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Luiz Couto avalia que STF foi muito bonzinho com Eduardo Cunha

LuizCoutoPlenarioO deputado federal Luiz Couto (PT-PB) avaliou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar a suspensão do mandato de parlamentar federal e o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na última quinta-feira, 5, foi  uma medida branda levando-se em consideração todas as acusações que pesam contra o deputado.

“O STF foi bonzinho demais com Cunha.

Além disso, a decisão saiu com atraso de seis meses, período em que ele manobrou de todas as formas para atrapalhar o andamento do processo que responde no Conselho de Ética e também orquestrou o Golpe contra a presidente Dilma Rousseff”, disse Couto, para quem a punição adequada ao agora presidente afastado da Câmara seria a prisão: “Ele deveria estar preso por todas as irregularidades que cometeu”.

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As declarações foram dadas em entrevistas concedidas às rádios Sanhuá AM, no programa Rádio Café, apresentado por Zezé Bechade, com participações de Danúbia Dantas e Éder Dantas; e também ao Fala Paraíba, apresentado por Fernando Caldeira, com participações de Petrônio Torres e Stéphano Wanderley.

Assessoria

ANS avalia qualidade dos planos de saúde pelas reclamações de usuários

Planos de saúdeA partir de dessa sexta-feira (25), os usuários de planos de saúde contam com uma nova ferramenta para avaliar as operadoras, com base nas reclamações que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebe. A ferramenta já está disponível na página da agência reguladora (http://www.ans.gov.br/espaco-da-qualidade/indice-de-reclamacoes).

Segundo a ANS, o novo Índice de Reclamações aprimora o cálculo do ranking das mais reclamadas, dá mais transparência e funcionalidade e ajuda o beneficiário na escolha ou avaliação do seu plano. Foram incorporados dois indicadores, além do número de reclamações: um que identifica a conduta da operadora para resolver o problema e outro sobre os principais motivos das reclamações.

O Índice Geral de Reclamações indica a média de manifestações dos beneficiários nos últimos três meses; o Percentual de Finalizações Assistenciais indica a quantidade de demandas resolvidas consensualmente; e o Índice de Abertura de Processo Administrativo aponta as infrações que levaram a processos na ANS.

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O índice será atualizado a cada mês e os dados disponibilizados com ranking e gráficos. Também é possível consultar os indicadores de cada operadora individualmente. O cálculo da ANS computa as reclamações feitas pelo telefone, internet, carta e presencialmente.

 

Agência Brasil

Polícia militar vistoria novo local da Festa da Luz em Guarabira, e avalia como seguro e de fácil visão policial

comandanteGbaA Polícia Militar, uma das grandes parceiras da Festa da Luz, esteve vistoriando o Parque de Eventos Poeta Ronaldo Cunha Lima, nessa terça-feira (6/1). Onde o comando do 4º BPM – Batalhão de Polícia Militar do Estado da Paraíba, com sede em Guarabira – constatou in loco que o novo local aonde irá ser realizado as festividades profanas alusivas às comemorações da padroeira da Rainha do Brejo Paraibano – é um espaço seguro e de ampla e fácil visão para o policiamento. Foi o que disse o tenente coronel Arilson Valério, comandante da referida instituição policial em entrevista ao repórter Zé Roberto da Rádio Constelação FM, durante o Programa “O Povo Pergunta, o Secretário Responde”, o qual foi apresentado direto do Parque do Poeta.

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Para o comandante Valério, o local foi avaliado como excelente e está certo que Guarabira terá uma grande praça de eventos. E ainda afirmou que o Parque do Poeta, em relação a realização da festa da luz, na visão policial, é melhor do que o local anterior.

– O local é excelente. É mais facilitado para se ter uma visão geral da festa, inclusive do estacionamento. Diferente do outro espaço que é acidentado – avaliou o comandante, referindo-se ao fato, o qual toda a estrutura que comporá a festa vai estar em um único local, ou seja, barracas, palco principal, palco do brega, parque de diversão e estacionamentos.

– A nossa preocupação é com a segurança e assim, viemos observar in loco como se encontra o andamento das obras, pois há cerca de um mês estivemos no local, mas vi que houve um grande avanço de lá para cá – disse o oficial da PMPB.

Além de todos estes atributos para auxiliar no trabalho da polícia, a Prefeitura também contratou serviços de monitoramento através de câmera de segurança e o de instalação de cercas de isolamento ao redor de todo espaço que envolve a festa. O que dará uma maior sensação de segurança aos participantes do evento.

Codecom

Estado já avalia impacto financeiro e garante revisão salarial dos servidores em janeiro

tarcioA equipe econômica do Governo do Estado já está debruçada sobre os cenários para a revisão salarial dos servidores públicos, prevista para janeiro do ano que vem. O secretário das Finanças, Tárcio Handel, garantiu que o equilíbrio econômico assegura o lastro financeiro para que o Estado cumpra a data-base.

Na noite desta quinta-feira (20), o secretário estadual das Finanças, em entrevista do programa ’27 Segundos’ da RCTV (canal por assinatura do Sistema Correio de Comunicação), não falou em percentuais, mas adiantou que “vários cenários estão sendo analisados”, levando em conta questões com a crise que o país atravessa, os compromissos assumidos com algumas categorias e o aumento vegetativo da folha de pessoal.

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Entre os compromissos, o secretário lembrou que o governador Ricardo Coutinho espera, nos próximos quatro anos, dobrar os vencimentos dos professores da rede estadual. Essa foi uma das promessas do candidato à reeleição, repetida seguidamente nos programas eleitorais.

O aumento vegetativo da folha se dá com pontos como a contratação de concursados e o cumprimento de benefícios previstos, por exemplo, nos Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações.

Tárcio Handel observa que o Estado pode resolver o impasse do duodécimo dos Poderes nos próximos dias. A tramitação do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) na Assembleia Legislativa está parada, por conta de um mandado de segurança do Ministério Público Estadual, que reivindica reajuste no duodécimo. O mandado foi acatado pelo Judiciário e o projeto da LOA só pode ser apreciado após o julgamento do mérito.

O secretário das Finanças revelou que o governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta quinta, com a presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Fátima Bezerra, e com o presidente eleito, desembargador Marcos Cavalcanti, para debater o assunto. Também se reuniu com o procurador geral de Justiça, Betrand Asfora.

Tárcio Handel disse que um aumento de R$ 260 milhões no duodécimo dos Poderes é inviável. Segundo ele, apesar das pressões, o Executivo tem que respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Atualmente, os gastos com a folha de pessoal chega a 47% da receita. O secretário acredita que consiga baixar esse percentual para 46,5%.

No 27 Segundos, entrevistado pelos jornalistas Hermes de Luna e Arquimedes de Castro, o secretário das Finanças disse que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) fecha o ano com investimentos de R$ 1 bilhão do Estado, mas alerta que a instituição compromete 95% do duodécimo somente com pessoal.

Ressaltando que o atual reitor, Rangel Júnior, não pode ser responsabilizado pela situação da UEPB, o secretário das Finanças acha que será preciso uma suplementação orçamentária para que seja pago o décimo terceiro de professores e servidores. Para o secretário, a expansão foi feita sem planejamento e “até megalomaníaca”.

Tárcio Handel argumentou ainda que o Estado tem que atender setores prioritários da administração, como a Saúde. Ele revelou que a manutenção da Saúde custa R$ 53 milhões/mês aos cofres da Paraíba, sendo que o Governo Federal só repassa 5% desse total.

 

Por Hermes de Luna

Empresas evitam contratar gente muito bonita, avalia estudo

bonitaAs empresas brasileiras evitam contratar mulheres e homens muito bonitos para suas vagas disponíveis, revelou pesquisa da Elancers, divulgada nesta sexta-feira. Na contramão das tendências mundiais, que apontam mais oportunidades de emprego e promoção para pessoas bonitas, no Brasil, 46% dos 2.075 recrutadores ouvidos disseram preferir contratar pessoas de beleza ‘média’. A exceção fica com vagas de atendimento ao público ou em áreas de vendas, explicou Cezar Tegon, presidente da Elancers.

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Segundo ele, apenas 2% dos pesquisados admitiu buscar no mercado pessoas com beleza acima da média da população brasileira. Uma das razões é o perfil do avaliador (quem vai recrutar ou indicar). Um estudo de dois economistas israelenses – Bradley J. Ruffle e Ze’ev Shtudiner -, apresentado em 2010 na Universidade de Londres, mostrou que as mulheres bonitas têm suas chances de contratação reduzidas em até 30% em comparação com as não tão atraentes. Isso porque a seleção é feita, quase sempre, por mulheres (96%), solteiras (67%) e com idade média de 29 anos.

Atração – O fato de serem pessoas mais atraentes também pode pesar na hora da contratação. “Há casos em que mulheres bonitas também são preteridas porque alguns recrutadores as consideram um ‘fator de distração’ no trabalho”, comenta Tegon. Além disso, no Brasil é comum associar a beleza a pouca inteligência, um preconceito que se traduz, por exemplo, na afirmação de que as “loiras são burras”.

O presidente do Elancer aponta ainda que executivos casados descartam profissionais mulheres muito bonitas, pois temem que essas contratações possam trazer problemas ao casamento.

Veja 

Palmeiras avalia punição, e Valdivia pode ser multado por cartão vermelho

pisao-no-amaralO Palmeiras conversa internamente para avaliar qual punição dará a Valdivia pela expulsão contra o Flamengo, no empate por 2 a 2 da última quarta-feira, no Pacaembu. O mais provável é que o atleta receba uma multa no salário, por conta do pisão dado em Amaral, aos 36 minutos do segundo tempo da partida válida pela 22ª rodada. O presidente Paulo Nobre, o vice Maurício Galiotte, o diretor-executivo José Carlos Brunoro, o gerente de futebol Omar Feitosa e o técnico Dorival Júnior vão participar da decisão sobre o caso.

O próprio Mago classificou sua reação como “idiota” e pediu para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva não exagerar na pena. Após o árbitro Anderson Daronco relatar um pisão na nádega de Amaral na súmula da partida, o STJD solicitou as imagens do lance. O órgão deve definir nesta sexta-feira se ele será enquadrado no artigo 254 A (agressão) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, com pena prevista de 4 a 12 partidas de suspensão, ou no artigo 254 (jogada violenta), com punição de uma a seis partidas.

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De qualquer maneira, Valdivia é desfalque certo para o Verdão neste domingo, diante do Goiás, no Serra Dourada, por causa da suspensão automática. O time é o 18º colocado, com 22 pontos, e luta para fugir da zona de rebaixamento do Brasileirão.

Depois de um início de ano promissor, Valdivia “travou” em campo. Ele chegou aos quatro gols em apenas sete jogos, começo de temporada mais produtivo pelo Verdão, mas após a Copa do Mundo não marcou mais e acumulou polêmicas. Diante do Flamengo, ele deu sua terceira assistência na temporada, ao dar o passe para Victor Luis fazer o gol de empate diante do Rubro-Negro.

Apesar da provável multa no salário, o jogador foi bem recebido pelo grupo, segundo o argentino Cristaldo. O atacante ficou em cima do muro sobre uma eventual penalidade da diretoria ao Mago, mas disse preferir tê-lo em campo ajudando o Verdão. Na reapresentação da última quinta-feira, o chileno teve participação ruim no treinamento coletivo mesclado com o time sub-20, na Academia de Futebol.

Palmeiras x Flamengo - Valdívia lamenta expulsão (Foto: Agência Estado)Valdivia foi expulso contra o Flamengo e corre risco de ser multado pela diretoria do Palmeiras (Foto: Agência Estado)

 

globoesporte

PSDB avalia composição de Aécio e Serra em chapa presidencial, diz jornal

jose-serraO PSDB estuda a possibilidade de José Serra ser vice na chapa presidencial com o senador Aécio Neves. A indicação do ex-governador de São Paulo é complexa, pois envolve cálculo político e pessoal.

Serra e Aécio afirmam não ter conversado pessoalmente sobre o assunto, mas já foram abordados por interlocutores dentro e fora do partido para tratar do tema. Além disso, aliados do senador mineiro dizem que ele vê a tese da composição com Serra “mais com incredulidade do que com restrição”.

Já pessoas mais próximas de Serra garantem que o mesmo não dá sinais de que toparia a compor a chapa, mas também não rebate a possibilidade.

 

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Vale ressaltar que em 2010, os dois quase se enfrentaram em prévia do PSDB, quando houve uma tentativa de fazer uma dobradinha.

Segundo reportagem do Jornal Folha de S.Paulo, a defesa da chapa Aécio-Serra partiu de políticos ligados ao ex-governador de São Paulo. Ressaltando no falar em nome dele, alguns aliados encomendaram pesquisas em seus Estados, testando o nome de Serra na vice de Aécio.

No levantamento quantitativo, num primeiro momento, Serra adicionaria votos a Aécio. O ex-governador foi candidato Presidência em 2002 e 2010. Os defensores da composição afirmam que, com ele na vice, Aécio garantiria votos em São Paulo –principal reduto de Serra.

O problema, segundo aliados do senador, que Serra tem hoje uma rejeição muito alta, na casa dos 40%. Esse grupo receia que o ex-governador possa transferir para a Aécio essa rejeição.

Ceará Agora

Voto com biometria em JP e mais 14 capitais será teste para restante do Brasil, avalia TSE

biometriaA identificação do eleitor por meio da biometria nas eleições de outubro será realizada em quase 800 municípios do país, entre eles 15 capitais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado da votação com biometria nas capitais servirá como “experiência” para a implantação da medida nos maiores colégios eleitorais do país: as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A biometria é o método eletrônico pelo qual o eleitor é identificado por meio da digital – o objetivo é evitar fraudes e aumentar a segurança do processo eleitoral.

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Juntos, os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro têm mais de 13 milhões de eleitores, quase 10% do total nacional, e serão os últimos a ter o recadastramento concluído. A estimativa é que as cidades só tenham voto com biometria em 2018.

“São Paulo não vamos tratar de imediato. Precisamos adquirir ‘know-how’, experiência, para o recadastramento do maior colégio eleitoral. Estamos em dia com o cronograma, que vai até 2018. A cada eleição, fazemos uma avaliação sobre o processo e avaliamos o que melhorar. […] As últimas cidades serão Rio e São Paulo”, explicou Cristiano Moreira Andrade, coordenador de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.

Este ano, pouco mais de 15% do eleitorado brasileiro – 22 milhões dos cerca de 140 milhões de eleitores registrados – será reconhecido pela biometria na hora do voto, segundo o TSE.

Até o momento, 18,9 milhões de eleitores estão cadastrados no sistema biométrico, e a expectativa é que mais 3,1 milhões entrem no cadastro de eleitores (jovens de até 18 anos) ou regularizem a situação eleitoral até o prazo máximo, que é 7 de maio próximo – quem perdeu o prazo para o recadastramento ainda pode se dirigir a um cartório eleitoral para não ter o título cancelado.

O cadastramento começou em 2008 como um projeto-piloto, em apenas três municípios. Em 2010, a biometria foi ampliada para 60 cidades. Em 2012, a votação com identificação biométrica ocorreu em 300 localidades e, este ano, serão quase 800 municípios de todos os estados e do Distrito Federal.

Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação do TSE, para cumprir a meta de 100% do eleitorado até 2018, ou seja, cadastrar 85% dos eleitores em mais quatro anos, serão necessários “passos maiores” da Justiça Eleitoral. Pelo cronograma, nos próximos dois anos, 100 milhões de eleitores serão recadastrados, o equivalente a 70% do total.

Andrade frisou que a previsão de conclusão da biometria pode ser adiada a depender do resultado do cadastramento até 2016. “Os próximos passos serão bem grandes. À medida que vamos ganhando experiência, vamos conseguindo dar passos maiores sem ter erros”, destacou.

Segurança na votação
O recadastramento biométrico busca dar mais segurança na identificação do eleitor, para evitar que uma pessoa se passe por outra na hora de votar. Além disso, pretende fazer uma revisão do eleitorado, para excluir do cadastro pessoas que já morreram, por exemplo.

Entre 2012 e 2014, 14 milhões de eleitores foram convocados para o recadastramento biométrico. Desses, 11 milhões compareceram a unidades da Justiça Eleitoral. Os 20% que não compareceram podem ter o título cancelado caso não se dirijam aos cartórios eleitorais até a próxima quarta-feira (7).

De acordo com o coordenador do TSE, as cidades que já passaram por biometria foram selecionadas em um primeiro momento porque apresentaram, nas últimas eleições, índice de abstenções muito elevado e total de eleitores próximo do total de habitantes.

“O recadastramento biométrico funciona como uma auditoria, para o eleitor comprovar que está vivo e que continua residindo naquele município. Após a convocação, o não comparecimento das pessoas que faleceram ou se mudaram leva a uma atualização do cadastro nacional. Quem não se apresenta tem o título cancelado”, afirmou Andrade.

Para ele, a biometria traz mais segurança para a identificação do eleitor, mas pode resultar em um processo mais demorado da votação em algumas sessões. “Os idosos, por exemplo, têm falta de traquejo para lidar com urna eletrônica. Em alguns casos, em sessões com mais idosos, a votação pode demorar um pouco mais.”

G1

Em meio à crise, Congresso avalia veto a regra para criar municípios

senadoO Congresso analisa nesta terça-feira (18), em sessão conjunta de deputados e senadores, uma lista de 12 vetos presidenciais a textos já aprovados pelos parlamentares. Os vetos mais polêmicos se referem à proposta que estabelece normas para a criação e fusão de municípios e ao projeto da minirreforma eleitoral.

A votação ocorrerá em um momento delicado para o governo, quando o Palácio do Planalto tenta driblar as investidas de enfrentamento do chamado “blocão”, grupo de parlamentares de ao menos quatro partidos da base aliada e o oposicionista Solidariedade – todos insatisfeitos com a relação com o Executivo.

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A última sessão para análise de vetos, em fevereiro, foi adiada após parlamentares da oposição e da base aliada obstruírem a votação sob a justificativa de que o governo estaria promovendo manobras para evitar a derrubada do veto ao projeto dos municípios. Segundo o G1 apurou, até mesmo dentro do PT há insatisfação com a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar o texto.

De acordo com um dos vice-líderes do PMDB na Câmara, deputado Danilo Forte (CE), permanece a decisão da sigla de tentar derrubar o veto, o que iria impor uma nova derrota para o Planalto. O PMDB é o partido aliado que está liderando o “blocão”.

“Um país como o Brasil, de dimensões continentais, não pode deixar de ter uma lei emancipatória. Precisamos equalizar os recursos de tributos recolhidos pela União e distribuídos entre os municípios”, disse Forte.

Para derrubar um veto, são necessários os votos de ao menos 41 senadores e 257 deputados contrários à decisão do governo. Caso o veto seja mantido na primeira casa legislativa que analisar o item, não é necessário votação na segunda casa. No caso do texto sobre a emancipação de municípios, o Senado é o primeiro a analisar o veto, o que torna a derrubada mais difícil, considerando a maior proximidade dos senadores com o governo.

“Na Câmara é bem mais fácil derrubar. A bancada do PMDB tem posição fechada em relação isso para derrubar. Estamos colocando os prefeitos para pressionarem os senadores”, declarou Forte.

De acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), os líderes da base aliada se reunirão ainda na manhã desta terça para tentar fechar um texto que sirva para substituir a matéria vetada. “A ideia é que amanhã de manhã a gente feche projeto alternativo. E, com isso, acreditamos que o Senado ficara confortável para votar a manutenção do veto”, declarou Costa.  “A ideia é manter o veto, e apresentar outro projeto mais restritivo”, completou.

Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) afirmou que se o texto alternativo for concluído, o partido deverá apoiar a manutenção do veto. A expectativa é de que a votação se resolva no Senado, já que se os senadores mantiverem a decisão de Dilma, a Câmara nem chegará a analisar o veto.

“Estamos fechado um projeto que atende às demandas do Valdir Raupp (RO), presidente do PMDB, e do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Se isso ocorrer, perde a razão de ser derrubar o veto. Podemos manter o veto e resolver a questão no Senado”, afirmou ao G1.

Parlamentares do do Norte e Nordeste defendem um texto que facilite a criação de municípios nessas regiões e, ao mesmo tempo, torne mais difícil a formação de novas cidades no Sul, Sudeste e Centro Oeste.

Minirreforma eleitoral
Outro projeto polêmico que sofreu veto é o que introduz mudanças pontuais na legislação eleitoral, chamado de minirreforma eleitoral. O texto teve cinco dispositivos vetados por Dilma, sendo um deles o que proibia o uso de bonecos, pinturas em muro, placas, faixas, cartazes e bandeiras em bens particulares com propagandas eleitorais.

Outros 10 projetos vetados parcialmente ou em sua totalidade deverão passar pela análise dos parlamentares. A lista inclui, por exemplo, matéria que cria uma espécie de marco regulatório para as Instituições Comunitárias de Ensino Superior e o que regulamenta a profissão de motorista de veículos de emergência, como ambulâncias.

A análise dos dispositivos será em votação aberta, conforme estabelecido pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada em 2013 que acabou com o voto secreto para processos de cassação e análise de vetos presidenciais. Ao final da votação, o painel eletrônico da Câmara irá registrar como cada um dos parlamentares se posicionou.

 

 
Felipe Néri e Nathalia Passarinho

Políticas antidrogas ainda são ‘ingênuas’ no país, avalia especialista

Com a divulgação de estudo em que o Brasil aparece em segundo lugar em número de usuários de crack e cocaína do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, especialistas na área de saúde apontam para reflexão sobre as políticas antidrogas adotadas no país.

Especialista em dependência química e integrante da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), o psiquiatra Carlos Salgado ressalta a ênfase dada ao modelo ambulatorial por parte das políticas públicas, deixando, em segundo plano, o tratamento com internação. A demanda por mais vagas para internação acentuou-se com o consumo do crack, já que a droga deixa os usuários em situações de extrema gravidade, avalia o psiquiatra.

Salgado acredita que os cuidados ambulatoriais são úteis para parte dos usuários, porém a ênfase nesse tipo de tratamento é uma “política ingênua”. “Pensam que a dependência química é uma questão de escolha de vida e que não precisa de grandes investimentos. O que temos tido é uma visão que aplica uma ideologização da liberdade. O sujeito é livre pra usar drogas e quando precisar vai para o ambulatório,” disse o médico.

Em dezembro do ano passado, o governo federal lançou programa de combate ao crack, que prevê, entre outras ações, criação de enfermarias especializadas nos hospitais da rede pública e leitos exclusivos para internação de curta duração, crises de abstinência e casos de intoxicações graves de usuários de drogas. Estão previstos investimentos de R$ 4 bilhões até 2014. O psiquiatra destaca o início dos investimentos do governo na abertura de vagas para internação, porém argumenta que o orçamento voltado para a saúde é insuficiente para preencher todas as lacunas.

Perguntado sobre tratamentos adotados em outros países que poderiam ser implantados no Brasil, Salgado assegura que o país tem condições de criar modelos adequados para todos os níveis de dependência química e que não precisa seguir nenhum outro adotado no exterior. “Na rede privada, o Brasil oferece tratamentos, em todos os níveis de dependência, iguaizinhos ou até melhores dos que ocorrem nos países mais ricos do mundo. O Brasil sabe muito sobre dependência química, mas o Poder Público resolveu ouvir pessoas que pensam de forma ingênua.”

O levantamento do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta baixo de índice, menos de 10%, de busca dos usuários de cocaína e crack por tratamento.“O acesso é muito difícil no Brasil e a qualidade do tratamento é muito precária. Então, é isso que a gente tem que mudar, nós temos que criar um sistema que realmente funcione”, disse o psiquiatra e organizador do estudo, Ronaldo Laranjeira, durante a divulgação dos dados.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do Ministério da Saúde informou que não irá se pronunciar sobre a pesquisa, por se tratar de tema relacionado ao Ministério da Justiça, que também não comentou os resultados do levantamento.

agenciabrasil.ebc.com.br