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Gkay fala sobre beleza e machismo no humor: ‘Precisamos quebrar esse estereótipo’

A paraibana Géssica Kayane, a Gkay, vem fazendo sucesso na internet e na televisão como humorista. Atriz, comediante e influenciadora digital, Gkay tenta quebrar estereótipos na área do humor e conta como começou a carreira.

Despontando em um meio tão masculino, Géssica conta que o humor tem sido uma área difícil. A artista confessa já ter sofrido com o machismo do mercado.

“Como se precisasse ser reafirmada por homens, falando que você é boa, para as pessoas acreditarem que está fazendo aquilo bem. Já escutei coisas do tipo ‘tá ficando muito bonita pra ser humorista!’. Precisamos quebrar esse estereótipo”, conta Gkay.

O início da carreira também não foi fácil. Géssica decidiu gravar vídeos de humor para a internet em 2015, quando era estudante universitária e morava em João Pessoa, capital da Paraíba. No começo, a estudante precisou de uma câmera emprestada para realizar o sonho.

“Peguei uma câmera emprestada, falei com um amigo para editar o material de graça e lancei o primeiro vídeo. Confesso que ficou bem ruim, mas fui gravando, criando prática e sem muita pretensão, acabou dando certo”, disse.

Gkay tem 26 anos e nasceu em Solânea, cidade do Brejo da Paraíba com um pouco mais de 26 mil habitantes, de acordo com o censo 2019 do IBGE. Quase cinco anos atrás, quando nomes como Whindersson Nunes começaram a fazer sucesso, Géssica morava em João Pessoa devido aos estudos. Era conhecida pelos amigos por ter um “jeito meio doido” e sentiu que seria possível fazer algo do tipo.

Deu tão certo que Gkay, estudando duas graduações em duas universidades, viu que não estava sendo possível conciliar os estudos com os compromissos relacionados à internet. A youtuber precisou escolher “entre o certo e o duvidoso”.

“Não foi fácil, mas na vida temos que arriscar mesmo. Meu pai era um homem que vivia na fazenda, então não entendia muito essa relação com a tecnologia. Lembro bem do dia que eu contei a ele que tinha desistido da universidade para viver da Internet e ele disse: ‘você tem que aproveitar o seu momento. Se não der certo, você volta’. Quando tive o aval do meu pai, que nem entendia direito o que eu estava fazendo, mas me apoiava, me senti segura e me joguei na nova profissão”, conta Gkay.

A carreira de Gkay seguiu ascendendo. Dos vídeos, a jovem passou aos palcos, fazendo shows de humor, onde passou a ter feedback imediato do público. Cada vez mais em evidência, a exposição já chegou a assustar a comediante.

“A exposição tem dois lados. Ao mesmo tempo que não me sinto sozinha, pois sou muito acolhida pelos meus seguidores, há pessoas que julgam e criticam o que faço. Mas acredito que isso seja algo que todos nós vamos aprendendo a lidar e adquirindo maturidade para saber como sair de certas situações”, diz a humorista.

Atualmente a youtuber, atriz e comediante já acumula mais de 7 milhões de seguidores no Instagram, mais de 1 milhão de inscritos no YouTube, participa de uma série de humor no canal Multishow e diversos videoclipes de artistas nacionais.

Os seguidores têm uma relação muito próxima. “As pessoas que me seguem são como amigas, pois acompanham minha rotina e toda minha transição de vida… Não são apenas números, tenho uma sintonia com os seguidores. Eles são tão acostumados comigo que, em dias que não estou muito legal, percebem e comentam. Também estão ao meu lado, dando muita força, quando acontece algo na minha vida pessoal. Gosto muito disso, pois eu sinto que tem pessoas ali que me ajudaram a construir minha carreira e sonhos. Cada uma delas tem um mérito incrível na minha vida e sou muito feliz por essa relação de poder ser transparente, trocar opiniões e experiências com todos que me seguem”.

Gkay e o elenco da série 'Os Roni', da Multishow. — Foto: Reprodução/Multishow

Gkay e o elenco da série ‘Os Roni’, da Multishow. — Foto: Reprodução/Multishow

Entre tantos sonhos realizados, o mais recente foi a ida às telinhas: a youtuber faz parte do elenco de ‘Os Roni’, seriado da Multishow. Foi convidada a participar por uma das suas influências, Whindersson Nunes, e contracenou com Tirullipa, Carlinhos Maia e Falcão.

Com a rotina de trabalhos fora da Paraíba, a humorista precisou se mudar para São Paulo para lidar com os compromissos. “Faço muitas coisas, tenho um ritmo de trabalho frenético, mas ao mesmo tempo, por incrível que pareça, estou mais descansada, pois mesmo que eu passe o dia inteiro trabalhando, consigo voltar e dormir em casa. Eu não estava tendo essa rotina em João Pessoa, pois viajava muito. Sofri muito com isso no começo, mas tive o total apoio da minha família e todos os amigos”, disse.

A rotina de produção de conteúdo é intensa, e até mesmo os momentos de descanso compartilhados na rede fazem parte do trabalho. Gkay conta que não tem dia certo para produzir, vai de acordo com a agenda. Agora, a humorista diz estar se organizando melhor, conciliando os dias para escrever roteiro de apresentações e alinhar com a equipe as gravações e o dias de folga.

Gkay estuda artes cênicas e segue se preparando para futuros projetos. Atualmente a humorista grava a terceira temporada de ‘Os Roni’ e promete também um novo projeto para a Netflix, que começa a ser gravado em fevereiro.

Gkay conta sobre carreira no humor: "já escutei coisas do tipo ‘tá ficando muito bonita pra ser humorista". — Foto: Divulgação

Gkay conta sobre carreira no humor: “já escutei coisas do tipo ‘tá ficando muito bonita pra ser humorista”. — Foto: Divulgação

*Sob a supervisão de Taiguara Rangel

Por Luana Almeida*, G1 PB

 

Transexual é baleada enquanto atendia cliente em salão de beleza na PB

hospitalUma transexual de 30 anos foi ferida por vários disparos de arma de fogo enquanto trabalhava em um salão de beleza na cidade de Sousa (Sertão do estado, a 438 km de João Pessoa). O crime aconteceu por volta das 18h dessa quinta-feira (12), no bairro São José. A vítima foi socorrida para o Hospital Regional de Sousa e, segundo a polícia, não corre risco de morte.

De acordo com informações repassadas pela soldada Verônica, da Polícia Militar da cidade, o crime foi cometido por dois homens. Eles chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e, após disparar os tiros, tomaram outra moto em assalto, abandonando o veículo em que chegaram ao local. A dupla fugiu e até a manhã desta sexta-feira (13) não havia sido localizada.

As câmeras do circuito de segurança do salão de beleza gravaram a tentativa de homicídio e as imagens devem ajudar na identificação dos suspeitos. No momento do crime, havia uma funcionária e duas clientes no salão, mas elas não foram atingidas pelos tiros. Uma das clientes estava sendo atendida pela vítima. O vídeo mostra quando ela e as outras duas mulheres correm para escapar dos disparos.

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“Conforme mostra o vídeo, tinha mais gente no estabelecimento, mas nenhuma dessas pessoas saiu ferida. Ou seja, a hipótese mais provável é de que os suspeitos tinham como alvo a própria vítima”, disse a policial.

Nenhum objeto foi roubado, o que reforça a suspeita da polícia de que o crime tenha sido uma tentativa de execução. A Polícia Civil já foi acionada e vai investigar as motivações do crime.

 

 

portalcorreio

Obesos tiram a roupa para questionar padrões de beleza

obesosPelos padrões de beleza atuais, corpos bonitos são magros. Na TV, nas revistas ou passarelas, a magreza ainda é a imagem dominante. Porém, essa hegemonia tem sido quebrada com o surgimento de movimentos que valorizam a diversidade corporal, como alguns projetos fotográficos na internet.

No “The Adipositivity Project” (projeto adipositividade, em tradução livre), da fotógrafa norte-americana Substantia Jones, já foram retratadas centenas de pessoas obesas nuas. A proposta, que existe desde 2007, segundo a autora, consiste em promover a aceitação da variabilidade corporal e uma reflexão acerca do que ela chama de indústria do emagrecimento.

Substantia acredita que, vendo cada vez mais esses diferentes corpos, as pessoas possam modificar seu conceito de beleza. “Observei que aquilo que achamos visualmente desagradável pode ser alterado se houver uma exposição positiva repetidamente”, diz.

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A percepção negativa que se tem das imagens de pessoas acima do peso considerado adequado pela maioria vem de estereótipos. A psicóloga Lucia Marques Stenzel, professora da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, RS), explica que o corpo obeso é associado à falta de cuidado. “Na sociedade contemporânea, essas pessoas são vistas como preguiçosas, sem força de vontade para manter a magreza”, diz Lucia, também autora do livro “Obesidade – O Peso da Exclusão” (Edipucrs).

Para a psicóloga, o problema, muitas vezes, é reforçado pelos profissionais de saúde, que concentram os tratamentos para obesidade apenas no esforço individual e, em alguns casos, não dissociam o peso da estética. “Nem sempre ser saudável está relacionado a uma imagem que traçamos como sendo saudável”, afirma.

Pouca exposição

Na opinião de Substantia Jones, o preconceito contra as pessoas fora de padrão e a dificuldade de aceitação do próprio corpo estão fortemente relacionados à falta de exposição nos meios de comunicação. “Exemplos de pessoas gordas retratadas de forma positiva aparecem muito pouco”, diz.

Também costumam ser frequentes os comentários negativos para quem está acima do peso. “Não sabemos lidar com as diferenças. É como se tivéssemos sempre de ter o mesmo padrão de comportamento, beleza e peso”, afirma a psicóloga Luciana Kotaka, especialista em obesidade e transtornos alimentares, membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Para Luciana, os veículos de comunicação influenciam, mas não podem ser vistos como únicos culpados pelo estigma, decorrente de transformações sociais e culturais. “Já houve uma época em que estar acima do peso era visto como sinal de saúde e beleza. Hoje, estamos vivendo o extremo oposto”.

Depois de observar o olhar de um estranho, que parecia reprovador, em uma foto que tirou de si mesma na Times Square, região central de Nova York (EUA), a fotógrafa Haley Morris-Cafiero iniciou o projeto “Wait Watchers” (traduzindo: esperem vigilantes. Um trocadilho em inglês com “Weight Watchers”, que significa Vigilantes do Peso). Nesse trabalho, Haley retrata o olhar dos outros em relação a ela, enquanto passeia ou faz atividades rotineiras, com uma câmera com um dispostivo automático (para que ela possa aparecer na imagem).

“Qualquer um que estiver fora dos padrões ‘normais’ de beleza, sofre. Não é somente o corpo. As pessoas querem que você use as roupas certas, a maquiagem certa etc.”, diz Haley. Para a fotógrafa, que recebeu várias críticas e e-mails, inclusive dizendo que ela era feia demais para sair de casa, as pessoas se baseiam no que veem todos dias e, nesse aspecto, considera a mídia muito homogênea. “Está melhorando em termos de raça e gênero, mas é preciso mais no que diz respeito ao peso”, defende.

Visibilidade e aceitação

“Esses corpos são invisíveis. Quando há um estigma na sociedade, a gente esconde”, diz a psicóloga Lucia Stenzel. Na opinião dela, o mérito de trabalhos como o “The Adipositivity Project” é justamente promover maior visibilidade e reconhecimento à diversidade de formas.

A repulsa da sociedade e o preconceito agravam o problema da obesidade. Segundo Luciana Kotaka, isso faz com que as pessoas sofram ainda mais com baixa autoestima, sensação de impotência, depressão e isolamento. “Quando assumimos e fazemos as pazes com o corpo que temos, fica mais fácil mudar da forma correta, sem pressa e sem usar nenhum artifício que possa comprometer o bem-estar”, diz.

Aumentar a visibilidade das variadas formas corporais não significa vangloriar o sobrepeso e a obesidade, que comprovadamente trazem prejuízos à saúde, mas não são os únicos indicadores de uma vida saudável. “Não estou glorificando nenhum tipo de corpo ou tamanho. Estou glorificando a autoaceitação, o amor ao próprio corpo e, sobretudo, o bem-estar”, afirma a fotógrafa Substantia Jones.

Já Haley gostaria que suas fotos fizessem as pessoas refletirem sobre o quanto o nosso olhar é capaz de afetar o outro. “Mesmo se não temos a intenção de sermos maldosos, nosso olhar pode deixar uma marca que não se apaga”, explica.

 

Uol

Jornal inglês apela ao bumbum brasileiro para falar de beleza

bumbumUm bumbum coberto por um biquíni da bandeira brasileira foi a capa da revista Fabulous, encarte semanal do jornal inglês “The Sun”, publicado no domingo. A edição trouxe várias matérias para falar do país que será a sede da Copa de 2014 com o objetivo de desvendar a beleza da mulher brasileira.

A Fabulous é uma revista de variedades e, nesta edição dedicada ao Brasil, a obsessão das mulheres por um corpo perfeito, com a realização de cirurgias estéticas, ginástica e regimes para a perda de peso, foi uma das matérias de destaque. Para a foto da capa, a escolhida foi a modelo Ro Fraga, vencedora do concurso “Gata da Copa”, realizado em abril, em São Paulo.

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Na busca pelo local onde estão as mulheres mais lindas do Brasil, o The Sun foi até Florianópolis para verificar a autenticidade da informação. E a capital catarinense acabou por ser considerada pela publicação como o epicentro das mulheres belas do País.

– O Brasil já é famoso por ser o lar das mulheres mais quentes do mundo, mas de acordo com os brasileiros, esta pequena ilha paradisíaca é o epicentro do deslumbramento. Em termos de beleza, seus habitantes colocam Gisele (Bündchen) na sombra – escreveu, em trecho da matéria, a repórter Clare O’Reilly, que posa em uma das praias do balneário catarinense, ao lado de duas modelos.

Outra preocupação da revista foi em apresentar aos ingleses quais são as celebridades brasileiras. Dentre os escolhidos, que receberam um texto para explicar a sua importância na sociedade, apareceram a bicampeã olímpica do vôlei Fabiana, a atriz Isis Valverde, além do modelo e DJ Jesus Luz.

A revista ainda traz uma série de receitas de pratos típicos brasileiros, como a moqueca de camarão e um matéria sobre biquínis.

LanceNet

Prefeitura municipal de Solânea pela diretoria de Cultura celebra a primavera com festival de beleza, arte e muita cultura

 
08Nos dias 04, 05 e 06 de outubro a cidade de Solânea esteve em plena celebração cultural para receber com muita cultura a primavera, realizando o I Festival da Primavera da Paraíba.

O Festival aconteceu em cinco pontos do Município de Solânea e surgiu a partir de uma demanda discutida na II conferência Municipal de Cultura realizada na mesma. O diferencial é que todo o Festival foi celebrado na apreciação de todos os artistas do Município, cabendo 85% da produção do festival destinado aos artistas culturais do município da cidade.

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O tema do Festival fez jus à riquíssima Programação Cultural que ocorreu entre os meses de Setembro e Outubro, onde estão florescendo os primeiros brotos dessa estação.

Foram 10 manifestações Culturais em 1 único Festival:

-Concurso da Miss Solânea e Miss Teen;
-Concurso de Show de Calouros;
-Passeio Ciclístico;
-Exposições Culturais;
-Oficinas de Teatro e Cordel;
-Apresentações Culturais;
-Concurso de Sanfoneiros SANFONA FEST;
-Amostra Gastronômica;
-Apresentações Musicais ( Show de Niedosn Lua, Kelson Kizz, Banda de RockBiu Billy, Danny Xavier e Ronaldo Cipriano e
– Cultura na Feira Livre.

O diretor de cultura Tiago Salvador e o Prefeito Beto do Brasil, ficaram muito felizes com o resultado do projeto e estão almejando um festival maior e cada vez mais cultural o ano que vem para os Solanenses.

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Assessoria

Injeções de beleza: as novidades para deixar o rosto jovem em minutos

Foto: Ella Dürst
Foto: Ella Dürst

Plasma

Anti-aging

“Ela consiste na utilização, durante procedimentos cirúrgicos de rejuvenescimento facial, como o lifting e as enxertias de gordura, do uso concomitante de plasma rico em plaquetas. O objetivo é aumentar a produção de elementos chamados de Fatores de Crescimento, que têm importantes propriedades, como o incremento da síntese de colágeno, aumento da angiogênese (produção de novos vasos sanguíneos) e estímulo à osteogênese (produção de osso)”, explica Helio Caprio, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (RJ).

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Antes da cirurgia, a paciente é encaminhada ao laboratório para coleta de, aproximadamente, 40 ml de sangue. Depois, o material é centrifugado e formam-se três partes. No fundo, a série vermelha (hemácias e plaquetas), na camada intermediária o plasma (água; albumina, principal componente; fibrinogênio e globulina) e na parte superior a série branca (glóbulos brancos). “Com agulha coletam-se, então, dois compostos: o plasma rico em plaquetas (PRP) e o plasma pobre em plaquetas (PPP). O PPP é usado em toda a região de pele que foi descolada durante a cirurgia, atuando como uma cola, pois é rico em fibrina. O PRP, por ser rico em Fatores de Crescimento, estimula a formação de vasos (angiogênese) e a síntese do colágeno, sendo usado, então, nas áreas de enxertia de adipócitos (gordura), facilitando a integração destes enxertos”, conta Helio Caprio.

Segundo ele, não há risco de rejeição porque o material é extraído da própria paciente. A cirurgia dura de 15 a 30 minutos e é feita com anestesia local e sedação ou anestesia geral. O resultado surge após 7 a 15 dias. Repouso, drenagem linfática e curativo de contenção por 12 horas, em média, são medidas necessárias pós-procedimento, que é contraindicado caso haja doenças que impeçam a cirurgia, como hipertensão grave.

Carboxiterapia

Para atenuar as olheiras

“Com a infiltração subcutânea de gás CO2 (dióxido de carbono) há um aumento das trocas de oxigênio na área escurecida, o que melhora a irrigação e a nutrição celular. O descolamento físico promovido pelo gás também estimula a formação de novas fibras de colágeno, melhorando a flacidez”, conta Guilherme Szerman, dermatologista da Clínica de Pele.com (RJ).

A técnica é muito simples: são aplicadas várias injeções com uma agulha de espessura ultrafina por meio de um aparelho que controla a velocidade do fluxo e o tempo de aplicação do gás (medicinal, estéril e não tóxico), que se espalha rapidamente para os tecidos circundantes. O tratamento não apresenta efeitos colaterais, desde que a pessoa não tenha problemas pulmonares ou cardíacos, os quais podem comprometer a eliminação do gás, provocando infecção na área tratada.

O número de sessões varia de acordo com a necessidade de cada paciente. Em geral, são indicadas, no mínimo, 15 sessões, com duas ou três aplicações por semana. Após o procedimento é possível retomar a rotina diária, desde que se evite a exposição ao sol por 24 a 48 horas. “Durante o processo, a pessoa sente um leve incômodo, cuja intensidade depende da percepção individual. Não é usado nenhum sedativo, mas para as pessoas mais sensíveis é possível aplicar,  30 minutos antes, uma pomada anestésica local, capaz de tornar o procedimento totalmente indolor”, avisa o dermatologista.

Enxerto de gordura

No contorno facial

“Uma das características do envelhecimento da face é a perda da gordura do rosto. Com isso, começam a aparecer rugas de expressão, sulcos mais profundos, atrofia do lábio e perda do tônus facial. O enxerto de gordura pode preencher as depressões e dar volume e tonificação à região malar e labial, deixando a face mais jovem”, diz Rodrigo Mangaravite, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (RJ). A gordura que vai ser utilizada pode ser extraída de qualquer região corporal. “A preferência é pela área dos flancos, mas também podemos retirá-la do joelho ou da barriga”, avisa o médico.

Segundo ele, a principal vantagem é que o material aplicado é da própria paciente e, com isso, o risco de qualquer reação é nulo. “Não há contraindicação para esta técnica, mas se não houver gordura para ser retirada, o procedimento se torna inviável”, avisa. O resultado dura, normalmente, de um a dois anos. A cirurgia demora cerca de 40 minutos e é feita com anestesia local. Logo após a aplicação, o rosto fica um pouco inchado, o que pode perdurar por um ou dois dias, e podem surgir manchas roxas no local. É preciso evitar sol e atividades físicas por três dias.

Células-tronco

Para uma pele jovem

“Usamos esta técnica para devolver à pele o viço, a elasticidade e a jovialidade. Para corrigir as perdas causadas pela idade, como falta do contorno facial, sulcos nasolabiais e rugas. Também pode ser usada para melhorar a aparência das cicatrizes de acne e outros defeitos da derme”, enumera Dayse D’Avila, dermatologista (MG).

De acordo com a especialista, o método é muito simples: um pequeno fragmento do corpo é retirado por meio de uma minibiópsia em determinada área (como no couro cabeludo) ou por meio microaspiração de um pouquinho de gordura (como feito na região acima do joelho), sob anestesia local. “O material é congelado em nitrogênio líquido e levado ao laboratório, onde as células-tronco de fibroblastos são extraídas. Estas são cultivadas e se multiplicam, aumentando em milhões. Esse material é devolvido para o médico, em uma seringa estéril, e ele é, então, reinjetado. Em algumas semanas, as células já vão produzir um novo colágeno, minimizando o envelhecimento cutâneo”, esclarece a médica. Não há risco de causar alergia, rejeição ou crescimento tumoral, pois o  material coletado é da própria paciente.

“Além da segurança, outra grande vantagem do uso de células-tronco é que elas se incorporam à cútis e iniciam uma produção contínua de colágeno e elastina, que vai perdurar por longo período. O rosto vai sendo recuperado de forma natural, contínuo e pelo próprio organismo, semuso de substâncias externas”, diz. A sessão dura 30 minutos. É usada anestesia local (injetável) para a retirada do fragmento e tópica (creme anestésico) para sua reintrodução na pele. “O resultado, por outro lado, é progressivo e duradouro.”

Aplicações a mil

Mesmo com tantas novidades, dois componentes utilizados na dermatologia para combater os efeitos do tempo não perdem o ibope. São eles: toxina botulínica e ácido hialurônico.

Toxina botulínica

Ela tem sido empregada com ótimos resultados na suavização de rugas de expressão localizadas na testa e ao redor dos olhos. Aplicada sob anestesia local, apresenta o seu efeito máximo após o sétimo dia, sendo que a duração típica é de seis meses. Assim como o preenchimento, a toxina botulínica pode ser repetida ao longo dos anos. “Esta técnica também oferece bons resultados em pacientes com sinais iniciais de envelhecimento, naqueles que não desejam passar por cirurgia e como complementação ao tratamento cirúrgico”, explica Alan Landecker, cirurgião plástico, membro titular e especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Preenchimento

A utilização de matérias de preenchimento pode oferecer bons resultados em pacientes com sinais iniciais de envelhecimento, naqueles que não desejam a cirurgia e como complementação após o tratamento cirúrgico. “Basicamente, recomendamos a utilização desta técnica em pessoas portadoras de rugas em repouso, ou seja, aquelas que aparecem sem a contração muscular”, afirma Alan Landecker. As regiões mais comuns são o sulco entre a boca e as bochechas, a região entre as sobrancelhas e as rugas finas ao redor dos lábios. Os efeitos do tratamento duram entre seis e oito meses e ele pode ser repetido após esse período.

 

 

corpoacorpo

Uso inadequado de produtos de beleza pode provocar danos à saúde

Por trás do forte apelo de consumo presente no mercado de cosméticos para a busca da beleza de homens e mulheres podem estar escondidos alguns perigos para a saúde. O alerta foi feito pela farmacêutica Rita de Cassia Dias, responsável pelo Grupo de Vigilância Sanitária em Cosméticos.

“É importante certificar-se de que o produto tem procedência legal ou que seja registrado no Ministério da Saúde por meio da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, diz a farmacêutica. Ela alerta que é preciso ter muito cuidado para não cair na armadilha de produtos clandestinos em oferta, sem a devida supervisão de profissionais especializados.

Rita de Cássia ressalta que o uso inadequado de alguns produtos, mesmo que regulamentados, pode também trazer problemas para o consumidor. É o caso, por exemplo, cremes utilizados sem orientação médica para descamação da pele à base de ácido retinoico, que, segundo a farmacêutica, podem provocar até queimaduras fortes de segundo grau.

Ela informou que irritações e alergias estão entre os principais efeitos do uso inadequado de cosméticos apontados em 120 notificações analisadas pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Reações como essas foram relatadas por médicos, serviços de saúde e consumidores em 60% das notificações registradas no Centro de Vigilância Sanitária.

Vermelhidão e coceira aparecem em 35% das notificações e queimaduras, em 8%. Mais da metade (54%) dos problemas decorrentes do uso de cosméticos referem-se a agressões à pele, aos olhos e a outras partes do corpo, incluindo cabelos e unhas. Há registro também de reclamações contra alisantes e produtos para hidratação e maciez dos cabelos; protetores solares, fraldas descartáveis, desodorantes e cremes antirrugas e anticelulite.

“Foi possível perceber que as reações por cosméticos são causadas, sobretudo, pelo livre acesso das pessoas aos produtos, pelo uso inadequado e/ou precoce, pela mistura de diferentes apresentações e pela crença de que cosméticos não fazem mal à saúde”, destacou Rita de Cassia .

Segundo a Secretaria de Saúde, na maioria das notificações, não foram detectados casos graves. Ainda assim, a farmacêutica aconselha os consumidores a suspender o uso do produto, ao menor sinal de que ele esteja provocando alguma reação no organismo. Se a pessoa notar um sintoma mais agressivo, deve procurar imediatamente um médico.

Notificações para a Vigilância Sanitária podem ser feitas por meio do endereço eletrônico www.cvs.saude.sp.gov.br.

Agênciabrasil.com