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Paraíba tem aumento de mais de 50% no número de assassinatos em abril

A Paraíba teve uma alta de 51,2% no número de assassinatos em abril deste ano em comparação com o mesmo mês de 2019. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

De acordo com a ferramenta, houve 124 mortes violentas em abril de 2020, enquanto no mesmo mês de 2019 foram 82 assassinatos.

Além disso, a Paraíba teve uma alta de 39,3% no número de assassinatos em abril deste ano em comparação com o mês de março de 2020, quando houve 89 mortes violentas.

O crescimento ocorre mesmo em meio à pandemia da Covid-19, em um mês onde medidas de isolamento social foram adotadas em todo o país.

Já considerando o período de janeiro a abril de 2020, foram 388 vítimas de assassinatos neste ano, contra 319 em 2019, uma diferença de 69 mortes.

A alta no início deste ano vai na contramão de 2019, que teve uma queda de 22% no número de assassinatos em todo o ano, na Paraíba. Em 2019, foram registrados 942 assassinatos, o menor número desde 2011, enquanto que em 2018 o número era 1.210.

Os dados apontam que:

  • o estado teve 124 assassinatos em abril de 2020
  • houve 42 mortes a mais na comparação com o mesmo mês de 2019, uma alta de 51%
  • já de janeiro a abril, foram 388 crimes violentos, um crescimento de 21%

 

G1

 

 

Mesmo com pandemia da Covid-19, PB tem alta de 15% no número de assassinatos em março

A Paraíba teve uma alta de 15,5% no número de assassinatos em março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

De acordo com a ferramenta, houve 89 mortes violentas em março de 2020. No mesmo mês no ano passado, foram 77. O crescimento ocorre mesmo em meio à pandemia da Covid-19. Em relação aos crimes cometidos neste mês de março, o homicídio doloso lidera as estatísticas, com 88 assassinatos. A outra morte registrada foi um latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Já considerando o trimestre, foram 264 vítimas de assassinatos neste ano contra 237 em 2019, uma diferença de 27 mortes e um crescimento de quase 11,3%.

A alta no início deste ano vai na contramão de 2019, que teve uma queda de 25% no número de assassinatos no primeiro trimestre do ano com relação ao mesmo período em 2018.

Os dados apontam que:

  • o estado teve 89 assassinatos em março de 2020
  • houve 12 mortes a mais na comparação com o mesmo mês de 2019, uma alta de 15,5%
  • já no trimestre de 2020, foram 264 crimes violentos, um crescimento de quase 11,3%

 

G1

 

 

Após ano de queda, número de assassinatos sobe 6% na PB nos dois primeiros meses de 2020

A Paraíba teve uma alta de 6,8% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Essa é a primeira parcial divulgada no ano. Em razão da pandemia do novo coronavírus, houve atraso na entrega dos dados e dificuldade para obter os números de todos os estados.

De acordo com a ferramenta, houve 171 mortes violentas no primeiro bimestre de 2020. Ao todo, 89 pessoas foram mortas no mês de janeiro e 82 no mês de fevereiro. No mesmo período do ano passado, foram 160, sendo 77 em janeiro e 83 assassinato em fevereiro.

A alta no início deste ano vai na contramão de 2019, que teve uma queda de quase 29% no número de assassinatos no primeiro bimestre do ano passado em relação a 2018, quando 225 pessoas foram assassinadas na Paraíba, sendo 128 só em janeiro e 97 em fevereiro.

Os dados apontam que:

  • o estado teve 171 assassinatos nos primeiros dois meses de 2020
  • houve 11 mortes a mais na comparação com 2019, uma alta de 6,8%
  • alta vai na contramão da queda que aconteceu em 2019 com relação a 2018

 

G1

 

 

Assassinatos têm redução pelo quarto ano no Carnaval e 2020 registra queda de 9,1%

Este ano, as forças de Segurança da Paraíba alcançaram quatro anos de redução consecutiva de assassinatos no período carnavalesco. Em 2020, a queda em relação ao ano anterior foi de 9,1%, com um caso a menos, sem homicídios registrados em locais de festa, e em 2019 a diminuição de ocorrências foi de 35% em comparação a 2018. Os números são resultado do Planejamento Estratégico traçado pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) e executado pela Polícia Militar, Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar da sexta-feira de Carnaval até a Quarta-feira de Cinzas, envolvendo ações preventivas e repressivas, realização de procedimentos policiais, além de resgates e salvamentos, tanto na região do litoral como no sertão paraibano, por parte dos órgãos operativos da pasta.

De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da pasta, este ano foram contabilizados 10 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte – no período no Carnaval (sexta a terça-feira). As ocorrências aconteceram nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Soledade, Aroeiras, São Miguel de Taipu, Fagundes, Junco do Seridó e Catolé do Rocha.

Emprego de efetivo – A Polícia Militar montou um esquema envolvendo o reforço de 1.850 policiais por dia, especificamente para os festejos e locais de maior movimentação nesta época, com viaturas, POPs (Pontos de Observação Policial), drones e van de videomonitoramento. Entre as prévias e o carnaval, a PM esteve em mais de 630 eventos, o que demandou mais de 17 mil serviços gerados.

ações do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPB) incluíram prevenção e o salvamento aquático, além de combate a incêndio, atendimento pré-hospitalar e busca e salvamento, bem como a atuação dos mergulhadores de resgate. Este ano, não houve mortes por afogamentos. De forma geral, 454 militares foram empregados durante o período, desenvolvendo ações de prevenção e emergência, auxiliados por 10 embarcações. Da praia de Barra de Camaratuba até Acaú, na cidade de Pitimbu, a corporação teve guarda-vidas espalhados nos pontos tradicionalmente mais movimentados, totalizando 36 postos ativos.

A Polícia Civil da Paraíba aumentou o efetivo nas delegacias e manteve pólos de atendimento em regime de plantão durante o Carnaval, em todas as regiões do Estado. Foram utilizados 1.005 policiais civis em escalas de plantão entre delegados, escrivães, agentes de investigação, agentes operacionais, peritos, técnicos em perícia, necrotomistas e papiloscopistas. Para atendimento à população, também foram utilizadas 270 viaturas espalhadas entre os pólos de plantão das seccionais de Polícia Civil.

Operação Lei Seca – Este ano, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) notificou 57 motoristas por dirigir sob efeito de álcool, durante a Operação Lei Seca realizada no Carnaval de 2020. De acordo com a Coordenação de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, foram realizados 798 testes de bafômetro, resultando na apreensão de 52 carteiras de habilitação (CNH) e na remoção de 13 veículos aos pátios do órgão. A operação ainda autuou 80 condutores em flagrante pela prática de outras infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 

Secom/PB

 

 

Feminicídios são mais de 50% dos assassinatos de mulheres em 2019, na Paraíba

Tâmara de Oliveira Queiroz tinha acabado de comprar seu próprio carro. Estava feliz, compartilhando com a filha, por ligação em vídeo, a conquista que tinha realizado. Mas já carregava consigo um passado de agressões e violência. Seu último momento de vida foi no dia 18 de abril de 2019. “Ela estava linda no dia”, disse Sara Valença, de 20 anos, filha da vítima. Tâmara foi uma das 38 mulheres assassinadas em 2019 por motivação relacionada ao gênero.

O número de feminicídios representa 52% da quantidade de mulheres assassinadas no ano passado. Em 2018, esse percentual foi de 40,5%. De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística, foram registrados 84 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) com vítimas do sexo feminino, sendo 34 desses, feminicídios – quatro a menos que no ano de 2019.

O ano de 2019 foi violento para as mulheres da Paraíba. O número de 38 feminicídios é superior ao de homicídios dolosos de mulheres, que não têm relação com o gênero, e acertou a estatística de 32 casos. Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio, quando acontece o roubo seguido de morte, e outra por lesão corporal seguida de morte. No total, 73 mortes.

O mês com o maior número de feminicídios foi justamente o que fez Tâmara entrar para as estatísticas. Além dela, outras cinco mulheres também foram mortas por seus companheiros ou ex-companheiros. Igualando a abril, o mês de outubro também registrou 6 feminicídios. Não houve um mês do ano que uma mulher não tenha sido morta por questões de gênero.

‘Marconi deu um tiro na sua mãe e se matou’

Essa foi a frase que Sara escutou quando recebeu a notícia sobre a morte da mãe. Marconi Alves Diniz matou a ex-companheira com três tiros, no bairro da Torre, em João Pessoa. Logo depois ele também se matou com um tiro no ouvido. O crime aconteceu em frente a uma concessionária de veículos. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima do feminicídio chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu.

Conforme a Polícia Civil, o filho do homem é o dono da concessionária. A vítima e o suspeito trabalhavam juntos no estabelecimento. Eles estavam separados há cerca de dois meses, mas Marconi não aceitava o fim do relacionamento. Antes dos tiros, os dois teriam discutido. A arma do crime foi encontrada embaixo do corpo dele.

Quando soube do que aconteceu, Sara saiu do quarto gritando. Difícil acreditar, já que o dia amanheceu tão contente para Tâmara. Os irmãos ouviram e também se desesperaram. “O corpo dela estava em choque, por isso pensaram que ela estava viva”, conta Sara. Tâmara ainda foi levada para um hospital particular.

Crime aconteceu no bairro da Torre, em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

Crime aconteceu no bairro da Torre, em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

“A imagem não sai da minha cabeça”, revela a filha. Sara conta com detalhes e emocionada a cena que encontrou quando chegou ao local. Jamais imaginaria que a última vez que veria a mãe seria dentro de um saco preto, com um roteiro nada agradável. Não teve tempo de sentir o luto. Sara foi logo resolver pendências de velório e enterro. As lágrimas representavam um misto de saudade, indignação e a estranha sensação de não acreditar no que estava acontecendo.

Tâmara deixou para trás cinco filhos que tentam se recuperar diariamente da dor dilacerada que três tiros foram capazes de deixar. Apenas um desses filhos também é filho de Marconi. Nenhum deles trabalhava, alguns já tinham filhos, mas a maioria era ajudado por Tâmara.

Com o passar dos meses, a responsabilidade bateu na porta. Sara e a irmã foram morar com os namorados. O filho do casal foi morar com uma tia, porque as irmãs não tinham condições de criá-lo. “Quando minha filha completou sete meses fui atrás de emprego, agora eu estou trabalhando, mas com muita dificuldade”, conta Sara. O emprego dela também é em uma concessionária. Tudo lembra a mãe.

História marcada por violência

A história de Tâmara começa em Caruaru, com quatro filhos e vítima diária da violência doméstica. Quando resolveu dar um basta na situação, fugiu com os filhos para João Pessoa, quando começou a trabalhar para o primo de Marconi. “Depois de um tempo, Marconi veio para João Pessoa tirar férias e visitar o filho. Foi então que eles se conheceram”, disse Sara. Tâmara trabalhava como doméstica e Marconi na concessionária do filho. Com o tempo, passou a trabalhar na mesma concessionária como vendedora e, em seguida, como gerente, sendo o braço direito do filho de Marconi.

Tâmara e a filha de Sara — Foto: Sara Valença/Arquivo Pessoal

Tâmara e a filha de Sara — Foto: Sara Valença/Arquivo Pessoal

Com as dificuldades financeiras que Tâmara passava, Marconi acabou sendo um apoio. Comprou geladeira, fogão e ajudou em várias situações. Os anos se passaram, se conheceram melhor e começaram o relacionamento. Em seguida, nasceu o filho dos dois, hoje com dez anos.

“Antes de acontecer, eu nunca tinha reparado no que estava acontecendo diariamente. Após o acontecido, foi que eu vi o que estava se passando”, revela Sara. Marconi já havia tentado matar Tâmara outra vez. E esse teria sido justamente o motivo da separação. No dia que esse momento aconteceu, Tâmara ligou para Sara chorando, desesperada. Ela disse que estava trancada em casa, com medo do que Marconi pudesse fazer com o filho deles, de apenas dez anos. Sara estava grávida nessa época, dois meses antes da morte da mãe.

Os casos de ciúmes eram frequentes. Os dois estavam em casa quando Tâmara recebeu um telefonema de um cliente. “Ele surtou”, conta Sara. Foi até o quarto e procurou a arma. Quando encontrou, apontou o revólver para Tâmara. Nesse momento, o filho se jogou na frente da mãe pedindo para o pai matar ele, mas deixar a mãe dele viva.

Com o tumulto de vizinhos e familiares que começaram a chegar, Marconi foi embora da casa. Mas depois voltou e não queria sair mais para que Tâmara pudesse pegar suas roupas e ir embora de vez, porque acreditava que os dois pudessem reatar o relacionamento. Já separados, por muito tempo, Marconi a seguia.

Na noite anterior ao crime, Marconi foi até a casa do namorado de Sara. “Só falava dela (Tâmara). Disse que era a última vez que ia tentar voltar com minha mãe. Era incrível como ele reagia. Era como se ele estivesse aéreo”, lembra Sara.

Tâmara de Oliveira Queiroz foi morta pelo ex-companheiro com três tiros, em João Pessoa — Foto: Sara Valença/Arquivo Pessoal

Tâmara de Oliveira Queiroz foi morta pelo ex-companheiro com três tiros, em João Pessoa — Foto: Sara Valença/Arquivo Pessoal

‘Um vazio que não cabe no peito’

Depois de mais de nove meses, a visão de Sara sobre os relacionamentos mudou. “Nunca concordei em ela preservar esse relacionamento abusivo. Ele era doente de ciúmes. Arranhava o carro dos clientes, ficava olhando ela no escritório pelas câmeras”, conta.

Hoje, o que sente, é “um vazio que não cabe no peito, uma dor incomparável”, desabafa. “Se não fosse minha filha, meu mundo estaria acabado, porque minha vontade é de morrer. Todos os dias quando acordo penso o quanto ela foi boa para nós, o quanto ela se dedicou para dar o melhor”, desabafa emocionada.

A dor não foi embora. Mas Sara passou a entender. “Porque assim como minha mãe, outras mulheres se submetem a passar por isso, ‘por amor’, ‘por filhos’, ‘por família’, e esquecem que o que importa é sua vida emocional. As mulheres podem tudo que quiser, elas não precisam de um homem para viver. E elas precisam, sim, denunciar. Eu imagino que se da primeira vez que ele tentou matar, ela tivesse denunciado, talvez teria evitado (a morte)”, conta.

Suspeito Aderlon de Souza e a vítima Dayse Alves — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Suspeito Aderlon de Souza e a vítima Dayse Alves — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Crime semelhante

No dia 15 de abril de 2019, um homem também matou a esposa e depois cometeu suicídio, em um motel na BR-104, entre a saída de Campina Grande e a cidade de Queimadas, no Agreste paraibano. Ele mandou mensagens no WhatsApp para o irmão informando que matou a mulher e que iria se matar em seguida com um revólver.

Para a polícia, Aderlon planejou a morte de Dayse Ariceia da Silva Alves, de 40 anos. Ainda de acordo com a polícia, o casal – que tinha duas filhas, uma de 8 anos e outra de 17 – estava separado há 9 dias. Mas, segundo a família, Dayse e Aderlon já não viviam na mesma casa há cerca de um ano, quando o homem decidiu ir morar na casa da mãe dele.

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

 

G1

 

 

Paraíba reduz em 22% o número de assassinatos em 2019

A Paraíba apresentou dez meses de redução consecutiva de assassinatos em 2019. O resultado das ações da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) e do Programa Paraíba Unida pela Paz foi divulgado pelo governador João Azevêdo, nesta segunda-feira (25), durante o programa semanal ‘Fala, governador’, transmitido em cadeia estadual pela rádio Tabajara. De acordo com dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Sesds, de janeiro a outubro a queda acumulada foi de 22%, com o registro de 786 ocorrências de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que são os homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte. Em 2018, no mesmo período, foram 1.008 casos. Já os assassinatos de mulheres tiveram queda de 7%, com 65 casos (sendo 33 feminicídios), contra 70 no ano passado.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, os números são reflexos dos investimentos do governo e da união das forças de segurança do Estado. “Nós estamos promovendo grandes ações na segurança, fazendo com que recursos relacionados a pagamentos de bolsas, equipamentos, armamentos e tecnologia sejam constantes. A criação do BEPMotos de João Pessoa e de Campina Grande, da Patrulha Maria da Penha, a implantação de batalhões e a construção dos Centros de Comando e Controle de João Pessoa, Campina Grande e Patos têm feito com que a segurança pública da Paraíba continue avançando e a população da Paraíba pode ficar certa de que esse é um foco do governo e vamos continuar com esse olhar constante”, assegurou.

Dados – As estatísticas apontam que, em termos de taxa, no comparativo entre 2010 e 2018, a Paraíba saiu de 41,5 assassinatos por cem mil habitantes para 24,3, representando uma redução acumulada de 43%. Em João Pessoa, a taxa caiu de 71,3 homicídios por cem mil habitantes para 24,3 (-66%) e em Campina Grande de 51,7 para 23,3 assassinatos por cem mil habitantes (-74%).

Ainda de acordo com relatório do Nace, das 22 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp), definidas pela LC 111/2012, 17 tiveram queda no número de CVLI, de janeiro a outubro: 5ª Aisp de Santa Rita, 2ª Aisp zona sul de João Pessoa, 6ª Aisp de Alhandra, 22ª Aisp na zona Oeste de Campina Grande, 14ª Aisp de Monteiro, 13ª Aisp de Picuí, 21ª Aisp de Solânea, 10ª Aisp na zona leste de Campina Grande, 8ª Aisp de Guarabira, 11ª Aisp de Queimadas, 1ª Aisp na zona norte de João Pessoa, 19ª Aisp de Sousa, 4ª Aisp de Bayeux, 3ª Aisp de Cabedelo, 12ª Aisp de Esperança, 20ª Aisp de Cajazeiras e 7ª Aisp de Mamanguape.

Redução de ataques a bancos – O trabalho de prevenção e repressão qualificadas aos crimes contra instituições bancárias na Paraíba resultou na queda de 59% das ocorrências, com 28 casos registrados de janeiro a outubro deste ano, entre arrombamentos, explosões e roubos, contabilizados em 19 dos 223 municípios paraibanos. Especificamente em relação às explosões, a redução nas ocorrências foi de 71%, com 18 casos em dez meses.

Queda dos roubos em João Pessoa e Campina Grande – As duas maiores cidades do Estado registraram queda nas ocorrências de crimes patrimoniais no período de janeiro a outubro deste ano. Na capital, a redução foi de 33%, incluindo roubos a pessoas (-36%), roubos a estabelecimentos comerciais (-8%) e roubos em transportes coletivos (-32%). Já em Campina Grande o decréscimo foi de 22%, abrangendo roubos a pessoa (-12%), roubos a estabelecimentos comerciais (-37%), roubos a residências (-35%) e roubos em transportes coletivos (-51%).

Em relação aos roubos de veículos, os dois municípios acumulam uma redução de 19% nas ocorrências. As ações da Polícia Civil e da Polícia Militar também conseguiram recuperar 61% dos veículos roubados ou furtados no Estado, somando 2.199.

Operações e prisões de interesse estratégico – De janeiro a outubro de 2019, 2.332 prisões de interesse estratégico foram realizadas pelas forças de segurança (suspeitos de homicídios, roubos, incluindo de veículos, e pessoas com mandados de prisão em aberto) e um total de 16 mil prisões no Estado no mesmo período. Tiveram destaque as 1.387 prisões de autores de crimes patrimoniais (59%).
Nos dez meses, 4.198 operações realizadas pela Polícia Militar, Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar, sendo 2.993 operações de interesse estratégico.

Apreensão de armas e drogas – Em dez meses, um total de 3.171 armas de fogo, entre revólveres, espingardas, fuzis e pistolas, foi apreendido nas ruas em decorrências do trabalho de policiais militares e civis. O número é 55% maior do que foi retirado de circulação no mesmo período de 2018 (2.042 armas). As apreensões tiveram aumento nas três Regiões Integradas de Segurança Pública (Reisp) – João Pessoa, Campina Grande e Patos.

Também nesse período, mais de uma tonelada de entorpecentes foi apreendida no Estado, entre maconha, crack e cocaína. Os destaques nas ações policiais foram as desarticulações de laboratórios de refino de drogas, pelas Polícias Militar e Civil.

Resgate de acidentes de trânsito – A atuação do Corpo de Bombeiros Militar resultou no resgate de 3.117 pessoas acidentadas no trânsito, de janeiro a outubro deste ano. A maioria das ações aconteceu em João Pessoa (1.623 casos). Na região de Campina Grande, 390 pessoas foram resgatadas e no Sertão os bombeiros militares foram responsáveis por 435 ações desse tipo. No comparativo entre os anos de 2018 e 2019, foram 542 resgates a mais.

 

Secom

 

 

Feminicídios representam 100% dos assassinatos de mulheres em setembro de 2019, na PB

Todos os casos de assassinatos de mulheres que aconteceram no mês de setembro, na Paraíba, estão sendo investigados como feminicídios. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social, quatro mulheres foram mortas no mês passado por seus companheiro ou ex-companheiros.

O mês de setembro foi o primeiro de 2019 que não houve um assassinato de mulheres sem causa relacionada ao gênero. Apesar disso, o mês mais violento ainda em números absolutos é o mês de maio, com dez mulheres mortas. Desse total, cinco casos começaram a ser investigados como feminicídio.

Em setembro, foi o início do mês que marcou as principais mortes de mulheres. Só no primeiro dia do mês, pelo menos duas mulheres foram assassinadas. Na cidade de Itabaiana, no Agreste paraibano, uma diarista de 40 anos foi morta a facadas pelo marido. Antes do crime eles discutiram porque a mulher queria a separação do casal. O suspeito, de 57 anos, foi preso minutos depois.

No mesmo dia, Jenilsa Lira da Silva também foi assassinada a facadas. O crime aconteceu em Campina Grande e o suspeito é o ex-companheiro da vítima. Jeans Carlos Dias da Silva chegou até a casa onde a mulher estava, brigou com ela e a atingiu com várias facadas. Dois filhos da vítima presenciaram o crime. O casal estava separado há um ano, mas brigavam constantemente, segundo familiares, porque ele não queria pagar a pensão alimentícia dos dois filhos. O homem foi preso.

Feminicídios nos meses anteriores

No mês de agosto, oito mulheres foram mortas na Paraíba. Cinco casos estão sendo investigados como feminicídios. Esse número representa que 62,5% dos assassinatos de mulheres aconteceram por motivação de gênero, apenas no mês de agosto.

Até que os dados de agosto fossem analisados, o mês de julho era considerado o terceiro mês com mais mortes de mulheres. Sete mulheres foram assassinadas. No entanto, com a atualização das estatísticas, julho cai para quarto, deixando o espaço do terceiro lugar para o mês de agosto.

Só no primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. Em junho, foram quatro assassinatos, sendo dois feminicídios.

O mês de maio lidera o ranking de mulheres assassinadas. Dez foram mortas por homicídio doloso. Cinco, desse total, foram feminicídios. Na sequência está o mês de abril, com nove homicídios de mulheres e seis feminicídios.

Embora o mês de maio tenha sido o mais violento, o mês de abril, em proporção, foi o que mais registrou a morte de mulheres por motivações de gênero. Nesse mês, o número de feminicídios subiu 50% apenas em relação ao primeiro trimestre do ano.

G1

 

Feminicídios são mais de 50% dos assassinatos de mulheres no 1º semestre de 2019

No primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. E essa proporção já é maior do que o mesmo período do ano de 2018, quando 48 mulheres foram assassinadas e 22 casos foram tratados como feminicídios, representando 44% do total.

O mês de abril foi o mais violento para as mulheres. O número de feminicídios aumentou 50% em relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019. Os dados são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds) e mostram que, das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis começaram a ser investigadas como feminicídio. O número é maior do que o que foi registrado nos três primeiros meses do ano somados (4 feminicídios).

O mês mais marcado por feminicídios teve dois casos de destaque. Na quinta-feira Santa, dia 18 de abril, um homem matou a ex-companheira com três tiros, no bairro da Torre, em João Pessoa, e logo depois se matou com um tiro no ouvido. O crime aconteceu em frente a uma concessionária de veículos. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima do feminicídio, Tâmara de Oliveira Queiroz, chegou a ser socorrida pelo filho do suspeito, mas não resistiu e morreu. O delegado Diego Garcia informou que os dois estavam separados a cerca de dois meses e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.

Poucos dias antes, no dia 15 de abril, um homem também matou a esposa e depois cometeu suicídio, em um motel na BR-104, entre a saída de Campina Grande e a cidade de Queimadas, no Agreste paraibano. Ele mandou mensagens no WhatsApp para o irmão informando que matou a mulher e que iria se matar em seguida com um revólver. A conversa foi divulgada à TV Paraíba pelo irmão de Aderlon Bezerra de Souza, de 42 anos, na manhã da terça-feira (16).

Em maio, o número de feminicídios também foi alto, embora a proporção tenha sido menor. O casos de mortes de mulheres que estão sendo investigados como feminicídio representam 50% do número de homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte na morte de uma mulher, apenas no mês de maio de 2019. De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, foram registrados dez homicídios de mulheres em maio. Desse total, cinco casos são investigados como feminicídio.

Números do primeiro trimestre

Em março de 2019, três mulheres foram vítimas de homicídio doloso. Um dos casos está sendo investigado como feminicídio. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e repassado pela Secretaria de Segurança e Defesa Social.

Em janeiro de 2019, metade dos homicídios de mulheres que aconteceram foram tratados, de forma preliminar, como feminicídio. Os casos estão sob investigação da Polícia Civil, mas foram cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro das vítimas. Quatro mulheres foram assassinadas em janeiro deste ano. Duas delas podem ter sido mortas simplesmente por serem mulheres.

O número de mulheres mortas no mês de fevereiro de 2019, na Paraíba, caiu 25% em relação a janeiro. Dos casos registrados pela Polícia Civil, um está sendo investigado como feminicídio. Três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio.

Os casos ainda estão sob investigação. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

G1

 

Casos de feminicídio são 60% dos assassinatos de mulheres em maio de 2019

Maria de Fátima, de 28 anos, era natual de Quixaba, na PB. Foi morta a tiros e o corpo deixado em uma rodovia de São Mamede. — Foto: Polícia Militar/Divulgação

O casos de mortes de mulheres que estão sendo investigados como feminicídio representam 60% do número de homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte na morte de uma mulher, apenas no mês de maio de 2019. De acordo com a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, foram registrados dez homicídios de mulheres em maio. Desse total, seis casos são investigados como feminicídio.

Apesar do número de feminicídios ser o mesmo do que foi registrado em abril, no mês anterior o aumento foi exponencial. O número aumentou 50% em abril, com relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019, na Paraíba. Das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis estão sendo investigadas como feminicídio.

Um dos casos que marcam o mês de maio foi Maria de Fátima da Silva Torres, de 28 anos. O corpo dela foi encontrado no meio da rodovia PB-251, no município de São Mamede, no Sertão da Paraíba, no dia 9 de maio. O corpo da vítima estava com três marcas de tiros. Ela estava separado do companheiro há uma semana e o homem tentava reatar o relacionamento, mas a vítima não aceitava. No dia 11, o companheiro da vítima de entregou à polícia como principal suspeito do crime.

Feminicídios nos outros meses de 2019

Em janeiro, das quatro mulheres assassinadas, duas foram feminicídio. Em fevereiro, o número caiu 25%, quando três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. Em março, o número e a proporção do feminicídio permaneceu o mesmo de fevereiro.

Os casos ainda estão sob investigação, mas o investigado até o momento sobre o crime leva a um dado preliminar de feminicídio. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

G1

 

Número de assassinatos cai 24% no primeiro trimestre de 2019, na Paraíba

A Paraíba registrou uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O índice faz parte do levantamento do Monitor da Violência, feito pelo G1, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP. Em março de 2019, foram 79 assassinatos, o mesmo número do mês de janeiro. Já em fevereiro, o número aumentou para 84.

O índice representa 77 mortes a menos entre 2018 e 2019. De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre de 2019 houve 242 mortes violentas, contra 319 no mesmo período de 2018.

Em 2018, os números diminuíram gradativamente até o mês de março. Em janeiro foram 129 mortes, 97 em fevereiro e 93 assassinatos em março de 2018.

Os dados do Monitor da Violência são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que constam no projeto Monitor da Violência do G1.

O Brasil também registrou a mesma queda (24%) no trimestre. Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

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