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Paraibanos são vice-campeões mundiais de robótica, mas esbarram na falta de apoio

roboticaUm professor e dois alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) de Cajazeiras, Sertão paraibano, a 485 km de João Pessoa, foram vice-campeões mundiais na competição internacional de robôs controlados via internet, a Mercury Remote RobotChallenge, realizada e promovida no dia 18 deste mês, pela Universidade do Estado de Oklahoma, nos Estados Unidos.

O trio paraibano desbancou outras 26 equipes, vindas de países como o México, Colômbia e de países asiáticos, além de vários times dos Estados Unidos e outras equipes brasileiras e conquistaram o vice-campeonato.

Para participar da competição internacional, os cajazeirenses disputaram uma seletiva estadual contra alunos e professores de outros campus do IFPB e ficaram entre os dois melhores colocados, garantindo a participação e o custeio das passagens que foram pagas pela instituição de ensino. Duas equipes da Capital também participaram da competição nos EUA.

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O robô, projetado e construído pelo professor Raphaell Maciel e os alunos Kleysson Cavalcante e Natanael Queiroz, foi feito a partir de peças e um chip.

“O processo foi todo realizado nos laboratórios do IFPB. Fomos projetando, construindo e testando o robô. Além do motor e de outras peças, o robô possui um micro controlador, que funciona como um sistema embarcado, que é um chip que possibilita que a gente programe e insira um código para que ele faça o que a gente determina”, afirmou o professor.

Durante a competição, o robô, controlado pela internet, teria que estar a cerca de 80 km de distância do piloto. A equipe optou por colocar um celular acoplado ao robô e desenvolveu um aplicativo para que, à distância, o piloto pudesse controlá-lo.

A competição foi disputada em duas etapas. De acordo com o professor, a primeira etapa, que foi eliminatória, serviu para que as equipes demonstrassem a conectividade do robô com a internet e, posteriormente, a máquina seria desligada da rede, tendo que se reconectar por conta própria.

Classificadas, as equipes teriam que percorrer um circuito e realizar tarefas no menor espaço de tempo possível.

“Na segunda etapa, o robô tinha que percorrer um circuito e realizar tarefas, como passar por um túnel escuro, passar por uma ponte e simular o resgate de uma vítima, através de uma bolinha que ele tinha que ser pega e depositada em um cilindro do outro lado do circuito. Cada tarefa recebia uma pontuação. Concluímos com o tempo de cerca de nove minutos e só perdemos para os asiáticos, que ficaram com um tempo próximo dos sete minutos”, disse o professor.

Ainda segundo o professor, o trio paraibano foi para a competição com a pretensão de fazer um bom trabalho, mas ficaram felizes com o vice-campeonato mundial.

“Fomos sem pretensão de ganhar, mas queríamos ter um bom desempenho. Tínhamos o objetivo de ver como era a competição e conhecer novas tecnologias. A nossa colocação nos deixou felizes. Ficamos satisfeitos com o resultado, que é fruto de um trabalho que começou há um tempo, desde a minha graduação e com os estudos dos meus alunos”, contou Raphaell Maciel.

Natanael Queiroz, aluno integrante da equipe, contou que mesmo estando relativamente no início do curso, já conquistou um importante título.

“Foi uma emoção muito grande. Eu comecei no terceiro período agora e já ter um destaque em uma competição internacional é muito bom. Pretendo continuar para conseguir outros objetivos e mais conquistas para a Paraíba”, disse Natanael.

Conquista mundial esbarra na falta de apoio

Embora tenham conquistado o vice-campeonato mundial em uma área concorrida como a robótica, os paraibanos sofrem com a falta de apoio por parte das autoridades e da comunidade em geral.

“Temos capacidade de ter um bom desempenho em competições mundiais, mas desde que sejam ofertadas as condições. Infelizmente não tivemos investimento de outras pessoas ou empresários no nosso projeto. A realidade que vimos é que os outros participantes têm investimento da comunidade, diferente do que vemos no Brasil, que dificulta e nos limita muito com a questão da verba para pesquisa e desenvolvimento”, concluiu o professor Raphaell.

Kleysson Cavalcante, aluno integrante da equipe, disse que se sente feliz com a conquista, mas cobrou apoio da comunidade.

“A gente se sente com o objetivo alcançado e com o nosso esforço tendo valido a pena. O segundo lugar para gente é como se fôssemos campeões. Mas, espero que o pessoal veja que temos capacidade e apoie mais. Lá, nós vimos que as equipes locais e de outros países são acompanhadas pelos institutos e pela comunidade. Um título para eles é como se fosse um título para a comunidade local, diferente do que vemos aqui”, contou Kleysson.

portalcorreio

Pessoas com problemas de saúde em comum se unem no Facebook em busca de apoio

amigos-faceUma das maiores características da internet é reunir milhares de pessoas com interesses comuns e grupos estão usando cada vez as redes sociais para trocar informações sobre problemas de saúde: conhecer alguém com um caso semelhante pode ajudar uma pessoa a tomar decisões importantes, como fazer ou não determinado procedimento, ou descobrir novas formas de terapia e tratamento e também para conseguir apoio emocional.

Há cinco anos, quando descobriu que o marido tinha Atrofia dos Múltiplos Sistemas, uma doença rara, a aposentada Claudeth Ribeiro resolveu abrir uma página no Facebook, “mais procurando informações do que fornecendo”. Ela lembra que na época se sabia pouco sobre a doença no Brasil, mas todos que tinham algum conteúdo compartilhavam no grupo.

“Algum tempo depois, quando meu marido foi atendido no Hospital Sarah [Kubitschek, em Brasília], pedi dicas de onde encontrar mais informações e me indicaram a comunidade que eu mesma fiz, sem saberem disso”, conta Claudeth.

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Hoje, com 480 curtidores, a página recebe muitos membros que tiveram um parente recém- diagnosticado. Claudeth diz que muitas vezes prefere responder as perguntas dos recém chegados por e-mail ou por telefone, já que a doença é grave e leva à morte, e ela acha necessário ter mais cuidado na abordagem.

“O vínculo que se cria é assim: eu já passei e você vai passar, eu perdi o meu, você também vai perder. É uma doença que a gente sabe que vai perder para ela, não tem uma expectativa que tal remédio vai melhorar. Não vai. É uma doença que acaba com o sistema autônomo do corpo e a pessoa vai parar de andar, falar e respirar”, explica a aposentada.

Claudeth acrescenta que o grupo prepara os membros para os próximos passos da doença, algo necessário, psicológica e logisticamente. Além disso, dois anos depois, quando perdeu o marido, ela se sentiu extremamente apoiada pelos amigos que fez no grupo. Hoje, três anos após a perda, continua participando das discussões do grupo.

As comunidades são as mais diversas. Pessoas com epilepsia, alta miopia, que fizeram ou vão fazer cirurgia bariátrica, por exemplo, se encontram virtualmente nesses grupos e se sentem bem por terem encontrado alguém que passou por situações parecidas.

“Queria agradecer à página. Antes, eu me sentia sozinho por ser o único com alta miopia, mas agora, com essa página, eu me sinto sozinho com um monte de gente”, brincou um dos integrantes da comunidade Alta Miopia, onde os membros indicam tipos de lentes que ficam mais finas e contam experiências cirúrgicas que tiveram.

A comunidade Cirurgia Bariátrica – Eu Fiz/Vou Fazer traz fotos de antes e depois, dramas de quem não conseguiu aprovação do plano de saúde para fazer o procedimento, dispositivos legais que podem ser usados para ter o procedimento autorizado e ainda indicações de receitas compatíveis com o pós-cirúrgico.
Para a psicóloga Bárbara Conte, doutora em psicologia pela Universidade Autônoma de Madri, grupos como estes funcionam como formas de enfrentar o desconhecido, a doença e, em última instância, a morte.

Bárbara alerta que muitas vezes as pessoas se escondem do mundo real nesses grupos: “Ao invés de conviver, falar, se enfrentar com o sofrimento, elas se encapsulam no grupo e ficam mais sozinhas. A chamada vida real é um espaço que nos coloca diante da frustração. O mundo virtual, às vezes, é uma tentativa de não se ver frustrado e, portanto, privado. Pode ser um escape, assim como pode ser uma forma de se fortalecer frente ao difícil momento que é uma doença”.

Fonte: Agência Brasil

PSB, PT e PCdoB pedem apoio a OAB-PB a projeto de reforma política

odonOs presidentes estaduais do PT, Charliton Machado; do PSB, Ronaldo Barbosa; e do PCdoB, Simão Almeida; visitaram, na tarde desta quinta-feira (26), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), Odon Bezerra, para pedir apoio da OAB-PB a Frente Partidária em defesa da reforma política e democracia no Brasil.

De imediato, Odon Bezerra garantiu apoio da Ordem ao movimento, que realizará sua primeira atividade na próxima quinta-feira (05), na sede da Associação Paraíba de Imprensa (API), localizada na Avenida Visconde de Pelotas, centro de João Pessoa (PB). Outra atividade da frente será uma mobilização de rua, no próximo dia 13 de março, organizado pela Consulta Popular e outros movimentos.

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O presidente do PT, Charliton Machado, destacou que o objetivo da “Frente Partidária é chamar a sociedade civil organizada e dizer que ele tem que pautar a reforma política, ser protagonista e não aceitar as coisas de cima para baixo”.

Cristiano Teixeira – MaisPB

Deputado não acredita em traições, mas cobra “compromisso” dos que assinaram lista em apoio a Galdino

lindolfo-piresAo contrário do seu colega Tião Gomes (PSL), o deputado Lindolfo Pires (DEM) não quer nem ouvir falar na palavra traição. Lindolfo acha que os apoiadores do candidato governista a presidente da Assembleia Legislativa manterão a palavra, embora tenha cobrado publicamente o “compromisso” assumido pelos que assinaram a lista em favor de Adriano Galdino (PSB).

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“Quem assina lista, tem intenção de votar. Os que colocam o nome (na lista) devem cumprir com o compromisso”, alertou Pires.

Segundo relatos do Blog do Wanderlan Farias, os deputados José Aldemir Meireles (PEN) e Manoel Ludgério (PSD) foram os primeiros a tocar no assunto, insinuando que o governador Ricardo Coutinho (PSB) não teria confiança em sua bancada e, por isso, teria obrigado os parlamentares a assinarem a lista de apoio a Galdino. Depois foi a vez de Tião Gomes (PSL), aliado do governador, afirmar publicamente que “trairagem” na eleição da Mesa da Assembleia seria um fato natural. Galdino conta com uma relação de apoio com 21 assinaturas de deputados. Se fosse pelo número de assinaturas, a eleição estaria decidida.

Mas, essa tal lista parece que acirrou ainda mais a disputa, embora o presidente Ricardo Marcelo (PEN), provável adversário do socialista, tenha adotado o silêncio como estratégia.

PB Agora

Atores de Hollywood manifestam apoio a Dilma e Aécio na internet

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto, as campanhas a favor de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) ultrapassaram as fronteiras do país, repercutindo inclusive em Hollywood. Nos últimos dias, a candidata petista à reeleição e o presidenciável tucano receberam, respectivamente, o apoio dos atores Danny Glover e Lindsay Lohan em redes sociais.

Um dos protagonistas da franquia “Máquina Mortífera”, Danny Glover aproveitou na semana passada o intervalo das gravações de um filme no México para posar para uma fotografia segurando um cartaz de apoio à candidata do PT. Glover, que já veio diversas vezes ao Brasil, é um conhecido militante político. O perfil de Dilma no Facebook, administrado pelo PT, publicou a imagem na última sexta-feira (17).

“O Brasil é o maior país do mundo em combate à miséria e, nestes 12 anos, deu um exemplo para a humanidade. Espero que o povo saiba reconhecer e vote corretamente!”, publicou o perfil de Dilma, atribuindo a frase a Glover.

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Nesta terça-feria (21), foi a vez da polêmica atriz Lindsay Lohan, que gravou filmes como “Sorte no amor”, publicar uma mensagem em sua conta no microblog Twitter em apoio a Aécio Neves.

“Eu apoio Aécio Neves para a candidatura presidencial. A plataforma dele leva mudanças positivas para o Brasil”, publicou.

O ator ativista Mark Ruffalo participa da Marcha Popular pelo Clima em Nova York (Foto: Craig Ruttle/AP)

O ator Mark Ruffalo participou da Marcha Popular
pelo Clima em Nova York (Foto: Craig Ruttle/AP)

Em setembro, o ator Mark Ruffalo chegou a gravar vídeo apoiando a candidata derrotada do PSB à Presidência, Marina Silva. Defensor do casamento gay, o intérprete da última versão de “Hulk” nos cinemas retirou seu apoio após a presidenciável tirar de seu programa de governo trecho em que defendia a aprovação de uma lei regulamentando a união entre pessoas do mesmo sexo.

Em seu blog, Ruffalo disse não ser especialista em política brasileira, mas ponderou que os direitos das mulheres, dos homossexuais e os direitos ambientais fazem parte de um pacote de visão de mundo que ele tem.

G1

 

Apoio de Marina a Aécio esvazia comando da rede em SP

marinaO apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB) ao candidato do PSDB à sucessão presidencial, Aécio Neves, causou uma debandada na Executiva Estadual da Rede em São Paulo. Em carta, divulgada nesta segunda-feira (13), sete coordenadores do partido, que foi abrigado pelo PSB na disputa eleitoral deste ano, pediram renúncia de suas atribuições no comando estadual.

No texto, o grupo afirma que o apoio a qualquer um dos candidatos à sucessão presidencial que passaram para o segundo turno reforça a polarização entre PT e PSDB, a qual foi criticada pela Rede no primeiro turno da disputa presidencial.

“Um apoio, explícito ou velado, por parte da Rede a qualquer um dos candidatos finalistas reforça o argumento daqueles que acusam a sigla de ser mais do mesmo, de ser só uma nova roupagem para a velha e corrupta política que tanto nos dispusemos a combater”, disse.

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Em uma crítica ao PSDB, o grupo afirma que não pode servir indiretamente a um projeto de poder que “já foi testado” e com o qual ele não concorda.

“As nossas esperanças de um Brasil mais justo, mais ético e mais sustentável mostraram-se como mercadorias, à venda por promessas que não surtirão resultados a médio e a longo prazo”, ressaltou.

Ao todo, deixaram a Executiva da Rede em São Paulo os coordenadores executivos Valfredo Pires e Marcelo Pilon; os coordenadores de comunicação Emílio Franco e Renato Ribeiro; os coordenadores de finanças Gérson Moura e Marcelo Saes e o coordenador de organização Washington Carvalho.

O porta-voz da Rede em São Paulo, Alexandre Zeitune, lamentou a renúncia dos integrantes do comando estadual do partido. “Houve um debate interno e foi decidido seguir a decisão nacional. Há um grupo que se sentiu incomodado e a gente lamenta”, disse.

 

Brasil 247

 

Prefeito e lideranças de Cacimba de Dentro afirmam apoio a Cássio

cassioA assessoria de imprensa do candidato Cássio Cunha Lima confirmou no decorrer da tarde desta segunda-feira que o  prefeito de Cacimba de Dentro, Edmilson Gomes de Sousa (PMDB)  acompanhado do seu vice-prefeito, Marco Antônio Firmino e do do ex-prefeito, Clidenor José, Edmilson deixou claro que a decisão é de toda a base do partido na cidade anunciaram a adesão à Coligação “Vontade do Povo”.

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Toda a articulação política  para a adesão de Edmilson e seu grupo foi feita pelo deputado federal reeleito, Benjamim Maranhão (SD), que ainda arregimentou o apoio de mais nove vereadores da Câmara Municipal de Araruna. São eles: Reginaldo, Castelo, Neto, Nega, Quedônia, Marcos cabeludo, Tico Nascimento, Sara Dias e Galego Ferreira.

As lideranças estiveram com o candidato Cássio para confirmar o apoio porque acreditam na sua vitória e ainda porque o futuro governador terá uma atenção especial ao Curimataú levando obras e ações para o desenvolvimento da região.

 

Walter Santos
WSCOM Online

Presidente do PSB rompe com Marina e formaliza apoio à candidata Dilma Rousseff

robertoO presidente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral, anunciou neste domingo em carta aberta aos militantes do PSB e ao povo brasileiro que não concorda com a decisão de Marina Silva de apoiar Aécio Neves, portanto, rompe com sua ex-candidata e confirma apoio à reeleição de Dilma Rousseff à presidência da República.

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Eis o Manifesto, a seguir:

Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro 

A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes. O Senador Capiberibe votou em Dilma Rousseff.

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.

Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.

O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais.

É o de aprofundar a democracia.

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciámos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.

Roberto Amaral

 

wscom

Prefeita do PMDB considera equivocada decisão do partido e reafirma apoio a candidatura de Cássio no segundo turno

prefeitaA prefeita da cidade de Cuité, no Curimataú paraibano, Euda Fabiana (PMDB ), declarou neste sábado (11) que não seguirá o partido no apoio a Ricardo Coutinho (PSB) e reafirmou que seguirá a tucano Cássio Cunha Lima (PSDB) no segundo turno das eleições.

Em entrevista ao MaisPB, Euda Fabiana considerou “equivocado” o anuncio da adesão do partido ao socialista e disse que a maioria das lideranças peemedebistas não concordam com a aliança.

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“Porque os mesmos faziam oposição ferrenha discordando de quase tudo que o governo fazia. A maioria dos peemedebistas não concordam com essa aliança”, disse a gestora que é esposa do ex-deputado estadual Bado Venâncio.

Roberto Targino – MaisPB

Roberto e Fátima Paulino decidem por apoio a reeleição de Ricardo Coutinho

Foto: Ascom
Foto: Ascom

O ex-governador Roberto Paulino (PMDB), a ex-prefeita de Guarabira, Fátima Paulino (PMDB), seis vereadores e sete suplentes do município anunciaram, nesta sexta-feira (10), apoio à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB) neste segundo turno. As adesões foram e construídas pelo empresário e suplente de senador João Rafael.

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Também anunciaram apoio a Ricardo, os vereadores Bica (PSC), Saulo de Biu (PPS), Gerson do Gesso (PPL), Zé Ismai (PHS), Michele Paulino (PMDB) e Adriana Severo (PSC).

As adesões foram confirmadas nesta manhã, durante encontro que reuniu mais de 150 lideranças de associações de bairros e representantes de entidades de classe.

Após anunciar sua decisão, Roberto Paulino falou com o governador por telefone e comprometeu-se em se engajar na campanha do candidato da ‘Força do Trabalho’ em toda a região do Brejo.

Poucas horas depois de aderir a Ricardo, Roberto e Fátima Paulino já estavam arregimentando o apoio de outras lideranças políticas de várias cidades da região, como Guarabira, Araçagi, Pirpirituba, Cuitegi, Sertãozinho e Pilõezinhos.

“Nós tínhamos que tomar uma posição, então convidei a militância, liguei para muita gente, consultei na zona rural, nos bairros, os vereadores, fizemos uma reunião prévia com os vereadores e o apelo era para que nós pudéssemos anuncia o apoio a Dilma e a Ricardo Coutinho”, disse o o ex-governador peemedebista.

O suplente de senador João Rafael ressaltou que, com o apoio do grupo liderado por Roberto e Fátima Paulino, Ricardo vai conseguir vencer as eleições no Brejo neste segundo turno.

Ele contou que, no final da tarde de sexta-feira, mais de 200 carros foram adesivados com material de propaganda do governador socialista. “Já estamos programado para domingo (12) um reunião com todas as lideranças da nossa região para traçarmos estratégias de campanha para a próxima semana”, revelou.

Fonte: Da Redação com Ascom