Arquivo da tag: beneficiários

Caixa libera saque do auxílio emergencial para 2,6 milhões de beneficiários

Será liberado hoje (09), transferências e saques em dinheiro da segunda parcela do Auxílio Emergencial depositada em poupanças sociais digitais do banco para os 2,6 milhões de beneficiários nascidos em setembro estão liberadas.

Desde a última semana também é possível realizar a transferência do benefício para contas da Caixa ou de outros bancos, respeitando o calendário referente ao mês de aniversário.

Veja o calendário para saque e transferência da poupança social:

Nascidos em: Liberado em:
janeiro 30 de maio
fevereiro 1 de junho
março 2 de junho
abril 3 de junho
maio 4 de junho
junho 5 de junho
julho 6 de junho
agosto 8 de junho
setembro 9 de junho
outubro 10 de junho
novembro 12 de junho
dezembro 13 de junho
Cartão de débito virtual

O beneficiário não precisa sacar o auxílio para usar o dinheiro. O aplicativo Caixa Tem possibilita ao cidadão fazer transferências bancárias e pagar contas, como as de água, luz e telefone.

Além disso, o aplicativo disponibiliza gratuitamente o cartão de débito virtual Caixa para fazer compras pela internet, aplicativos e sites. O cartão também é aceito em maquininhas autorizadas com a funcionalidade do cartão virtual de débito.

Para usar o serviço, o beneficiário precisa gerar o cartão virtual. Para isso, o primeiro passo é atualizar o Caixa Tem. Depois, entrar no aplicativo e acessar o ícone Cartão de Débito Virtual. É o último da tela inicial. Feito isso, o usuário deve digitar a senha do Caixa Tem. Em seguida, aparecem os seguintes dados: nome do cidadão, número e validade do cartão e código de segurança. Ao lado do código, é preciso clicar em “gerar”.

O código de segurança vale para uma compra ou por alguns minutos. Para fazer outra compra, é preciso gerar novo código.

pbagora

 

 

Caixa abre 10 agências para atender beneficiários do auxílio emergencial na PB neste sábado

A Caixa Econômica Federal anunciou que abre 10 agências neste sábado (6) para atender beneficiários do auxílio emergencial na Paraíba. As unidades vão funcionar das 8h às 12h.

As agências abrem apenas para atender aos beneficiários que recebem o auxílio emergencial pela Poupança Social Digital e optaram por realizar o saque em dinheiro.

A Caixa reforça que mesmo com as unidades fechando às 12h, o atendimento continua até o último cliente do dia. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site.

Segundo a Caixa, objetivo da medida é ajudar a diminuir a aglomeração em filas para o saque do benefício de R$ 600 nos dias de semana. Abrem agências em João Pessoa, Campina Grande e outras cinco cidades do estado.

Confira a lista das agências na Paraíba

Agências paraibanas abertas no dia 6 de junho de 2020

Cidade Bairro Código da unidade Endereço
João Pessoa Centro 36 Via Expressa Miguel Couto, 221
João Pessoa Cruz das Armas 1033 Av. Cruz das Armas, 516
João Pessoa Tambauzinho 904 Av. Pres. Epitácio Pessoa, 1521
Campina Grande Centro 41 Rua Epitácio Pessoa, 42
Campina Grande Centro 737 Av. Pres. Getúlio Vargas, 632
Santa Rita Centro 1914 Av. Flávio Ribeiro Coutinho, 326
Patos Centro 43 Av. Epitácio Pessoa, 267
Guarabira Centro 42 Av. Padre Inácio de Almeida, 95
Cajazeiras Centro 40 Rua Coronel Juvêncio Carneiro, 284
Mamanguape Centro 44 Rua Presidente João Pessoa, 37
G1

 

INSS suspende exigência para segurado especial rural por 120 dias e resguarda direito dos beneficiários durante a pandemia

Em decorrência da pandemia do coronavírus, segurados especiais rurais não precisam autenticar documentos nos próximos 120 dias. Também fica suspenso o prazo para cumprimento de exigência. A medida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) resguarda o direito desses segurados enquanto durar o estado de emergência em saúde no Brasil.

A Portaria 295 suspendendo as obrigações foi publicada na última quinta-feira no Diário Oficial da União e vale para exigências feitas antes da publicação. Neste caso, o servidor responsável pela análise pode identificar os casos passíveis de dispensa e assegurar o direito do beneficiário rural.

As situações que geram dúvida podem requerer mais informações do segurado ao INSS. No entanto, o prazo para prestar as informações também fica suspenso até que seja restabelecido o atendimento presencial.

 

agenciadoradio

 

 

Prefeitura Municipal de Bananeiras vai distribuir cestas básicas para beneficiários do Bolsa Família

A Prefeitura Municipal de Bananeiras estará entregando cestas básicas para os Beneficiários do Bolsa família nesta quinta-feira (09).  A ação foi desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento social, visando minimizar os problemas sociais causados pela pandemia da Covid-19.

Os beneficiários devem aguardar nas suas casas. Uma equipe de distribuição da prefeitura passará em todas as ruas para que as pessoas sejam beneficiadas, evitando aglomerações. Nas zonas rurais, a entrega será feita nas escolas e associações da localidade.

O beneficiário deve estar munido do cartão do bolsa família, RG e CPF para preenchimento do cadastro.

Ascom – PMB

 

INSS: falta de servidores prejudica atendimento a beneficiários na PB

Semelhante ao que ocorre em outras partes do país, beneficiários que precisam dos serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Paraíba têm enfrentado muitos problemas. A falta de servidores para atender o público provoca filas de espera e demora do atendimento.

Os beneficiários também reclamam do atendimento pelo telefone e através da internet. A falta de informação faz com que muitos gastem tempo entre uma agência e outra para resolver alguma pendência.

“Pelo telefone não dá certo. Querem que a gente fique acessando pelo site e e-mail. Mas tem pessoas que não sabem nem mexer com internet. Chequei aqui, eles fecharam e disseram que não têm funcionários para atender. E onde a gente vai resolver esses problemas?”, questionou Maria Moreira que desde o mês de outubro tenta atendimento para resolver a situação do benefício de um filho com deficiência.

Severino Ramos da Silva há cinco meses tenta resolver a questão da aposentadoria de Dona Salete, moradora do Colinas do Sul. Segundo ele, o problema mais sério é que o nome dela foi colocado com erro em processo de pensão por morte.

O aposentado Paulo Raimundo reconhece que os servidores do órgão têm se esforçado, mas com a defasagem no quadro de pessoal fica difícil manter uma atendimento satisfatório.

“Muitos guichês estão sem funcionários e muita gente de idade está aguardando a aposentadoria. Vai ficar mais difícil ainda para o posto do INSS. Infelizmente está um caos aqui”, enfatizou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, nesta quarta-feira (15), que até o fim do mês, militares já estarão ajudando na força-tarefa para tentar reduzir o atraso na análise de pedidos de aposentadorias e benefícios, como auxílio-doença e o BPC (pago a idosos carentes e deficientes).

A contratação temporária de integrantes das Forças Armadas que estão na reserva foi anunciada nesta terça (14) como uma das medidas para enxugar a fila de espera no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Roberto Targino – MaisPB

 

 

Mais de 27 mil beneficiários nascidos no mês de dezembro recebem o PIS nesta quinta-feira

No estado da Paraíba 27.174 beneficiários do abono salarial do PIS (Programa de Integração Social), nascidos em dezembro, tem direito a receber o montante de R$ 20.659.483,00. O pagamento será feito pela Caixa, a partir desta quinta-feira (13). Os valores variam de R$ 80 a R$ 954 e são relacionados ao tempo de trabalho durante o ano base.

Os trabalhadores que não sacaram o Abono Salarial PIS/Pasep calendário 2017/2018, ano-base 2016, que terminou em 29 de junho, têm nova oportunidade para sacar o benefício. Para esses trabalhadores, o valor está disponível para saque até 28 de dezembro de 2018.

Trabalhadores com conta na Caixa, titulares de conta individual com cadastro atualizado e movimentação na conta, recebem o crédito automático nesta terça-feira (11).

 

Os pagamentos do Abono Salarial do PIS são realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis para retirada até 28 de junho de 2019. Para os nascidos em dezembro, estão disponíveis mais de R$ 1.3 bilhão para 1.8 milhão de trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo CAIXA Trabalhador, no site da CAIXA (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207.

Em todo o calendário 2018/2019, foi disponibilizado R$ 16,3 bilhões para 22,3 milhões de beneficiários. Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no Programa de Integração Social (PIS) há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ano-base 2017.

Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, a um ponto de atendimento CAIXA Aqui ou aos terminais de autoatendimento da CAIXA. Caso não tenha o Cartão do Cidadão e não tenha recebido automaticamente em conta CAIXA, o valor pode ser retirado em qualquer agência da CAIXA, apresentando o documento de identificação.

clickpb

 

Beneficiários do INSS têm até fevereiro para comprovar vida

Aposentados e pensionistas que ainda não comprovaram ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que estão vivos têm até o próximo dia 28 para fazer o procedimento no banco em que recebem seus benefícios. Quem não fizer a comprovação de vida no tempo previsto poderá ter seu pagamento bloqueado.

Até o último dia 8, mais de 3 milhões de beneficiários ainda não comprovaram o procedimento obrigatório. Segundo o INSS,  mais de 34 milhões de beneficiários têm que procurar o banco em que recebem o benefício e apresentar um documento de identidade com foto (RG, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação etc). Algumas instituições financeiras estão utilizando a tecnologia de biometria para realizar o procedimento nos terminais de autoatendimento.

Quem não puder comparecer à agência bancária por motivo de doença ou dificuldade de locomoção pode eleger um procurador que deverá ser cadastrado junto ao INSS. O procurador deverá ir a uma agência da Previdência Social munido do documento assinado pelo beneficiário e de um atestado médico, emitido nos últimos 30 dias, que comprove a impossibilidade de locomoção do beneficiário ou doença contagiosa, além dos documentos de identificação do procurador e do beneficiário. Um modelo da procuração está disponível na página do INSS.

Os beneficiários que vivem no exterior também podem realizar a comprovação de vida por meio de um procurador cadastrado no INSS ou por meio de documento de prova de vida emitido por consulado, bem como pelo Formulário Específico de Atestado de Vida para o INSS, que está disponível nos sites da Repartição Consular Brasileira ou do instituto.

Inicialmente, o prazo para que aposentados e pensionistas fizessem a prova de vida terminaria em 31 de dezembro de 2017, mas devido ao grande número de beneficiários que perderia o prazo, o período foi estendido até 28 de fevereiro de 2018.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Abono natalino do Bolsa Família ainda não foi pago a 202 mil beneficiários na PB

(Foto: Luciana Bessa/Secom-PB/Arquivo)

A dois dias do fim do prazo, mais de de 202 mil famílias, cerca de 40% do total dos beneficiários do abono natalino do Bolsa Família na Paraíba, ainda não resgataram o benefício. Conforme dados da Secretaria do Desenvolvimento Humano (Sedh) do Governo do Estado, desde o início do pagamento, no dia 11 de dezembro, uma média de 5 mil pessoas têm recebido o benefício em João Pessoa e cerca de 2,6 mil em Campina Grande diariamente.

Segundo a gerente da Proteção Social Básica da Sedh, Jaciana Magalhães, o pagamento prossegue num clima de tranquilidade. “Tivemos um volume maior nos três primeiros dias, mas passada a euforia e ansiedade inicial dos beneficiários, hoje já não temos as filas que tínhamos”, comentou. Os beneficiários têm até a sexta-feira (22) para receber o abono, caso contrário, o valor do benefício, de R$ 32, retorna ao governo.

Os atendimentos em João Pessoa estão sendo feitos no estádio Almeidão, no bairro do Cristo Redentor. Em Campina Grande, o abono natalino é pago na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Nos demais 185 municípios com atendimento da Sedh, o pagamento está sendo realizado nas agências dos Correios.

Os beneficiários deverão comparecer munidos de documento de identificação com foto, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o Cartão do Número de Identificação Social (NIS). Aqueles que possuem NIS terminados no algarismo “6” e que ainda não receberam poderão procurar os postos de pagamento em João Pessoa e Campina Grande, e nos demais municípios qualquer agência dos Correios.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Justiça Federal na Paraíba procura mais de 12,8 mil beneficiários de precatórios

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) disponibilizou a relação de 12.866 pessoas beneficiadas por Precatórios e Requisições de Pequeno Valor/RPVs, contendo montantes depositados há mais de dois anos e ainda não sacados pelas partes interessadas. A lista, disponível em www.jfpb.jus.br, permitirá aos credores saberem se tem direito a valores depositados em contas judiciais. “Apuramos cerca de R$ 44,9 milhões  que poderão ser sacados pelos beneficiários até o dia 31 de agosto“, destacou o diretor do Núcleo Judiciário da JFPB, Ricardo Correia.

Para saber se faz parte desse rol, basta acessar o Portal da Justiça Federal na Paraíba e clicar no banner “Precatórios e RPVs não levantados”, situado ao lado direito do site. Depois disso, é preciso digitar o nome completo da pessoa física ou jurídica e o número do CPF ou CNPJ.

Confirmada a existência de valores pendentes de saque, o beneficiário deverá, até 31 de agosto, dirigir-se a qualquer agência da instituição bancária onde foi realizado o depósito, munido dos seguintes documentos:

Pessoa física:

– Documento de Identificação (emitido há menos 10 anos).

– CPF.

– Comprovante de Endereço em nome do beneficiário (Validade: 90 dias).  Caso o beneficiário não tenha documento em seu nome, pode trazer em nome do cônjuge, do pai, da mãe ou de imóvel alugado, desde que comprovado o parentesco ou a situação.

Pessoa Jurídica:

– Documento de Constituição da Empresa (Contrato Social e alterações).

– Documento dos Sócios Representantes (CPF, Identidade e Comprovante de endereço).

– CNPJ.

– Certidão da Junta Comercial.

De acordo com o juiz federal Bruno Teixeira, diretor do Foro da Seção Judiciária da Paraíba, embora a Lei nº 13.463/2017 (que dispõe sobre os recursos destinados aos pagamentos decorrentes de precatórios e de RPVs federais) tenha previsto o cancelamento de requisitórios de pagamento expedidos e com valores depositados há mais de dois anos em instituição financeira oficial sem que tenha ocorrido o devido levantamento pelo credor, as partes ainda poderão sacar os valores, desde que o faça até o dia 31 de agosto do corrente ano.

“É de suma relevância a divulgação desta matéria, tendo em vista a expressiva quantidade de valores e pessoas beneficiadas em ações judiciais na Justiça Federal paraibana, que não sacaram valores depositados, passados mais de dois anos”, acentuou.

A partir do dia 1º de setembro de 2017, não será mais possível fazer o saque nas agências bancárias. “O beneficiário, através de seu advogado, deverá fazer um requerimento na Vara Federal onde tramitou a ação para ter direito a expedição de novo Precatório ou Requisição de Pequeno Valor”, explicou o magistrado.

blogdogordinho

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Mesmo com alta do desemprego, Bolsa Família reduz 485 mil beneficiários em 3 anos

bolsa-familiaCom três filhos, Jéssica da Silva, 23, vive em uma pequena casa feita com pedaços de madeira e lona, na favela do Dique Estrada, periferia de Maceió. No começo de 2016, a desempregada teve sua então única fonte de renda –o Bolsa Família– cortada e, hoje, diz passar por dificuldades de sustento.

Ela é uma das integrantes do 1,1 milhão de famílias que tiveram o benefício suspenso pelo governo federal no ano passado. No mesmo período, outras 700 mil famílias entraram, ainda assim deixando um deficit superior a 400 mil beneficiários.

Apesar da crise econômica e da alta do desemprego, desde 2014 o número de famílias inclusas no programa só cai. No dado mais recente, há 12,9 milhões de desempregados no trimestre de novembro a janeiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a taxa mais alta desde que o instituto começou a publicar a pesquisa, em 2012. Já entre os beneficiários do programa social, em três anos, foram 485 mil famílias a menos, o que corresponde a cerca de 1,4 milhão de pessoas.

O programa Bolsa Família foi criado em 2003, no governo Lula, e se tornou um dos pilares para redução da pobreza extrema no Brasil. Em 2014, a ONU (Organização das Nações Unidas) apontou essa queda em 75%, entre 2001 e 2012, e citou o Bolsa Família como responsável por tirar o país do mapa da fome.

Queda de beneficiados se acentua a partir de 2016

O Bolsa Família custa R$ 2,4 bilhões ao mês, e o valor médio pago é de R$ 182 por família –a quantia varia, entre outros fatores, conforme a renda da casa e o número de dependentes. Em vez de crescer com o ingresso de desempregados pela crise econômica, o programa vem encolhendo.

Em janeiro de 2014, existiam 14 milhões de famílias no programa. Um ano depois, houve deficit de 65 mil famílias e, em janeiro de 2016, outra queda de 11 mil famílias. A grande baixa veio a partir dali: entre janeiro do ano passado e o mesmo mês de 2017, foram 408 mil a menos –reduzindo o número de beneficiários para 13,5 milhões.

O governo federal atribuiu a queda ao maior controle e fiscalização do programa. Além de cortar quem não teria direito, houve uma substituição de famílias que fraudariam o cadastro com dados equivocados por pessoas com baixa renda e que ficavam em uma fila de espera –hoje, segundo o governo, não há mais gente esperando.

Beto Macário/UOL

Favela do Dique Estrada, na periferia de Maceió, que teve moradores cortados do benefício do Bolsa Família

O corte, porém, não atingiu apenas pessoas que fraudavam renda, mas famílias com problemas burocráticos, as chamadas condicionantes. Foi o caso de Jéssica.

Ela explica que teve o benefício cortado porque os filhos não estudaram em 2016 –ter filhos matriculados e com frequência escolar é condicionante do programa. “Não tinha vaga na escola aqui, o que ia fazer? Em outros tempos, não cortavam o benefício, eu continuava recebendo. Agora, neste ano, eles vão estudar, já consegui vaga”, conta, sem saber dizer quando foi o mês exato do corte.

No Conjunto Virgem dos Pobres 1, também em Maceió, Rubivânia de Lima, 34, mora com dois filhos –de 11 e 14 anos– e sobrevive com os cerca de R$ 200 que recebe para pescar e descascar sururu, um molusco que vive na lagoa Mundaú, ao lado da favela. Além disso, recebe R$ 62 de pensão de um pai de seus filhos.

Beto Macário/UOL

Rubivânia de Lima sobrevive com R$ 200 da pesca de sururu; seu Bolsa Família foi cortado por problema no cadastro

Ela explica que teve o Bolsa Família cortado porque, na certidão de nascimento dos filhos, não constava o nome do pai das crianças. “Apenas para o de 14 anos o pai quis resolver, e já consegui o acerto para incluir. O outro não quer [pôr o nome na certidão] e não sei mais o que fazer”, conta ela, que recebia R$ 163.

Um dos problemas comuns também é não atender ao chamado de recadastramento. Na mesma comunidade, Luciana Porfírio, 34, teve o benefício suspenso agora em janeiro. “Informaram que teve um recadastramento, aí não fui. Agora estou tentando resolver”, diz.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Virgem dos Pobres 1, Wellington Soares, afirma que o programa é fundamental para a população da comunidade, mas que muitos deixam de ter cuidados na parte burocrática e acabam tendo problemas.

“Hoje existe uma facilidade de documentação, e as pessoas, muitas vezes, deixam para lá e só procuram aqui a associação para que encaminhemos quando cortam o programa. O governo está sendo rigoroso, mas também há um relaxamento [na atitude dos beneficiários]”, diz.

Segundo o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, a irregularidade mais comum encontrada no programa é a declaração incorreta de renda no momento do cadastro. Nesses casos, normalmente, não há participação de servidores das prefeituras, já que o cadastro é autodeclaratório, ou seja, o próprio interessado informa a renda, sem comprovação nesse primeiro momento.

Em 2014, 5,3 milhões de famílias passaram por um pente-fino. “Verificou-se, à época, que 664.166 famílias das famílias analisadas apresentaram inconsistências na declaração da renda familiar, quantitativo que representa 4,9% do total de famílias atendidas pelo programa. Como desdobramento, em junho de 2015, mais de 400 mil dessas famílias estavam com seu benefício cancelado ou bloqueado”, informou a CGU.

Beto Macário/UOL

O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Virgem dos Pobres 1, Wellington Soares

Em 2016, o MDSA (Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário) disse que o programa melhorou os mecanismos de controle, com cruzamento de informações por oito –e não mais duas– bases de dados diferentes. Além disso, a fiscalização passou a ser realizada com maior frequência.

“Em outubro passado, foi realizado o maior pente-fino da história do programa, que aumentou as bases de dados para batimento de informações e a frequência dessas checagens. O procedimento desligou 1,1 milhão de famílias, para dar lugar às que estavam na fila de espera”, informou o órgão.

Mayara Santos, 20, estava na fila de espera e conseguiu entrar no programa em dezembro, quando passou a receber R$ 124. Com um filho, ela conta ter feito o cadastro ainda em 2015, mas demorou a ser chamada. “Eles sempre diziam que tinha de esperar, que não tinha vaga. Aí, no final do ano passado, me chamaram e agora, graças a Deus, estou recebendo”, diz.

Beto Macário/UOL

Osman Salvador, entrou no Bolsa Família em 2016, após deixar a seca na zona rural para tentar a vida em Maceió

Osman Salvador, 54, entrou no Bolsa Família em 2016. Após a separação da mulher, ele deixou a seca, na zona rural de Major Isidoro (193 km de Maceió), para tentar a vida em Maceió. “Mas está faltando serviço aqui também, e só faço às vezes bico de pintura. O Bolsa garante que compre minhas coisas”, conta ele, que mora no albergue municipal e recebe R$ 87 por mês do programa.

Em janeiro, o Banco Mundial estimou que o Brasil deva ganhar 3,6 milhões de pobres nos próximos anos e recomendou a ampliação do Bolsa Família como política para mitigar os efeitos dessa problema.

Questionado sobre isso, o MDSA informou que a determinação do presidente Michel Temer é que o programa seja planejado por demanda, ou seja, caso a demanda aumente, a cobertura será reavaliada. A ideia do governo é conceder um reajuste do benefício no meio do ano, com base na inflação.

Pesquisador diz que mudança era esperada

Segundo Cícero Péricles, pesquisador do tema e professor de economia da Universidade Federal de Alagoas, o aperto nos cadastros é uma forma de mostrar a mudança de foco do governo Temer em meio ao rombo nas contas públicas.

“Era de se esperar uma visão mais restritiva no sentido de cortar benefícios por meio do aumento de exigências legais, limitando a sua ampliação, sem elevar seus recursos”, diz.

Segundo ele, além da maior rigidez nos critérios de entrada e permanência, houve a diminuição da cobertura e uma menor divulgação dos resultados, já que o programa é um dos pilares dos governos do PT.

“A questão política é pela identificação do programa com o período Lula-Dilma, que teria influenciado nos resultados eleitorais, favorecendo o PT em várias disputas, principalmente a reeleição de Lula em 2006 e a escolha de Dilma Rousseff em 2010 e 2014”, disse.

Sobre o lado financeiro, Péricles disse que o Bolsa Família entrou na ordem política de cortes do governo. “Apesar do baixo custo do programa, comparado com os gastos com pagamento de juros ou desonerações de impostos, o Bolsa Família absorveu, em 2016, R$ 28 bilhões. O volume de recursos é considerado alto por grande parte da equipe governamental, tendo em vista a necessidade de cortes orçamentários para atender a redução do deficit atual nas contas brasileiras”, aponta.

UOL

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br