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CTB apoia decisão de prefeitura de Campina em cobrar por shows no Parque do Povo

CTBA Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), apesar de se posicionar contrária a algumas ações da administração municipal de Campina Grande, apoia e enaltece a decisão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) quanto à cobrança do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) com relação a shows musicais e eventos artísticos em geral no Parque do Povo, casas de shows, teatros e outras áreas livres.

O secretário geral da CTB/PB, José do Nascimento Coelho, entende que o prefeito adotou uma medida sensata no tocante ao patrimônio público, “pois, com o recolhimento do imposto a Prefeitura poderá fazer novos investimentos em áreas de lazer e parques nos bairros mais afastados do Centro”, assinalou o sindicalista.

 

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O prefeito Romero Rodrigues explicou que a cobrança é respaldada pelo item 12.7 da Lei Municipal 019/2003 (cuja base é a Lei Complementar Federal 116), que dispõe sobre o recolhimento de ISS relativo a serviços de diversão, lazer e congêneres, como espetáculos teatrais e shows musicais. O não recolhimento do imposto implica na aplicação de multa, a ser paga pelo artista ou pela casa de espetáculo. A alíquota é calculada com base no Código Tributário do Município.

O gerente de Receitas da Secretaria de Finanças do Município, Miguel de Castro Ramos Neto, explicou que o não recolhimento do tributo poderá configurar renúncia fiscal. Miguel Neto disse ainda que a Prefeitura Municipal poderá cobrar da casa de espetáculo, do próprio artista ou de seu empresário o recibo de recolhimento do ISS dos empresários.

“Essa medida pode ser uma forma de garantir o recolhimento do imposto, uma vez que a Prefeitura de Campina Grande poderá não liberar a realização de shows, caso os responsáveis não apresentem o último comprovante de pagamento do ISS”, ressaltou Miguel Neto.

pbagora

Ala que não apoia Couto para presidência do PT/PB detalha encontrão com militantes

PTLançado no último mês de maio em Campina Grande, o Coletivo Protagonismo Petista, braço municipal do agrupamento estadual de mesmo nome e que faz parte da tendência nacional Construindo Um Novo Brasil, realizará sua assembleia dos seu filiados já no próximo sábado, 27 no período da tarde. Em nível estadual essa tendência se une ao grupamento que apoia o pré-candidato à Presidência Estadual pelo PT, Charlinton Machado.

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Chalinton que conta com o apoio do prefeito da capital Luciano Cartaxo, do atual presidente Rodrigo Soares e várias outras alas esteve presente no lançamento desta ala em Campina.

Dentre os convidados a participarem da assembleia, estão as lideranças estaduais a exemplo do ex Presidente do PT na Paraíba e atual Secretario de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, do pré-candidato a Presidência Estadual pelo PT, Charlinton Machado, do atual Secretário de Transparência Pública da Capital, Eder Dantas, além de outros dirigentes estaduais da Legenda a exemplo de do membro da executiva estadual petista, Francisco Manuel Neno, de Bayeux e de Danúbia Kelly, que faz parte da Coordenação do Protagonismo Petista na Paraíba.

Segundo um dos coordenadores do movimento em Campina Grande, o Jornalista e advogado Gustavo Pontinelle a ideia do Protagonismo Petista na cidade é criar um fórum permanente de debates acerca da participação dos cidadãos na vida partidária, assim como fortalecer a divulgação das ações desenvolvidas pela Presidenta Dilma, os avanços e desafios existentes.

Gustavo informou que a formação do Coletivo vem fortalecer o papel dos militantes na vida partidária e aproximar ainda mais os mesmos dos debates que vão decidir os rumos do Partido no pleito de 2014, tendo como valores precípuos o Protagonismo, a horizontalidade e a construção de políticas públicas eficientes e que melhorem a vida dos cidadãos.

Segundo o Professor Hermano Nepomuceno que também faz parte da Coordenação do Protagonismo no município, o agrupamento surge para fortalecer o PT em Campina Grande, preparando o Partido para os embates vindouros, buscando o fortalecimento das relações com os Partidos da base aliada e combatendo o risco do retrocesso nas políticas públicas conquistadas no Brasil a partir dos Governos do ex-Presidente Lula e da Presidenta Dilma.

Charlinton Machado, Presidenciável Petista e um dos Coordenadores do agrupamento na Paraíba, por sua vez, afirmou que o Protagonismo Petista de Campina Grande surge como agrupamento que tem a finalidade de promover o dialogo e intensificar a condição democrática.

A assembleia será realizada, acontecerá na sede da UCES, na Rua Padre Ibiapina, 144 – Centro, tendo inicio previsto para as 03h da tarde. Estão sendo aguardados no evento os filiados do PT ligados ao Protagonismo Petista, assim como simpatizantes do Partido e aliados.

PBAgora

Torcida apoia, incendeia Mané Garricha e vira o ‘melhor da noite’

O Coritiba até jogou um balde de água fria. Bem gelada, na verdade. Mas nada foi capaz de apagar o caldeirão no qual se transformou o Mané Garrincha, em Brasília, no empate por 2 a 2 com o Flamengo, sábado, pela sexta rodada do Brasileirão. Com o prolongamento da negociação pelo retorno ao Maracanã, o Rubro-Negro adotou a capital federal como sua casa, e teve diante do Coxa uma amostra de que será pego no colo, independentemente do que apresente em campo. Pelo menos, em um primeiro instante.

Torcida Flamengo x Coritiba (Foto: Cahê Mota)Torcida do Flamengo fez a festa no Mané Garrincha contra o Coritiba (Foto: Cahê Mota)

Mesmo cerca de uma hora antes de a bola rolar, a maioria dos 55.110 presentes já tinha ocupado seus lugares e fazia festa a cada gol exibido no telão em propaganda do programa sócio-torcedor. O mesmo aconteceu na entrada em campo do time para aquecimento e durante todo o jogo. Entusiasmados com a proximidade da paixão normalmente tão distante, os brasilienses fizeram festa e incentivaram a equipe durante os 90 minutos. Ao apito final, porém, o empate frustrante gerou vaias.

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No anúncio oficial das equipes, um “Uhhhhh” quase uníssono para os jogadores do Coritiba, em especial Alex – por sinal, o melhor em campo. No lado rubro-negro, Léo Moura foi o mais ovacionado, enquanto Carlos Eduardo ouviu uma divisão de vaias e aplausos. Bastou a bola rolar, porém, para o incentivo ser irrestrito. Gritos de “Mengo” foram constantes e alternavam com vaias no período em que o time paranaense tinha posse de bola.

Cada roubada de bola era comemorada, assim como faltas a favor do Flamengo. O gol de Moreno, logo no início, incendiou ainda mais a massa, que celebrou ao som de “Sai do chão, sai do chão, a torcida do Mengão”. A sintonia era tanta que os torcedores jogaram a favor até para evitar um punição ao clube. Na metade do primeiro tempo, um copo foi arremessado no campo e atingiu um auxiliar. O árbitro Paulo César Oliveira interrompeu a partida e prontamente o público identificou o baderneiro para que fosse retirado, evitando problemas para o clube.

No segundo tempo, um episódio representou bem a condição de parceria proposta pelos brasilienses. Assim que Chico marcou de cabeça o primeiro gol do Coritiba, o estádio respondeu com gritos de “Mengo”. A reação não surtiu efeito na equipe, que manteve o “apagão” até o empate em gol de Alex, seguido de raros minutos de silêncio. Já na metade da etapa final, o apoio ao time se dividiu com gritos que pediam Rafinha. Mano Menezes atendeu, mas o camisa 7, que cresceu no Distrito Federal, não respondeu em campo.

O tropeço, após ter a vitória nas mãos, gerou vaias ao término do jogo, mas nada muito forte. Nas rampas de saída do estádio, o torcedor gritava e cantava como se tivesse conquistado uma vitória. O sistema de som ainda avisou: “Próximo jogo no Mané Garrincha: Vasco x Flamengo”, e a informação foi celebrada como um gol.

Hoje, precisamos mais do torcedor. Na frente, queremos
dar essa recompensa (as vitórias).”
Mano Menezes

Em entrevista coletiva, Mano Menezes comentou a participação da torcida na partida e a avaliou como o ponto alto da noite de sábado. O treinador deixou clara ainda a necessidade de dar uma vitória como contrapartida ao apoio. Até agora, o Fla jogou duas vezes no local e empatou com Santos e Coritiba.

– Foi o fator mais positivo do que vivenciamos aqui. O torcedor apoiou e entendeu as limitações em determinados momentos. Em um curto espaço de tempo, queremos vencer aqui para brindar essa torcida que está vindo, para que venham mais e em maior número.

Mano comparou a relação com um casamento e admitiu que, neste momento, o Flamengo precisa ser carregado no colo pelo torcedor de Brasília.

– Precisa haver um casamento entre torcida e time. E em um casamento em determinados momentos você precisa mais do parceiro. Hoje, precisamos mais do torcedor. Ainda vivemos momentos de afirmação e vamos passar por ele com esse apoio. Na frente, queremos dar essa recompensa.

Elias fez coro com o treinador e elogiou a participação da torcida. O camisa 8, por outro lado, deixou claro que o Flamengo precisa estabelecer um estádio definitivo o quanto antes.

– É longe do nosso público, que está acostumado a torcer para a gente. O torcedor em Brasília encheu o estádio e fez festa. Espero visitar Brasília novamente mais para frente, mas com a nossa casa já definida.

Nesta semana, o Flamengo viaja até Alagoas para enfrentar o ASA, em Arapiraca, quarta-feira, pela Copa do Brasil, mas retorna a Brasília na quinta para os confronto com o Vasco, domingo, e o próprio Asa, dia 17. Em breve, o clube anunciará ainda um pacote que prevê novas partidas no Mané Garrincha até que chegue ao fim a negociação pelo retorno ao Maracanã.

 

Globoesporte.com

Nova enquete FN trata da PEC das Domésticas

Maioria apoia lei que pune motorista que dirige sob efeito do álcool; enquete agora trata da PEC das Domésticas

enquetePelo menos 486 pessoas emitiram opinião com relação ao rigor da lei para quem dirige sob efeito do álcool. A maioria esmagadora – 394 (81%) – manifestou apoio à norma aplicada pelo governo federal, também conhecida por “lei seca”; 92 participantes disseram não concordar, ou seja, (19%).

 

Agora o FOCANDO A NOTÍCIA quer conhecer o que os internautas acham da lei que regulamenta a carga de trabalho das domésticas.

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Nesse sentido, todos estão sendo convidados a responder a pergunta: A ampliação de direitos sociais prevista na chamada PEC das Domésticas vai produzir desemprego para a categoria? Participe assinalando ‘sim’ ou ‘não’.

 

 

 

Redação/Focando a Notícia

Cúpula do PT apoia reação de Dilma a artigo de FHC

A reação da presidente Dilma Rousseff de rebater as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi considerada por integrantes da cúpula do PT no Congresso como um “necessário freio de arrumação”.

Dilma rompeu o clima amistoso na segunda (03) ao contestar, por meio de nota, as criticas feitas pelo ex-presidente que chamou de “herança pesada” o legado deixado por Lula.

Dilma rebate FHC e diz que Lula é ‘exemplo de estadista’

No artigo, publicado neste fim de semana nos jornais “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”, FHC cita o episódio do mensalão, a “desorientação da política energética” de Lula e a “crise moral” no primeiro ano de gestão de Dilma.

“Ela recolocou as coisas no devido lugar”, disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP). Questionado se Dilma não teria elevado o tom, o petista foi enfático: “O Fernando Henrique pediu. Estamos em época de eleição e querer deslocar a imagem de Dilma de Lula é desconhecer a relação dos dois”.

De passagem pela Câmara, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), também apoiou a iniciativa da presidente. “Falou e falou muito bem. Está dito”.

Folha

Luiz Couto explica por que não apoia a candidatura petista em João Pessoa

 

O deputado Luiz Couto (PT-PB) explicou, em discurso na Câmara Federal, as razões pelas quais não deverá participar da campanha majoritária do PT em João Pessoa.

Alegando motivos, inclusive de foro íntimo, o parlamentar disse que teve a honra e a dignidade ultrajadas, que sofreu humilhação e foi abandonado politicamente por diversos filiados que mudaram de posição.

Couto destacou que mesmo sendo vítima de perseguição e ameaça de morte não recebeu nenhum apoio de dirigentes do PT. “Muitas vezes, recebo solidariedade de pessoas que não são do partido”, enfatizou.

O deputado lembrou que em 2009 o governador do estado, á época, interveio diretamente para que partidários não votassem nele para presidente regional do PT, afim de “levá-los a uma coligação que não oferecia nenhuma mudança positiva ao Estado”.

Luiz Couto afirmou que para as eleições municipais os dirigentes estaduais proclamavam que este ano era a vez do PT, “mas, na verdade, estava em jogo apenas a montagem de uma chapa de oposição ao Governo da Paraíba no Município de João Pessoa”.

“Discordo da condução política de fazer da campanha municipal em João Pessoa apenas uma afronta ao Governo do PSB no Estado. Discordo da manipulação discursiva da direção estadual do PT, que animava companheiras e companheiros dos Municípios do interior na construção das candidaturas majoritárias próprias, mas que na verdade era apenas para dar argumentos para a candidatura anti-PSB em João Pessoa, deixando o PT na imensa maioria dos Municípios sem candidatura própria para prefeito”, complementou.

Confira discurso na íntegra:

O SR. PRESIDENTE (Gonzaga Patriota) – Esta Presidência tem a honra de convidar S.Exa., o Deputado Luiz Couto, PT da Paraíba, para que dêessa grande contribuição ao povo brasileiro, principalmente do seu Estado no Grande Expediente. V.Exa. disporá do tempo regimental.

O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, começo o meu pronunciamento com dois pensamentos: Um, de domínio público: no meu coração já não cabe mais colocar tristeza, pois já é demais. E o outro é de uma canção da música popular brasileira: só uma palavra me devora, aquela que meu coração não diz.

Depois de refletir muito, de meditar, profundamente, de rezar sem cessar e de ter exercido plenamente a pedagogia do silêncio, de conversar com amigos e amigas, companheiros e companheiras, de dialogar com diversas lideranças do meu partido e do meu círculo de amizade, de ter levado muitas pancadas, de ter tido minha honra e minha dignidade ultrajadas e de ter sofrido humilhações, de ter sido abandonado politicamente por diversos filiados e filiadas, que mudaram de posição por diversas razões que não pretendo elencar nem julgá-las, resolvi expor minha opinião e minha decisão sobre o processo eleitoral em João Pessoa e na Paraíba.

O PT é a mais bem sucedida experiência da luta política partidária da história do Brasil. Por sua origem na pluralidade dos movimentos sociais, por sua capacidade de aglutinar diversas tendências da chamada esquerda brasileira, por suas múltiplas lutas na sociedade, no âmbito do Estado e para além do Estado, por sua bem sucedida experiência no Parlamento brasileiro, por sua capacidade de fazer alianças e pelos sucessivos governos que o PT vem liderando e que estão mudando o País para melhor, por tudo isso o PT faz muito bem ao Brasil.

Contudo, o PT, um partido construído para fazer mudanças, não está acima do bem e do mal. O PT, depois de décadas de conquistas com o povo brasileiro, corre o sério risco de perder a perspectiva da luta política como um meio de promoção da mais ampla justiça. O PT corre o risco de se perder na prática da política como um fim em si mesmo e para si mesmo. O PT corre o grave perigo de enveredar pela tradição política perniciosa de que os fins justificam os meios. As maiorias do PT, filiadas ou simpatizantes, têm que cuidar com urgência de salvaguardá-lo.

O PT precisa voltar às suas origens como partido militante, articulador, formulador de políticas públicas, mobilizador das lutas sociais e com forte inserção nos movimentos sociais e nas suas lutas.

O nosso partido necessita retomar o seu caminho de formulador de políticas através do diálogo aberto, permanente, transparente e profundo com os movimentos sociais, com a intelectualidade, com as instituições e setores que buscam construir um país com justiça social, com solidariedade, com liberdade, com transparência, com coerência, com ética, com controle social, com democracia plena, com participação popular plena, permanente e profunda.

É tempo de fazermos uma profunda, consistente e transparente revisão e avaliação da nossa trajetória, das nossas culturas e das nossas práticas. Precisamos recuperar nossas bandeiras históricas e aprofundá-las no combate à fome, à miséria, à insegurança e ao desemprego. É claro que já estamos fazendo isso.

Nosso Governo, o Governo Lula e o Governo da Presidenta Dilma, está construindo um projeto de nação e de cidadania, realizando cada vez mais uma saúde de boa qualidade para todos, uma educação que está gerando cidadania, ciência e tecnologia, uma segurança pública que vai construindo uma cultura de paz e de cidadania e fazendo um combate permanente à corrupção, à lavagem de dinheiro e aos desvios públicos e que, através de políticas sociais, está realizando a grande meta de inclusão social, produtiva, digital e de cidadania.

Temos que aumentar nossas ações na superação das desigualdades, aspirando e exercitando os valores da liberdade, da igualdade, da solidariedade, da justiça social, da cultura de paz, da paixão pela verdade, da lucidez crítica, das atitudes e posturas éticas no discurso e nas ações do dia a dia, no processo democrático como meio e fim e no testemunho coerente, assumindo o que somos, falando do que acreditamos e vivendo o que proclamamos.

Nosso partido tem no seu nascimento a forte presença de militantes sindicais, de membros das comunidades eclesiais de base, dos movimentos populares, das pastorais populares das igrejas, de setores que lutaram contra a ditadura, agrupamentos que combateram as diversas violações de direitos humanos.

Precisamos recuperar nossa luta em defesa dos direitos humanos e o combate às diversas formas de violações desses direitos.

Nossa luta e nosso combate ao racismo, à tortura, à violência policial, às ações dos grupos de extermínio e das milícias armadas, à violência contra as minorias,aos problemas relacionados ao sistema prisional brasileiro, à violência contra as mulheres, à criança e ao adolescente, à violência contra as comunidades indígenas e os quilombolas e ao trabalho escravo não tem tido,por parte de alguns filiados e de alguns dirigentes do meu partido na Paraíba, qualquer tipo de apoio e solidariedade.

Muitas vezes, recebo solidariedade de pessoas que não são do partido. Este Parlamentar, vítima de perseguição e ameaças de morte, não recebeu sequer uma atitude de apoio e de solidariedade por parte de alguns dirigentes e filiados do meu partido. Agradeço àqueles que agiram corretamente e que manifestaram solidariedade à nossa ação.

Os interesses pessoais e das tendências suplantaram os interesses coletivos e partidários. Reinam entre nós muitas mazelas que historicamente rejeitamos, repudiamos, denunciamos e combatemos, entre elas chamo a atenção ao utilitarismo pragmatista — ou seja, se é útil, se é pragmático, então, é isso que vale como referência —, à queimação e à destruição política e moral dos companheiros e companheiras, que muitas vezes acontece, em vez de termos a solidariedade e o apoio a esses companheiros e companheiras.

Vejo esses riscos para o PT bem adiantados na Paraíba, Sr. Presidente, visto que aqui, nos últimos anos, o partido curvou-se e se rendeu às práticas políticas mais conservadoras. Foi assim em 2009, quando, no Processo de Eleições Diretas — PED, outros partidos decidiram intervir no PT para, em 2010, levá-lo a uma coligação que não oferecia nenhuma mudança positiva para o Estado.

Em 2009, o Governador do Estado à época telefonava para partidários para intervirem em seus Municípios, para que não votassem no Deputado Luiz Couto para Presidente do PT. A interferência foi grande. Sr. Presidente, isso era para levá-los a uma coligação que não oferecia nenhuma mudança positiva ao Estado.

Vejo o risco de total descaracterização do PT da Paraíba nas estratégias adotadas por dirigentes estaduais do meu partido no Estado. Para as eleições municipais de 2012, proclamavam que este ano era a vez do PT, mas, na verdade, estava em jogo apenas a montagem de uma chapa de oposição ao Governo da Paraíba no Município de João Pessoa.

E foi o resultado: apenas em 25 Municípios nós temos candidaturas próprias. A palavra de ordem era agora é a vez do PT, só que abandonaram os outros Municípios e ficaram apenas com João Pessoa, dando toda a estrutura.

Esta semana recebi informação de pessoas reclamando que o material prometido não chegava àquele Prefeito que é do partido que tem condições efetivas de ter uma boa performance ou mesmo de ganhar, mas não tem tido esse apoio.

Quando proclamavam que este ano era a vez do PT, na verdade, era para montar uma chapa de oposição do Governo da Paraíba, no Município de João Pessoa.

Com todas as artimanhas e reviravoltas oportunistas, a atual direção estadual do PT na Paraíba só construiu mesmo a candidatura do PT em João Pessoa, tentando apagar tudo o que fizeram contra o até recentemente Governo socialista da Capital. Sem constrangimento algum, alguns dirigentes mudaram totalmente o discurso político em nome de suas conveniências, sem que uma palavra seja dita no que concerne aos interesses da população. Apenas são contra o novo Governo da Paraíba, do qual alguns queriam participar e por quem queiram ser cooptados.

Sou manifestamente contra essa política de determinados setores do PT no meu Estado de fazer oposição só por fazer, sem conteúdo programático, sem a apresentação de propostas alternativas ao que está sendo feito pelo novo Governo da Paraíba. A atual direção do PT na Paraíba está perdendo a oportunidade histórica de apoiar um governo hegemonizado pelas forças da esquerda e da mais tradicional aliança que construímos no âmbito nacional a partir de 1989.

Apesar dos erros políticos, apesar das reviravoltas e das incoerências da atual direção estadual, o PT é o meu partido. Respeito à deliberação das instâncias partidárias pela candidatura própria.

Entretanto, Sr. Presidente, não participarei da campanha majoritária do PT em João Pessoa e tenho motivos de várias ordens para tanto, inclusive de foro íntimo.

Discordo, Sr. Presidente, da condução política de fazer da campanha municipal em João Pessoa apenas uma afronta ao Governo do PSB no Estado. Discordo da manipulação discursiva da direção estadual do PT, que animava companheiras e companheiros dos Municípios do interior na construção das candidaturas majoritárias próprias, mas que na verdade era apenas para dar argumentos para a candidatura anti-PSB em João Pessoa, deixando o PT na imensa maioria dos Municípios sem candidatura própria para prefeito.

Não acredito, Sr. Presidente, nas pessoas que mudam de posição política ao mero sabor dos interesses pessoais. Na política partidária, a conduta do indivíduo também conta muito. O PT, por mais importante que seja, enquanto instrumento coletivo, que faz grandes mudanças no País, não dá salvo-conduto a ninguém, porque a ética é um atributo pessoal. Ao mesmo tempo em que respeitarei o meu partido, preservarei a minha convicção pessoal, porque o partido, se não imuniza nenhum indivíduo, também não pode esmagar.

Nas eleições deste ano, estou participando das campanhas do Partido dos Trabalhadores em dezenas de Municípios paraibanos, inclusive naqueles que foram deixados de lado pela atual direção estadual do partido. Estou apoiando as candidaturas do PT e de seus aliados com a minha presença, com a minha palavra e com o mandato que as paraibanas e os paraibanos me deram. Estarei em aproximadamente 100 Municípios pedindo votos para nossas companheiras e companheiros que querem ocupar espaços nas Prefeituras e Câmaras Municipais.

Continuo apoiando o Governo do companheiro Ricardo Coutinho, o maior aliado do Governo Dilma Rousseff no Estado. E é tão claro que tem tido as portas abertas, Sr. Presidente, para receber recursos e sempre que vem a Brasília ébem recebido por todos os Ministérios, inclusive pela própria Presidenta Dilma.

Fui eleito Deputado Federal defendendo essa política. Continuarei exercendo meu mandato prestando apoio a este Governo do Estado, que é o que lidera as bandeiras tão caras, as lutas para fazer avançar a cidadania das paraibanas e dos paraibanos.

Nestes meses de eleições municipais, além de estar presente nas lutas políticas e eleitorais na grande maioria dos municípios paraibanos, cumprirei com meus deveres no Congresso Nacional na condução da CPI contra o tráfico de seres humanos; na CPI das redes de exploração sexual; nas Comissões Permanentes; e no Plenário da Câmara dos Deputados.

Ao povo de João Pessoa, ao povo da Paraíba e a todas as brasileiras e a todos os brasileiros reafirmo mais uma vez a minha dedicação, a minha luta, o meu respeito.

A construção de uma sociedade mais solidária é o grande desafio dos nossos tempos. A luta contra a violência, a luta contra a corrupção e a impunidade, sem qualquer concessão ao estilo egoísta de ser ou viver, é a luta pelo que há de mais humano em cada um de nós; é a luta por um mundo ético, menos violento, repleto de gente fina, sincera, serena e firme.

Para concluir, Sr. Presidente, retomo as palavras do grande profeta, arcebispo que foi lá de Olinda e de Recife, D. Helder Câmara, e que V.Exa. tanto conheceu; e também do cantor e compositor Gilberto Gil em sua composição Preciso aprender a só ser. De D. Helder, que diz: É preciso nunca ter medo da utopia. A utopia partilhada éo esteio da história. É a ousadia a esperança. E ainda de D. Helder: Feliz aquele que consome sua vida na busca da verdade, procurando conhecê-la e mergulhar sempre mais nela. Procurando vivê-la e propagá-la, como alguém que partilha, que partilha um tesouro que tanto mais aumenta quanto mais generosamente o distribui. São palavras do nosso grande profeta que, com certeza, na Glória Celestial, olha para a situação do povo nordestino, do povo brasileiro neste momento de sofrimento com relação à seca.

Gilberto Gil, Sr. Presidente… Muita gente começou a dizer que eu estava só, que eu estava abandonado, que estava sozinho nessa luta. E aí eu peguei do compositor e também poeta e cantor Gilberto Gil a música em que ele se contrapõe àquela outra que diz: Eu preciso aprender a ser só. Ele diz: Eu preciso aprender a sóser. E diz assim: Sabe, gente / Étanta coisa para a gente saber / O que cantar, como andar, onde ir / O que dizer, o que calar, a quem querer / Sabe, gente / É tanta coisa, que eu fico sem jeito / Sou eu sozinho, e esse nó no peito / Já desfeito em lágrimas que eu luto para esconder / Sabe, gente / Eu sei que no fundo o problema é só da gente / E só do coração dizer não, quando a mente / Tenta nos levar para a casa do sofrer / E quando escutar um samba-canção / Assim como:”Eu preciso aprender a ser só” / Reagir e ouvir o coração responder: / “Eu preciso aprender a só ser”, sem adjetivos, ser gente, ser humano, ser aquilo que estou revelando aqui.

A verdade nos liberta, Sr. Presidente. A verdade nos libertará sempre. Este pronunciamento que faço mostra, com certeza, que nós temos a plena convicção de que o nosso partido, o PT, é, a partir do congresso que nós tivemos, depois de várias decisões que tomamos… Também nós aprenderemos a lição de que esse processo democrático, no País, necessita, cada vez mais, de uma revisão profunda, de uma ação cada vez mais plena, para que nós possamos dar uma resposta a todas as demandas.

Concluo meu pronunciamento lendo artigo do Padre Mauro Nunes, que tem muito a ver com o pronunciamento que fiz, sob o título Política é coisa séria, muito séria. Movimento, fé e política. Litoral. Macaé. Rio de Janeiro. Ele diz: A História do nosso país tem páginas repletas de beleza, inspiração e amor a esta terra pela incessante luta de pessoas, homens e mulheres, que encarnaram em suas veias, o desejo de uma sociedade justa, digna e igualitária. Caminho que se faz pela vida Política e por meio de uma verdadeira democracia com plena participação do povo nos projetos e decisões que modificam os rumos do país, do Estado e Município e interferem diretamente na vida das pessoas. Por esta causa muitas pessoas deram a vida e derramaram sangue.

A história nos ensina que já percorremos um longo caminho e a experiência tem nos mostrado que há ainda um longo caminho a percorrer. A luta é longa e árdua, mas não dá para desistir! Não dá para ignorar o suor de quem sofreu nos idos da história e as lágrimas e perseguições dos que ainda hoje sofrem. Por isso não cabe conceber: isso não tem jeito!; roubam, mas fazem!; não posso contra eles, me junto a eles.

Tudo entre aspas. A esperança deve ser sempre nossa companheira! Perder a esperança é perder o gosto e o sabor da vida. Perder a esperança é deixar de sonhar e acreditar! Depois de tantas lutas travadas, podemos dizer que já há uma consciência maior sobre a realidade da política em nosso país e em nossas cidades. Sentimos o despertar da concepção de que política é coisa séria! Muito séria! E ninguém tem o direito de fazer da política o meio de explorar as pessoas em benefício próprio!

Então, o povo passará a exigir candidatos à altura de um mandato conquistado para bem servir às suas demandas; não terá tolerância com os políticos que fazem do patrimônio público o seu próprio bem; que administram seus empreendimentos particulares com recursos financeiros e humanos provenientes dos bens públicos; o povo conquistou a Ficha Limpa e a terá como valioso instrumento para limpar a Política dos maus políticos; não basta o candidato expor o maior número de placas. Aliás, o povo tem dito que placa não ganha eleição. Não basta campanhas milionárias. O povo quer que o candidato converse com ele, frente a frente, exponha suas propostas sem, contudo, apresentar megaprojetos —o povo sabe o que é proposta eleitoreira —, pois o que as nossas cidades mais necessitam é que o básico e o urgente sejam feitos: saúde de qualidade; saneamento; boas escolas; água para todos, etc. O povo não quer candidato que compra voto, pois sabe que quem compra voto tem apenas um projeto para se chegar ao poder, mas não um compromisso com a sociedade.

Enfim, política é coisa séria e para pessoas sérias. O Movimento Fé e Política em nossa Região, junto a outros segmentos da sociedade, vem levantando, com vigor, esta bandeira da ética na Política e propondo a reflexão de que política não é coisa suja, mas sujos são os polfticos que não respeitam o seu representado, o povo que o elegeu. Sujeira é se utilizar das necessidades e misérias do povo em proveito dos interesses egoístas e rentáveis. Por isso apoiamos a Lei da Ficha Limpa.

A política é o caminho de organização da sociedade para atender às demandas sociais e ambientais em vista do bem comum, o bem de todos. Através dela vemos a possibilidade de construção da Sociedade do Bem Viver.

Sr. Presidente, este o artigo do Padre Mauro. que peço para registrar nos Anais. Agradeço a V.Exa. a tolerância para que eu pudesse concluir a leitura deste meu pronunciamento e também desse artigo publicado, da autoria do Padre Mauro, do Movimento Fé e Política, litoral Macaé, Rio de Janeiro.

O SR. PRESIDENTE (Gonzaga Patriota) – Deputado Luiz Couto, V.Exa. será atendido, nos termos regimentais. Parabenizo V.Exa. por esse pronunciamento, sabia das qualidades do Padre Luiz Couto, sabia que ele era um poeta tão afinado como o é.

Ascom dep. Luiz Couto

Em Fortaleza, grupo dissidente do PSB apoia PT e Ciro chama o líder dos descontentes de verme

Um pedaço do PSB de Fortaleza fugiu ao controle dos irmãos Cid e Ciro Gomes. Ex-presidente do partido na capital cearense, Sérgio Novais e o grupo dele decidiram abrir uma dissidência –‘Frente de Esquerda Socialista’— e apoiar o candidato a prefeito do PT, Elmano de Freitas, contra Roberto Cláudio, do PSB.

Sérgio Novais mede forças com o governador Cid e o ex-quase-tudo Ciro desde o ano passado. Empurrado para fora do comando do PSB municipal, ele atribui o infortúnio à dupla. Ao discursar no ato de constituição da dissidência, apresentou o movimento como uma reação à “perseguição política” dos irmãos Gomes.

Ouvido, Ciro deu de ombros para a dissidência. Tachou-a de “irrelevante”. De fato, o efeito é mais político do que prático. O tempo de tevê e a máquina do PSB continuam a serviço de Roberto Cláudio. Porém, o palavreado de Ciro como que acusou o golpe: “Ele é um verme!”, disse, referindo-se a Sérgio Novais.

Há três dias, numa reunião da executiva nacional do PSB, Ciro já havia se dirigido ao desafeto no seu melhor estilo. “Você é um canalha”, gritara para Sérgio Novais que, alvejado, reagiu: “Canalha é você.” Como se vê, o PSB do Ceará faz política com o verbo em riste.

josiasdesouza.blogosfera

Agra apoia Cartaxo ‘com tranquilidade’ e diz ‘quero recompor o campo da esquerda’

O prefeito Luciano Agra falou durante a coletiva de imprensa no final da manhã desta terça-feira (26) que tirou um peso das costas ao decidir apoiar a candidatura de Luciano Cartaxo (PT) com Nonato Bandeira (PPS) como vice na chapa.

Agra ressaltou que tirou um fardo das costas, “Um homem não pode ficar em cima do muro. Estou com Cartaxo, é um excelente candidato, equilibrado, tem bom coração. Estou tentando recompor o campo da esquerda”, ressaltou.

O prefeito voltou a repetir que não está magoado com o governador Ricardo Coutinho (PSB) ou o próprio partido.  “Eu não sei da onde tiraram essa história. Eu sou um homem espiritualizado, literário, eu não tenho esse tipo de sentimento. Qualquer coisa que tenha acontecido, está perdoado. Eu não guardo mágoa de ninguém”.

Pedro Callado / Fernando Braz

Em SP, Netinho desiste e PCdoB apoia Haddad

Uma semana depois de assegurar para Fernando Haddad o apoio do PP do ex-rival de direita Paulo Maluf, Lula arrastou para o lado do seu pupilo o PCdoB, um velho aliado dito de esquerda. O acerto foi formalizado nesta segunda (25).

Diferentemente do que ocorrera com as fotos tiradas ao lado de Maluf, o retrato do entendimento com os pecedobês foi veiculado no site do Instituto Lula. Pelo PT, aparecem na imagem, além de Lula, o próprio Haddad; o vereador Antonio Donato, coordenador da campanha petista; e Paulo Okamoto, presidente da ONG de Lula.

Pelo PCdoB, foram à moldura o presidente da legenda, Renato Rabelo; o ex-ministro Orlando Silva, expurgado por Dilma Rousseff da pasta dos Esportes sob uma bruma de suspeição; e o vereador-pagodeiro Netinho de Paula.

Para apoiar Haddad, o PCdoB mandou às calendas a candidatura de Netinho à prefeitura paulistana. “É com muita dor no coração que retiro minha candidatura, mas atendi a um pedido do presidente Lula”, disse o rejeitado. “Sendo assim, abro mão da candidatura e tentarei a reeleição como vereador.”

Até quinta-feira (28), o PCdoB deve indicar um nome para ocupar a vaga de vice na chapa de Haddad. Um posto que Luíza Erundina (PSB) refugou depois da confraternização fotográfica de Lula com Maluf.

Ao contrário de Erundina, os companheiros do PCdoB não parecem lá muito incomodados com a companhia de Maluf. Natural. Hoje, a legenda apoia e integra a administração municipal de Gilberto Kassab (PSD), a ex-cria de Maluf que hoje dá suporte ao tucano José Serra. Quer dizer: na prática, os pseudo-comunistas já haviam atravessado o rubicão que Erundina se recusou a cruzar.

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