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Paraíba tem terceiro maior aumento no número de assassinatos do Brasil

disparoA Paraíba foi o Estado com o terceiro maior aumento de assassinatos nos últimos anos, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado neste domingo (10), no jornal O Globo. Segundo o levantamento, houve um aumento de 61,73% na quantidade de homicídios registrados no Estado.

O Globo mostrou que a Paraíba registrou uma taxa de homicídios que chega 39,3 por 100 mil habitantes, em 2012. Minas Gerais teve taxa de 20,8, mas o aumento foi 89%. O Ceará teve taxa de 42,5 e um aumento de 74%, a Bahia a taxa 40,7 e aumento de 48% e Sergipe a taxa foi 40 e o aumento de 30,3%.  O anuário do FBSP utilizou como base para o resultado, os registros fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Segurança sobre homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

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Intitulada “Violência sem Trégua”, a matéria mostra a ineficiência dos investimentos no setor de Segurança Pública, mas também aponta que alguns Estados conseguiram reduzir esses índices, a exemplo de Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Para ter acesso a matéria completa é só acessar http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/violencia-sem-tregua.html.

 

Assessoria

Paraíba reduz em 10% número de assassinatos, mas ainda registra média de 119 homicídios por mês

HomicídiosA Paraíba reduziu em 10,2% o número de assassinatos durante os cinco primeiros meses deste ano. Porém, apesar disso, o estado ainda tem registrado uma média de 119,2 homicídios por mês, já que de janeiro até maio foram 596 crimes que resultaram em morte, segundo dados da Secretaria de Segurança. Nos mesmo período do ano passado aconteceram 664 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte.

Ao todo, 44 mulheres foram assassinadas durante esses cinco meses, o que representa uma média de 8,8 mulheres mortas violentamente. De janeiro a maio do ano passado esse número chegou a 64. Significa uma redução de 31%.

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Os dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) foram apresentados durante reunião de monitoramento com gestores da pasta, presidida pelo governador Ricardo Coutinho.

Os dados da Seds ainda apontam que, entre os 17 estados que divulgam seus dados referentes ao registro de assassinatos, a Paraíba é um dos que mais reduziu esse tipo de ocorrência em seu território este ano.  Mato Grosso do Sul, por exemplo, registrou nos cinco primeiros meses de 2014 um aumento de 17,2% no número de CVLI. Já no Nordeste, Pernambuco apresentou em quatro meses um crescimento de 3,4% em quantidade de CVLI, e nos cinco meses os registros no Maranhão subiram 25,1%, por exemplo. No Ceará o aumento é de 15,4%.

O governador Ricardo Coutinho, que acompanhou a reunião de monitoramento realizada no Segundo Batalhão de Polícia Militar, na cidade de Campina Grande, destacou o trabalho realizado nas Áreas Integradas de Segurança Pública. “Todos os meses sentamos com todos os comandantes das Áreas Integradas de Segurança Pública. A nossa presença representa a responsabilidade com a qual o governo trata a política de segurança deste estado. E nós estamos aqui hoje para debater muitas coisas”, afirmou o governador, que ressaltou a redução dos homicídios na cidade de Campina Grande no mês de maio. “A cidade que mais reduziu o número de homicídios foi Campina Grande, que registrou uma queda de mais de 40% em relação ao mês de maio, o que representa que estamos no caminho correto, mas mostra que muito ainda precisa ser feito”, destacou.

O secretário da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, ratificou que os dados apresentados apontam que o trabalho efetuado pelos órgãos operativos da pasta está no caminho certo. “Desde dezembro registramos redução em relação ao mesmo período do ano anterior e em Campina Grande, por exemplo, são sete meses da mesma forma. Em relação aos CVP vamos intensificar a presença de policiais nas ruas, com ações específicas previstas em nosso plano operacional. No mês de junho, foi feito um esquema especial por conta do São João em todo o Estado”, salientou.

Blog do Gordinho com Secom-PB

Nordeste lidera ranking da morte e vê assassinatos dobrarem em 10 anos

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Em uma década, o Nordeste viveu uma explosão no número de assassinatos, o que tornou a região líder em números absolutos e taxa de homicídios no país. Os dados são do Mapa da Violência 2014, divulgado na semana passada, que revelou casos entre os anos de 2002 e 2012.

Nesse mesmo período, os homicídios na região cresceram 10 mil, mesmo índice do Sudeste, onde, em vez de crescer, o número caiu. Em 2012, foram assassinadas na região 20.960 pessoas, quase o dobro de 2002, quando foram 10.947 mortes.

 

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Migração Sudeste-Nordeste

Em 2002, o Sudeste concentrava 55% dos homicídios do país. Dez anos depois, esse percentual caiu para 30%. Já no Nordeste houve uma curva inversa. Em uma década, o percentual de crimes na região saltou de 22% do total nacional para 37%, se tornando a região com mais mortes.

Além disso, o Nordeste é atualmente a região com a maior taxa de homicídios: 38,9 para cada 100 mil habitantes. O índice é similar ao da Guatemala, quinto país mais violento do mundo, segundo estudo da ONU (Organização das Nações Unidas).

No Brasil, a taxa é 29 por 100 mil na média do país. No Sudeste, a taxa em 2012 era de 21 para cada 100 mil.

Nesses 10 anos, os maiores crescimentos de taxa de homicídios no país ocorreram justamente no Nordeste: no Rio Grande do Norte e na Bahia, que mais que triplicaram o crescimento –229% e 221,6% a mais, respectivamente.

Pernambuco –então líder de violência no início do século– foi o único dos nove Estados que reduziu a taxa de homicídios, com queda de 39%.

Com as altas taxas, hoje, quatro dos seis Estados mais violentos do país estão no Nordeste: Alagoas (taxa de 64,6 para cada 100 mil), Ceará (44,6), Bahia (41,9) e Sergipe (41,8). Completam a lista de mais violentos Espírito Santo (47,3) e Goiás (44,3), segundo e quarto colocados, respectivamente.

Estados com alta nas mortes
229,1%

Foi o aumento

no total de homicídios no Rio Grande do Norte

221,6%

Foi o aumento

no total de homicídios na Bahia

162,4%

Foi o aumento

no total de homicídios no Maranhão

Fonte: Mapa da Violência 2014

Dois fenômenos

Para o autor do estudo do Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, a violência no Nordeste aconteceu devido a dois fenômenos paralelos.

“Primeiro houve no país uma mudança no modelo econômico altamente concentrador em unidades como São Paulo e Rio. Isso foi esgotando, e novos polos de desenvolvimento foram surgindo, levando riquezas a esses Estados”, explicou.

O segundo ponto explicado por Waiselfisz é o modelo político de combate à violência, no início dos anos 2000, com enfoque nos Estados mais violentos.

“Em 2000, foi promulgado o primeiro plano nacional de segurança e criado fundo nacional de segurança. O governo federal começou a mandar recursos para os mais violentos, como São Paulo, Rio e Pernambuco. Chegou-se à conclusão de que deveriam se investir muitos recursos para esses Estados, que melhoraram o aparelho de segurança. Assim Rio, São Paulo e Pernambuco começaram a reduzir [os índices]”, disse.

Para o sociólogo, na mesma medida em que esses Estados fortaleceram suas polícias, os outros com menos recursos acabaram se tornando vítima de um fenômeno que chama de “interiorização da violência no país”, iniciada a partir de 2002.

“O que houve no Brasil foi uma migração do crime para o Nordeste, mas não só para lá. Estados como Goiás, Pará e Amazonas, por exemplo, eram tranquilos e tiveram crescimentos significativos”, disse.

Uol

Paraíba é o Estado brasileiro que mais reduziu assassinatos nos três primeiros meses do ano

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

As ações das Forças de Segurança da Paraíba reduziram em 13,1% o número de assassinatos ocorridos no Estado no primeiro quadrimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (12), durante reunião de monitoramento da Segurança Pública, no Palácio da Redenção. Os dados mostram ainda que nos três primeiros meses do ano a Paraíba foi o estado brasileiro que mais reduziu proporcionalmente os crimes contra a vida, ficando à frente de estados como Ceará e Rio de Janeiro, onde foi registrado um crescimento de 14,7% e 22,4%, respectivamente (dados das secretarias da Segurança dos Estados).

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, nos primeiros quatro meses do ano foram registrados 469 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte. No mesmo período de 2013, aconteceram 540 crimes desse tipo.

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O governador Ricardo Coutinho atribuiu a redução dos índices à política de Segurança Pública implantada pelo Governo do Estado, que trabalha na lógica de integração das polícias e monitoramento das áreas de segurança. “A Paraíba é o Estado que mais vem reduzindo os crimes contra a vida. Uma das responsáveis por isso é a metodologia adotada no Governo, que integra as Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. O Programa Paraíba Unida Pela Paz reestruturou as Forças de Segurança, estabeleceu metas e qualificou os profissionais, com foco na redução da criminalidade”, afirmou o governador.

Acompanhando a redução, também houve queda nos crimes contra a vida de mulheres em 2014, com o registro de 29 assassinatos com vítimas do sexo feminino. No mesmo período de 2013, aconteceram 53 casos, o que representa uma queda de 45% nas ocorrências deste tipo no Estado.

Para o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, a redução de homicídios mostra que o planejamento realizado pela Segurança Pública vem alcançando resultados. “Estamos no caminho certo. A permanência dessa queda, que na verdade já se verifica desde o mês de dezembro de 2013, significa que passamos por um processo de consolidação de uma política de Segurança Pública e atesta eficiência dos órgãos policiais”, defendeu.

Cresce apreensão de armas e drogas – Ainda de acordo com os números, as apreensões de armas de fogo aumentaram em 12% nos quatro primeiros meses do ano. No 1º quadrimestre de 2013 foram 892 armas e este ano 1.001 retiradas de circulação, entre revólveres, pistolas e armas de grosso calibre. A média de apreensões é de 7,1 armas por dia, num total de 8.690 nos três anos e quatro meses de gestão.

As ações de segurança também resultaram na apreensão de um volume maior de drogas nos quatro primeiros meses do ano na Paraíba. Foram 416,8 quilos de entorpecentes que deixaram de circular em solo paraibano. Em relação ao mesmo período de 2013, quando foram recolhidos 179,6 quilos, o aumento é de 132%. A droga mais apreendida no 1º quadrimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado foi a maconha (391,1 quilos contra 153,8 quilos), com aumento de 154%. A quantidade de crack apreendida na Paraíba também aumentou (22,9 quilos contra 18,7) e de cocaína foram retirados de circulação 2,8 quilos. Em três anos e quatro meses na Paraíba foram apreendidos quase 5 toneladas de entorpecentes, o que representa uma média de 4,1 quilos de drogas apreendidas por dia.

Secom PB

Polícias Civil e Militar prendem dois homens acusados de cerca de 15 assassinatos em Santa Rita

plantão policialCumprindo dois mandados de busca e apreensão, uma operação realizada pelas polícias Civil e Militar na tarde desta sexta-feira (25) terminou com a prisão de dois homens acusados de pelos menos 15 assassinatos em Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa.

Os crimes estão sendo atribuídos a dois homens identificados por “ Maciel” e ‘Berg” também conhecido por “ Sorriso”. Na operação, realizada nos bairros de Tibiri e Marcos Moura, também foram presas mais duas pessoas que estavam de posse de dois revólveres.

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De acordo com o coronel Júlio Cesar, comandante do 7º Batalhão e que esteve à frente da operação juntamente com os delegados Everaldo Barbosa e Luiz Coutrim, a operação foi fruto de um trabalho de investigação que já vinha sendo realizado há vários dias, em decorrência do grande número de assassinatos registrados em Santa Rita.

Na próxima segunda-feira (28), uma entrevista coletiva será concedida à imprensa, aonde serão detalhadas todas as informações que culminaram com a realização da operação.

Paulo Cosme\Washington Luiz

Altamiro Borges: Comissão da Verdade peitará a mídia que apoiou golpe e acobertou assassinatos?

globo-golpe-militarO governo decidiu prorrogar por mais sete meses os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, que agora terá até 16 de dezembro de 2014 para apresentar seu relatório final. O novo prazo, definido em Medida Provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União.

O objetivo é garantir mais tempo para que os integrantes do colegiado consigam detalhar todas as violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura militar (1964-1985). Será que agora os megaempresários que financiaram as torturas serão convocados para depor? E os barões da mídia, que criaram o clima para o golpe militar e apoiaram a sanguinária ditadura?

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A Comissão Nacional da Verdade foi empossada em maio de 2012 pela presidenta Dilma, com prazo de dois anos para concluir os seus trabalhos. Neste período, ela promoveu várias audiências e coletou importantes documentos, que comprovam inúmeros crimes da ditadura – como “mortes, ocultação de cadáveres e tortura”. Também foram criadas mais de cem comissões em todo o país com o intento de apurar os atentados aos direitos humanos nos municípios e estados. Agora, com a prorrogação do prazo, será possível aprofundar e sistematizar as informações coletadas.

Para Pedro Dallari, coordenador da comissão, a decisão do governo dá mais folego para o trabalho e é muito positiva. “Estávamos preparando o nosso relatório e a novidade nos dará um tempo maior para aprofundarmos algumas investigações… Assim como aconteceu em outros países, o trabalho final da comissão será a base para a continuidade das investigações nos próximos anos. O trabalho de tentar esclarecer o que aconteceu no passado não se esgota na comissão”.

De fato, ainda há muito o que apurar – como o objetivo de se evitar a repetição dos crimes praticados pela ditadura.

Não basta saber quem foram os torturadores e quais os métodos bárbaros que usaram – nem saber quantos foram mortos e estão desaparecidos. É preciso saber quais foram as empresas, inclusive as multinacionais, que financiaram os órgãos de repressão, deram respaldo à ditadura e acumularam fortunas neste período sombrio. É preciso saber qual foi o papel da mídia no apoio ao golpe militar e na cobertura dos assassinatos e torturas de patriotas brasileiros.

Muita gente graúda ainda deve explicações ao Brasil, como aponta recente artigo do jurista Marcelo Semer, no blog Sem Juízo, que reproduzo abaixo:

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Imprensa também é devedora de verdade sobre Jango

“Mídia contribuiu muito para difundir tese falaciosa de que Jango não tinha apoio popular”

Os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram exumados por determinação da Comissão da Verdade para apurar suspeitas de homicídio.

A presidenta Dilma Roussef realizou uma cerimônia para recebê-los com honra de chefe de Estado em Brasília.

O Congresso simbolicamente anulou a sessão na qual, de forma canhestra, a presidência havia sido declarada vaga, como uma forma hipócrita de disfarçar o golpe militar que o arrancara do poder.

Mas nem todas as verdades ainda foram repostas a Jango.

O historiador Luis Antonio Dias revelou, em entrevista recente à revista CartaCapital, que o Ibope não divulgou, à época, pesquisa realizada em que mostra amplo apoio popular a Jango em 1964 e perspectivas extremamente positivas à sua reeleição no ano seguinte. As pesquisas foram doadas pelo instituto, em 2003, para o Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, mas a maior parte dos dados permanece desconhecida.

O curioso, e relevante, nesse caso, é que o “apoio popular” foi justamente um dos álibis construídos pela imprensa para justificar a legitimidade do golpe.

O editorial do jornal O Estado de S. Paulo de 12 de março de 1964, por exemplo, anunciava peremptoriamente, o “aprofundamento do divórcio entre o governo da República e a opinião pública nacional”.

Folha de S. Paulo já admitiu por mais de uma vez o apoio dado ao golpe militar e, recentemente, de uma forma ainda tímida, foi a vez das Organizações Globo de promover um contraditório ‘meaculpa’ pelo apoio ao regime –embora baseando-se em editorial que o elogiava até seus últimos dias, em 1984.

O certo é que, como afirma Dias, a “mídia contribuiu muito para difundir essa tese falaciosa de que Jango não tinha apoio popular” –e que continua difundindo, fazendo referência explícita a um dos livros de maior pesquisa sobre o tema, a encargo do jornalista Élio Gaspari.

A ligação entre essa demonstração de fraqueza e a realização do golpe são evidentes para o historiador:

“As reportagens e os editoriais enfatizavam o isolamento de Goulart e a oposição da população às reformas de base, consideradas demagógicas. À exceção do Última Hora de Samuel Wainer, todos os jornais de expressão nacional clamavam por uma intervenção das Forças Armadas, sempre em nome da opinião pública. É interessante, pois os militares, em seus livros de memória, usam esse apoio como justificativa: eles só agiram porque a população pediu. As pesquisas do Ibope provam o contrário”.

O abuso inapropriado da titularidade da “opinião pública” pode perverter importantes decisões políticas, principalmente quando se sabe que muitas vezes se restringem a opiniões de classe média urbana fortemente sensibilizada por discursos propositadamente catastrofistas.

Os dados reunidos por Dias apontam que, em 1964, 55% dos paulistanos achavam relevantes para o país as reformas de base e o apoio à reforma agrária passava de 70% em certas capitais. Apenas 27% avaliavam o governo como ruim ou péssimo na capital paulista –percentual extremamente inflado pelas manchetes da grande mídia.

Os trabalhos da Comissão da Verdade ainda engatinham.

Judicialmente, o panorama é incipiente na avaliação dos crimes contra a humanidade, embora já tenha havido alterações de registro de falsos suicídios, condenação cível por tortura e denúncias recebidas em casos de sequestros.

Falta ainda que a própria imprensa se debruce sobre o papel nos anos de chumbo, para honrar a utilidade pública e responsabilidade social que permeiam seu discurso –e que suportam, por exemplo, não apenas a firme e correta vedação à censura, como o benefício das imunidades tributárias no texto constitucional.

Afinal, o maior risco que envolve o encobrimento da verdade é justamente a repetição da mentira.

 

viomundo

68 municípios da PB não registraram assassinatos em 2012

Jornal Correio da PB
Jornal Correio da PB

Quase um terço dos municípios paraibanos não registrou homicídios no ano passado, segundo dados repassados na segunda-feira (11), pela Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social (Seds). São 68 cidades nessas condições, o que representa 30,4% do total. Em 28 delas, a situação é ainda mais pacata, pois não há ocorrências desde 2010. Por outro lado, apenas três municípios – João Pessoa, Campina Grande e Santa Rita – concentram 54% (832) dos 1.542 assassinatos de 2012.

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Diferente dos grandes centros, Sossêgo, no Agreste paraibano, pode fazer jus ao nome que carrega. Segundo a Seds, houve apenas um registro em 2010. Desde então, mais nenhum. O prefeito da cidade, Carlos Antônio Alves da Silva (PSD), explica que muito dessa situação tem a ver com um trabalho preventivo feito através de uma rádio local, ouvida por boa parte dos seus cerca de 3 mil habitantes.

“A gente tem uma rádio onde aconselha o pessoal. A gente sabe que esses crimes estão mais relacionados à bebida, então, fazemos esse trabalho de conscientização. É muito difícil ter homicídio aqui. Acredito que teve um no Dia das Crianças (há mais de dois anos). De lá para cá, mais nada”, contou o prefeito.

Apesar da tranquilidade aparente, a situação em Sossêgo é relativa, porque, conforme aponta o prefeito Carlos Antônio, ainda acontecem roubos na cidade. “Tivemos um recentemente contra um posto de gasolina. Um rapaz de moto chegou, abordou o senhor e roubou cerca de R$ 400”, relatou.

Por outro lado, o problema está no fato de que a cidade, de acordo com o prefeito, nunca contou com um delegado próprio e não tem uma delegacia em funcionamento. “O delegado que a gente tem é de Barra de Santa Rosa, Cuité e Picuí. Mesmo assim, é muito difícil da gente encontrá-lo. Já tive contato com a Secretaria (Seds), fiz solicitação quando assumi, em 2009, mas nunca atenderam”, lamentou.

“Até de porta aberta se dorme”

Em Riachão do Bacamarte, município do Brejo paraibano com 4.264 habitantes, conforme dados do IBGE, a população dorme tranquila. Os moradores relataram que é comum as crianças brincarem nas ruas até às 22h, enquanto os adultos conversam nas calçadas. O último homicídio registrado na cidade aconteceu em 2011, quando um agricultor matou a própria irmã por conta de uma disputa de terras. Este ano, apenas um inquérito foi aberto na cidade, por embriaguez ao volante.

Conforme os dados de inquéritos policiais de Riachão, revelados pelo escrivão Humberto Maia, foram dois homicídios registrados entre 2009 e 2011, mas, ainda assim, envolvendo brigas familiares e disputas de terras.

Sem prédio para delegacia

Após contato com a reportagem, a delegada geral da Polícia Civil, Ivanisa Olímpio, reconheceu que Sossêgo não possui uma delegacia em funcionamento, tendo em vista que o prédio-sede está em péssimas condições. Entretanto, garantiu que iria solicitar urgentemente ao delegado responsável pela cidade que procurasse uma casa que pudesse ser alugada, para abrigar a delegacia municipal.

Ivanisa afirmou ainda que, assim como já está sendo feito em outros municípios, iria estabelecer contato com o prefeito, para verificar a possibilidade de cessão de um terreno municipal, para a construção do prédio definitivo. “Faremos isso em todas as sedes. Onde estiver em condições precárias, estaremos buscando parcerias com as prefeituras”.

Mapa: PB é 3º melhor

Dados do “Mapa da Violência 2013 – Mortes Matadas por Armas de Fogo”, divulgado na semana passada, já adiantavam que a situação na Paraíba é a terceira melhor entre os Estados do Nordeste, levando em consideração dados de 2010. Embora o Estado apresente a quinta maior taxa de homicídios no País por armas de fogo (32,8 mortes para cada 100 mil habitantes), 62 cidades (27,8%) não tiveram nenhum registro de assassinatos em 2010, ano utilizado como parâmetro na pesquisa. O percentual é o terceiro melhor entre os Estados nordestinos, ficando atrás apenas do Piauí (52,6%) e do Rio Grande do Norte (30,5%).

O mapa, organizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), revelou ainda que a Paraíba também é o quinto Estado do País com o maior crescimento de homicídios causados por armas de fogo em uma década. Enquanto em 2000 foram 397 mortes, o número subiu para 1.234 em 2010, avanço de 210,8%. Entre as capitais, João Pessoa é a segunda com a maior taxa de assassinatos: 71,6.

Tranquilidade em Riachão

Para a aposentada Severina Maria da Conceição, 62, que mora no município há 40 anos, não há melhor lugar para se viver. “Eu fico aqui sentada na minha cadeira de balanço na frente de casa o dia todo. É sempre assim, gente andando na rua, crianças brincando. Uma maravilha”, afirmou. A estudante Soraya Barbosa, 12, garantiu que se reúne com a turma para jogar bola na frente da igreja, quase todos os dias. “Aqui não perigo pra gente não. Até de porta aberta se dorme. Todo dia a gente vem para cá jogar”.

O baixo índice de criminalidade é atestado também pela dona de casa, Joselita Maria dos Santos, 23. “Quando a gente sabe que aconteceu algum crime, até se espanta”, falou.

Cidade não tem delegado

Apesar de tranquila, Riachão do Bacamarte não tem delegado de Polícia Civil em tempo integral atuando no município. A cidade é guarnecida pela Delegacia de Ingá, distante 7,5 km, que conta com um delegado, um escrivão e dois agentes de investigação, e por um posto da Polícia Militar, com dois policiais por plantão. Os moradores também atribuem a boa segurança à ausência de grandes eventos na cidade. “Aqui não tem essas festas grandes, que atraem multidões. É uma cidade pacata. Praticamente todo mundo se conhece”, completou o funcionário público Diomedes Santos.

 

 

Tássio Ponce de Leon e Fernanda Moura, Jornal Correio da PB

Assassinatos domésticos contra mulheres caem 50% em 2013, afirma Centro 8 de Março

Violencia-DomesticaSegundo dados levantados pelo Centro da Mulher 8 de Março, o números da violência contra a mulher caíram no ano de 2013. Comparando com os resultados de 2012, podemos dizer que este ano os assassinatos domésticos caíram em 50% na Paraíba.

O Centro da Mulher realiza uma pesquisa diária em jornais, impressos, portais onlines e revistas em busca de informações sobre violência contra as mulheres.

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No ano de 2012, houve 50 casos de homicídio doméstico, ou seja, quando a mulher é assassinada por alguém conhecido, da família, normalmente marido ou namorado. Em 2013, nos meses de janeiro e fevereiro, 7 mulheres sofreram o mesmo destino, metade se comparando ao mesmo período do ano passado, que teve 14 ocorrências.

Os números também diminuíram em relação à violência dentro do tráfico. Em 2012, 77 mulheres morreram vítimas do tráfico na Paraíba, sendo que foram 9 apenas em janeiro e fevereiro. Já nos dois primeiros meses de 2013, foram 5 mulheres mortas vítimas do tráfico.

O Centro da Mulher acredita que a Lei Maria da Penha é a principal responsável por mostrar resultados não tão negativos não tão negativos. “Esse tipo de homem, que se sente dono da mulher, ele sente medo e pensa nas conseqüências. Outra questão é que a mulher não pode retirar uma queixa. É para isso que serve a lei, para inibir os casos”, afirma Lúcia Gabriel, do 8 de Março.

Pedro Callado

Prioridade para o Tribunal Popular do Júri no julgamento de assassinatos de mulheres

violenciaCompromisso e atitude: a lei é mais forte é o slogan da campanha para mobilizar os Tribunais Regionais de Justiça no combate aos crimes cometidos contra as mulheres brasileiras. A campanha, lançada nacionalmente no dia 07 de janeiro, já obteve resultados no Espírito Santo, escolhido como estado-piloto para as ações, uma vez que lidera o ranking nacional de homicídios femininos, com a taxa de 9,4 assassinatos para cada 100 mil mulheres. Segundo o Mapa da Violência, elaborado por meio de uma pesquisa realizada pelo Instituto Sangari, de 1980 a 2010 cerca 91 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. De acordo com o estudo, 68,8% dos homicídios aconteceram na residência da vítima.

Segundo a juíza Luciane Bortoleto (TJPR), convocada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para auxiliar no desenvolvimento das ações relacionadas à Lei Maria da Penha, a prioridade para os julgamentos é importante para consolidar o sentimento de justiça. “A conclusão desses processos é necessária para fixar, perante a população, a ideia de que esses crimes terão consequência. Essa é uma forma de coibir a sensação de impunidade”, afirmou a magistrada. A campanha é uma iniciativa do CNJ e da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) para combater a violência doméstica.

Ações no Espírito Santo

O governo do Espírito Santo criou sem setembro de 2010 uma unidade policial para investigar exclusivamente crimes contra mulheres, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher. Os dados até setembro de 2012 apontam dos 204 inquéritos abertos para a investigação de assassinatos praticados contra mulheres, 138 já foram esclarecidos e encaminhados à Justiça.

Um dos casos que deverá ir a júri popular este ano no Espírito Santo é o do policial militar Carlos Magno Feu Júnior, que na noite de 4 de julho de 2011 matou com três tiros sua esposa, Juliana de Jesus Santos, 21, na frente do filho do casal, no balneário de Nova Almeida, na Serra. Carlos conseguiu comprovar, depois do crime, que sofre de insanidade mental e hoje encontra-se no Manicômio Judiciário. O processo tramita na 3ª Vara Criminal da Serra (Privativa do Júri).

Sugestão de Fontes:

Conselho Nacional de Justiça
Assessoria de Imprensa: (61) 2326-5470

Juíza Luciane Bortoleto (TJPR) (41) 3363-8457

Secretaria de Políticas para as Mulheres
Nei Bomfim
Telefone: (61) 3411.5889
E-mail: nei.bomfim@spmulheres.gov.br

Instituto Sangari

Polícia registra 2,72 assassinatos por dia na Grande João Pessoa

A Polícia registrou durante os 27 dias de setembro na Região Metropolitana de João Pessoa, 68 assassinatos, uma média de 2,72 crimes de morte a cada 24 horas. Os dados foram revelados por fontes da Polícia Militar.

De acordo com a fonte, os números poderiam ter sido mais alarmantes, se não fosse a falta de pontaria dos assassinos. “Nesse mesmo período, 72 pessoas sofreram tentativa de homicídio. Isso significa que a cada dia  2, 84 cidadãos escaparam da morte”, revelam.

A polícia considera o bairro de Mandacaru, em João Pessoa, e a cidade de Santa Rita as áreas mais perigosas da Grande João Pessoa.

Ainda de acordo com os dados extraoficiais,  nos primeiros  25 dias de setembro foram registrados 113 mortes por assassinatos. O número de feridos por bala, arma branca ou pedrada não foram ainda contabilizados.

clickpb