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Bebês que choram mais de 3 horas por dia por, pelo menos, três dias a cada semana podem sofrer com cólicas

Saiba como aliviar este incômodo do recém-nascido

As bebês geralmente começam por volta do 15º dia de vida e podem perdurar por até 3 meses de idade.  Ela é causada simplesmente pela imaturidade do intestino, mas sem uma fisiopatologia específica. O trato intestinal do bebê ainda está se formando, por isso faz movimentos descoordenados que provocam a dor. Outro fator é a presença de ar no sistema digestivo. A pega incorreta na hora de mamar pode fazer com que o bebê acabe engolindo ar, que pode ser eliminado na forma de arroto ou se transformar em gases, fazendo pressão no intestino e dando origem às cólicas. Isso também pode acontecer com o uso da chupeta.

Nessas horas, é comum as mamães de primeira viagem ligarem para as vovós para saber o que fazer atrás de uma “receitinha caseira”, entre elas o famoso chazinho de camomila e erva-doce. E foi pensando nessa receita da vovó que a Algoducci criou a “Bolsinha Térmica com Sementes Terapêuticas” que contém erva-doce, camomila, linhaça e capim-santo para dar um cheirinho especial.

Além de ser recomendável para amenizar o desconforto tanto das cólicas quanto dos gases dos bebês, a bolsinha também é indicada para cólicas menstruais, informa a empresária Regina Villanueva, idealizadora da marca. Quanto a forma de utilização Regina explica: “A bolsinha deve ser aquecida no micro-ondas em média 30 a 40 segundos, mas é aconselhável que a mãe teste a temperatura antes de colocar na barriguinha do bebê, por cima da roupinha, até que os sintomas passem”.

Se a crise de cólica é rotineira no seu dia a dia, enquanto o choro parece que nunca vai terminar, a ocorrência desses incômodos abdominais pode estar relacionada com o local no qual vocês vivem. Um estudo publicado no portal Journal of Pediatrics, feito a partir da análise de 28 pesquisas com dados de 8.700 crianças de diferentes nacionalidades, buscou analisar e comparar a ocorrência de cólicas em bebês de até três meses em diferentes regiões do mundo.

Para realizar o estudo, foi considerado que crianças que choram mais de 3 horas por dia por, pelo menos, três dias a cada semana, são as que mais padecem. E, adivinhe só: os ingleses, canadenses e italianos são os que mais choram de dores abdominais. Já os bebês dinamarqueses, alemães e japoneses são os menos acometidos por esse mal-estar.

Muitas são as dúvidas e inseguranças quanto aos motivos do choro do bebê, que servem de alerta para as mães. E para falar sobre esse assunto, consultamos a pediatra Dra. Loretta Campos, que esclarece: “As cólicas podem ser identificadas quando o bebê chora com intensidade, encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme, além de soltar puns. Normalmente a cólica ataca no final da tarde e à noite, mas em casos mais difíceis o bebê chora a qualquer hora do dia. Pode ficar difícil dar de mamar para o bebê quando ele está tão desconfortável, algumas vezes a cólica pode aparecer durante a amamentação”, explica a médica.

Os pesquisadores dizem não haver nenhuma explicação, já que as variáveis durante a análise foram muitas. “Isso [a ocorrência da dor abdominal] pode variar conforme as condições econômicas, como a desigualdade social, cuidados parentais e comportamento. No entanto, também pode haver diferenças genéticas populacionais, considerando que as crianças herdam os genes de seus pais”, explicam os cientistas.

 

Algoducci – luxuosa confecção de mantas em tricot italiano e enxovais para casa e bebê, no mercado desde 2012, representa um convite ao bem-estar, às melhores memórias afetivas e à sensibilidade. Evoca estes sentidos através de formas, cores e texturas. A marca é liderada pela arquiteta e urbanista Regina Villanueva, que desde a infância sonhava em unir duas paixões: a arquitetura e os negócios. Cada peça recebe em seu DNA, a exclusividade e a assinatura de um projeto único. Os elementos de cada coleção criam atmosferas leves e aconchegantes, revelando um conceito elegante e sofisticado, sem perder a inocência e a leveza dos detalhes.

Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Assessoria de Comunicação 

Saúde recomenda dose extra contra o sarampo em bebês menores de 1 ano

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o sarampo em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias para combater a disseminação do vírus no país. Nessa faixa etária, segundo a pasta, será ofertada uma dose complementar, chamada de dose zero, como já acontece em campanhas como a de combate à poliomielite. A orientação foi apresentada nessa terça-feira (20) em entrevista coletiva na sede do órgão, em Brasília.

Entre 19 de maio e 10 de agosto deste ano, foram confirmados 1.680 casos de sarampo no Brasil, além de 7,5 mil casos em investigação. No período, de acordo com o ministério, não houve mortes confirmadas decorrentes da enfermidade.

Após um surto envolvendo estados da Região Norte no início do ano, um novo surto foi registrado no estado de São Paulo, que concentra, atualmente, 1.662 casos em 74 municípios – 98,5% do total de casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com seis casos, e Pernambuco, com quatro. Com um caso estão Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.

A recomendação da vacinação adicional de crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias se deve ao fato deste ser o público com maior potencial de contágio. O coeficiente de incidência em bebês de até 1 ano é de 38,28 casos para cada grupo de 100 mil, enquanto a média de todas as faixas etárias ficou em 4,12. Normalmente, a imunização acontece por meio de duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

“Temos observado uma incidência elevada em menores de 1 ano. É fundamental estabelecermos estratégia diferenciada para essa faixa etária, olhar para as crianças menores de 1 ano com especial atenção”, declarou o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Jovens adultos

Além dos bebês, outro público que preocupa o ministério é o de jovens adultos. A pasta destacou a necessidade de pessoas de 20 a 29 anos regularizarem a vacinação contra o sarampo – o grupo tem coeficiente de incidência de 9 casos para cada grupo de 100 mil, mais que o dobro da média nacional. A orientação vale especialmente para São Paulo, estado com muitos casos e alta densidade populacional.

De acordo com o ministério, pela rotina de imunização estabelecida, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra o sarampo. Já quem tem entre 30 e 49 anos deve ter tomado pelo menos uma dose. O secretário ponderou, contudo, que não há necessidade de corrida aos postos de saúde e que a regularização pode ser feita tranquilamente.

Difícil controle

Questionado sobre as razões da propagação do sarampo no país, Oliveira argumentou que a natureza do vírus e de sua transmissão dificultam o controle, especialmente com um surto em uma região como o estado de São Paulo.

“O sarampo é doença de transmissão respiratória. É rastilho de pólvora. Para cada caso, podemos ter 18 pessoas infectadas. É extremamente complexa a contenção da situação viral, principalmente num estado com a densidade demográfica que São Paulo tem”, disse. Entre os principais obstáculos, segundo ele, estão a falta de imunização em adultos jovens e a dificuldade de conscientização desse público.

Estoque

O secretário relatou que já foram disponibilizadas 7,5 milhões de doses da vacina para o estado de São Paulo, além do apoio a campanhas de comunicação para sensibilizar os públicos mais afetados pelo vírus. Ele acrescentou que as vacinas adicionais para bebês devem totalizar cerca de 1,6 milhões de doses e que os estados estão abastecidos, mas que o governo está buscando um estoque complementar com fornecedores externos.

O representante do ministério apontou como problema a atuação de movimentos antivacina que, segundo ele, se alimentam de desinformação e notícias falsas para recusar a imunização necessária. O ministério disponibilizou uma seção em seu site para desmentir notícias falsas e oferecer outras informações.

 

portalcorreio

 

 

Crianças dão a luz a 500 bebês por ano na Paraíba, aponta estudo do IBGE

menina-gravida-estuproO corpo franzino e os traços infantis no rosto de Ana (fictício) revelam a transição da infância para a adolescência. Para a garota, de 14 anos, essa nova fase, por vezes complicada e cheia de mudanças, virá com a responsabilidade de cuidar da pequena Laura (fictício), de apenas 10 dias de nascida. Ana está no universo de meninas, de até 15 anos, que todos os anos dão a luz a cerca de 500 bebês na Paraíba.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2004 até 2014, 5.499 mil crianças nasceram de meninas de até 15 anos na Paraíba. Ou seja, 499,9 partos feitos, anualmente, em mulheres nessa faixa etária. A trajetória de Ana é a mesma de Flávia (fictício). As duas iniciaram a vida sexual aos 12 anos e, aos 13, Flávia tinha uma criança no ventre. O ar infantil da menina que embala um bebê se mistura à maquiagem da mulher que teima em antecipar as responsabilidades da vida adulta.

“Tudo é novidade para mim. A sorte que minha mãe e minha irmã me ajudam a cuidar dele”, relatou a mãe do pequeno Luis (fictício), de apenas sete dias.

O desconhecimento sobre os métodos contraceptivos é um dos fatores que estão presentes na realidade da maioria das adolescentes que ficam gestantes. Essa situação pode gerar outros agravantes, como problemas de saúde para a mãe e o bebê. Um estudo feito por um grupo de pesquisa em Saúde Pública da Universidade de São Paulo apresentado à Sociedade Paulista de Pediatria (SPP) mostrou que problemas relacionados à gestação, parto ou pós-parto ocasionaram a internação de 59,5% de mulheres, na faixa etária dos 15 anos 19 anos, em todo o País.

Embora os dados do estudo sejam de 2014, essa é uma realidade contínua, segundo explicou o ginecologista e obstetra do Instituto Cândida Vargas de João Pessoa, Genival Ferreira de Lima. “O pré-natal de uma mãe adolescente necessita de mais cuidado e acompanhamento, porque é uma gravidez de risco. Tem que explicar para elas a importância de tomar as medicações, fazer os exames para evitar problemas, como infecção urinária. Como a parte hormonal delas ainda é deficitária, elas têm uma predisposição maior em ter esse problema”, alertou.

Educação sexual

Para a coordenadora do Núcleo de Estudos de Violência Doméstica contra Criança e Adolescente da Sociedade Paulista de Pediatria, Renata Waksman, a gravidez indesejada que afeta muitas adolescentes é reflexo da falta de educação sexual também em casa, com a família. Ela reforça a falta de maturidade das jovens ao não ter responsabilidade em usar os métodos contraceptivos e ainda o retardo em procurar acompanhamento médico, quando engravidam. “A atividade sexual dos adolescentes está começando cada vez mais cedo. Muitas vezes, as adolescentes engravidam e não sabem.

Fazem o pré-natal tarde ou de maneira inadequada. Tudo isso traz agravantes para a saúde. A orientação de como se cuidar e os perigos que se tem nas relações sexuais é papel dos pais e não somente da escola. Os pais não podem esperar a menina menstruar ou começar a namorar para falar sobre isso”, reforçou.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) para comentar os dados mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

Dois partos por dia na Capital
Até setembro deste ano foram realizados 589 partos em adolescentes que deram entrada no Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa. Com a média de dois partos por dia feitos em gestantes na faixa etária dos 11 aos 17 anos, o supera o total de procedimentos em mulheres de 18 e 19 anos.

Do Jornal Correio da Paraíba

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Energisa troca geladeiras de 120 famílias de bebês com microcefalia em novembro

energisaUma parceria entre Energisa, por meio do projeto Nossa Energia, e o Instituto Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), está beneficiando famílias carentes que têm filhos com microcefalia com desconto na conta de luz, troca de lâmpadas e geladeiras e inclusão da família na Tarifa Social de Energia Elétrica.

De acordo com Renato Deladea, gerente de Qualidade e Projetos da Energisa, serão 120 famílias atendidas em 65 cidades paraibanas. “Fizemos o levantamento junto com o Ipesq e a Secretaria de Saúde do Estado para saber onde estavam essas famílias e quantas pessoas iríamos atender”, explica.

A equipe da Energisa já visitou 62 municípios para avaliar a situação das geladeiras, das lâmpadas e o cadastro dessas famílias no Benefício de Prestação Continua (BPC) que concede desconto na conta de luz. “Estamos indo de casa em casa para avaliar a necessidade de trocar o eletrodoméstico e as lâmpadas por modelos mais eficientes que promovam menos consumo para essas famílias”, pontua Renato.

Segundo o gerente os eletrodomésticos serão entregues entre os dias 16 e 28 deste mês. “Isso trará um grande alívio, já que a maior parte dessas famílias é de baixa renda e quanto menor for seu consumo de energia melhor para elas”, complementa.

Convênio
Presidido pela médica e pesquisadora, Adriana Melo, o Ipesq se tornou referência no estudo e tratamento da microcefalia e mudou o enfoque das pesquisas científicas sobre a anomalia em todo o mundo.

Além da pesquisa, o instituto oferece tratamento especializado a mães e bebês, incluindo fisioterapia e apoio psicológico. Por entender que esse trabalho é único e fundamental para o futuro da sociedade, a Energisa firmou convênio com o instituto para arrecadar doações, via conta de energia elétrica por qualquer cidadão.

O Ipesq é um centro de pesquisa sem fins lucrativos que estuda a prevenção e o tratamento da microcefalia.

MaisPB

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Estudo iniciado por médica campinense confirma que Zika provoca microcefalia em bebês

medicaUm grupo de pesquisadores brasileiros conseguiu confirmar a associação entre microcefalia e infecção pelo zika, o que reforça a possibilidade de uma epidemia dessa condição à medida que eclodirem novos surtos massivos da doença. Uma das responsáveis pelo estudo é a médica obstetra Adriana Melo, de Campina Grande, na Paraíba, encontrou material genético do zika no líquido amniótico de um feto com microcefalia. A divulgação foi tema de reportagem especial do jornal Correio Braziliense de ontem (16).

Esta é a primeira vez no mundo em que a hipótese foi testada usando o chamado padrão ouro dos estudos científicos: a comparação entre bebês afetados e os controles, ou seja, os que nasceram sem o problema. No primeiro caso, 41% das crianças tiveram confirmação laboratorial de infecção pelo vírus. No segundo, não foi feita detecção do material genético do patógeno em nenhum dos participantes.

Em agosto de 2015, quando o Brasil parecia só ter olhos para a Operação Pixuleco, braço da Lava-Jato que prendeu o ex-ministro José Dirceu, o noticiário político foi interrompido por notícias sobre o aumento no número de nascimento de crianças com microcefalia. Até então, poucos leigos conheciam esse sintoma. A epidemia de zika, tratada pela imprensa, naquela época, como “doença misteriosa”, foi associada ao tamanho reduzido do crânio por médicos nordestinos, que viam, a cada dia, uma quantidade de bebês nascerem com o problema, ao mesmo tempo em que as mães relatavam terem sido acometidas por uma “virose” quando gestantes.

Um mês depois, a obstetra Adriana Melo, de Campina Grande, na Paraíba, encontrou material genético do zika no líquido amniótico de um feto com microcefalia. Com a hipótese cada vez mais evidente, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) reviu relatos médicos e, há cinco meses, afirmou, em um artigo publicado no New England Journal of Medicine, que “está claro que o vírus causa microcefalia”.

Até agora, porém, tudo isso se baseava em estudos de casos isolados. Ao fazer a comparação de bebês saudáveis do ponto de vista neurológico com crianças com microcefalia, a pesquisa brasileira elimina — ou, ao menos, reduz significativamente — dúvidas sobre a relação entre a condição e o zika. “Os relatos de caso descreviam, mas não se sabia a taxa de infecção”, explica a pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Thália Velho Barreto de Araújo, principal autora do artigo, publicado ontem na revista The Lancet Infectious Diseases.

Para comparar a frequência de microcefalia, os pesquisadores recrutaram, em oito maternidades de Recife, 32 recém-nascidos com o perímetro cefálico igual ou menor que 31,9cm (meninos) e igual ou menor que 31,5cm (meninas), o que caracteriza a condição. Ao mesmo tempo, incluíram 62 bebês nascidos no mesmo período e provenientes da mesma região. Nenhum desses últimos apresentavam má-formação no crânio ou em outros órgãos, o que foi comprovado por exames adicionais de imagem. Nos pacientes de microcefalia, os investigadores retiraram amostras de sangue do cordão umbilical e do líquido cefalorraquidiano. No grupo saudável, foram feitos somente os exames de sangue.

Os cientistas detectaram a presença do vírus em 13 crianças com microcefalia, o correspondente a 40% da amostra. Por outro lado, não havia sinal do zika circulando no organismo dos 62 bebês de controle — isso equivale a dizer que a frequência do agente patógeno nas crianças com perímetro cefálico menor que o normal foi 55,5 vezes maior, comparada aos recém-nascidos sem alterações. “O resultado do estudo afirma que a infecção intrauterina aumenta a chance de se ter microcefalia”, resume Thália Velho Barreto de Araújo.

Mais mistérios Todas as mães foram submetidas a exames de sangue. Entre as que deram à luz bebês com microcefalia, 81% apresentavam o vírus circulando no organismo. Nas demais, o percentual foi de 61% — nem todas as mulheres infectadas vão transmitir o zika para os filhos, algo que ainda está sendo investigado pela ciência. Outro mistério é o fato de algumas crianças, para quem o vírus foi passado, não apresentarem alterações no cérebro. “Uma hipótese possível está associada à época da gravidez que a mãe foi infectada, mas ainda não podemos responder a essa questão”, diz a pesquisadora pernambucana. Acredita-se que os danos cerebrais são mais graves quando o vírus entra no organismo no primeiro semestre de gestação.

Para Ricardo Arraes de Alencar Ximenes, também pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coautor do estudo, o resultado deixa importantes mensagens para a saúde pública. “A primeira é que se coloca a necessidade de se desenvolver uma vacina. A segunda é a melhora da situação de saneamento e abastecimento de água. Uma boa parte do foco do mosquito é a água armazenada para o uso das famílias, e isso é uma coisa que poderia ser resolvida com o abastecimento de água”, destaca. “Os serviços de saúde também precisam se estruturar para atender essas crianças, que necessitam de um atendimento multiprofissional”, diz Ximenes. De acordo com o pesquisador, ainda não é possível afirmar que, neste ano, haverá uma epidemia de microcefalia, pois as crianças de mães infectadas pelo zika em janeiro estão por nascer.

Redação com jornal Correio Braziliense

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Pesquisa reforça relação entre Zika e nascimento de bebês com microcefalia

microcefaliaAnálises preliminares de estudo publicado nessa quinta-feira (15) na revista científica britânica The Lancet Infectious Diseases reforça que a epidemia de microcefalia registrada no Brasil em 2015 é resultado de infecção congênita da mãe para o bebê por zika. “Devemos nos preparar para uma epidemia global de microcefalia e outras manifestações da Síndrome Congênita do Zika”, dizem os autores da pesquisa.

A relação entre a infecção de gestantes por zika e o nascimento de bebês com microcefalia já é amplamente aceita no mundo acadêmico, porém, ainda são necessário estudos que detalhem a ocorrência da malformação e deem mais embasamento científico.

Intitulada Association between Zika Virus infection and microcephaly in Brazil, January to May 2016: Preliminary report of a case control study”, a pesquisa analisou 32 crianças nascidas com microcefalia e 62 controles (crianças sem microcefalia nascidas no dia posterior ao nascimento do caso e na mesma região), em oito hospitais públicos do Recife, em Pernambuco, entre janeiro e maio deste ano.

Com a versão final desta pesquisa, usando uma amostra maior de 200 casos e 400 controles, os pesquisadores querem quantificar o risco de forma mais precisa (por exemplo, qual a probabilidade de crianças nascerem com microcefalia se as mães forem infectadas com o vírus zika durante a gravidez). O objetivo principal do estudo é identificar a associação entre microcefalia e potenciais fatores de risco. A pesquisa busca identificar, por exemplo, se houve infecção pelo vírus zika, se as gestantes foram expostas a alguma droga, produto ou ambiente contaminado, se as mães que tiveram dengue anteriormente e foram infectadas pelo zika apresentam maior probabilidade de ter crianças com microcefalia, entre outros.

O estudo foi feito pelo Microcephaly Epidemic Research Group (MERG), grupo formado por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde do Brasil, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, da Universidade Federal de Pernambuco, da Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco, da London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Agência Brasil

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Bebês com microcefalia respondem bem a tratamento com botox

microcefaliaA manhã da sexta-feira (19) foi de novidade para os bebês Joanderson Belo e Maria Isabela Amorim, de oito e dez meses de idade. Ambas com microcefalia, as crianças foram submetidas pela primeira vez a aplicações de botox, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Recife. O procedimento é novo para os dois bebês, mas já é pioneiramente utilizado na unidade há pelo menos quatro meses e os primeiros pacientes já têm apresentado respostas positivas.

De acordo com o ortopedista pediátrico Epitácio Leite, responsável pela aplicação da toxina nos bebês, a substância é usada em crianças que têm a malformação e que desenvolvem complicações ortopédicas ao longo dos meses de vida.

“São os bebês que têm a musculatura rígida e por isso têm dificuldades para movimentar as articulações dos braços e das pernas”, exemplifica. Até agora, 15 pequenos já passaram pelo processo e já apresentaram mais flexibilidade nos movimentos.
“Eu costumo registrar as crianças antes e depois da aplicação para comparar e já é possível perceber a diferença na musculatura do quadril e nos braços”, comenta Leite. Além de melhorar a flexibilidade das articulações dos bebês, o botox também tem o objetivo de tentar diminuir as medicações usadas pelas crianças. “Com as articulações mais flexíveis, a tendência é que os espasmos diminuam e, consequentemente, diminui também o uso de medicamentos para combatê-los”, esclarece o médico.
Um dos autores da pesquisa que ligou o vírus da zika à deformidade nas articulações, Epitácio Leite explica que a aplicação do botox não é feita nas crianças diagnosticadas com artrogripose, complicação desenvolvida ainda durante a gestação que também dificulta a flexibilidade das articulações. “Depois de avaliações, estamos aplicando somente nas crianças com hipertonia, condição de rigidez dos músculos que pode surgir após o nascimento”, explica o ortopedista.
Tratamento
Na primeira injeção, Maria Isabela não segurou o grito e as lágrimas. A mãe, Andresa Silva, consolava a filha, dando-lhe beijos na cabeça. “A gente fica de coração apertado por ver o incômodo, mas eu sei que é para o bem dela”, comenta, aliviada. Durando menos de cinco minutos, a aplicação foi feita após uma avaliação prévia das articulações da criança e deve apresentar os primeiros efeitos entre dois e 30 dias.
Mãe tenta minimizar o incômodo da filha ao receber as injeções de botox (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Mãe tenta minimizar o incômodo da filha ao receber as injeções de botox (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Mais famosa nas cirurgias plásticas, a aplicação da toxina botulínica em Maria Isabela surpreendeu a família num primeiro momento. “Depois da consulta em que o médico recomendou a aplicação, contei à minha família e eles estranharam, porque a gente ouve falar do botox para tirar rugas. Depois expliquei qual o motivo da aplicação”, relembra a mãe.
Além das respostas positivas aos estímulos motores e oftalmológicos durante as consultas, Andresa também espera que o tratamento com a toxina botulínica também tenha êxito. “Ela não consegue sentar e andar, mas espero que essas aplicações e a fisioterapia melhorem isso”, comenta a mãe.
A esperança de Andresa é compartilhada por Joelson Belo, pai de Joanderson. Por reconhecer a dificuldade do bebê em movimentar as mãos e as pernas, ele também espera pelo sucesso no tratamento do filho. “Quando ele segura alguma coisa, é difícil demais para soltar. Acho que a tendência depois dessa aplicação é melhorar”, comenta.
Joanderson Belo, bebê com microcefalia, é preparado para receber a aplicação de botox nos músculos (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Joanderson Belo, bebê com microcefalia, é preparado para receber a aplicação de botox nos músculos (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

De acordo com o ortopedista pediátrico, as aplicações devem acontecer periodicamente, a cada quatro ou seis meses. “A cada aplicação, o objetivo é avaliar a resposta das crianças e melhorar cada vez mais a flexibilidade das articulações. Os bebês ainda são muito novos para passar por uma cirurgia para reverter esse quadro e o botox pode ser uma alternativa até que eles tenham a idade ideal para passar por um procedimento cirúrgico”, completa o médico.

G1

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Zika pode afetar ‘dezenas de milhares’ de bebês nas Américas, diz estudo

bebeDezenas de milhares de bebês podem nascer com problemas relacionados ao vírus da zika durante a atual epidemia na América Latina e no Caribe,

No total, 93,4 milhões de pessoas podem ser infectadas com o vírus durante a atual epidemia, entre elas 1,65 milhão de mulheres grávidas, segundo informações da France Presse.

A projeção foi feita por pesquisadores do Projeto WorldPop e da fundação Flowminder da Universidade de Southampton, com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Notre Dame e da Universidade de Oxford.

Segundo o estudo, o Brsail deve ter o maior número de infecções por zika devido ao tamanho do país e às condições propícias para a transmissão.

“É difícil prever com precisão quantas mulheres grávidas podem estar em risco de pegar zika porque uma grande parcela dos casos não têm sintomas. Isso invalida métodos baseados em informações sobre casos e representa um desafio enorme para cientistas tentando entender o provável impacto da doença nas populações”, diz o geógrafo Andrew Tatem, professor da Universidade de Southhampton.

G1

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Pesquisa investiga ação de vírus de gado em bebês com microcefalia no Nordeste

(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)
(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)

O surto de microcefalia registrado no Nordeste pode ter outras causas além da contaminação do feto pelo zika durante a gestação. Pesquisadores brasileiros encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços de um outro vírus, o BVDV, um agente que até hoje se imaginava afetar rebanhos animais, como bovinos.

Os indícios, embora ainda tenham de ser comprovados com testes mais específicos, foram considerados relevantes pelos cientistas. Por precaução, eles comunicaram o Ministério da Saúde antes mesmo da publicação do trabalho em revista científica, em reunião de emergência feita na semana passada.

 

A pesquisa foi feita por integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo IPESQ, Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto. Diante das suspeitas, uma série de medidas foi adotada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi comunicada e ontem foi realizada uma reunião com o Ministério da Agricultura para avaliar medidas de proteção do gado, caso a hipótese seja mais tarde confirmada.

 

Um grupo do Ministério da Saúde foi destacado nesta semana para ajudar a estudar o caso. Equipes foram enviadas a campo, na Paraíba, para tentar buscar ligações entre as mulheres que tiveram seus embriões com suspeita de contaminação por BVDV.

 

Embora intrigados com resultados, pesquisadores que participam do estudo ouvidos pela reportagem mostram-se cuidadosos. Eles dizem ser precipitada qualquer conclusão.

s do BVDV foram encontrados em três amostras, um número ainda considerado pequeno para fazer alguma afirmação categórica. O grupo agora concentra esforços para fazer o sequenciamento do vírus. Uma tarefa que é cara. Justamente por isso, buscaram auxílio do Ministério da Saúde.

“Essa é uma peça importante dentro desse quebra-cabeças. Nunca foi descartada a possibilidade de que, além do zika, outro vírus estivesse relacionado ao aumento de casos de bebês com problemas neurológicos”, disse um integrante da força-tarefa destacada para avaliar o caso, que atua em Pernambuco.

 

Novo

 

O BVDV é um vírus presente no rebanho de vários países, incluindo o Brasil. Da mesma família do zika (Flaviviridae), ele causa no gado uma série de doenças, como diarreias e problemas respiratórios. O que chama mais a atenção, no entanto, é a grande quantidade de casos de abortos e de más-formações provocadas por esses vírus no gado. Entre os problemas encontrados, está a artrogripose, uma síndrome que provoca má-formação em articulações, já identificada em alguns bebês com microcefalia.

 

Foi justamente essa semelhança na forma do ataque do vírus na formação do feto de gado e dos bebês com microcefalia associada ao zika que despertou o interesse dos pesquisadores. Assim como acontece com bebês, a literatura mostra que o impacto do BVDV na formação do feto bovino muda de acordo com o período de infecção.

 

“Abortos e más-formações são mais comuns no primeiro trimestre da gestação dos bovinos”, afirmou o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Santa Maria, Eduardo Flores. Assim como de humanos, o período de gestação no gado é de 9 meses.

 

O professor afirma que, embora muito presente no rebanho brasileiro, até hoje não houve relato sobre a transmissão do BVDV para seres humanos. Também não há registros sobre contaminação do vírus no meio ambiente. Uma das hipóteses de pesquisadores é de que o fato de o zika e o BVDV serem da mesma família possa aumentar a possibilidade de interação. “Talvez isso ajude a explicar a forma como o zika rompe a barreira placentária e ataca o feto”, diz um representante do governo de Pernambuco.

 

Essa interação poderia também ajudar a explicar um fato que intriga autoridades sanitárias e a comunidade científica em geral: por que algumas regiões do Nordeste brasileiro foram muito mais afetadas pela síndrome provocada nos bebês pelo zika do que outros Estados ou outros países? A resposta ouvida até agora era de que a epidemia de zika em outras regiões do País é muito recente e que, por isso, seria preciso esperar alguns meses até que bebês com a síndrome congênita começassem a nascer.

 

“O tempo está passando e a epidemia de grandes proporções esperada no Sudeste não está acontecendo”, afirmou o representante. O último boletim do Ministério da Saúde sobre a microcefalia mostra que há 1.417 casos confirmados no Nordeste e 106 no Sudeste.

Estadão

Morrem dois bebês dos quíntuplos que nasceram em Goiânia

(Foto: Divulgação/Hospital da Criança)
(Foto: Divulgação/Hospital da Criança)

Dois bebês dos quíntuplos que nasceram em Goiânia morreram. Médica responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital da Criança, onde eles estavam internados, Paula Pires explicou que o estado de saúde dos outros três é grave. Não há previsão de alta.

“Os bebês sempre tiveram um prognóstico reservado. Eles seguem em estado grave, com ventilação mecânica e recebendo todo o suporte necessário”, disse ao G1.

Helena morreu na noite de sexta-feira (29). Na manhã seguinte, Fernando Filho não resistiu. Geovana, Heloísa e Lavínia continuam internadas. Os pais dos bebês, a fisioterapeuta Chirlei Rosa Medrade e o agrônomo Fernando de Assis Rodrigues Silva, disseram que não estavam bem e não comentaram a perda.

Parto
Os bebês nasceram de 28 semanas, na última quinta-feira (28). Vinte profissionais participaram da cesariana, que durou cerca de 1 hora. O peso deles variava de 500g a 900g.

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O casal está junto há cinco anos e mora em Edealina, a 153 km de Goiânia. A fisioterapeuta, de 36 anos, ficou grávida após uma inseminação artificial.

Eles comemoraram muito a chegada dos filhos e contaram que já estava tudo pronto para recebe-los. “A vontade é de ter eles nos braços, em casa”, disse a mãe.

Caso raro
O ginecologista e obstetra Waldemar Naves do Amaral foi o responsável tanto pelo parto como pela inseminação que ocasionou a gravidez. Ele diz que este tipo de caso é considerado bastante raro tanto em gestações “domésticas” quanto aquelas induzidas em laboratório.

“Gêmeos já são raros na população, cerca de 1,5% de incidência. A gravidez normal de quíntuplos é de uma para um milhão. A gestação assistida tem uma probabilidade maior, mas, ainda assim, é rara, porque a ideia é trabalhar com o menor número de embriões possíveis”, avaliou.

 

 

G1