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Arbitragem rouba a cena, e Flamengo x Vasco termina empatado

Índio quis o apito. Índio usou mal o apito, e o clássico entre Flamengo e Vasco, ao fim das contas, ficou marcado pelo equívoco de arbitragem. No Mané Garrincha, um 2 a 2 amargo para os rubro-negros, que venciam até os minutos finais, mas viram Luiz Antonio Silva Santos assinalar um pênalti inexistente, convertido por Nenê, selando a igualdade. E olha que antes o Fla tinha virado o placar após a expulsão de Luis Fabiano.

Flamengo x Vasco
Flamengo x Vasco

Foto: Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo / LANCE!

O placar ficou distorcido, mas menos mal para o Fla que a vida está praticamente resolvida na Taça Rio. O placar deixou o Rubro-Negro com 10 pontos, ainda na liderança do Grupo B. Já o Cruz-Maltino chegou a seis pontos no Grupo C. Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira. O Vasco, por sua vez, recebe o Boavista, em São Januário.

O Flamengo foi o mais afetado pelos desfalques da data Fifa, sem Guerrero, Trauco e Diego. Somando-se ao fato de ter a tranquilidade de estar garantido nas semifinais, e com vantagem do empate, o Rubro-Negro cometeu muitos erros no primeiro tempo, tanto na parte defensiva quanto na articulação de ataque. Mancuello, por exemplo, não se encontrou na função de 10 e tomou decisões erradas.

Mas os equívocos do Flamengo não são dignos de apagar os méritos vascaínos. O Gigante da Colina entrou mais ligado, mais elétrico. Não por acaso que o placar foi aberto por Yago Pikachu. Mais uma vez atuando como ponta, em uma carta que Milton Mendes tirou da manga, ele entrou como um raio entre Rafael Vaz e Renê para abrir o placar. Tudo isso após uma falha de Rever, que, pressionado por Luis Fabiano, cedeu a posse de bola ao rival.

O Vasco teve as rédeas do jogo até a segunda interrupção do primeiro tempo. Isso mesmo. Após a parada técnica, teve a “parada elétrica”: um apagão de nove minutos no Mané Garrincha, que serviu – além para a festa de luzes da torcida – para que o Flamengo respirasse e corrigisse alguns erros, passando a pressionar o Vasco. O lance mais claro de gol foi no último minuto do primeiro tempo, que culminou com uma furada de Leandro Damião.

O nível de eletricidade do jogo subiu de vez no segundo tempo. Saiu faísca no embate entre Luis Fabiano e o árbitro Luiz Antonio Silva Santos, o Índio. O Fabuloso ficou insatisfeito ao levar amarelo por uma falta em Márcio Araújo, foi “pagar geral” cara a cara com o dono do apito e encostou na barriga do Índio. O árbitro fez o movimento como tivesse sido desequilibrado e logo sacou o cartão vermelho do bolso. Fabuloso rumo ao chuveiro, sem antes acusar o árbitro de um monte de coisa e aplaudir ironicamente.

A desvantagem numérica vascaína e o desequilíbrio emocional pela expulsão foi o que o Flamengo precisou para virar o jogo. Primeiro, Willian Arão fez de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio. Depois, Berrío marcou o segundo com um chute – até defensável – de fora da área.

Com a vantagem no placar, o Flamengo soube fazer a poeira baixar por alguns minutos, mas o Vasco foi para cima. O Cruz-Maltino chegou a acertar uma bola no travessão, com Douglas, deixando Muralha inerte. E aí veio o lance capital: Nenê cruzou e a bola bateu na barriga do lateral Renê. A arbitragem assinalou penalidade máxima, convertida, após muita reclamação, pelo próprio camisa 10. Empate com selo de um equívoco do apito.

FLAMENGO 2 X 2 VASCO
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data/Hora: 26/3/2017, às 18h30
Árbitro: Luiz Antonio Silva Santos
Assistentes: Daniel do Espírito Santo e Diego Luiz Barcelos
Cartões amarelos: Everton, Willian Arão (FLA); Jean, Jordi, Luis Fabiano, Jomar, Douglas (VAS)
Cartão vermelho: Luis Fabiano (VAS)
Público/Renda: 28.071 pagantes / R$ 1.279.720
Gols: Yago Pikachu, 15’/1ºT (0-1); Willian Arão, 14’/2ºT (1-1); Berrío, 19’/2ºT (2-1); Nenê, 49’/2ºT (2-2)

FLAMENGO: Alex Muralha; Pará, Réver (Léo Duarte, 24’/2ºT), Rafael Vaz e Renê; Márcio Araujo, Willian Arão e Mancuello (Lucas Paquetá, 32’/2ºT); Berrío (Marcelo Cirino, 40’/2ºT), Everton e Leandro Damião. Técnico: Zé Ricardo

VASCO: Jordi, Gilberto, Jomar, Rafael Marques e Henrique; Jean, Douglas, Andrezinho (Escudero, 25’/2ºT), Yago Pikachu (Manga Escobar, 17’/2ºT) e Nenê; Luís Fabiano. Técnico: Milton Mendes.

Terra

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Erros de arbitragem ajudam, e São Paulo goleia o Santo André

são pauloEm uma tarde de arbitragem polêmica no Morumbi, o São Paulo manteve o conforto na liderança do Grupo B do Campeonato Paulista. Beneficiado pelo erro do trio comandado por Luiz Flávio de Oliveira em dois gols, o time comandado por Rogério Ceni goleou o Santo André pelo placar de 4 a 1, com gols de Cícero, Cueva, Luiz Araújo e Gilberto.

Os erros da arbitragem ocorreram no primeiro e terceiro gols da equipe tricolor. Cícero abriu o placar, com apenas 5min de jogo, em posição irregular (2,13m adiantado, mais precisamente). Na etapa complementar, aos 30min, a bola desviou no braço de Luiz Araújo antes de balançar as redes.

Além dos dois gols irregulares, o São Paulo, que dominou completamente a primeira etapa e acordou novamente na parte final do jogo após as entradas de Thiago Mendes e Wellington Nem, contou com mais uma boa exibição dos setores mais ofensivos para alcançar os 14 pontos – são quatro de vantagem em relação ao Linense, vice-líder do Grupo B.

O Santo André, em contrapartida, permanece com apenas seis pontos, na terceira posição do Grupo C.

Agora, o São Paulo volta a se concentrar na Copa do Brasil, antes de encarar o clássico com o Palmeiras, no próximo final de semana. Na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), a equipe comandada por Rogério Ceni encara o ABC-RN, novamente no Morumbi.

Quem foi bem: Luiz Araújo

O grande garçom da tarde de futebol no Morumbi. A jovem revelação da equipe tricolor distribuiu assistências para os dois gols da equipe da casa. No primeiro, ele cruzou para Cícero completar. No segundo, passe preciso para Cueva ampliar ainda na etapa inicial. Na etapa complementar, o camisa 31 ainda deixou a sua marca para definir o resultado.

Quem foi mal: Sidão

O goleiro são-paulino terminou a tarde como um ponto negativo do time. Sidão falhou no gol anotado pelo Santo André ao deixar escapar a bola em plena pequena área. O erro comprometeu a atuação individual e assustou o público, acostumado a um duelo tranquilo até então.

Estreia diante da torcida

O confronto deste domingo marcou a estreia do meio-campista Jucilei como titular do São Paulo. O jogador atuou em frente ao setor defensivo e permaneceu em campo até a metade da segunda etapa, quando Rogério Ceni promoveu a entrada de Wellington, inscrito no Paulista somente na última sexta-feira.

São Paulo sobra no 1º tempo

Mesmo com nomes importantes como Lucas Pratto no banco de reservas, a equipe de Rogério Ceni encontrou pouca dificuldade para alcançar a segunda vitória consecutiva na temporada. Com velocidade pelas pontas – e beneficiado pelo entrosamento repentino de Júnior Tavares e Luís Araújo pela esquerda -, o São Paulo dominou o Santo André durante todo o primeiro tempo.

Ah, a arbitragem…

Embora dominante desde o primeiro minuto, o São Paulo chegou à vantagem por intermédio de um gol irregular. Muito adiantado em relação à linha da bola, Cícero aproveitou cruzamento rasteiro para fazer 1 a 0 no Morumbi. O erro do trio de arbitragem, na internet, não passou despercebido.

Ah, a arbitragem (2)

O terceiro gol do São Paulo, responsável por determinar o resultado final da partida, também saiu de maneira irregular. A bola desviou no braço de Luiz Araújo antes de cruzar a linha do gol do Santo André. Imediatamente ao gol, o time andreense tratou de reclamar com a arbitragem; em vão, pois Luiz Flávio de Oliveira ignorou complemente os questionamentos.

Velhos problemas

O sistema defensivo do São Paulo voltou a preocupar o torcedor neste domingo. O lance do gol do Santo André, anotado por Leonardo, contou com a falha de diversas alas do time do Morumbi. Primeiramente, o posicionamento na bola aérea, com Buffarini perdendo a disputa. Por fim, Sidão deixou a bola escapar nos pés do jogador adversário.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 4 X 1 SANTO ANDRÉ

Local: Estádio Cícero Pompéu de Toledo, no Morumbi, em São Paulo
Data: 5 de fevereiro de 2017, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Assistentes: Alex Alexandrino e Leandro Matos Feitosa
Público: 20.694 espectadores
Renda: R$ 558.115,00
Cartão Amarelo: Lugano, Cueva e Gilberto (São Paulo)

Gols:
SÃO PAULO: Cícero, aos 4 minutos do 1º tempo, e Cueva, aos 26 minutos do 1º tempo; Luiz Araújo, aos 30 minutos do 2º tempo
SANTO ANDRE: Leonardo, aos 15 minutos do 2º tempo

SÃO PAULO: Sidão; Buffarini, Lugano, Douglas e Junior Tavares; Jucilei (Wellington), Araruna (Thiago Mendes) e Cícero; Cueva (Wellington Nem), Luiz Araújo e Gilberto
Técnico: Rogério Ceni

SANTO ANDRÉ: Zé Carlos; Cicinho (Jean), Reniê, Leonardo e Baraka; Fernando Neto, Claudinho, Dudu Vieira e Henan; Eduardo Ramos (Paulinho) e Serginho (Edmilson)
Técnico: Sérgio Soares

Uol

 

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Campinense e Itabaiana terá arbitragem capixaba

arbitragemO primeiro confronto entre Campinense e Itabaiana de Sergipe pelas oitavas de final do Campeonato Brasileiro Série D terá arbitragem capixaba.

O apito ficará a cargo de Dyorgines José Pandovani de Andrade, que faz parte dos quadros da CBF. Ele será auxiliado por Edson Glicério dos Santos e Fábio Faustino dos Santos.

Quem passar das oitavas de final ficará a apenas dois jogos de conseguir o acesso para a Série C de 2017. O jogo de ida é neste domingo (14), no estádio Amigão, em Campina Grande. Já a decisão da vaga é no dia 21 no interior sergipano.

MaisPB

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Com arbitragem polêmica, Palmeiras empata fora e sobe para segundo

Foi no sufoco, mas o Palmeiras conseguiu evitar a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro. O empate fora de casa diante da Chapecoense por 1 a 1 não leva o time alviverde à liderança, mas ao menos faz com que os palmeirenses ultrapassem o arquirrival Corinthians na tabela para ocupar o segundo lugar, com os mesmo 33 pontos do líder Santos, que leva vantagem no saldo de gols.

O gol do empate só saiu aos 40 min do segundo tempo, em cobrança de pênalti, convertida por Jean. Um pênalti que não existiu, porque Cleiton Xavier caiu na área e enganou o árbitro Wilson Pereira Sampaio. O gol da Chapecoense também teve origem em um lance irregular. Kempes estava impedido na origem da jogada, quando abriu o placar para os donos da casa, aos 31 min do primeiro tempo, após falha de Vagner.
A Chapecoense, que reclamou muito da arbitragem, está há quatro rodadas sem perder e chega a 23 pontos, na 11ª colocação. Na 19ª rodada (e última do primeiro turno), o Palmeiras recebe o Vitória no domingo, às 16h, no Allianz Parque, enquanto a Chapecoense vai ao Independência encarar o Atlético-MG na segunda-feira, às 20h.

No camarote, Prass vê Vagner falhar

Reprodução/Twitter

Um dia após ser submetido a uma cirurgia no cotovelo, que o tirou dos Jogos Olímpicos, Fernando Prass viajou a Chapecó, acompanhou seus companheiros no vestiário e viu o jogo dos camarotes. Enquanto isso, seu substituto Vagner falhou feio. Em cobrança de falta, aos 31 min do primeiro tempo, Hyoran cruzou na área, Vagner subiu para afastar, porém errou o soco. A bola sobrou livre para Kempes empurrar para o fundo do gol e abrir o placar. Foi o terceiro jogo de Vagner como titular no Brasileiro, e ele já levou cinco gols.
Na origem do lance, porém, houve uma irregularidade. Quando Hyoran lançou na área, Kempes estava impedido. Ele participou do lance ao subir para tentar cabecear na frente de Vagner. O auxiliar não viu o impedimento.
Dudu volta, mas ataque não funciona

Dudu voltou a ser titular, após ficar no banco de reserva no domingo, quando entrou no segundo tempo mas não evitou a derrota palmeirense para o Botafogo por 3 a 1. Quem perdeu lugar no time foi Róger Guedes. Entretanto, o camisa 7 não brilhou. Quase não apareceu no jogo, e o ataque pouco funcionou.

Apesar de tomar a iniciativa do jogo durante o primeiro tempo, as chances de gol surgiram apenas em cruzamentos na área e em chutes de fora da área. Pouco para quem sonha com o título. As finalizações de fora da área fizeram o goleiro Danilo brilhar. E ele quase defendeu o pênalti convertido por Jean.

A ousadia de Cuca

A falta de criação no meio-campo durante o primeiro tempo obrigou o técnico palmeirense a ousar na etapa final. No intervalo, ele sacou o volante Thiago Santos e apostou em Cleiton Xavier. A substituição não foi suficiente, e aos 13 min Cuca mexeu no ataque. Tirou o apagado Erik e mandou a campo Lucas Barrios. Por último, sacou Dudu para a entrada de Allione.

‘Camisa olímpica’

 Em homenagem ao Time Brasil nos Jogos Olímpicos, o Palmeiras adotou as cores da bandeira nacional na numeração. Gabriel Jesus é o representante do time alviverde no futebol olímpico, e ele tem feito falta ao ataque. Além dele, o clube conta com mais três representantes: Sarah Nikitin no tiro com arco e Gui Lin e Hugo Hoyama (como técnico) no tênis de mesa.

CHAPECOENSE 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 4 de agosto de 2016 (quinta-feira)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa – GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Josimar (Chapecoense)
Gols: Kempes, aos 31 min do 1° tempo; Jean, aos 40 min do 2º tempo

CHAPECOENSE
Danilo; Gimenez, Thiego, Filipe Machado e Dener; Gil, Josimar, Cleber Santana e Hyoran (Ailton Canela); Tiaguinho (Lourency) e Kempes (Bruno Rangel).
Técnico: Caio Júnior.

PALMEIRAS:
Vagner; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos (Cleiton Xavier) e Tchê Tchê; Erik (Lucas Barrios), Moisés e Dudu (Allione); Leandro Pereira.
Técnico: Cuca.

Uol

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CBF divulga arbitragem da final do Nordestão entre Campinense e Asa

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a arbitragem para as duas partidas da final da Copa do Nordeste. Na disputa pelo título estão Campinense e ASA-AL. O jogo de ida acontece no próximo domingo (10), no Estádio Municipal de Arapiraca, às 16h. Por ter feito melhor campanha ao longo da competição, o time paraibano terá o direito de decidir em casa, no dia 17, no Estádio Amigão, em Campina Grande, também às 16h.

Para o primeiro confronto entre as equipes, o árbitro escalado será Pablo Pinheiro, do Rio Grande do Norte, que vai ser auxiliado por Cleriston Rios, de Sergipe, e Clóvis Amaral, de Pernambuco. O também sergipano Rogério Rocha será o quarto árbitro.

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Já a segunda partida será comandada pelo baiano Jailson Macedo. Thiago Brígido, do Ceará, e Isac Oliveira, do Rio Grande do Norte, vão ser os assistentes. O pernambucano Gilberto Castro será o quarto árbitro.

De acordo com o regulamento da competição, se houver empate em pontos e saldo de gols ao fim dos confrontos, será campeão quem balançar mais a rede fora de casa. Persistindo a igualdade, a taça será decidida por cobranças de pênaltis.

Estádio Amigão em Campina Grande (Foto: Magnus Menezes / Jornal da Paraíba)Título será decidido no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Magnus Menezes / Jornal da Paraíba)
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Arbitragem relata moedas atiradas em Ganso na súmula do San-São

JogoA vitória do Santos por 3 a 1 sobre o São Paulo, no clássico do último domingo, teve como principal personagem Paulo Henrique Ganso, pela primeira vez de volta à Vila Belmiro. Bastante hostilizado, o jogador foi chamado de “traidor”. Irritados com a saída do meia, os santistas atiraram moedas no atleta, que reclamou da atitude e questionou se o ato seria punido. A arbitragem relatou o fato na súmula da partida e o Peixe pode perder mandos de campo.

Em função dos relatos dos assistentes Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, o Santos pode ser enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê perda de mando de um a três jogos por “deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos”.

Fui comunicado que torcedores do Santos (…) arremessaram moedas contra o atleta do São Paulo”
Marcelo de Souza,
na súmula do jogo

No clássico, Ganso teve atuação discreta e foi substituído por Aloísio, aos 32 minutos do segundo tempo. Neymar, de pênalti, e Miralles, duas vezes, marcaram para o Peixe, enquanto Jadson, de falta, descontou para o Tricolor, em partida válida pela quinta rodada do Paulistão.

Confira a íntegra do relato da arbitragem:

“Informo que no intervalo da partida, fui comunicado por fiscais da FPF, que , Sr. Paulo Henrique Chagas de Lima, cito não presenciei tais arremessos, mas observei diversas moedas no solo próximo à entrada do túnel do vestiário do São Paulo F.C.”, relatou Marcelo Aparecido de Souza

“Informo, que nos primeiros minutos de partida quando da disputa de bola, ocasionando uma cobrança de escanteio a favor da equipe São Paulo F.C., em lance que participou o atleta n. 8 da equipe São Paulo F.C. Sr. Paulo Henrique Chagas de Lima, oportunidade que foram arremessadas contra o mesmo diversas moedas. Informo ainda que presenciei o fato por estar de AAA n. 2.”, reforçou Marcelo Rogério.

 

 

 

GLOBOESPORTE.COM

Com ajuda da arbitragem Brasil, vira contra Honduras e vai à semifinal em Londres

(Foto: Agência EFE)

A seleção brasileira precisou de 60 minutos para ficar na frente de Honduras no placar. E olha que, a partir dos 33min, o adversário teve um atleta expulso. Apesar do sufoco, a equipe de Mano Menezes ganhou de virada, 3 a 2, e garantiu vaga na semifinal dos Jogos Olímpicos, evitando um fiasco histórico e uma crise. O rival de terça-feira (07/08) sairá do duelo entre Reino Unido e Coreia do Sul. Quem fez a diferença neste sábado (04/08), em Newcastle, foi Leandro Damião, que marcou dois gols, um deles inusitado, dando um carrinho para roubar a bola do zagueiro quando o gol estava vazio. No outro, girou bem na área e bateu no canto. O centroavante do Internacional ainda sofreu um pênalti, convertido por Neymar.

O astro santista voltou a ser vaiado pelos torcedores ingleses pelas frequentes quedas ao chão, mas teve papel importante no triunfo, sofrendo a falta que culminou com a expulsão de Crisanto e iniciando as jogadas dos dois gols de Damião.

A partida deu indícios de que seria complicada logo aos 12 min. A estratégia da seleção central-americana de marcar no campo de ataque deu certo, provocando erros de passes na saída de bola do Brasil. Após um vacilo de Thiago Silva, Espinoza, o melhor jogador hondurenho, driblou dois pela esquerda e rolou para a entrada da área. A bola sobrou no alto para Martinez, que bateu de primeira e anotou um belo gol.

O Brasil ficou nervoso. O lateral direito Rafael e os volantes Sandro e Rômulo estavam muito mal em campo, errando demais. Mano Menezes, claramente insatisfeito, mandou os reservas para o aquecimento.

Seleção que mais levou cartão amarelo na primeira fase, Honduras começou a abusar das faltas. Num intervalo inferior a um minuto, Crisanto bateu em Hulk e Neymar, levou dois amarelos e acabou expulso.

Com um a menos em campo, os hondurenhos deixaram Bengtson isolado na frente e recuaram. Aos 37min, Hulk recebeu de Neymar, superou a marcação e bateu a rasteiro, cruzado. O zagueiro Velasquez demorou para tirar, quase em cima da linha do gol, Leandro Damião deu um carrinho e igualou o placar.

Logo aos 2min do segundo tempo, Juan falhou duas vezes. Deixou a bola quicar e não conseguiu afastá-la de cabeça no meio-campo, armando um contra-ataque hondurenho. Espinoza recebeu pela direita, passou fácil pela marcação do próprio Juan e bateu colocado, no canto, para fazer 2 a 1.

O Brasil respondeu rapidamente. Leandro Damião caiu na área após passar por Velasquez e o árbitro assinalou pênalti. Neymar bateu com categoria, sem chances de defesa, e empatou.

Aos 14min, Neymar fez a assistência, Leandro Damião girou para cima do zagueiro na área e bateu na saída do goleiro para virar o placar: 3 a 2

Depois foi só administrar a vantagem. Os representantes da América Central tentaram empatar em chutes de longe ou cruzamentos na área, mas o goleiro Gabriel não permitiu. Roger Espinoza, que fez a festa na zaga brasileira, ainda foi expulso aos 45min.

Globoesporte.com

Com arbitragem polêmica e um a menos no 2º tempo, Fla bate Bahia

O Bahia pressionou, martelou, chutou bem mais que o rival (14 a 6), mas não comemorou a vitória no estádio de Pituaçu, em Salvador, neste domingo. Diante de 29.206 pagantes, assistiu a um triunfo do Flamengo por 2 a 1, gols de Hernane e Renato – Kleberson descontou – pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Longe de ser brilhante, o time carioca venceu à base de raça e com boa atuação do goleiro Paulo Victor.

A arbitragem de Francisco Carlos Nascimento desagradou às duas equipes. Aos 44 minutos do primeiro tempo, Luiz Antonio foi expulso em lance discutível e deixou o Fla com um jogador a menos em toda a etapa final. A reclamação baiana incide no pênalti que deu origem ao gol da vitória rubro-negra. Ibson disputou a jogada com Fabinho, mas não houve falta no lance, segundo o comentarista de arbitragem da TV Globo, Renato Marsiglia.

O time tricolor não vence há quatro jogos e permanece na zona de rebaixamento, com oito pontos, em 18º lugar. O Rubro-Negro, com 15, recupera-se da derrota para o Fluminense na rodada anterior e continua em nono lugar. O time ganhou uma partida oficial fora do estado do Rio depois de nove meses (11 jogos). Ao fim do duelo, alguns atletas do time carioca, como o zagueiro Arthur Sanches, se emocionaram e agradeceram o apoio da torcida.

– Essa vitória representa muita coisa. Mostramos mais uma vez superação, o trabalho bem feito com o Joel. Nosso time cresce a cada jogo. Mesmo com um jogador a menos, conseguimos jogar. Os mais jovens estão de parabéns porque souberam administrar o jogo e ajudar. Os mais velhos, com experiência, puderam ajudar. Espero que essa vitória possa representar muito aí – disse o meia Renato, que se igualou a Vagner Love na artilharia do time no Brasileiro, com quatro gols.

Ibson, Gol Bahia x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Jogadores do Fla comemoram a vitória
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

No lado baiano, o atacante Souza lamentou a derrota.

– A responsabilidade é dos nossos jogadores. Estamos cientes disso. Jogamos bem o primeiro tempo, mas não conseguimos fazer o gol mesmo com eles com um a menos. A gente está ciente que é difícil, mas o Falcão está livre de qualquer cobrança. Ele montou o time que tinha que montar e nós, jogadores, é que temos de chamar a responsabilidade neste momento – afirmou o atacante Souza.

Na próxima rodada, o Bahia visita o Fluminense, quinta-feira, no Engenhão. No mesmo estádio, mas na véspera, o Flamengo recebe o Corinthians.

Faro de gol de Hernane; Kleberson carimba ex-clube

Bahia e Flamengo apostaram em fórmulas diferentes na criatividade do meio-de-campo. O time da casa investiu no experiente Mancini como cérebro. Do outro lado, a juventude de Adryan. Mas as primeiras jogadas foram criadas por vias acessórias. Kleberson deu um belo drible em Arthur Sanches e cruzou rasteiro. A bola chegaria em Souza, mas o bico da chuteira de Marllon impediu.

Posicionado à esquerda, Adryan pouco apareceu na etapa inicial. Sem um meia para organizar a equipe, o Flamengo insistiu na ligação direta com Devid e Hernane. Mesmo assim, abriu o placar. Aos 30, Renato cruzou, e Titi cortou mal de cabeça. Hernane dominou e chutou forte, cruzado, sem chance de defesa para Marcelo Lomba.

O Bahia não demorou a empatar. Hélder fez belo lançamento para Gabriel nas costas de Luiz Antônio. O meia cruzou rasteiro, e Kleberson, recentemente dispensado do Flamengo, empurrou de carrinho para o gol vazio.

A situação do Rubro-Negro piorou aos 44. Improvisado por Joel Santana na lateral direita, Luiz Antonio novamente deu espaço nas costas e, em jogada dividida com Mancini, recebeu o segundo cartão amarelo do árbitro Francisco Carlos Nascimento e foi expulso.

– Eu achei um exagero, é uma falta rigorosamente comum de jogo, vão acontecer 15 ou 20 iguais a essa, ou até mais fortes, que não vão merecer cartão – analisou Renato Marsiglia.

Bahia pressiona, mas Paulo Victor e pênalti polêmico decidem para visitantes

Adryan, Bahia x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Adryan é marcado por Fabinho no primeiro tempo
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Precavido, o técnico Falcão tirou Fahel, que tinha cartão amarelo, no intervalo, e colocou o atacante Jones. Por sua vez, Joel reorganizou a defesa com Airton na lateral e Ibson recuado.

O Bahia iniciou a pressão e, aos oito, Fabinho chutou forte, mas a bola subiu demais. Logo depois, Kleberson arriscou de longe, e Paulo Victor defendeu em dois tempos.

Apagado, Adryan foi substituído por Diego Maurício, mas o Flamengo continuou preso no campo defensivo. Em cobrança de escanteio, Danny Morais mergulhou livre na pequena área, e Paulo Victor agarrou em cima da linha. O goleiro salvou novamente em chute cruzado de Mancini.

O sufoco do Bahia prosseguiu. Mancini chutou rasteiro, e Paulo Victor se esticou para salvar. Na sobra, Kleberson bateu, e Marllon tirou de cabeça.

Em uma das poucas vezes que passou do meio-de-campo, o Flamengo “achou” um pênalti aos 26. Hernane passou para Ibson, que passou por Fabinho e caiu. O árbitro assinalou pênalti.

– Ele erra em bola e não acerta o jogador do Flamengo. E aquele encontrão, aquele braço eu não considero penalidade – disse Marsiglia.

Na cobrança, Renato bateu forte no canto esquerdo de Marcelo Lomba e colocou o time carioca à frente. Mancini, que puxou a braçadeira de capitão de Renato para atrapalhá-lo antes do chute, irritou o autor do gol, que atirou o objeto ironicamente ao chão na comemoração. Pela atitude, o flamenguista tomou cartão amarelo.

O Bahia intensificou a blitz ofensiva em busca do empate. Titi cabeceou por cima dentro da pequena área, Mancini chutou com perigo e nada. Os rubro-negros se fecharam e, com carrinhos, chutões e muito suor seguraram o resultado. Aos 48, Ibson perdeu duas bolas no mesmo lance. Vander chegou a mandar para o fundo das redes, mas a arbitragem acertou ao marcar impedimento do jogador tricolor em passe de Junior dentro da área.

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