, representados pelo decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano,  expressaram sua “gratidão” a Bento XVI por seus anos de pontificado. Sodano disse que Bento XVI foi um “exemplo”.

Cerca de 144 cardeais participam do encontro, na Sala Clementina, no Vaticano, segundo Federido Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Eles receberam Bento XVI com um aplauso de despedida. Depois, os cardeais se despediram separadamente do pontífice, beijando sua mão.

Alguns cardeais deram presentes ao Papa, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Ele não detalhou quais foram os presentes.

G1

Na última audiência, Bento XVI diz que papado teve ‘águas agitadas’

O Papa Bento XVI disse nesta quarta-feira (27) que tem “grande confiança” no futuro da Igreja Católica e afirmou que seu papado teve “águas agitadas”, ao falar publicamente pela última vez como pontífice, um dia antes de sua renúncia.

 

Milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à última audiência pública do pontificado de Bento XVI.

Falando à multidão, Bento XVI afirmou que seu papado, iniciado em abril de 2005, teve alegrias, mas também muitas dificuldades. O pontífice disse que enfrentou “águas agitadas e vento contrário”.

“O Senhor nos deu muitos dias de sol e ligeira brisa, dias nos quais a pesca foi abundante, mas também momentos nos quais as águas estiveram muito agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja e o Senhor parecia dormir”, disse.

Mas ele afirmou ter fé em que Deus não vai deixar a Igreja “afundar”.

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“Estou realmente emocionado e vejo uma Igreja viva”, disse o Papa, sempre bastante aplaudido pela multidão.

Ele voltou a afirmar que sua renúncia, anunciada de maneira surpreendente em 11 de fevereiro, foi decidida “não para seu bem, mas para o bem da Igreja”, e reiterou que sabe “da gravidade e da novidade” da decisão que tomou.

“Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio”, disse.

O pontífice, de 85 anos, afirmou que “não vai abandonar a Cruz” e que, pela oração, vai continuar a serviço da Igreja.

“Minha decisão de renunciar ao ministério petrino não revoga a decisão que tomei em 19 de abril de 2005 (ao ser eleito Papa)”, disse.

“Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro”, completou.

Bento XVI também pediu que os fiéis orem pelos cardeais que, após a renúncia, terão de eleger seu sucessor, em uma tarefa que ele considera difícil.

“Orem pelo meu sucessor! Que Deus os acompanhe”, disse o Papa.

O Papa Bento XVI saúda os fiéis na audiência pública desta quarta-feira (27) no Vaticano (Foto: AFP)O Papa Bento XVI saúda os fiéis na audiência pública desta quarta-feira (27) no Vaticano (Foto: AFP)

‘Viva o Papa!’
O Papa apareceu para o público, no papamóvel, por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao longo de um passeio de cerca de 15 minutos pela praça, ele foi cumprimentado com gritos de “Bento! Bento!” e “Viva o Papa!”.

O Vaticano distribuiu 50 mil entradas para a audiência, mas, segundo estimativa da Santa Sé, havia pelo menos 150 mil pessoas na praça para acompanhar a última aparição pública do Papa, um dia antes de sua renúncia.

Vários grupos de pessoas, entre religiosos, seminaristas e estudantes, com bandeiras amarelas (cor do Vaticano) e de países, estavam na praça. Cerca de 70 cardeais também participaram.

O Papa Bento XVI chega à Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta quarta-feria (27) (Foto: AFP)O Papa Bento XVI chega à Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta quarta-feria (27) (Foto: AFP)
Fiéis reúnem-se na Praça de São Pedro para ouvir e ver o Papa Bento XVI em sua última audiência pública nesta quarta-feira (27) (Foto: AFP)Fiéis reúnem-se na Praça de São Pedro para ouvir e ver o Papa Bento XVI em sua última audiência pública nesta quarta-feira (27) (Foto: AFP)

Depois da cerimônia, acontece uma breve audiência na Sala Clementina, com algumas personalidades para o tradicional “beija mão”, em que o Papa é cumprimentado.

Quinta-feira, último dia
Na quinta-feira (28), Bento XVI deixará o posto, em um acontecimento sem precedentes na história da Igreja moderna, e passará a ser chamado de “Papa Emérito”.

Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio”
Papa Bento XVI

Na manhã de quinta, no Palácio Papal, o decano do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, fará um pequeno discurso de despedida, e então cada cardeal poderá separadamente se despedir do pontífice. A expectativa é de que cerca de 100 cardeais participem deste encontro.

Durante a tarde, no Pátio de Saint-Damase, no coração do pequeno Estado, a Guarda Suíça carregará suas bandeiras em saudação.

Em seguida, por volta das 13h (horário de Brasília),  Bento XVI irá para o heliporto do Vaticano para viajar a Castel Gandolfo, 25 quilômetros ao sul de Roma, a residência de verão do Papa, onde passará dois meses, antes de se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano.

Bento XVI chegará à residência de verão e saudará os fiéis a partir da varanda. Esta será sua última aparição como chefe da Igreja. Nada de especial está previsto quando o relógio badalar oito horas da noite (hora local), momento em que oficialmente termina o pontificado. Ele provavelmente estará em oração na capela neste momento.

Às 20h, o pequeno destacamento da Guarda Suíça, em frente à residência, fechará a porta e colocará assim um fim ao seu serviço, reservado exclusivamente ao Papa. Mas a polícia vai continuar a garantir a segurança de “Sua Santidade, o Papa Emérito”.

No Vaticano, a Guarda Suíça continuará a fazer a proteção, apesar do “trono vacante”.

Conclave
No dia seguinte à renúncia, o cardeal Angelo Sodano enviará os convites aos cardeais eleitores — atualmente 115 — para as “congregações gerais” que precedem o conclave, a reunião secreta que escolhe o sucessor de Bento XVI.

Essas reuniões, durante as quais os prelados procuram definir o perfil do futuro Papa, não devem começar antes de segunda-feira.

Nas últimas semanas, os cardeais já começaram, por e-mail e por telefone, as consultas informais para decidir o nome.

arte veja trajtetória do papa versao 2 (Foto: 1)

Papa Emérito
Nesta terça (26), o Vaticano anunciou que  Bento XVI vai manter o nome e o título honorífico de “Sua Santidade”  após a renúncia. Ele será chamado de “Papa Emérito” ou “Pontífice Romano Emérito”.O anel papal vai ser destruído, de acordo com a tradição do Vaticano, segundo o porta-voz.

Bento XVI passará a trajar a “batina branca papal clássica”, sem mantelete, segundo o padre Federico Lombardi. Ele também não deve mais usar sapatos vermelhos.

O porta-voz afirmou que Bento XVI tinha tomado as decisões sobre seus títulos após consulta com as autoridades do Vaticano.

Leia abaixo a íntegra da mensagem em português de Bento XVI nesta quarta-feira (27):

“Queridos irmãos e irmãs,

No dia 19 de abril de 2005,, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor. Entretanto não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe caiba a primeira responsabilidade; e o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram. Porém, sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito.

Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua Esposa que vivi até agora e quero viver sempre. Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos Cardeais chamados a escolher o novo Sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica.”

Fiéis durante a última audiência papal, nesta quarta-feira (27), na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/G1)Fiéis durante a última audiência papal, nesta quarta-feira (27), na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/G1)
G1

No último Ângelus, Bento XVI diz que ‘vai continuar servindo a Igreja’

O Papa Bento XVI realizou neste domingo (24) seu último Ângelus, em que ofereceu sua bênção aos fiéis.

“O senhor me chama para subir o monte para me dedicar a oração. Vou continuar servindo a Igreja, com o mesmo amor”, afirmou o Papa.

Em mensagem lida antes da oração do Ângelus, Bento XVI refletiu sobre um trecho do Evangelho e disse que continuará a servir a Igreja “com o mesmo amor, mas de modo adequado às minhas forças e à minha idade”.

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Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus. De acordo com a Santa Sé, quase 200 mil pessoas estiveram presentes durante audiência dominical, na qual Bento XVI rezou o Ângelus na janela de seus aposentos no Palácio Pontifício, no Vaticano.

No final, o Papa se despediu em português. “Obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade aos que estão me acompanhando nesses dias.”

Bento XVI durante oração neste domingo (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)Bento XVI durante oração neste domingo (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)
Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus (Foto: Max Rossi/Reuters)Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus (Foto: Max Rossi/Reuters)

As autoridades de Roma usaram um sistema especial de vigilância na praça e mobilizaram 100 mil policiais.

Na quarta-feira (27), o pontífice realizará a última audiência geral que, na ocasião, acontecerá na Praça de São Pedro. No dia 28, o último de seu pontificado, Bento XVI receberá às 11h na Sala Clementina do palácio apostólico os cardeais para uma despedida.

Bento XVI partirá em seguida de helicóptero para Castengandolfo, a 30 km de Roma. Às 20h (16h de Brasília), sua renúncia ao papado se tornará efetiva.

Proximidade espiritual
No sábado (23), o papa prometeu aos cardeais uma maior “proximidade espiritual”  de sua parte após concretizar sua renúncia histórica, prevista para o próximo dia 28, e fez uma advertência sobre os “males deste mundo, o sofrimento e a corrupção”.

Imagem divulgada neste sábado (23) mostra o Papa Bento XVI (à direita) lendo mensagem aos cardeais após concluir retiro espiritual (Foto: L'Osservatore Romano/AP)Imagem divulgada no sábado (23) mostra o Papa Bento XVI (à direita) lendo mensagem aos cardeais após concluir retiro espiritual no Vaticano (Foto: L’Osservatore Romano/AP)

De acordo com a agência de notícias “Ansa”, Bento XVI agradeceu ainda aos cardeais pelos últimos oito anos de papado, dizendo que eles acompanharam o “peso do ministério papal” com “habilidade, afeto, amor e fé”. “Permanece em mim esta gratidão”, disse o pontífice.

Ele também mencionou a importância da Palavra de Deus para Igreja e fez uma observação sobre os males que, segundo ele, “são uma criação suja que sempre querem contradizer Deus e embaralhar sua verdade e sua beleza”.

Ainda no sábado, o líder da Igreja Católica se encontrou com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano. De acordo com a “Ansa”, Bento XVI disse que irá rezar pela Itália e agradeceu a visita do presidente, acompanhado de sua mulher.

Bento XVI recebeu neste sábado (23) o presidente da Itália, Giorgio Napolitani (Foto: L'Osservatore Romano/AFP)Bento XVI recebeu no sábado (23) o presidente da Itália, Giorgio Napolitani (Foto: L’Osservatore Romano/AFP)
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Lobby gay
Na manhã de sábado, o porta-voz do Vaticano rebateu “a desinformação e, inclusive, as calúnias”, sobre possíveis intrigas na cúpula da Santa Sé e a existência do chamado “lobby gay” publicadas na imprensa.

“Há quem tenta aproveitar o movimento de surpresa e desorientação, após o anúncio de que o Papa Bento XVI abandonará seu cargo, para semear a confusão e desprestigiar a Igreja”, declarou Federico Lombardi, em uma entrevista a Rádio Vaticano.

“Aqueles que apenas pensam em dinheiro, sexo e poder, e estão acostumados a ver as diversas realidades com estes critérios, não são capazes de ver outra coisa, nem sequer na Igreja, porque seu olhar não sabe dirigir-se para cima ou descer com profundidade nas motivações espirituais da existência”, completou.

Uma série de revelações sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano, publicadas esta semana pela imprensa italiana, ofusca o conclave para a eleição de um novo Papa.

As denúncias, publicadas pelo jornal La Repubblica e a revista Panorama, afirmam que o Papa decidiu abandonar o cargo depois de receber um relatório secreto de 300 páginas, elaborado por três cardeais veteranos e considerados inatacáveis.

No documento são descritas as lutas internas pelo poder e o dinheiro, assim como o sistema de “chantagens” internas baseadas nas fraquezas sexuais, o chamado “lobby gay” do Vaticano.

Renúncia
Bento XVI surpreendeu a Igreja e o mundo ao anunciar, em 11 de fevereiro, que iria deixar o cargo no fim do mês, por conta de sua saúde frágil.

Ele se retirou com a Cúria para “exercícios espirituais” da Quaresma: um “oásis” para ele, depois dos dias tumultuados seguidos ao anúncio de sua renúncia, explicou Ravasi, que dirige estas meditações.

Na capela “Redemptoris Mater”, 17 sessões de reflexões do cardeal italiano Gianfranco Ravasi ocuparam este tempo dedicado tradicionalmente à oração e exame de consciência neste período de preparação para a Páscoa, em 31 de março.

Conclave
Na última quarta-feira (20), o Vaticano informou que as regras atuais do Conclave — encontro em que os cardeais, secretamente, escolhem o novo Papa — passarão por modificações. Com isso, a escolha do sucessor de Bento XVI poderá ser antecipada. A reunião de cardeais, estava prevista inicialmente para depois de 15 de março.

O Conclave, segundo a atual Constituição Apostólica, deve começar “entre um mínimo de 15 dias e um máximo de 20” desde que se decrete a chamada “Sé Vacante”, fixada para o próximo 28 de fevereiro às 20h (16h de Brasília), o momento que Bento XVI escolheu para abandonar o Trono de Pedro.

Cardeais de todo o mundo já começaram consultas informais por telefone e e-mail para a construção de um perfil do homem que eles acham que seria mais adequado para liderar a Igreja em um período de crise contínua.

Cerca de 117 cardeais com menos de 80 anos de idade terão o direito de entrar no conclave, que é realizado na Capela Sistina, no Vaticano.

 

 

 

G1, com agências internacionais