Arquivo da tag: armazenamento

Armazenamento de combustível é ameaçado na PB e pode se concentrar em PE

Foto:Divulgação Porto de Cabedelo
Foto:Divulgação
Porto de Cabedelo

A tancagem, que é o armazenamento de combustíveis, feita pela Petrobras no Porto de Cabedelo, permanece como está. Porém, a estatal avisou nessa quinta-feira (27), em nota, que pretende ofertar mais derivados de petróleo a partir de Pernambuco em até cinco anos. Apesar de não falar diretamente em fim da tancagem na Paraíba, o risco do estado perder o procedimento pode acarretar prejuízos de R$ 20 milhões por mês para o estado.

A alteração da tancagem no Porto de Cabedelo vem sendo debatida entre políticos e se houver alguma alteração, só Cabedelo, na Grande João Pessoa, perderia cerca de R$ 4 milhões por mês.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Outro problema seria a logística para a distribuição de combustíveis na Paraíba, que dependeria mais de Pernambuco, o que poderia encarecer os custos e o preço para o consumidor final.
Segundo o comunicado da Petrobras, as distribuidoras são responsáveis pela definição de onde vão buscar combustíveis, ou seja, se elas poderão optar pela Refinaria de Abreu e Lima (RNEST), na Grande Recife (PE), ou se manter no Porto de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

“Cabe ressaltar que o local de aquisição dos produtos para suprimento dos mercados é uma opção das companhias distribuidoras, considerando a logística de cada empresa e os aspectos tributários envolvidos”, disse a empresa.

Tancagem, cabotagem…

Outro processo ameaçado foi o da cabotagem, um procedimento que ocorre por meio de navegação com troca de mercadorias de um porto a outro, no mesmo país, em trajetos curtos, e que serve para reduzir custos e tornar mais eficiente a logística na distribuição de produtos.

Após reuniões com políticos e várias discussões sobre o assunto, a Petrobras afirmou que a cabotagem permanece ocorrendo em Cabedelo, mesmo reforçando, também nesse caso, que há planos para uma oferta maior de derivados do petróleo a partir de Pernambuco, em até cinco anos.

Sobre a cabotagem, o Porto de Cabedelo disse que não havia recebido nenhuma informação de alteração por parte da Petrobras. A administração do Porto destacou, inclusive, o crescimento de 46% nas movimentações, frente à crise.

Por Halan Azevedo

Cartilha explica as verdades e os mitos do armazenamento do cordão umbilical

A cartilha também busca incentivar a doação de material para o banco público. Esta é a melhor maneira de garantir que o material guardado seja útil no tratamento de algum paciente

 

Com intuito de esclarecer as verdades e os mitos sobre o armazenamento do sangue de cordão umbilical, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza uma cartilha para pais e mães de todo o Brasil. Apesar desta prática ter crescido nos últimos anos, muitas pessoas ainda desconhecem os reais benefícios e as limitações desse tipo de transplante. A cartilha também busca incentivar a doação para o banco público. Esta é a melhor maneira de garantir que o material guardado será útil no tratamento de algum paciente.

Divulgação/Loterpa PA O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e por isso pode ser uma alternativa no tratamento de doenças hematológicas

  • O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e por isso pode ser uma alternativa no tratamento de doenças hematológicas

Segundo a publicação, o sangue de cordão umbilical e placentário (sangue que permanece na placenta e na veia umbilical após o nascimento do bebê), pode ser facilmente coletado, de forma indolor e segura, e ser armazenado por anos. A sua obtenção não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou do bebê.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O sangue do cordão umbilical, assim como o da medula, é rico em células-tronco e por isso pode ser uma alternativa no tratamento de doenças hematológicas. Porém, são raros os relatos da realização de transplantes de sangue de cordão autólogo, ou seja, do próprio doador  em nível mundial. Também não há estatísticas quanto ao uso e eficácia destes tratamentos. Um dos motivos é que o sangue de cordão pode carregar o mesmo material genético e os mesmos defeitos responsáveis por uma doença que venha a aparecer nos primeiros anos de vida da criança. O uso de células do cordão da própria pessoa é desaconselhado, por exemplo, em casos de leucemia.

Esse procedimento tem sido utilizado para tratar, principalmente, pacientes com doenças hematológicas, como por exemplo cânceres das células sanguíneas e outras disfunções do sistema de produção ou funcionamento das células do sangue quando há a necessidade de transplante.

No Brasil, entre 2003 e 2010, 45.661 unidades de cordão umbilical foram armazenadas em bancos privados, mas apenas três foram utilizadas para transplante autólogo. A grande maioria dos transplantes que utilizam as células-tronco do sangue de cordão é realizada com células armazenadas em bancos públicos.

A cartilha também ressalta que mais de 80 doenças podem ser tratadas por meio de transplante, mas nem sempre será possível utilizar o próprio sangue de cordão, por isso é mais interessante e proveitoso a doação de células em banco públicos de armazenamento, assim a agilidade em encontrar material compatível será maior.

 

Bancos públicos

Nestes bancos as células-tronco armazenadas são provenientes de doações voluntárias, que são realizadas de forma sigilosa e com o consentimento materno. Nos bancos públicos, as células poderão ser utilizadas por qualquer pessoa desde que haja compatibilidade (uso alogênico não-aparentado), ou mesmo pelo próprio doador ou um parente seu, se estiverem disponíveis. Os custos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A grande maioria dos transplantes que utilizam as células-tronco do sangue de cordão é realizada com células armazenadas em bancos públicos. Mais de 12.800 pacientes no mundo todo foram tratados desta maneira

Há raros relatos da realização de transplantes de sangue de cordão autólogo em nível mundial. Não há estatísticas quanto ao uso e eficácia destes tratamentos realizados. A chance de uma criança necessitar de suas próprias células-tronco é extremamente baixa. Considerando as chances de alguém desenvolver câncer, necessitar de um transplante e não encontrar um doador compatível, indicam probabilidades de 0,04% a 0,0005% nos primeiros 20 anos de vida.

 

Fonte:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária