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Bactérias presentes no útero podem dificultar gravidez

Silenciosa, doença provocada pela ação de bactérias atrapalha a fixação do embrião

Especialistas descobriram que mulheres que passam por tentativas frustradas para engravidar podem sofrer com a ação dos conhecidos patógenos, que tornam o útero um ambiente difícil para a evolução da gravidez. No entanto, foram descobertos dois testes capazes de identificar quando existem bactérias nocivas na parte interna do órgão e qual a característica delas. Diante do resultado, é possível indicar a conduta apropriada e aumentar as chances de gravidez.

Segundo o especialista em reprodução humana assistida, Georges Fassolas, o útero, assim como qualquer cavidade do corpo, é povoado por bactérias que ajudam no funcionamento do órgão e por outras que atrapalham literalmente, provocando uma doença conhecida como endometrite crônica.

A infecção acontece na mucosa endometrial, ou seja, dentro do útero, onde o embrião precisa se fixar para que a gravidez evolua. De acordo com estudos recentes, a doença está presente em 40% das mulheres inférteis, 66% das mulheres com histórico de falhas de implantação e 57% das que sofrem com aborto de repetição.

Felizmente, há pouco tempo foram criados dois testes capazes de identificar a doença: ALICE (Análise de Infecção por Endometrite Crônica) e EMMA (Análise Metagenômica do Microbioma Endometrial), que são realizados apenas em pacientes que sofreram falha de implantação.

“Ainda não foi descoberto o que provoca o surgimento das bactérias ruins no útero, assim como ainda não se tem conhecimento sobre a função dos lactobacilos, as bactérias do bem, nesse órgão. Porém, acredita-se que a presença dos lactobacilos aumenta as chances de implantação”, explica Georges, que também é diretor da Clínica Vivitá.

O teste ALICE é capaz de identificar até nove patógenos responsáveis pela infecção na mucosa endometrial, como Mycoplasma, Ureaplasma, Enterobacteriaceae, Enterococcus, Streptococcus e Staphylococcus. Com o exame, é possível avaliar se o ambiente microbiano uterino está favorável à implantação do embrião. Caso o teste aponte a presença de bactérias nocivas, o médico é capaz de indicar o antibiótico específico para a solução do problema. Após a conduta, uma biópsia é feita para saber se o remédio teve a ação esperada.

Já o teste EMMA é capaz de identificar se o perfil das bactérias encontradas na mucosa endometrial é favorável à implantação do embrião. O teste permite saber se antes de tentar engravidar é necessário realizar um tratamento de infertilidade. “É possível identificar a população e a quantidade de lactobacilos. Se tiver quantidade inadequada, são aplicados óvulos vaginais de lactobacilos durante sete dias para melhorar a capacidade de fixação do embrião”, explica Fassolas.

Nos dois testes uma pequena amostra do tecido endometrial é coletada por biópsia, realizada no próprio consultório médico, sem necessidade de anestesia ou acompanhamento para a paciente. Os testes podem ser realizados em qualquer momento do ciclo menstrual. A única restrição é durante o ciclo menstrual.

Fassolas explica que outros fatores podem impedir que o embrião consiga se fixar no útero. “Não podemos pensar apenas que bactérias podem impedir o processo da gravidez. Existem outros fatores que também atrapalham, como trombofilia e fatores imunológicos, capazes de influenciar e diminuir a implantação dos embriões”, esclarece o médico.

Rose Oliveira

 

Bactérias intestinais usam chocolate amargo para produzirem anti-inflamatórios que reduzem a pressão

chocolateOs amantes de chocolate amargo podem comê-lo agora com muito menos culpa após descoberta que mostra o motivo dele ser tão bom para o corpo. Um estudo anterior sobre o consumo diário descobriu que chocolate amargo reduz a pressão arterial e é bom para o coração. Agora, os cientistas descobriram por que isso acontece.

A pesquisadora Maria Moore, da Universidade Estadual de Louisiana, disse: “Nós descobrimos que há dois tipos de micróbios no intestino: os bons e os ruins. Os bons micróbios, como Bifidobacterium e bactérias lácticas, fazem a festa com chocolate. Quando se come chocolate amargo, elas crescem e fermentam, produzindo compostos que são anti-inflamatórios. Isto, naturalmente, entra na corrente sanguínea e ajuda a livrar o coração e artérias de danos. As bactérias ruins do intestino, tais como Clostridium e algumas cepas de Escherichia coli (E.coli) provocam inflamação com muita facilidade, levando ao inchaço na região da barriga, diarreia e prisão de ventre”.

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A equipe testou três tipos de pó de cacau, a matéria-prima utilizada para fazer chocolate, num sistema digestivo artificial, que consiste numa série de tubos de ensaio modificados. O cacau contém os chamados polifenóis, compostos antioxidantes, tais como catequinas e epicatequina, e uma pequena quantidade de fibra dietética. “Em nosso estudo, verificamos que a fibra é fermentada e os grandes polímeros polifenólicos são metabolizados em moléculas menores, que são mais facilmente absorvidos”, disse o Dr. John Finley, que liderou a equipe de pesquisa Louisiana.

“Estes polímeros menores exibem atividade anti-inflamatória. Quando estes compostos são absorvidos pelo corpo, eles diminuem a inflamação do tecido cardiovascular, reduzindo o risco de longo prazo de acidente vascular cerebral”. O chocolate amargo contém um teor de cacau superior, aumentando este processo.

Combinando cacau com prebióticos – ingredientes indigestos de alimentos que estimulam o crescimento de bactérias – é susceptível de reforçar o processo com resultados benéficos, disse o Dr. Finley. “Quando você ingerir prebióticos, a população de micróbios benéficos do intestino aumenta e concorre contra quaisquer micróbios indesejáveis no intestino, como aqueles que causam problemas de estômago”, acrescentou.

Prebióticos são encontrados em alimentos como alho cru, farelo de trigo cru, cozido e farinha de trigo integral, e são especialmente abundantes na raiz de chicória crua. Eles também podem ser obtidos a partir de suplementos amplamente disponíveis. “Combinando chocolate amargo com frutas como romãs ou açaí também pode aumentar esses benefícios”, disse o Dr. Finley.

R7

Aparelho celular tem 10 vezes mais bactérias que um vaso sanitário

Ficou com nojinho? Então se prepare: seu celular tem 10 vezes mais bactérias que causam náusea e problemas estomacais do que um banheiro. É muita sujeira.

O problema, segundo a pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, é que os celulares ficam muito perto da nossa boca e em contato com as mãos – dois pontos cheios de bactérias. E eles ainda rodam de mão em mão, sem nunca serem limpos. Imagine a festa de microorganismos no seu telefone…

Mas eles não são os únicos sujinhos. Pesquisadores britânicos descobriram ainda que os caixas eletrônicos têm tantas bactérias quanto um banheiro público. E esse teclado de computador na sua frente também é vilão: tem 5 vezes mais sujeira do que a média das privadas.

É, não custa tomar mais cuidado e limpar, uma vez ou outra, seu celular ou o teclado.

Superinteressante