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Hiperplasia Benigna da Próstata não tem relação com o câncer

As duas doenças podem, inclusive, coexistir

A próstata é uma glândula presente no organismo masculino, do tamanho de uma noz, responsável pela produção do líquido seminal. Por volta dos 45 anos, ela tende a aumentar naturalmente de tamanho, no que chamamos de Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB). Essa condição atinge cerca de 14 milhões de brasileiros de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia e pode causar obstrução parcial ou totalmente da uretra, sendo, por isso, considerada uma doença.

O aumento da glândula não tem relação alguma com o câncer de próstatae a diferença entre a HPB e o câncer é justamente a benignidade do crescimento da glândula, enquanto que o tumor pode se espalhar para outros órgãos (metástase) e levar o paciente ao óbito. “Há outras diferenças também. Na HPB, dentre os principais sintomas estão a dificuldade e a necessidade frequente e urgente de urinar, o aumento da micção noturna, a constante sensação de não esvaziamento completo da bexiga, entre outros. Já no caso dos tumores malignos de próstata, a grande maioria cresce de forma tão lenta que nem chega a dar sinais durante a vida”, explica o Professor Dr. Francisco Cesar Carnevale, médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa, da capital paulista.

A HPB, portanto, não é um tipo de câncer e não apresenta relação com o câncer de próstata, nem aumenta as chances de desenvolvimento do mesmo. “Porém, um homem pode desenvolver HPB e câncer de próstata ao mesmo tempo. Daí a importância de consultar um médico urologista para o diagnóstico e terapia adequada”, alerta o médico.

Existe também diferença nos tratamentos das duas doenças. Alguns tipos de câncer de próstata crescem lentamente e demandam monitoramento. Outros tipos são agressivos e necessitam de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outras opções terapêuticas. Já a HPB pode ser tratada por meio de um método minimamente invasivo: a chamada Embolização das Artérias Prostáticas (EAP), realizada por via endovascular para reduzir o fluxo de sangue da glândula. O procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta algumas horas após a intervenção.

“O objetivo é diminuir o volume e alterar a consistência da próstata, tornando-a mais macia e os resultados são muito satisfatórios: “Já tratamos mais de 400 pacientes e a taxa de sucesso ficou entre 90 a 95%”, conclui o médico.

Prof.  Dr. Francisco Cesar Carnevale – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa – autoridade médicareferência nacional e internacional em Radiologia Intervencionista, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular. Sua principal linha de pesquisa está focada no tratamento de pacientes com sintomas do trato urinário inferior associados ao crescimento da próstata pela Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Pioneiro a publicar na literatura científica mundial, a técnica de Embolização das Artérias da Próstata (EAP) dentro do Hospital das Clínicas da FMUSP, sob a supervisão dos professores Miguel Srougi e Giovanni Guido Cerri.  É diretor de Radiologia Vascular Intervencionista do Instituto de Radiologia (InRad-HCFMUSP), do Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP) e do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). É responsável pelas disciplinas de Graduação e Pós-graduação na área de Radiologia Intervencionista da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Assessoria de Comunicação 

 

 

Secretaria afirma que ‘doença misteriosa’ é benígna, mas alerta que investigação ainda continua

Funcionário da TV Arapuan ficou doente
Funcionário da TV Arapuan ficou doente

Uma doença desconhecida tem movimentado as unidades de Saúde da Paraíba desde o mês de março. A Secretaria de Estado da Saúde iniciou, em parceria com o Ministério da Saúde, uma investigação para identificar a doença exantemática (manchas vermelhas).

A gerente operacional de resposta rápida da Vigilância Epidemológica Estadual, Diana Pinto, conversou com o portal Paraíba e explicou que a investigação continua em andamento, mas já foi possível identificar que a doença, após sete dias, evolui para uma cura, indicando que é benígna. “A nossa recomendação é que, quem apresentar os sintomas, se encaminhe para o Posto de Saúde mais próximo, não há necessidade de ir a uma unidade de emergência”, orientou.

Os sintomas identificados são manchas vermelhas na pele que causam coceira e, em alguns casos, febre baixa. “Para todos os casos suspeitos, estamos fazendo testes para outras doenças exantemáticas e até o agora tivemos alguns casos que deram positivo para dengue, mas outras doenças como rubéola e sarampo não”.

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A Vigilância afirma que a “doença misteriosa” está gerando uma demanda muito grande nos postos de Saúde, mas não é motivo para alarmar a população. “É um evento de Saúde Pública e aumenta a demanda, mas não é alarmante. Quem apresentar sintomas receberá toda a orientação em um posto de saúde”.

 

paraiba.com.br