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Autor de ataque em casa noturna de Istambul continua foragido

(Foto: Reuters/Umit Bektas)
(Foto: Reuters/Umit Bektas)

O atirador que matou pelo menos 39 pessoas e deixou 69 feridos em um atentado terrorista contra uma boate em Istambul, na Turquia, segue foragido e está sendo procurado em uma operação policial, segundo informações divulgadas pelo ministro do Interior turco, Suleyman Soylu.

As autoridades estão coletando evidências que possam levar à sua identidade. Segundo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, o atirador deixou sua arma no local do crime. “Alguns detalhes começaram a emergir, mas as autoridades estão trabalhando para atingir um resultado concreto.” Ainda não há clareza sobre quem tenha cometido o atentado, segundo Yildirim.

Segundo a agência Efe, o primeiro-ministro desmentiu que o atirador estivesse vestido de Papai Noel no momento do ataque, conforme algumas testemunhas relataram anteriormente. “A polícia e as autoridades de segurança vão divulgar informações quando elas estiverem disponíveis durante a investigação”, acrescentou Yildirim.

De acordo com Soylu, há 16 estrangeiros entre os 21 mortos já identificados: pessoas da Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Líbia e Israel. Uma jovem israelense morta no ataque já teve a identidade revelada pela imprensa: Leanne Nasser, de 19 anos. Ela estava no local com três amigos de sua cidade, Tira, que fica na região central de Israel. Um deles ficou ferido. Ao menos três feridos no ataque são de nacionalidade francesa.

O ataque aconteceu no Reina, um dos clubes mais populares de Istambul, que também tem uma área de bar e restaurante. Os tiros começaram por volta da 1h30 da madrugada de domingo na Turquia (20h30 de sábado em Brasília), quando havia cerca de 700 de pessoas no estabelecimento.

Médicos e oficiais de segurança são vistos do lado de fora do Reina, após ataque na madrugada de ano novo, em Istambul (Foto: IHA via AP)

Médicos e oficiais de segurança são vistos do lado de fora do Reina, após ataque na madrugada de ano novo, em Istambul (Foto: IHA via AP)

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo (1º) que o atentado teve por objetivo “semear o caos no país”. “Agem para destruir a moral do país e semear o caos com esses ataques de ódio contra civis”, declarou Erdogan em sua primeira reação ao massacre, segundo um comunicado publicado pela presidência.

Mais cedo gabinete do primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, tinha imposto uma proibição temporária à cobertura da imprensa sobre o caso “por razões de segurança nacional e manutenção da ordem pública”. Por isso as autoridades não estão divulgando informações além dos comunicados oficiais.

 Familiares acompanham funeral de Ayhan Arik, uma das vítimas de ataque na boate Reina  (Foto: Reuters/Osman Orsal)

Familiares acompanham funeral de Ayhan Arik, uma das vítimas de ataque na boate Reina (Foto: Reuters/Osman Orsal)

Testemunhas

Testemunhas chegaram a dizer que dois homens fantasiados de Papai Noel entraram no local e atiraram aleatoriamente, sem escolher vítimas específicas, segundo a CNN turca. Porém imagens de câmeras de segurança mostram apenas um suspeito do lado de fora da boate e ele vestia um casaco preto. Um policial que estava na porta foi o primeiro a ser baleado e morrer.

Sinem Uyanik, que estava no local e cujo marido foi ferido, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que teve a impressão de ter visto mais de um atirador. “Meu marido me disse para deitar no chão, e então um homem veio. Estávamos perto das janelas. Deitamos no chão e meu marido ficou por cima de mim. Eles atiraram. Duas ou três pessoas atiraram. Então tinha uma espécie de névoa e eu desmaiei. Eles atiraram até nós sairmos de lá. Pessoas estavam no chão. Forças Especiais chegaram e nos tiraram dali. Meu marido foi baleado em três lugares”, afirmou Uyanik.

Horas depois dos tiros, testemunhas diziam que o atirador ainda estaria escondido dentro do clube, enquanto outros acreditavam que ele tenha fugido sem ser identificado. Dezenas de ambulâncias e viaturas policiais foram ao local, que fica no bairro de Ortakoy.

Hipóteses de motivação

O ataque ainda não foi reivindicado, mas a Turquia foi alvo de muitos atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico ou vinculados à rebelião separatista do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que atingiram principalmente Istambul e Ancara.

Depois de um ano de 2016 sangrento, as autoridades turcas haviam anunciado a mobilização de 17 mil policiais na metrópole por ocasião das celebrações do Ano Novo.

Integrante da coalizão internacional que combate o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, a Turquia iniciou em agosto uma ofensiva no norte da Síria para repelir os extremistas e empurrá-los ao sul, mas também contra as milícias curdas sírias.

Rebeldes sírios apoiados pelo exército turco cercam há várias semanas a cidade de Al Bab, um reduto da Estado Islâmico no norte da Síria. Em resposta a estas operações militares, o grupo Estado Islâmico ameaçou em várias ocasiões fazer atentados contra a Turquia, que se tornou um dos principais alvos dos extremistas.

Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)

Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)

O local

A boate Reina é uma famosa casa noturna de Istambul, localizada em Ortaköy, um bairro do distrito de Besiktas, no lado europeu da cidade, frequentada por jovens ricos, famosos e turistas estrangeiros.

Além de pagar preços elevados, os clientes ainda devem superar um duro filtro na entrada do local. As noites começam geralmente após a meia-noite nesta casa noturna, que possui vários restaurantes e pistas de dança, além de um bar central.

Trata-se de um lugar seleto, situado a poucas centenas de metros do espaço onde ocorriam as principais celebrações do Ano Novo, às margens do Bósforo. A casa noturna inaugurada em 2002 também é acessível por barco diretamente a partir do estreito.

Atirador atacou frequentadores de casa noturna em Istambul, na Turquia (Foto: Infográfico G1)

Atirador atacou frequentadores de casa noturna em Istambul, na Turquia (Foto: Infográfico G1)

Outros ataques em 2016

A Turquia foi alvo de uma série de atentados violentos ao longo de 2016. Os principais responsáveis foram membros de grupos radicais curdos e militantes do grupo terrorista Estado Islâmico.

10 de dezembro: Quarenta pessoas morreram, 36 delas policiais, e outras 150 ficaram feridas em um duplo atentado em Istambul, ao lado do estádio de futebol do clube Besikta, um dos mais populares da Turquia. O grupo radical curdo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK) reivindicou a autoria do ataque.

24 de novembro: Pelo menos duas pessoas foram mortas e 33 ficaram feridas na explosão de um carro bomba perto da sede do governo regional de Adana, no sul da Turquia.

4 de novembro: Uma explosão matou ao menos oito pessoas e feriu outras 30 em Diyarbakir, a maior cidade da região de maioria curda na Turquia. O incidente ocorreu horas após a prisão de membros da agremiação política pró-curda Partido Democrático dos Povos (HDP).

16 de outubro: Um homem-bomba supostamente vinculado ao Estado Islâmico se suicidou e matou outros três policiais em uma explosão durante uma batida da polícia na cidade de Gaziantep, no sul do país. Um segundo homem-bomba explodiu-se mais tarde durante buscas em uma residência no distrito de Burak.

21 de agosto: A Turquia foi alvo do mais mortal atentado do ano em seu território, quando um adolescente – de entre 12 e 14 anos, segundo o presidente Recep Tayyip Erdogan – se explodiu na saída de um casamento curdo, deixando ao menos 54 mortos, dos quais 29 crianças, e dezenas de feridos.

17 e 18 de agosto: Três bombas foram detonadas em cidades no leste da Turquia, nas províncias de Elazig, Van e Bitlis, deixando ao menos 12 mortos e mais de 200 feridos. O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, atribuiu os ataques ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

28 de junho: Três explosões atingiram o aeroporto Atatürk, o principal de Istambul. Segundo autoridades da Turquia, o ataque foi executado por três homens-bomba, deixando ao menos 45 mortos e quase 250 feridos. Horas após o atentado, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse que evidências apontam para a participação do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) no ataque. Dezenas de pessoas foram presas.

7 de junho: Um carro estacionado no centro de Istambul foi detonado por controle remoto durante a passagem de um ônibus que transportava policiais. A explosão ocorreu durante a hora do rush no distrito de Beyazit, o principal bairro turístico da metrópole turca. O governador de Istambul, Vasip Sahin, afirmou que a explosão deixou pelo menos 11 mortos e 36 feridos. Um grupo ligado ao banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assumiu autoria do ataque.

19 de março: Pelo menos cinco pessoas morreram e 36 ficaram feridas num atentado a bomba em Istambul, em uma movimentada zona de pedestres no centro da metrópole turca, próximo à praça Taksim. Entre os mortos encontra-se o autor da detonação. De acordo com o governo turco, o autor do ataque era ligado ao “Estado Islâmico”. O grupo, porém, não assumiu autoria pelo ataque.

13 de março: Uma forte explosão abalou o centro da capital turca, Ancara, deixando ao menos 37 mortos e mais de 120 feridos. Fontes oficiais afirmam que a detonação partiu de um automóvel carregado de explosivos. Um dia depois do ataque, o governo turco respondeu com ataques aéreos a bases do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque. A autoria desse atentado foi reivindicada pelo grupo guerrilheiro Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência mais radical do PKK.

17 de fevereiro: Ao menos 28 pessoas morreram e 61 ficaram feridas quando um carro-bomba foi jogado contra um comboio militar em Ancara. O ataque, tratado pelo governo turco como um ato de terrorismo, aconteceu na região central da capital, onde estão localizados o Parlamento e diversos prédios oficiais. O grupo TAK assumiu responsabilidade pelo atentado. O governo culpou o PKK.

12 de janeiro: Uma explosão causada por um homem-bomba no centro histórico de Istambul, matou 12 turistas alemães próximo à famosa Hagia Sophia. Na sequência do ataque, a polícia turca prendeu três cidadãos russos na cidade de Antália. Eles teriam ligações com o “Estado Islâmico”.

G1

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Autor de pedido de impeachment sugere “governo interino” até nova eleição

Karime Xavier/Folhapress
Karime Xavier/Folhapress

Para o jurista Hélio Bicudo, 93, um dos signatários do principal pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff protocolado na Câmara dos Deputados, a crise política não se resolverá apenas com a saída dela do Palácio do Planalto. “O melhor seria convocar novas eleições gerais. Mudar toda a Câmara e o Senado seria o remédio mais democrático”, disse ele ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Sua ideia sobre a antecipação das eleições prevê um governo interino do vice-presidente Michel Temer que duraria 90 dias. “É possível antecipar por meio de um decreto partindo do Executivo. Vamos convocar e ver que bicho dá”.

Cortejado pela oposição desde que decidiu assinar a petição, Bicudo passou a ser criticado pelos petistas nas redes sociais, que questionam o fato de ele ser classificado como “fundador do PT”. Para “corroborar” a tese de que o jurista estaria sendo “manipulado”, defensores da presidente divulgaram um texto escrito por um dos sete filhos de Bicudo, José Eduardo Pereira Bicudo, que afirmou que o pai “está sendo usado pelos articuladores do golpe”.

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“Criei meus filhos democraticamente. Nunca exigi fidelidade aos meus pontos de vista. Atuo segundo minha consciência”, afirma. O jurista foi candidato a vice de Luiz Inácio Lula da Silva em sua primeira disputa eleitoral, para o governo de São Paulo, em 1982.

Depois disso, foi deputado federal pelo PT e ocupou vários cargos na sigla, tendo sido vice-prefeito e secretário de Assuntos Jurídicos de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo. Seu rompimento com o partido ocorreu em 2005, após a divulgação do caso do mensalão.

“Essas pessoas que me criticam hoje nas redes sociais talvez nem me conheçam. Faz dez anos que deixei o PT”, afirma. Apesar de dizer que não se incomoda com as críticas dos ex-aliados, Bicudo responde no mesmo tom. “O PT tornou-se ponto de partida para enriquecimento ilícito.”

Ele também se irrita quando alguém classifica sua iniciativa como “golpe”. “Impeachment não é golpe coisa nenhuma. É um processo legal, jurídico. Dizer que é golpismo é escapismo, é fazer discussão política de baixo nível.”

Parceria

A parceria com Miguel Reale Júnior, que foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, no pedido de impeachment reuniu pela primeira vez os dois juristas no mesmo campo político. Em um ato simbólico, os dois foram juntos na semana passada a um cartório de São Paulo para registrar o documento que foi protocolado na Câmara. Na hora da assinatura, ativistas entoaram palavras de ordem contra o PT e foram aplaudidos por Bicudo.

Ao falar sobre a aproximação com Reale, ele recordou de uma passagem curiosa. “Quando fiz a Faculdade de Direito na São Francisco nos anos 1940, nós estávamos unidos contra a ditadura do Getúlio Vargas. Havia na época uma reação muito forte contra o professor Miguel Reale, pai do Reale Júnior, porque ele era do Partido Integralista. Havia repulsa por ele ser professor. No dia em que foi dar sua primeira aula de Filosofia do Direito, em 1946, foi uma gritaria na Faculdade de Direito.” Segundo Bicudo, naquele tempo, o Largo de São Francisco era uma “praça de guerra”.

 

 

Uol

‘Contra Dilma, não há nada’, diz autor da denúncia que levou ao impeachment de Fernando Collor

dilmaAutor da denúncia que levou ao impeachment de Fernando Collor, em 1992, o advogado Marcelo Lavenère deveria ser uma referência obrigatória na reflexão sobre o pedido de afastamento de Dilma Rousseff, em 2015. Mas Lavenère tem sido esquecido sistematicamente pelos meios de comunicação que apoiam o impeachment, e também pelos políticos envolvidos na ação contra a presidente. Em entrevista ao 247, o próprio Lavenère explica a razão:

—  Vários jornalistas que cobrem as denúncias  contra  Dilma já me ligaram para pedir que eu fale sobre o impeachment do Collor. Mas quando eu digo que são situações muito diferentes e que eu acho que não há a menor razão para se falar em impeachment da Dilma, eles perdem o interesse e desistem da entrevista.

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Então eu vou fazer a pergunta ao senhor, que assinou a denúncia em 1992, ao lado do jornalista Barbosa Lima Sobrinho (morto em 2000). Por que não se pode comparar os dois casos?

A denúncia contra o Fernando Collor teve como base uma apuração detalhada sobre o envolvimento do presidente. Sob presidencia do então senador Amir Lando, uma CPI mixta produziu um relatório denso e detalhado, mostrando seu envolvimento de forma clara. As conclusões contra Collor eram indiscutíveis, a tal ponto que o relatório foi aprovado por unanimidade. Quem ler o relatório, ainda hoje, ficará impressionado com sua consistência.

Ninguém tinha dúvidas sobre a responsabilidade do Collor, portanto…

Não. Vou contar uma coisa. Eu só apresentei a denúncia porque recebi um pedido dos principais partidos do Congresso. Foi o próprio Fernando Henrique Cardoso, em nome do PSDB, quem me procurou dizendo que eu tinha de assinar o pedido. O Senador Pedro Simon falou pelo PMDB. O Aldo Rebelo, pelo PC do B e o Vivaldo Barbosa pelo PDT. Eram os grandes partidos brasileiros, falando por suas lideranças mais respeitadas. O PT, partido do Lula, derrotado por Collor em 1989, não assinou o pedido.

Já é uma mudança. Em 2015, o PSDB de Aécio Neves, que foi derrotado no ano passado,  lidera a pressão pelo impeachment, abertamente. Quais são as outras diferenças?

Do ponto de vista jurídico, falar em impeachment contra a Dilma é uma brincadeira. Não existe — e é até difícil falar daquilo que não existe.

O senhor poderia explicar melhor?

Contra Collor, haviam fatos. Contra a Dilma, não há nada. Há um movimento político, que vinha desde a campanha. É aquela velha visão autoritária, que dizia: ela não pode se eleger; se for eleita, não tomará posse; se tomar posse, não poderá governar. Depois que Dilma passou pelas etapas anteriores, nós chegamos a este estágio. Sem prova nenhuma, sem fato algum, em que se tenta impedir de qualquer maneira uma presidente eleita de governar. Os  fatos não importam aqui. A prioridade é política: precisam encontram fatos capazes de  impedir seu governo. É uma decisão política, que querem cumprir de qulaquer maneira.

Mas tem a acusação das pedaladas…

Nem vou discutir o mérito das pedaladas, se podem ser consideradas um crime ou não. A  discussão é anterior. Estão desrespeitando um ponto fundamental, definido pela Constituição de 1988. As pedaladas não podem servir para acusar uma presidente.

Por que?

Durante a Constituinte, o Celso Mello, que esteve na Casa Civil do José Sarney  e depois se tornou ministro do Supremo, deu uma contribuição importante  à redação do capítulo do impeachment. Ele ajudou a deixar claro aquele ponto que diz que um presidente só pode ser julgado por fatos ocorridos durante o seu mandato. Para falar claramente: se descobrirem que a Dilma matou 50 crianças antes de 2015, isso não pode ser usado contra ela antes do fim do mandato. Ela vai responder por seus atos, mas depois. Isso está bem claro na Constituição. É só ler o que os constituintes escreveram.

O senhor não pode ser acusado de tentar defender a presidente de qualquer maneira?

Não. Se aparecer uma prova contra ela, vou defender que seja processada. Vou lamentar, porque não espero isso nem acredito que isso vá acontecer. Mas se ocorrer, não há alternativa. Mas não é a situação agora. O que temos, hoje, é a vontade política de impedir a Dilma de governar e só isso.

 

brasil247

Autor de 17 assassinatos é submetido em júri popular por estudantes de Direito de Solânea

juriEstuprador, necrófilo e canibal, Jeffrey Dahmer foi uma dessas criaturas que a humanidade dispensa sua existência. No dia 22 do corrente mês, bacharelandos do Curso de Direito, do município de Solânea, Campina Grande, Boqueirão, Alagoa Nova, Lagoa Seca e Turitama (PE) simularam um Júri popular, onde o citado serial killer americano foi julgado e condenado. Na simulação, a Juíza Presidente do Júri Edinalva Pereira (Solânea), fez abertura do Júri, cumprindo as medidas legais, expostas no Código Penal Brasileiro(CPB) conforme as imagens contidas ao final desta matéria.

O representante do Ministério Público Jaílson Ataíde (Alagoa Nova) acompanhado de sua assistente Eduarda Borba(CG), cuidaram de fazer uma eximia acusação ao réu, Dahmer, que por várias vezes ouviu a manifestação do público contra a sua pessoa. As testemunhas arroladas no processo e representadas por Damiana Andrade (CG), Francisco Beserra (CG), Maxsuel Lima(CG) e Vanderlânia Oliveira(CG), auxiliaram muito bem a acusação á fim de atingir o resultado desejado, a condenação.

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Na vez da defesa, o Adv. Gederlandio Santos (Solânea), arrolou no processo as testemunhas Mayara Cordeiro (PE), Fabiana Alvarenga(Lagoa Seca) e Ana Veronica (Alagoa Nova), caracterizadas especificamente para o momento, cuidaram de suas falas na tentativa de conceder a liberdade ao réu do caso. Como não poderia ser diferente, o réu foi condenado a prisão perpétua e assassinado na prisão por um companheiro de cela. Ironicamente, Jeffrey Dahmer sofreu o mesmo mal, que praticou inicialmente, ou seja, seu primeiro assassinato praticado e sua morte foram cometidos com um altere de malhação.

Como não podia faltar à veia nordestina, ao final do Júri, todos os componentes jogralizaram um cordel temático que deu sabor especial ao júri, quebrou a frieza típica dos mesmos e marcou o momento, que certamente ficará registrado nos anais da historia da Unesc Faculdades, em Campina Grande.

estudantes

 

Texto Professor Gederlandio Santos

Vigia de rua mata jovem em Santa Rita; revoltados, amigos do rapaz executam autor do crime

Uma das vítimas mortas em Santa RitaUm jovem de 19 anos e um vigia de rua de 21 anos de idade foram assassinados no bairro Marcos Moura, em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa. O duplo homicídio foi registrado no final da tarde desta sexta-feira (12).

De acordo com o tenente Ulisses Costa, da CPU do 7° Batalhão de Polícia Militar, o vigilante de rua José da Silva efetuou vários disparos no usuário de drogas Lenilton Pereira. Ele morreu na hora.

Ainda de acordo a PM, amigos de Lenilton revoltados com o assassinato do jovem saíram em perseguição ao vigilante de rua e o executaram a tiros.

“O crime foi praticado por dois homens em uma moto, que são amigos de Lenilton. Um homem que estava com o vigilante na hora do crime foi detido para averiguação”, comento o policial militar.

O detido foi encaminhado para a delegacia da cidade.

Foto: @emeronsmofi

portalcorreio

Irmão de Mução seria o autor dos crimes de pedofilia, diz Polícia Federal

Delegados Nilson Antunes e Kilma Caminha, da PF (Foto: Roberta Rêgo / G1)

O irmão do radialista Rodrigo Vieira Emereciano, mais conhecido como Mução, está sendo apontado pela Polícia Federal (PF) como responsável pelos crimes de pedofilia pelos quais o humorista havia sido acusado e preso, na última quinta-feira (28), em Fortaleza. A informação foi repassada pela PF em coletiva de imprensa, na noite desta sexta-feira (29), no Recife, para explicar a reviravolta sofrida pela investigação do grupo desbaratado na operação Dirty Net, deflagrada em 11 estados e no Distrito Federal.

“Ele [Mução] se mostrou surpreso com a investigação e levantou a hipótese de que poderia ser uma pessoa muito próxima, que tem acesso à casa e às senhas. Intimamos o irmão, que se apresentou com o advogado. Ele é engenheiro da computação e tem conhecimento aprofundado de informática. Era responsável pelo parque tecnológico da empresa, instalava softwares, tinha pleno acesso aos computadores do irmão e de outras pessoas da empresa”, detalha o delegado Nilson Antunes.

Antunes disse também que a PF identificou o irmão como suspeito pelos crimes na metade do dia. “Ele [o irmão] se entregou porque a polícia chegou a ele. O investigado recebeu essa notíca enquanto estava sendo reinterrogado. Ficou muito emocionado, chegando às lágrimas”, lembra.

De acordo com a Polícia Federal, comprovaram-se acessos feitos de várias residências e do escritório de Mução. “Se ele tivesse uma sombra que trabalhasse com ele, morasse com ele e usasse os dados cadastrais dele, poderia ser inocentado. Infelizmente, parece ser o caso. É uma verdadeira tragédia familiar”, conta a delegada Kilma Caminha. “O rapaz não sabe por que costuma fazer isso com o irmão, não soube explicar o motivo”, completa.

Outras contas que não seriam do investigado, mas pertenceriam a outras pessoas, estão sendo analisadas. “Estamos diligenciando para conseguir outros dados que confirmem a versão dele [Mução]”, afirma o delegado.

Como o inquérito envolve crianças e adolescentes, corre em segredo de Justiça. O irmão de Mução, que tem 23 anos e cuja ficha criminal não contava com nenhuma ocorrência ligada a pedofilia, segundo a PF, não foi preso porque não houve flagrante e porque confessou. O rapaz deve ser indiciado pelo artigo 241B do Estatuto da Criança e do Adolescente, cujo crime é disponibilizar arquivos contendo imagens de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. A pena prevista é de 4 a 10 anos de reclusão.

Por volta das 20h desta sexta-feira (29), os advogados Valdir Xavier e Bruno Coelho da Silveira, que representam o radialista, chegaram à sede da PF em Pernambuco para entregar aos investigadores um mandado expedido pela 13ª vara da Justiça Federal em Pernambuco, revogando o pedido de prisão que mantinha o humorista detido. Eles deixaram o local, acompanhados de Mução, por volta das 21h, para fazer os exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. “Achamos que seria temerário demais mandar para o presídio uma pessoa sobre a qual paira uma dúvida sobre sua inocência”, disse o delegado Nilson Antunes.

“Deixamos claro desde os primeiros momentos que não houve envolvimento de Rodrigo e que havia confiança irrestrita na Justiça e nas investigações da Polícia Federal”, assegurou o advogado Valdir Xavier, que acompanha o caso desde Fortaleza (CE), onde aconteceu a prisão. O outro advogado é pernambucano e está dando apoio na defesa do radialista. Mução chegou ao Recife por volta das 8h40 desta sexta. Ele depôs durante a manhã, houve um intervalo no horário do almoço e o depoimento continuou até a noite.

Prisão
O humorista teve a prisão temporária decretada pela Justiça Federal em Pernambuco. Ele morava no Recife até se mudar para Fortaleza, onde estaria há cerca de três meses.

De acordo com Nilson Antunes, diretor regional de Combate ao Crime Organizado da PF, os dados obtidos ao longo das investigações já comprovam o envolvimento do suspeito. “Já temos provas robustas da participação dessa pessoa no cometimento desses crimes. São provas técnicas que não temos como materializar, análise de transmissão de dados, de material de informática”, afirmou, em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28).

As investigações da Operação Dirty-Net, que foi realizada em 11 estados e no Distrito Federal, começaram há cerca de seis meses. No total, 18 pessoas foram detidas. Além do humorista, outras prisões ocorreram no Rio Grande do Sul (duas em Porto Alegre, uma em Esteio e duas em Santa Maria), Minas Gerais (três prisões), Paraná (uma em Foz do Iguaçu), São Paulo (uma na capital), Rio de Janeiro (duas na capital) e Espírito Santo (uma na Grande Vitória).

G1

Lançado o Concurso “Procura-se Professor-Autor”; FN apoia iniciativa

O FOCANDO A NOTÍCIA recebeu e-mail de Talita Morais, de São Paulo, por meio da seção “Repórter Cidadão”, sugerindo apoio para divulgação doConcurso “Procura-se Professor-Autor”.

Na seguência, você confere a matéria sobre o assunto e em seguida – na ordem de baixo para cima – a integra do e-mail enviado por ela e o diálogo com o Diretor e Editor do FN, jornalista Antônio Balbino.

                                      Concurso “Procura-se Professor-Autor”

O Projeto Curta na Escola acaba de lançar o “Concurso Procura-se Professor-Autor”, com parceria executiva do Instituto Paramitas, e é muito fácil participar!

Basta escolher um dos curtas do DVD Coleção Curta na Escola – Literatura Brasileira(se sua escola não foi contemplada com o DVD, pode acessar os filmes pelo site), assistir em sala de aula e depois relatar como foi a reação dos alunos, ou como você, professor, trabalhou o tema deste filme junto aos estudantes.

Ao final, serão escolhidos os cinco melhores relatos para cada filme exibido e oProfessor-Autor do Melhor Relato de Experiênciaserá premiado com R$ 500. O melhor destes cinco receberá o prêmio máximo deR$ 1.000

A escola onde o Professor-Autor Vencedor leciona também sairá premiada com um projetor novinho!

Baixe o cartaz do Concurso e divulgue no mural da sua escola!

Leia o regulamento do “Concurso Procura-se Professor-Autor 2012”.

Participe, divulgue, seja um Professor-Autor!


Confira todos os detalhes no site: http://www.curtanaescola.org.br/

Redação/Focando a Notícia

Prefeito é declarado autor de assassinato de jornalista no Peru

Marco Rivero Huerta, prefeito do município de Comandante Noel, no Peru, foi apontado pela polícia local como autor intelectual do assassinato do jornalista Pedro Flores Silva, morto em setembro de 2011, no município de Casma no país.

Segundo o Blog Jornalismo nas Américas, antes de sua morte Flores Silva havia denunciado ameaças feitas contra ele por divulgar atos de corrupção do prefeito.
O prefeito negou participação mesmo após o assassinato em 16 de abril deste ano do fiscal Luis Sánchez Colona, investigador do homicídio do profissional.
Portal IMPRENSA

Câmara aprova federalização de estrada entre PB e RN; Couto é o autor do projeto

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na terça-feira (10/4), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7185/10, do deputado Luiz Couto (PT-PB), que federaliza trechos de estradas paraibanas e potiguares. Pelo texto, a nova rodovia federal começa no entroncamento da PB-137 com a BR-104 e vai até a BR-427, no Rio Grande do Norte. O projeto segue para o Senado.
De acordo com o autor, o trecho que poderá ser transferido para a administração do governo federal tem aproximadamente 80 km de extensão e atende uma população de mais de 100 mil habitantes. “São eles que vão depender urgentemente de melhorias das condições de locomoção”, sustenta.
Luiz Couto afirma que a federalização permitirá o uso de verbas da União para melhorar a estrada, “uma vez que os recursos estaduais são insuficientes”. O relator na CCJ, deputado Odair Cunha (PT-MG), foi favorável à aprovação.

Confira a Íntegra da proposta no link – http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=474515

Agência Câmara, com Maria Neves
Edição – Daniella Cronemberger
Focando a Notícia