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Cunha pretende revelar o preço do PMDB de Temer para apoiar Dilma nas eleições

cunhaFaltavam 16 dias para o segundo turno das eleições de 2014 quando Eduardo Cunha enviou uma mensagem, em tom de ordem, ao presidente da OAS, Léo Pinheiro. “Vê Henrique seg turno”, escreveu o então líder do PMDB, em 10 de outubro, pedindo ajuda financeira para a reta final da campanha do aliado Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte. Como o dinheiro demorava a cair, Cunha ficou impaciente. “Amigo, a eleição é semana que vem, preciso que veja urgente”, escreveu, três dias depois. “Tem de encontrar uma solução, senão todo esforço será em vão”, insistiu, dali a dois dias. Pinheiro respondia sempre que estava com dificuldades para levantar novos recursos. Cunha, habilidoso negociador, decidiu resolver o problema por conta própria. Providenciou com dirigentes da Odebrecht uma transferência eletrônica de R$ 4 milhões da empreiteira para o comitê nacional do partido em 23 de outubro. Naquele dia, um cheque do mesmo valor saiu da cúpula da sigla para o diretório do PMDB-RN e, ao longo da semana, todos os R$ 4 milhões chegaram à conta da campanha de Alves.

O episódio diz muito sobre Cunha e o PMDB. Ao contrário do PT, o PMDB não teve, nas eleições mais recentes, um tesoureiro responsável por centralizar a arrecadação e a distribuição de dinheiro de campanha – é por isso que, no petrolão, não se descobriu no partido de Cunha figuras como João Vaccari e Delúbio Soares. A maior legenda do Brasil constitui-se numa aglomeração de chefes políticos que, a depender do momento e da oportunidade, organizam-se regionalmente ou no Congresso. Divide-se, em Brasília, em dois grupos principais: o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado. A arrecadação de doações eleitorais obedecia a essa estrutura política. O caixa eleitoral do partido, no entanto, era único. Empresários doavam a uma conta nacional, mesmo que quisessem repassar o dinheiro a um candidato específico. A confusão era certa. Não era fácil identificar qual doação pertencia a qual candidato – às vezes, mais de um candidato.

Cunha, graças a seu excelente relacionamento com os maiores empresários do país, conforme o episódio com Léo Pinheiro deixa claro, encarregava-se, sobretudo na campanha de 2014, de resolver as encrencas. Conhecia todo mundo que doava e conhecia no PMDB todo mundo que receberia, ou deveria receber, o dinheiro. Tornara-se, de certa maneira, um tesoureiro informal do PMDB. Agora, esse tesoureiro está preso pela Lava Jato – e seus segredos não estão somente na Suíça.

Cunha, portanto, conhece como ninguém os bastidores da arrecadação do PMDB em 2014. Meticuloso, guardou documentos e anotou todos os detalhes, incluindo valores e destinatários, das doações – legais e ilegais – daquela campanha. Nelas, há até datas e locais de encontros com empresários, lobistas e políticos do PMDB. Na pauta, sempre dinheiro de campanha. “Ou dinheiro pago durante a campanha”, disse ele recentemente a amigos, com leve ironia. Ele se referia ao fato muito conhecido, nos bastidores do poder, de que eleições são oportunidades para políticos ganharem dinheiro. Afinal, uma vez na posse das contribuições, legais ou ilegais, dos empresários, um político pode usá-las para produzir santinhos – ou produzir saldo em contas na Suíça.

Nos últimos meses, conforme a perspectiva de que fosse preso tornava-se cada vez mais próxima, Cunha, percebendo-se sem saída, reuniu os documentos e organizou as anotações. Passava os dias – e as madrugadas – consultando os arquivos, em papel e no computador, e a memória. Criou pastas para cada alvo. Preparava-se para tentar, no momento certo, uma delação premiada. (Seus advogados chegaram a sondar a Procuradoria-Geral da República, mas as conversas não avançaram.) Parte do material serviria para o livro que Cunha estava escrevendo sobre os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff. Nele, Cunha descreveria os fatos políticos da queda da petista, sem mencionar ilegalidades. Estas ficariam para a delação.

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Anísio: “Não tem cabimento PT apoiar PSDB em CG. PSDB é bem vindo em JP”

anisio“Uma coisa é ser apoiado, outra coisa é apoiar”, essa é a analise do deputado estadual Anísio Maia (PT) sobre a declaração da vereadora Eliza Virgínia (PSDB) ao Portal MaisPB nesta quarta-feira (24). A tucana propôs uma dobradinha do PT com o PSDB em João Pessoa e Campina Grande para a reeleição dos prefeitos Luciano Cartaxo (PT) e Romero Rodrigues (PSDB), mas o deputado descartou a possibilidade.

“Não tem cabimento o PT apoiar o PT em Campina Grande”, disse o deputado, em contato com o MaisPB na noite desta quarta-feira. Sobre João Pessoa, Anísio agiu diferente, o petista afirma que a candidatura de reeleição de Cartaxo estará “de braços abertos” para receber o apoio dos tucanos na Capital.

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Anísio argumentou que cabe ao prefeito Luciano Cartaxo tratar as alianças para a reeleição e adiantou que um grupo de petista já trabalha para viabilizar as alianças de 2016, mas disse que não está nesta comissão.

Écliton Monteiro – MaisPB

RC suspende gastos com eventos culturais e Estado não vai apoiar festas de São João

Divulgação/ALPB
Divulgação/ALPB

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), suspendeu o uso de dinheiro público no financiamento de festas e eventos culturais por 60 dias. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (19) no Diário Oficial do Estado.

Com o decreto assinado pelo gestor, fica confirmado que o Estado não destinará verba em apoio às festas juninas, tão tradicionais na Paraíba e demais estados do Nordeste. Ficam sem patrocínio, inclusive, as comemorações em Campina Grande, que faz “O maior São João do Mundo”.

“Ficam suspensas, pelo prazo de 60 dias, a contar da publicação deste decreto, as despesas públicas para quaisquer beneficiários com finalidade de patrocínio e de apoio à realização de festividades, eventos culturais, solenidades, confraternizações, festas, enfeites, presentes e outras situações similares, ressalvados os casos relacionados às ações governamentais. As disposições contidas neste artigo não se aplicam aos serviços públicos essenciais das áreas de saúde, segurança e educação, desde que a prática de tais atos esteja condicionada à existência de disponibilidade orçamentária e financeira”, diz o decreto.

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No início do mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou que os 223 municípios da Paraíba evitassem gastos excessivos com festas juninas. No ofício encaminhado aos municípios, o TCE-PB diz que a realização de eventos custeados com recursos públicos somente é justificável nas hipóteses de tradição cultural, de incremento de receita decorrentes de atividades turísticas ou de interesse público relevante. O documento afirma que a contratação de bandas, grupos musicais, profissionais ou empresas do setor artístico, devem obedecer a uma série de determinações e instruções normativas, além dos gestores serem obrigados a apresentar todos os documentos que comprovem as despesas realizadas.

 

portalcorreio

Manoel Júnior deixa disputa pela liderança do PMDB e passa a apoiar deputado da Bahia

manoel-jrO deputado federal Manoel Júnior deixou a disputa para liderança do PMDB na Câmara Federal e passou a apoiar a candidatura do deputado baiano Lúcio Vieira Lima. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (9) durante reunião com parte da bancada do partido.

“O grupo do Sul, formado por deputados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Brasília se reuniu e fez uma escolha entre os quatro candidatos: Manoel Júnior, Danilo Forte, Marcelo Castro e Lúcio Vieira Lima. O escolhido foi Lúcio Vieira Lima. Os outros três concordaram com a escolha porque tinha sido previamente acertado entre nós. Fui muito bem votado, mas não consegui ter a maioria dos votos”.

O parlamentar antecipou que o esquema de rodízio ficou previamente acordado e deverá ocorrer nos próximos três anos. “Ele (Lúcio Vieira Lima) vai passar um ano e nós vamos entrar na disputa dos outros anos”, explicou.

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Manoel Júnior informou também que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, deverá realizar uma reunião nesta terça-feira (10) para tentar um entendimento e evitar uma disputa entre Lúcio Vieira Lima e Leonardo Picciani, que também disputa a liderança do partido. “Cunha está tentando um acordo”, disse.

BlogdoGordinho

Prefeito que pintava prédios de vermelho é expulso do PT por apoiar tucanos

Prefeito de Barrinha pinta a Prefeitura de vermelho, cor do partido (Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)
Prefeito de Barrinha pinta a Prefeitura de vermelho,
cor do partido (Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)

O prefeito de Barrinha (SP), Mituo Takahashi, conhecido por pintar os prédios públicos da cidade de vermelho, com suposta alusão ao PT, foi expulso do partido após apoiar candidatos do PSDB durante as eleições deste ano. Segundo o diretório municipal do PT, Katiá, como é chamado, cometeu infidelidade partidária por apoiar uma legenda da oposição. Procurado pela reportagem do G1, o chefe do Executivo não foi encontrado para comentar o caso.

“Ele tirou fotos com candidatos a deputado federal, estadual e a governador que não faziam parte da coligação do PT, eram todos do PSDB”, afirma o secretário-geral do Diretório Municipal do partido em Barrinha, Alcides Ignácio de Barros Filho. “É uma falta grave o que ele cometeu aqui, então o diretório e a comissão de ética municipal consideraram que não havia condição dele permanecer no partido”, diz.

Segundo o secretário-geral, o que Katiá fez foi campanha e cometeu erro grave, segundo o estatuto do partido. “Ele entregou panfletos, foi para a rua, participou de cafés da manhã com os candidatos, botou adesivo no peito de apoio a outros candidatos que não eram PT, foi uma falta grave”.

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Em um panfleto divulgado pelo diretório municipal, o prefeito de Barrinha aparece ao lado dos candidatos a deputado federal Duarte Nogueira e deputado estadual Roberto Engler, ambos do PSDB. Segundo o material, a opção de voto nos dois seria para “o bem de Barrinha”.

Procurados pelo G1, Engler afirmou em nota que não comentaria o caso “por se tratar de assuntos internos de outro partido”, e Nogueira não retornou às ligações da reportagem.

Diretório estadual
Após a decisão de excluir o prefeito do PT municipal, tomada no início de outubro, o processo de expulsão foi encaminhado ao diretório da macroárea de Ribeirão Preto e ao partido estadual, que analisam a situação.

Segundo o assessor da Secretaria de Organização do partido em São Paulo, Edson dos Santos, o prazo para Katiá recorrer já se excedeu e o diretório estadual deve discutir o assunto no final de semana. “Vamos dar conhecimento à comissão estadual sobre o que aconteceu e nosso entendimento inicial é de que houve problemas e o PT municipal tomou a providência necessária”, afirmou.

Se o político for expulso do PT de São Paulo, o diretório do partido em Barrinha considera entrar na Justiça para requerer o mandato de prefeito. “O cargo é do partido, não dele, vamos requerer assim que tivermos a decisão estadual”, disse o secretário-geral Barros Filho.

Entretanto, o diretório estadual não considera essa possibilidade. “A questão é política e quem o elegeu como prefeito foi a população, não o PT, mas é a Justiça Eleitoral quem vai analisar isso, se eles entrarem com o pedido”, afirmou o assessor do PT-SP.

Prédios vermelhos
Em agosto deste ano, o prefeito Mituo Takahashi foi obrigado a repintar todos os prédios públicos do município que foram tingidos de vermelho desde o início de seu mandato.

A medida foi resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e a Prefeitura, após denúncias de que a pintura dos locais faria alusão à cor do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda a qual pertence o chefe do Executivo.

Na época, a Prefeitura negou que a cor escolhida para a pintura dos prédios teria sido proposital e que fazia qualquer referência ao partido. Segundo a administração, a tinta vermelha era a única disponível no almoxarifado na época.

Prefeito do PT aparece ao lado de candidatos do PSDB em Barrinha (SP). (Foto: Diretório do PT de Barrinha)Prefeito do PT aparece ao lado de candidatos do PSDB em Barrinha (SP). (Foto: Diretório do PT de Barrinha)

G1

Cícero revela motivos de ter voltado a apoiar Cássio

ciceroO senador Cícero Lucena (PSDB) revelou, nesta terça-feira (21), os motivos que o levaram a ingressar na campanha de Cássio Cunha Lima (PSDB) ao Governo do Estado, após passar todo o primeiro turno neutro. Cícero também falou sobre planos políticos futuros e dos conflitos com o partido, após ser preterido pelo grupo na disputa pelo Senado.

De acordo com Cícero Lucena, ele decidiu trabalhar para eleger Cássio por entender que a Paraíba não pode “perder a chance de ouro” em ter um governador aliado do presidente da República, em caso de eleição de Aécio Neves (PSDB) e do senador na Paraíba.

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“É a oportunidade de ouro de termos um presidente que conhece as diferenças regionais, conhece os índices de pobreza que se encontra no Nordeste até porque parte do Estado de Minas tem características semelhantes a região e tem a relação pessoal com o candidato a governador na Paraíba, de parlamentar, amigo e, consequentemente, terá uma melhor relação para cobrar”, disse o tucano.

“Para mim seria muito cômodo ficar de braços cruzados por não ter disputado a eleição. Acho que tenho o dever e a obrigação como agente político, e pela minha história de dar a minha contribuição, até porque eu sou cobrado”, acrescentou.

Cícero Lucena também falou de outros assuntos como o momento quando ele foi preterido para a disputa eleitoral, disse que isso agora é matéria vencida e que não vai guardar seqüelas do caso.

“Se eu ficar me alimentando de relações passadas e equívocos das pessoas você vai começar a restringir muito as suas relações. Porque, infelizmente muitas pessoas não corresponde aquelas expectativa que se esperava. Mas, para mim isso é matéria vencida. Eu não vou ser hipócrita em dizer que não queria ser candidato, lutei, inclusive, para isso”, disse Cícero, afirmando que só queria disputar vaga no Senado e não aceitou outros cargo sugeridos.

Cícero Lucena disse que no momento não pretende disputar as eleições de 2016 para tentar voltar a Prefeitura de João Pessoa novamente.

“Meu projeto é o de domingo, em defender a Paraíba e encontrar um caminho. Não tenho pretensão em disputar outro cargo público no estado”, argumentou.

Roberto Targino – MaisPB

Após visitar FHC, Marina adia anúncio de quem deve apoiar no segundo turno

marina-e-fhcTerceira colocada na disputa pela Presidência da República, com 21% dos votos válidos, desistiu de se pronunciar nesta quinta-feira (9) a favor da candidatura de no segundo turno das eleições. A ex-senadora não definiu uma nova data para declarar apoio a Aécio.
Marina o apoio ao tucano em Brasília após a reunião dos partidos que compunham sua coligação, mas desistiu da viagem em cima da hora.
A ex-senadora ficará em São Paulo e avisou a interlocutores que prefere adiar a declaração pública de aliança com o PSDB sem fixar nova data.
Cortejada por tucanos e petistas, Marina avaliou que caso conseguisse construir consenso em torno de Aécio entre os partidos que a apoiaram ao Planalto, poderia ser poupada da fala pública sobre o assunto neste momento e se viria livre para esperar os movimentos do tucano em sua direção.
Marina quer acenos de Aécio à esquerda, principalmente em relação aos índios e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

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O PSB, legenda que abriga Marina desde outubro de 2013, informou nesta quarta-feira (8) apoio ao tucano. O PPS também fechou com Aécio.
A Rede, grupo político liderado pela ex-senadora, deu o aval para que ela se alie ao tucano e liberou os eleitores para votar em branco, nulo ou em Aécio. PHS, PRP e PSL tendem a seguir as outras legendas. A única resistência vem do PPL, que não quer declarar voto nem em Aécio nem na presidente Dilma Rousseff (PT).
A única resistência vem do PPL que não deve declarar voto nem para o senador Aécio neves nem para a presidente Dilma Rousseff.
Marina visitou na manhã de quarta o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conversa, segundo relatos, durou cerca de vinte minutos em que o tucano parabenizou a pessebista pelo resultado nas eleições e se disponibilizou a ser o canal de interlocução entre ela e Aécio.

Folha Online

 

Marina decide apoiar Aécio em troca de compromisso real por fim da reeleição

marina-e-aecio-vaiMarina Silva (PSB), terceira colocada na disputa presidencial, decidiu apoiar Aécio Neves no 2.º turno da eleição presidencial. Quer, porém, que o tucano inclua em seu programa de governo causas defendidas por ela nas áreas educacionais e de meio ambiente. A ideia da ex-ministra é fazer o anúncio de um “acordo programático”. Esse apoio seria costurado a partir de itens convergentes nos programas dos dois, como o fim da reeleição e a reforma tributária.

Conforme informou a colunista Sonia Racy no portal estadão.com.br, o que está em discussão, agora, é se a adesão de Marina ocorrerá com o PSB ou se será uma manifestação da Rede Sustentabilidade, grupo político da ex-ministra abrigado no partido que foi presidido por Eduardo Campos, morto em agosto.

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Marina diz que não quer condicionar sua decisão a cargos, o que ela define como “velha política”. O caminho da “nova política” é pedir um compromisso formal de pontos do programa de governo anunciado pelo PSB em agosto. O discurso é semelhante ao adotado um ano atrás, quando Marina se filiou ao PSB de Campos, e meses depois, ao anunciar ser vice na chapa então encabeçada pelo ex-governador.

Marina defende itens como a manutenção das conquistas socioeconômicas dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a inclusão da sustentabilidade na agenda e a garantia de aumento de produção do agronegócio sem riscos à floresta amazônica.

Além disso, destacar os pontos em comum entre os planos de governo, como o fim da reeleição e a reforma tributária, é uma forma de Marina convencer aliados da Rede mais reticentes ao apoio ao tucano e que preferem a neutralidade, a exemplo do que ocorreu em 2010. Naquele ano, a terceira colocada fez uma lista de dez itens de seu programa e a enviou tanto a José Serra e quanto a Dilma. Sem a resposta esperada dos concorrentes no 2.º turno, ficou neutra.

No domingo, em discurso após reconhecer a derrota, Marina deu a entender que não ficaria neutra de novo e que os brasileiros demonstraram “sentimento de mudança” nas urnas.

Entre os marineiros, é consenso de que os ataques da campanha petista impedem uma aproximação com Dilma. “Não há como conversar com o PT”, disse Sérgio Xavier, um dos assessores mais próximos de Marina. “A nova política é você se unir a partir de um programa de governo, e é isso que nós queremos fazer”.

A tendência entre os partidos aliados de Marina é apoiar Aécio. Já se manifestaram nesse sentido o presidente do PPS, Roberto Freire, que convocou reunião para esta terça-feira, e o do PSL, Luciano Bivar. Dirigentes de PHS, PPL e PRP também tendem a declarar adesão à campanha do tucano.

Reunião

No PSB, foi marcada para quarta-feira uma reunião da Executiva para se buscar um consenso sobre o 2.º turno. A Rede também discute o assunto na quarta.

Na segunda-feira, porém, lideranças do PSB já começaram a indicar preferência por Aécio ou mesmo a declarar voto no tucano. Mesmo o presidente nacional do partido, Roberto Amaral, aliado de longa data e ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizou que não seria contra o apoio ao candidato do PSDB. “O fundamental é estar envolvido em um processo de progresso, de crescimento. Às vezes um reacionário serve de avanço”.

Questionado se ele, que se classifica como “homem de esquerda”, se sentiria confortável com uma aliança com o PSDB, Amaral respondeu com pragmatismo: “As alianças são táticas e, se não prejudicarem o projeto do meu partido, são válidas”.

O vice-presidente do PSB e parceiro de chapa de Marina, Beto Albuquerque, disse que apoiará Aécio e que “quem joga sujo na eleição” não terá o seu apoio.

Em Pernambuco, o advogado Antonio Campos, irmão de Eduardo Campos, adiantou seu voto em Aécio, mas afirmou ser uma decisão pessoal e que não falava em nome da viúva de Campos, Renata. O grupo político ainda vai discutir o assunto.

A adesão do PSB pernambucano e da família Campos é importante para Aécio. O tucano teve seu pior desempenho no Estado, com 6% dos votos válidos, enquanto Marina superou Dilma – em 2010, a petista era aliada de Campos e venceu em 100% dos municípios em Pernambuco. Um apoio público do partido e, em especial, da viúva do ex-governador poderiam impulsionar o tucano no Estado.

“Vamos conversar para tentar chegar a um consenso”, disse o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), que foi segunda-feira cedo à casa da família do ex-governador. O governador eleito Paulo Câmara disse o mesmo, em entrevistas a rádios e TVs locais.

Outro lado

Segundo informações do blog da Sonia Racy, Nilson Oliveira, assessor de Marina, negou que a ex-candidata tenha tomado alguma decisão. Ele informou que ela vai se reunir com a base da Rede nesta terça-feira.

IG

Viúva de Eduardo Campos nega que deixou de apoiar Marina:’É a melhor’

viuva-camposO site Brasil247, que tem feito insistentes ataques a quem faz oposição às candidaturas petistas, publicou que a família do ex-candidato à presidência, Eduardo campos (PSB), falecido em acidente de avião no último dia 13 de agosto, havia retirado apoio político á candidata Marina Silva. Desmentindo o boato, a esposa do pernambucano, Renata Campos, gravou um vídeo de apoio à presidenciável.

“Eu acho que Marina presidente vai ser uma grande experiência e bela experiência para o Brasil. Eu tive a oportunidade de conviver com a Marina e o Eduardo e via a afinidade que eles tinham ali. Eu acho que o Eduardo pegou um pouco de Marina e Marina pegou um pouco de Eduardo. Eles se complementavam e se entendiam muito bem. Pro Brasil, Marina vai ser um passo adiante”, disse no vídeo.

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Renata Campos negou qualquer retirada de apoio e que haja divergências políticas, segundo ela Marina é a melhor opção para o Brasil. “A gente precisa dar um salto, dá uma mexida para continuar avançando. Com o time que ela tem, e o que ela representa do povo, vai ser importantíssimo parta o Brasil nesta nova fase. Minha família se sente representada com Marina presidente”, concluiu.

O vídeo que será exibido no programa da presidenciável com o objetivo de derrubar uma série de boatos de cercam sua candidatura.

180 Graus

 

Dividido, PMDB aumenta ‘fatura’ para apoiar Dilma

pmdbFaltando apenas dois dias para a convenção nacional do partido, o PMDB deverá confirmar a reedição da aliança com o PT, porém, com uma série de exigências à presidente Dilma Rousseff, num eventual segundo governo em janeiro de 2015. As principais são mais espaço nas decisões do governo e mais ministérios, os que tenham “apelo popular”.

Peemedebistas citam muitos exemplos de como tem sido postos de lado nas discussões de governo. Não são chamados, por exemplo, para reuniões no Alvorada com Lula, Dilma, e o presidente do PT, Rui Falcão, sobre estratégias de campanha. Em maio, sequer foram consultados sobre a edição do decreto que regula participação popular.

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O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (RN), deu o tom de como o partido irá posicionar. “Em 2015 queremos um espaço mais justo, que enseje maior colaboração do PMDB e maior participação nas políticas públicas. As principais pastas estão nas mãos do PT e são elas também as principais vias para executar políticas públicas. Isso vai constar da discussão do novo governo”, alertou Alves.

Sob o comando do PMDB estão atualmente cinco ministérios. Mas o partido quer mais. Saúde, Educação e Cidades, esta última dominada pelo PP, estão entre as mais cobiçadas na conta a ser entregue à presidente em caso de vitória.

A provável reedição da chapa Dilma-Michel Temer deve contar, segundo contas de dirigentes peemedebistas ouvidos pelo Estadão, com ao menos 10% de vantagem na convenção. A previsão de placar apertado se deve à instabilidade da ala rebelde, que defende a implosão da aliança devido a conflitos regionais. Uma surpresa não está descartada.

O cenário, porém, já foi pior e exigiu uma operação encabeçada por Lula e Temer para acalmar os dissidentes. O alvo principal foi o líder da bancada na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que ao longo do mandato de Dilma liderou insurreições na Câmara contra o governo. De algumas semanas para cá, porém, o embate foi sendo amenizado.

Ainda assim, Temer defendeu a manutenção da aliança. “Disse a todos: para onde vamos? Um partido do tamanho do PMDB não ter posição no cenário político nacional? Muitos dizem que em 2018 precisamos ter um candidato nacional. Eu estou de acordo. Mas agora temos que nos manter como um partido líder no processo de desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

Brasil 247