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Após briga por tablet, adolescente mata avós e dois primos

tabletUm crime brutal chocou os moradores da cidade de Marilândia do Sul, no norte do Paraná. Um adolescente, de 16 anos, confessou à polícia que matou os avós e dois primos, de 8 e 11 anos, na noite de quinta-feira (6), após brigar com a prima por um tablet. Os corpos foram encontrados na casa da família na sexta-feira (7) e enterrados na manhã deste sábado (8) no cemitério municipal.

A Polícia Civil descobriu o crime após o jovem ser apreendido com uma arma de fogo pela Polícia Militar quando saía do colégio. Em depoimento, o menor confessou o crime e deu detalhes de como matou parte da família.

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Segundo o delegado Marcos Felipe da Rocha Rodrigues, o adolescente disse que tudo começou após se desentender com a prima de 8 anos. O menor agrediu a menina por causa de um tablet, a avó não gostou e repreendeu o jovem. Então, os dois discutiram e o menor matou a avó utilizando um martelo. Na sequência, o adolescente pegou um taco de beisebol e matou as crianças.

“O avô não estava em casa. Assim que chegou tentou conversar com o neto, mas o adolescente, ainda em surto, matou o avô com uma ferramenta”, detalha Marcos Rodrigues.

Rodrigues afirmou ainda que o jovem faz tratamento psiquiátrico há seis anos e parou de tomar os remédios dois dias antes de cometer os crimes. “Ele estava em surto psicótico quando matou os avós e os primos. Deixou de tomar os remédios controlados, e isso pode ter sido a causa de toda essa tragédia”, constata o delegado.

Por medida de segurança, o adolescente foi transferido para outra delegacia. O delegado não revelou para qual cidade ele foi levado.

Antes de serem enterrados, os corpos foram velados na Câmara Municipal de Marilândia do Sul.

G1

Ramalho Leite – Netos nas cadeiras dos avós

Era a primeira eleição após a redemocratização do País. Na eleição municipal de 12 de outubro de 1947, Arlindo Rodrigues Ramalho, meu pai, a “candeia espevitada da UDN” como o apelidou Clovis Bezerra, alcançou, apenas, a primeira suplência de vereador à Câmara Municipal de Bananeiras.Nas eleições seguintes, em 1951 e 1955 seria o segundo mais votado entre todos os eleitos,chegando à Presidência do Legislativo, de onde saiu para assumir a Prefeitura de Borborema.

                Nesta eleição de  2012, Augusto Carlos Bezerra Aragão Filho, o Guga Aragão, jurava nos comícios que o velho Arlindo descera  à terra para acompanhar seus passos e ser o seu maior eleitor.Mantendo a tradição, Guga foi o segundo vereador mais votado e sentará na cadeira antes ocupada pelo seu avô. O mais votado, Ramom Moreira, substitui na Casa de Odon Bezerra, o seu avô, Mestre Zezinho, que chegou a ocupar a Prefeitura como vice-prefeito, companheiro de  chapa do prefeito José Francisco de Almeida.

                Eleição difícil essa de Bananeiras. O nosso grupo se dividiu e para dar continuidade ao projeto iniciado por Arlindo Ramalho e continuado por Marta Ramalho, prefeita eleita em 1988, 2004 e 2008 formamos uma coligação com nossos tradicionais adversários,”pelo bem de Bananeiras”. O advogado e pecuarista Adriano Bezerra, hoje representante inconteste da família na política bananeirense, indicou seu filho Matheus Bezerra para vice-prefeito, formando dupla com Douglas Lucena, prefeito eleito.

                O vice-prefeito eleito vem da tradição familiar de quem já doou à cidade vários prefeitos ( Major Augusto, Mozart Bezerra e Augusto Neto), deputados (Odon, Clóvis, Afrânio e Hervázio) e   governadores (Odon, Clovis e Rivandro Bezerra Cavalcanti), efetivos ou interinos nas funções, mas com historia para contar a filhos e netos. Matheus Bezerra é  neto de Mozart e preenche o único cargo que faltava à família: vice-prefeito.

                Para fechar essas reminiscências políticas, passando pelos troncos  familiares da política bananeirense, chegamos aos Lucena, que nos deu Solon , Severino, Henrique, Humberto, Iraê,Nicolau, Jorge e Geraldo,os três últimos vereadores em Bananeiras e os demais, nomes  que passaram pelo Palácio da Redenção, Congresso Nacional, Assembléia e Paço Municipal.  O prefeito eleito, advogado Douglas Lucena é bisneto de Henrique Lucena, que ocupou a prefeitura de Bananeiras e neto de Nicolau Lucena, vereador até o seu falecimento em 1968.

                E como diz o ditado: “quem puxa aos seus não degenera” , Bananeiras se renova entregando aos netos a responsabilidade de honrar os nomes dos  seus avós.

P.S. Antes que me censurem o esquecimento, lembro que o vereador Douglas Bubú, o mais jovem eleito, vai suceder na Câmara o seu avô Djalma Bubú, de saudosa memória.

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