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Incêndio destrói feira de artesanato, em João Pessoa

Um incêndio destruiu a Expofeira de Artesanato no bairro de Tambaú, na orla de João Pessoa, na madrugada desta terça-feira (30). De acordo com a Polícia Civil, dois adolescentes foram apreendidos suspeitos de terem causado o incêndio, depois que tentaram roubar algumas mercadorias do local. Ninguém ficou ferido.

As chamas começaram pouco antes das 2h. Os adolescentes contaram à Polícia Civil que entraram no local com o objetivo de roubar alguns produtos. No entanto, como estava muito escuro, colocaram fogo em um pedaço de tecidos para iluminar o local e as chamas se alastraram.

Quando perceberam que haviam perdido o controle do fogo, fugiram para o mar com várias mercadorias. Eles jogaram os produtos na areia e começaram a nadar no mar para tentar alcançar alguma embarcação na região. No entanto, os policiais também adentraram no mar e conseguiram deter os dois.

Quarto de hotel ao lado a Expofeira Tambaú foi atingido pelas chamas — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Quarto de hotel ao lado a Expofeira Tambaú foi atingido pelas chamas — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

O Corpo de Bombeiros esteve no local para conter as chamas, mas o incêndio destruiu todo o local. Conforme informações repassadas pela Polícia Civil, nem o dono do prédio, nem mesmo os comerciantes que alugavam os boxes para expor e vender os seus trabalhos, tinham seguro das mercadorias e do prédio.

De acordo com o delegado Márcio Vasconcelos, os hóspedes do hotel vizinho acordaram com as chamas e tentaram sair do local o mais rápido possível. Seis quartos do hotel foram atingidos e danificados pelo fogo.

Os dois adolescentes de 16 e 17 anos foram encaminhados para a Delegacia da Infância e Juventude, na Central de Polícia Civil e devem passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira.

Incêndio atingiu Expofeira Tambaú, localizada na orla de João Pessoa — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Incêndio atingiu Expofeira Tambaú, localizada na orla de João Pessoa — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

G1

Artesanato da Paraíba presente no 2º Salão de Turismo Rota 101 Nordeste, em Recife      

artesanatoO artesanato paraibano vai estar presente no 2º Salão de Turismo Rota 101 Nordeste, que vai acontecer em Recife entre os dias 06 a 08 de agosto, no Centro de Convenções de Pernambuco. Serão 15 artesãos que integram o Programa de Artesanato da Paraíba (PAP) que produzem peças das mais variadas tipologias das cidades de João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Boqueirão, Areia, Pitimbu e Cabaceiras. Além dos artesãos, hoteleiros paraibanos e a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e a Secretaria Estadual do Turismo e Desenvolvimento (SETDE) estarão participando do evento que deve receber um público estimado em 10 mil em três dias.

A coordenadora de Eventos do PAP, Iara de Alencar, informa que o público Pernambuco que for ao 2º Salão de Turismo Rota 101 Nordeste terá a oportunidade de conhecer a originalidade do artesanato paraibano. Ela disse que estarão à venda ao público peças produzidas a partir do algodão colorido, fibras de coco, madeira, couro, crochê, labirinto, madeira e até brinquedos. “ É uma variedade de peças que revela a criatividade dos nossos artesãos. É importante destacar que são profissionais de várias cidades do estado”, garantiu.

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Salão – Os organizadores do Salão informam que além do público em geral, o evento é voltado para os profissionais da cadeia produtivo do turismo de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Estão confirmadas as presenças de autoridades do setor, secretários e técnicos de turismo, hoteleiros, operadores, agentes de viagens, empresários do segmento de lazer, jornalistas e público final, consumidor, sobretudo os habitantes da populosa Região Metropolitana do Recife.

Sabores – O Festival Gastronômico do 2° Salão de Turismo Rota 101 Nordeste terá chefs consagrados dos quatro Estados. Vou citar apenas dois, para não tirar algumas surpresas. Do Rio Grande do Norte estará a chef e proprietária do restaurante Paçoca de Pilão, D. Adalva Rodrigues, já habituada a representar o Rio Grande do Norte em grandes feiras nacionais. Levará carne de sol com paçoca e camarão á moda potiguar. O Estado anfitrião também caprichou, com seu chef: Alcindo Queiroz, bastante famoso e proprietário do igualmente badalado restaurante Patuá, em Olinda. Detalhe importante: os pratos do Festival Gastronômico custarão R$ 25. Isso mesmo. Apenas R$ 25. Pernambuco (cada Estado levará dois pratos) oferecerá arroz de frutos do mar e cordeiro à moda pernambucana, assinados por Alcindo Queiroz.

Entrada franca – Não será cobrada entrada no evento. Os principais shoppings da capital pernambucana e pontos estratégicos, como o Marco Zero, estão recebendo ações de marketing desde o final de semana passado. Equipes com a camiseta da Rota 101 Nordeste estão entregando convites para o Salão para a população. Vale lembrar que o convite é meramente uma forma de divulgar o evento. Não é preciso apresentá-lo na entrada. Basta um rápido credenciamento mediante informações básicas.

Fotos: Acervo PBTur/Secom-PB

Salão do Artesanato Paraibano é oportunidade de negócios para mais de 4 mil artesãos

Exposição permanece até 26 de janeiro e expectativa é que as vendas superem R$1,5 milhão

stand sebrae mariscosA diversidade e a originalidade do artesanato paraibano estão expostas até o dia 26 de janeiro, no Jangada Clube em João Pessoa. Em sua XIX edição, o Salão do Artesanato Paraibano mostra, a cada ano, produtos criados por artesãos e artistas criativos, inovadores e empreendedores. A mistura de materiais, novos designs e a valorização da cultura local são os principais elementos do Salão deste ano, que tem como tema “Nossa Arte tem Fibra”.

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Mais que um ambiente de exposição e um atrativo turístico, o Salão é um espaço de negócios para mais de 4 mil artesãos de 130 municípios. A expectativa da organização do evento é que as vendas superem R$1,5 milhão. “No período que antecedeu o Salão, o Sebrae realizou diversas capacitações e consultorias com os artesãos, para que eles chegassem mais preparados no que diz respeito à inovação, design e vendas”, destacou o gerente da agência do Sebrae em João Pessoa, Edilson Azevedo.

A artesã Beth Paz, 35 anos, de João Pessoa é um dos exemplos de quem se preparou para fazer bons negócios no evento. “A cada ano procuro uma proposta nova para apresentar no Salão de Artesanato. No ano passado fiz um curso de qualificação em couro, oferecido pelo Sebrae em Campina Grande, incorporei o tear e criei produtos novos”, disse Beth. O resultado são colares, braceletes e telas inovadoras e originais, que chamam a atenção do público que visita o Salão.

Já recebi propostas de lojas de Recife e de João Pessoa que querem vender minhas peças. Vejo que estou no caminho certo e quero cada vez mais aprimorar minhas técnicas e me formalizar como empresária”, ressaltou a artesã, que trabalha com o couro de bode e fios. Seu próximo passo é se inscrever como Microempreendedora Individual (MEI), ter o CNPJ e formalizar a atividade que exerce há seis anos.

Artesãs do crochê também buscaram a qualificação para apresentar novos produtos durante o Salão de Artesanato. Durante o mês de novembro do ano passado, cerca de 30 mulheres participaram da consultoria com a designer Adriana Yasbek, oferecida pelo Sebrae. “Ela nos propôs inovar, trabalhar com cores, aprender as melhores combinações. Eu amo o meu trabalho, vivo dele e achei fantástico aprender coisas novas, que têm atraído meus clientes”, destacou Socorro Moraes, nascida no Acre e há 30 anos na Paraíba. “Vejo o resultado da consultoria nas minhas peças e nas das minhas colegas. É muito gratificante”, completou.

Novos negócios orgulham a comunidade

Produtos feitos com a escama do peixe, mariscos, fios ou fibra da bananeira também têm novo design. Mais que isso: mulheres que não tinham renda, agora se sustentam com o próprio trabalho. Durante o ano de 2013, o Sebrae promoveu oficinas de design em três comunidades: para as marisqueiras da praia de Acaú (Pitimbu), para artesãs que trabalham com a escama de peixe, na Associação Farol de Cabedelo e para mulheres do Jardim Alfa, também em Cabedelo, que usam o tear. O artesanato feito com a fibra da bananeira, na comunidade Chã de Jardim, na cidade de Areia, também recebeu consultoria do Sebrae.

Em todas essas comunidades, o designer Sérgio Matos foi o responsável pela consultoria. “Eu sempre fiz artesanato, mas com o curso aprendi coisas novas e muito bonitas. Fiquei muito orgulhosa do nosso trabalho”, destacou a artesã Anilza Barbosa, uma das marisqueiras de Acaú. Cerca de 15 mulheres da sua comunidade aprenderam a produzir novas peças com Sérgio Matos. São vasos, luminárias, fruteiras que ganharam formas diferenciadas, cores e estão sendo vendidas durante o Salão.

Nossos produtos estão sendo bem aceitos. Ficamos muito animadas, pois estamos trazendo novidades para nossos clientes”, disse Lia Caju, que produz flores e acessórios de escama de peixe. Maria das Graças, que aprendeu novas técnicas de tear, em Cabedelo, está otimista quanto às vendas e ao seu futuro. “Em 2008, comecei a fazer cursos e aprendi uma profissão. Agora já ensino para minha comunidade e estou ajudando outras mulheres a terem uma renda. Além do tear, estou aprendendo cerâmica e a produzir telas”, completou a artesã.

Salão do Artesanato Paraibano

XIX Salão do Artesanato Paraibano está montado no Jangada Clube, na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, em um espaço de 3.500 m². Funciona diariamente, das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. A visitação é gratuita. Os artesãos apresentam peças em fibra, madeira, algodão colorido, cerâmica, couro, tecelagem, brinquedo, pedra, metal, osso, cordel, xilogravura e habilidades manuais. O Salão é realizado em parceria pelo Governo do Estado, através do Programa do Artesanato Paraibano, e o Sebrae Paraíba.


SEBRAE PARAÍBA

Programa do Artesanato Brasileiro vai selecionar peças para evento da Unesco

O Programa do Artesanato Brasileiro, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), vai selecionar peças para representar o País na 3ª edição do Reconhecimento de Excelência para produtos artesanais do Mercosul +. O evento será realizado em Montevidéu (Uruguai), de 30 de julho a 2 de agosto, no marco da celebração dos 50 anos do Conselho Mundial do Artesanato na América Latina.

O edital para a seleção de peças que irão representar o artesanato brasileiro foi publicado, na quinta-feira (17), no Diário Oficial da União. O Comitê de Seleção Nacional irá escolher 30 peças, em função dos critérios de excelência, autenticidade, ecologia e comercialização. Podem participar artesãos individuais ou núcleos, associações e cooperativas. Cada inscrito poderá submeter duas peças de artesanato à apreciação do conselho.

Para se inscrever é necessário enviar, até o dia 15 de junho, o formulário de inscrição preenchido, acompanhado de duas fotos de cada peça e duas fotos das etapas de produção principal. Só serão aceitas inscrições pelo correio. O edital traz mais detalhes sobre inscrição, seleção e participação no processo de seleção.

Reconhecimento

O Reconhecimento de Excelência da Unesco para os produtos artesanais do Mercosul + foi criado no período de 2007 a 2008 em colaboração com os organismos competentes em artesanato da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

O “Reconhecimento” tem o objetivo de incentivar os artesãos na criação de produtos por meio de habilidades, design e temas nacionais de modo inovador, assegurando a continuidade e sustentabilidade das tradições culturais. É um instrumento de promoção que avalia a qualidade e autenticidade dos produtos, bem como a promoção internacional dos agraciados com o reconhecimento.

Para a sua realização, os comitês nacionais realizam a seleção de peças em seus países, de acordo com o edital de convocação do evento, e, em uma etapa seguinte, as peças selecionadas são encaminhadas para o evento de “Reconhecimento”, que é realizado em um dos países concorrentes – em 2012 no Uruguai -, onde é realizada a seleção e outorga de reconhecimento por jurados indicados pela Unesco.

Portal Brasil

Feira de artesanato reúne em Brasília 450 expositores nacionais e internacionais

 


Brasília – Há no Brasil pelo menos 8,5 milhões de artesãos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que 87% são mulheres. Na 6ª Feira Internacional de Negócios do Artesanato, que começou sexta-feira (13) e prossegue até o dia 22, em Brasília, esses números se comprovam na prática. Muitos dos artistas revelam ainda que desenvolveram suas habilidades seguindo a tradição familiar.
No total, 450 expositores nacionais e internacionais estão em Brasília para mostrar a diversidade do que é produzido em artesanato. Os organizadores da feira informaram que o objetivo é também estimular os negócios no setor. Só em 2011, na quinta edição do evento, foram movimentados R$ 147 mil em vendas diretas e R$ 3 milhões em negócios a longo prazo.
Na feira, os artesãos se orgulham da história de vida e da tradição do trabalho que fazem. A presidenta da Associação de Artesãs de Taioberas (em Minas Gerais), Maria Cláudia de Matos, disse à Agência Brasil que lidar com a cerâmica é tradição na sua região. Segundo ela, Taioberas não pode deixar “perder essa característica”.
A artesã contou que seu esforço é para manter a tradição. “Sou apaixonada pelo artesanato. Fico muito orgulhosa por fazer parte da criação de objetos tão lindos. Minha família é toda ligada ao artesanato: minha mãe era artesã e meu pai carpinteiro. É mágico o que o artesanato traz. [Por meio do artesanato] há melhoria nas condições de vida e há como ocupar a mente”, disse Maria Cláudia.
Também de Minas Gerais, da cidade de Campo Alegre, a artesã Elenice Gomes contou ter sido estimulada pela família a manter a tradição do artesanato. Aos 21 anos, ela disse ter orgulho da profissão. Segundo a artista, desde sua bisavó a tradição está na família.
“Todos nós [da família] aprendemos com os mais velhos e vamos sempre repassando isso para as novas gerações. Eu, com certeza, vou ensinar aos meus filhos. Minha mãe ainda faz as peças em cerâmica, e quando meu pai era vivo, ele preparava a argila e fazia o processo de queima. Desde que nasci, vivo nesse ritmo de artesã”, disse Elenice.
Moradora da cidade de Águas Claras, no Distrito Federal, a ex-professora Ângela de Oliveira Francine Roboredo preside associação  de artesãs local. Ela disse que deixou uma atividade formal de trabalho em troca da informalidade do artesanato.
“Fui professora por 25 anos e larguei as salas de aula para me dedicar ao artesanato. Gosto muito do que faço, e não me arrependo de ter feito essa escolha. Agora, trabalho com o que gosto, [o artesanato] é uma terapia e me traz muita felicidade”, disse Ângela Roboredo.

Fonte: Agência Brasil
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