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Feminicídios representam 100% dos assassinatos de mulheres em setembro de 2019, na PB

Todos os casos de assassinatos de mulheres que aconteceram no mês de setembro, na Paraíba, estão sendo investigados como feminicídios. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social, quatro mulheres foram mortas no mês passado por seus companheiro ou ex-companheiros.

O mês de setembro foi o primeiro de 2019 que não houve um assassinato de mulheres sem causa relacionada ao gênero. Apesar disso, o mês mais violento ainda em números absolutos é o mês de maio, com dez mulheres mortas. Desse total, cinco casos começaram a ser investigados como feminicídio.

Em setembro, foi o início do mês que marcou as principais mortes de mulheres. Só no primeiro dia do mês, pelo menos duas mulheres foram assassinadas. Na cidade de Itabaiana, no Agreste paraibano, uma diarista de 40 anos foi morta a facadas pelo marido. Antes do crime eles discutiram porque a mulher queria a separação do casal. O suspeito, de 57 anos, foi preso minutos depois.

No mesmo dia, Jenilsa Lira da Silva também foi assassinada a facadas. O crime aconteceu em Campina Grande e o suspeito é o ex-companheiro da vítima. Jeans Carlos Dias da Silva chegou até a casa onde a mulher estava, brigou com ela e a atingiu com várias facadas. Dois filhos da vítima presenciaram o crime. O casal estava separado há um ano, mas brigavam constantemente, segundo familiares, porque ele não queria pagar a pensão alimentícia dos dois filhos. O homem foi preso.

Feminicídios nos meses anteriores

No mês de agosto, oito mulheres foram mortas na Paraíba. Cinco casos estão sendo investigados como feminicídios. Esse número representa que 62,5% dos assassinatos de mulheres aconteceram por motivação de gênero, apenas no mês de agosto.

Até que os dados de agosto fossem analisados, o mês de julho era considerado o terceiro mês com mais mortes de mulheres. Sete mulheres foram assassinadas. No entanto, com a atualização das estatísticas, julho cai para quarto, deixando o espaço do terceiro lugar para o mês de agosto.

Só no primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. Em junho, foram quatro assassinatos, sendo dois feminicídios.

O mês de maio lidera o ranking de mulheres assassinadas. Dez foram mortas por homicídio doloso. Cinco, desse total, foram feminicídios. Na sequência está o mês de abril, com nove homicídios de mulheres e seis feminicídios.

Embora o mês de maio tenha sido o mais violento, o mês de abril, em proporção, foi o que mais registrou a morte de mulheres por motivações de gênero. Nesse mês, o número de feminicídios subiu 50% apenas em relação ao primeiro trimestre do ano.

G1

 

Feminicídios são mais de 50% dos assassinatos de mulheres no 1º semestre de 2019

No primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. E essa proporção já é maior do que o mesmo período do ano de 2018, quando 48 mulheres foram assassinadas e 22 casos foram tratados como feminicídios, representando 44% do total.

O mês de abril foi o mais violento para as mulheres. O número de feminicídios aumentou 50% em relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019. Os dados são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds) e mostram que, das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis começaram a ser investigadas como feminicídio. O número é maior do que o que foi registrado nos três primeiros meses do ano somados (4 feminicídios).

O mês mais marcado por feminicídios teve dois casos de destaque. Na quinta-feira Santa, dia 18 de abril, um homem matou a ex-companheira com três tiros, no bairro da Torre, em João Pessoa, e logo depois se matou com um tiro no ouvido. O crime aconteceu em frente a uma concessionária de veículos. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima do feminicídio, Tâmara de Oliveira Queiroz, chegou a ser socorrida pelo filho do suspeito, mas não resistiu e morreu. O delegado Diego Garcia informou que os dois estavam separados a cerca de dois meses e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.

Poucos dias antes, no dia 15 de abril, um homem também matou a esposa e depois cometeu suicídio, em um motel na BR-104, entre a saída de Campina Grande e a cidade de Queimadas, no Agreste paraibano. Ele mandou mensagens no WhatsApp para o irmão informando que matou a mulher e que iria se matar em seguida com um revólver. A conversa foi divulgada à TV Paraíba pelo irmão de Aderlon Bezerra de Souza, de 42 anos, na manhã da terça-feira (16).

Em maio, o número de feminicídios também foi alto, embora a proporção tenha sido menor. O casos de mortes de mulheres que estão sendo investigados como feminicídio representam 50% do número de homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte na morte de uma mulher, apenas no mês de maio de 2019. De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, foram registrados dez homicídios de mulheres em maio. Desse total, cinco casos são investigados como feminicídio.

Números do primeiro trimestre

Em março de 2019, três mulheres foram vítimas de homicídio doloso. Um dos casos está sendo investigado como feminicídio. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e repassado pela Secretaria de Segurança e Defesa Social.

Em janeiro de 2019, metade dos homicídios de mulheres que aconteceram foram tratados, de forma preliminar, como feminicídio. Os casos estão sob investigação da Polícia Civil, mas foram cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro das vítimas. Quatro mulheres foram assassinadas em janeiro deste ano. Duas delas podem ter sido mortas simplesmente por serem mulheres.

O número de mulheres mortas no mês de fevereiro de 2019, na Paraíba, caiu 25% em relação a janeiro. Dos casos registrados pela Polícia Civil, um está sendo investigado como feminicídio. Três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio.

Os casos ainda estão sob investigação. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

G1

 

Casos de feminicídio são 60% dos assassinatos de mulheres em maio de 2019

Maria de Fátima, de 28 anos, era natual de Quixaba, na PB. Foi morta a tiros e o corpo deixado em uma rodovia de São Mamede. — Foto: Polícia Militar/Divulgação

O casos de mortes de mulheres que estão sendo investigados como feminicídio representam 60% do número de homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte na morte de uma mulher, apenas no mês de maio de 2019. De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, foram registrados dez homicídios de mulheres em maio. Desse total, seis casos são investigados como feminicídio.

Apesar do número de feminicídios ser o mesmo do que foi registrado em abril, no mês anterior o aumento foi exponencial. O número aumentou 50% em abril, com relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019, na Paraíba. Das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis estão sendo investigadas como feminicídio.

Um dos casos que marcam o mês de maio foi Maria de Fátima da Silva Torres, de 28 anos. O corpo dela foi encontrado no meio da rodovia PB-251, no município de São Mamede, no Sertão da Paraíba, no dia 9 de maio. O corpo da vítima estava com três marcas de tiros. Ela estava separado do companheiro há uma semana e o homem tentava reatar o relacionamento, mas a vítima não aceitava. No dia 11, o companheiro da vítima de entregou à polícia como principal suspeito do crime.

Feminicídios nos outros meses de 2019

Em janeiro, das quatro mulheres assassinadas, duas foram feminicídio. Em fevereiro, o número caiu 25%, quando três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. Em março, o número e a proporção do feminicídio permaneceu o mesmo de fevereiro.

Os casos ainda estão sob investigação, mas o investigado até o momento sobre o crime leva a um dado preliminar de feminicídio. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

G1

 

Número de assassinatos cai 24% no primeiro trimestre de 2019, na Paraíba

A Paraíba registrou uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O índice faz parte do levantamento do Monitor da Violência, feito pelo G1, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP. Em março de 2019, foram 79 assassinatos, o mesmo número do mês de janeiro. Já em fevereiro, o número aumentou para 84.

O índice representa 77 mortes a menos entre 2018 e 2019. De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre de 2019 houve 242 mortes violentas, contra 319 no mesmo período de 2018.

Em 2018, os números diminuíram gradativamente até o mês de março. Em janeiro foram 129 mortes, 97 em fevereiro e 93 assassinatos em março de 2018.

Os dados do Monitor da Violência são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que constam no projeto Monitor da Violência do G1.

O Brasil também registrou a mesma queda (24%) no trimestre. Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

G1

 

Paraíba tem a sexta maior redução de assassinatos no Brasil no 1º bimestre de 2019

A Paraíba foi o sexto estado do Brasil que mais conseguiu reduzir o número de mortes violentas intencionais no primeiro bimestre de 2019. Conforme dados do Monitor da Violência, feito pelo G1 em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP, a Paraíba registrou 163 mortes violentas intencionais no primeiro bimestre deste ano, 62 mortes a menos que as 225 registradas nos dois primeiros meses de 2018, equivalente a uma queda percentual de 27,5%.

Apresentaram quedas maiores que a Paraíba os estados de Ceará (57,9%), Rio Grande do Norte (41,9%), Amapá (35,8%) Pernambuco (33,2%) e Sergipe (29,8%). Analisados isoladamente, as autoridades paraibanas registraram uma queda ainda maior isoladamente no mês de janeiro.

Foram 79 mortes neste ano contra 128 em janeiro do ano passado, correspondendo a uma redução de 38,2%. Levando em consideração apenas o mês de janeiro, a Paraíba apresentou a quarta maior redução percentual. Em fevereiro, por sua vez, a queda foi de 13,4% equivalente a diminuição de 97 para 84 mortes violentas intencionais entre 2018 e 2019.

Os dados do Monitor da Violência são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que constam no projeto Monitor da Violência do G1.

Por tipo de crime

Isoladamente, separando os números fornecidos pela Seds na Paraíba por Crime Violento Letal Intencional (CVLI): homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte, o mais comum registro é o primeiro tipo de crime.

Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) por tipo na Paraíba em 2019

CVLI por tipo Janeiro Fevereiro
Homicídio 77 81
Latrocínio 2 1
Lesão corporal seguida de morte 1 2
Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
G1

 

Comandante confirma redução de 32% no número de assassinatos pelo quinto ano consecutivo na PB

euller-chavesO coronel Euller Chaves, Comandante Geral da Polícia Militar da Paraíba, destacou durante entrevista ao Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta quinta-feira (1º),  que a Paraíba conseguiu reduzir o número de assassinatos pelo quinto ano consecutivo. Essa redução, segundo o comandante, é de 32%.

Ele atribuiu esse resultado as constantes investigações, prisões e apreensões de armas e drogas que acontecem todos os dias no Estado. “Estamos muito felizes dentro desse contexto, mas precisamos avançar muito mais”, avaliou Euller Chaves.

“ Com mais essa redução, a Paraíba deixou de ser o segundo Estado mais violente do Nordeste, para ser o segundo menos violento da região e isso eu agradeço a todos esses homens e mulheres que fazem a Polícia Militar e aos investimentos realizados por parte do Governo do Estado” comemorou o comandante da PM.

paraiba.com.br

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Autor de 17 assassinatos é submetido em júri popular por estudantes de Direito de Solânea

juriEstuprador, necrófilo e canibal, Jeffrey Dahmer foi uma dessas criaturas que a humanidade dispensa sua existência. No dia 22 do corrente mês, bacharelandos do Curso de Direito, do município de Solânea, Campina Grande, Boqueirão, Alagoa Nova, Lagoa Seca e Turitama (PE) simularam um Júri popular, onde o citado serial killer americano foi julgado e condenado. Na simulação, a Juíza Presidente do Júri Edinalva Pereira (Solânea), fez abertura do Júri, cumprindo as medidas legais, expostas no Código Penal Brasileiro(CPB) conforme as imagens contidas ao final desta matéria.

O representante do Ministério Público Jaílson Ataíde (Alagoa Nova) acompanhado de sua assistente Eduarda Borba(CG), cuidaram de fazer uma eximia acusação ao réu, Dahmer, que por várias vezes ouviu a manifestação do público contra a sua pessoa. As testemunhas arroladas no processo e representadas por Damiana Andrade (CG), Francisco Beserra (CG), Maxsuel Lima(CG) e Vanderlânia Oliveira(CG), auxiliaram muito bem a acusação á fim de atingir o resultado desejado, a condenação.

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Na vez da defesa, o Adv. Gederlandio Santos (Solânea), arrolou no processo as testemunhas Mayara Cordeiro (PE), Fabiana Alvarenga(Lagoa Seca) e Ana Veronica (Alagoa Nova), caracterizadas especificamente para o momento, cuidaram de suas falas na tentativa de conceder a liberdade ao réu do caso. Como não poderia ser diferente, o réu foi condenado a prisão perpétua e assassinado na prisão por um companheiro de cela. Ironicamente, Jeffrey Dahmer sofreu o mesmo mal, que praticou inicialmente, ou seja, seu primeiro assassinato praticado e sua morte foram cometidos com um altere de malhação.

Como não podia faltar à veia nordestina, ao final do Júri, todos os componentes jogralizaram um cordel temático que deu sabor especial ao júri, quebrou a frieza típica dos mesmos e marcou o momento, que certamente ficará registrado nos anais da historia da Unesc Faculdades, em Campina Grande.

estudantes

 

Texto Professor Gederlandio Santos

Amigos e familiares de jovens mortos tentam invadir delegacia para linchar acusado pelos assassinatos

Divulgação/ Polícia Militar Josinaldo foi preso pela PM
Divulgação/ Polícia Militar
Josinaldo foi preso pela PM

Um tumulto foi registrado na manhã desta sexta-feira (30) na sede da Delegacia Seccional de Alhandra, no Litoral Sul do estado. Um grupo de pessoas tentou invadir o local para linchar Josinaldo Oliveira da Silva, 21 anos, que foi preso pela Polícia Militar acusado de quatro homicídios na cidade. Os manifestantes são parentes e amigos das vítimas. A prisão ocorreu na noite dessa quinta-feira (29).

De acordo com o major Cristóvão Lucas, assessor de comunicação social da Polícia Militar da Paraíba, os parentes quando souberam da prisão do jovem se aglomeram em frente da delegacia pedindo justiça. O preso deverá ser transferido para outra unidade.

“Foi um tumulto grande. Eram parentes e amigos das pessoas que foram assassinadas nos últimos dias na cidade. Os familiares queriam fazer justiça com as próprias mãos, mas foram contidos pela Polícia Militar que evitou a invasão e o linchamento”, confirmou o major.

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Segundo a assessoria de imprensa da PM, além dos assassinatos, Josinaldo Oliveira é acusado de tráfico de drogas nas cidades de Alhandra e Caaporã, no Litoral Sul. Entre as mortes atribuídas a ele está um duplo homicídio ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano em Alhandra, município onde foi preso.

De acordo com o comandante da 1ª Companhia Independente, capitão Kelton Pontes, o suspeito foi preso após um cerco montado no local onde ele estava escondido, na comunidade Nova Descoberta. “No mesmo local já tínhamos apreendido, na semana passada, 2 kg de maconha e este mês fechamos outro ponto de venda de drogas controlado pelo acusado em Caaporã. Ele é do grupo do presidiário Samuel Mariano da Silva (o Samuka), preso no fim do ano passado em Pernambuco, e era responsável por receber as drogas e distribuir para pontos de venda das duas cidades (Alhandra e Caaporã)”, detalhou.

O oficial disse ainda que o suspeito é apontado como autor de quatro homicídios na região. “Inclusive já tinha um mandado de prisão expedido pela comarca de Alhandra pelo envolvimento dele em dois homicídios no ano passado e ele é suspeito, também, do duplo homicídio ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano, na mesma comunidade onde foi preso”, destacou. O acusado, que já tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma, foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, em Alhandra. Josinaldo Oliveira é o 43º suspeito de homicídio preso pela Polícia Militar, somente este mês, na Paraíba.

 

 

Mais dois casos brutais de assassinatos de LGBT: em São Paulo e na Paraíba

WandersonTem que ter muito sangue frio para acompanhar as notícias que envolvem a comunidade LGBT. Como numa novela macabra, a cada capítulo uma nova morte violenta e sem explicação é noticiada.

Esta semana, mais dois nomes de jovens entram na lista dos assassinados. Samuel da Rocha, de 23 anos, natural de Criciúma, no Paraná, estava morando há 7 meses em São Paulo. Tinha saído recente do armário, estava vivendo seu primeiro relacionamento com um menino, tinha acabado de começar a cursar a faculdade de psicologia. Foi esfaqueado no banheiro do Terminal Jabaquara e morreu a caminho do hospital no sábado (13).

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Na cidade de Bayeux, na Paraíba, o corpo de Wanderson Silva, de 17 anos, foi encontrado na quarta (17) abandonado em um matagal, com um tiro na cabeça e marcas de espancamento. Ao lado do cadáver estava uma sacola plástica que continha o cabelo do estudante e o enchimento que ele usava nos seios. Nada foi levado de seus pertences pessoais.

“É preciso que a sociedade consciente se levante a favor da criminalização da homofobia, para que nossas escolas ensinem as crianças a entender e respeitar a diversidade. Não podemos mais viver esse genocídio.” (Renan Palmeira)

Internautas paraibanos estão organizando um ato público no sábado (20), no Busto de Tamandaré, em memória de Wanderson e de João Antônio. Na sua página no Facebook, o professor Renan Palmeira, militante LGBT, falou em genocídio. “Cada um que se cala diante dessa triste realidade ajuda a manter esses índices. É preciso que a sociedade consciente se levante a favor da criminalização da homofobia, para que nossas escolas ensinem as crianças a entender e respeitar a diversidade. Não podemos mais viver esse genocídio.”

 

 

iG

Paraíba tem terceiro maior aumento no número de assassinatos do Brasil

disparoA Paraíba foi o Estado com o terceiro maior aumento de assassinatos nos últimos anos, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado neste domingo (10), no jornal O Globo. Segundo o levantamento, houve um aumento de 61,73% na quantidade de homicídios registrados no Estado.

O Globo mostrou que a Paraíba registrou uma taxa de homicídios que chega 39,3 por 100 mil habitantes, em 2012. Minas Gerais teve taxa de 20,8, mas o aumento foi 89%. O Ceará teve taxa de 42,5 e um aumento de 74%, a Bahia a taxa 40,7 e aumento de 48% e Sergipe a taxa foi 40 e o aumento de 30,3%.  O anuário do FBSP utilizou como base para o resultado, os registros fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Segurança sobre homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

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Intitulada “Violência sem Trégua”, a matéria mostra a ineficiência dos investimentos no setor de Segurança Pública, mas também aponta que alguns Estados conseguiram reduzir esses índices, a exemplo de Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Para ter acesso a matéria completa é só acessar http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/violencia-sem-tregua.html.

 

Assessoria