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Aplicativos celulares e atividade física: a tecnologia é feita para os idosos?

“O mundo está envelhecendo”. Essa talvez seja uma das frases mais utilizadas nos últimos tempos. Podemos tirar muita informação da sentença, vamos lá:

  • Alterações político-econômicas têm sido guiadas pelo envelhecimento populacional mundial.
  • A legislação teve que se ajustar para atender às novas perspectivas com base na expectativa de vida.
  • Com o avanço tecnológico, toda uma geração que pouco sabia sobre computadores na sua juventude teve que se adaptar aos aplicativos celulares para acessar as contas de banco, para se comunicar com familiares e amigos ou ainda para chamar o “velho” conhecido táxi.

Com a atividade física, isso não foi diferente. Softwares inteligentes facilitaram a gestão nas academias, automatizando a montagem dos treinos de seus clientes e trazendo mais dinamismo na prática profissional do professor. Atualmente, existem mais de 40 mil aplicativos classificados como “saúde e fitness” disponibilizados nas plataformas on-line, e o número de pesquisas referentes ao uso de aplicativos celulares que promovem a prática de atividade física tende a aumentar. Toda essa tecnologia auxilia na motivação para o exercício físico, por meio de sistemas como pedômetros (fazem a contagem dos passos) e acelerômetros (quantificam o movimento realizado e estipulam metas individuais), que podem ter seus dados compartilhados entre os usuários dos apps, estimulando a interação social.

Neste cenário de democratização tecnológica, muitas vezes nem percebemos se os idosos têm facilidade para utilizar as ferramentas ou se estamos impondo mais uma barreira para que eles não sejam ativos fisicamente. Pois é, mesmo com todo esse avanço não há consenso cientifico sobre o que deve estar e o que não deve estar contido em um aplicativo de saúde que favoreça o uso entre usuários de idade avançada. As características negativas mais relatadas sobre os apps atuais são:

  • Letras pequenas;
  • Tamanho da tela;
  • Falta de utilização de cores;
  • Excesso de funções;
  • Passo a passo desnecessário.

Considerando que ao passar dos anos nos tornamos menos ativos e cada vez mais dependentes da tecnologia no dia a dia, faz-se necessário a elaboração de aplicativos que sejam amigáveis aos idosos.

Os primeiros passos estão sendo dados, os desenvolvedores e pesquisadores têm utilizado os próprios idosos para auxiliarem na elaboração das novas tecnologias, fazendo testes e dando sugestões. Eles opinam sobre o que pode ser um facilitador ou o que pode ser uma barreira na utilização adequada do aplicativo —funcionalidades que, de fato, promovam a atividade física nessa faixa etária tão importante.

Se olharmos da perspectiva de uma geração que na infância brincava nas ruas, em que videogames e celulares passavam longe das pessoas, percebemos que embora disponíveis para a grande maioria, nem sempre as tecnologias são adequadas aos idosos. Portanto, não basta ter acesso às novas tecnologias se as configurações e características não se adequarem à realidade desse público. Se isso não acontecer, essas pessoas serão levadas a um processo de exclusão, quando o objetivo deveria ser inclui-las.

Autor: Rafael Luciano de Mello é professor dos cursos de licenciatura e de bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Assessoria

 

 

Atividade física libera endorfina e é eficaz no combate à depressão

“Além da melhora do condicionamento físico, aperfeiçoa a capacidade cognitiva e diminui os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral”, comenta Vanessa Menache, preparadora física da AV Treinamento Inteligente

A depressão afeta mais de 320 milhões de pessoas no mundo, ou seja, 4,4% da população, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018. Ainda conforme a organização, o Brasil é responsável pela maior taxa da doença na América Latina: 5,8% dos habitantes sofrem com este mal.

Desde 2015, o mês de setembro é dedicado à campanha “Setembro Amarelo” de prevenção ao suicídio. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 90% dos óbitos por suicídio estão ligados a doenças como depressão, distúrbios por uso de substâncias, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.

Diante deste cenário, muitas pessoas acreditam que a única alternativa é tratar com medicamentos. O que elas desconhecem, porém, é que a atividade física serve como um importante aliado no combate à depressão. Um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, constatou que praticar atividades físicas de 20 a 30 minutos por dia pode afastar a depressão em longo prazo.

Segundo a preparadora física e sócia diretora da AV Treinamento Inteligente, Vanessa Menache, a prática de exercícios físicos, de qualquer tipo, possui inúmeros benefícios. Além da melhora do condicionamento físico, eles também contribuem com o aperfeiçoamento da capacidade cognitiva e diminuem os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral. “O programa de treinamento funcional, por exemplo, estimula a superação de forma gradativa em um processo que traz a necessidade de atenção ao momento, envolvendo corpo e mente na execução de movimentos. Dessa forma, acaba por tirar o foco dos sentimentos causadores de estresse e ansiedade”, informa Vanessa.

A ciência confirma o poder da atividade física para o bem-estar psicológico. Experimentos recentes mostram que praticar uma atividade física também estimula o crescimento de células nervosas no hipocampo, região do cérebro que rege a memória e o humor. “É tão benéfica a ponto de o exercício virar prescrição para pessoas deprimidas, agregado à psicoterapia e aos medicamentos”, comenta a personal trainer.

Ela ainda explica que, durante e após uma sessão de treinamento funcional, há liberação de endorfina que tem uma potente ação analgésica e, ao ser liberada, gera sensação de bem estar, conforto, alegria e melhora do humor. “Além disso, o estímulo e o aumento da circulação sanguínea tem sido um grande aliado no progresso das funções cognitivas, de humor, memória e aprendizagem”.

Importante ressaltar que as atividades físicas atuam como adicionais no combate à depressão e ansiedade e devem estar vinculadas ao acompanhamento de profissionais especializados, como educadores físicos, médicos e psicólogos.

Vanessa Menache – Graduada desde 1998 pela UnG e desde então atua como Personal Trainer, com vasta experiência em Treinamento Funcional desde 2008. Especialista em Pilates com formação completa pela Stott Pilates desde 2009. Preparadora física de atletas e pessoas que visam longevidade com qualidade de vida. Especialista em alongamento postural método TMS desde 2004 UniFMU. Especialista em Treinamento Funcional pelo método Core 360 desde 2008. Pós-graduada em biomecânica do exercício em 2016 CEFIT. Certificada no método FMS (Functional Movement Screen). Sócia diretora da AV Treinamento Inteligente.

Treinamento Inteligente – Localizado no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista, o espaço conta com um time de profissionais altamente qualificados e especializados em treinamento funcional embasados no Sistema Core 360.  O estúdio oferece aos seus clientes um programa de treino customizado por meio do relacionamento interdisciplinar e interação com os diversos profissionais da área da saúde como Medicina Esportiva, Nutrição, Fisioterapia e Terapeutas. Site: http://treinamentointeligente.com.br

 

 

Dia Mundial da Atividade Física lembra a importância da prática de exercícios

Para lembrar a importância da atividade física tanto para a saúde do corpo quanto para o cérebro, foi criado o Dia Mundial da Atividade Física, celebrado nesta sexta, 06 de abril. Praticar exercícios vai além de dispor de uma hora na academia ou fazer algum esporte. É possível fazer movimentos desde os mais simples aos mais intensos e em qualquer idade. É possível realizar uma sequência de exercícios nos mais diversos ambientes para estimular o corpo.

“Há exercícios que caem bem para quem é iniciante porque o esforço é mínimo e o resultado positivo”, aponta Jailson Santos profissional de educação física do Hapvida. Ele orienta que há exercícios como polichinelo, agachamento, bicicleta, pula corda, e outros que podem ser iniciados por aquelas pessoas que desejam começar a praticar atividades físicas.

Os benefícios vão além do físico. Mais que perder peso e combater a obesidade, a prática regular de movimentos gera benefícios como o fortalecimento dos ossos, articulações e músculos, e fortalece o coração. Tem importância no controle da gordura corporal, melhora o humor, ajuda na vida sexual e estimula a atividade cerebral.

Assessoria 

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Prestes a se licenciar, filho de Cássio gasta mais de R$ 80 mil divulgando atividade parlamentar

pedroPreste a se licenciar do seu mandato, o filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o jovem Pedro Cunha Lima (PSDB) continua a tentar melhorar a sua imagem perante o eleitorado paraibano. De acordo com o site da Câmara dos Deputados, o filho de Cássio pediu reembolso de pouco mais de R$ 83 mil entre os meses de fevereiro e outubro deste ano com divulgação da atividade parlamentar em seu primeiro ano de mandato.

“Pedrinho’ estreou na Câmara Federal e de cara utilizou do ‘Cotão’ R$5, 000,00, em março mais do que dobrou saltando para R$11.500.00, em abril consumiu R$6.500,00, em maio o patamar voltou aos R$11.500, em junho permaneceu com a mesma quantia, saltando para R$17.325 em julho, no mês de agosto mais R$11.500 foram usados do ‘Cotão e nos últimos dois meses em que os gastos foram divulgados, R$2.330 e R$6.500 foram utilizados em setembro e outubro respectivamente.

Recentemente Pedro Cunha Lima anunciou que pretende se licenciar do mandato beneficiando o primeiro suplente Marcondes Gadelha, a posse está prevista

para o inicio de dezembro

O COTÃO

Instituída em 2009, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar unificou a verba indenizatória, a cota de passagens aéreas e a cota postal-telefônica. O benefício visa o custeio de despesas típicas do exercício do mandato.O valor mensal é utilizado por meio de reembolso. O parlamentar apresenta a nota fiscal com os gastos e é reembolsado no mês seguinte. O montante é acumulado para o mês seguinte, caso o parlamentar não utilize sua totalidade.

Em fevereiro, a Mesa Diretora da Câmara aprovou um pacote que deve elevar para R$ 2 milhões o custo anual de cada mandato.A cota aumentou 8,7%; a verba de gabinete saltou para R$ 92 mil e o auxílio-moradia, para R$ 4,2 mil.

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Nesta legislatura, o salário dos parlamentares é de R$ 33,7 mil.


PB Agora

Defensoria Pública promove atividade no Dia Mundial de Combate a Homofobia

dia-mundial-de-cambate-a-homofobiaPara celebrar o Dia Mundial de Combate a Homofobia, comemorado em 17 de maio, a Defensoria Pública da Paraíba vai levar ao Ponto de Cem Reis, no Centro de João Pessoa, uma série de atividades com o objetivo de promover o debate sobre homofobia e a valorização do cidadão. A programação começa nesta sexta-feira (16), das 8h às 16h, em tendas onde qualquer pessoa terá acesso a informações sobre a assistência jurídica prestada ao público LGBT (lésbica, gays, bissexuais, travestis e transexuais), além de serviços gratuitos de saúde.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Coordenação de Atendimento Especializado no Combate à Homofobia e Racismo que tem à frente o defensor público Carlos Calixto de Oliveira promove, em parceria com organizações governamentais e não governamentais, a celebração da data. “O apoio que os órgãos públicos têm dado às atividades são fundamentais e demonstram que a luta contra a homofobia e a violência contra a população LGBT é de toda a sociedade”, disse o coordenador.

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A Secretaria de Estado da Saúde vai oferecer vacinação contra tétano, hepatite, BCG, verificação de pressão arterial e exame de DST (teste de verificação do vírus HIV). Representantes dos movimentos sociais, como MEL (Movimento do Espírito Lilás) também vão participar. A banda da Polícia Militar vai fazer uma apresentação especial no evento.

De acordo com o defensor Carlos Calixto, desde 2012, a Defensoria vem atuando para garantir os direitos LGBT. A Lei penaliza administrativamente, civil e penalmente a prática de discriminação por orientação sexual. “Pode ser punido todo cidadão, inclusive detentor de função pública, toda organização social, empresa pública ou privada (restaurantes, escolas, postos de saúde, motéis, academias e outras) que hajam com discriminação”, disse.

Se o cidadão ou cidadã LGBT for vítima de discriminação poderá apresentar queixa crime perante a autoridade policial e em igual procedimento, procurar a Defensoria Pública para pleitear a devida reparação por danos morais e materiais na área cível.

Sobre o Dia Mundial de Combate à Homofobia

Entre os anos de 1948 e 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificava a homossexualidade como um transtorno mental. Neste período, usava-se o termo “homossexualismo” para referir-se à orientação sexual de uma pessoa. Vale ressaltar que o sufixo “ismo” significa “doença”, uma “patologia”. Em 17 de maio de 1990, a Assembleia Geral da OMS aprovou e oficializou a retirada do Código 302.0 (homossexualismo) da CID (Classificação Internacional de Doenças), e declarou oficialmente que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio”. A partir de então, o movimento LGBT mundial tem priorizado a propagação do termo “homossexualidade” em vez de “homossexualismo”. O dia 17 de maio tornou-se uma data simbólica e histórica e incentiva a promoção de atos de conscientização em vários países, com a finalidade de combater a homofobia e evitar a violência e crimes cometidos contra a população LGBT.

Secom PB

Em ano de Copa e eleições, Congresso terá cinco meses de atividade

congressoEm ano de Copa e eleições, deputados e senadores retornam das férias nesta semana para iniciar um ano em que, eles próprios reconhecem, o Congresso não terá muito mais do que cerca de cinco meses de trabalho no total.

Apesar da pauta de votações estar recheada de projetos polêmicos, os congressistas –que têm 55 dias de recesso formal no ano– devem esvaziar Câmara e Senado nas semanas da Copa (junho e julho) e nos três meses que antecedem as eleições (agosto, setembro e outubro), o chamado “recesso branco”.

Os temas que aguardam votação vão desde a criação de uma espécie de “Constituição” para a internet, passando pela renegociação das dívidas dos Estados e municípios e por mudanças no Código Tributário do país.

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Pelo roteiro traçado, os congressistas vão ter quatro meses para votações no primeiro semestre e um mês após as eleições de outubro.

A expectativa é de que o Congresso comece a se esvaziar no fim de maio, quando os deputados vão se dividir entre as convenções partidárias para oficializar os candidatos das eleições e a Copa.

Para concorrer à reeleição, disputar a Presidência ou os governos estaduais, deputados e senadores não precisam se licenciar do cargo e continuam recebendo o salário de R$ 26,7 mil, além das verbas relativas ao mandato.

“As convenções vão cair no meio da Copa e a campanha começa para valer a partir daí”, disse o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), reforçou o discurso. “O processo eleitoral faz com que o ano fique mais curto. São quatro meses de trabalho contínuo e apertado.”

A Câmara, inclusive, vai aproveitar o segundo semestre para reformar o plenário da Casa. Nessa época, as votações pontuais, geralmente de matérias de consenso, serão realizadas no auditório.

Alguns líderes de bancada admitem reservadamente que a tendência é de que, diante de tanta divergência sobre os projetos em pauta, a produção do Legislativo acabe enfraquecida.

Editoria de Arte/Folhapress

ESPAÇO

As principais preocupações estão na Câmara, onde o Palácio do Planalto tem travado as votações com receio de que sejam aprovados projetos com impacto nas contas públicas. Segundo o presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), o cenário é “preocupante”. Ele defende que, se não tiver acordo com o Planalto, a solução seja votar as propostas independentemente de consenso.

No Senado, a principal pressão é pela retomada do projeto que renegocia a dívida de Estados e municípios com a União. A proposta foi congelada pelo Ministério da Fazenda em 2013. Prefeitos e governadores mobilizam aliados para destravar a votação.

 

folha de s.paulo

Atividade do vulcão Tungurahua faz Equador emitir alerta laranja

vulcaoA Secretaria Nacional de Gestão de Risco (SNGR) do Equador informou no fim da noite do sábado (1°) a emissão do alerta laranja nas regiões consideradas de alto risco nas províncias de Tungurahua e Chimborazo no Equador, situadas no centro andino do país, pelo aumento da atividade do vulcão Tungurahua.

A declaração do alerta foi feita após o relatório do Instituto Geofísico que reportou uma reativação da atividade do vulcão Tungurahua, que durante a tarde registrou três explosões que geraram fluxos piroclásticos.

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Foi declarada a situação de emergência “para levar ajuda humanitária e realizar todas as ações imediatas que requeridas nas províncias de Tungurahua e Chimborazo”, assinalou a SNGR em seu portal na internet.

O vulcão Tungurahua está em atividade desde 1999 e em dezembro de 2010, as autoridades declararam o alerta vermelho, o que exigiu a retirada temporária de moradores e turistas da região.

Vulcão Tungurahua, está em atividade desde 1999 e voltou a registrar explosões neste sábado (1°) (Foto: Cris Toala Olivares/ Reuters)Vulcão Tungurahua está em atividade desde 1999 e voltou a registrar explosões neste sábado (1°) (Foto: Cris Toala Olivares/ Reuters)

G1

Tribunal libera parcialmente atividade de empresa BBom acusada de pirâmide

bbomO desembargador Reynaldo Fonseca, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), decidiu desbloquear parcialmente as contas e autorizou a retomada de parte das atividades do grupo BBom (nome fantasia da empresa Embrasystem), que responde a ação por suspeita de prática de pirâmide financeira.

A decisão liminar (provisória) foi tomada nesta segunda e divulgada nesta terça-feira (5). O caso ainda será julgado pela Corte Especial do TRF-1.

As contas da empresa tinham sido bloqueadas por decisões tomadas em julho pela Justiça Federal de Goiás a pedido do Ministério Público. A Embrasystem recorreu ao TRF para desbloquear os bens e retomar as atividades. A empresa nega a prática de pirâmide financeira e argumenta que sua atividade é de marketing multinível (propaganda de produtos por meio da internet).

Ao decidir sobre o caso, o desembargador desbloqueou as contas somente para o pagamento de funcionários, impostos e contas atrasadas (desde que a empresa comprove a dívida). Ele também liberou a reabertura da empresa para a venda direta pela internet de rastreadores de veículos. O magistrado permitiu ainda a concessão de bônus pela empresa para vendedores do produto.

Reynaldo Fonseca explicou que a empresa deve esclarecer a consumidores e associados  que está proibida de atuar em outra modalidade de marketing sob pena de multa. No entanto, argumentou, não se pode impedir o bloqueio para pagamento de funcionários e outras dívidas.

“Creio que não se justifica a imposição da morte de uma empresa, se existe alguma possibilidade que ela continue suas atividades, em parte, ou mediante a prévia adequação de seus estatutos ou de sua atuação às exigências legais. A atividade empresarial gera riquezas e atinge não apenas o empresário, mas também, todos os trabalhadores a seu serviço”, afirmou o desembargador na decisão.

Bloqueio de bens incluiu R$ 300 milhões e Ferraris
Na decisão anterior, que determinou o bloqueio dos bens da BBom, a Justiça de Goiás entendeu existir “robustos indícios” de que o modelo de negócios “se trata, na verdade, de uma pirâmide financeira”, prática proibida no Brasil e que se configura crime contra a economia popular.

Segundo comunicado divulgado na página da Justiça Federal de Goiás, o bloqueio dos bens da empresa “busca evitar a dilapidação do patrimônio da empresa, de modo a possibilitar futuro ressarcimento aos consumidores lesados”.

O bloqueio incluiu R$ 300 milhões em contas bancárias do grupo, além de cerca de 100 veículos, incluindo motos e carros de luxo como Ferrari e Lamborghinis, segundo os Ministérios Públicos Federal e Estaduais.

No esquema adotado pela BBom, conforme identificado pela juíza, o pagamento dos participantes depende exclusivamente do recrutamento por ele feito de novos associados. “A ‘sustentabilidade’ do negócio não advém da renda gerada pela venda do produto supostamente objeto da franquia, que se trata um rastreador”.

Pelo modelo oferecido pela empresa, os interessados se associam mediante o pagamento de uma taxa de cadastro, no valor de R$ 60, mais uma taxa de adesão, que varia de R$ 600 a R$ 3 mil, de acordo com o plano escolhido. Depois disso, a pessoa se compromete a atrair novos associados e a pagar uma taxa mensal no valor de R$ 80, pelo prazo de 36 meses, segundo mostra a investigação do MP. Quanto mais participantes o associado consegue trazer para a rede, maior é a premiação prometida.

Segundo a força-tarefa formada por promotores e procuradores, até o fim do ano passado, antes do início das operações da BBom, as empresas do grupo não movimentavam mais do que R$ 300 mil por ano. De acordo com o MP, em pouco mais de seis meses, o fluxo financeiro do grupo aumentou mais de 3.000%.

No entendimento do Ministério Público, como em outros casos emblemáticos de pirâmide financeira, o rastreador oferecido pela BBom seria apenas uma “isca” para recrutar novos associados, como foram os animais nos casos da “Avestruz Master” e do “Fazendas Reunidas Boi Gordo”.

A prática de pirâmide financeira é proibida no Brasil, configurando crime contra a economia popular (Lei 1.521/51).

G1

Ato pela democratização da mídia prepara atividade para dia 11

 

A democratização da comunicação e a aprovação do Marco Civil da Internet foram os temas de ‘aula pública’ realizada na noite de quarta-feira (3), em São Paulo. A atividade, que ocorreu no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e deu continuidade à Assembleia Popular realizada uma semana antes no mesmo local, teve como encaminhamento a realização de um grande ato em frente à sede da Rede Globo, no dia 11 de julho, quando as centrais sindicais realizam paralisações e manifestações por todo o Brasil.

 


Cartaz do evento / foto: Foto do cartaz por Vinicius Macario, publicada no Facebook

Com adesão de estudantes, jornalistas, militantes do movimento social e interessados em geral, o evento foi dividido em tês partes: a discussão do Marco Civil da Internet, que garante a liberdade de expressão, o direito à privacidade e a neutralidade da rede (o proprietário da infraestrutura da rede não pode interferir no fluxo de dados e conteúdos); o monopólio da mídia e a necessidade de democratizar o setor; e, por fim, as coberturas feitas pela grande mídia e pelas mídias alternativas sobre as recentes manifestações de rua.

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#MarcoCivilJá

O projeto de lei que define direitos e deveres de usuários e prestadores de serviços relacionados à Internet (e que está engavetado no Congresso) foi explicado e defendido por Sérgio Amadeu e Veridiana Alimonti, ambos representantes da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet (CGI.br).

Segundo Amadeu, a aprovação do projeto é fundamental para assegurar a liberdade e a criatividade na Internet. “O Marco Civil garante que a vigilância das redes sociais, de e-mails e dados em geral, feita pelo Obama nos Estados Unidos, não ocorra no Brasil sem a existência de ordem judicial”, diz.


Sérgio Amadeu durante aula no Masp, na Avenida Paulista / foto: Eliezer Muniz-Facebook

Na avaliação do sociólogo, sem a Internet não seria possível articular os movimentos globais de manifestações, como o Occupy Wall Street, o M15 espanhol e a Primavera Árabe, além do próprio caso recente no Brasil. “Um país livre precisa de uma comunicação livre e, sem Marco Civil da Internet, isso não acontecerá”, afirma.

No entanto, ele argumenta que há forças contrárias à aprovação do projeto atuando nos bastidores: “As grandes empresas de telecomunicações e a indústria do direito autoral sabem que a comunicação e a cultura serão cada vez mais digitais e atuam em defesa de interesses estritamente econômicos”.

Veridiana Alimonti, por sua vez, destacou a importância da universalização da banda larga. “Na área rural, apenas 10% dos domicílios têm acesso à Internet, enquanto entre as classes D e E. apenas 6%”. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), em sua visão, permite serviços precários, que não suprem a necessidade de a população estar conectada: “Enquanto oferecemos planos caros para 1mb de navegação, os outros países trabalham com 10, 20 e até 50mb a preços acessíveis”.

O problema, na opinião de ambos, é que o governo tem reduzido a Internet à condição de mera mercadoria. “O próprio Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a Internet é um negócio. Mas é muito mais que isso: é espaço de consolidação de direitos fundamentais para o cidadão”, defende Alimonti. Ao final da atividade, os participantes realizaram um ‘flashmob’ no canteiro central da Avenida Paulista, com cartazes pedindo a aprovação do Marco Civil.

Mídia e democracia

O cenário de monopólio privado da comunicação e a necessidade de democratizar o setor foi abordada por Renata Mielli (Centro de Estudos Barão de Itararé) e Pedro Ekman (Intervozes), ambos integrantes do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Para Ekman, o fato de as concessões do espectro radioelétrico serem públicas significa que o Estado precisa regular a sua utilização, o que não ocorre no país. “Há um predomínio de veículos comerciais, que têm seus interesses próprios e encaram a comunicação como negócio”, diz. O quadro de monopólio privado, encabeçado por grandes conglomerados midiáticos e legitimado pela ausência de uma regulação que garanta a diversidade e a pluralidade de opiniões, suprime a voz de outros setores da sociedade.

“O Roberto Marinho, por exemplo, não gosta de discutir a regulação da mídia em países considerados avançados, como França, Inglaterra e Estados Unidos. Isto porque há legislações que proíbem a propriedade cruzada”, afirma. “Já no Brasil, por exemplo as Organizações Globo detêm jornais, revistas, rádios, televisão, canais de televisão, gravadora, editora… o que não é bom nem para o mercado, muito menos para a democracia”.

Como alternativa à dominação de interesses privados no setor, Pedro Ekman e Renata Mielli apostam no Projeto de Lei da Mídia Democrática, lançado pela campanha Para Expressar a Liberdade. O texto reúne o que há de melhor e mais democrático no ambiente regulatório, ampliando a liberdade de expressão e garantindo o direito à comunicação para todos os cidadãos. Por ser uma Iniciativa Popular, o PL precisa de 1,3 milhão de assinaturas para chegar ao Congresso.

Apesar de a Constituição Federal de 1988 tratar de pontos-chave para a garantia de uma comunicação democrática no país, tais artigos permanecem sem regulamentação. “Quem diz que a Lei da Mídia Democrática quer censurar não apenas ignora a Constituição, como também sustenta uma legislação obsoleta, que já tem mais de 50 anos”, argumenta Mielli.

De acordo com ela, as sete famílias que monopolizam os meios não querem regras porque só assim se sustentam. Evocando a máxima de que, no país, liberdade de imprensa muitas vezes significa liberdade de empresa, Mielli dispara: “A Globo, por exemplo, diz que defende a liberdade de expressão, mas foi um dos sustentáculos da ditadura militar no Brasil”.

Ambos criticaram o financiamento ostensivo que o Governo concede às empresas da velha mídia. “O Ministério das Comunicações é subserviente aos meios privados. Em 2012, dos 1,8 bilhões de reais previstos para a publicidade oficial, 500 milhões foram aplicados somente na Rede Globo de televisão”, diz Mielli, que completa: “O financiamento de mídias alternativas é tão importante quanto à complementariedade entre os sistemas público, privado e comunitário, essencial para a democracia no setor e que, apesar de garantido na Constituição, não existe”.

Os blogueiros Leonardo Sakamoto e Renato Rovai (revista Fórum) avaliaram o momento que o mundo da comunicação vive a partir das manifestações de rua que eclodiram no país. Segundo Rovai, “o processo que estamos vivendo era inimaginável há alguns anos atrás. O mito da tecnocracia no jornalismo tem que acabar, pois jornalismo e comunicação é produção de conteúdo por todos e acesso à informação por todos”.

Para Sakamoto, as mídias tradicionais saíram “a reboque” das redes na cobertura, com destaque para a mudança de tom dos jornais que, antes, defenderam a repressão contra “vândalos” e “baderneiros”. “As redes denunciaram a tentativa de apropriação do movimento por parte da grande mídia”, opina.

A decisão coletiva de realizar o ato em frente à Rede Globo no dia 11 de julho, somando-se ao Dia Nacional de Lutas das centrais sindicais, teve como pautas principais justamente a democratização da mídia e a aprovação do Marco Civil da Internet.

Fonte: Barão de Itararé

CCHSA-UFPB/Bananeiras esclarece interdição da AGEVISA e anuncia retomada da atividade acadêmica

A diretora do Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias (CCHSA), Campus III – Bananeiras, Terezinha Domiciano Dantas Martins, divulgou comunicado relacionado à interdição da AGEVISA.

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Confira na integra:
COMUNICADO

Redação/Focando a Notícia