Arquivo da tag: autismo

Exames podem detectar autismo em crianças antes de sintoma aparecer

autismoExames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde. O estudo, publicado na revista “Nature” , entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso –no primeiro de ano de vida. As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.

De acordo com o levantamento, uma em cada cem pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

“Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo”, disse à BBC o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível –como linguagem por exemplo– em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

“Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo”, afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais –como treinar pais a interagir com o filho autista– em busca de resultados mais eficientes.

INTERVENÇÃO PRECOCE

Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. “Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor”, afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

“É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível”, diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e “nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças”.

Com informações da Folha de SP.

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Zika pode aumentar casos de autismo e esquizofrenia, diz epidemiologista

zikaApós estudar por mais de quinze anos o autismo na Noruega, Ian Lipkin, diretor do Centro de Infecção e Imunidade da Universidade de Columbia, nos EUA, percebeu que casos de infecções em grávidas, com episódios de febre, aumentavam o risco de os filhos desenvolverem autismo, epilepsia, esquizofrenia e TDAH (déficit de atenção).

A partir desses dados e diante de uma epidemia do vírus da zika, que se espalha pela América Latina e já chegou aos Estados Unidos, o professor faz um alerta: “Nós realmente nos preocupamos que daqui a 15 anos se veja um aumento nos casos de distúrbios mentais”.

O vírus da zika é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, mas também já se confirmou a transmissão sexual. Normalmente, a infecção causa febre, manchas vermelhas na pele e dores leves nas articulações.

Em grávidas, o vírus se mostrou muito mais perigoso. Quando transmitido para o feto, a zika ataca as células do sistema nervoso da criança e causa graves lesões neurológicas, como calcificações no tecido, microcefalia, alterações oculares e mesmo artrogripose (contraturas articulares).

O vírus realmente causa grandes danos às células neurais durante o desenvolvimento, isso já sabemos, mas há outras maneiras de a zika afetar o cérebro”Ian Lipkin

Desde 1999, Lipkin acompanhou informações de milhares de crianças norueguesas para entender o risco do desenvolvimento do autismo.

“O que vimos em outros estudos é que infecções nas gestantes, por vírus, bactérias e toxinas, levou a um aumento no número de crianças que desenvolveram doenças mentais anos mais tarde, como o autismo, a esquizofrenia e a epilepsia”, explica o norte-americano. “Não sabemos se a zika deixa a criança suscetível a outros problemas que serão desenvolvidos ao longo da vida. Daí a importância de acompanhar todas essas crianças que estão nascendo durante a epidemia.”

Em um estudo recente, pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira mostram que 42% das crianças expostas ao vírus durante sua gestação registraram problemas neurológicos após seis meses de vida, mesmo tendo nascido com exames normais para o cérebro.

Mas um ano após o Ministério da Saúde decretar emergência sanitária pelo rápido aumento do número de crianças nascidas com microcefalia relacionado ao vírus da zika em Pernambuco, ainda são muitas as dúvidas que rondam o vírus.

A transmissão da zika pelo contato sexual, e a presença do vírus ativo por até seis meses no sêmen poderiam explicar, por exemplo, a razão da infecção aparecer muitas vezes em casais, o que não é tão comum com a dengue. No entanto, os cientistas ainda não têm evidências para apontar qual seria o modo de transmissão mais importante.

Problemas dos bebês ainda são desconhecidos

Outro ponto importante sem respostas é até onde vão os danos causados pelo vírus da zika nas crianças afetadas.

Em uma roda de orientação para pais de filhos com microcefalia por suspeita de zika no Centro Internacional SARAH de Neurorrehabilitação e Neurociências, o pediatra Rafael Barra começa anunciando que falará sobre o que se sabe “porque ainda tem muitas dúvidas. É uma coisa nova”.

Ao redor dele, mães e pais de cinco bebês entre dois e dez meses ouvem atentamente às explicações sobre o desenvolvimento do cérebro e outras possíveis consequências do vírus: convulsões, irritabilidade, dificuldade para engolir e até mesmo problemas renais.

Entre as dúvidas, há desde a preocupação com as vacinas que podem ser aplicadas, a alimentação e à projeção de desenvolvimento da criança. “Todos temos limites, eles também têm. O que vocês têm que entender é que eles têm lesões no cérebro que também vão alterar esses limites, mas temos que estimulá-los”, acalma o pediatra.

“Estamos desde o ano passado aprendendo sobre a zika e tudo o que está em torno dela. É importante que vocês saibam que nem todas as perguntas têm respostas e ainda precisamos aprender muito com o bebê de vocês”, tenta explicar o médico. O desenvolvimento das crianças com e sem microcefalia é que vai dizer quais as sequelas da infecção nas grávidas.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

5 fatos que você precisa saber sobre o autismo

autismoAntes do diagnóstico do autismo, muitas pessoas sofreram com preconceito e outros problemas. Pensando nisso, listamos algumas coisas que vão fazer você entender o que é o autismo. Confira:

1. Dificuldades

O autismo, por si só, não é o maior problema para as pessoas com TEA. Mesmo em pessoas que aparentemente têm manifestações ‘sutis’ de autismo, contratempos como epilepsia, deficiência mental, insônia, ansiedade e depressão são mais comuns.

2. Q.I. elevado

Muitos portadores da síndrome possuem, inclusive, QI acima dos índices normais. E o fato de terem habilidade verbal muito desenvolvida, com um vocabulário amplo, diversificado e rebuscado, reforça nos pais a ideia de que seus filhos são superdotados.

3. Empatia

Empatia é um dos maiores paradigmas quando se fala em autismo. Os pesquisadores Simon Baron-Cohen e Sally Wheelwright descobriram que é possível chegar a um ‘quociente’, mostrando que, às vezes, a falta de proximidade com pessoas pode representar maior proximidade com animais ou outros objetos.

4. Outras características do TEA

Além da tendência ao isolamento, uma das maiores dificuldades dos autistas é reconhecer emoções e a capacidade de interpretar o que outras pessoas estão pensando. Eles também costumam ser inflexíveis, já que obedecem às regras criadas por eles próprios para agir diante de determinadas situações.

5. Não é doença

O autismo não é uma doença; é uma condição do desenvolvimento neurológico que exibe padrões diferentes de comportamento e intelectualidade. Geralmente, o autista manifesta seus interesses de forma rígida e repetitiva: pode ser silencioso, distante e bloqueado ante algumas situações.

Fonte: Vix

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Casos de autismo sobem para um a cada 68 crianças; especialistas explicam

crianca-autistaNo fim dos anos 1980, uma a cada 500 crianças era diagnosticada com autismo. Hoje, a taxa é uma a cada 68. O significativo aumento chamou atenção até da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial. Mas, afinal, o que fez com que aumentasse tanto o número de crianças diagnosticadas?

Uma série de fatores. De acordo com Carlos Gadia, neurologista pediatra e diretor associado do Dan Marino Center, do Miami Children’s Hospital, na Flórida, nos Estados Unidos, a mudança na maneira de diagnosticar o autismo é uma delas.

“Até meados dos anos 1990, para ser considerada autista, a criança precisava não interagir socialmente nem se comunicar. Depois foi considerado que ela precisava ter alguma alteração na qualidade da comunicação e da interação social em comparação com outras da mesma idade. Com isso, houve uma expansão no diagnóstico”, explica.

Ao mesmo tempo, houve um grande aumento do conhecimento sobre o transtorno, tanto entre os médicos quanto na comunidade em geral. “No fim dos anos 1990, as pessoas passaram a falar mais sobre autismo, as famílias de autistas criaram grupos para discutir o assunto. E quanto mais se fala, mais o autismo passa a ser reconhecido pelos médicos e pelas famílias”, diz Gadia.

O fator ambiental também pode estar associado ao aumento de casos de autismo. “Temos estudado fatores ambientais, como uso de pesticidas, de medicações durante a gestação, exposição ao tabaco, fumo, álcool e diferentes substâncias. A probabilidade é que causas multifatoriais genéticas e ambientais se combinem e façam com que o feto tenha predisposição ao autismo”, afirma Daniela Bordini, psiquiatra e coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Ainda vai levar alguns anos até que esses estudos sejam concluídos, no entanto, vários trabalhos realizados desvendaram alguns mitos que cercam o autismo, como a relação entre o problema e as vacinas.

“Esse é o maior mito, mas foi comprovado que não há relação entre imunização e autismo. Mais recentemente também desvendou-se que os polihidrocarbonetos –substância presente em uma série de equipamentos usados no dia a dia– não têm relação com o distúrbio”, afirma o neurologista Gadia.

Em maio de 2013, um novo critério do DSM – 5(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) acabou com todas as subdivisões usadas para classificar o problema e criou o termo TEA (Transtorno do Espectro Autista).

“Não há mais Síndrome de Asperg, Transtorno Global ou Invasivo de Desenvolvimento. Tudo virou TEA. Os especialistas criaram essas subdivisões, pois achavam que ter grupos homogêneos dentro dos transtornos facilitaria as pesquisas, mas não foi o que aconteceu. Essas subdivisões só causavam confusões para a família. Essa mudança de nomenclatura reafirma a ideia de espectro, de que há diferentes severidades do problema”, afirma Gadia.

Primeiros sinais

Os estudos mostram que a primeira manifestação do autismo é a anormalidade no contato visual. “Crianças dentro do espectro, mesmo pequenas, têm pouco interesse ao olhar para pessoas. Elas preferem observar objetos e, quando olham para indivíduos, tendem a focar no corpo e na boca. Enquanto as crianças típicas olham primariamente para os olhos para entender a carga emocional do olhar”, declara o neurologista Gadia.

O atraso na fala não é necessariamente o primeiro sintoma, mas quase sempre é o mais percebido pelos pais. “A família identifica que tem algo errado com a criança e a leva a um pediatra, mas a maioria desses profissionais não são capacitados para se atentar aos primeiros sintomas do autismo. Muitos têm uma conduta mais expectante: ‘Vamos esperar mais um pouquinho, tem criança que demora mais para falar mesmo’. E isso atrasa o diagnóstico”, afirma Daniela.

“Esperar porque alguém da família demorou para falar ou porque meninos falam depois de meninas não é algo benéfico. Passa a impressão de que alguns critérios de desenvolvimento são fluidos, o que não é verdade. Se a criança não fala e tem um ano e meio, é fora do padrão, e é preciso uma avaliação com especialistas”, diz Gadia.

Outro sintoma do autismo é a falta de resposta quando a criança é chamada pelo nome e a falta de atenção conjunta. “Pais se queixam de que entram no quarto, o filho está brincando e continua, como se eles não estivessem ali. Outro exemplo: se a criança vem no consultório pela primeira vez, eu entro na sala e ela segue brincando como se nada tivesse acontecido também não é normal. A reação da criança típica é olhar para a pessoa desconhecida e, na sequência, para os pais, para ler se ela deve ter medo ou se sou uma pessoa amiga. Essa é a base do déficit de interação social do autista: ele não se preocupa com o acontece à sua volta”, fala o neurologista Gadia.

O diagnóstico ainda hoje tem um peso muito grande para a família. “É um luto. Os pais sonham com um filho saudável, com futuro garantido. Ao descobrir que ele é autista, começam a questionar como será o futuro, se ele terá independência na vida adulta. A parceria da família é fundamental no tratamento, enquanto ela não se fortalece, fica difícil ter melhorias”, afirma a coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp.

Tratamento

O tratamento do autismo é multifuncional e precisa englobar tanto a família quanto a escola para ter maior chance de sucesso. “Quanto mais precoce é o diagnóstico e o tratamento, melhor o prognóstico da criança no futuro. Não existe um medicamento para os sintomas principais do transtorno, mas alguns sintomas ‘alvo’, que não fazem parte do problema, mas atrapalham a vida do autista –como agressividade, insônia e agitação–, podem ser tratados com remédios”, fala Daniela.

Além disso, a criança também é submetida a tratamentos para as áreas de deficiência. “A fonoaudióloga vai trabalhar as questões de linguagem. Os terapeutas ocupacionais, a questão da hipersensibilidade. Já os terapeutas comportamentais fazem uma intervenção chamada de ABA [Terapia Aplicada de Análise do Comportamento, em livre tradução do inglês] para desenvolver com a criança o contato visual, a capacidade de imitar, de apontar, de prestar atenção nos outros”, explica o neurologista Gadia.

Com relação à escola, as instituições regulares não podem recusar a matrícula de crianças autistas e precisam se preparar para as adaptações que forem necessárias. “Para os casos de autismo mais grave, a escola precisa arcar com tutores para fazer a intermediação dos conteúdos ministrados na aula. Mas há pacientes com altas habilidades em algumas áreas, acima da média até. E é preciso aproveitar essas potencialidades e investir nisso para que ele possa ter um emprego no futuro e uma vida independente”, fala Daniela.

estilo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Sessão na Câmara Federal homenageia Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

O deputado Luiz Couto (PT-PB) participou de Sessão Solene na Câmara Federal, sexta-feira (10), em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado anualmente no dia 2 de abril.

Ao discursar, Luiz Couto, que propôs a sessão juntamente com a deputada Erika Kokay (PT-DF), felicitou “os que conseguem ultrapassar as barreiras que impedem a interação com os autistas e se esforçam para proporcionar a eles e a seus familiares uma vida digna”.

Destacou que essas datas especiais são momentos oportunos para reflexões e mapeamentos sobre o que mudou e “onde precisamos avançar”. “São ocasiões para nos conscientizar dos problemas enfrentados por segmentos da população e ainda para repensar posturas, preconceitos e firmar propósitos de minimizar os sofrimentos de muitos”, completou Couto.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O parlamentar lembrou benefícios legais assegurados aos autistas, a exemplo de serviços de saúde integral, incluindo diagnóstico precoce; atendimento multiprofissional; acesso à educação, ao ensino profissionalizante e ao mercado de trabalho.

Luiz Couto, que foi congratulado com o IV Prêmio Orgulho Autista – categoria Político Brasileiro Destaque 2010, contestou mitos que dizem que o autista vive em seu mundo próprio, sem condições de interagir e distante da realidade que o cerca; que não sabe comunicar seus sentimentos e que é incapaz de manifestar afeto.

“O ambiente, muitas vezes, não oferece o devido estímulo ou as nossas próprias limitações nos impedem de buscar no autista a possibilidade da comunicação, fonte primária dos vínculos afetivos”, afirmou.

Ascom do Dep. Luiz Couto

Pesquisa aponta que interação de pais com filhos pode reduzir sintomas de autismo

autismoUm estudo piloto realizado pela Universidade da Califórnia concluiu que os pais podem ajudar a reduzir significativamente os sintomas de autismo em bebês colocando em prática algumas dinâmicas específicas.

Segundo a análise, o método realizado é conhecido como “Infant Star” e é baseado em jogos e brincadeiras, que tem o objetivo de abordar o ambiente social do bebê. A dinâmica contou com a participação de pais de 7 crianças entre 6 e 15 meses, que apresentavam sintomas relacionados ao autismo. Durante o estudo, os pais, junto com os bebês, passaram por 12 sessões de treinamento e, depois foram acompanhados durante seis meses pelos pesquisadores para que continuassem seguindo o método corretamente.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

De acordo com a pesquisa, como resultado, seis das sete crianças que participaram do estudo chegaram aos três anos de idade com o desenvolvimento do aprendizado e da linguagem semelhante ao de crianças sem autismo. De acordo com a professora de psiquiatria e ciências comportamentais da Universidade da Califórnia e coordenadora do estudo, Sally Rogers, a maioria das crianças com sintomas de autismo não chegou a receber o diagnóstico da doença nessa idade.

O estudo conclui que começar o tratamento de crianças com autismo de forma precoce diminui os problemas de desenvolvimento ao longo da infância. No entanto, como foi feito apenas com sete crianças, as descobertas precisam ser confirmadas por pesquisas maiores. Mesmo assim, a equipe considera que as conclusões foram importantes, pois mostraram uma redução significativa dos sintomas do transtorno nos primeiros anos de vida.

Além disso, a mensagem que o estudo procura passar é que se os pais perceberem que o filho apresenta atrasos em certos movimentos e interações, é indicado procurar ajuda.

R7

Ministério da Saúde incorpora ao SUS primeiro medicamento para sintoma do autismo

Reprodução / EBC
Reprodução / EBC

O Sistema Único de Saúde passará a oferecer o primeiro medicamento para tratar os sintomas do autismo. O medicamento, conhecido como Risperidona, será incorporado pelo Ministério da Saúde na rede pública e irá auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com a doença. A estimativa é de que o tratamento esteja disponível para a população a partir do início de 2015 e que beneficie cerca de 19 mil pacientes por ano.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como o Risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias. O autista olha pouco para as pessoas, não reconhece nome e tem dificuldade de comunicação e interação com a sociedade. Muitos pacientes apresentam comportamento agressivo, agitado e isso exige cuidado e dedicação permanente.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, a incorporação do medicamento faz parte de um esforço do Ministério da Saúde em avaliar permanentemente a ampliação da oferta de medicamentos no SUS. “A política de incorporação tecnológica é muito ativa. Nos últimos dois anos e meio, o Ministério incorporou 111 novas tecnologias, sendo 70% medicamentos, triplicando a média anual de incorporações”, avalia.

De acordo com a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 70 milhões de pessoas no mundo tenham a doença. No Brasil, a estimativa é de este número alcance dois milhões de pessoas. A expectativa é que o Ministério da Saúde invista R$ 669 mil para a compra do remédio.

Segundo a coordenadora-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Vera Mendes, a medicação associada ao conjunto de terapêuticas ofertado pelo SUS é fundamental para o desempenho da criança. “O remédio vai ajudar a regular os sintomas comportamentais deixando o paciente mais apto e equilibrado na prática de suas atividades, além de melhorar seu convívio na vida social e familiar”, destaca.

Para o atendimento do autismo na rede pública, são realizadas nas mais de 40 mil Unidades Básicas de Saúde ações de habilitação e reabilitação coordenadas por equipe multiprofissional, focados nas dimensões cognitivas e de linguagem oral, escrita e não-verbal, incluindo intervenções educativas e comportamentais direcionadas aos sintomas. Os pacientes também podem ser acolhidos em um dos 102 Centros Especializados em Reabilitação habilitados pelo Ministério da Saúde.

Incorporação

A inclusão de qualquer medicamento no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que exige comprovação da eficácia, custo-efetividade e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada e assim garante a proteção do cidadão que fará uso do medicamento. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.

 

 

portalcorreio

Após desaparecer de Apae, criança com autismo é encontrada morta

crianca-autistaUma criança de nove anos com autismo morreu no Litoral Norte do Rio Grande do Sul depois de desaparecer da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), escola que frequentava no município de Terra de Areia. A família acredita que ele possa ter fugido. O menino foi encontrado sem vida poucas horas depois de sair do local, dentro de um valo com água.

O velório, na manhã desta quinta-feira (3), foi marcado por comoção e revolta. Os parentes buscam explicações para o que aconteceu, como mostra reportagem do Jornal do Almoço (veja no vídeo ao lado).

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O garoto desapareceu no início da tarde de quarta-feira (2). “Até agora eu não entendi como ele conseguiu fugir. Na minha impressão, foi negligência, falta de atenção com ele. Eu vou mover montanhas para saber exatamente o que houve”, disse o pai do menino, Eduardo Thomassin. “O pátio da Apae é todo aberto. Não tem uma cerca, só um portão. Para mim, não oferecia segurança nenhuma. Claro, é mais fácil de cuidar os alunos maiores, mas e os pequenos que nem o meu? Em um piscar de olhos, ele fugiu”, completou.

Para o avô da criança, há falhas na cerca do entorno do prédio da escola. Em uma parte, o arame está totalmente levantado e até mesmo uma pessoa adulta consegue passar por ali. A criança percorreu cerca de 500 metros, no meio do mato, e caiu em um buraco com água.

Assim que soube do sumiço, a família começou uma busca desesperada. O pai e o irmão mais velho encontraram o corpo da criança no fim da tarde. “Meu guri me disse: ‘olha pai, o tênis dele aqui’. Estava bem na entrada do valo, onde a terra é mais mole”, contou o pai. A criança foi encontrada afogada sob uma árvore.

A Apae admite que a porta da frente estava aberta. A direção não quis se manifestar e designou um estagiário para falar com a reportagem. “Todas as medidas que nós achamos necessárias, de segurança, a qualquer aluno, nós tomamos”, declarou Israel Souza da Silva. O corpo do menino será  enterrado às 16h.

Apae admite que a porta da frente estava aberta (Foto: João Laud/RBS TV)Apae admite que a porta da frente estava aberta (Foto: João Laud/RBS TV)

 

G1

Ministério da Saúde lança diretrizes para diagnóstico precoce do autismo

Segundo estimativas, o Brasil tem 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo

Ministério da Saúde lança diretrizes para diagnóstico precoce do autismo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou cartilha com diretrizes para a detecção precoce do Transtorno do Espectro do Autismo (Foto: Valter Campanato/ABr)

São Paulo – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou no último dia 1º a Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo. Escrita em forma de cartilha, é uma ação conjunta de profissionais, pesquisadores e especialistas de diversas entidades que tem como objetivo orientar equipes multiprofissionais dos serviços de saúde para o cuidado da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Escrita em linguagem simples e acessível, a cartilha pode ser consultada também por pessoas leigas.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Inédita, a diretriz traz uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que pediatras e outros profissionais possam detectar precocemente o autismo em crianças de até três anos e encaminhá-las a especialistas em neurologia ou psiquiatria. A cartilha, que será distribuída em todo Sistema Único de Saúde (SUS), também estará disponível para download no site do Ministério da Saúde.

O autismo é um conjunto de alterações de linguagem e de sociabilidade que afetam o portador do transtorno em maior ou menor intensidade, podendo ainda trazer limitação nas capacidades funcionais e nas interações sociais. Por isso, exige cuidados específicos e acompanhamento especializado ao longo da vida. A Associação Brasileira de Autismo (Abra) estima que 2 milhões de brasileiros sofram de TEA.

“O tratamento precoce do TEA é muito importante no desenvolvimento da criança autista. Com isso é mais fácil encaminhá-la para os primeiros atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde”, destacou Padilha.

O tratamento é definido pelo grau de intensidade do transtorno. Casos de menor intensidade serão tratados nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do SUS. Atualmente existem 22 unidades em construção, 23 em fase de habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades já em funcionamento passem a funcionar como CER.

Casos de maior grau de intensidade do transtorno serão encaminhados para centros específicos que serão habilitados pelo Ministério da Saúde em todo o país.

Para a presidenta da Abra, Marisa Furia Silva, o diagnóstico precoce do autismo sempre foi a maior preocupação. “Com as diretrizes, os pediatras estarão orientados a detectar sinais e poderão encaminhar as crianças para acompanhamento especializado. Com isso, não haverá tantos prejuízos ao desenvolvimento dessas crianças”, afirmou.

A diretriz integra o plano Viver Sem Limites: Plano Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado em dezembro de 2011. Segundo o Ministério, em 2012 foram investidos R$ 891 milhões na saúde da pessoa com deficiência. Até 2014 está previsto investimento de R$ 1,4 bilhão.

Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

País sanciona lei de direitos da pessoa com autismo

Com a lei, ficam assegurados serviços de saúde como, por exemplo, nutrição, medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento


A Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, foi publicada no Diário Oficial do último dia 28 de dezembro. Dentre os pontos previstos na Lei está a participação da comunidade na formulação das políticas públicas voltadas para os autistas, além da implantação, acompanhamento e avaliação da mesma.

Com a Lei, ficam asseguradas ainda o acesso a ações e serviços de saúde, incluindo: o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento. Assim como o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e assistência social. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.[bb]

Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista, incluída nas classes comuns de ensino regular, terá direito a acompanhante especializado durante as atividades realizadas no ambiente escolar.

Autismo

O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista. É diferente de retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias. Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento desses indivíduos.

Viver sem Limite

Em 2011, o governo brasileiro lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite) com o objetivo de promover a cidadania, a autonomia e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, eliminando barreiras e permitindo o acesso aos bens e serviços disponíveis a toda a população. Desde então, o País tem promovido diversas ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade.

Fonte:
Secretaria de Direitos Humanos
Portal Brasil