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Vasco vence Bangu e encara o Flamengo na final do Carioca

Não foi uma atuação de gala, mas o Vasco conquistou a classificação para a final do Campeonato Carioca. Neste domingo, o Cruz-Maltino venceu com dificuldades o Bangu pelo placar de 2 a 1, no Maracanã, pela semifinal da competição. Os gols da partida foram marcados por Bruno César (de pênalti) e Yan Sasse para os vascaínos. Yaya Banhoro diminuiu para os Alvirrubros.

Com o resultado, o time comandado por Alberto Valentim vai duelar contra o Flamengo na final e lutará pelo 25º título da competição em sua história. O primeiro jogo vai acontecer no próximo domingo, às 16h, também no Maracanã. Vale lembrar, que não há vantagem para nenhum dos times na decisão.

DESLIGADO

A proposta do Vasco no início do jogo foi reter a posse de bola, mas encontrou dificuldades para impor o ritmo de jogo. O Cruz-Maltino pecou na qualidade nos passes, sofreu sustos na defesa e pouco arriscou, com apenas dois chutes. O Bangu aproveitou a situação para criar oportunidades e conseguiu oito finalizações para assustar os adversários. Jairinho, Anderson Lessa, Marcos Junior e Yaya Banhoro foram os destaques do Alvirrubro.

NA BRONCA…

A torcida do Vasco começou a ficar impaciente com a apatia do time. Assim, uma substituição feita por Valentim confirmou a insatisfação: Rossi saiu machucado para dar lugar a Yan Sasse. Imediatamente, o Maracanã veio abaixo. Os gritos de ‘burro’ ecoaram no estádio e a saída para os vestiários foi bastante conturbada.

ANIMOU

Na volta para etapa final, o Cruz-Maltino voltou mais ligado e abriu o placar. O árbitro de vídeo (VAR) foi bem acionado ao marcar pênalti em cima de Lucas Mineiro após cobrança de escanteio. Na marca da cal, Bruno César bateu e comemorou o gol. Entretanto, o Bangu não se rendeu e partiu para cima. Três minutos depois, Yaya Banhoro recebeu cruzamento rasteiro e igualou o placar.

REDENÇÃO

Yan Sasse entrou contestado e respondeu à torcida porque merece a vaga de titular. O meia marcou um belo gol ao colocar a bola no ângulo após boa trama entre Bruno César e Cáceres. Em seguida, o treinador Alberto Valentim, aliviado, ajoelhou-se ao gramado e tirou um peso das costas.

ATÉ O FIM

Depois dos gols, as equipes diminuíram o ritmo, mas buscaram balançar a rede. O Vasco tentou manter o placar, enquanto o Bangu arriscou mais, porém o cansaço pesou e as jogadas não tinham a mesma qualidade. No fim, os jogadores se desentenderam, mas o árbitro agiu bem com os cartões. Fora isso, o Vasco fechou com o vitória e vaga na decisão do Estadual.

FICHA TÉCNICA 

VASCO 2×1 BANGU

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 07/04/2019 – 16h
Árbitro: Rodrigo Carvalhães de Miranda (RJ) – Nota L!: 7,0 – conduziu bem o jogo e foi bem na marcação de pênalti em Lucas Mineiro.
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Carlos Henrique de Lima Filho (RJ)
Público / Renda: 19.786 / 560.680,00
Cartões Amarelos: Rossi, Yan Sasse, Yago Pikachu (VAS), Felipe Dias, João Lucas, Marcos Júnior, Anderson Penna (BAN)

Gols: Bruno César (7’/2º) (1-0), Yaya Banhoro (10’/2ºt), Yan Sasse (14’/2ºt)

VASCO 
Fernando Miguel; Raul Cáceres, Werley, Ricardo Graça, Danilo Barcelos; Raul (Bruno Silva – intervalo), Lucas Mineiro, Bruno César (Lucas Santos – 21’/2ºt); Marrony, Rossi (Yan Sasse – 28’/1ºt), Tiago Reis. Técnico: Alberto Valentim.

BANGU 
Jefferson Paulino; João Lucas, Anderson Penna, Rodrigo Lobão, Dieyson; Felipe Dias (Tchô – 16’/2ºt), Marcos Júnior (Josiel – 36’/2ºt); Yaya Banhoro, Alex Chander (Robinho – 25’/2ºt), Jairinho, Anderson Lessa. Técnico: Ado Souza.

 

Lance

 

 

Eike Batista deixa Bangu e segue para prisão domiciliar no Rio

O empresário Eike Batista deixou a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta das 9h25 deste domingo (30) . Ele vai cumprir prisão domiciliar em sua casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul, após conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Eike chegou à sua mansão, escoltado pela Polícia Federal, às 10h15. Ele estava em um carro particular, que seguia atrás da viatura policial. O portão da casa já estava aberto e foi fechado tão logo o comboio acessou o imóvel.

Eike Batista chegou em casa, após sair de Bangu, escoltado pela Polícia Federal (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Eike Batista chegou em casa, após sair de Bangu, escoltado pela Polícia Federal (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

A prisão domiciliar inclui nove medidas cautelares, como a vistoria da Polícia Federal em casa sem aviso prévio, afastamento das empresas nas quais é sócio e entrega do passaporte. No total, são nove determinações (veja todas abaixo).

Empresário Eike Batista deixou o presídio de Bangu por volta das 9h25 deste domingo após três meses preso (Foto: Reprodução/GloboNews)

Empresário Eike Batista deixou o presídio de Bangu por volta das 9h25 deste domingo após três meses preso (Foto: Reprodução/GloboNews)

A decisão é do juiz federal de plantão, Gustavo Arruda Macedo, que atendeu a liminar do ministro do STF Gilmar Mendes, que na sexta-feira (28) concedeu habeas corpus ao empresário e considerou que não se justifica o argumento de que Eike deve ficar preso para não atrapalhar as investigações.

Veja as medidas que Eike deverá cumprir após sair da prisão:

  • Afastar-se ou continuar afastado da direção/administração das empresas envolvidas, em especial as empresas do Grupo X;
  • Proibição de manter contato com qualquer pessoa que seja ré ou investigada, em feitos que tramitam perante o Juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ou em outros processos relacionados à Operação Lava Jato (13ª Vara Federal de Curitiba) e seus desdobramentos;
  • Concordar com o levantamento permanente dos sigilos telefônico e telemático, enquanto durar a medida cautelar;
  • Recolhimento domiciliar integral, ressalvada situação de emergência médica, que deverá ser imediatamente comunicada ao juízo;
  • Atender a todas as comunicações judiciais;
  • Entregar na secretaria do juízo o(s) passaporte(s) que tiver no prazo de 24 horas, caso ainda não tenha feito;
  • Proibição de alteração de domicílio sem autorização judicial;
  • A defesa deverá manter o registro de todas as pessoas que ingressarem no imóvel em que a medida será cumprida, sendo certo que está proibida a visitação de pessoas que não sejam parentes ou advogados regularmente constituídos com procuração nos autos;
  • A Polícia Federal está autorizada a realizar visitas no imóvel em que a medida será cumprida, em qualquer dia da semana, sem prévia comunicação ou autorização do juízo, a fim de checar se todas as condições estão sendo cumpridas;

Eike teve a prisão preventiva decretada em janeiro, na Operação Eficiência, após dois doleiros dizerem que ele pagou US$ 16,5 milhões (ou R$ 52 milhões) a Sérgio Cabral, ex-governador do RJ, em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual.

Mas ele estava em Nova York quando a operação foi deflagrada e foi preso alguns dias depois, ao desembarcar no Galeão. O empresário já foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro e é réu em pelo menos uma ação, junto com Cabral e a ex-primeira-dama do RJ, Adriana Ancelmo, que também está em prisão domiciliar (Cabral segue preso em Bangu). A Operação Eficiência é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

A casa de Eike Batista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o empresário cumprirá prisão domiciliar (Foto: Reprodução/TV Globo)

A casa de Eike Batista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o empresário cumprirá prisão domiciliar (Foto: Reprodução/TV Globo)

Decisão de Gilmar Mendes

A defesa do empresário entrou com pedido de liberdade no Supremo por entender que não havia justificativa legal para que a prisão preventiva fosse mantida. No pedido de liberdade, disse que sua prisão foi decretada com base em outra investigação, ligada à Operação Lava Jato, em uma apuração sobre sua relação com a esposa do marqueteiro João Santana, Mônica Moura.

Além disso, disse que Eike não poderia ser preso pelos mesmos fatos de que é acusado nem somente por depoimentos de delatores e que as suspeitas remetem ao ano de 2011.

“Todas as decisões que envolvem o ora paciente eximem-se de indicar fato concreto e atribuível no sentido de que ele representaria um risco à instrução criminal – não se fala de testemunhas ameaçadas ou da possibilidade de destruição de provas – tampouco que ele, empresário nacionalmente reconhecido, represente risco à ordem pública ou econômica ao ser posto em liberdade’, diz o pedido de liberdade.

Na decisão, Gilmar Mendes afirma que os supostos crimes investigados, de corrupção e lavagem de dinheiro, são “graves”. Apesar disso, diz o ministro, teriam sido cometidos entre 2010 e 2011 e são “consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”.

“O paciente não é formalmente acusado de manter um relacionamento constante com a suposta organização criminosa liderada por Sérgio Cabral. Pelo contrário, a denúncia não imputou ao paciente o crime de pertencer à organização criminosa”, sustenta o ministro.

Assim, diz Gilmar Mendes, entre os supostos crimes e a decretação da prisão há um “lapso temporal considerável” e não há notícias de que Eike “tenha adotado ulterior conduta para encobrir provas”.

“O fato de o paciente ter sido denunciado por crimes graves – corrupção e lavagem de dinheiro –, por si só, não pode servir de fundamento único e exclusivo para manutenção de sua prisão preventiva”, afirma o ministro na decisão.

Para Gilmar, o “perigo que a liberdade do paciente representa à ordem pública ou à instrução criminal” pode ser substituído por medidas cautelares “menos gravosas” do que a prisão preventiva.

G1

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Eike Batista é transferido para a penitenciária Bangu 9, no Rio de Janeiro

eikeO empresário Eike Batista, preso na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal, foi transferido para a penitenciária Bandeira Stampa, na zona oeste do Rio de Janeiro. A cadeia é conhecida como Bangu 9 e integra o complexo de Gericinó. Antes da transferência, ele ficou por cerca de duas horas no presídio Ary Franco, na zona norte da capital fluminense, e teve a cabeça raspada.

No período da manhã, Eike Batista passou por triagem no presídio Ary Franco. A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informa o empresário foi transferido para Bangu 9 porque a unidade, de acordo com a pasta, atende a seu perfil. “Ele ingressou na porta de entrada para presos federais e, após ser avaliado, foi transferido para uma unidade de acordo com o perfil”, diz nota enviada pela secretaria.

Eike foi preso por policiais federais quando desembarcava no Aeroporto Internacional Tom Jobim, mais conhecido como Galeão, após voltar de Nova York. O avião da American Airlines pousou às 9h54. De lá, ele foi levado para passar por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico-Legal). A chegada ao presídio Ary Franco foi por volta de 11h20.

O pedido de prisão preventiva contra o empresário foi emitido pela Justiça Federal do Rio de Janeiro na última quinta-feira (26). Como Eike estava fora do Brasil, a Polícia Federal requereu a inclusão do nome dele na lista internacional de procurados pela Interpol .

Operação Eficiência

O ex-magnata, que já foi considerado como o homem mais rico do Brasil e sétimo mais rico do mundo, é investigado pela Operação Eficiência, que é um desdobramento da Lava Jato .  Proprietário do grupo EBX, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), que também está preso.

Eike Batista e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo , usando uma conta fora do Brasil. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações.
* Com informações da Agência Brasil

iG

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Aos berros, Garotinho vai para complexo penitenciário de Bangu onde está Cabral

Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Como aliados, os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) e Sérgio Cabral (PMDB) dividiram o mesmo palanque até a eleição de 2006. A partir desta sexta-feira, os arqui-inimigos vão compartilhar o mesmo complexo prisional, o de Gericinó, em Bangu. Após determinação da Justiça, Garotinho foi levado sob protestos para para o presídio José Frederico Marques, no Complexo de Bangu. Uma ambulância dos Bombeiros, acompanhada de policiais federais, pegou o ex-governador no Hospital Municipal Souza Aguiar, , no Centro do Rio, onde estava internado desde ontem após passar mal na superintendência da Polícia Federal. Mais cedo, Cabral foi encaminhado para Bangu 8, onde ficam os presos com ensino superior.

Acompanhado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e a filha e deputada federal Clarissa Garotinho, o ex-governador entrou na ambulância gritando para que não o levassem e pedindo respeito, “porque era um homem enfartado”.

– Me solta, me solta. Eu sou um enfartado. Vocês me respeitem – gritou com a voz bem rouca.

Rosinha também protestou, gritando:

– Meu marido não é ladrão. Deixa eu ir com ele. Eu quero ir com ele – protestou, ao lado da filha que também gritava para não levarem o pai para Bangu.

Vários funcionários foram para a porta do hospital e comemoraram a ida de Garotinho para Bangu, durante a saída da ambulância.

A temporada de Garotinho no Souza Aguiar irritou a Polícia Federal. A Secretaria municipal de Saúde informou hoje que, durante um exame de esforço, Garotinho relatou “dor intensa” no peito, o que pode indicar obstrução nas artérias. Os médicos, então, agendaram para a segunda-feira um cateterismo para investigar se há mesmo a interrupção. O hospital afirma que seguiu o “protocolo da Sociedade Brasileira de Cardiologia”.

O exame foi marcado para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá. A atitude, sem prévia comunicação às autoridades, irritou o delegado responsável pela investigação, Paulo Cassiano.

— A atitude do Souza Aguiar está sob suspeita para nós. Estamos tentando ver uma maneira de fazer a transferência. Foram marcados exames em outro estabelecimento hospitalar, mas isso não pode ser feito sem autorização do juízo, porque ele é um preso e está escoltado pela Polícia Federal — disse o delegado, antes da decisão da Justiça.

Procurada para comentar as críticas, a Secretaria de Saúde não respondeu.

Por ironia, foi Sérgio Cabral mesmo quem inaugurou a unidade de Bangu 8, em 2008. Por lá, já passaram o empreiteiro Fernando Cavendish, ex-amigo do peemedebista e hoje em prisão domiciliar, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o banqueiro André Esteves. Em Bangu 8, estão ex-diretores da Eletronuclear presos na Lava-Jato.

Da passarela da Avenida Brasil, pedestres aguardam a passagem do comboio com Cabral preso – Reprodução de TV

No caminho até a penitenciária, manifestantes se amontoaram nas passarelas na Avenida Brasil e gritavam palavras de ordem enquanto passava o comboio com Cabral. Na porta do presídio, também houve manifestação, assim como na porta da Polícia Fdederal, onde os manifestantes usavam guardanapos na cabeça, lembrando o episódio de um jantar de Cabral com empreiteiros em Paris.

Garotinho também foi encaminhado para o complexo prisional de Bangu após ter alta do hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. O blog de Garotinho continua sendo atualizado mesmo depois de sua prisão. Hoje, uma postagem comemorou a prisão de Cabral.

Com o título “Cabral é preso por corrupção de R$ 224 milhões, bem diferente de Garotinho, acusado por dar Cheque Cidadão aos mais humildes”, o texto diz que “a hora de Sérgio Cabral chegou”.

BANHO DE SOL E VISITAS

Em um ofício enviado hoje à força-tarefa da Lava-Jato, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro, afirma que o sistema prisional do estado está em condições de receber e dar total segurança a Cabral. Em nota, a secretaria informou que todos os internos “são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento”.

Sérgio Cabral chega ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu – Reprodução de TV / Agência O Globo

O cardápio em Bangu 8 é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. No desjejum, são servidos pão com manteiga e café com leite. O lanche é pão com manteiga ou bolo. Os presos nas duas unidades de Bangu 8, a masculina e a feminina, têm que usar uniforme próprio do sistema penitenciário do Rio.

Bangu 8 foi inaugurado quando os últimos presos da Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, no antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Estácio, foram transferidos para lá. Bangu 8 herdou o nome dessa penitenciária, que tinha sido construída em 1976 como anexo da Penitenciária Milton Dias Moreira, e era destinada a presos políticos oriundos da Ilha Grande.

Antes de Bangu, outros complexos penitenciários ficaram em evidência por abrigar políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção. Na Papuda, em Brasília, ficaram os presos do mensalão. A unidade virou tema de marchinha de carnaval. Com a Lava-Jato, parte dos presos foi levada para a Superintendência da PF em Curitiba e, depois, para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais.

Manifestantes com guardanapos na cabeça acompanham saída de Cabral da PF – TASSO MARCELO / AFP

O Globo

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Luiz Antônio entra, time C do Fla reage e empata com Bangu por 2 a 2

Pelos primeiros 30 minutos, parecia que o Flamengo x Bangu no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, na tarde deste domingo, com 608 pagantes, 997 presentes e renda de R$ 14.860,00, seria mais um daqueles jogos de dar sono. Os rubro-negros, com a cabeça na Libertadores – o time enfrenta o Bolivar na altitude de La Paz nesta quarta-feira -, pouparam titulares e reservas e lançaram uma terceira equipe, de garotos, reforçada de Márcio Araújo. O Bangu não aspirava a mais nada na competição. Mas o jogo até reservou lances movimentados, com direito a duas bolas na trave dos alvirrubros, e terminou empatado pelo placar de 2 a 2.

Willien e Christiano fizeram 2 a 0 para o time de Moça Bonita. Mas Luiz Antonio, de volta no segundo tempo após as brigas na Justiça contra o clube, calou as vaias da torcida e comandou a reação. Com o jovem Igor Sartori e o atacante Nixon, que fez os dois gols da equipe, foi o responsável pela melhora da equipe rubro-negra. Do lado do Bangu, o veterano Almir e os autores dos gols foram o grande destaque.

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Com o resultado, o Flamengo, campeão por antecipação da Taça Guanabara, termina a 14ª rodada da competição com 35 pontos ganhos. O Bangu, nono colocado, soma 17. Na saída do campo, Luiz Antonio não escondia o alívio pelo bom retorno e por ter superado as vaias iniciais dos torcedores, ainda ressentidos por ele ter entrado na Justiça contra o clube.

– Eu estava esperando que iam acontecer (vaias) um pouco. Faz parte do futebol. Estou me preparando. A cabeça está boa e o torcedor vai apoiar. Em meu primeiro lance dei o passe para o gol.

O Flamengo volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Bolívar, em La Paz, pela Libertadores. Pelo Carioca, encerra sua participação na primeira fase contra o Nova Iguaçu, no próximo domingo, contra a Cabofriense. O Bangu pega o Boavista na última rodada.

Nixon e Heitor, Flamengo x Bangu (Foto: Fabio Castro/Agência Estado)Vigiado por Heitor, Nixon, autor dos dois gols do Fla, tenta bater a gol  (Foto: Fabio Castro/Agência Estado)

Pressão banguense

O primeiro tempo começou cheio de falhas coletivas e individuais das duas equipes. Os garotos rubro-negros, que buscavam aproveitar a chance de disputar uma partida profissional, sequer mostravam velocidade nas jogadas. Bons na marcação, os alvirrubros tinham no veterano Almir a referência no meio-campo, e nos minutos finais da primeira etapa conseguiram se organizar no ataque para chegar ao gol e à vantagem, com justiça.

Quem começou buscando o gol foi o Fla. Com as equipes ainda esquentando a turbina, Nixon perdera logo boa chance. Mas o time esbarrava na falta de rodagem. Márcio Araújo, o mais velho dos rubro-negros, tentava emprestar sua experiência. O meio-campo, no entanto, pecava na lentidão e pouca inspiração criativa, principalmente de Mattheus.

Do lado do Bangu, Almir lançava os laterais. Christiano bateu cruzado, e Willien perdeu o tempo da bola por um milésimo de segundo. O Fla tentava dar o troco. Rodolfo bem que tentava, e tentou por três vezes seguidas, abrir o placar. Primeiro numa cabeçada, que Rafael Silva espalmou. No rebote, bateu mais duas vezes, e o camisa 1 banguense salvou. Mas dos 30 minutos em diante, só deu Bangu. Willien mandou na trave. Na bola parada, Almir fez Luan trabalhar. Aos 43, a melhor jogada, pelo meio: Rodrigo Pinho girou e deixou Willien livre para fazer 1 a 0. Almir ainda mandou falta na trave, com Luan também espalmando. O Fla ainda saiu no lucro com a desvantagem mínima.

Reação do Fla

Esperava-se um Flamengo mais organizado na segunda etapa. Mas o Bangu nem demorou a se aproveitar da marcação confusa da defesa. Em lançamento longo, Digão se atrapalhou no combate a Willien, e a bola sobrou para Christiano bater cruzado e ampliar o placar, logo aos 3 minutos.

O técnico Marcelo Buarque resolveu mexer e sacou Rodolfo para lançar Luiz Antonio, de volta ao time após várias brigas judiciais contra o clube. As vaias da torcida chegaram, mas o volante as calou e mudou a partida. Foi dele a jogada para o primeiro gol rubro-negro. Pela direita, foi à linha de fundo e centrou rasteiro para Nixon apenas tocar para as redes, aos 14 minutos. O time melhorou e, na pressão, chegou logo ao empate. Igor Sartori, que já aparecera bem em alguns lances na primeira etapa, bancou o garçom para Nixon. O passe foi na medida, e o camisa 29 marcou seu segundo gol na partida, segundo também dos rubro-negros, aos 20 minutos.

Vestido com o terceiro uniforme, preto, o Flamengo começou a cansar, e o técnico mexeu novamente, trocando Igor Sartori, que teve boa atuação, por Douglas Baggio. Mário Marques, técnico do Bangu, já sacara Rodrigo Dantas para lançar Douglas Tuchê e Rodrigo Pinho para pôr Giovani. O meia alvirrubro e Mattheus, um pouco melhor na segunda etapa, perderam chances de fazer o gol da vitória para seus times. No fim, a melhor oportunidade foi de Willien. Mas o empate fez justiça à partida.

 

 

Globoesporte.com

Flu vence o Bangu, passa para semi em 1º do grupo e ‘elimina’ Fla de novo

samuelA atuação pode não ter sido de empolgar. Mas os gols de Rhayner aos cinco minutos do primeiro tempo e de Sobis aos 46 do segundo, deram os três pontos ao misto do Fluminense na vitória por 2 a 0 sobre o Bangu, na tarde deste domingo, em São Januário, pela última rodada da Taça Rio. Que, junto com a derrota do Resende para o Boavista por 3 a  2, asseguraram aos tricolores a classificação em primeiro lugar no Grupo B, com 16 pontos. Com isso, passaram o time do Sul Fluminense na tabela e não enfrentarão o Botafogo, primeiro colocado do Grupo A, na semifinal. O duelo será com o Volta Redonda, no próximo fim de semana, com a vantagem do empate. Os alvinegros, campeões da Taça Guanabara, ficaram em primeiro no Grupo A, e enfrentarão o Resende na semifinal. Clássico Vovô, por enquanto, só na decisão da Taça Rio, se os dois gigantes cariocas vencerem seus adversários.

De quebra, a equipe das Laranjeiras  ainda sentiu o gostinho de “eliminar” o seu grande rival mais uma vez na competição. O Flamengo tentava obter a vaga no TJD ao pedir anulação do resultado da partida empatada por 1 a 1 com o Duque de Caxias, pela quinta rodada. Alegava interferência externa em um gol anulado do atacante Hernane. Se o tribunal entendesse a necessidade da realização de novo jogo, o clube da Gávea, com dez pontos, teria a possibilidade de alcançar o Flu caso ele perdesse a partida para o Bangu.

A festa, portanto, foi completa em São Januário, que teve um público de 1.883 e 855 pagantes, com renda da R$ 14.065,00. E enquanto o Flu segue na luta pelo bicampeonato carioca e a conquista da Libertadores, o Bangu, que termina na lanterna do Grupo  B, com apenas três pontos, vai demorar a voltar em campo em 2013. Isso porque a equipe de Moça Bonita já foi eliminada da Copa do Brasil na primeira fase, pelo Betim (antigo Ipatinga).

Algoz na partida da equipe alvirrubra ao marcar o segundo gol no fim da partida, Rafael Sobis, destaque tricolor, não escondia o alívio com a classificação em primeiro lugar no grupo.

– Nosso maior medo era o resultado do jogo do Resende nos favorecer e não conseguirmos vencer. Que bom que os gols estão acontecendo e as oportunidades estão surgindo. Tinha acertado a trave e em uma outra chance o zagueiro tirou em cima da linha. Fico feliz (pelo gol).

Gol em ritmo forte

E o início parecia bem promissor de gols para o Flu. Bastou o árbitro Péricles Bassols dar a saída para o time ensinar como não se dá chance ao azar: lançou-se logo ao ataque para decidir de cara. Nos dois primeiros minutos, o misto ficou bem quente:  usou o lado esquerdo, com Monzón, Felipe, Sobis e Samuel caindo por ali para surpreender. E depois de dois escanteios seguidos, a jogada do gol saiu pelo outro lado. Sóbis virou na direita para Wallace, que centrou mascado. Rhayner – ele mesmo – até não matou bem a bola, mas soube girar e bater com categoria para marcar seu segundo gol com a camisa tricolor: 1 a 0, aos cinco minutos.

O gol saía no tempo certo para dar tranquilidade à equipe e esfriar qualquer tentativa do Bangu de tentar comandar as ações. O time de Moça Bonita, já sem pretensões na tabela, desanimou tanto que o Fluminense, ainda na correria, teve até cacife para ampliar.  Todos do meio para a frente marcavam a saída de bola e faziam rodízio de posições para confundir a zaga adversária. Aos 10, Rafael Sóbis bateu falta rente à trave.

Flu relaxa

Só que o ritmo forte começou a cair por volta dos 25 minutos. Pouco depois, o alvirrubro assustou numa cobrança de falta do lateral Bruno Santos – a bola desviou e foi a escanteio. Com cinco jogadores no meio-campo e apenas Sérgio Júnior na frente, o Bangu suava mais a camisa para ganhar a posse de bola na meia cancha. O problema é que Ives, Araruama, Mayaro, Eudes e Gilmar, por mais que crescessem no desarme, não tinham a inspiração e habilidade necessárias para municiar o solitário atacante banguense.

A queda de ritmo tricolor irritava, e muito, o técnico Abel Braga. Se Felipe, Rhayner e Sóbis queriam jogo, o restante do time – principalmente Wallace, Fábio e Diguinho – perdia bolas bobas e aquela disposição do início da partida. Sorte que Gilmar e Mayaro mostraram péssima mira em boas jogadas do Bangu no fim do primeiro tempo. Na última, Sérgio Júnior aproveitou-se do cochilo de Digão e chegou perto do gol, mas resvalou a bola sem força, possibilitando ao goleiro Ricardo Berna o desvio com a coxa para escanteio. Mas o recado estava dado: se o Flu continuasse naquele ritmo, o alvirrubro ensaiaria uma reação.

Vitória assegurada

O Flu bem que tentou voltar melhor, mas aos poucos foi dando campo ao Bangu, principalmente com os constantes erros de passe de Diguinho. `Por sorte, a equipe de Moça Bonita não transformava a posse de bola em situações de gol. A virada do Boavista sobre o Resende também dava mais tranquilidade ao time das Laranjeiras, que com a vitória em São Januário garantia o primeiro lugar do Grupo B.

E olha que o Fluminense ainda teve outra boa chance, numa linda jogada iniciada por Rhayner, pela direita. A bola chegou a Felipe, destaque da equipe, que tocou por cima na medida para Sobis mandar na trave.

Abel resolveu mexer no Flu tirando Rhayner, novamente o mais esforçado e eficiente do time. Quis dar ritmo ao jovem Eduardo. E o Flu quase viu a vitória escapar aos 29, quando Ricardo Berna fez duas defesas sensacionais, em chutes de Mayaro e, no rebote, Wellington Junior – que entrara no intervalo no lugar de Eudes.

Antes de sair para a entrada de Fernando, Samuel por pouco não ampliou o placar. Depois, Abel botou mais um garoto em campo – Biro-Biro – no lugar de Felipe. Os dois meninos deixaram o time mais veloz e tiveram a chance de ampliar. E aos 46, após erro da defesa do Bangu, Biro-Biro rolou para Sóbis mandar para as redes e completar a festa tricolor.

 

Globoesporte.com

Com muito sofrimento, Flamengo vira sobre o Bangu e respira na Taça Rio

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

O Flamengo respira na Taça Rio. Com o alívio da primeira vitória de Jorginho no comando da equipe, mas sem uma atuação convincente e que agrade ao torcedor. Na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro até que finalizou muito (24 vezes), mas sofreu para virar o jogo sobre o Bangu. O placar de 2 a 1 ameniza o clima, a pressão e dá mais tranquilidade para os próximos desafios. E mais moral para Rodolfo, de 19 anos. Ele entrou no segundo tempo no lugar de Carlos Eduardo e foi o responsável por dar nova cara ao time, que esteve modificado nesta quarta: não contou com Léo Moura e Ibson, teve Luiz Antonio improvisado na lateral direita, e Gabriel titular no setor de criação.

Rodolfo, com uma bomba na gaveta, fez seu primeiro gol no time principal rubro-negro. Desta vez, Hernane não estava junto para roubar a bola açucarada, como fez contra o Nova Iguaçu, na quinta rodada da Taça Guanabara. João Paulo, já no finzinho, também fez seu primeiro pelo Fla, em falta batida para a área que Ives desviou contra a própria meta. A arbitragem, porém, deu o gol para o lateral-esquerdo. Sérgio Júnior havia anotado o gol do Bangu, logo no início do jogo.

A renda somou R$ 23.630, para um público pagante de 1.222 pessoas (1.660 presentes). Com a vitória, o Flamengo chegou a quatro pontos no Grupo B da Taça Rio e aparece na terceira colocação. O Bangu é penúltimo, com dois.

– As coisas não estavam acontecendo. A equipe veio de derrota na semifinal, perdeu o primeiro jogo, jogou razoavelmente na minha estreia. Estávamos mandando no jogo, tomamos um gol bobo. E é típico do Flamengo a raça. Esse é o espírito. Mas teve qualidade, tivemos oportunidades. Só faltou a conclusão final, mas a coisa vai acontecer – avaliou o técnico Jorginho, logo após o jogo.

O Flamengo volta a campo neste domingo, como mandante, em Moça Bonita. O adversário será o Audax Rio às 16h (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Bangu visita o Resende, no Estádio do Trabalhador.

Gol relâmpago, falha de Luiz Antonio e vaias

Tabelinha, cruzamento, gol. De Sérgio Júnior, do Bangu. Com três minutos de jogo, o primeiro tempo começou mal para o Flamengo. Para piorar, com uma falha de marcação justamente envolvendo uma das modificações feitas por Jorginho na equipe. Com Léo Moura poupado, Luiz Antonio ganhou uma chance improvisado na lateral direita. Mas o volante demorou a se acostumar na função e não acompanhou o atacante alvirrubro no primeiro lance em que foi exigido na marcação. Hugo cruzou da direita, e Sérgio Júnior desviou a bola para o fundo da rede de Felipe.

Com defensores que jogam há mais de um ano juntos, o Bangu mostrou organização defensiva e deu trabalhou ao ataque do Fla, pouco criativo quando precisa furar barreiras. Com Rafinha bem marcado pelos adversários, Carlos Eduardo apagado e Hernane recuando excessivamente para buscar o jogo, coube a outra aposta do técnico aparecer. Gabriel se movimentou bastante dos dois lados do campo e criou as melhores chances. Faltou acertar a pontaria. Em duas oportunidades, saiu na cara de Getúlio Vargas, mas tirou demais do goleiro. Para fora, aos 14 e aos 41. O cenário da estreia de Jorginho se repetiu, e as vaias surgiram já no intervalo.

Rodolfo muda o jogo, e Fla vira com gol contra

O descontentamento da torcida foi o mesmo do comandante rubro-negro. Logo de cara no segundo tempo, trocou Luiz Antonio por Renato e deslocou Elias para a ala direita. Sem lateral-direito de ofício no banco, novo improviso. Outro que deixou o campo, sem ser notado, foi Carlos Eduardo, que deu vaga a Rodolfo. E o jovem foi o responsável por acordar um Fla que agonizava por criatividade em campo. Aos 20, ele recebeu de Rafinha na entrada da área, de costas para o gol, girou e colocou a bola no ângulo de Getúlio Vargas. Foi o primeiro gol do meia-atacante no time principal do Flamengo. E foi um golaço.

Como um passe de mágica, o Rubro-Negro cresceu no jogo. Virou pressão. Mas a única coisa que não mudou foi a pontaria. Debaixo do gol, Renato chutou por cima do travessão após escanteio. Rafinha invadiu a área e finalizou à direita da meta alvirrubra. E Nixon, que entrou no lugar de Hernane, perdeu a chance mais clara: livre na área, recebeu ótimo passe de Rafinha, mas concluiu para fora na saída de Getúlio Vargas.

O único que acertava o gol era Rodolfo. Aos 24, ele aproveitou um arremate cruzado de Renato e escorou na área, mas Getúlio fez grande defesa com os pés. E quando o jogo encaminhava-se para um empate, João Paulo cobrou falta para a grande área, Ives raspou a cabeça na bola e marcou contra. Na súmula, o árbitro deu o gol para o lateral-esquerdo. Desespero alvirrubro, festa rubro-negra. Sem vaias.

 

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Loco brilha, Botafogo bate o Bangu e vai à sua primeira final no Engenhão

Se o jogo é decisivo, Loco Abreu é protagonista. Em noite de fortes emoções no Engenhão, o Botafogo fez de tudo para se complicar diante do Bangu – errático, porém valente – mas, com três gols do uruguaio, que isolou a fase irregular, e um de Maicosuel, passou finalmente à sua primeira final no estádio, sua casa há cinco temporadas.

A vitória por 4 a 2 classifica o Alvinegro à decisão da Taça Rio, para enfrentar o vencedor de Vasco e Flamengo, que se enfrentam neste domingo. Lucas (contra) e Sérgio Júnior descontaram. Além dos três gols, Loco Abreu também chamou a atenção por mais um pênalti perdido – para fora -, o sexto nos sete últimos que cobrou. O jogo de seis gols foi acompanhado por 15.757 pagantes (19.786 presentes) e teve boa presença da torcida do Bangu.

Domínio alvinegro

Não foi difícil decifrar, logo nos primeiros minutos, quem controlaria as ações do jogo. Impetuoso, o Botafogo não deu chance ao Bangu, que preferiu adotar o máximo de cautela e só se expor nos eventuais contra-ataques. O problema é que a saída de bola era deficiente. Com uma marcação compacta, o time de Oswaldo de Oliveira comprovou a boa fase da retaguarda e neutralizou o rival.

Na frente, o lado direito era uma avenida para Lucas, que deitou e rolou sobre Renan Oliveira. Os gols só não saíram a partir de tabelas suas com Renato e Andrezinho porque os cruzamentos poucas vezes acharam o alvo certeiro. Ainda assim, Fellype Gabriel, bem colocado, esteve perto de marcar de cabeça. Em outra tentativa, o zagueiro Santiago tirou com a mão e o árbitro ignorou.

Do lado alvirrubro, era flagrante a falta que fazia o meia Almir, vetado momentos antes do jogo no vestiário. Ainda assim, o ex-alvinegro Thiago Galhardo não aproveitou a única brecha dada e isolou uma bola que caiu limpa em seus pés, na marca do pênalti. Durante o tempo técnico, o volante Renato colocou uma proteção no pé esquerdo e passou a preocupar. Bastaram dois piques para ver que não dava mais, e Maicosuel entrou. Fellype foi recuado para ajudar Marcelo Mattos.

O temporal na região do Engenhão cessou na hora da partida, mas a chuva de oportunidades continuou. Sem dar margem para críticas de outrora, o Glorioso explorava a fragilidade do adversário, que não pareceu a equipe consistente do turno. Aos 30 minutos, Loco serviu Fábio Ferreira, que desperdiçou, de carrinho. Aos poucos, Márcio Azevedo também passou a ser acionado, e a pressão se transformou em gol. Depois de escanteio de Andrezinho, o zagueiro devolveu a gentileza, escorando para o uruguaio completar e abrir o marcador, aos 41.

Cinco gols, muitos erros e Botafogo na final

Loco abreu botafogo gol bangu semifinal taça rio (Foto: Bruno Gonzalez / O Globo)Loco Abreu: o personagem da semifinal no
Engenhão (Foto: Bruno Gonzalez / O Globo)

Na volta do intervalo, o técnico do Bangu, Cleimar Rocha, tentou resolver os espaços atrás, com a entrada do lateral Gedeilson no lugar do meia Gabriel Galhardo, irmão de Thiago. Mas sua estratégia foi por água abaixo quando, em novo passe preciso de Andrezinho, Loco abriu caminho e meteu a cabeça nela, vencendo Willian Alves, que chegou muito depois e contribuiu desta vez.

A vantagem confortável, porém, não durou muito. Em cruzamento despretensioso do Bangu, Lucas cabeceou para trás e marcou contra: 2 a 1. A apreensão cresceu, mas o Botafogo soube controlar os nervos e seguiu melhor. Para virar show e pedir música no “Fantástico”, Loco tornou a brilhar. Aos 14, após lançamento milimétrico de Maicosuel, cabeceou com força e precisão, para levar os alvinegros ao delírio: 3 a 1.

O Bangu era valente. Dava orgulho a seus fiéis torcedores, apesar de ter marcado o segundo gol em outra jogada esquisita. Em lançamento longo na direção de Sérgio Junior, Jefferson furou ao tentar cortar, e o camisa 9 voltou a ameaçar a festa no Engenhão: 3 a 2. Faltavam vinte minutos, e o Bangu foi para cima. Deixou de ser franco-atirador para oferecer ao Alvinegro o papel de contragolpeador, que o aceitou perigosamente.

Com o duelo aberto, a partida esquentou, e Thiago Galhardo acabou expulso por falta duvidosa no meio de campo. Logo em seguida, Lucas avançou pela direita e caiu na área após ser puxado por Fernando Lopes fora dela. Loco teve a chance sacramentar a vaga na final, mas… errou o sexto pênalti em sete cobranças. Bateu para fora, à direita da baliza. A torcida se calou.

Nos minutos finais, o Bangu ainda tentou o gol de empate, com chutes de longe e bolas levantadas na área. Jefferson e a zaga alvinegra impediram.

E já nos acréscimos, quando o rival não tinha mais forças, Maicosuel, o melhor do segundo tempo, resolveu, depois de um bom passe de Márcio Azevedo: 4 a 2 para tranquilizar de vez a torcida alvinegra.

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