Arquivo da tag: atender

Banco do Brasil de Solânea demora mais de três horas para atender clientes

Três horas e 42 minutos. Esse foi o tempo em que o cliente do Banco do Brasil passou esperando para o atendimento ao caixa pessoal.

O fato aconteceu na manhã dessa segunda-feira (22) na agência do Banco do Brasil, em Solânea. A reclamação era geral por parte dos clientes que esperaram horas para serem atendidos no caixa, isso para simples operações, como pagamentos que só poderiam ser realizados no caixa pessoal, saques de cheques e outras operações básicas.

Segundo alguns clientes, a prática da demora é rotineira na cidade, mesmo quando a agência não se encontra com grandes lotações como foi o caso dessa segunda.

horaA foto retrata bem e comprova a denúncia. A ficha de número 36 só foi atendida às 14h33, sendo que havia sido retirada no guichê às 10h51. O que revela que a agência não estava tão cheia para representar tanta demora no atendimento.

A frase que na própria senha é utilizada, “Mais comodidade e conveniência pra você!”, parece não ser conhecida pela agência de Solânea.

senha

Focando a Notícia

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Postos de combustíveis deixam de atender à noite em CG após aumento de assaltos; mais de 100 só este ano

postoOs dados são preocupantes. Somente em 2016 já foram registrados mais de 100 assaltos a postos de combustíveis em Campina Grande. O número reproduz a realidade do ano passado, qaundo até o mês de julho, mais de 150 postos de combustíveis haviam sido assaltados na cidade. Mesmo os proprietários reduzindo o horário de funcionamento, os estabelecimentos continuam sendo alvo dos bandidos. O mais recente foi a um posto doe bairro Catolé, que já tinha sido assaltado por duas vezes. Em 2015, foram registrados 240 postos de combustíveis durante os 12 meses do ano.

Um levantamento feito pelo Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindirev) apontou que em dois anos todos os 48 postos de combustível do município foram assaltados.

O número de assaltos está afastando os funcionários que não querem trabalhar à noite com medo da violência. Dos 48 postos, apenas quatro funcionam 24 horas devido a uma lei municipal.

Segundo os empresários, a dificuldade em manter os estabelecimentos abertos a partir das 22h é encontrar funcionários que queiram trabalhar neste turno. “Alguns funcionários pediram demissão, saíram por causa da insegurança”, um , dono de um dos postos da cidade.

O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campina Grande, Bruno Agra, reafirmou que os proprietários estão investindo em segurança, mas as iniciativas não têm sido suficientes para combater a violência.

Em 2014, 194 assaltos foram registrados a postos de combustíveis da Rainha da Borborema enquanto em todo o ano de 2013 aconteceram 102 casos. Se comparado com a quantidade de assaltos a postos de combustíveis na cidade, no período de três anos, contabilizando os dados do primeiro semestre de 2016, o aumento é de aproximadamente 90%.

Segundo informações da Polícia Civil apenas assalto de valores acima de 11 salários mínimos são investigados. Inferior a este valor, o procedimento vai para a delegacia distrital e automaticamente ela se torna competente para instaurar o inquérito policial.

Severino Lopes

PBAgora

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

INSS entra em greve e deixa de atender mais de 7 mil pessoas por dia na Paraíba

Antonio Cruz/Arquivo - Agência Brasil
Antonio Cruz/Arquivo – Agência Brasil

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) na Paraíba entra em greve a partir desta segunda-feira (13), seguindo a tendência já adotada em outros estados desde a semana passada. O órgão atende mais de 7 mil pessoas por dia na Paraíba.

O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), Euzevir Cavalcante, disse na semana passada que somente os atendimentos considerados urgentes serão realizados e após uma avaliação. A Paraíba tem cerca 1,2 mil servidores do INSS em agências de todo o estado. A greve foi decidida em assembleia realizada na quinta-feira (9), em João Pessoa.

Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 30%, mas o governo federal teria ofertado um aumento linear de 21,3% para ser implantado em quatro anos a todos os servidores federais.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Além disso, eles também esperam a contratação de mais concursados para ampliar o atendimento.

 

 

portalcorreio

Ônibus seriam insuficientes para atender a shopping de JP que deve empregar 5 mil

Maurílio Júnior (98 FM)
Maurílio Júnior (98 FM)

A poucos dias da inauguração de um shopping no bairro de Mangabeira, Zona Sul da capital paraibana, uma série de problemas são apontados por usuários de transportes coletivos que atendem à localidade. Silvano Salviano, 34 anos, trabalha no setor administrativo do empreendimento e enfrenta ônibus lotados todos os dias para chegar até o local de serviço, assim como na volta para casa.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Morador do bairro de São Bento, em Bayeux, ele depende do único ônibus que faz parada no Terminal de Integração de João Pessoa e passa pelo novo shopping, o 302 – Cidade Verde/Pedro II. A linha, que atende principalmente aos moradores de Mangabeira VIII (Cidade Verde) e dos Bancários, estaria com frota insuficiente para obedecer a atual demanda, conforme reclamações do usuário. “Todos os dias passamos pela mesma situação, os ônibus realmente vêm muito cheios. Sem contar dos atrasos, que também são constantes”, relata Salviano.

Atualmente, dez ônibus da linha 302 circulam entre as 4h20 e 23h, de segunda a sexta-feira, enquanto nos sábados o número cai para oito e, nos domingos, para sete. Nos fins de semana, a primeira viagem acontece mais tarde, às 5h. Os passageiros que dependem desses ônibus já encaravam a superlotação nos veículos antes mesmo da construção do novo shopping, que agora faz com que mais pessoas se desloquem até o bairro de Mangabeira.

Linha 302 é a única que faz parada na Integração e leva ao shoppingFoto: Linha 302 é a única que faz parada na Integração e leva ao shopping
Créditos: Amanda Gabriel (Portal Correio)

A situação deve se agravar com a inauguração do empreendimento. O novo complexo lojista já gerou mais de 2,5 mil empregos e outras 4,3 mil vagas estão sendo ofertadas. Com isso, fica evidente a necessidade de um planejamento da questão da mobilidade e disponibilização de veículos suficientes para atender a nova demanda.

“Uma alternativa para amenizar esse excesso de passageiros seria fazer o 301 e 303 [que fazem a linha Mangabeira/Pedro II] passar em frente ao shopping e depois fazer o retorno para a Josefa Taveira e a principal de Mangabeira por dentro”, sugere o usuário Silvano Salviano.

O problema da falta de ônibus que passam pelo novo shopping se repete caso os usuários queiram pegar o coletivo em outros pontos da cidade. Se o passageiro estiver, por exemplo, na avenida Epitácio Pessoa, sentido Centro-bairro, as únicas alternativas são o 2509 (Cidade Verde – Rangel/Epitácio) e o 3507 (Cidade Verde – Pedro II/Epitácio). Caso esteja na mesma avenida, porém no sentido oposto, apenas o 5603 (Mangabeira VII/Manaíra Shopping) levará até o novo complexo lojista.

Portal Correio entrou em contato com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa, através da assessoria de comunicação, para saber se já existe algum plano de ampliação do serviço para a localidade, mas nenhum posicionamento foi emitido pela autarquia até o fechamento desta matéria.

O shopping no bairro de Mangabeira foi construído em uma área de 97.454 m2 e a previsão é de que 180 lojas componham o complexo. Além disso, o espaço contará com seis salas de cinema, sete pistas de boliche, um parque eletrônico e um parque infantil. A inauguração do local acontece no dia 29 de novembro.

Novo empreendimento deve atrair centenas de pessoas ao bairro de Mangabeira Foto: Novo empreendimento deve atrair centenas de pessoas ao bairro de Mangabeira
Créditos: Amanda Gabriel (Portal Correio)

 

portalcorreio

Delegacias do interior do Estado serão equipadas para atender mulheres vítimas de violência

violencia-contra-a-mulherUma parceria do Governo do Estado com o Programa de Cooperação da Delegação da União Europeia no Brasil possibilitará a entrega de 40 computadores para delegacias de municípios do interior do Estado que farão parte do Sistema Estadual de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual. A assessora do programa, Ana Almeida, disse que essa parceria feita com o Governo do Estado para implementação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) em municípios de pequeno porte que não dispõem de delegacias especializadas da mulher é uma experiência piloto no País.

“Nós trabalhamos com governos locais e prefeituras e, neste sentido, é importante termos abertura para implementação de políticas públicas. O enfrentamento à violência doméstica é uma das prioridades e estamos com esta experiência piloto na Paraíba para estruturação das delegacias”, disse Ana Almeida.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A delegação da União Europeia no Brasil está co-realizando junto com Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba (SEMDH), Secretaria de Segurança e Defesa Social (SEDS), o Seminário Estadual – Implementação da Lei Maria da Penha na Paraíba: Uma ação coletiva, que acontece desta quarta-feira (29) até sexta-feira (31), no Hotel Verde Green, em João Pessoa.

A União Europeia é uma parceria econômica e política única entre os 27 países europeus. O Brasil foi um dos primeiros países com os quais a UE estabeleceu relações diplomáticas, iniciando esta relação em 1960 com a troca de missões diplomáticas formais. A UE e o Brasil também são parceiros estratégicos desde 2007, quando a UE reconheceu o Brasil como um dos seus principais interlocutores mundiais através da criação formal da Parceria Estratégica UE-Brasil.

Durante o evento será apresentado o Sistema Estadual de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual. A abertura do seminário, na noite desta quarta-feira (29), terá a presença da secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, do secretário de Estado de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, da delegada da Mulher de João Pessoa, Maísa Félix, além do Tribunal de Justiça e Ministério Público.

O Sistema Estadual de Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual registrará todos os atendimentos de violência doméstica e sexual feito portodos os órgãos e organizações que atuam na Rede de Atenção às mulheres vítimas de violência na Paraíba.“Para implementação da Lei Maria da Penha precisamos de estruturação das delegacias, por meio de computadores e internet e de um sistema que uniformize o atendimento, além de sensibilizar delegados e policiais”, disse Gilberta Soares.

No evento serão capacitados delegados e policiais civis de 40 municípios onde não funcionam delegacias especializadas para fazer o atendimento de mulheres em situação de violência. Cada delegacia receberá computadores com o programa de Sistema de Informação instalado pela Codata. O sistema será apresentado nesta quinta-feira (30) pelos gestores e equipe da Codata.

A capacitação de policiais e operadores de Segurança Pública é uma das normativas da Lei Maria da Penha, que prevê que o atendimento possa ser feito em qualquer delegacia e só em casos de urgência encaminhado para delegacias especializadas.

A parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e da Secretaria de Segurança e Defesa Social, com a Delegação da União Europeia no Brasil foi incentivada pela Cunhã Coletivo Feminista e busca fortalecer as ações de interiorização da aplicação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) com os/as operadores/as da Segurança e Justiça.

Secom-PB

Programa espera atender mais de 14 mil estudantes do ensino fundamental em 2014

mais educaçãoO Programa Mais Educação/Educação Integral, realizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), tem desenvolvido atividades complementares em 92 escolas da rede municipal de ensino. Destas unidades de ensino, 12 delas são em tempo integral, distribuídas nos bairros da capital paraibana, ampliando a jornada escolar para 7 horas diárias ou 35 horas semanais.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No total são 576 profissionais da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), entre orientadores e instrutores, que participam do Mais Educação, entre eles 116 professores comunitários e 460 monitores responsáveis pelas atividades oferecidas. A Rede Municipal de Ensino em 2014 tem a meta de atender 14.224 alunos, entre crianças e adolescentes, nos segmentos do ensino fundamental I e II.

As atividades esportivas e culturais oferecidas no Programa são divididas em dois macrocampos: esporte e lazer; e cultuar e arte. O primeiro macrocampo está subdividido em taekwondo, basquete, vôlei, futebol de salão, judô e esporte da própria escola, atletismo e múltiplas vivências esportivas. O segundo macrocampo está subdividido em banda, canto coral, capoeira, cineclube, danças, desenho, flauta doce, grafite, hip-hop, mosaico, percussão, pintura, teatro, iniciação musical de instrumentos de cordas e iniciação musical por meio de flauta doce.

O Programa Mais Educação surgiu em 2008, e há seis anos executa um trabalho muito importante para a melhoria do ensino na rede municipal. A novidade neste ano é a atividade de relação com o ‘Projeto de Vida’, uma atividade junto aos jovens de 15 a 17 anos que se encontram retidos no ensino fundamental.

Neste ‘Projeto de Vida’, o objetivo é construir propostas que propiciem a construção de projetos de vida, por meio de trabalhos integrados entre as diferentes áreas de conhecimento. Os projetos tem como objetivo principal orientar a criação de espaços para autoria, criação, protagonismo e autonomia dos estudantes.

Maria José de Souza, que é coordenadora do Mais Educação na escola Agostinho Fonseca Neto, no Conjunto Bela Vista, no bairro do Cristo, está participando do programa desde 2008. “Eu acho maravilhoso. Como educadora o Mais Educação foi uma resposta para nós que trabalhamos e moramos em comunidades de João Pessoa. O programa veio para suprir demandas carentes na vida das crianças e adolescentes. Há seis anos que participo deste trabalho, conseguimos tirar os meninos e meninas da rua. A aprendizagem e o comportamento melhoraram significativamente, porque outros professores que não fazem parte do Programa têm percebido essa melhora e comentam”, explicou a pedagoga.

O Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Educação Básica (SEE) realizam o cadastramento e recadastramento das escolas do país, no site do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE Interativo), onde são apresentadas as propostas (oficinas e o quantitativo de vagas).


PMJP

PM vai atender a ocorrência e é recebida a bala por bando suspeito de explosões a caixas eletrônicos

Foto: David Martins
Foto: David Martins

Uma ocorrência de rotina terminou em tiroteio entre policiais militares e bandidos na noite desta quinta-feira (13). O fato aconteceu no distrito de Fagundes, no município de Lucena, Litoral Norte do Estado.

Por volta das 23h30 a polícia foi chamada para atender a uma ocorrência de perturbação da ordem pública. A informação era de que um grupo de homens estava em via pública com o som de um carro em toda altura.

Uma viatura foi acionada e no momento em que policiais chegaram ao local da ocorrência veio à surpresa. Cerca de 15 homens que se encontravam no local passaram a atirar contra os policiais que revidaram.

Na troca de tiros a viatura da Polícia Militar foi atingida com vários disparos, mas ninguém ficou ferido. Depois de um intenso tiroteio, os bandidos conseguiram fugir por dentro do mato.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os policiais entraram na residência que estava servindo de moradia para a quadrilha e encontraram vários equipamentos e materiais usados nas explosões de caixas eletrônicos.grampos

Dentro imóvel estavam fertilizantes, papel laminado e outros produtos químicos e que, segundo a polícia, se misturados se transformam em bombas de alto poder explosivo. Também foram munições de vários calibres e ferramentas.

Paulo Cosme/David Martins

Por que os advogados brasileiros não podem atender de graça?

O IPB (Instituto Pro Bono) lançou recentemente um vídeo de pouco mais de 2 minutos na internet. Por meio de um simples desenho animado, o vídeo mostra porque o acesso à Justiça no Brasil ainda é um privilégio para poucos. Com 29 mil casos para cada defensor público, é impossível que os mais de 30 milhões de brasileiros que precisam de um advogado, mas não podem pagar pelos honorários, sequer se aproximem da Justiça que almejam um dia alcançar.

Assista ao vídeo (recarregue a página ou clique aqui se não conseguir visualizá-lo):

Seja para corrigir uma certidão de nascimento ou resolver pendências de pensão alimentícia ou contratos trabalhistas, as pessoas precisam muitas vezes de um advogado. O número de defensores públicos é insuficiente, assim como o número de advogados dativos (pagos pelo poder público para atender gratuitamente). Então, por que não é permitida no Brasil a advocacia pro bono?

Pro bono publico é uma expressão latina que significa “para o bem comum” e hoje se refere à provisão gratuita de serviços legais àqueles que não poderiam, de outra forma, acessar a Justiça.

Obstáculos
O ideal pro bono marca o fomento à cultura da advocacia voluntária, ainda pouco estimulada no Brasil. Há mais de uma década a prática enfrenta obstáculos impostos pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), contrariando a tradição de atuação jurídica gratuita herdada desde Luís Gama, passando por Rui Barbosa na libertação dos escravos. A Resolução Pro Bono de 2002 autorizou a assistência gratuita às entidades do terceiro setor, proibindo, no entanto, a prática direcionada a pessoas físicas.

 O número de defensores públicos é insuficiente, assim como o número de advogados dativos (pagos pelo poder público para atender gratuitamente)

Em junho deste ano, pouco depois de uma Audiência Pública que reuniu nomes como Gilmar Mendes e Flávia Piovesan, a resolução vigente foi suspensa. Uma comissão foi formada no Conselho Federal da OAB, mas, até o momento, os rumos desse debate permanecem incertos. Vive-se, assim, a iminência de uma nova regulamentação que poderá tanto fomentar pro bono enquanto alternativa para ampliação do acesso à Justiça no País, como restringir ainda mais essa advocacia.

Alguns de seus opositores afirmam que pro bono poderia contornar restrições à publicidade na advocacia, sendo utilizado como artifício para captação de clientela. Outros, que minaria a função de dativos e de pequenos escritórios de regiões afastadas. Mas essas são afirmações que não merecem ser consideradas. A prática é incentivada em países vizinhos, como, por exemplo, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela funcionando de modo a complementar à expansão do acesso à Justiça sob a iniciativa da sociedade civil.

Pobreza é mais do que não ter dinheiro
A questão do acesso à Justiça relaciona a igualdade jurídico-formal às desigualdades socioeconômicas. A pobreza hoje é compreendida menos como falta de renda, e mais como a falta de entitlements, de acesso aos serviços fundamentais. Afinal, a exclusão pode ser mensurada em termos relativos, e um cidadão pode ter acesso a certos bens de consumo sem, contudo, ter conquistado de fato a cidadania.

No caso da justiça os obstáculos são inúmeros. São econômicos, uma vez que os custos de litigação são altos – e, ainda, aumentam de forma inversamente proporcional ao valor da causa, provocando uma dupla vitimização das classes populares. Além disso, há obstáculos culturais que distanciam milhões de brasileiros da sua administração, já que os cidadãos mais vulneráveis têm, geralmente, menos conhecimento sobre seus direitos.

 A pobreza hoje é compreendida menos como falta de renda, e mais como a falta de entitlements, de acesso aos serviços fundamentais

A assistência jurídica gratuita é um dever intransferível do Estado que consta na própria Constituição. A ascensão de novos direitos no contexto do Estado de bem-estar social do pós-guerra passa a exigir um maior acesso à Justiça visando sua garantia e satisfação. Via de regra, essa função é da Defensoria Pública – da União ou dos Estados. O Estado, entretanto, não tem conseguido atender a imensa demanda. Como bem mostra o recém-lançado Atlas de Acesso à Justiça, o número de defensores públicos por habitantes é exíguo em todas regiões. Um cenário distante de mudanças, uma vez que a maior parte do investimento público é destinada ao convênio com a Ordem dos Advogados (OAB).

A dificuldade de expansão e falta de capilaridade, no entanto, é apenas um entre vários vícios do sistema público assistencial. O foco permaneceu na assistência jurídica, e não na consulta jurídica (independente de existência de litígio). A educação é ainda minoritária, e por se tratar de uma assistência jurídica individual, ficaram excluídos dessa tutela os problemas de ordem coletiva relativos às classes subordinadas.

A falha em fornecer assistência mina o Estado de Direito e a fé na democracia. Tomemos como exemplo o caso de uma mãe que precisa de um advogado para corrigir um erro na sua certidão de nascimento, caso esse mencionado no curta do Instituto Pro Bono divulgado há poucas semanas. Com a demora em obter ajuda, ela irá perder gradualmente a fé no compromisso do sistema jurídico pela justiça independentemente da classe social.

Transformação x status quo
A luta democrática pela expansão do direito, no entanto, não se restringe ao seu acesso, diz respeito também à sua transformação. E é nessa luta que se insere o movimento pro bono pela liberação definitiva da advocacia voluntária.

Assim, parece-nos que a disputa em torno da advocacia pro bono excede a questão da prática, formando uma imagem do próprio embate que o universo jurídico hoje enfrenta entre o Direito enquanto instrumento de transformação social e de manutenção do status quo.

 A luta democrática pela expansão do direito, no entanto, não se restringe ao seu acesso, diz respeito também à sua transformação

Milhares de advogados dispostos a ajudar foram impedidos de fazê-lo nos últimos anos – uma maioria esmagadora se diz favorável ao exercício livre da profissão em pesquisa conduzida sob o financiamento do Instituto Lafer.

De um lado, o perfil delineado para o graduando em Direito, segundo a OAB, é o de uma formação humanística, adequada à compreensão interdisciplinar do fenômeno jurídico e das transformações sociais. Senso ético-profissional e responsabilidade social, assim como a busca pelo aprimoramento da sociedade, seriam princípios balizadores da profissão. O próprio Código de Ética e Disciplina da Ordem menciona que o advogado deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos.

De outro, um Conselho Federal que adia, mês a mês, a regulamentação definitiva da advocacia pro bono no país.

Assim, aguardamos ansiosos a solução da incongruência do órgão que deveria, na verdade, ser o primeiro a fomentar a prática da advocacia voluntária no País.

 

 

reporterbrasil

“Macaca, suja, pobretona e preta velha”: Médica se nega a atender criança e é presa

 

Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda teria mordido uma das policiais

 

maehospitalmanausApós se recusar a atender uma criança e ofender verbalmente a mãe da mesma, supostamente chamando-a de “macaca, suja, pobretona e preta velha” dentro do Hospital e Pronto Socorro da Criança da Compensa, na Zona Oeste de Manaus, uma pediatra identificada pela polícia como Socorro Pereira foi presa por policiais militares da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na noite da terça-feira (10). A médica ainda não quis se identificar para os militares e ainda teria mordido uma PM, que efetuou sua prisão.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

De acordo com a polícia, a mãe da criança denunciou a profissional de saúde depois da mesma se recusar a atender a menor de idade e ficar conversando no corredor com uma mulher. Ela teria se aproximado da médica para saber quando ela iria atender a menor de idade, que apresentava sintomas de vômito e diarréia. Socorro teria respondido de forma ofensiva e a expulsou da unidade com a criança, segundo a denúncia.

A atitude da pediatra foi denunciada à guarnição, que foi até o local e confirmou a ocorrência. De acordo com a polícia, ao perceber a presença dos policiais, a médica se recusou a se identificar e agiu também de forma agressiva contra os militares. Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda mordeu uma das policiais.

Segundo testemunhas, os outros médicos saíram em favor da pediatra e deixaram de atender os pacientes por alguns minutos. A médica negou o fato e disse que a mãe foi grosseira ao questionar o atendimento e que decidiu sair sozinha da unidade, sem que ela a expulsasse.

Os policiais militares informaram ainda que a médica foi apresentada na delegacia por prevaricação – por ter se negado a prestar atendimento -, desobediência, racismo e resistência à prisão. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, na delegacia a mãe não relatou em depoimento nada sobre as ofensas e a pediatra assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por omissão de socorro.

Ainda segundo a assessoria, a médica alegou abuso de autoridade por parte dos PMs e os denunciou na Corregedoria da Polícia Militar (PM), localizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Todos foram ouvidos na manhã da quarta-feira (11).

Nota Susam

Em nota repassada à imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informa que já determinou a instalação de Comissão de Sindicância para apurar as circunstâncias do incidente ocorrido na noite da última terça-feira (10), no Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, envolvendo uma médica da cooperativa de pediatria que mantém contrato com a Susam e uma usuária.

“Mediante o resultado dos trabalhos da comissão serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, mas enquanto durar a apuração a referida médica está afastada do atendimento. A Susam destaca que, no momento do incidente, 12 médicos estavam de plantão na unidade e que o atendimento transcorria normalmente. A Susam reitera o seu compromisso com a Política Nacional de Atendimento Humanizado do SUS, cujas diretrizes devem ser seguidas por todas as unidades de saúde e profissionais que atuam na rede”, informa o comunicado.

A nota diz, ainda, que “independente da apuração da conduta da médica, a direção do Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste reforçou junto à sua equipe esses preceitos, que devem ser seguidos rigorosamente por todos os servidores da saúde”.

Por Geledés, Revista Fórum

“Medicina cubana ensina a atender o povo com qualidade e humanismo”

Augusto-César-e-Andreia-CampigottoA saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.

Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Página do MST conversou sobre o tema com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos militantes do movimento e formados em medicina em Cuba.

Nascido em Chapecó (SC) e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.

Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.

Formato

O curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camaguey.

O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.

“Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.

“Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.

A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.

Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes procedimentos.

“No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo hospitalacêntrico, que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.

Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.

“É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma Augusto

De acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento.

“Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, acredita Augusto.

(Foto: Página do MST)

José Coutinho Junior

da Página do MST