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Caixa Beneficente da PM aciona Justiça após policial ser impedida de entrar em sala de aula na UEPB

A Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Bombeiro Militar da Paraíba emitiu uma nota nesta terça-feira (31) em repúdio à atitude de uma professora que teria impedido o acesso de uma policial militar e estudante de direito à sala de aula na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)  porque estava fardada.

 A entidade informou  que irá acionar a Justiça e cobrará providência à instituição de ensino contra a professora. O caso ocorreu no Campus de Guarabira.

Um representante da Universidade, que aparece no vídeo abaixo, negou constrangimento e disse que, se for o caso, uma denúncia administrativa poderá ser requerida.

Confira a nota na íntegra:

*NOTA*

A Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Bombeiro Militar da Paraíba vem a público informar que vai buscar todos os meios jurídicos cabíveis contra a professora que impediu o acesso de uma policial militar e estudante de direito à sala de aula porque estava fardada, na tarde desta terça-feira (31), no Campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Guarabira, causando constrangimento não só a pessoa da policial, mas a todos os integrantes da corporação, demonstrando claro preconceito profissional, o que deve ser combatido nos dias atuais.

Além do acionamento judicial, a Caixa Beneficente estará enviando um ofício à direção do campus pedindo o imediato afastamento da professora das salas de aula, pois ensinar direito na teoria quando na prática é a primeira a desrespeitá-lo, principalmente o de ir e vir, é danoso para a educação e pode estimular que fatos desta natureza sejam cada vez mais recorrentes contra profissionais da segurança pública.

A entidade que representa todos os policiais e bombeiros militares repudia qualquer ato que vá de encontro a dignidade da pessoa humana desses profissionais e não admitirá, jamais, que saiam impunes os responsáveis por atentar contra isso.

*Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da PM/BM da Paraíba*

paraiba.com.br

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UEPB entra em greve a partir do dia 12 e deixa cerca de 18 mil alunos sem aula

uepbCerca de 18 mil alunos vão ficar sem aula a partir de quarta-feira (12) após os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) aprovarem, nesta quinta-feira (6), greve por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada na sede da Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB), em Campina Grande. Segundo a assessoria da ADUEPB, a greve vai atingir todos os campi da instituição.

As principais reivindicações da categoria são: reajuste de 23,51% nos salários, retorno do pagamento integral do duodécimo aprovado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), mas que não vem sendo cumprido pelo Estado e revogação da portaria de corte de gastos.

Ainda segundo a assessoria da ADUEPB, a categoria aguarda posicionamento do governo do Estado sobre um pedido de reunião para abertura de diálogo sobre as reivindicações.

Por Halan Azevedo

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Empreendedorismo é tema de aula em escolas públicas da Paraíba

Através do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), o Sebrae Paraíba espera levar a cultura empreendedora para mais de 2,5 mil alunos de todo o Estado

SebraeA cultura empreendedora vai entrar na rotina de mais de 2,5 mil alunos dos ensinos fundamentais, médio e superior da Paraíba. Ao longo deste ano, estudantes do Litoral ao Sertão do Estado terão aulas sobre noções de empreendedorismo em escolas e universidades. A ação faz parte do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE) promovido pelo Sebrae Paraíba, em parceria com o poder público e instituições de ensino superior.

No ano passado, foram qualificados mais de 500 professores que trabalharam o empreendedorismo dentro das salas de aula com mais de 5 mil alunos do ensino fundamental e médio de 30 escolas municipais e estaduais.  De acordo com a analista técnica do Sebrae Paraíba e gestora de Educação Empreendedora do Sebrae Paraíba, Socorro Vasconcelos, o PNEE tem o objetivo ampliar, promover e disseminar a educação empreendedora nas instituições de ensino, por meio da oferta de conteúdos de empreendedorismo nos currículos.

“Nosso foco são os estudantes, mas, como estratégia, atuamos com os professores. Costumo dizer que esta é uma parceria de especialistas: o Sebrae especialista no tema Empreendedorismo e os professores especialistas em sala de aula. Os professores são capacitados pelo Sebrae para trabalhar com a metodologia em sala junto aos estudantes”, explicou Socorro Vasconcelos.

A analista disse que as ações do programa estão direcionadas para todos os níveis de ensino da educação formal, oferecendo metodologias renovadas voltadas para formação de estudantes, denominados potenciais empreendedores e identificados como público-alvo do Sebrae. No ensino fundamental, o trabalho é voltado para crianças entre 6 e 14 anos. Já no ensino médio, as atividades são direcionadas para adolescentes na faixa etária de 14 a 18 anos.

“Com este trabalho, o Sebrae pretende contribuir para a construção de um novo perfil de estudante, propondo metodologias educacionais que têm como base a educação por competências contextualizadas com o atual cenário socioeconômico, considerando, também, que a maior parte dos jovens matriculados no ensino formal, sobretudo no ensino médio, não podem esperar concluir o ensino superior para serem considerados “aptos” a terem uma vida produtiva ativa. Eles precisam ter na educação básica uma formação que possibilite encontrar oportunidades para escolher seu próprio caminho e garantir um desenvolvimento contínuo”, destacou.

No ano passado, projeto de Educação Empreendedora do Sebrae Paraíba no ensino fundamental foi realizado em escolas das cidades Alcantil, Prata, Água Branca, Teixeira, Solânea, Sossego, Dona Inês, Frei Martinho, Pedra Lavrada, Bananeiras, Salgadinho, Cajazeiras e Caaporã. Já ações com alunos do ensino médio aconteceram em escolas de João Pessoa, Uriraúna, Cajazeiras, Cachoeira dos Índios, Poço José de Moura, Poço de Dantas, Bom Jesus, Juripiranga, Ingá, Zabele, Pariri, São João do Cariri, Gurjão, Sumé, Serra Branca, Prata, Monteiro e Camalaú.

Sebrae

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Alunos ficam feridos após teto de sala de aula da UEPB cair, em Guarabira

 (Foto: Arte/Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)
(Foto: Arte/Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)

Dois estudantes do curso de direito ficaram feridos, após parte do reboco do teto da sala de aula onde eles estavam caiu durante uma avaliação em grupo na cidade de Guarabira, no Agreste paraibano, na segunda-feira (20). Segundo o aluno Bruno Vinícius, que foi atingido na cabeça, o acidente aconteceu no Centro de Humanidades do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Segundo o diretor do campus de Guarabira, Valdecir Ferreira Chagas, a sala onde aconteceu o acidente está interditada e os alunos estão tendo aulas em outro setor. Ainda de acordo com o diretor, um engenheiro da UEPB vai até o local nesta terça (21) ou quarta-feira (22) para fazer uma vistoria.

O estudante conta que o teto desabou por volta das 13h30. “Estávamos fazendo uma atividade avaliativa em grupo, eu e mais dois colegas. Quando a professora entregou as atividades e a gente começou a responder, o teto começou a desabar. O nosso grupo estava justamente no local que estava caindo e quando começou a correria na sala, o reboco desabou de vez. Minha colega foi atingida no braço e no ombro e boa parte do entulho caiu sobre minha cabeça”, explica Bruno Vinícius.

O jovem explica que funcionários do centro realizaram os primeiros socorros e chegaram a acionar o Corpo de Bombeiros, mas a unidade estava em atendimento e os jovens foram levados para o Hospital Regional de Guarabira por outros estudantes. “No local, fomos medicados, ficamos em observação por algumas horas e fomos liberados por volta das 19h. Apesar de medicado, ainda nesta terça, acordei com dores de cabeça”, explica o estudante.

Segundo Bruno Vinícius, outros problemas de estrutura já foram identificados no centro, e a diretoria chegou a ser acionada para realizar reparos. “Ano passado, por exemplo, caiu um ventilador de teto e em outra ocasião, o gesso de uma sala caiu e saiu um gato de dentro do telhado. Os alunos sempre reclamam destas coisas”, explica.

O diretor do centro explicou que a pró-reitoria de infraestrutura da instituição já havia verificado goteiras nas salas, causadas pelas chuvas, mas que as obras de reparo não foram feitas à tempo.

Centro de Humanidades do Campus III da UEPB, em Guarabira (Foto: Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)Centro de Humanidades do Campus III da UEPB, em Guarabira (Foto: Ewerton Douglas/Arquivo pessoal)
G1 PB

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Mulher espanca professora em sala de aula após descobrir caso com seu marido

briga-mulherUma professora foi espancada em frente aos seus alunos depois que uma mulher lhe acusou de dormir com seu marido. Laelia Paredes Flores, 35 anos, invadiu a sala de aula em Huimanguillo, México, e atacou Marcella Vllalpando Tovar, 32 anos, deixando os estudantes e membros da escola chocados ao assistirem a cena. Um vídeo foi gravado mostrando Marcella se protegendo no chão enquanto Laelia lhe dá uma série de chutes. Ainda não satisfeita, ela pula em cima da mulher e começa a puxar seus cabelos enquanto a xinga, até que finalmente deixa o local.

“A mulher furiosa começou a gritar antes de acertar a nossa professora e jogá-la no chão, foi quando eu corri para pedir ajuda. Mas quando os outros professores vieram, eles apenas ficaram ao redor assistindo. Foi realmente horrível”, disse Miriam Gracia Adorno, 16 anos.

Um porta-voz da escola disse que a agressora é mãe de um estudante matriculado na instituição de ensino. “Estamos consternados com este ataque e como não foi feito nada para pará-lo. Nós iniciamos uma investigação para apurar o caso.”

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Com: poptrash

Veja o Vídeo!

‘Ricardo Coutinho dá aula de gestão pública, diferente de Dilma Rousseff’, afirma deputado federal paraibano

efraim-filhoPara o deputado federal Efraim Filho (DEM) o governador Ricardo Coutinho (PSB) tem dado uma aula de gestão púbica com a promoção dos cortes de gastos que vem acontecendo na Paraíba.

“Ele fez uma reforma administrativa, está promovendo um ajuste fiscal nas contas, fundiu ecretarias, diminuiu a máquina e isso vai gerar economia para a Paraíba manter os investimentos”, explicou o deputado federal.

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Para ele, o exemplo de gestão que vem da Paraíba não reflete o que acontece em Brasília. O deputado afirma que, ao contrário de Ricardo Coutinho, Dilma está fazendo uma gestão ruim dos recursos públicos federais.

“Você está vendo ela falar em corte nos 39 ministérios? Corte de custo do tamanho da máquina Brasil? Não. Ela fez duas coisas: corte nos ivnestimentos e aumento de impostos. Aumentou a energia, a gasolina, pensa em trazer de volta a CPMF. Ela não fez nenhum tipo de sacrifício dentro do seu Governo. Trouxe de volta a CIDE, um imposto dentro do combustível. Foi buscar no bolso do trabalhador, no bolso da dona de casa”, lamentou.

Efraim explica que é contra isso que os Democratas lutam. “O partido representou 48% da população brasileira que defende a oposição. Somos oposição e perdemos a eleição. A eleição deve ser respeitada, mas a oposição é permanente. É nosso dever apresentar um caminho alternativo para o Brasil”, concluiu.

João Thiago

Estudante de 14 anos é baleada com três tiros dentro da sala de aula por colega de escola

escola-violeta-formigaUma garota de 14 anos foi baleada na manhã desta sexta (21) dentro de uma escola em João Pessoa. O acusado do crime, é outro aluno identificado apenas como Paulinho.

A adolescente estava dentro da sala de aula na escola municipal Violeta Formiga, no Alto do Céu, em Mandacaru quando um outro aluno, identificado apenas como Paulinho, aproximou-se de atirou diversas vezes.

Atingida com possivelmente três disparos no tórax, a vítima foi socorrida em estado grave para o Hospital de Emergência e Trauma. O acusado fugiu e a polícia está investigando para descobrir a motivação do crime.

Marília Domingues / Washington Luiz

Estudo do Banco Mundial revela que alunos do Brasil desperdiçam um dia de aula por semana

sala de aulaAlunos brasileiros perdem em média um dia de aula por semana por conta de desperdício de tempo em sala de aula, gasto com atrasos, excesso de tarefas burocráticas (fazer chamada, limpar a lousa e distribuir trabalhos) e em aulas mal preparadas pelo professor – tempo este que deixa de ser gasto com o ensino de conteúdo.

Essa foi uma das principais conclusões de um estudo recém-lançado pelo Banco Mundial que analisou o trabalho de professores na América Latina e seu impacto sobre a qualidade do aprendizado, a formação dos alunos e o desempenho desses países em rankings internacionais de educação.

A pesquisadora Barbara Bruns, uma das autoras do estudo, lembra que o tempo de interação entre aluno e professor é o momento para qual se destinam, em última instância, todos os investimentos em educação. “Nada desse investimento terá impacto na melhoria do aprendizado, a não ser que impacte sobre o que ocorre na sala de aula”, diz ela.

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O Banco Mundial avaliou 15,6 mil salas de aula, mais da metade delas no Brasil (classes dos ensinos fundamental e médio em MG, PE e RJ), e calcula que, em média, apenas 64% do tempo da classe seja usado para transmissão de conteúdo, 20 pontos percentuais abaixo de padrões internacionais.

Confira a entrevista que Bruns, estudiosa da educação brasileira há 20 anos, concedeu por telefone à BBC Brasil:

BBC Brasil – O fato de um tempo tão significativo de aula ser perdido ajuda a explicar o desempenho abaixo da média dos países latino-americanos em avaliações internacionais?

Barbara Bruns – Sim, definitivamente é um fator. Em escolas no leste da Ásia, Japão, Cingapura, Finlândia e Alemanha, você não vê professores chegarem à sala de aula sem um material pronto, sem essa percepção de que o tempo precisa ser usado para ensinar e manter os alunos engajados, algo crucial para o aprendizado.

E com frequência nas salas de aula da América Latina parece haver uma falta de organização por parte do professor. Não parece haver a percepção da limitação do tempo e do que economistas chamam de custo de oportunidade de não usar esse tempo para o ensino.

E o tempo entre alunos e professores na sala de aula é o ponto em que culminam todos os investimentos em educação: gastos com salários dos professores, com a formulação do currículo escolar, infraestrutura, material, gerenciamento. Nada desse investimento terá impacto na melhoria do aprendizado, a não ser que impacte no que ocorre na sala de aula.

Vemos que na América Latina muitos países gastam uma proporção alta de seu PIB na educação, e não estão obtendo resultados porque esses investimentos não estão sendo usados (para aprimorar) o momento que os professores têm com os alunos.

Se professores estão perdendo 20% do tempo de instrução com os estudantes, é como dizer que estão sendo perdidos 20% dos investimentos em educação, porque não estão sendo usados para o ensino.

BBC Brasil – Como resolver isso?

Bruns – Primeiro, mudar a forma como o professor é preparado antes de entrar ao sistema de ensino. Na América Latina, há muito pouca ênfase (nos cursos preparatórios) sobre como gerenciar uma sala de aula, como ser um professor eficiente. Ouço com frequência de ministros e autoridades: as faculdades de pedagogia falam muito de filosofia, história da educação, das disciplinas (do currículo), mas muito pouco sobre a prática do ensino.

Fazendo uma analogia com a medicina, ninguém ia querer um médico que fosse treinado apenas em história da medicina e em questões teóricas. Médicos passam vários anos aprendendo como lidar com pacientes reais. Os professores precisam dessa mesma oportunidade de praticar.

E o que vemos em sistemas educacionais de alta performance, desde Cuba – que tem boa tradição de treinamento de professores – ao leste da Ásia e ao norte da Europa, é que professores em treinamento passam muito tempo observando outros professores e sendo orientados. Isso quase não ocorre na América Latina.

Outra coisa que precisa mudar é o apoio a professores que já estão em sala de aula. Eles precisam receber “feedback” sobre sua performance, ver bons exemplos e ser estimulados a compartilhar conhecimento.

O Rio está fazendo isso no Ginásio Experimental Carioca (projeto que traz mudanças em gestão e currículo escolar nos anos finais do ensino fundamental da cidade), mudando o calendário escolar para criar momentos em que os professores se reúnem para trabalhar juntos; ou colocando professores novos para observar os melhores e mais experientes.

Uma das descobertas mais importantes e surpreendentes de nossa pesquisa é que, dentro de uma mesma escola, há grande variação na forma como os professores ensinam – desde o professor excelente até o que é muito pouco eficiente.

Por isso, é preciso encontrar formas de estimular os professores a trabalhar juntos na escola, como fazem no Japão e na Finlândia.

O Banco Mundial tem um projeto com a Secretaria de Educação do Ceará para criar uma comunidade de aprendizado dentro de cada escola. Daqui a um ano saberemos que tipo de impacto isso terá (no ensino) de 350 escolas.

BBC Brasil – A preparação de professores é um dos maiores desafios educacionais da América Latina?

Bruns – Uma das estratégias mais importantes de curto prazo na região deve ser o treinamento de professores para que eles usem o tempo de aula de forma mais eficiente e, além disso, mantenham os estudantes engajados.

Ao observar as salas de aula, descobrimos que, mesmo enquanto os professores estão ensinando, metade do tempo eles não conseguem manter os alunos focados no conteúdo.

Víamos os estudantes dormindo, digitando no celular, conversando entre si, olhando pela janela. E isso jamais seria permitido pelos professores do leste asiático, por exemplo – eles estariam dando um jeito de fazer com que todos estivessem engajados. Sabemos que, para aprender, os estudantes têm de estar engajados.

Mesmo durante o tempo gasto com o ensino de conteúdo, muitos alunos estão dispersos

No longo prazo, porém, o desafio é atrair um novo tipo de profissional à carreira de professor: fazer com que ela seja uma carreira atraente para os formandos de melhor performance (acadêmica), como acontece na Finlândia e Cingapura. Daí ficará muito mais fácil obter professores excelentes.

Já na América Latina e nos EUA, a profissão ficou tão degradada que os professores acabam sendo recrutados entre estudantes de pior performance. Ou seja, é necessário criar incentivos para que pessoas com bom desempenho escolham a carreira.

E também acho que, quanto aos aumentos salariais – e há muitas evidências de que os salários dos professores precisam aumentar para atrair pessoas competentes -, eles devem ocorrer de forma diferenciada (de acordo com o desempenho). Não pode ser que professores bons e professores ruins ganhem a mesma coisa.

É preciso criar incentivos para que as pessoas trabalhem melhor e para que os mais inteligentes entrem na profissão. Na América Latina, a maioria das promoções de carreira é com base em tempo de casa, em vez de desempenho. Então em alguns casos, dois professores ganham o mesmo salário, mas um faz um trabalho excelente e outro não faz nada.

A cidade de Washington fez uma grande reforma educacional, estabelecendo claros parâmetros para a excelência de professores e avaliando professores segundo esses parâmetros. Os que não os cumprissem eram demitidos ou tinham um ano para melhorar seu desempenho. Já os excelentes tiveram seus salários dobrados. Passados quatro anos, mesmo em meio a polêmicas, os professores gostaram (do projeto), e o desempenho dos alunos de Washington passou a estar entre os melhores do país.

Mas é bom acrescentar que o Brasil vive um momento empolgante: muitos secretários de educação e prefeitos querem fazer mudanças. Vemos diversas experimentações e inovações promissoras pelo país. Se conseguirmos medir esses experimentos, teremos (armas) poderosas. Nos 20 anos que estudo o Brasil, pude ver muitos avanços. Mas obviamente há muito a melhorar.

BBC Brasil 

 

Escola deveria iniciar aula após 8h30, diz associação de pediatras dos EUA

escolaUm estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pela Associação Americana de Pediatria (AAP) recomenda que as escolas iniciem o dia letivo depois das 8h30, para que crianças e adolescentes possam ter uma noite adequada de sono.

Atrasar o início do dia na escola, pelo menos até 8h30 ajudaria a conter a falta de sono dos alunos, que tem sido associada com a saúde debilitada, notas ruins, acidentes de carro e outros problemas, segundo a AAP. Segundo a academia, os adolescentes têm regularmente sofrifdo com a falta de sono.

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A pesquisa publicada na revista Pediatrics mostra que os estudantes do ensino fundamental e médio dos Estados Unidos não têm a quantidade recomendada de horas de sono, entre oito horas e meia e nove horas e meia. A maioria, segundo a pesquisa, dorme em média sete horas por noite.

Mais de 40% das escolas públicas do país iniciam as aulas antes das 8h, o que significa que para entrar a tempo do sinal soar, o estudante precisa acordar ainda de madrugada para se preparar para ir à escola. Quem usa o transporte escolar, ainda fica muito tempo no veículo esperando as outras crianças serem recolhidas para irem à escola.

Além do início muito cedo das aulas, atividades extra-classes contribuem para a perda de sono dos estudantes, segundo a AAP. Os alunos fazem esportes na escola e passam horas à frente do computador para fazer trabalhos escolares e ainda se envolver nas redes sociais. “Os pais, pediatras e educadores devem concentrar esforços para que os alunos tenham um sono saudável e promovam um ‘toque de recolher digital'”, indica a AAP.

Em Londres, escola muda horário para aluno dormir mais; veja ao lado

“Entre os perigos para os adolescentes que dormem pouco estão depressão, pensamentos suicidas, obesidade, mau desempenho na escola e riscos de acidentes de carro por dirigir com sono”, disse Judith Owens, diretor de medicina do sono do Centro Médico Nacional Infantil, em Washington.

 

A pesquisa aponta ainda experiências de escolas que decidiram começar a aula mais tarde e melhoraram a motivação e o humor dos alunos. Mas ressalta que ainda é necessário um estudo mais aprofundado sobre este tema.

 

G1

Aluna de Enfermagem infarta na aula, não resiste e morre a caminho do hospital em JP

hospital emergencia traumaUma jovem de 18 anos, estudante do curso de Enfermagem, em uma faculdade particular de João Pessoa, morreu na noite desta quarta-feira (13), logo após passar mal dentro da sala de aula. A jovem era natural da cidade de Itambé, em Pernambuco.

De acordo com informações de pessoas que estavam próximas a estudante, ela teve um infarto durante uma das aulas. Socorrida em estado grave pelo Samu, a jovem não resistiu e morreu pouco antes de ser atendida no Hospital de Emergência e Trauma da Capital.

 

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Portal Correio tentou entrar em contato com a instituição de ensino, para checar mais detalhes sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.

 

 

Por Halan Azevedo