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Grêmio aproveita expulsão para eliminar misto do Palmeiras e avançar

torcidaDividido entre duas competições, o Palmeiras escalou time misto para a segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil com o Grêmio, nesta quarta-feira. Mesmo assim, foi após a expulsão de Allione que o time de Cuca viu suas chances de classificação irem embora em pleno Allianz Parque. O time gaúcho aproveitou a vantagem numérica para empatar a partida em 1 a 1 e avançar na competição.

Everton foi o responsável pelo gol da classificação gremista. Antes disso, Thiago Martins havia aberto o placar para os donos da casa.

Classificado, o Grêmio terá o Cruzeiro pela frente na semifinal. Em Minas Gerais, o time de Mano Menezes fez 4 a 2 no Corinthians e avançou. A outra semifinal será entre Atlético-MG e Internacional.

Os confrontos acontecerão nos dias 26 de outubro e 2 de novembro. O sorteio de mandos de campo acontecerá nesta quinta-feira (20), às 11h ,(de Brasília), na sede da CBF.

Grêmio assusta, mas Palmeiras quem marca

Rubens Cavallari/Folhapress

Depois de um primeiro tempo em que foi sufocado, o Grêmio voltou perigoso para a segunda etapa e quase abriu o placar. Aos 3 minutos, Douglas cruzou e Marcelo Oliveira apareceu para cabecear firme e obrigar Jailson a fazer grande defesa. O bom momento, porém, durou apenas dois minutos. Aos 5, Cleiton Xavier cobrou escanteio, Thiago Santos cabeceou para o meio da área e Thiago Martins completou, também de cabeça, para o fundo do gol.

Allione é expulso e o Grêmio aproveita

O Grêmio lutava para se reencontrar na partida após o gol sofrido quando Allione decidiu ajudar o time gaúcho. Aos 19 minutos da segunda etapa, o argentino deu um carrinho com força desproporcional em Everton e viu o cartão vermelho. Com um a mais, o Grêmio passou a sair mais para o jogo e empatou o jogo aos 30 minutos. O mesmo Everton que havia sofrido a falta de Allione recebeu passe de Douglas na esquerda, driblou Jean e bateu forte para superar Jailson e deixar tudo igual no marcador.

Bate, bate, mas não entra

Mesmo escalado com uma formação alternativa, o Palmeiras dominou completamente o Grêmio na primeira etapa. Em pelo menos duas oportunidades, os visitantes escaparam com sorte. Barrios, aos 12min, cabeceou no travessão, enquanto Allione, aos 24min, viu Marcelo Oliveira salvar em cima da linha.

Irritação de Renato Gaúcho rende expulsão

Rubens Cavallari/Folhapress

Os problemas na saída de bola do Grêmio no primeiro tempo tiraram a paciência de Renato Gaúcho. À beira do gramado, o treinador mostrava irritação a cada vez que a defesa gremista saía jogando errado e entregava a bola para o Palmeiras. No segundo tempo, o alvo mudou e passou a ser a arbitragem. Incomodado com a arbitragem de Elmo Alves Resende da Cunha, Renato Gaúcho passou a bater boca com o homem do apito e acabou sendo expulso de campo.

Capitão Jesus

Um dos três titulares escalado por Cuca para o duelo decisivo desta quarta-feira, Gabriel Jesus recebeu um presente antes mesmo do início da partida. Pela primeira vez na carreira profissional, o camisa 33 ostentou a faixa de capitão no Palmeiras.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 1 GRÊMIO

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 19 de outubro de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Público: 29.991 pagantes
Renda: R$ 1.697.841,08
Cartões Amarelos: Edílson, Douglas, Pedro Geromel e Everton (Grêmio); Edu Dracena (Palmeiras)
Cartões Vermelho: Allione (Palmeiras)
Gols: Thiago Martins (5’/2ºT), para o Palmeiras; Everton (30’/2ºT)

PALMEIRAS: Jailson; Fabiano (Jean), Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Gabriel e Cleiton Xavier (Erik); Allione, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Zé Roberto). Técnico: Cuca

GRÊMIO: Bruno Grassi (Léo); Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Miller Bolaños), Douglas e Pedro Rocha (Everton); Luan. Técnico: Renato Gaúcho

Uol

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Corinthians aproveita erro e vence São Paulo pela quarta vez em Itaquera

corintiansCorinthians e São Paulo se enfrentaram pela quarta vez no estádio de Itaquera neste domingo. Pela quarta vez, o Corinthians levou a melhor. Um gol de Lucca no primeiro tempo, após falha do zagueiro Lucão, e outro de Yago nos minutos finais construíram a vitória por 2 a 0.

Durante os 90 minutos, os times não construíram tantas chances claras de gols assim. No início do duelo, o que mais chamou a atenção foram alguns desentendimentos entre os jogadores.

Depois da falha de Lucão que resultou no primeiro gol do Corinthians, o São Paulo até teve algumas chances para empatar, principalmente em jogadas que não construiu. Em uma, um chutão de Bruno Henrique bateu em Centurion e foi em direção ao gol. Na outra, Yago atrasou mal e deixou Calleri sozinho na área. Mas Cássio apareceu de maneira decisiva em ambas. Qualquer chance de tirar ao menos um ponto na casa do rival acabou quando Yago apareceu na área são-paulina para acertar um cabeceio.

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A vitória faz o Corinthians permanecer com 100% de aproveitamento no Paulista. Com 12 pontos em quatro rodadas, o time não só lidera o Grupo D como é o melhor da competição. O São Paulo, por sua vez, perde pela primeira vez sob o comando de Bauza e permanece estacionado nos quatro pontos no Grupo C, depois de três jogos.

As duas equipes agora voltam as atenções para a Libertadores. O São Paulo recebe no Morumbi o Strongest, da Bolívia, na quarta-feira. Também na quarta, o Corinthians viaja ao Chile para pegar o Cobresal.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 14 de fevereiro de 2016, domingo
Horário: 17 h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Alex Ang Ribeiro (ambos de SP)
Público: 36.788 (36.378 pagantes)
Renda: R$ 2.050.496,50
Cartões amarelos: Guilherme Arana, Willians (Corinthians); Mena, Hudson (São Paulo)
Gols: Lucca (Corinthians), aos 23 o 1º tempo; Yago (Corinthians), aos 41 do 2º tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Guilherme Arana; Bruno Henrique; Maycon (Willians), Giovanni Augusto (Romero), Rodriguinho e Lucca; André (Danilo)
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Denis; Bruno (Caramelo), Rodrigo Caio, Lucão e Mena; Thiago Mendes (Kelvin) e Hudson; Centurión (Rogério), Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Calleri
Técnico: Edgardo Bauza

 

 

Uol

Fla aproveita falhas, faz 3 a 0 e impõe segunda derrota seguida ao Cruzeiro

flamengoO líder erra, sim. E até três vezes em um mesmo jogo. O líder tem um bom elenco, mas sofre com a ausência de seus principais jogadores. O líder fica nervoso. Resta ao adversário saber aproveitar. Foi o que o Flamengo bem fez, neste domingo, ao vencer o Cruzeiro por 3 a 0 no Maracanã, pela 28ª rodada do Brasileirão. O Rubro-Negro chega à sua segunda vitória seguida, se afasta mais do Z-4, e impõe a segunda derrota seguida à Raposa, fato inédito ao primeiro colocado do torneio até então.

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Dedé abriu o caminho para vitória do Flamengo. Mostrou que não tem sorte contra o rival. Fez um belo gol contra, ainda no primeiro tempo. Em 2013, pelas oitavas de final da Copa do Brasil contra o mesmo adversário, o ex-vascaíno já havia falhado no gol de Carlos Eduardo no Mineirão, tento que possibilitou a classificação carioca. Canteros, após falha de Manoel, e Gabriel, em rápido contra-ataque puxado por Alecsandro (batendo Manoel), completaram o triunfo, em mais uma partida com bom público no Maracanã.

O Rubro-Negro chega aos 37 pontos, na décima posição, e fica a oito pontos do Botafogo, equipe que abre a zona de rebaixamento. O Cruzeiro se mantém na ponta e com alguma folga: soma 56 pontos contra 50 do Inter e 49 do São Paulo, derrotado pelo Galo (que fecha o G-4, com 47).

Na próxima rodada, o Flamengo vai até a Arena da Baixada e pega o Atlético-PR, no domingo, às 16h. O Cruzeiro encara o Vitória, no Barradão, também no domingo, mas às 18h30. Antes, as duas equipes têm compromissos pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Rubro-Negro encara o América-RN, nesta quarta, no Maracanã. O time celeste visita o ABC, na Arena das Dunas, também na quarta. Os dois venceram os jogos de ida por 1 a 0.

gol Flamengo x Cruzeiro (Foto: Cezar Loureiro / O Globo)Flamengo foi eficiente e bateu o líder Cruzeiro (Foto: Cezar Loureiro / O Globo)

Artilheiro Dedé

Mais posse de bola (60% contra 40%) e maior número de finalizações (cinco contra três) não resultaram em superioridade ao Cruzeiro no primeiro tempo. Com três volantes, tentava ter controle do meio e liberar os laterais. O Rubro-Negro se fechava para sair no contragolpe, principalmente pela esquerda, com Everton. Melhor para os donos da casa, que aproveitaram falha do rival. Aos 14 minutos, após saída errada de Egídio, Alecsandro recebeu na direita e cruzou na área. Fábio já estava posicionado para ficar com a bola, mas Dedé se antecipou. E marcou um belo gol contra.

O lance foi um estímulo para os mineiros, que saíram mais ao ataque. Mas faltava criatividade. Faltava um meia para agilizar a transição, flutuar à frente dos volantes adversários. Faltavam Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Cruzeiro até chegou, mas em bolas aéreas. Numa delas, Egídio ajeitou para Moreno, que, livre, errou gol difícil de ser desperdiçado por um artilheiro do Brasileirão. O Fla continuava perigoso nos contragolpes e ainda assustou com Everton e Anderson Pico.

Falhas celestes, vitória rubro-negra

Na volta do intervalo, Marcelo Oliveira tentou voltar ao seu esquema mais usual. Sacou Nilton e colocou Willian. Luxemburgo, por sua vez, lançou Gabriel na vaga de Eduardo da Silva, em clara manifestação de que queria o contra-ataque. Melhor para o Flamengo. E novamente não por sua criatividade, mas por uma falha rival. A Raposa até voltou mais incisiva, mas aos 11 minutos, após recuo, Manoel tentou proteger a bola. Fábio, outra vez, estava posicionado para ficar com ela. Mas Canteros foi mais esperto. Roubou a bola e fez 2 a 0.

Três minutos depois, Manoel falhou novamente, Alecsandro puxou contragolpe e cruzou na medida para Gabriel decretar o placar final. Eram 17 minutos da segunda etapa, e o líder do Brasileirão já não tinha reação. Abusou dos cruzamentos e facilitou a vida rubro-negra.

 

Globoesporte.com

Portuguesa aproveita ausência de Neymar e faz 3 no Santos

Foto: Marcelo Pereira/Terra

Na noite deste sábado, o Santos deu mais uma demonstração de dependência a Neymar. Sem o camisa 11, suspenso, o clube alvinegro foi derrotado por 3 a 1 para a Portuguesa no Estádio Pacaembu, sem demonstrar nenhum poder de reação. Com dois gols de Bruno Mineiro, que chegou a 11 no Campeonato Brasileiro, e um de Léo Silva, a equipe treinada por Geninho fez uma apresentação segura, que mantém o clube longe da zona de rebaixamento.

O triunfo leva a Portuguesa aos 32 pontos, ultrapassando Náutico o e Bahia para assumir a 12ª colocação da Série A. O Santos segue com os mesmos 33 pontos com os quais iniciou a 26ª rodada da competição.

A derrota reforça a dependência do Santos a Neymar, já que, com a partida deste sábado, o clube alvinegro realizou 17 jogos sem o atacante, nos quais somou apenas 13 pontos. Nas outras nove partidas realizadas no Brasileiro, o Santos conquistou 20 pontos – seis vitórias, dois empates e uma derrota.

O Santos iniciou a partida dando sinais de que não sentiria a ausência de seu principal atleta. Logo aos 6min, o garoto Victor Andrade avançou pela ponta esquerda e cruzou para André. O centroavante santista, desmarcado, concluiu de primeira, mas isolou uma oportunidade clara de gol.

O ímpeto inicial, porém, passou rapidamente. Sem criatividade e não conseguindo trabalhar a posse de bola, o clube alvinegro foi se deixando dominar pelo rival paulista, que tomou as rédeas da partida e começou a pressionar os comandados de Muricy Ramalho.

Em uma cobrança de escanteio de Marcelo Cordeiro aos 37min, Luís Ricardo escorou de cabeça no primeiro pau e o artilheiro Bruno Mineiro apareceu livre para testar para o fundo das redes de Rafael. Cinco minutos depois, os comandados de Geninho ampliaram a vantagem com Léo Silva, que concluiu jogada iniciada por Bruno Mineiro e Rodriguinho para fazer o segundo.

A etapa complementar deu sequência ao que ocorria na inaugural, ou seja, a Portuguesa manteve o domínio do jogo e por pouco não fez mais um aos 3min, após bela arrancada de Moisés, que se livrou dos dois zagueiros santistas e de Rafael, mas concluiu na trave.

Rafael foi exigido novamente aos 16min em cobrança de falta de Marcelo Cordeiro, que dois miuntos depois alçaria nova bola para a área para Bruno Mineiro escorar de cabeça e encobrir o goleiro santista e marcar seu segundo no duelo.

Aos 29min, o Santos conseguiu seu gol de honra, também em jogada de bola parada. Bernardo levantou da intermediária para a marca do pênalti e André desviou, tirando de Dida e chegando ao seu sétimo gol no Campeonato Brasileiro.

Na próxima rodada, a Portuguesa recebe no Estádio Canindé o Atlético-MG, enquanto o Santos viaja a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio no Olímpico.

Ficha técnica

SANTOS 1 X 3 PORTUGUESA

Gols
SANTOS: André, aos 29min do segundo tempo

PORTUGUESA: Bruno Mineiro, aos 37min do primeiro tempo e aos 18min do segundo tempo, Léo Silva, aos 42min do primeiro tempo

SANTOS: Rafael; Douglas (João Pedro), Bruno Rodrigo, Durval e Juan (Bernardo); Arouca, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Patito Rodríguez (Miralles), André e Victor Andrade
Treinador: Muricy Ramalho

PORTUGUESA: Dida; Luís Ricardo, Gustavo, Valdomiro e Marcelo Cordeiro (Rogério); Ferdinando, Léo Silva, Boquita e Moisés; Rodriguinho (Lima) e Bruno Mineiro (Diego Viana)
Treinador:Geninho

Cartões amarelos
SANTOS: Felipe Anderson, Victor Andrade
PORTUGUESA: Gustavo, Valdomiro, Ferdinando, Boquita, Rodriguinho

Árbitro
Raphael Claus (SP)

Local
Estádio Pacaembu, em São Paulo

Terra

Contra o Palmeiras, Sport aproveita erros e vence a primeira no Brasileiro

Sport e Palmeiras reviveram a rivalidade de anos anteriores, fizeram um jogo disputado, com lances ríspidos, mas no fim os rubro-negros fizeram a festa na Ilha do Retiro. Aproveitando os erros do Verdão, a equipe da casa fez 2 a 1 e obteve na noite desta quarta-feira sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. Primeira vitória também para Vágner Mancini, que fez apenas seu terceiro jogo no comando do Sport. O Palmeiras jogou mal no primeiro tempo, melhorou no segundo, chegou a ter um gol anulado, mas amargou nova derrota na competição.

O jogo teve polêmicas. Além do gol anulado de Barcos, já no fim do segundo tempo, o árbitro Leandro Vuaden teve de observar duas ocorrências em campo: um torcedor que invadiu o gramado antes do início do segundo tempo, e um objeto atirado dentro das quatro linhas. Os lances devem ser citados na súmula de Vuaden.

O Sport chega aos cinco pontos na tabela do Brasileirão, e cumpre o objetivo de encostar nas primeiras posições. Já o Palmeiras permanece com apenas um ponto, em situação já preocupante. Como está mais focado nas semifinais da Copa do Brasil, o time de Felipão tem deixado escapar pontos importantes pelo Brasileiro.

O Sport volta a campo pelo Brasileirão no próximo domingo, às 18h30m (horário de Brasília), quando enfrenta o Cruzeiro fora de casa, em Varginha. Já o Palmeiras recebe o Atlético-MG no Pacaembu, sábado, às 21h.

Ousadia sem alegria

A ideia de escalar dois atacantes abertos pelas pontas era boa, pelo menos na teoria de Felipão. Com Luan e Maikon Leite na equipe, o Palmeiras começou a partida em cima do rival, pressionando a saída de bola e impedindo que o Sport fosse ao ataque. O esquema era promissor, mas faltou o principal: Valdivia. O volante Tóbi colou no Mago e não o deixou jogar, tornando-se trunfo da equipe de Vágner Mancini.

O meio-campo ficou muito vazio, e foi ali que o Sport se infiltrou e passou a dominar o jogo. Márcio Araújo e Marcos Assunção marcam muito pouco, não é de hoje. E debaixo de chuva torrencial e campo pesado, tudo ficou pior. O número de desarmes no primeiro tempo comprova isso: 17 para o Sport, nenhum para o Palmeiras. Isso mesmo, nenhum. Na defesa, Artur entrou sem ritmo de jogo pela lateral direita, facilitando investidas pelo setor.

Com tantos problemas defensivos, o Palmeiras não conseguiu se segurar por muito tempo. Na primeira escapada pelo setor dos volantes, o gol dos pernambucanos saiu. Aos 14 minutos, em boa troca de passes com Felipe Azevedo, Marquinhos Paraná invadiu a área e tocou na saída de Bruno: 1 a 0. A imagem era clara: Marquinhos chutando a gol e Márcio Araújo, um metro atrás, esbaforido e tentando alcançar o jogador do Sport sem sucesso.

A ousadia no ataque custou caro ao Palmeiras, que continuou sem qualquer poder de criação no meio-campo. Coube a Henrique assumir o papel de Valdivia. O zagueiro, que tem treinado como volante, virou meia para fazer o que nenhum dos companheiros de Barcos fez: um passe que o deixasse em condições de chutar a gol. Aos 37 minutos, com assistência de Henrique, o argentino finalizou de pé esquerdo, sem chances para Magrão.

O Palmeiras passou a entender o posicionamento do Sport, e abriu mais seus pontas, forçando o mesmo movimento dos laterais da equipe rubro-negra. Com mais espaço na área, Maikon Leite quase virou o jogo ainda no primeiro tempo, em bola que passou raspando a trave. A equipe da casa se encolheu, e a sempre quente Ilha do Retiro esfriou.

É chato, mas resolve

O Sport equilibrou as ações no segundo tempo e teve um jogador fundamental para infernizar a vida da defesa palmeirense. Contratado para o Campeonato Brasileiro, o meia-atacante Felipe Azevedo foi chato. Caiu demais, mergulhou para tentar um pênalti, cavou faltas, discutiu com adversários. No entanto, todas as bolas passaram pelos seus pés. Sem marcação, ele fez a diferença a favor da equipe pernambucana.

O Palmeiras teve mais posse de bola. O problema é que tocou, tocou, tocou e não armou uma jogada perigosa sequer. Magrão praticamente não teve trabalho na segunda etapa. A bola parou de chegar a Barcos, que teve de voltar para a zona intermediária com a intenção de buscar o jogo, tentar algo diferente. Os erros de passes impediram um bom desempenho do ataque do Palmeiras.

Os mesmos erros foram determinantes para o Sport vencer o jogo. Aos 26 minutos, em uma saída de bola equivocada de Luan, Felipe Azevedo desarmou o adversário e avançou livre pelo meio. Confiante, ele chutou de longe e contou com uma colaboração de Bruno para decretar o 2 a 1 a favor dos rubro-negros. A Ilha do Retiro, enfim, virou um caldeirão.

Luiz Felipe Scolari esperou o Palmeiras levar o gol para fazer mudanças. Na vaga dos inoperantes Artur, Valdivia e Luan, os reservas Cicinho, Daniel Carvalho e Mazinho tiveram apenas 15 minutos para tentar mudar a situação. Muito pouco. O Palmeiras ainda reclamou de um gol anulado de Barcos, que teve impedimento de Henrique no lance. Jogada bem duvidosa, mas que não esconde mais uma má atuação da equipe alviverde. Ainda há um ensaio final contra o Atlético-MG antes de rumar para as semifinais da Copa do Brasil, contra o Grêmio. Já o Sport mantém a invencibilidade de Vágner Mancini.

Globoesporte.com

Bugre aproveita falhas, derruba o Verdão e garante dérbi com a Ponte

A semifinal do Campeonato Paulista terá um dérbi, mas a cerca de 90 quilômetros de São Paulo. Depois de um primeiro tempo horrível de Guarani e Palmeiras, o Bugre foi muito superior no segundo tempo, construiu um justo 3 a 2 neste domingo, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, e vai pegar a Ponte Preta na próxima semana. Os dois “favoritos” da capital, Verdão e Corinthians, terão de assistir ao eletrizante clássico de Campinas pela televisão.

Fabinho, o homem do jogo, fez dois gols. Fumagalli marcou um golaço olímpico. Marcos Assunção e Henrique diminuíram para o Palmeiras. Enquanto a equipe de Oswaldo Alvarez se mostrou consciente e contou com grande atuação do ataque, o Verdão apresentou as velhas falhas no sistema defensivo e está eliminado. O time do Palestra Itália ainda saiu reclamando muito da arbitragem de Vinícius Furlan – os jogadores chegaram a cercar o juiz, reclamando uma falta em Marcos Assunção no lance que originou o terceiro gol do Bugre.

O Guarani vai encarar a Ponte em data a ser definida nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol, no Brinco de Ouro. Já o Palmeiras terá de se concentrar na Copa do Brasil: na quarta-feira, encara o Paraná Clube, pela primeira partida das oitavas de final.

Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)Jogadores do Guarani comemoram a classificação para a semifinal (Foto: Rodrigo Villalba / Divulgação)

Medo de vencer

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, surpreendeu ao escalar Luan no ataque, ao lado de Barcos. Enquanto treinava com dois centroavantes durante a semana, Felipão escondeu o atacante, que se recuperava de lesão, e o colocou na função tradicional: muita correria e explosão pelo lado esquerdo do campo. Do outro lado, Vadão dizia já esperar alguma surpresa do colega, e por isso não se incomodou.

No início, Guarani e Palmeiras se retraíram, um esperando o erro do outro. O Verdão tentou conduzir um pouco mais a bola, com a qualidade de Daniel Carvalho e Marcos Assunção. Ainda sem ritmo, Luan cansou rapidamente. Atrás de um dos gols do Brinco de Ouro, cerca de 4.400 palmeirenses não pararam de cantar, mas se irritavam a cada erro de passe que interrompia um lance perigoso.

Depois do “estudo” inicial, os dois times se soltaram um pouco mais, mas sem muita convicção. O jogo ficou sofrível, e as chances só apareceram mesmo nos erros das duas defesas. Hernán Barcos, que travou duelo particular com Domingos, aproveitou uma falha do zagueiro para quase abrir o placar. Mas Luan, no rebote, desperdiçou. Minutos depois, Daniel Carvalho exigiu a única defesa difícil de Emerson no primeiro tempo.

O Bugre investiu na principal deficiência do Palmeiras: a bola aérea. A troca de Leandro Amaro por Maurício Ramos melhorou a performance da defesa do Verdão, mas ainda houve sustos. Por baixo, o arisco Fabinho tentou confundir a zaga palmeirense, sem sucesso. A chave era mesmo jogar a bola na área de Deola – duas boas oportunidades surgiram assim. Nada que empolgasse o torcedor bugrino, que vibrou mais com os carrinhos de Domingos do que com os lances perigosos.

Fabinho fez dois gols no jogo Guarani x Palmeiras (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Fabinho mostra quantos gols fez no jogo
(Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Temos um jogo!

O descanso do intervalo fez bem demais às duas equipes, principalmente ao Guarani. Depois de 45 minutos de marasmo, o jogo, enfim, começou para valer. Avassalador, o time de Vadão passou a marcar a saída de bola do adversário e levantou a torcida, que estava aflita, mas começou a acompanhar o ritmo da equipe da casa.

Logo aos cinco minutos, a pressão deu resultado. Fumagalli bateu um escanteio venenoso. A zaga não subiu, Deola saltou sem sucesso, e a bola bateu na trave oposta ainda antes de entrar. Golaço olímpico no Brinco de Ouro que a torcida mal teve tempo de terminar de comemorar. Três minutos depois, em um contra-ataque fulminante, Oziel deixou Henrique para trás e cruzou rasteiro para Fabinho escorar. Loucura total na torcida do Guarani, clima de velório na arquibancada do visitante.

O alívio bugrino durou um minuto. Aos nove, o jogo já estava 2 a 1, com Marcos Assunção aproveitando de carrinho um rebote na pequena área – além de bater faltas e escanteios, o capitão ainda fez as vezes de centroavante neste domingo.

Vendo a situação se complicar e sem alternativas, Felipão chamou Valdivia, que está longe de sua melhor forma. O volume de jogo do Palmeiras aumentou, e o recuo exagerado do Guarani deu a impressão de que os 30 minutos finais se tornariam um ataque contra defesa. O problema é que o Verdão foi à frente mais na base da disposição, sem organização. A ordem era chutar de qualquer lugar – Assunção, Luan e Barcos tentaram, martelaram, mas não marcaram.

Fernandão entrou para aumentar a estatura dentro da área, indicando o desespero de um Palmeiras prestes a ser eliminado. Antes encurralado na defesa, o Bugre aproveitou um contra-ataque, quase marcou o terceiro, e abusou da cera para esfriar a reação adversária. Mais assustado, o Verdão se perdeu psicologicamente e não conseguiu criar qualquer chance para empatar.

Nos acréscimos, Fabinho, o melhor em campo, aproveitou mais uma falha de Deola, que não conseguiu cortar a bola num cruzamento por baixo, e ampliou a vantagem para 3 a 1. Logo depois, Henrique ainda conseguiu diminuir, no último minuto, mas não havia tempo para uma reviravolta. A festa no interior ficou completa.

Jogadores do Palmeiras após derrota para o Guarani (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Palmeirenses deixam o estádio de cabeça baixa (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
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