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Ato na Paulista pede veto à Lei de Abuso de Autoridade

Manifestantes foram à avenida Paulista neste domingo, 25, protestar em defesa da operação Lava Jato e pelo veto ao projeto de lei contra o abuso de autoridade aprovado pela Câmara. A manifestação foi convocada por grupos como Nas Ruas e Vem Pra Rua e reuniu um número bem menor de pessoas do que atos anteriores.

Em faixas e cartazes os manifestantes demonstraram apoio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, que vem sofrendo desgaste no governo, e mandaram um recado direto ao presidente Jair Bolsonaro: “veta tudo”.

Outros defenderam a indicação do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, para a Procuradoria Geral da República. Dallagnol vem sendo alvo de críticas de alas do bolsonarismo depois de fazer críticas ao governo.

Do alto do carro de som do Vem Pra Rua, o empresário Rogerio Chequer, que concorreu ao governo de São Paulo pelo Novo, fez um alerta ao presidente.

“Existem alguns políticos que a gente torce para que mudem o Brasil que estão caindo nesta roubada. Bolsonaro não pode continuar se aproximando de (David) Alcolumbre (presidente do Senado, do DEM-AP) e do (Dias) Toffoli (presidente do Supremo Tribunal Federal)”, disse Chequer, fundador do Vem Pra Rua.

Ele fez questão de ressaltar que falava em nome próprio e não do movimento e disse ver um descolamento de Bolsonaro em relação à pauta do combate à corrupção.

“As atitudes recentes indicam um descolamento. Há ingerências na Receita Federal, na Polícia Federal, no Coaf”, disse Chequer.

Ao lado dele, Adelaide de Oliveira, coordenadora do Vem Pra Rua, disse que as palavras de Chequer refletiam a posição do movimento.

“Estamos vivendo o momento de maior ameaça ao combate à corrupção. Maior até do que em outros governos”, disse o empresário.

“Maior do que no governo do PT”, completou Adelaide.

Parlamentares da base do governo como o senador Major Olímpio (PSL-SP) e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), discordaram da tese de que Bolsonaro está se descolando da Lava Jato. Olímpio disse que o foco da manifestação é o Congresso. “Vamos começar o veto (ao projeto contra o abuso de autoridade) no Senado. Já temos 33 senadores e vamos pedir que a votação seja nominal”, disse ele. “Neste momento temos que dar força ao presidente Bolsonaro, aos 22 ministros e ao ministro Moro”, completou.

Zambelli tirava selfies com fãs na avenida quando foi interpelada por um eleitor: “Carla, segure o Moro lá”.

E respondeu: “isso não depende de mim”.

Segundo ela, existe muito ruído provocado pela imprensa na relação entre Moro e Bolsonaro mas nenhum motivo real que dê margem às especulações sobre a fritura do ministro. A deputada disse que o presidente já sinalizou que vai vetar ao menos parcialmente o projeto e que também vai pedir votação nominal caso a Câmara tente derrubar o veto.

A grande maioria dos manifestantes, no entanto, era de eleitores de Bolsonaro que foram às ruas reiterar o apoio ao presidente.

Foram colocados cinco carros de som na Avenida Paulistas. Os que atraíram mais gente foram os do Vem Pra Rua e Nas Ruas. Os manifestantes se aglomeravam em torno dos carros e havia vários espaços sem pessoas entre eles. Segundo organizadores, o baixo comparecimento refletiu a falta de tempo para convocação do ato. Do carro patrocinado por grupos minoritários como Ativistas Independentes, São Paulo Conservador e Avança Brasil, discursos atacavam os grupos que faziam algum tipo de crítica a Bolsonaro.

O Movimento Brasil Livre (MBL), que vem se afastando de Bolsonaro, não participou da manifestação. Vários manifestantes pediram o impeachment de Dias Toffoli.

Cidades do interior também têm atos

As principais cidades do interior de São Paulo também registraram atos pedindo que o presidente Jair Bolsonaro vete a Lei de Abuso de Autoridade. Houve também manifestações em defesa da Lava Jato e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Campinas, os participantes vestiram verde e amarelo e usaram um carro de som para criticar o Supremo. Um dos oradores defendeu a indicação de Deltan Dallagnol à Procuradoria-Geral da República. A mobilização foi feita pelo movimento Vem Pra Rua, através de redes sociais.

Em São José do Rio Preto, os manifestantes foram escoltados por uma viatura da Polícia Militar durante caminhada pela avenida 9 de Julho. Cartazes traziam os dizeres “Pacote anticrime Já” e “Fora STF”. Os oradores defenderam o governo de Jair Bolsonaro. O ato foi convocado por grupos ligados ao movimento Direita São Paulo. O grupo se reuniu avenida Alberto Andaló, vestindo verde e amarelo e carregando cartazes. Uma faixa da avenida foi interditada. Durante os discursos, também houve a defesa do procurador Dallagnol.

Em São José dos Campos, um grupo fez caminhada pela avenida 9 de Julho em apoio à Lava Jato e pedindo “veto total” à Lei de Abuso de Autoridade.

 

Foto: Bruno Rocha/FotoArena / Estadão

Estadão

 

 

STJ decide que desacato a autoridade não é mais crime

protestaoA Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira (15) que desacato a autoridade não pode ser considerado crime porque contraria leis internacionais de direitos humanos.

Os ministros votaram com o relator do caso, Ribeiro Dantas. Ele escreveu em seu parecer que “não há dúvida de que a criminalização do desacato está na contramão do humanismo porque ressalta a preponderância do Estado –personificado em seus agentes– sobre o indivíduo”.

“A existência de tal normativo em nosso ordenamento jurídico é anacrônica, pois traduz desigualdade entre funcionários e particulares, o que é inaceitável no Estado Democrático de Direito preconizado pela Constituição Federal de 88 e pela Convenção Americana de Direitos Humanos”, acrescentou.

Segundo o artigo 331 do Código Penal, é crime “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela”. A pena prevista é seis meses a dois anos de detenção ou multa.

Origem da decisão

A decisão tomada hoje pelos ministros do STJ teve origem em um recurso especial da Defensoria Pública contra a condenação de um homem pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a mais de cinco anos de prisão por roubar uma garrafa de conhaque, desacatar policiais militares e resistir à prisão. Os ministros da Quarta Turma do STJ anularam a condenação por desacato.

Em seu relatório, o ministro Dantas afirmou que “a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já se manifestou no sentido de que as leis de desacato se prestam ao abuso, como meio para silenciar ideias e opiniões consideradas incômodas pelo establishment, bem assim proporcionam maior nível de proteção aos agentes do Estado do que aos particulares, em contravenção aos princípios democrático e igualitário”.

Por fim, o relator observou que a descriminalização da conduta não significa que qualquer pessoa tenha liberdade para agredir verbalmente agentes públicos.

“O afastamento da tipificação criminal do desacato não impede a responsabilidade ulterior, civil ou até mesmo de outra figura típica penal (calúnia, injúria, difamação etc.), pela ocorrência de abuso na expressão verbal ou gestual ofensiva, utilizada perante o funcionário público”.

Uol

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Avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, diz autoridade colombiana

aviao-lamiaO avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível em seus tanques ao cair, afirmou nesta quarta-feira (30) Freddy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Colômbia. Ele apresentou resultados preliminares da apuração do acidente com o jato Avro RJ-85 da empresa aérea boliviana LaMia. No acidente, na madrugada de terça-feira (29), morreram 71 pessoas.

A constatação foi feita logo na primeira inspeção do acidente, que ocorreu em uma montanha de Medellín. Uma das linhas de investigação para a queda, segundo Bonilla, é ter havido pane seca, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível. Bonilla afirmou que a equipe de investigação já tem todas as transcrições das conversas entre o voo da LaMia e o controle de tráfego aéreo.

O avião havia saído de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e ia para o aeroporto José María Córdova, em Medellín. O avião havia sido fretado pela Chapecoense.

A tripulação do LaMia pediu prioridade para pouso às 0h48 (horário de Brasília). Mais tarde, declarou emergência.

Segundo Bonilla, o avião bateu em baixa velocidade contra a montanha, 250 km/h, o que permitiu ter havido sobreviventes –eles estavam em posições diferentes da cabine de passageiros, disse. Ele acrescentou que não recebeu, até o momento, denúncias de irregularidades contra a LaMía.

O secretário afirmou ainda que o plano de voo elaborado pela empresa aérea previa um voo direto entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín, o que será objeto de investigação pelo governo colombiano. Isso porque a autonomia da aeronave, cerca de 3.000 km, era quase a mesma da distância entre as duas cidades. A legislação boliviana prevê que um avião tenha que ter combustível suficiente para chegar ao destino, a um aeroporto de alternativo e mais 45 minutos de voo.

G1

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PMs são denunciados por abuso de autoridade

DENUNCIAO subcomandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito de João Pessoa (BPTran) Major Jucier Pereira de Lima e o soldado Alberto Hardman Rezende foram denunciados pela promotora de justiça Afra Jerônimo Leite Barbosa de Almeida por abuso de autoridade e incursos nas penas do art. 4º, “h”, da lei Federal 4.898/65.

Ambos, por volta das 7h do dia 10 de março de 2014, trajados com short preto e camiseta branca, apreenderam a CNH e veículo do oficial de justiça Iran Lopes Lordão, acompanhado da respectiva documentação, durante cumprimento de diligências, por ter involuntariamente ter derrubado um cone existente no local, fato testemunhado por transeuntes e um promotor de justiça. As apreensões se deram mesmo após Iran ter apresentado não apenas a documentação solicitada, como as determinações judiciais a serem cumpridas na referida avenida.

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“Senti-me constrangido pelos dois policiais que se encontravam praticando exercícios físicos próximo aos cones, tive alterada a rotina de trabalho e invadida a minha vida privada, isso sem falar no prejuízo à prestação jurisdicional causada pelo não cumprimento dos mandados”, afirmou, lembrando que os referidos sinalizadores têm por objetivo restringir o transito para circulação normal de veículos, a fim de proporcionar segurança aos praticantes de atividade física na orla da Capital.

Nas ações propostas por intermédio do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba, através do advogado João Alberto Cunha Filho, ele requer a demissão a bem do serviço público dos dois policiais, fixação de valor pelo dano moral sofrido e aplicação de multa, detenção e perda do cargo público.

O juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital, Adilson Fabrício Gomes Filho, considerou a prática, em tese, de crime de menor potencial ofensivo, com pena máxima não superior a dois anos e declinou da competência para o Juizado Especial Criminal de João Pessoa. Na audiência preliminar de conciliação realizada no último dia 10 de fevereiro e presidida pelo juiz Hermance Gomes Pereira, foi requerida ainda a designação da audiência de instrução e julgamento, quando serão ouvidas as testemunhas posteriormente indicadas pela assistente de acusação.

MaisPB

Projeto de Luiz Couto cria normas para coibir abuso de autoridade

luiz coutoProjeto de lei apresentado na Câmara Federal, pelo deputado Luiz Couto (PT-PB), proíbe que pessoas detidas, sem justificativa procedente, sejam submetidas a vexame, constrangimento ou exposição desnecessária na mídia, salvo autorizado em lei.

 

Também impede a divulgação, sem permissão, de dados ou informações sigilosas sobre inquérito ou processos que tramitam em segredo de justiça.

 

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Pela proposta, o desrespeito a essas normas implicará em abuso de autoridade e o responsável estará sujeito a sanção civil podendo ser obrigado a pagar indenização de R$ 20 mil ao ofendido.

 

Da mesma forma, poderá sofrer sanção penal que será aplicada de acordo com as regras disponíveis no Código Penal, o que resultará em multa de 20 cestas básicas a uma instituição de caridade indicada pela autoridade judiciária; dois ou quatro anos de reclusão; perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer função pública por um prazo de até seis anos.

 

Luiz Couto esclarece que o projeto altera a lei 4.898, de 1965, elaborada durante o regime militar, e tem como objetivo adequar o estatuto do abuso de autoridade à realidade sociopolítica do país.

 

Couto alega que a lei citada criou ficção jurídica que não constrangesse em demasia as autoridades, quando excediam em condutas típicas para uma época em que as liberdades civis sofriam restrições. “Não sem razão que as penas cominadas são extremamente brandas”.

 

“Considerando o avanço científico e tecnológico que se valem as autoridades policiais para as investigações e coletas de provas, contar com a comoção social para promover a persecução penal ou alcançar outros fins pretendidos, pode resultar, como vem resultando, na criação de ‘tribunais virtuais de exceções’, onde a condenação ocorre sem que a culpa esteja delineada e a ampla defesa seja exercida”, complementa.

 

Ascom do Dep. Luiz Couto

Lei de Meios: autoridade reguladora aprova fatiamento do Clarín em seis grupos

DAVID FERNÁNDEZ/EFE
DAVID FERNÁNDEZ/EFE

A autoridade reguladora da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina aprovou nessa segunda (17) a proposta do Grupo Clarín para se adequar aos limites de concentração de concessões de rádio e televisão. Esta é uma das principais páginas da novela iniciada há quase cinco anos, quando da sanção da Lei de Meios pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner.

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Dentro de 30 dias o Clarín terá de apresentar as composições societárias dos “miniclarins”, comprovando que não têm vínculo empresarial e que não funcionarão como grupo. Segundo a legislação, é preciso que sejam seis unidades de negócio separadas, com chefias e diretorias separadas, sem compartilhamento de custos nem de conteúdo que possam dar ao grupo vantagem competitiva no mercado. Com isso, a ideia do Clarín é ter um núcleo concentrando licenças de rádio e TV, outro operando como operadora de canais a cabo, um terceiro com licenças de transmissão a cabo, um quarto com canais segmentados e outros dois menores. Aprovada a composição societária, a empresa terá 180 para dividir seus negócios nessas seis fatias.

“É o começo do fim das posições hegemônicas no mercado da comunicação, que tanto dano fizeram e fazem à pluralidade de vozes e à liberdade de expressão”, afirmou o presidente da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca), Martín Sabbatella, depois da reunião em que se aprovou por unanimidade o plano apresentado pelo Clarín no fim do ano passado.

“Nos reconforta haver conseguido que todos os grupos de comunicação, inclusive o mais poderoso e prejudicial para a democracia, tenham tido de se render ao império da lei”, continuou Sabbatella. “Vamos em direção a um panorama de serviços audiovisuais muito mais plural, mais democrático, com mais liberdade, sem que nenhum manda-chuva imponha condições e agenda ao resto dos meios.”

O Grupo Clarín apresentou em novembro do ano passado seu plano de adequação voluntária depois que a Corte Suprema declarou constitucional a Lei de Meios Audiovisuais, após quatro anos de litígio entre o Estado argentino e a empresa, que se valeu de uma liminar de primeira instância para se recusar a cumprir com os mecanismos de desconcentração dos mercados de rádio e TV. Na segunda instância o grupo contou ainda com mecanismos de postergação impostos por magistrados, alguns acusados de ligação familiar com a corporação.

Inicialmente, o governo de Cristina esperava dar por encerrado o caso em 7 de dezembro de 2012, no chamado 7D, data em que venceria o prazo dado pela Corte Suprema para a validade da liminar obtida pelo Clarín. Mas, de última hora, o grupo conseguiu uma decisão da segunda instância que o dispensou de cumprir a legislação. As demais empresas, porém, apresentaram naquela data os respectivos planos voluntários de adequação, que começaram a ser cumpridos no ano passado.

A Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual foi aprovada por grande maioria do Congresso argentino em 2009, em substituição da anterior, sancionada em 1980, durante a última ditadura (1976-83).

A norma fixa para os meios privados de difusão nacional um máximo de 35% do mercado em cobertura de televisão aberta e 35% de assinantes em televisão a cabo, 10 licenças de rádio, 24 de TV a cabo e uma de TV por satélite.

 

Redação RBA

Com o adolescente “do contra”, é preciso aprender a dosar autoridade e flexibilidade

Thinkstock

Acredite: não é só para infernizar a vida dos adultos que o adolescente insiste em contrariar as opiniões dos pais. Segundo a psicóloga Mara Pusch, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), esse é um comportamento que indica que eles estão se desenvolvendo bem, de acordo com o esperado para a fase.

“No processo de criação da identidade, o adolescente usa os pais como referência. Porém, como quer mostrar que tem seu próprio ponto de vista, a primeira reação é criticar o que quer que os pais digam ou façam”, afirma Mara. A boa notícia é que, em um segundo momento, o jovem pode voltar atrás em muitos de seus posicionamentos e acabar acatando as decisões dos adultos, depois de refletir um pouco.

Para o psiquiatra Içami Tiba, autor de diversos livros sobre educação, entre eles “Quem Ama Educa: Formando Cidadãos Éticos” (Integrare Editora), filhos que insistem em contrariar o tempo todo podem estar pedindo um pouco mais de liberdade.

“Os filhos ficam um pouco inseguros em crescer. Mas há pais que sofrem ainda mais ao constatar que eles estão mudando e continuam tratando o adolescente como se ele fosse criança”, diz Tiba. Para o psiquiatra, quando o pai não faz questão de se aproximar e insiste em restringir a liberdade, sem dividir responsabilidades com o filho, uma das maneiras que o jovem encontra para chamar a atenção sobre suas necessidades é bater de frente.

Escolha os conflitos

Diante dessa situação, manter a cabeça fria e refletir sobre a postura do jovem, antes de tomar qualquer atitude, é o mais importante. Os especialistas afirmam que, para evitar conflitos que desgastem demais a relação, o essencial é discernir quando é o momento de fazer valer a sua opinião, independentemente de o jovem concordar ou não com o seu posicionamento, e a hora de ser flexível e deixar o adolescente escolher, de acordo com a vontade dele.

“Algumas questões não podem ser negociadas, como ir ao dentista ou ao aniversário de 70 anos do avô. Em outras situações, no entanto, os pais devem pensar se vale a pena entrar em um embate. Se a família vai a um churrasco qualquer, com pessoas que o jovem não conhece, por exemplo, não há nada demais em liberá-lo para sair com os amigos”, diz Mara Pusch.

Nessas horas, é fundamental que o adolescente tenha o direito de se manifestar, mesmo sabendo que nem sempre sua vontade prevalecerá. Ao manter a decisão tomada, à revelia da opinião contrária do filho, é importante que os pais sejam firmes no momento de se colocar, que expliquem a opção feita com argumentos e que estejam convencidos de que estão fazendo o melhor para o adolescente, ainda que isso vá contra os desejos dele.

“No fundo, os filhos gostam muito de saber que têm alguém que se importa com eles e se sentem seguros ao receber limites. Ainda que não deixem isso transparecer. Por isso, os pais devem intervir quando necessário, sem nenhuma culpa”, afirma Mara.

Além de comunicar de maneira clara, direta e objetiva a sua decisão, justificando-a brevemente, os pais devem considerar um outro cuidado nessa conversa com o adolescente que faz questão de nadar contra a maré.

“Muitos pais acabam entrando em uma espécie de competição para ver quem pode mais. Isso é extremamente nocivo para a relação. É preciso que os pais lembrem-se sempre de sua posição e ajam com maturidade e bom senso”, afirma Solange de Melo Miranda, pediatra com habilitação em saúde do adolescente e membro do Núcleo de Saúde do Adolescente do Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Nas situações de confronto, vale a pena fazer alguns tratos para persuadir o adolescente a agir da forma mais adequada. Os pais podem combinar que, se o jovem melhorar as notas no colégio ou participar mais das atividades de lazer da família, por exemplo, vai ganhar o direito a voltar mais tarde para casa quando sair à noite -de vez em quando.

Nessa conversa, também é importante combinar previamente qual será a situação caso uma das duas partes não cumpra com o combinado. “Uma boa pedida é começar a dar mais responsabilidades para o seu filho e, à medida que ele dá conta, oferecer a ele o prêmio da independência”, diz Tiba.

Para José Alcione Macedo Almeida, ginecologista especializado em adolescentes do Hospital das Clínicas de São Paulo, argumentar e negociar com o adolescente dá mais trabalho do que exigir obediência, mas é o melhor caminho.

“É a partir desse jogo que se estabelecem as melhores relações entre pais e filhos. Sem contar que é no diálogo que, além de ensinar, aprendemos muito com os nossos jovens”, afirma o especialista.

Uol

Brasil bate Argentina no vôlei e abre o dia dos clássicos com autoridade

Se a quarta-feira reserva dois clássicos decisivos entre Brasil e Argentina nas Olimpíadas de Londres, o primeiro teve jeitão de aquecimento. A começar pela Arena de Vôlei, que tinha muito mais bandeiras verde-amarelas e pequenos focos de azul e branco aqui e ali. Sentindo-se em casa, a seleção de Bernardinho não tomou conhecimento. Sem o peso de uma partida de quartas de final, o time jogou solto, manteve a concentração em dia e, quando os hermanos piscaram, já estavam liberados para a viagem de volta. Com boas atuações de Murilo e Sidão, o Brasil venceu tranquilo por 3 a 0 (25/19, 25/17, 25/20) e avançou às semifinais em Londres. Agora faltam dois passos para retornar ao topo do mundo olímpico.

Murilo na partida de vôlei do Brasil contra Argentina (Foto: Reuters)Murilo desce o braço contra os hermanos: ele foi o melhor atacante do Brasil em quadra (Foto: Reuters)

– Quando o time joga bem, acaba ficando mais fácil. Sacamos muito bem, e a atenção de todo mundo estava num nível muito alto. Nosso objetivo sempre é colocar o erro em zero, e hoje jogamos com muita consistência. A expectativa pelo basquete é muito grande, tomara que eles consigam a vitória, porque lutaram muito para estar aqui. Queríamos ir ao jogo à noite, mas acho que não vamos conseguir ingresso – afirmou Murilo, destaque do Brasil no jogo.

Com a vitória sobre os rivais argentinos, o vôlei masculino do Brasil se classificou para sua sexta semifinal olímpica. Nas cinco vezes anteriores em que ficou entre as quatro melhores do Jogos, a seleção levou a melhor em quatro: 3 a 1 na Itália (Los Angeles 1984); 3 a 1 EUA (Barcelona 1992); 3 a 0 EUA (Atenas 2004) e 3 a 1 Itália (Pequim 2008). A única derrota aconteceu nas Olimpíadas de Seul, em 1988, na derrota por 3 a 0 para os Estados Unidos.

Campeão em Atenas 2004, o Brasil caiu na final em Pequim 2008 para os americanos, que podem ser os adversários nas semis. Eles enfrentam a Itália ainda nesta quarta, às 12h (de Brasília). O próximo duelo está marcado para sexta-feira, ainda sem horário definido. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha os lances em Tempo Real. Na outra chave, as quartas de final são Rússia x Polônia (15h30m) e Bulgária x Alemanha (17h30m).

O basquete masculino completa a quarta de clássicos enfrentando a Argentina às 16h desta quarta e tentando voltar à semifinal olímpica após 44 anos de ausência.

Com Bruninho variando bem as jogadas e acionando atacantes em todos os cantos da quadra, o Brasil começou tranquilo na Arena de Vôlei. Cozinhou os primeiros minutos e, na parada técnica, vencia por 8/7. Na volta, deslanchou. Abriu 11/7, obrigou o treinador Javier Weber a parar o jogo, e nem isso adiantou. Com Murilo puxando o ataque, a vantagem subiu para oito pontos. No 20/13, o susto: Leandro Vissotto caiu e levou a mão à virilha direita. Saiu mancando, sob aplausos, e passou o restante da partida no banco, com aplicação de gelo na perna. Dentro da quadra, não fez falta. Pouco depois, Dante sentiu o joelho, mas logo se recuperou e voltou à quadra. O Brasil fechou o set em 25/19, graças a mais uma pancada de Murilo.

A segunda parcial foi mais equilibrada, mas só até a metade. Coube aos hermanos abrir vantagem no início e segurar os 8/7 na primeira parada. Aos poucos, o Brasil foi se encontrando. Quando os rivais piscaram, já perdiam por 16/12. E dali para frente, só deu Brasil. Com Sidão participando mais do jogo, as coisas ficaram mais fáceis. Foi num saque monstruoso dele que o set chegou ao fim: 25/17.

O roteiro foi parecido no terceiro set, com a Argentina ameaçando no início pelas mãos de Conte, mas o Brasil controlando sem perder a cabeça. Ao fazer 8/7 na parada técnica, Lucão caprichou no saque e abriu dois pontos, mas desta vez os adversários demoraram mais para largar o osso. Com apertados 16/15 na segunda parada, foi preciso enfiar o pé no acelerador para evitar surpresas. Feito. Perdendo por 20/17, Weber parou o jogo outra vez. Mas não adiantou, e teve até cortada de Dante na cabeça de Castellani. Àquela altura, já não havia mais clássico algum. De um lado, eram argentinos perdidos em busca do último suspiro. Do outro, um Brasil que fechou a parcial em 25/20 e, com o pé na porta, abriu seu caminho até a semifinal.

vôlei brasil argentina londres 2012 (Foto: Agência Reuters)vôlei Festa brasileira na quadra: vitória tranquila põe o Brasil nas semis em Londres (Foto: Agência Reuters)
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