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Miley Cyrus e Rihanna protagonizam batalha de peladas no Instagram

Miley Cyrus e Rihanna são campeãs no quesito “sensualizar na rede” e as duas protagonizaram uma espécie de batalha pelo Instagram no sábado (27).

Rihanna

Rihanna

No estilo “mostra o seu que eu mostro o meu”, enquanto Miley ficou com os seios de fora, RiRi postou uma foto com o bumbum de fora durante suas férias em seu país natal, Barbados.

Miley Cyrus

Miley Cyrus

Miley com os seios de fora não é novidade, tanto que ela tem usado a hashtag #freethenipple (liberte os mamilos). A nudez da cantora de We Can’ t Stop não durou muito. Alguém a denunciou e a foto foi retirada.

Quem é a mais abusada RiRi ou Miley? Eis o que parece ser uma disputa apenas com vencedoras. Mande seu comentário e veja nossa galeria com famosas que meteram os peitos esse ano.

Vírgula

Em plena Copa do Mundo, Belo e Raposa iniciam batalha pelo título do Campeonato Paraibano

campinenseEm plena Copa do Mundo, Botafogo PB e Campinense iniciam nesta quarta-feira (25), a batalha pela conquista do Campeonato Paraibano 2014. Botafogo e Campinense entram em campo às 20h30, para medirem forças às 20h30 no estádio O Almeidão em João Pessoa. Será o duelo do atual campeão brasileiro da Série D e o vencedor da Copa do Nordeste do ano passado.

O primeiro jogo da grande decisão do Estadual, acontece após 165 dias de uma competição tumultuada, cheia de polêmicas e até com troca de comando na Federação Paraibana de Futebol (FPF). O segundo jogo está marcado para domingo, às 17h, no Amigão, em Campina Grande.

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Esta será a quinta vez que Belo e Raposa decidem o Estadual. Nas outras quatro oportunidades anteriores, sem levar em consideração as decisões de turnos, o time de Campina Grande tem vantagem no retrospecto, já que venceu o rival da capital por três vezes (1965, 1971 e 1980), contra uma do Belo (1984).

Para 2014, o Botafogo-PB, atual campeão, chegou a final sendo segundo colocado do segundo turno, e após passar pelo CSP nas semifinais. Já a Raposa, superou o Auto Esporte.

No Botafogo o clima é de confiança. O treinador Marcelo Vilar, que busca seu quarto título estadual na Paraíba (venceu em 2010 e 2011 com o Treze, e 2013 com o próprio Bota-PB), tem todos os seus jogadores a disposição. Ou seja, o Belo entra em campo com a força máxima. Marcelo Vilar vem com o time utilizando a mesma base desde o começo da temporada.

Sem desfalques, o comandante botafoguense deve escalar o time como de costume, com Genivaldo, Ferreira, Magno Alves, André Lima e Alex Cazumba; Zaquel, Pio, Doda e Lenílson; Frontini e Rafael Aidar.

Já o Campinense, campeão simbólico do segundo turno, passou com muita emoção pelo Auto Esporte nas semifinais. O técnico do rubro-negro Freitas Nascimento tem procurado jogar a responsabilidade para cima do Belo. Segundo ele, o Botafogo é o favorito na decisão. No entanto, o comandante da Raposa, garantiu que o seu time vai buscar o título.

Com um time bastante diferente do que começou 2014, ano em que foram feitas mais de quarenta contratações, Freitas Nascimento, que já virou quase um “amuleto” da Raposa, espera superação do grupo. Campeão estadual pela Raposa em 2008 e 2012, Freitas sonha com mais um título, mesmo o Campinense já tendo alcançado o seu objetivo que era garantir a vaga na Série D do Brasileiro. Para a primeira partida da final, Freitas não vai contar com o goleiro Rodrigão e o volante Basílio, suspensos após a última partida. O treinador fez uma atividade fechada ontem e deixou a escalação como um mistério.

No entanto, Ivan e Wellington devem ser confirmados como substitutos. A escalação ainda é tida como possibilidade porque no último treino da Raposa, na chuvosa tarde desta terça-feira, no Amigão, o técnico Freitas Nascimento fechou os portões da praça esportiva para a imprensa.

Sem poder contar com o goleiro Rodrigão e o volante Basílio, o treinador sinalizou que Ivan e Wellington serão os substitutos.

Mesmo com a vantagem de jogar por dois empates, ou vitória e derrota com a mesma diferença de gols, Freitas apontou o Botafogo-PB como favorito.

– Como eu já disse, nosso time é franco-atirador. Nós traçamos uma meta (classificação à Série D, Copa do Nordeste e Copa do Brasil) e conseguimos. Temos que ser sinceros. Não podemos esconder isso. Mas vocês sabem que quando o torcedor do Campinense vai decidir uma coisa, ele quer ganhar. É um time vencedor, de jogadores vencedores, e em uma decisão de 180 minutos tudo pode acontecer – comentou Freitas.

A Raposa joga por dois resultados iguais para levantar a taça pela 20ª vez em sua história. O Belo, por sua vez, busca seu 27º triunfo. Ambos os números são da FPF.

Arbitragem

O pessoense João Bosco Sátiro (CBF) será o dono do apito. Nas assistências estão escalados Broney Machado (CBF) e Sousa Júnior (CBF), também de João Pessoa.

Prováveis escalações

Botafogo-PB: Genivaldo, Ferreira, Magno Alves, André Lima e Alex Cazumba; Zaquel, Pio, Doda e Lenílson; Frontini e Rafael Aidar. Técnico: Marcelo Vilar.

Campinense: Ivan, Zé Leandro, Moacri, Ittalo e Badé; Wellington, Marielson, Thiago Ferreira e Willian; Wanderley e Rodrigo Dantas. Técnico: Freitas Nascimento.

Severino Lopes

PBAgora

Na batalha de Fortaleza: Brasil tenta, mas goleiro do México ‘pega tudo’ e garante empate: 0 a 0

brasilDepois da suada vitória sobre a Croácia na estreia, o técnico Luiz Felipe Scolari já avisava: a virada no sufoco no Itaquerão tinha sido só o primeiro de muitos sustos que a seleção brasileira levaria dentro da Copa do Mundo. Ainda assim, ninguém estava preparado para o sofrimento vivido pela torcida da casa nesta terça-feira, no Castelão, em Fortaleza, contra o México. Depois de noventa minutos de muita briga, divididas ríspidas e sufoco de ambas as partes, a dona da festa teve de amargar um empate sem gols, deixando o time empatado com os próprios mexicanos no topo da tabela (o Brasil só leva vantagem no saldo de gols, dois contra um). O herói do jogo para os mexicanos foi o goleiro Guillermo Ochoa, que fez uma apresentação impressionante e evitou pelo menos três gols brasileiros. Mas não foram só os mexicanos quem escaparam de sofrer gols: a seleção pentacampeã penou diante dos tiros de longa distância da raçuda equipe visitante. Agora, Felipão precisa descobrir como reerguer seu time, que saiu abatido do gramado do Castelão, para continuar na luta pela taça. A seleção volta a campo na próxima segunda, em Brasília, para fechar a fase de grupos enfrentando Camarões, que pega a Croácia nesta quarta, em Manaus – as duas equipes perderam na estreia.

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O México apresentou seu cartão de visitas logo no primeiro minuto, com duas faltas duríssimas em sequência e os primeiros sinais de catimba, atrasando as cobranças, escondendo a bola, provocando. O ruído dos torcedores, que travavam uma guerra à parte nas arquibancadas, transformava o estádio em uma panela de pressão. Depois de um início atribulado, em que teve dificuldades para entrar no ritmo do jogo, o Brasil conseguiu construir o primeiro bom lance aos 10 minutos: Marcelo lançou Oscar pela esquerda, e ele cruzou rasteiro para Fred desviar, raspando a trave. O Brasil jogava firme, encarando o estilo bruto dos mexicanos, mas os visitantes não paravam de recorrer às faltas – Oscar e Neymar foram atingidos com violência pelos marcadores. Os brasileiros, porém, também batiam – pela segunda vez nesta Copa, Neymar, que entrou para o jogo pendurado com um cartão amarelo, acertou o cotovelo no rosto de um rival, desta vez o veterano capitão Rafa Márquez. Se esbanjavam vigor físico e espírito de luta, os mexicanos revelavam limitações técnicas. Mas ainda asim, na base da força e da vontade, sabiam igualar a partida, recorrendo aos chutes de longa distância para evitar o confronto direto com Thiago Silva e David Luiz, dois leões na zaga, e tentar superar Júlio César.

Aos 23, Herrera foi o primeiro a assustar, soltando uma pancada que passou por cima da meta brasileira. Aos 25, o goleiro Ochoa operou um milagre para evitar um gol de cabeça de Neymar, que subiu muito e aproveitou cruzamento preciso de Daniel Alves – a tecnologia da linha do gol mostrou que o goleiro espalmou exatamente sobre a risca. Aos 32, Neymar voltou a levantar a torcida da casa com uma incrível arrancada desde o meio – contra três marcadores, o camisa 10 acabou sendo desarmado quando preparava o arremate. Aos 34, depois de um escanteio batido da direita por Neymar, Fred cabeceou mas Ochoa defendeu outra vez. Aos 40, o México voltou a arriscar de longe, com Vazquez, que bateu com efeito, mas pelo lado esquerdo do gol de Júlio César. Três minutos depois, outra grande chance brasileira, com Paulinho, aproveitando uma sobra de bola após cobrança de falta pelo alto –Ochoa, de novo, bloqueou. Depois de muitos lances violentos, o primeiro a ser advertido pelo árbitro turco Cuneyt Cakir foi Ramires, que levou amarelo por derrubar Aguilar. Com o primeiro tempo encerrado, a seleção voltava aos vestiários com vantagem nas chances criadas, mas ainda em busca de atalhos para furar o bloqueio mexicano.

A arma a que Felipão recorreu foi o jovem Bernard, o mais franzino do time, que substituiu Ramires no intervalo. O técnico não temeu submetê-lo aos truculentos marcadores mexicanos. Pelo contrário: a aposta para vencer a pancadaria era na velocidade e no drible. Logo aos dois minutos, o caçula da seleção foi lançado por Daniel Alves, disparou pela direita e cruzou. A zaga mexicana colocou para escanteio. Aos 7 foi a vez de Guardado bater forte e de longe – Thiago Silva desviou de cabeça. Dois minutos depois, o México soltava outro petardo, agora com Aguilar. Era o pior momento do Brasil na partida, e os mexicanos sufocavam a equipe da casa. Num intenso bombardeio, Herrera chutou mais uma, de novo pelo alto, mas de novo com perigo. Enfim o México levou seu primeiro cartão, com Aguilar, mas a equipe visitante não se intimidava: continuava controlando as ações. Com o Brasil cada vez mais nervoso, a torcida fazia sua parte, cantando alto e não deixando de apoiar nem nos momentos mais delicados. Aos 16, numa das poucas escapadas do time de Felipão para o ataque, Vazquez atropelou Neymar e também foi advertido. Na cobrança da falta, Neymar bateu bem, mas a bola saiu ao lado do ângulo da trave defendida por Ochoa. O Brasil parecia colocar os nervos no lugar, voltando para o jogo.

Na metade da etapa final, Felipão trocou Fred, que fazia uma partida ruim, por Jô. No primeiro lance com o novo centroavante, quase o fim do sufoco: em jogada de Neymar, que matou no peito dentro na grande área, o craque chutou à queima-roupa, mas Ochoa brilhou mais uma vez. O Brasil tomava, enfim, as rédeas da partida, agora atuando claramente como o dono da casa. Mas os aguerridos mexicanos não se dobravam, mantendo a postura desafiadora que o time do técnico Miguel Herrera demonstrou durante a partida toda. Aos 30 minutos, depois de boa jogada criada por Bernard no lado esquerdo, Jô entrou na área e bateu cruzado, mas longe do gol. Entrando nos quinze minutos derradeiros, o ritmo do Brasil diminuía, assim com o o da torcida, que agora dava sinais de desconfiança. A onze minutos do fim, Thiago Silva fez falta violenta em Chicharito Hernández, um último recurso para impedir o gol dos mexicanos, e também ficou pendurado. Na batida, da entrada da área, Giovani dos Santos acertou a barreira. A partida entrava nos minutos finais com festa mexicana, ao som de Cielito Lindo, entoada a plenos pulmões pelos visitantes. Oscar, que começou bem mas caiu de produção ao longo da partida, deu lugar a Willian. Aos 40 minutos, Ochoa fechava uma atuação antológica com outra defesa extraordinária, em cabeceio firme de Thiago Silva, sozinho na pequena área, depois de falta batida por Neymar. Os minutos finais, porém, foram todos dos mexicanos, que deram mais dois grandes sustos no Brasil, com Guardado e Jimenez. Na saída dos times, a farra era verde e vermelha.

Veja

Caixa perde batalha em cinco tribunais e é obrigada a corrigir FGTS pela inflação desde 1999

FGTSDois juízes de uma mesma Vara Federal de Curitiba obrigaram a Caixa Econômica Federal (CEF) a corrigir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação, e não pela Taxa Referencial (TR), como manda a lei. O banco enfrenta quase 50 mil ações sobre o tema, e tem vencido a maioria.

 

Com as decisões, chega a cinco o número de Varas Federais a decidirem a favor da correção do FGTS pela inflação. Os outros casos ocorreram em Foz do Iguaçu (PR), Passo Fundo (RS), Campo Grande (MS) e Pouso Alegre (MG). Em janeiro, a Caixa informava ter vencido mais de 200 Varas e três dos cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs).

 

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As decisões de Curitiba foram tomadas pelos juízes Sílvia Regina Salau Brollo, titular da 11ª Vara Federal da capital paranaense, e Flavio Antonio Cruz, substituto, e divulgadas no início deste mês. A juíza Sílvia praticamente reproduziu a sentença de Cruz.

 

Desde 1991, o FGTS é corrigido pela TR. A partir de 1999, entretanto, a taxa – que é calculada pelo Banco Central – tem ficado abaixo da inflação, o que leva à perda do poder de compra dos saldos.

 

Como a lei do fundo fala em “atualização monetária”, indivíduos e associações têm movido ações para que a correção passe a ser feita por um indicador que meça a variação de preços, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Quase 50 mil já chegaram à Justiça, e a Caixa venceu  22.798 mil.

 

Inconstitucionalidade progressiva

O juiz Cruz, de Curitiba, escreveu que a TR teve o mesmo objetivo do confisco da poupança implementado pelo governo Fernando Collor (1990-1992): debelar a inflação por meio da redução do volume de dinheiro em circulação no mercado.

 

Na sentença, Cruz argumenta também que há uma “inconstitucionalidade progressiva” no uso da TR. Isso porque ela se distanciou progressivamente da inflação – e, nesse processo, perdeu a possibilidade de garantir a atualização monetária prevista na lei do FGTS.

 

O argumento de inconstitucionalidade progressiva é o mesmo usado pelo partido Solidariedade, de oposição, na ação em que pede o fim da TR como índice de correção do FGTS. O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 12 de fevereiro mas não tem prazo para ser julgado.

 

O juiz de Curitiba lembrou também que o trabalhador não pode tirar o dinheiro do FGTS quando quer, diferentemente da poupança, também corrigida pela TR.

 

“Não resta ao trabalhador outra opção senão a de aguardar as correções aplicadas pelo agente operador [a Caixa]. Os índices acabam sendo cogentes [impostos]”.

Ego

Chávez vai enfrentar complexa batalha contra câncer, diz chanceler

HugoO presidente venezuelano, Hugo Chávez, evolui positivamente de seu pós-operatório, mas terá que enfrentar “a batalha mais complexa e mais profunda” contra o câncer que o afeta, admitiu nessa quinta-feira (24) o chanceler Elías Jaua.

Jaua fez essas declarações por telefone durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida pelo ministro da Comunicação Ernesto Villegas, que disse que a evolução do estado de saúde do mandatário “é positiva, em um contexto difícil e complexo”.

“Podemos dizer que o presidente está em pleno processo de recuperação. Mas vem a batalha mais complexa e mais profunda contra a doença”, disse Jaua, que voltou de Cuba após uma visita a Chávez.

A declaração foi dada após o jornal “El País” publicar uma foto falsa de Chávez entubado, o que provocou diversas reações. A distribuição do jornal foi paralisada após a farsa ser descoberta.

O chanceler Jaua disse que esteve com o presidente na tarde desta quinta, ao lado do vice-presidente Nicolás Maduro, pelo ministro do Petróleo Rafael Ramírez, pelo governador e irmão de Chávez, Adán, e pela procuradora da nação, Cilia Flores.

“Abordamos juntos temas econômicos e políticos, as próximas eleições para prefeito”, disse Jaua, ao destacar que esteve com o presidente “várias vezes esta semana”.

“Nos encheu de muita satisfação a evolução satisfatória que vem registrando. No entanto, não queremos semear expectativas em torno de uma data de retorno” à Venezuela, destacou Villegas.

Chávez, de 58 anos, foi submetido no dia 11 de dezembro em Havana a sua quarta cirurgia de um câncer em um ano e meio. No início de janeiro, sofreu uma insuficiência respiratória causada por uma infecção, de acordo com o governo.

Desde a sua operação, o presidente não tem aparecido em público.

 

 

Da France Presse

Acessibilidade: a batalha dos estudantes com deficiência nas universidades

A conquista de uma vaga em uma universidade pública é um sonho para muitos jovens brasileiros. Dominar o conteúdo exigido no vestibular, no entanto, pode não ser o principal desafio para que um aluno consiga ingressar em instituições de ensino superior. Segundo relatos de candidatos com deficiência, as dificuldades começam antes mesmo de chegar aos locais dos exames que, muitas vezes, não oferecem a acessibilidade necessária.

Outras barreiras podem estar embutidas nas próprias questões que os alunos devem resolver nas provas, como contou Maria das Graças Morais, 21 anos. A jovem, que tentou o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) cinco vezes, coleciona relatos de problemas.

“Em uma das provas, uma questão deveria ser feita com base na observação da figura de uma bicicleta. Por incrível que pareça, na prova adaptada para o braille não havia a descrição da figura e na prova do ledor, que nos ajuda a saber o que está sendo pedido, também não havia a figura para que ele pudesse descrever o que estava vendo. Como eu poderia fazer aquela questão?”, questiona a jovem, que tem deficiência visual.

Dados do Censo da Educação Superior de 2010 apontam que em um universo de 6,3 milhões de estudantes matriculados em cursos de graduação, apenas 16.328 universitários são identificados como pessoas com deficiência. Desse número, 10.470 estão na rede privada. O dado mostra a realidade sobre a dificuldade de ingresso e permanência dos estudantes com deficiência no ensino superior no Brasil.

Ronan Alves Pereira é pai de Tomás Pereira, 20 anos, estudante cego do 5º semestre do curso de letras e tradução em inglês da UnB. Ele também acredita que o filho foi prejudicado por condições inadequadas nas provas da universidade. Em uma das vezes, o rapaz, que nasceu cego, fez o vestibular da instituição e foram identificados erros de grafia em enunciados e de transcrição para o braille.

“É uma situação muito grave encontrar uma cadeia química incompleta ou sinais trocados em equações matemáticas: no lugar do sinal de adição, o de subtração. O resultado nunca daria certo”, conta Ronan.

No entendimento de Tomás, há precariedade no atendimento ao aluno com deficiência.“O atendimento ao aluno e à família das pessoas com deficiência é extremamente precário. Além disso, não há vontade política de tirar as barreiras. Os problemas são questionados, mas não temos solução. Nas respostas, a universidade é omissa, discriminadora”, argumenta o estudante, que lamenta por muitos amigos com deficiência que não conseguiram entrar na universidade como ele.

“Identificamos várias divergências na prova, foram sucessivos recursos e uma longa jornada até conseguir entrar na faculdade. Há vários colegas que não têm oportunidade ou conhecimento dos recursos e ficam pelo caminho”, destaca.

Depois de algumas tentativas, Tomás conseguiu entrar na universidade. Para garantir a vaga, contou com a ajuda do pai que checou item a item da prova tradicional com a prova aplicada ao filho, em braille. As dificuldades, no entanto, não acabaram. Ele teve de enfrentar a falta de estrutura para a locomoção dentro do campus.

“Ir ao banheiro, por exemplo, é muito complicado, pois não há identificação nas portas. Outro problema é conseguir mesa para colocar o teclado de braille, que é grande e não cabe em uma mesa comum. Nem todos os professores se dispõem a compartilhar a sua própria mesa comigo”, conta ele, que diariamente é obrigado a desviar de bebedores, cadeiras e outros obstáculos com auxílio de uma bengala. É ela que o ajuda a identificar, quando há piso tátil, o caminho para onde quer chegar.

Luiz Antônio Bichir Garcia, 25 anos, é calouro na UnB. Aluno do primeiro semestre de história, Garcia, que sofre de uma paralisia cerebral, precisa de estrutura adaptada para acompanhar as aulas. Ele é cadeirante, tem atrofia nas mãos, não lê e nem escreve. Conta com ajuda de sete tutores da universidade para gravar as aulas e os textos trabalhados pelos professores, além da locomoção pelo campus.

O pai do jovem, Luis Antônio Garcia, que o acompanha diariamente, diz que a estrutura não é adequada, mas acredita que há uma preocupação da instituição em avançar.

“O campus tem muitos problemas para o deslocamento de cadeirantes. As calçadas são esburacadas, as rampas de acesso são muito íngremes e os banheiros não são adequados. Mas a universidade oferece certo apoio aos estudantes e estamos otimistas. Acreditamos que, aos poucos, as coisas vão melhorar”, diz.

Agência Brasil

No Dia da Rússia, empate com Polônia na nova batalha de Varsóvia

A conturbada relação entre russos e poloneses começou na Idade Média. Depois, se agravou no fim da Primeira Guerra Mundial, na Batalha de Varsóvia, se estendeu pela Segunda Grande Guerra e deixou muitas cicatrizes. Nesta terça-feira, justamente no Dia da Rússia, as duas seleções se confrontaram no estádio de Varsóvia, pela segunda rodada da Eurocopa, em clima muito tenso fora de campo. Em passeata antes da partida para comemorar o Dia da Rússia, tudo começou na paz, mas depois hooligans dos dois países acabaram brigando. O saldo foi de três feridos e mais tensão para a partida. Em campo, no entanto, a briga foi apenas pela vitória. E na nova batalha de Varsóvia, ficou tudo igual. O empate por 1 a 1, com cada seleção dominando um tempo, adiou a definição do Grupo A da Eurocopa 2012 para a terceira e última rodada.

Dzagoev, autor de dois gols na vitória na estreia sobre os tchecos por 4 a 1, marcou o gol russo, no primeiro tempo, e se isolou na artilharia da competição. Na segunda etapa, Blaszczykowski, o Kuba, empatou a partida, aos 11 minutos, tornando o resultado final mais justo.

Jakub Blaszczykowski e Sergei Ignashevich, Polônia x Russia (Foto: Agência Reuters)Jakub Blaszczykowski, o Kuba, e Ignashevich: partida é marcada por muita luta (Foto: Agência Reuters)

O time russo, comandado pelo camisa 10 Arshavin e com outras boas atuações individuais no primeiro tempo, mostrou superioridade técnica e tática nos primeiros 45 minutos, mas foi dominado pelos poloneses na segunda etapa Comandados pela garra de Polanski, Lewandowski e Kuba, por pouco não saíram com a vitória.

Na terceira e última rodada da primeira fase, no próximo, sábado, os russos, com quatro pontos ganhos, encaram os gregos e precisam de apenas um empate para ficar com uma das vagas. Os poloneses, que na primeira rodada empataram com a Grécia, pegam os tchecos precisando vencer. As duas partidas serão no mesmo horário, às 15h45.

Um dado curioso no Estádio Nacional de Varsóvia: na segunda etapa, o sistema de som mandou um recado aos russos de que eles ficariam 20 minutos no estádio após o fim da partida, por motivos de segurança, para evitar confrontos. Só que o anúncio foi em polonês.

Rússia sai na vantagem

A batalha da Varsóvia no Estádio Nacional começou com empenho e velocidade tanto de russos como de poloneses. Se a Rússia forçava as jogadas pela direita com um Arshavin cada vez tomando as rédeas para comandar as ações do time, a Polônia tinha no grito de seu povo na arquibancada o estímulo para se atirar ao ataque. E foram justamente os anfitriões que mandaram o primeiro torpedo para a área. Aos seis minutos, o camisa 10, Obraniak, levantou na área para Boenisch mergulhar de cabeça. O triunfo parou na grande defesa de Malafeev, veloz e com reflexo apurado.

A Rússia buscava a penetração tocando a bola até encontrar espaços para o lançamento perfeito. A Polônia, não. Era mais ação. Pintava brecha, era só soltar o foguete. Lewandowski tentou, aos 10, mas a bola subiu. Pouco depois, surgiu a inspiração em toque de bola que lembrou até o Barça. Polanski marcou, mas estava impedido, e o lance foi marcado em cima pela arbitragem. Uma pena, pela beleza da jogada.

Os poloneses descobriram a brecha na marcação russa e repetiram o bom toque de bola. Sempre sob a regência de Obraniak, bem acompanhado por Polanski. Mas a bola fugiu do domínio de Lewandowski. Do lado russo, Arshavin começava a apelar para as jogadas individuais. E se saía bem.

Aos 27 minutos, a Rússia ficou a um centímetro do tiro fatal. Kerzhakov fez boa jogada pela direita e centrou rasteiro para a entrada de Arshavin, que por pouco, muito pouco, pouco mesmo não tocou na bola para completar para as redes.

A partir daí, o contra-ataque russo começou a entrar. Kershakov começou a se redimir da má atuação na primeira partida. Zhirkov, pelo lado esquerdo, já começava a subir bem para o ataque, aumentando as opções. O toque de bola e a boa organização tática voltaram a conter a empolgação polonesa.

Em falta pela esquerda, o camisa 10 encontrou o caminho do gol russo. Arshavin bateu cirurgicamente na área. Dzagoev, que vinha de trás, levou a melhor sobre a zaga polonesa e testou firme, sem defes para Tyton, aos 36, abrindo o placar e marcando seu terceiro gol na Eurocopa, disparando na artilharia. Como ponto negativo, dois sinalizadores foram jogados ao campo pela torcida russa. O fato deverá gerar punição para a Federação Russa.

Os poloneses quase devolveram o gol na mesma moeda dois minutos depois, em petardo de Dudka bem defendido por Malafeev. Fora isso, o domínio russo ficou evidente. O time encaixou as jogadas, com Shirokov, Ziryanov e Denisov acertando o toque de bola com Arshavin. Na frente, os deslocamentos de Kerzhakov e o sempre perigoso Dzagoev por pouco não levaram a equipe a ampliar o placar. Fim do primeiro tempo, era justíssima a vantagem.

Empate polonês

O segundo tempo começou fervendo, com a Polônia partindo com tudo. Logo com 5 minutos, Lewandowski, lançado na área, só não empatou porque Malefeev saiu bem e impediu a finalização do atacante.

Os russos repetiram a tática do primeiro tempo. Procuravam, no toque de bola, conter o ímpeto polonês e dar o contra-ataque mortal. Arshavin era sempre o pensador, mas já começava a abusar do excesso de toques. E foi o preciosismo do camisa 10 ao tentar fazer o passe que iniciou o contra-ataque mortal polonês. Em jogada pela direita, Blaszczykowski, o Kuba, bem lançado, cortou para o meio e fuzilou, de canhota, num golaço que levou o estádio Nacional à euforia, aos 11 minutos.

A partida cresceu em emoção. Denisov e Lewandowski se estranharam numa jogada, mas não houve nada mais sério. Polanski teve a chance de desempatar, mas Malefeev fez outra grande defesa.

Dick Advocaat, técnico holandês que comanda a Rússia, trocou Kerzhakov por Pavlyuchenko. Smuda tirou Dudka e pôs Mierzejewski, deixando a Polônia mais ofensiva ainda. Kuba e Lewandowski ganhavam na velocidade. Os russos, cansados, tentavam a vitória no contra-ataque. A torcida empurrava os poloneses, que perderam Polanski. O camisa 7 saiu machucado. Mas o time buscou a vitória até o fim. Obraniak, substituído aos 47 minutos, chutou o ar protestando pela substituição. Queria bater a falta no último lance. Era a luta pela vitória. Mas a torcida saiu satisfeita com o empenho da equipe. Pelo menos, a batalha não foi perdida.

polônia 1x 1 rússia
Tyton; Piszczek, Wasilewski, Perquis e Boenisch; Dudka (Mierzejewski) Polanski, Murawski, Blaszczykowski Kuba e Obraniak (Brozëk); Lewandowski Malafeev; Anyukov, Ignashévich, Berezutsky e Zhirkov; Shirokov, Denisov, Ziryanov e Dzagoev (Izmailov); Arshavin e Kerzhakov (Pavlyuchenko)
Técnico: Franciszek Smuda Técnico: Dick Advocaat
Gols: no primeiro tempo, Dzagoev, aos 36 minutos. No egundo tempo, Blaszczykowski Kuba, aos 11 minutos.
Cartões amarelos: Lewandowski (POL) e Denisov e Dzagoev (RUS).
Local: Estádio de Varsóvia. Data: 12 de junho de 2012. Arbitragem: Wolfgang Stark (Alemanha), auxiliado pelos compatriotas Jan-Hendrik Salver e Mike Pickel.

Fonte