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Novembro registra menor número de mulheres assassinadas em 2019

Duas mulheres foram assassinadas no mês de novembro, na Paraíba. Os dois casos estão sendo investigados pela Polícia Civil como feminicídios. Além de novembro, o único mês em que todas as mortes de mulheres foram consideradas feminicídios foi setembro, onde quatro mulheres foram assassinadas por questões de gênero. No entanto, apesar disso, novembro tem, até agora, o menor número de mulheres mortas em 2019. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, pela Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado.

Em novembro, o corpo de uma mulher foi encontrado na BR-230, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Ela foi identificada como Gessica Silva, de 27 anos. Um feto foi encontrado ao lado do corpo da mulher, ambos em estado de decomposição. A vítima estava com seis meses de gestação. No entanto, a polícia não tem informações sobre a motivação do crime.

No início do mês de novembro, uma mulher de 33 anos foi morta com dois tiros, quando seguia para o trabalho de moto com o companheiro, no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa. Segundo informações da Polícia Militar, os disparos aconteceram quando uma moto emparelhou com a moto em que seguia a vítima. O companheiro da mulher informou que estava em um relacionamento com ela há três meses, mesmo tempo em que ela perdeu o marido em um acidente. A polícia informou que tem uma linha de investigação traçada, mas ainda não há conclusão sobre o caso.

Já em outubro, ao todo, doze mulheres foram assassinadas no estado da Paraíba. Destes, seis casos estão sendo investigados como feminicídios. Segundo dados da Secretaria de Segurança e da Defesa Social, apesar de o número representar 50% dos casos no mês, ele se iguala ao mês de abril como o mais violento para as mulheres, com seis mortes registradas relacionadas à causa de gênero. Outubro também superou as estatísticas do mês de maio, que até então tinha o maior número de assassinatos de mulheres, independente da motivação.

A notícia se repete, mas o número e a dor só crescem. Os casos de feminicídio seguem aumentando na Paraíba em 2019. Desde o início do ano, 35 mulheres tiveram suas vidas encerradas pelas mãos de seus ex-companheiros motivados por um sentimento de posse e, na maioria dos casos, da não aceitação do término do relacionamento ou da autonomia da mulher.

Feminicídios nos meses anteriores

Em setembro, todos os casos de assassinatos de mulheres que foram registrados estão sendo investigados como feminicídios. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social, quatro mulheres foram mortas por seus companheiro ou ex-companheiros.

No mês de agosto, oito mulheres foram mortas na Paraíba. Cinco casos estão sendo investigados como feminicídios. Esse número representa que 62,5% dos assassinatos de mulheres aconteceram por motivação de gênero, apenas no mês de agosto.

O mês de outubro lidera o ranking de mulheres assassinadas. Doze foram mortas por homicídio doloso. Seis, desse total, foram feminicídios. Na sequência está o mês de maio, com dez homicídios de mulheres e cinco feminicídios. O mês de abril se junta a outubro como o que mais teve mulheres mortas por crimes relacionados ao gênero. Nesse mês, o número de feminicídios subiu 50% apenas em relação ao primeiro trimestre do ano.

Só no primeiro semestre deste ano, 32 mulheres foram mortas por crimes letais intencionais, em toda Paraíba. Do total, 17 casos estão sendo investigados como feminicídios. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. Em junho, foram quatro assassinatos, sendo dois feminicídios.

G1

 

Mais de 700 mulheres assassinadas em cinco anos

violenciaA violência contra a mulher ainda é um dos grandes problemas enfrentados na sociedade. Só nos dois primeiros meses deste ano, 10 mulheres foram assassinadas ou  vítimas de outros crimes que resultaram em morte na Paraíba. De 2011 até fevereiro deste ano, foram registradas 727 ocorrências do tipo. Isto sem levar em consideração os casos que não são registrados, além das agressões. Neste fim de semana, mais dois acontecimentos entraram para os registros.

No sábado, uma mulher desmaiou após ter sido agredida com um soco pelo namorado. O crime aconteceu na saída de uma casa de shows no bairro do Catolé, em Campina Grande. O Samu foi acionado para atendê-la e prestou os primeiros socorros ainda no local, logo após a mulher foi encaminhada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

O homem, suspeito de agredir a namorada, compareceu à delegacia, juntamente com familiares, para registrar a ocorrência e prestar esclarecimentos.

Já na noite deste domingo (9), uma jovem de 27 anos foi assassinada com pelo menos quatro facadas em Araruna, Agreste do estado, a 165 km de João Pessoa. O ex-namorado dela, um pintor de 46 anos, é o principal suspeito do crime. Eles tinham se separado havia cerca de três meses e familiares informaram que a vítima vinha sendo ameaçada pelo pintor, mas não chegou a denunciar o caso.

De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 18h20, quando a vítima voltava de um balneário com um amigo. Eles trafegavam em uma motocicleta pela Zona Rural e foram seguidos pelo suspeito, que também estava em uma moto. Ainda conforme a PM, o suspeito colidiu propositalmente o veículo que conduzia com o que a ex-namorada estava.

“Quando a moça caiu, o suspeito desferiu duas facadas no peito dela e uma em cada perna. O amigo que a acompanhava correu e informou que chegou a ser perseguido pelo suspeito, mas conseguiu escapar ao pular uma cerca e se esconder em um matagal. Furioso, o suspeito voltou ao local e destruiu o tanque da moto do rapaz com três facadas”, informou o sargento Pedro.

Programas de combate

Para tentar combater a violência contra a mulher, o governo do Estado tem o programa Mulher Protegida, que entregou 150 aparelhos nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. O aplicativo liga a vítima ao Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) e à Delegacia da Mulher quando ela se sentir ameaçada. O programa ainda prevê visitas regulares a fim de fiscalizar o cumprimento de medida protetiva expedido pela Justiça contra o agressor.

correiodaparaiba

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Três irmãs são assassinadas a facadas em casa em Cunha Porã, Santa Catarina

Três irmãs, de 12, 15 e 23 anos foram mortas a facadas na noite de segunda-feira (27) em Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina. O suspeito de 24 anos é ex-namorado da vítima de 15 anos, com quem tem um filho de dois meses. Ele foi preso na madrugada desta terça (28) ao dar entrada no hospital, de acordo com a Polícia Militar.

A PM e o Corpo de Bombeiros foram acionados por um vizinho por volta das 21h20. No local estava um homem de 25 anos, marido da irmã mais velha, com diversos ferimentos. No caminho para o hospital, ele contou que tinham mais pessoas feridas na casa dele.

A polícia voltou ao local e encontrou o corpo de uma delas na estrada. As outras duas foram achadas mortas dentro da casa. Elas foram identificadas como Juliane Horbach, de 23, Rafaela Horbach, de 15, e Fabiane Horbach, de 12 anos.

O bebê, filho da garota de 15 anos e do suspeito, estava dormindo, sem ferimentos.

Os corpos das três estão sendo velados na Igreja Congregacional do Brasil de Cunha Porã, no bairro Kempfer, nesta terça.

Marido ferido
Gilvane Meyer, marido da irmã mais velha, continua internado no Hospital Regional Teresinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. Na manhã desta terça, ele passou por uma cirurgia, que contou com uma drenagem nos pulmões.

Casa está isolada nesta terça (28) para perícia (Foto: Rafael Juncks/RBS TV)Casa está isolada nesta terça (28) para perícia (Foto: Rafael Juncks/RBS TV)

Prisão
O suspeito foi preso por volta da 1h desta terça, após dar entrada no hospital em São Carlos, cidade vizinha de Cunha Porã. Segundo a polícia, ele também estava ferido. O jovem se manteve calado e foi encaminhado para a Cadeia Pública de Maravilha.

Conforme informações preliminares, a motivação do crime seria ciúmes. A garota de 15 anos teria acabado o relacionamento com o suspeito “há algum tempo”, conforme a PM.

O G1 tentou contato com a Políca Civil, que investiga o caso, mas até a última atualização desta reportagem não teve resposta.

Local do crime
O local do triplo assassinato fica na linha Sabiazinho, no interior de Cunha Porã. Segundo a polícia, a casa seria alugada. No local morava a irmã mais velha e o marido, além da garota de 15 anos e o filho de três meses. A menina de 12 anos estava apenas de visita na noite de segunda-feira.

O local foi isolado durante a manhã para os trabalhos de perícia. A Polícia Civil e Militar participaram dos trabalhos no local onde ocorreu o crime.

Suspeito usou facão para matar irmãs (Foto: Ederson Abi/WH Comunicações)Suspeito usou facão para matar irmãs (Foto: Ederson Abi/WH Comunicações)
G1

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Pelo menos 12 pessoas são assassinadas no começo do feriado santo na Paraíba

plantão policialPelo menos 12 assassinatos foram confirmados pela Polícia Militar na Paraíba entre a sexta (3) e o sábado (4), feriado da Semana Santa. Os casos ocorreram na região metropolitana da Capital e em outras do estado. A PM realiza a Operação Semana Santa em vários pontos da Paraíba, com o objetivo de manter a segurança reforçada no feriadão.

Litoral e Grande João Pessoa

Na madrugada deste sábado (4), três pessoas foram assassinadas em uma área de difícil acesso de Baía da traição, no Litoral Norte do estado. Uma quarta vítima foi baleada, mas o estado de saúde não foi informado. A Polícia Militar confirmou a ocorrência, mas não deu mais detalhes do caso.

Na Zona Rural da cidade do Conde, na Grande João Pessoa, um casal foi morto a tiros na noite de sexta-feira (3). Segundo a PM, dois homens armados teriam vigiado o casal; o homem teria ido atender à porta quando a abordagem começou. Os dois morreram dentro de casa e os suspeitos ainda não foram presos. Os motivos do crime são investigados.

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Um agente penitenciário teve a casa invadida e foi morto a tiros na noite dessa sexta-feira (3), no Jardim 13 de Maio, Zona Norte de João Pessoa. A polícia informou que a vítima estaria na frente da residência onde morava quando foi abordada por mais de uma pessoa e todos estariam de moto.

Ainda segundo a polícia, o agente teria tentado reagir usando uma arma, mas, após uma troca de tiros, ele acabou baleado. A vítima foi socorrida para o Hospital de Trauma da Capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Até a manhã deste sábado (4), ninguém havia sido preso. Os motivos do crime também não foram esclarecidos.

Em Bayeux, na Grande João Pessoa, um homem de 39 anos foi assassinado na frente da casa onde morava. Os detalhes do crime não forma informados, mas a polícia repassou que a vítima seria um ex-presidiário.

No começo da noite de sexta (3), em Patos, a 320 km de João Pessoa, um adolescente de 16 anos foi morto a tiros por dois homens armados que teriam usado uma moto para executar o crime. Ninguém foi preso e os motivos do crime são desconhecidos.

Em João Pessoa, um homem morreu no bairro de Jaguaribe, na Zona Oeste da cidade, nessa sexta (3). Os motivos do crime também não foram esclarecidos

Interior

Na noite de sexta (3), uma mulher foi morta a tiros no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Segundo a PM, ela teria ido atender à porta quando acabou assassinada. Testemunhas teriam visto dois suspeitos, mas não souberam prestar detalhes. O caso ainda é investigado.

Na mesma noite, um homem de 62 anos foi morto com três tiros em Sapé, a 55 km de João Pessoa. A polícia local informou que a família repassou características de um suspeito e que ele deve ser preso a qualquer momento. Os motivos do crime não foram esclarecidos.

Na Zona Rural da cidade de Paulista, no interior do estado, um homem foi morto por conta de um som alto.
Polícia Militar

A PM informou na noite dessa sexta-feira (3) que o primeiro dia da Operação Impacto, que ocorre durante o feriado Santo na Paraíba, teve um suspeito de homicídio preso, 14 mandados de prisão executados (sendo oito no Sertão; um em Cabedelo; um no Geisel-JP; um nos Bancários-JP; um no Cristo-JP; um no município de Nova Floresta e um na cidade de Soledade); sete Armas apreendidas (Sousa, Teixeira, Areia, Patos e Fagundes); nove veículos roubadas recuperados (Solânea, Araruna, João Pessoa e Santa Rita; dois presos por tráfico de drogas (236 papelotes de crack e 50 gramas de maconha apreendidos – Bayeux, Guarabira e Conceição); e 12 presos por roubos ou furtos (João Pessoa, Teixeira, Pilões, Campina Grande, Guarabira e Santa Rita e Nova Floresta).

Segundo a polícia, a operação impacto aconteceu entre a tarde da quinta-feira (2) e madrugada de sexta (3). Ela faz parte da Operação Semana Santa, que continua até o este domingo (5).

 

portalcorreio

‘Semana Santa’: sobe para 25 o número de pessoas assassinadas na Grande JP

Aguinaldo Mota
Aguinaldo Mota

A onda de assassinatos não para na região metropolitana de João Pessoa. Entre a noite de sexta-feira santa (29) e a manhã deste domingo (31), 24 homicídios foram registrados. A polícia calcula que, em média, uma pessoa foi morta a cada três horas, em apenas três dias.

Domingo

No final da tarde, mais um jovem foi vítima do tráfico de drogas. Jeferson Caio (20) morreu no meio da rua, no bairro do Castelo Branco, depois que dois homens efetuaram disparos de armas de fogo contra ele e fugiram numa moto Honda Fun preta.

Parentes do rapaz revelaram que ele tinha envolvimento com drogas e já havia tentado matar alguém no mesmo bairro onde morreu, mas nunca passou pela polícia.

Os acusados desse crime não foram localizados.

 

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Jefersaon Caio (20) assassinado no Castelo BrancoFoto: Jefersaon Caio (20) assassinado no Castelo Branco

Créditos: Emerson Machado

Por volta das 10h30 da manhã deste domingo, o adolescente Israel Sousa (16) foi morto a tiros próximo ao City Park, no bairro do Valentina, zona Sul da Capital.

A polícia informa que o jovem estava com um amigo quando dois homens chegaram atirando em uma moto. O outro rapaz conseguiu fugir, mas Israel foi atingido e morreu no local.

As autoridades dizem que esse crime pode ter relação com tráfico de drogas.

Israel Sousa (16)Foto: Israel Sousa (16)

Créditos: Aguinaldo Mota

Ainda na manhã de Páscoa, Erivan da Silva Jaquim (32) foi morto com vários disparos de armas de fogo, no bairro Alto das Populares, em Santa Rita.

No momento do crime, ele estava de bicicleta quando foi rendido por dois homens armados. Os acusados efetuaram o primeiro disparo nas costas e a vítima ainda tentou correr por uns 30 metos, mas não resistiu e sofreu vários tiros, até falecer no local.

De acordo com a polícia, ele era acusado de pratica aassaltos nos bairros da zona Oeste de João Pessoa e pode ter sido responsável por pelo menos seis homicídios na Região metropolitana.

Os responsáveis pelo assassinato não foram localizados.

Já na madrugada, o jardineiro Jonathan Micael Feitosa Barbosa (18) morreu depois de sofrer quatro tiros no bairro dos Funcionários I. Segundo a polícia, ele bebia com um amigo, que fugiu do local. As autoridades investigam para descobrir as causas e saber se o rapaz que bebia com a vítima fugiu para não ser assassinado ou se ele tem alguma responsabilidade no crime.

Erivan da Silva Jaquim (32) era acusado de cometer crimesFoto: Erivan da Silva Jaquim (32) era acusado de cometer crimes

Créditos: Aguinaldo Mota

Sábado

Na noite do último sábado, o auxiliar de serviços gerais, Carlos Alexandre Pereira dos Santos, (30), foi morto com dois golpes de faca no pescoço, no bairro João Agripino, na Capital. A polícia informa que os motivos do crime ainda são desconhecidos, mas disse que havia muitas garrafas de bebida, o que indica que a vítima pode ter ficado escessivamente embriagada.

Na tarde de sábado, dois assassinatos foram registrados. O primeiro crime ocorreu dentro de um bar em Santa Rita. O outro crime aconteceu no Altiplano Cabo Branco. As vítimas não foram identificadas e a polícia não tem pistas dos autores. Os corpos foram levados à Gerência de Medicina e Odontologia Legal, no bairro do Cristo Redentor.

No bairro do Jardim Planalto, em João Pessoa, João Paulo Ferreira dos Santos, 25 anos, foi assassinado a golpes de faca, na madrugada deste sábado, em frente à residência da mãe, na rua do Juá. Segundo informações de vizinhos, João Paulo bebia muito e ficava agressivo. O principal suspeito de cometer o homicídio é Alexsandro Ferreira dos Santos, irmão da vitima, que está foragido. A vitima já respondeu por porte ilegal de arma.

Já no bairro dos Ipês, um jovem foi morto e outro ficou gravemente ferido a tiros, na Avenida Tancredo Neves. A vítima, que era conhecida por “Nininho”, estava pilotando uma moto com um amigo na garupa, quando foi surpreendida por dois homens, que chegaram em uma moto preta e começaram a disparar contra os jovens. Nininho foi atingido com tiros na cabeça e morreu no local. Já o amigo, que não foi identificado, ficou gravemente ferido, sendo socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma em uma ambulância do Samu.

No bairro Altiplano Cabo Branco, também na Capital, o albergado Davidson Alexandre Jerônimo de França, 25 anos, foi executado com vários tiros na cabeça. Davidson, que cumpria pena por assalto, foi assassinado por dois homens que chegaram em uma moto. Um fato que chamou a atenção da polícia foi que os assassinos deixaram uma moeda de R$ 0,50 dentro da boca da vítima, que pode significar “pagou na mesma moeda”.

Homicídio no AltiplanoCréditos: Aguinaldo Mota

Horas antes, de acordo com a Polícia Militar do 7º BPM, Joeferson Felipe de Oliveira, 21 anos, foi assassinado durante uma troca de tiros com a polícia. A polícia informou que os moradores da Rua da Macaíba ligaram para o 190 informando que estava ocorrendo um tiroteio no bairro. Quando a viatura da Força Tática, comandada pelo tenente Ulisses, chegou no local encontrou três homens armados na rua.

Houve troca de tiros e Joeferson Felipe foi atingido no rosto e abdômen. Ele ainda chegou a ser socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa por uma viatura, mas morreu.  Os outros acusados fugiram em uma motocicleta.

Sexta

Na cidade de Conde, um ex-interno do Central Educacional do Adolescente ( CEA), de 17 anos, foi assassinado com três tiros na cabeça em um campo de futebol no Distrito de Gurugi, no Conde, na manhã desta sexta. A polícia disse que a vítima tinha diversas passagens pela polícia por assaltos. Policiais militares cercaram a área e apesar da aglomeração de pessoas, ninguém quis se pronunciar sobre o assassinato.

Ainda na manhã desta sexta, a adolescente Taislane Ferreira de Oliveira, 14 anos, foi encontrada morta dentro de um riacho no final do bairro do Bessa, em João Pessoa. O achado ocorreu no início da manhã desta sexta-feira (29). Ela foi morta com cerca de 17 facadas. De acordo com a Polícia Militar, populares estavam caminhando pelo local quando perceberam um corpo boiando nas águas turvas do riacho.

O corpo estava com 17 perfurações Foto: O corpo estava com 17 perfurações
Créditos: Foto: Ainoan Geminiano

O Corpo de Bombeiros foi acionado e ao retirar o corpo das águas constatou que a vítima foi morta a facadas, devido às inúmeras perfurações. Latas de cerveja e roupas masculinas foram encontradas perto do corpo.

Pelas características do crime, a polícia acredita que a adolescente foi morta em outro lugar e teve o corpo jogado no riacho. O corpo foi encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol ) para necrópsia.

Já nesta quinta-feira (28), o empresário Adalberto Pinto Monteiro, 36 anos, foi assassinado durante uma tentativa de assalto no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Ele ainda chegou a ser socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas veio à óbito. Câmeras de segurança do circuito interno do prédio flagraram um homem que está sendo apontado como o suspeito pelo crime. Câmeras de segurança do circuito interno do prédio flagraram um homem que está sendo apontado como o suspeito pelo crime.

Os outros crimes ocorreram na cidade de Santa Rita, e nos bairros Cruz das Armas e Vieira Diniz, na Capital paraibana. Apesar de rondas efetuadas pela Polícia Militar, nenhum dos acusados pelos crimes foi identificado.

Leandro foi morto com tiro na testaFoto: Leandro foi morto com tiro na testa
Créditos: Aguinaldo Mota

 

 

 

Hyldo Pereira, Portalcorreio

Quatro pessoas foram assassinadas em chacina no interior do Rio Grande do Norte

Frente da casa onde ocorreu a chacina

Frente da casa onde ocorreu a chacina

Quatro pessoas foram assassinadas a tiros na madrugada desta quarta-feira (6) na periferia da cidade de Poço Branco, a aproximadamente 60 quilômetros de Natal. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, as mortes podem ter sido motivadas pelo tráfico de drogas. As vítimas, segundo o sargento Batista Costa, que é lotado na cidade, são três jovens irmãos e uma adolescente, que seria companheira de um deles.

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Os jovens foram identificados como Ranchiel Henrique Pereira, de 18 anos, João Emanoel Henrique Pereira, de 21, Márcio Varela Henrique, 34, e Laryssa Roberta de Oliveira Silva, de 17.

A adolescente ainda chegou a ser socorrida para o hospital de Poço Branco, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com o sargento, foram disparados mais de 50 tiros.

Segundo o coronel Francisco Reinaldo, comandante do policiamento militar no interior do estado, ainda não há pistas sobre os suspeitos. “Temos poucas informações até o momento. Sabemos apenas que os criminosos chegaram em um carro preto. Depois invadiram a casa e mataram estas pessoas. Mas, suspeitamos que as mortes possam ter sido motivadas pelo tráfico de drogas”, afirmou.

 

Frente da casa onde ocorreu a chacina

G1 RN, com fotos de Rafael Barbosa

Familiares e amigos de jovens assassinadas em Queimadas relembram barbárie e pedem justiça e paz

 

queimadasFamiliares e amigos das jovens Isabella Monteiro e Michelle Domingos, promoveram uma ação em memória das jovens que foram assassinadas há um ano no triste caso conhecido como a Barbárie de Queimadas.

O evento aconteceu, na última terça-feira(12/02) nos locais onde as jovens foram assassinadas com atividades que relembraram Izabella e Michelle numa caminhada com momentos de reflexão e louvor a partir de concentração na estrada que dar para a comunidade rural Baixa Verde onde Izabella Monteiro foi assassinada e em seguida foi feito uma caminhada até a Igreja Matriz, local onde Michelle Domingos também foi morta.

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Stúdio Rural conversou com Maurício dos Santos Herculano , tio de Michelle Domingos, que falou sobre o significado da data que marcou um ano da acontecimento que marcou Queimadas e região. “Representa muita coisa, estamos fazendo uma caminhada pela paz, estamos lutando por uma esperança nova pra que venha tudo novo na nossa vida e que infelizmente a gente fazendo essa mobilização, mas vem a dor novamente. É uma dor que a gente relembra cada vez mais, a saudade aumenta mais e nós estamos lutando por um mundo melhor, por uma Queimadas melhor, por uma Queimadas de paz, de sossego pra todas as famílias e que ninguém venha à passar o que nossas famílias estão passando e que fique a nossa mensagem para todas as mães de famílias, pais de famílias e irmãos que tenham suas irmãs, que tenham seus filhos, suas filhas que se posicionem no lugar dos pais de Izabella e Michelle, no lugar dos irmãos, dos tios e que vejam que nós estamos apenas a procura de paz e que cada diz mais venham a nos ajudar nessa caminhada pela paz e não violência contra a mulher”, explica Maurício agradecendo o apoio recebido por parte da imprensa local e regional, da Secretaria da Ação Social da prefeitura dentre outras.

Maria José Domingos é mãe de Michelle Domingos e, ao conversar com Stúdio Rural explicou que a data e a mobilização representam não a morte, mas a vida das meninas que apesar de terem sido assassinadas ainda jovens, mas tiveram uma missão importante na vida cotidiana dando testemunho de integridade ao longo de suas vidas com alegria, dedicação as pessoas e ao trabalho. “Mexeu com a vida de toda a região, Queimadas parou, o ano passado já não houve carnaval por conta que foi uma coisa inesperada um acontecimento desses”, explica dizendo que todos eram jovens da cidade e que algo da natureza jamais se esperava vir a acontecer a tragédia que envolveu e dividiu elevado número de famílias naquela cidade.

Celebrar um ano de saudade das jovens e reivindicar um basta á violência contra a mulher foi o objetivo da passeata denominada de caminhada da Esperança.  “Isso vem também da base dos jovens, da educação que também tem uma certa parcela, do afastamento das coisas de Deus já que os jovens que são envolvidos dentro das coisas de Deus ele tem a cabeça voltada pra outra coisa, para as coisas boas, então a gente fica se perguntando porque diante de tantas coisas boas que a vida oferece, eles procurar fazer uma coisas dessas”, lamenta lembrando o caso acontecida com a também Jovem Analice Macedo que também foi vítima de estupro seguido de morte meses subseqüentes. “Esse acontecimento de Analice também nós ficamos muito chocados porque foi em seguida. No mês de fevereiro também houve um dos casos de estupro do rapaz que estuprou Analice e em setembro foi justamente na semana que a CPMI veio investigar esse caso aqui de Isabelle e Michelle foi quando aconteceu a morte de Analice, então é um caso de quem não conhece ficar assustado, achar que Queimadas é violenta, mas eu não tenho Queimadas nessa imagem de ser violenta não, foi violento, foi um acontecimento terrível e numa proporção enorme, mas eu não acho que ela seja violenta”, explica dizendo que a sociedade precisa ir em busca do resgate de um povo que nos novos tempos vem enfrentando uma verdadeira crise de percepção e, portanto, contabilizando resultados negativos.

Trabalhar o processo de educação nas suas formas mais amplas são alguns dos objetivos da comunidade organizada, por outro lado acompanhar o processo de punição aos culpados pelo judiciário faz parte das metas a serem alcançadas pelas componentes da luta. “Eu mesmo diante de minha dor eu tenho, mas eu tenho ido batalhando e vou até o fim, não é porque eu estou ali com minha dor que vou ficar ali parada só sofrendo com a minha dor, fechada. Eu tenho que batalhar pra evitar que outras coisas em outras vezes venham acontecer com outras famílias, para que aconteça isso de a gente ver acontecer, porque uma coisa dessa proporção a gente não vai desejar que aconteça com ninguém, então nós como sociedade temos que todos batalhar pra evitar que isso aconteça”.

Aquela mãe, dialogando com os ouvintes de nossas emissoras parceiras, disse que o judiciário está fazendo o necessário e que as famílias estão esperando a conclusão no julgamento de Eduardo que ainda está faltando e esperam que ele seja condenado com pena máxima como forma de exemplificar que o crime não compensa. “Eu deixo um recado em primeiro lugar para a sociedade pra gente não ter separação de classe social, de religião e ter muito cuidado com as amizades que as vezes as amizades leva a gente pra um caminho que a gente não queria e as vezes a gente está pensando que é uma boa amizade, mas as vezes não é, então ter muito cuidado nisso e enfim os pais também se preocupem bastante com as companhias dos filhos que as vezes ele diz que é gente boa, mas a gente tem que conhecer, vir na casa da gente para a gente conhecer, conhecer a família. Não vamos dizer que isso resolve, mas diminui”, compartilha ao dialogar com os ouvintes 590 kHz e 1180 kHz.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Estatísticas revelam: 35 mulheres já foram assassinadas este ano na Paraíba

Dados do Centro da Mulher 8 de Março apontam que somente este ano 35 mulheres já foram assassinadas na Paraíba o que corresponde a  77,27% do total de homicídios registrados durante o ano passado quando 44 mulheres foram mortas. Ainda segundo o órgão, este ano foram 76 tentativas de assassinato, 77 estupros e 82 agressões físicas.

Os últimos dois assassinatos onde as vítimas foram mulheres aconteceram esta semana. No último dia 7 a cantora Francicleide Medeiros Lira, 32 anos  foi executada a tiros com mais quatro pessoas dentro de uma seresta no Bairro de Cruz das Armas.

Na noite de quinta-feira (13) uma mulher, ainda não identificada, foi encontrada morta com o corpo cravado de balas na Rua Chesf, localizada no Bairro das Indústrias, em João Pessoa..

Segundo informações, o segurança de uma fábrica ouviu vários disparos e chamou a polícia. Quando os militares chegaram ao local, encontraram a vítima já sem vida. O que chamou a atenção das autoridades foi a localização do corpo, pois se trata de uma área industrial, sem grande movimentação de pessoas. A polícia investiga o crime.

Para a presidente do Centro 8 de Março, Irene Marinheiro Jerônimo, os maiores motivos da violência contra a mulher são a discriminação, machismo e o medo do companheiro, mas desde a criação da Lei Maria da Penha esse quadro tomou outro rumo. O órgão que defende o direito da mulher tem o telefone 3241.8001 para atender as vítimas de agressão, que oferece orientações para procurar a polícia e ter coragem para denunciar o agressor.

Mas, para enfrentar a violência contra a mulher estão sendo instaladas em várias regiões do Estado delegacias especializadas onde elas podem denunciar seus agressores. Recentemente o Tribunal de Justiça instalou um Juizado especial e ainda existe a casa abrigo que presta assistências as vítimas de violência.

Irene Marinheiro disse que uma preocupação do Centro da Mulher 8 de Março é o envolvimento o sexo feminino com as drogas. O órgão que dirige tem trabalhado na orientação para evitar que se envolvam com as drogas. “Porque quando a mulher é presa por esse crime é totalmente esquecida”, declarou.

Irene deixou claro que a violência contra a mulher está ligada a impunidade e finalizando foi enfática ao dizer que os homens ainda acham ser donos das mulheres.

Machismo

A secretária-executiva da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Santos Soares, relatou que a cultura machista, em que o homem se sente dono da mulher ainda está entre as principais causas no aumento desses casos. “Essa triste realidade é um fator histórico aqui no Nordeste”, frisou. Ainda de acordo com a Gilberta Santos, o Estado qualificou profissionais do Disk Denúncia (197) para estimular as mulheres a denunciarem casos de violência.

Atendimento

Segundo Gilberta Santos, no Estado, as maternidades Frei Damião, e Cândida Vargas, em João Pessoa, o Instituto Elpídio de Almeida (Isea), em João Pessoa e maternidade Peregrino Filho, em Patos, são referência na assistência à saúde e psicológica da mulher no Paraíba. Além das maternidades, os hospitais gerais de Sousa, Monteiro também realizam os atendimentos. Em João Pessoa, o Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, na Rua Afonso Campos, 191, também realiza atendimentos as mulheres. As vítimas podem procurar o local ou ligar para o telefone             0800 283 3883      .

Denúncias sem testemunhas – O Secretario da Segurança Pública, Cláudio Lima  afirmou que foram publicadas duas portarias que disciplinam as delegacias e autoridades policiais a receberem denúncias de vítimas sem precisar levar testemunhas.

Ele lembrou ainda que o Estado e os municípios, por meio dos órgãos, têm que assumir este papel de denunciar. “Muitas vezes estas denúncias chegam aos órgãos públicos, mas não chegam à polícia. Temos o número de telefone 197 que é para todo tipo de denúncia, inclusive, estamos com uma pasta exclusiva para atender casos de violência contra a mulher”, afirmou.

Campanha – A Secretaria de Estado e da Diversidade Humana e da Mulher vem desenvolvendo desde o ano passado ações permanentes com capacitação e organização da rede que atua atendendo a mulher vítima de violência.

Serviço – O número para denúncias contra a mulher é 197.

Paulo Cosme

Mãe e filha são assassinadas dentro de casa em bairro de João Pessoa

Um crime registrado na madrugada desta segunda-feira (10) deixou os moradores do bairro Mandacaru em João Pessoa surpresos. Mãe e filha foram assassinadas dentro de casa e a polícia suspeita que elas foram mortas no lugar de uma outra pessoa da mesma família que não estava no local no momento do crime.

De acordo com o relatório da polícia, a doméstica de 39 anos estava assistindo televisão em casa com a filha de 21 anos quando um homem invadiu o local. Ele estava armado e atirou na direção das mulheres que morrem no local. Pelas informações repassadas para polícia, o crime ocorreu por volta de 1h30.

A suspeita da polícia é que o criminoso estava em busca de um filho da doméstica. Como o rapaz não foi encontrado, ele atirou nos outros moradores da casa. O caso está sendo investigando pela equipe da Delegacia de Homicídios em João Pessoa que até as 8h não havia prendido o autor dos disparos.

G1 PB

Dados oficiais: 80 mulheres foram assassinadas de janeiro a junho de 2012 na Paraíba

Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social revelam que 80 mulheres foram assassinadas de janeiro a junho de 2012 na Paraíba. A revelação foi da Secretária de Estado da Mulher e Diversidade Humana, Gilberta Soares.

Os números foram revelados nesta terça-feira (7), data em que completa seis anos de vigência da Lei Maria da Penha no Brasil. No mês passado, o Mapa da Violência apontou a Paraíba como o quarto Estado do país onde mais se mata mulheres.

A delegada da mulher de João Pessoa, Maísa Felix, afirmou que a lei deu mais uma segurança para as mulheres em situação de risco. Porém, ela reconhece que o dispositivo necessita de melhorias.

“Muitas mulheres ainda têm medo de denunciar os crimes de agressão. Reconheço que houve um avanço, mas ainda há muito o que melhorar”, revelou.

Um dos casos mais instigantes de violência contra a mulher aconteceu há dois anos e três meses e ainda hoje permanece na memória do povo paraibano. A estudante Aryane Thaís Carneiro de Azevedo foi encontrada morta às margens da BR-230, próximo à Via Oeste, no sentido Bayeux-João Pessoa. As investigações policiais apontam que ela teria sido assassinada por asfixia.

No bolso de sua calça, havia um exame de gravidez positivo. O namorado dela, Luiz Paes Neto foi indiciado por homicídio qualificado e chegou a passar dois meses em prisão preventiva, mas responde o processo em liberdade.

A mãe da estudante, Hipernestre Carneiro, lamentou a impunidade e garantiu que não vai descansar enquanto não ver o assassino de sua filha atrás das grades. “Eu ainda espero que seja feita justiça. Quero ver esse assassino preso para pagar o que foi feito com Aryane”, disse.

Por Felipe Silveira e Mislene Santos

Portalcorreio