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Aplicativos celulares e atividade física: a tecnologia é feita para os idosos?

“O mundo está envelhecendo”. Essa talvez seja uma das frases mais utilizadas nos últimos tempos. Podemos tirar muita informação da sentença, vamos lá:

  • Alterações político-econômicas têm sido guiadas pelo envelhecimento populacional mundial.
  • A legislação teve que se ajustar para atender às novas perspectivas com base na expectativa de vida.
  • Com o avanço tecnológico, toda uma geração que pouco sabia sobre computadores na sua juventude teve que se adaptar aos aplicativos celulares para acessar as contas de banco, para se comunicar com familiares e amigos ou ainda para chamar o “velho” conhecido táxi.

Com a atividade física, isso não foi diferente. Softwares inteligentes facilitaram a gestão nas academias, automatizando a montagem dos treinos de seus clientes e trazendo mais dinamismo na prática profissional do professor. Atualmente, existem mais de 40 mil aplicativos classificados como “saúde e fitness” disponibilizados nas plataformas on-line, e o número de pesquisas referentes ao uso de aplicativos celulares que promovem a prática de atividade física tende a aumentar. Toda essa tecnologia auxilia na motivação para o exercício físico, por meio de sistemas como pedômetros (fazem a contagem dos passos) e acelerômetros (quantificam o movimento realizado e estipulam metas individuais), que podem ter seus dados compartilhados entre os usuários dos apps, estimulando a interação social.

Neste cenário de democratização tecnológica, muitas vezes nem percebemos se os idosos têm facilidade para utilizar as ferramentas ou se estamos impondo mais uma barreira para que eles não sejam ativos fisicamente. Pois é, mesmo com todo esse avanço não há consenso cientifico sobre o que deve estar e o que não deve estar contido em um aplicativo de saúde que favoreça o uso entre usuários de idade avançada. As características negativas mais relatadas sobre os apps atuais são:

  • Letras pequenas;
  • Tamanho da tela;
  • Falta de utilização de cores;
  • Excesso de funções;
  • Passo a passo desnecessário.

Considerando que ao passar dos anos nos tornamos menos ativos e cada vez mais dependentes da tecnologia no dia a dia, faz-se necessário a elaboração de aplicativos que sejam amigáveis aos idosos.

Os primeiros passos estão sendo dados, os desenvolvedores e pesquisadores têm utilizado os próprios idosos para auxiliarem na elaboração das novas tecnologias, fazendo testes e dando sugestões. Eles opinam sobre o que pode ser um facilitador ou o que pode ser uma barreira na utilização adequada do aplicativo —funcionalidades que, de fato, promovam a atividade física nessa faixa etária tão importante.

Se olharmos da perspectiva de uma geração que na infância brincava nas ruas, em que videogames e celulares passavam longe das pessoas, percebemos que embora disponíveis para a grande maioria, nem sempre as tecnologias são adequadas aos idosos. Portanto, não basta ter acesso às novas tecnologias se as configurações e características não se adequarem à realidade desse público. Se isso não acontecer, essas pessoas serão levadas a um processo de exclusão, quando o objetivo deveria ser inclui-las.

Autor: Rafael Luciano de Mello é professor dos cursos de licenciatura e de bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Assessoria

 

 

Motorista de aplicativos é assaltado e tem carro roubado em João Pessoa

Um motorista de transporte por aplicativo teve o carro tomado por assalto, na noite desta quarta-feira (20), em João Pessoa.

O condutor pegou uma corrida entre o bairro do Valentina e o Cidade Verde. Entretanto, no meio do caminho ele foi rendido pelo bandido que estava armado.

Além  do veículo, o suspeito levou a carteira e o celular da vítima. O homem registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Polícia, no Geisel.

Até o fechamento dessa matéria o carro e os objetos ainda não tinham sido encontrados.

MaisPB

 

 

TSE disponibiliza aplicativos para acompanhar apuração das eleições

smartfoneOs aplicativos (Apps) “Resultados”, “Boletim na Mão” e “Eleições 2016” desenvolvidos pela Justiça Eleitoral já estão disponíveis para downloadgratuito na loja Google Play. Os usuários do sistema IOS poderão baixar os aplicativos nos próximos dias.

Para as eleições deste ano, a Justiça Eleitoral vai disponibilizar, ao todo, 11 aplicativos para dispositivos móveis –smartphones etablets (Android e IOS). Além desses três, já estão disponíveis os seguintes: Mesários, Agenda JE, JE Processos, Candidaturas e Pardal.

O App “Resultados” permite ao cidadão acompanhar, em tempo real, o resultado das eleições deste ano. Os resultados do primeiro turno serão divulgados, via aplicativo, a partir das 17h do dia 2 de outubro. Nos municípios em que houver segundo turno, as informações estarão disponíveis a partir das 17h do dia 30 de outubro.

Já o aplicativo “Boletim na Mão” permite que o resultado do pleito municipal de 2016 seja conferido por meio do código QR – um código de barras em 2D que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. A ferramenta possibilita que qualquer cidadão acesse de forma rápida, segura e simplificada as informações contidas nos Boletins de Urna, documentos que são impressos após o encerramento da votação e afixados em quadros de aviso nas seções eleitorais.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, esse App permite que o cidadão atue como um fiscal do processo eleitoral. “O Boletim de Urna torna o resultado público imediatamente após o término da votação. Tudo o que acontece a partir dali, como a transmissão e a apuração, fica transparente. Isso acontece em 100% das 461 mil seções eleitorais. Nesse sentido, trata-se de um aplicativo que inclui o eleitor no processo de fiscalização do pleito”, afirma.

Já o aplicativo “Eleições 2016” oferece ao cidadão notícias, vídeos e acesso aos demais aplicativos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. O layout da ferramenta lembra a página do TSE na internet. Ao entrar no App, o cidadão poderá obter informações como a situação eleitoral, local de votação, justificativa eleitoral e transporte de eleitores, entre outras.

Onde Votar

O aplicativo “Onde votar” (ainda indisponível) foi criado pela Justiça Eleitoral para facilitar o acesso do eleitor brasileiro ao local de votação e aos postos de justificativa, caso esteja fora do seu domicílio eleitoral. O aplicativo funciona como um guia que auxilia os eleitores que estão em dúvida sobre a zona ou seção em que votam. Ele traz o endereço dos locais de votação e dos postos de justificativa em todo o Brasil, permitindo ao cidadão fazer a consulta de forma rápida e segura, diretamente das bases nacionais da Justiça Eleitoral. O App deve estar disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play a partir desta terça-feira (27).

Clique aqui para conhecer todos os aplicativos da Justiça Eleitoral para as Eleições 2016.

TSE

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Com aplicativos para celular, eleitores podem denunciar compra de votos e acompanhar eleições

smartfoneDe olho na conectividade cada vez maior dos brasileiros, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu 11 aplicativos para smartphones e tablets para que os eleitores participem mais ativamente do processo eleitoral deste ano. Com os apps, é possível acompanhar o resultado das eleições municipais, fazer denúncias de irregularidades e até participar da verificação do número de votos registrados nas urnas eletrônicas.

“Desde que o processo se tornou informatizado, há 20 anos, o compromisso da Justiça Eleitoral é justamente utilizar os recursos e as funcionalidades que a tecnologia proporciona e evoluir o processo eleitoral na mesma velocidade que evolui a tecnologia”, diz o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino. Os aplicativos estão disponíveis para as plataformas IOS e Android. Atualmente, existem mais de 196 milhões de acessos em internet móvel no país, incluindo 3G e 4G.

Uma das principais apostas do TSE para este ano é o aplicativo Pardal, que permite que os eleitores façam denúncias de propaganda eleitoral irregular, tanto nas ruas como na internet e em veículos de comunicação. A denúncia é feita pelo próprio aplicativo, com o envio de fotos, vídeos ou áudios. Por exemplo, se um eleitor encontrar um outdoor de um candidato na rua, que é proibido, pode tirar uma foto e mandar pelo aplicativo, que automaticamente envia a denúncia para análise do Ministério Público Eleitoral. Também é possível denunciar outras irregularidades como compra de votos, uso da máquina administrativa ou gastos irregulares.

Em três semanas, o aplicativo já recebeu mais de 25 mil registros de irregularidades de todo o país. Janino estima que o número de denúncias deve subir com a proximidade das eleições, mas destaca que mais importante que isso é o caráter pedagógico das denúncias. “Sabendo que está sendo vigiado pelo cidadão, o candidato tem um comportamento adequado ao que prevê a lei”, diz.

Outra novidade deste ano é o aplicativo Boletim na Mão, que permite que, ao final da votação, os eleitores conheçam os votos depositados em uma urna eletrônica específica. Quando a eleição é encerrada, a urna apura os votos automaticamente e imprime o resultado em papel, que é distribuído para os fiscais e afixado na porta da seção eleitoral. O boletim tem um QR code, que é uma espécie de código de barras que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares com câmera fotográfica. Com esse código, por meio do aplicativo, o cidadão poderá ter as informações dos votos daquela urna para depois comparar com o que é divulgado oficialmente.

“É uma forma de o cidadão comum também acompanhar e auditar o trâmite das informações que saem das urnas eletrônicas. É um processo simples, mas de uma importância estratégica, porque significa que no exato momento em que se encerra a votação o resultado já se torna de conhecimento público. Então, tudo o que acontece dali para a frente é facilmente verificável”, explica Janino.

Com o aplicativo Candidaturas, o eleitor pode analisar os dados de cada candidato, como nome, foto, planos de governo e dados de prestação de contas. O eleitor também pode “favoritar” seu candidato, para acompanhar seu desempenho posteriormente. “Essa é uma característica do eleitor brasileiro, de esquecer do candidato em quem votou, principalmente considerando nos cargos proporcionais”, diz o secretário do TSE.

Alguns aplicativos ainda não estão disponíveis, mas poderão ser baixados nos próximos dias. É o caso do Onde Votar ou Justificar, que informa o local exato de votação e o melhor caminho para que o eleitor vá até sua seção. O aplicativo Resultados, que permite o acompanhamento da totalização de votos em todos os municípios em tempo real, também deve ser disponibilizado em breve. Esse foi o aplicativo mais baixado da Apple Store em 2014 nas vésperas das eleições. Nas eleições 2014, o TSE colocou quatro aplicativos à disposição dos eleitores.

Alguns aplicativos são mais voltados para os funcionários da Justiça Eleitoral, como o Mesários, que disponibiliza informações para quem vai trabalhar nas eleições, como a forma de preparar a seção, a identificação do eleitor e a proibição de propaganda no dia da votação. O QRUEL e o Checkup da Urna são para uso de servidores da Justiça Eleitoral e servem para verificar o funcionamento correto das urnas eletrônicas.

Todos os aplicativos foram desenvolvidos de forma colaborativa por técnicos do TSE e dos tribunais regionais em todo o país. Para o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, essa tecnologia contribui para uma maior participação dos cidadãos no processo eleitoral. “Os aplicativos trazem informações consistentes, de uma forma facilitada, objetiva e didática, e permitem que o eleitor interaja no processo, buscando cada vez mais um processo democrático e rígido com relação ao cumprimento das leis e dos direitos do cidadão brasileiro”, diz.

>> APLICATIVOS
Veja os aplicativos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições deste ano

Pardal – Permite a notificação de irregularidades nas campanhas. Ao identificar um problema, o cidadão tira uma foto e, por meio do aplicativo, envia as evidências para a Justiça Eleitoral no estado ou município, que fará a análise da denúncia.

Candidaturas – Permite que o eleitor acompanhe o seu candidato e acesse informações como nome, número, situação do registro de candidatura, cargo, partido, coligação e o link para o site do candidato. O dispositivo também exibe os dados da prestação de contas dos políticos.

Mesários – Leva informações a cerca de dois milhões de colaboradores que participam do processo eleitoral, com instruções, orientações e perguntas e respostas.

Agenda JE – Reúne todos os acontecimentos previstos para as eleições municipais e permite a notificação automática dos os prazos constantes do calendário.

JE Processos – Permite acompanhar o andamento dos processos no TSE e nos tribunais regionais eleitorais.

Eleições 2016 – Reúne informações para o eleitor em uma única tela, como situação do título, orientações sobre justificativa, local de votação, informações sobre propaganda eleitoral e contatos do Disque-Eleitor. Estará disponível nos próximos dias.

Onde votar ou justificar – Mostra o local de votação e postos de justificativa em todo o Brasil. Por meio do georreferenciamento, ajuda a traçar o melhor caminho para que o eleitor chegue à sua seção eleitoral. Estará disponível brevemente.

Boletim na Mão – Permite que o eleitor confira as informações contidas nos Boletins de Urna, que são impressos após o encerramento da votação e afixados nas seções eleitorais. Estará disponível nos próximos dias.

Resultados – Vai permitir acompanhar, em tempo real, os dados do resultado da eleição em todo o Brasil. Também permite selecionar os candidatos favoritos e selecioná-los para acompanhar a apuração. Estará disponível brevemente.

QRUEL – Com o app, um servidor da Justiça Eleitoral pode ligar a urna e fotografar o QR Code que aparece na tela. Esse código detalha se a urna eletrônica está operando de forma correta e, caso a urna apresente problema, o TRE poderá substituí-la antes da eleição. Estará disponível nos próximos dias.

Checkup da urna – Desenvolvido para uso dos técnicos da Justiça Eleitoral, o dispositivo faz uma checagem das funcionalidades gerais das urnas, o que permite atuar preventivamente na sua manutenção. Estará disponível nos próximos dias.

Agência Brasil

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Números de celulares da PB ganham 9º dígito; veja como aplicativos atualizam agenda

Reprodução/Marcos Santos/USP Imagens
Reprodução/Marcos Santos/USP Imagens

A partir deste domingo (31), os números de celulares da Paraíba, e de outros cinco estados, ganham o dígito ‘9’ na frente, à esquerda dos números atuais. Para auxiliar os usuários, surgiram aplicativos gratuitos, tanto para aparelhos com sistema Android como para iOS, que prometem atualizar automaticamente toda a agenda telefônica e economizar o tempo de quem teria que adicionar o número ‘9’ em cada contato.

A adoção do nono dígito nos celulares é obrigatória e foi determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 11 de novembro de 2014. Com isso, o número de qualquer celular utilizado na Paraíba deve ficar da seguinte forma: (83) 9xxxx-xxxx.

Um dos aplicativos que prometem facilitar a vida dos paraibanos é o ‘Novo Dígito BR’, que é gratuito e está disponível para download no Google Play para aparelhos Android.

Segundo as especificações do aplicativo, ele funciona em aparelhos com Android 2.1 ou superior. O aplicativo é de fácil interação com o usuário e a atualização dos números de contato é feita em dois passos.

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Na tela inicial, o usuário digita o DDD que vai receber o novo dígito e avança para que o aplicativo busque todos os contatos que tenham o DDD escolhido pelo usuário. Na segunda tela, aparecem os contatos selecionados, bastando o usuário marcos todos os contatos e iniciar a operação.

Caso o usuário queira retornar aos números de contatos antigos, basta retornar em uma versão de backup, que fica disponível nos menus do aplicativo.

Aplicativo promete atualizar números automaticamenteFoto: Aplicativo promete atualizar números automaticamente
Créditos: Reprodução/Montagem/Portal Correio

Mesmo após o dia 31, ligações realizadas sem a inclusão do dígito 9 vão ser completadas por até 40 dias, prazo de transição para adaptação dos usuários e do sistema, segundo a Anatel. Depois desse período, as chamadas sem o nono dígito não vão funcionar.

A mudança não vai atingir números de telefones fixos ou de telefones móveis especializados.

 

portalcorreio

Aplicativos desenvolvidos pela Justiça Eleitoral ajudarão eleitor a consultar local de votação e acompanhar apuração

aplicativoJá estão disponíveis para download, gratuitamente, na Aplle Store e Google Play dois aplicativos criados pela Justiça Eleitoral para auxiliar os eleitores no dia das eleições.

Através dos aplicativos, o eleitor poderá obter endereços dos locais de votação e acompanhar a totalização dos votos apurados nas urnas.

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O aplicativo oficial “Onde votar ou Justificar” permite ao eleitor consultar o endereço do seu local de votação e a relação dos locais especialmente destinados ao recebimento das justificativas em todo o Brasil, por Unidade da Federação e município.

Após o término da votação o aplicativo “Apuração Eleições 2014” divulga em tempo real os resultados da apuração em todo o Brasil e apresenta o quantitativo de votos totalizados para cada candidato com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o 2º turno.

MaisPB

com assessoria do TRE-PB

Elas falam o que acham de aplicativos para avaliar o outro

aplicativosO Lulu, aplicativo que ‘bombou’ nas últimas semanas, tinha o objetivo de dar a oportunidade às mulheres de avaliarem, anonimamente, o desempenho de ex-companheiros com base em dados do Facebook. Para essa semana, estava previsto o lançamento da versão masculina, o Tubby, no qual os homens poderiam comentar a performance sexual delas. “Sua vez de descobrir se ela é boa de cama” era a frase de boas-vindas. O aplicativo chegou a ser proibido pela justiça brasileira, com a justificativa de que seria uma forma de violência contra a mulher, e na sexta-feira (6) foi feito o anúncio oficial, em vídeo, de que tudo não passava de uma crítica ao machismo.

 

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Mas o que elas pensam sobre esse tipo de avaliação pública?

 

Parece que voltamos à escola, quando as enquetes passavam de sala em sala. Quem não inventava uma vantagem ou aproveitava para cutucar um desafeto?

 

Algumas mulheres se anteciparam e trataram de excluir o perfil antes mesmo de poderem ser avaliadas. É o caso da publicitária Larissa Mattar Rozanski, 25. Ela está solteira, mas quando soube dos boatos excluiu a conta porque achou “os termos muito pesados”. “Foi divulgado que teriam coisas como #engoletudo. Qualquer um pode ir lá e avaliar como quiser. Eu tenho familiares e pessoas do trabalho que poderão ter acesso a essas informações e eu poderia ter a minha imagem denegrida”, afirma.

 

Já a jornalista Paula Silva, 25, atualmente está namorando, mas não estava preocupada em desaparecer do aplicativo. “Não excluiria o meu perfil por dois motivos: sou avessa às novidades tecnológicas e me atrapalharia ao fazê-lo. E não me importo com a opinião alheia. Sei que qualquer um – inclusive um completo estranho – pode fazer um tipo de ‘avaliação’. Basta o mínimo de bom senso para não levar essa bobagem a sério”, pontua.

 

“Mesa de bar”
Nenhuma das entrevistadas pelo Terra vê algo positivo em um aplicativo como o Tubby. Segundo a analista de desenvolvimento Manuella Vargas, 23, este tipo de aplicativo tem a mesma função que uma mesa de bar ou uma roda de amigos. “Dali sempre saíram os comentários e a ‘pontuação’ para os paqueras como existe hoje nos aplicativos. O grande problema além da exposição é a intenção da pessoa que está dando sua opinião, como estar impulsionada por raiva, rancor ou querendo uma vingança, por exemplo.”

Se você precisa de um aplicativo ou tecnologia pra conhecer alguém, daqui a pouco estará namorando uma máquina

 

A assessora de imprensa Priscila Gomes de Freitas, 28, classifica a novidade como “perda de tempo”. “Vi em uma reportagem uma menina falando que o Lulu era um aplicativo para ajudar as mulheres modernas a se relacionar. Achei ridículo porque se você precisa de um aplicativo ou tecnologia pra conhecer alguém, daqui a pouco estará namorando uma máquina.”

 

Paula ressalta que a prática é invasiva e perigosa. “Ambos [Tubby e Lulu] têm como objetivo expor intimidades e disseminar mentiras. Parece que voltamos à escola, quando as enquetes passavam de sala em sala. Quem não inventava uma vantagem ou aproveitava para cutucar um desafeto? A oportunidade é apenas para quem quer brincar com os amigos ou prejudicar alguém. Gente ressentida deve gostar”, afirma.

 

Larissa concorda e reforça que a prática da avaliação via rede social acaba soando como invasão de privacidade. “Principalmente em se tratando de coisas tão íntimas que podem ser ditas por pessoas que você nem tem em sua rede de amigos. Mesmo se bem avaliado, o legal é ouvir um elogio pessoalmente, saber de onde veio”, analisa.

“Cardápio humano” 
O fato de um homem se pautar pelo que veria no aplicativo também conta como ponto negativo na opinião delas. Para Manuella, ter a avaliação do Tubby como parâmetro é um indicativo de que  eles não querem nada sério. “Mostraria que o cara definitivamente estaria saindo para a caça e não para conhecer realmente alguém. Até porque, com tantas opções em um ‘cardápio humano’ , se ele já sabe o que quer vai pelo caminho mais fácil”, observa.

 

Para Larissa, “homem que é homem não baixa esse tipo de aplicativo”. “Nem para fuçar e muito menos pra avaliar, afinal de contas o bar esta ai desde 1950 pra isso, não é mesmo? Resumindo, ele seria descartado na mesma hora”, enfatiza.

 

Paula não se importa com o fato do homem olhar, apenas pela curiosidade. “O que contaria é a opinião dele sobre o aplicativo e o quanto dá valor a uma hashtag.”

 

Novo aplicativo seria a 'revanche' dos homens na avaliação das mulheres Foto: Getty Images
Novo aplicativo seria a ‘revanche’ dos homens na avaliação das mulheres
Foto: Getty Images

Só uma olhadinha
Quando o poder está nas mãos delas, voltando ao Lulu, elas contam que usariam o aplicativo apenas por curiosidade.

 

Paula ressalta que o aplicativo pode parecer engraçado, mas tem limite. “Até que nos afete de alguma forma. Eu teria ciúmes de olhar, com certeza. Por isso não procurei, não perguntei para nenhuma amiga que tenha baixado o aplicativo”, conta.

 

Para Priscila, o Lulu não seria algo útil. “Para isso temos Facebook, Twitter. Nestas redes sociais você consegue ver um pouco do que a pessoa é, mas claro que para conhecê-lo só convivendo mesmo. O que eu penso mesmo é que a avaliação tem que ser minha. Não vou ficar olhando avaliações de outras pessoas pra decidir se quero me relacionar com alguém ou não.”

 

Basta o mínimo de bom senso para não levar essa bobagem a sério

Larissa também não aprova os apps, mas conta que baixou o Lulu e deu “uma olhada”. No entanto, se a página fosse de alguém com quem estivesse se relacionando, a coisa mudaria de figura. “Imagina eu ler que o meu namorado foi avaliado com ‘mãos magicas’? Eu poderia até guardar pra mim, mas por dentro eu iria me corroer”, afirma.

 

Ela acredita que apesar de as hashtags serem engraçadas, a prática deve ter limite. “Essa brincadeira pode sim estragar relacionamentos, pode queimar a pessoa em ambientes de trabalho, pode gerar bullying e trazer uma série de problemas de autoestima para pessoa, tanto ela sendo homem quanto mulher”, conclui.

 

Homem que é homem não baixa esse tipo de aplicativo

 

Terra 

Apesar de avaliação positiva, usuários apontam falhas em aplicativos do Ministério das Cidades para motoristas

Brasília – Preocupado com os altos índices de acidentes de trânsito no país, o Ministério das Cidades, em parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), criou dois aplicativos para celulares que auxiliam o usuário e evitam que ele transgrida leis de trânsito. O mais popular deles, o Onde Tem Taxi Aqui, foi lançado durante o carnaval. A ideia é ajudar o cidadão a encontrar um ponto de táxi próximo ao local onde estiver evitando assim que ele dirija depois de beber.

O outro aplicativo, chamado Mão no Volante, bloqueia as chamadas enquanto o usuário estiver dirigindo e envia uma mensagem para quem ligou: “Estou dirigindo. Ligo mais tarde”. A mensagem é padrão, mas pode ser personalizada. A ideia é conscientizar os motoristas a não falarem ao telefone enquanto dirigem.

A reportagem da Agência Brasil pediu a três estudantes de Brasília que testassem, na última sexta-feira (1º) e no sábado (2), os dois aplicativos. No geral, a avaliação foi positiva, mas eles apontaram falhas que podem desmotivar o uso dos recursos.

Para Pedro Duarte, 22 anos, que usa o celular constantemente, o Mão no Volante tirou uma preocupação. “É chato você não poder atender ao telefone. O toque às vezes irrita e também é perigoso. Com o aplicativo, o telefone não toca e quem me ligou recebe mensagem, assim todo mundo fica informado”, disse.

Entretanto Pedro afirma que, duas pessoas não receberam a mensagem de alerta. “Ativei o programa normalmente, mas ela só bloqueou a chamada, quem me ligou não recebeu o aviso. Acho que esse tipo de falha desacredita o aplicativo”, contou.

Já Carlos Duarte, 19 anos, disse que essa falha não aconteceu com ele. “O programa funcionou perfeitamente, não tive nenhum tipo de problema”, disse.

Para Marcos Augusto Brandão, 23 anos, o aplicativo que mais agradou foi o Onde Tem Táxi Aqui. Ele afirmou que conseguiu pegar um táxi às três da manhã em menos de dez minutos. “Estava saindo de um bar na Asa Sul e usei o serviço. Aparece o número da empresa bem rápido. E o táxi também não demorou a chegar”, disse acrescentando que conseguir táxi em Brasília é uma tarefa difícil.

Mas Brandão encontrou algumas falhas. Em Taguantiga, cidade a 20 quilômetros do centro de Brasília onde o estudante mora, o aplicativo não mostrou o ponto de táxi mais próximo. “Sei que tem um ponto bem perto da minha casa, mas ele não apontou esse, só mostrou o que tem no centro de Taguatinga.”

Em mensagens deixadas na página de download do aplicativo na internet, os usuários avaliam que o banco de dados do sistema é limitado e que, por vezes, não informa sobre pontos de táxis conhecidos e mais próximos. Em nota, o Ministério das Cidades informou que estuda com os desenvolvedores do programa a ampliação do banco de dados, assim como a inclusão de novas funções, como a que permite aos usuários marcar pontos de táxis que não constem no sistema.

O aplicativo Onde Tem Táxi Aqui está disponível para celulares com sistema operacional Android e para Iphones. Já o Mão no Volante só pode ser usado por quem tem Android. O Ministério das Cidades estuda parcerias com outras plataformas para ampliar o acesso aos serviços.

Agência Brasil