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Homem é eletrocutado após escalar poste em ato com Dilma Rousseff

homemUm homem morreu após escalar um poste e levar um choque na Praça General Valadão, no centro de Aracaju, em Sergipe, enquanto participava de um ato que contava com a presidente afastada Dilma Rousseff. O acidente ocorreu poucos minutos antes de a petista discursar na Jornada Nacional Pela Democracia, realizada na tarde de segunda-feira. As informações são do jornal Extra.

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe, a vítima aparentava ter idade entre 20 e 25 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca e traumatismo craniano, e morreu enquanto era transportado para o Hospital de Urgências de Sergipe.

Até o fim da manhã desta terça-feira, segundo informações do Instituto Médico Legal (IML), o corpo permanecia sem identificação.

Participantes do ato registraram o acidente. Em vídeos que circulam em redes sociais, é possível ver o momento em que o homem sobre no poste e leva o choque.

ATENÇÃO: as imagens são fortes.

Cássio ataca “ineficiência, desrespeito e corrupção” do PT em ato do PSDB em Brasília

Igor Estrela
Igor Estrela

O senador Cássio Cunha Lima, candidato a governador da Paraíba pela coligação ‘A Vontade do Povo’ participou, na tarde desta quarta-feira (8), em Brasília-DF, de ato público do PSDB nacional para reforçar a campanha no segundo turno das eleições.

Cássio enfatizou, em seu pronunciamento, que as ruas já deixaram claro que não aceitam mais “ineficiência, desrespeito, corrupção” e exigem que a disputa eleitoral seja tratada em alto nível.

O candidato à Presidência da República, Aécio Neves, disse que o PSDB e aliados estão “apenas no meio da travessia”. O presidenciável garantiu que dedicará ao Nordeste parcela extremamente importante das propostas. Para aumentar a votação na região, ele solicita o empenho de cada um e a dedicação de todos.

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Aécio assegurou que, neste segundo turno, responderá a cada ataque adversário com uma proposta, profetizando que será o presidente dos mais pobres, por mais que, segundo ele, o marketing oficial mantenha uma “lógica perversa”.

 

Cássio e Aécio tiram 'selfie'Foto: Cássio e Aécio tiram ‘selfie’
Créditos: Reprodução/Twitter

 

 

Portal Correio

Ato político marca o encerramento do Congresso da UJS-Minas

 

O ato político deste sábado contou com a participação do futuro presidente nacional da UJS, Renan Alencar; do presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro; da deputada federal Jô Moraes; do prefeito de Contagem, Carlin Moura; dos vereadores Ricardo Faria (Contagem) e Tiago Santana (Betim), além de lideranças políticas da juventude do PT, PTB e do PMDB.

A atividade ressaltou as conquistas sociais – nas áreas da educação, do emprego, da distribuição de renda e do acesso à moradia – nos últimos 11 anos de governos democráticos progressistas à frente do governo federal. E reforçou a necessidade do aprofundamento de novos avanços no próximo período.

Para o futuro presidente da UJS nacional, a Reforma Política é um dos principais desafios da atualidade que irá assegurar à juventude brasileira mais presença nos espaços de poder do país. “Minas Gerais é um espaço muito importante para a história, a consolidação da nossa democracia e a economia do Brasil. Esse é um congresso que não foge também de colocar o dedo na ferida e debater a situação que hoje vive o estado. A propaganda que o governo de Minas veicula não mostra a mesma Minas Gerais que a juventude vive. Nossa juventude gostaria muito de morar no estado das propagandas do senador Aécio e do ex-governador Anastasia”, afirmou Renan.

Em sua intervenção, a deputada federal Jô Moraes elogiou a ousadia da direção da entidade ao realizar um congresso em uma praça pública: “um legítimo espaço do povo”. Ela exaltou a aula dada pelos MC’s e rappers que participaram do ato e sugeriu que as letras de suas músicas fossem transformadas nas propostas dos comunistas mineiros. “É uma vergonha que se fale que é normal espancar um jovem. É também uma vergonha que tenhamos chegado a mais de 20 linchamentos no Brasil apenas em 2014”.

A parlamentar defendeu ainda a aprovação no Congresso Nacional do projeto que extingue o Auto de Resistência, uma medida administrativa criada durante a ditadura militar brasileira para legitimar a repressão policial comum à época. “A polícia não pode matar sem a existência de um inquérito para investigar a sua ação”, encerrou Jô.

Wadson Ribeiro – ex-presidente nacional da entidade por duas gestões – falou do orgulho de ter dedicado a maior parte de sua própria juventude para militar na UJS. Ele lembrou que a história da entidade é marcada pelas grandes lutas da juventude brasileira. “A mesma UJS que foi criada para enterrar de vez a ditadura militar, que atuou durante a Constituinte pelo voto aos 16 anos, que reivindicou as eleições diretas para presidente da República, que levantou a bandeira pelo impeachment do Collor, que lutou contra o neoliberalismo e por políticas públicas de juventude, saiu às ruas de todo o país no ano passado para dizer que não estava morta e que queria defender seus direitos”.

Segundo ele, é essa mesma juventude que carrega o ‘S’ do socialismo – por um mundo diferente, com valores diferentes. “É essa juventude que está aqui em Contagem hoje para dizer e lutar por um mundo que se baseie no amor e na construção de uma pátria verdadeiramente justa”.

O prefeito Carlin Moura afirmou que deve à militância partidária e na UJS muito daquilo que é hoje. Ele defendeu a construção política através das instituições, dos movimentos sociais e dos partidos. “Somos a favor da política e da politização”, enfatizou. Segundo ele, foi na mesmapraça utilizada para o congresso da UJS que a Prefeitura convidou a população de Contagem para participar do Planejamento Participativo e decidir os investimentos e caminhos do desenvolvimento da cidade. “Defendemos que governar é dialogar constantemente com o povo. Não governamos como muitos que se mantêm de costas para o povo”.

Carilin defendeu ainda a democratização da mídia e a liberdade de imprensa. “Democratizar a mídia não é cortar os direitos da imprensa, mas é assegurar que tenhamos um espaço legítimo para dizer as verdades para o povo. Assim como a imprensa, a forma que se faz política no Congresso Nacional também é monopolizada. E essa correlação de forças não é favorável para o povo”.

O Congresso de Minas também elegeu os delegados que irão participar do 17º Congresso Nacional da UJS – que acontece entre os dias 22 e 25 de maio, em Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

portal vermelho

Ato pede retirada de nomes da ditadura de monumentos públicos

Marcha de protesto realizada no Rio de Janeiro no domingo (29) pediu a retirada do nome de torturadores ou representantes da ditadura de qualquer monumento público e defendeu a necessidade de se criar um programa de proteção às testemunhas que deponham na Comissão da Verdade instalada pelo governo federal. Estudantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato de escracho na estátua do ex-ditador Castelo Branco (1964-67).

Rio de Janeiro – A Articulação Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro realizou no domingo (29) uma marcha de protesto pela orla de Copacabana contra militares e ex-militares acusados de tortura e violação aos direitos humanos durante a ditadura militar de 1964 a 1985. Os manifestantes pediram a retirada do nome de torturadores ou representantes da ditadura de qualquer monumento público e lembraram a necessidade de se criar um programa de proteção às testemunhas que deponham na Comissão da Verdade instalada pelo governo federal, além de reafirmarem que a comissão não deve só investigar, mas também divulgar e punir os responsáveis pelos crimes cometidos pelo estado brasileiro durante o período.

Cerca de 300 pessoas participaram da marcha que começou em frente ao hotel Copacabana Palace e terminou nas imediações do forte Duque de Caxias, no Leme. Lá, os estudantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato de escracho na estátua do ex-ditador Castelo Branco (1964-67).

“Estamos aqui para denunciar todo e qualquer monumento público que tenha o nome de ditador, porque não podemos aceitar que na nossa história continuemos a fazer reverências a ditadores. Isso aqui é um símbolo da ditadura. Por isso estamos aqui ‘empossando’ o Castelo Branco e dizendo: este não é presidente, este é ditador do Brasil!”, afirmou Larissa Cabral, estudante de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e integrante do Levante Popular, após os estudantes colocarem uma faixa simbólica na estátua.

A estudante explicou que a escolha da estátua como palco do escracho, e não o endereço residencial de um acusado de tortura, foi uma decisão do Levante para dar ao ato “mais um caráter pedagógico do que de enfrentamento, e mobilizar mais pessoas que têm essa visão em torno do que foi a ditadura militar no Brasil; afinal de contas, não faz sentido passar em uma rua ou ir a uma praça lembrando esses caras como se eles tivessem contribuído positivamente para a história do país”.

O caráter pedagógico também foi ressaltado pela integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Carmem Diniz, durante o protesto. “Uma coisa importante é combater essa história de revanchismo. Revanchismo é querer torturar o torturador. Não é isso que a gente quer. Todos os países da América Latina estão fazendo julgamentos, menos o Brasil. Precisamos fazer esse julgamento, fortalecermos a Comissão da Verdade, para que essa impunidade não continue. Temos que apurar as responsabilidades para não continuarem acontecendo as torturas que nós sofremos nas delegacias, nos presídios e no campo. Por que os responsáveis pelos crimes do campo não são condenados? Por causa da impunidade!”, disse ela.

Proteção
Na passeata os manifestantes distribuíram uma nota de repúdio à invasão do Grupo Tortura Nunca Mais ocorrida no dia 19, menos de dez dias após o grupo receber ameaças telefônicas. Na ocasião foram furtadas notas fiscais de um programa de proteção às vítimas de violação aos direitos humanos subsidiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e cerca de R$ 1.500,00.

A partir do ocorrido com o Grupo Tortura Nunca Mais, integrantes de diversas organizações que compõem a Articulação Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro ponturam a necessidade de se pensar na proteção das testemunhas que prestarão depoimentos na Comissão da Verdade. “Isso (ameaças) é uma coisa que aconteceu e acontece na Argentina e a gente começa a ver acontecer por aqui também”, disse Mario Augusto Jakobskind, integrante da comissão de direitos humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Carta Maior.

Para o jornalista deve se haver por parte do governo uma preocupação geral com relação às testemunhas, tanto pela integridade física como também com um atendimento psicológico para os traumas que renascem das lembranças de cárcere, torturas e desaparecimentos de conhecidos.

Rodrigo Otávio/Fonte: Carta Maior
Fotos: Ana Miranda (Esculacho em estátua de Castelo Branco); Rodrigo Otávio (marcha)

Focando a Notícia

Movimentos escracham torturador da ditadura em ato na Cúpula dos Povos

Rio de Janeiro, Botafogo, avenida Lauro Müller, número 96, apartamento 1409. Neste endereço vive confortavelmente o militar reformado Dulene Aleixo Garcez dos Reis, que, durante os anos de chumbo da Ditadura Civil-Militar no Brasil, torturou e assassinou militantes da esquerda, nas dependências do famigerado DOI-CODI na Tijuca. Entre suas vítimas, encontramos o jornalista e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Mário Alves.

Dulene Aleixo foi capitão da Infantaria do Exército em 1970 e serviu no ano seguinte no Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) de Barra Mansa. Das 20 horas da noite do dia 17 de janeiro de 1970 até às 4 horas da manhã do dia seguinte, Dulene participou da tortura de Mário Alves, capturado no mesmo dia, o que culminou com a morte do dirigente por perfuração do intestino e hemorragia interna provocadas por empalamento com cassetete de madeira e estrias de ferro.

Demandando Memória, Verdade e Justiça, mais de 3 mil pessoas realizaram uma manifestação de “Escracho” em frente ao prédio onde vive o ex-torturador. A experiência, herdada de países como Argentina e Chile (onde o protesto se chama Funa), tem sido praticada no Brasil por  organizações de juventude e de direitos humanos, como o Coletivo Tortura Nunca Mais e o Levante  Popular da Juventude, para pressionar a recém-instalada Comissão da Verdade, do Governo Federal.

Após caminhada, desde o Campus Praia Vermelha da UFRJ, com amplo diálogo com a população através de panfletagens, batuques e palavras de ordem, os manifestantes instalaram uma grande assembleia na rua, em frente ao apartamento do militar. Participaram, além das organizações já mencionadas, a Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, movimentos populares, Via Campesina, partidos políticos, UNE, o mandato do Deputado Marcelo Freixo e organizações de Direitos Humanos.

Para Ana Miranda, do Coletivo Tortura Nunca Mais, a divulgação dos casos de abuso do poder público durante a Ditadura Civil-Militar é imprescindível para interromper o ritmo de violência ainda levado pelas polícias até hoje no país. “O engajamento jovem é espetacular, porque os meus filhos, que agora tem mais de 30 anos, ficaram, assim como nós, que sofremos com a Ditadura, marcados pelo silenciamento”.
Ana acrescenta: “essa garotada entende que é uma questão da sociedade brasileira inteira, pois a tortura e a violência continua existindo e a constitucionalidade da Lei de Anistia concedida pelo STF é um passe livre à impunidade”. Ela alerta para o fato de que se não houver punição e justiça em relação às torturas, desaparecimentos e mortes do período de ditadura, a violência vai continuar.

Todas as armas: livros, flores, poemas

Com muita animação, os participantes do ato promoveram um momento místico, em memória às vítimas da repressão militar, no qual foi declamado e encenado uma poesia de autoria do comunista Carlos Marighella e outra do próprio Mário Alves. Num ambiente marcado pelo excessivo policiamento, a presença de outras vítimas também foi reclamada pelos marchantes, a exemplo de Edson Luís, Manoel Lisboa e Edgar Aquino Duarte, todos mortos nos porões da Ditadura.

Segundo os movimentos, a pauta da memória, verdade e justiça é unitária na esquerda e os escrachos devem aumentar e se proliferar pelo país. “Os setores conservadores estão se movimentando, a partir do marco da criação da Comissão da Verdade. Nós dos movimentos populares também estamos, pois acreditamos que a Comissão só vai funcionar se houver ampla participação e pressão popular”, afirma Paulo Henrique, do Levante Popular da Juventude.

“Apesar das críticas que temos à Comissão, ela é um passo importante, mas ela só vai funcionar se houver participação popular nela. A Comissão é uma etapa importante para que se faça justiça nesse país, mas não precisamos esperar por ela: ações judiciais contra torturadores existem, mas eles são protegidos pela Lei de Anistia”, avalia Ana Miranda. “O Brasil é um país contraditório. Assina tratados internacionais contra a tortura, mas tem uma lei que a anistia”, esclarece.

MST