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15 Mitos e Verdades sobre o Anticoncepcional

A camisinha é a solução mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Mas para as mulheres que buscam se proteger, além das doenças, de uma gravidez indesejada, o método deve ser conciliado ao uso de outros anticoncepcionais.

Os contraceptivos orais acompanham as mulheres desde a década de 60, quando se estabeleceu o início da revolução sexual e social feminina. Mais de 50 anos depois, as pílulas continuam sendo o método contraceptivo mais procurado no mercado mesmo com todas as lendas a cerca da ingestão do medicamento.

Para sanar de vez as dúvidas que nem sempre estão nas bulas, o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, disponibilizou um questionário com 15 perguntas e respostas sobre o método contraceptivo.

1-      A pílula anticoncepcional pode acabar com o desejo sexual das mulheres?

Mito e verdade: O questionamento que as mulheres mais fazem aos ginecologistas é sobre a perda de libido. Não há qualquer relação entre o uso desse contraceptivo com a perda do apetite sexual, porém eventualmente se houver interferência do anticoncepcional na concentração do hormônio testosterona, poderá haver uma diminuição, mas não a perda da libido.

2-      O anticoncepcional promove o aumento de peso?

Mito: Os hormônios contidos nas pílulas devem ser dosados e indicados pelo ginecologista para não sobrecarregar a contagem de hormônios. Mas em geral não há indícios de que o efeito seja relacionado ao aumento do peso. O que pode ocorrer é uma retenção de líquidos maior levando a um inchaço, dependendo do hormônio que for utilizado, porem o que não é relacionado com o aumento de células de gordura. O único segredo para não ganhar quilos é praticar exercícios e ter uma alimentação saudável.

3-      A pílula causa câncer?

Mito e verdade: As pesquisas realizadas na área são incontestáveis, o uso da pílula não está associado ao surgimento de cânceres, porém podem aumentar a probabilidade de tê-los em alguns casos. O efeito muitas vezes é até contrário, onde o contraceptivo oral auxilia na prevenção de câncer como os de endométrio e ovários. Porém, as pílulas combinadas que contem estrogênio, aumentam a probabilidade de câncer de mama em pacientes com histórico pessoal ou familiar deste câncer.

4-      A infertilidade pode ser causada pelo uso contínuo do anticoncepcional?

Mito: As mulheres que tomam a pílula por um longo período de tempo podem demorar um pouco mais do que as mulheres que não fazem o uso do medicamento para voltarem a engravidar. Isso se dá, pois, uma parte dos hormônios pode ficar acumulado em células de gordura e continuarem a ser liberados mesmo após a parada de toma-los. A pílula é reversível e não causa danos à saúde da mulher.

5-      Posso não fazer intervalos entre todas as cartelas para não menstruar?

Verdade: Apesar de o sangue da menstruação ser uma maneira do corpo feminino se livrar das impurezas do organismo, a pílula não perde sua eficácia se a opção for emendar as cartelas, desde que os intervalos sejam acompanhados pelos ginecologistas,

6-      O cigarro prejudica a ação das pílulas?

Verdade: O anticoncepcional continua sendo um método eficaz mesmo com o uso do cigarro. Mas combinação das substancias presentes no fumo e nas pílulas afetam o fígado bruscamente e aumentam as chances de doenças cardiovasculares e tromboses venosas. É altamente recomendada a não união da pílula e do cigarro.

7-      O uso da pílula pode acarretar no aumento da acne?

Mito e Verdade: O surgimento da acne está veiculado ao hormônio feminino, quando a pílula é somada ao excesso de hormônio feminino já encontrado naturalmente em algumas mulheres, podendo haver efeito indesejado. Quando as mulheres possuem maior taxa de hormônios masculinos no organismo, a pílula é equilibrador e auxilia no tratamento da acne.

8-      O consumo de álcool pode fazer a pílula perder o efeito?

Verdade: O álcool pode sim interferir na capacidade preventiva das pílulas anticoncepcionais. Tanto o álcool como os anticoncepcionais são metabolizados no fígado. O álcool pode inclusive aumentar as taxas de estradiol circulante, elevando seus efeitos colaterais como o aumento da probabilidade de se ter câncer de mama. Também o uso contínuo da bebida pode afetar a qualidade dos óvulos e dificultar uma gravidez posterior.

9-      O anticoncepcional causa trombose?

Mito: Não, desde que o uso seja livre da influência de cigarros e que a mulher não tenha outros fatores de risco para trombose. O cigarro unido à pílula é responsável por engrossar o sangue, complicar a circulação e causar as tromboses. Claro que toda paciente deve ser orientada sobre a possibilidade de investigar trombofilia antes de iniciar um método contraceptivo

10-   A pílula altera o humor das mulheres?

Verdade: A pílula pode melhorar o humor feminino porque age diretamente no controle das dores e dos sintomas nada sutis que vêm acompanhados da menstruação. O contraceptivo oral é um combatente da TPM.

11-   A pílula causa celulite?

Mito: As celulites são provenientes da genética, não há o que culpar. Converse com seu ginecologista sobre anticoncepcionais que retenham menos liquido no organismo, reporte ao médico inchaços, aumento de peso e qualquer alteração física para descartar possibilidades de efeitos colaterais.

12-   Posso utilizar as pílulas do dia seguinte mesmo tomando o contraceptivo regularmente?

Mito: Não, a combinação dos contraceptivos não aumenta a prevenção da gravidez, mas acarreta em problemas circulatórios e perda de libido causada pela alta dosagem hormonal dos medicamentos.

13-   Posso tomar qualquer anticoncepcional disponível no mercado?

Mito: Não, o ginecologista é o único capacitado para receitar o contraceptivo oral, pois há a necessidade de realizações de exames para descartar impossibilidades de usar o método. A dosagem hormonal também só pode ser indicada pelo médico para não ocasionar efeitos colaterais.

14-   A pílula pode ser ingerida em horários distintos?

Mito: O anticoncepcional deve ser tomado em horário regular. O esquecimento contínuo deixa o corpo feminino sem a cobertura da ação preventiva da pílula facilitando a fertilização.

15-   Preciso trocar a marca das pílulas de tempos em tempos?

Mito: Se a mulher não tem efeitos desagradáveis com o uso continuo de uma só pílula, pode utilizar por tempo indeterminado uma marca e a eficácia não será comprometida.

Dr. Domingos Mantelliginecologista e obstetra – autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição. Dr. Domingos Mantelli tem pós-graduação em Ultrassonografia Ginecológica e Obstétrica, e em Medicina Legal e Perícias Médicas.

Site: http://domingosmantelli.com.br

Redes Sociais:

Instagram: @domingosmantelli

https://www.instagram.com/domingosmantelli/

 

Anticoncepcional hormonal eleva risco de câncer de mama, diz estudo

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor.

As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo — cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

O estudo mostra que “a busca de um anticoncepcional oral que não eleva o risco de câncer de mama precisa continuar”, disse o Dr. David Hunter, da Universidade de Oxford, em um editorial do periódico.

“Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer “, disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

“Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados “, disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

“Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso”.

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

“Outra coisa que não estava clara antes do estudo é que, após a descontinuação, se você usou este produto por mais de 5 anos, o risco parece ser aumentado, mesmo após 5 anos de suspensão do uso”, disse a autora principal Dra. Lina Morch , pesquisadora-sênior do Hospital da Universidade de Copenhague, à Reuters por telefone.
Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos “.

“Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais”, disse Rao à Reuters por telefone.

“Não há necessidade de entrar em pânico com base nesses resultados”, disse Morch. “Não queremos que as mulheres deixem a contracepção sem ter algo diferente para recorrer. E existem alternativas “.

Do Bem Estar

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Exame detecta risco de trombose por usar pílula anticoncepcional

anticoncepcionalDiversos casos de trombose associada ao uso de anticoncepcionais já viralizaram na internet, mulheres “vítimas da pílula” reúnem nas redes sociais alertas e depoimentos sobre as consequências do uso contínuo do medicamento, estudos confirmam que o risco é real. Essa onda de novas informações fez muitas mulheres abandonarem os anticoncepcionais. Mas, e quem não quer ou não pode? Corre risco?

Além da orientação médica, as mulheres contam com exames genéticos que detectam com precisão a predisposição à trombose e podem ajudar na hora de decidir qual método contraceptivo usar. São exames caros e, por isso, nem sempre pedidos pelos ginecologistas antes da prescrição da pílula.

O que os exames detectam é a trombofilia, doença que altera a coagulação do sangue e aumenta a formação de coágulos e a obstrução dos vasos sanguíneos (trombose). Ela pode ser genética (herdada dos pais) ou adquirida, como nos casos de mulheres que usam a pílula.

Segundo a biomédica Gabriela Becker, especialista em exames que traçam a trombofilia, a doença decorre de uma mutação nos genes ligados ao processo de coagulação — a alteração no fator 5 aumenta de três a oitenta vezes a chance da trombose cerebral e no gene da protrombina torna o risco sete vezes maior.

Uol

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Cientistas testam anticoncepcional masculino

anticoncepcional-masculinoPara os homens que não estão querendo ter filhos agora, o Vasalgel, é uma boa opção, pois ele é um anticoncepcional masculino. Mas o método não dispensa o uso da camisinha, por causa das doenças sexualmente transmissíveis.

Para funcionar, ele deve ser aplicado através de injeção uma única vez. O medicamento funciona como um gel bloqueador de espermatozoides. Ele cria uma barreira no duto deferente, que é o tubo responsável por transportar os espermatozoides, impedindo o fluxo deles.

Para voltar ao normal, o homem precisa tomar outra injeção para retirar a barreira e o fluxo de espermatozoides volta normalmente. Além disso, o procedimento do Vasalgel é muito mais simples, já que não se trata de um procedimento cirúrgico. Basta uma anestesia local para a aplicação do gel.

Como o medicamento ainda está em fase de testes, não existem ainda locais para venda. Acredita-se que este comece a ser comercializado em 2017, com um valor de US$ 400 (certa de R$ 1.500,00).

Fonte: Nerdices

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Antibióticos podem cortar efeito do anticoncepcional

anticoncepcionalMulheres que tomam pílula anticoncepcional devem ficar atentas quando estão com algum problema de saúde que exija o uso de antibióticos. A razão? Esses antimicrobianos podem cortar ou diminuir o efeito da pílula. O resultado pode ser uma gravidez indesejada.

Quando um médico receita um antibiótico, não dá para não tomar. Afinal, se houve a recomendação é porque existem bactérias maléficas circulando no corpo, causando alguma doença. Deixar de tomar pode levar à morte. Por outro lado, o antibiótico pode oferecer risco à mulher que toma pílula e que não deseja engravidar.

Resolver o problema é simples
Basta usar um método anticoncepcional de barreira (preservativo feminino e masculino, diafragma, esponja contraceptiva e espermicida) durante o uso do antimicrobiano e também uma semana depois, sem parar de tomar a pílula. Essa é a forma mais segura e que evita uma concepção fora dos planos.

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“Esse assunto é polêmico, mas os casos acontecem, por isso todo cuidado é pouco”, alerta Amouni Mourad, assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Os antibióticos de largo espectro, aqueles que conseguem matar mais tipos de bactérias, são os mais perigosos, segundo a farmacêutica. Nessa lista estão penicilina, amoxilina, eritromicina, tetraciclina e rifampicina.

Para entender melhor porque um antibiótico pode colocar em risco a eficácia da pílula, é preciso saber como eles agem no organismo. Os antibióticos, explica Amouni, destroem a microbiota intestinal, mais conhecida por flora bacteriana. Essa flora é importante para o anticoncepcional funcionar.

“Existem, naturalmente, bactérias no intestino. Os antibióticos matam as patogênicas, causadoras da doença, mas também destroem as outras bactérias do intestino”, diz. Essas bactérias que habitam o intestino são responsáveis pela reativação do estrogênio. Sem o trabalho delas, o estrogênio simplesmente é eliminado do corpo e a mulher pode ficar desprotegida e engravidar.

Amouni esclarece que esse fenômeno não vai necessariamente acontecer com todas as mulheres que tomarem antibióticos com pílulas anticoncepcionais, mas que “todo o cuidado é pouco” para quem não deseja engravidar.

A recomendação é, mesmo tomando a pílula diariamente, usar um método anticoncepcional de barreira durante o uso do antibiótico e continuar usando ao menos uma semana depois de interromper o remédio. Amouni é ainda mais conservadora e diz que o mais seguro, na verdade, é usar preservativo durante um mês.

Entenda porque a flora intestinal protege contra a gravidez indesejada
Quando a mulher toma a pílula, ela vai para o estômago e é absorvida pelo trato gastrointestinal. Depois disso, cai na corrente sanguínea e vai para o órgão responsável pela metabolização do remédio: o fígado. Cerca de metade desse estrogênio que chegou ao fígado é ativado e começa a proteger a mulher contra uma gravidez. A outra metade, no entanto, se transforma em compostos sem nenhuma ação contraceptiva, são excretados pela bile e vão para o intestino.

É nesse momento que as bactérias da flora intestinal entram em ação: elas produzem uma enzima que transforma esses compostos que o fígado não aproveitou em estrogênio ativo novamente que, por sua vez, cai na corrente sanguínea e continua protegendo a mulher contra uma gravidez, até a tomada da nova pílula. Se o antibiótico já estiver exterminado essas bactérias, não há a produção dessa enzima que reativa o estrogênio “anulado” pelo fígado e esse estrogênio é eliminado do corpo. A mulher, então, fica desprotegida.

Para que arriscar?
Antigamente, as doses hormonais dos contraceptivos orais eram altíssimas, então o risco de interação com os antibióticos era menor, já que havia uma quantidade maior de estrogênio circulando.

Amouni explica que essas altas doses ajudavam na contracepção e não sofriam interferência de antibióticos, mas, em contrapartida, causavam reações adversas mais severas. As dosagens, com o tempo, foram diminuindo, mas a eficácia da pílula depende do bom funcionamento do fígado e da harmonia na flora intestinal.

“Há casos nos Estados Unidos em que a mulher tomou antibiótico por causa de um tratamento dentário e engravidou por causa disso. O dentista foi processado”, conta a farmacêutica.

Ela diz que cada mulher tem o seu metabolismo próprio, então não é certeza de todas vão engravidar se tomar antibiótico junto com a pílula. Amouni, no entanto, chama a atenção para o uso do preservativo pelo período do tratamento com antibiótico e por uma semana depois, no mínimo. “Pronto, com isso a mulher já se garante. Pra que arriscar?”

Antibiótico para tuberculose é ainda mais arriscado
Amouni explica que a rifampicina, um antibiótico de largo espectro usado comumente no tratamento contra a tuberculose, além de poder cortar o efeito da pílula por causa da destruição da flora bacteriana, ele também acelera o metabolismo de eliminação do remédio, fazendo com que o estrogênio seja eliminado mais rapidamente.

Os anticonvulsivantes também aceleram o metabolismo de eliminação do estrogênio. Com isso, em vez de ele ficar circulando no organismo e protegendo a mulher até a tomada da próxima pílula, ele é eliminado, e a mulher pode ter uma gravidez inesperada.

Do IG

Cientistas dão ‘passo-chave’ para pílula anticoncepcional para homens

anticoncepcionalUma equipe de pesquisadores japoneses assegura ter dado um “passo-chave” para desenvolver a pílula anticoncepcional masculina, baseada no bloqueio de uma proteína, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (1º) pela revista científica “Science”.

A proteína, denominada calcineurina, exerce um papel importante na fertilidade masculina, mas até agora não se tinha identificado concretamente quais de suas diferentes formas era a que afetava em maior medida.

“As descobertas deste estudo podem ser um passo-chave para dar aos homens controle sobre seu futuro reprodutivo”, afirmou Masahito Ikawa, professor do Instituto de Pesquisa em Doenças Microbianas da Universidade de Osaka no Japão e autor principal do estudo.

A equipe analisou em camundongos variedades da proteína calcineurina expressadas nos genes PPP3CC e PPP3R2, que só se encontraram em células de formação de esperma.

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Os pesquisadores conseguiram bloquear o PPP3CC nos camundongos machos, através de dois fármacos inibidores, e criaram uma mutação na proteína que fez com que os roedores se tornassem temporariamente estéreis, já que este esperma era incapaz de fertilizar óvulos.

A fertilidade dos ratos foi recuperada uma semana após terem encerrado o consumo dos fármacos.

Ikawa assinalou que esta evolução específica da calcineurina também se encontra nos seres humanos, razão pela qual poderia ser utilizada como uma estratégia para desenvolver anticoncepcionais reversíveis para homens.

Até agora, os únicos métodos anticoncepcionais para homens são a vasectomia – efetiva, mas permanente – e os preservativos, que nem sempre são efetivos.

180 Graus

Anticoncepcional masculino é método revolucionário de prevenir a gravidez

Pesquisadores encontraram uma técnica revolucionária, para prevenir a gravidez, que vai mudar a vida de todo mundo. O Vasalgel é um contraceptivo injetável que permite que homens tenham relações sexuais sem o risco de engravidar a parceira.

Segundo a Parsemus Fountadion, organização sem fins lucrativos norte-americana que trabalha na produção do produto, o remédio não é usado em doses diárias, mas em uma única aplicação não hormonal, reversível, que funciona por até 10 anos! Se o homem decidir virar pai, basta uma injeção de bicarbonato de sódio (feita em laboratório) para dissolver o gel e os espermatozóides voltam a seguir o seu caminho.

COMO FUNCIONA
O médico injeta uma gota do gel contraceptivo no canal deferente (o tubo que transporta o esperma), localizado abaixo da pele de cada testículo, que bloqueia a passagem do esperma. Não se assuste! O local é anestesiado para receber a injeção.

Parsemus_Home_Vasalgel.jpg

O Vasalgel, patenteado pelos americanos, é inspirado no contraceptivo RISUG (Inibição Reversível de Esperma Sob Supervisão, na tradução original), que age de maneira parecida e foi desenvolvido há mais de 30 anos por um professor de engenharia biomédica do Instituto Indiano de Tecnologia chamado Sujoy Guha. Os testes realizados pelo indiano provam que o RISUG não tem efeitos colaterais e funciona com quase 100% de eficácia.

A principal diferença entre os dois é a instabilidade química. O RISUG, quando guardado dentro de uma seringa, tinha seu componente acidificado, deixando o gel inicial diferente do encontrado na seringa depois de uns anos. O Vasalgel já utiliza o subproduto ácido como a matéria prima da injeção. Os pesquisadores garantem que ele tem a mesma eficácia do seu antecessor.

O grande desafio é conseguir patrocínio para o desenvolvimento do projeto. Por ser um procedimento rápido e super barato (uma injeção custaria muito menos do que um DIU de US$ 800), o Vasagel não atrai os olhares da indústria farmacêutica.

A ideia é importantíssima para reforçar a necessidade da divisão de responsabilidade entre homens e mulheres na hora do sexo, evitar a gravidez na adolescência e a diminuição no número de mulheres se arriscando em clínicas clandestinas por conta da gravidez indesejada. Além disso as mulheres desse mundão não precisariam mais se entupir de hormônios. Tem coisa melhor?

Fonte: SOS Solteiros/Uol

7 motivos pelos quais a pílula anticoncepcional é um veneno para o corpo feminino

pilulaanti1) a libido despenca: os principais hormônios responsáveis pela libido feminina são: ocitocina, progesterona, estradiol, DHEA, DHT e, principalmente, a testosterona (o hormônio masculino, sim, existente também em mulheres). a testosterona é inibida pelo uso da pílula, fazendo com que muitas mulheres sequer saibam como é a sua real libido. mesmo que muitas utilizando a pílula continuem sentindo tesão, é bem provável que sem ela este aumente drasticamente.

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2) causa flacidez, celulite, diminuição de massa muscular, aumento de gordura localizada… acarretando em: mais gastos com cosméticos: com a diminuição do hormônio testosterona, o corpo não CONSEGUE desenvolver massa muscular. fica MUITO difícil, mesmo praticando exercícios físicos. o tônus muscular fica enfraquecido e as celulites aumentam devido ao inchaço e acúmulo de gordura nos tecidos causados pelos hormônios estrogênio e progesterona, presentes em grande quantidade na pílula, que retém líquido.

3) pode acarretar diversas complicações cardiovasculares: o coração é o órgão possui mais receptores para esse hormônio específico – a testosterona; depois vem o cérebro e os ossos. sendo assim, quem possui níveis baixos de testosterona fica mais suscetível a doenças do cardíacas e complicações no cérebro e nos ossos.

4) podem ser cancerígenos: você sabia que contraceptivos hormonais foram classificados pela Organização Mundial de Saúde como potencialmente carcinogênicos? isso devido às doses (muitas vezes cavalares) de hormônios depositados DIARIAMENTE na corrente sanguínea. pra você ter uma noção, eles estão enquadrados na mesma classe do tabaco e amianto.

5) você está enganando o seu corpo: a pílula anticoncepcional é composta por dois hormônios sintéticos: um imita o estrógeno e o o outro a progesterona, ambos hormônios naturais da mulher, responsáveis por controlar seu ciclo. esses hormônios “falsos” presentes na pílula “enganam” o seu organismo, fazendo com que a mulher não produza os hormônios naturais e, consequentemente, não ovule. a menstruação também é “falsa”, pois não há óvulo sendo expelido.

6) aumenta o risco de trombose: usuárias da pílula contraceptiva tem até quatro vezes mais chances de desenvolver trombose venosa profunda quando comparadas à população em geral. em mulheres fumantes acima de 35, esse número aumenta drasticamente; essas tem cerca de 10 vezes mais chance que as que utilizam esse método e não fumam (!!!). esse problema é gerado pela coagulação do sangue no interior das veias, principalmente nos membros inferiores. caso um dos coágulos entrar na corrente sanguínea e chegar ao pulmão, pode causar embolia pulmonar – risco fatal.

7) desencadeia vários outros problemas: dores de cabeça, alterações bruscas de humor, DEPRESSÃO, enjôos, mal-estar, ansiedade (…) tudo isso consta na bula. por favor leiam, se informem, e decidam de forma consciente.

 

corpoinconsciencia

Uso de anticoncepcional por 5 anos pode dobrar risco de câncer no cérebro, diz estudo

Getty Images
Getty Images

O uso de anticoncepcionais por cinco anos pode dobrar as chances de câncer no cérebro em mulheres. De acordo com o estudo realizado por cientistas dinamarqueses, a contracepção hormonal aumentou a chance de a mulher desenvolver glioma cerebral, tipo raro de câncer. Para o levantamento, foram analisadas mais de 300 mulheres que sofreram com a doença.

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Segundo informações do The Telegraph, pouco se sabe sobre as causas de glioma e outros tumores cerebrais. Mas há alguma evidência de que os hormônios sexuais femininos podem aumentar o risco de alguns tipos de câncer.

Os contraceptivos hormonais incluem contraceptivos orais, adesivos, injeções e implantes, contêm hormônios sexuais femininos e são amplamente utilizados por mulheres em todo o mundo.

O líder da equipe da pesquisa, David Gaist, do Hospital Universitário de Odense e University of Southern Denmark, informou que, apesar do aumento do risco, a chance de desenvolver a doença é extremamente baixa. Por ano, cinco em cada 100 mil pessoas desenvolvem glioma.

— Sentimos que nosso estudo é uma contribuição importante e esperamos que nossos achados irá estimular mais pesquisas sobre a relação entre agentes hormonais femininos e risco de glioma.

A pesquisa foi publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.

 

R7

Mulher tem trombose ao usar pílula anticoncepcional: ‘Pode ser fatal’

mulherrApós a repercussão dos casos de mulheres diagnosticadas com trombose venosa cerebral devido ao uso de pílula anticoncepcional, outras pessoas que tiveram o mesmo problema resolveram contar o seu drama, como a dona de casa Marizete Macedo, 46 anos. Moradora de Rio Verde, no sudoeste goiano, ela chegou a ter o lado esquerdo do corpo paralisado e a fala comprometida devido à doença. A paciente alerta para o uso de contraceptivos orais: “Quando o médico falar que precisa usar anticoncepcional peça o exame, porque a trombose pode ser fatal”.

Marizete conta que começou a usar pílula em junho do ano passado, como forma de tratamento. “Eu estava com o útero muito grande e teria que fazer uma cirurgia. Eu não quis. O médico então optou por fazer um tratamento com anticoncepcional”, relata a dona de casa.

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Seis meses depois de fazer uso diário da pílula anticoncepcional, a paciente começou a ter fortes dores de cabeça, vômito e intolerância à claridade. Diagnósticada como se estivesse com enxaqueca,  ela foi internada, mas o estado de saúde piorou e ela teve o lado esquerdo do corpo paralisado.

“Eles repetiram os exames e apareceu que eu tinha dado uma trombose. Eu já estava com hemorragia cerebral. Eles me perguntaram se eu fumava, se eu bebia, se eu tinha usado anticoncepcional. E aí eu falei para eles que tinha seis meses que eu tinha usado o remédio. Então foi o anticoncepcional que causou a minha trombose”, conta a dona de casa.

Os médicos que atenderam Marizete constataram que ela tinha uma mutação em um dos cromossomos, o que aumenta o risco de trombose. Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), 15% das mulheres possuem esse problema genético. O uso de anticoncepcional aumenta as chances de essas pessoas desenvolverem a doença.

O problema é que muitas mulheres fazem uso indiscriminado da pílula contraceptiva. Além disso, muitos ginecologistas não pedem que a paciente faça o exame que detecta a alteração genética.

“Quando a paciente chega em nosso consultório, é feita a triagem clínica, se ela tiver fator de risco ou fator familiar, aí é pedido, com  certeza, os exames específicos. Mas se a paciente não tem nenhum problema de saúde, o médico vai optar pelo anticoncepcional o efeito colateral”, disse o ginecologista Victor Reges Nunes Teixeira.

Um ano depois após ter diagnosticado a trombose, Marizete ainda vive com restrições. “Eu não posso cair, eu não posso ter pancada, porque se não pode criar novos trombos. Eu não posso comer verduras, coisas verdes. Hoje eu tenho medo, traumas, depressão”, relata a dona de casa.

Proibição de anticoncepcional na França gera alerta da Anvisa ao uso de pílulas no Brasil (Foto: Rede Globo)
Outras mulheres afirmam ter tido trombose após o
uso de pílula contraceptiva (Foto: Rede Globo)

Evento raro
O presidente da Sociedade Goiana de Ginecologia, Maurício Machado da Silveira, explica que a incidência desse efeito colateral é rara. “A incidência é de dois a cada 100 mil, um evento raro, mas grave, por isso que está chamando a atenção. Todas as pessoas têm risco para trombose, as pílulas antigas elevam em duas vezes o risco de ter a trombose”, afirma o médico.

O ginecologista explicou ao G1 que, além das pílulas, os anticoncepcionais que possuem estrogênio em sua formulação aumentam o risco de trombose, como os injetáveis mensais, os adesivos e o anel vaginal. Já os injetáveis trimestrais, DIUs (Dispositivos intrauterinos), a pílula de progesterona pura e os implantes subdérmicos não causam esse efeito colateral.

De acordo com o ginecologista, uma boa consulta com o médico por identificar a probabilidade de a mulher ter trombose devido ao uso de anticoncepcional. Ele diz que as pacientes não precisam se alarmar, mas devem procurar qual método contraceptivo podem usar.

“Principalmente as pacientes que têm condição de risco, por exemplo, quem fuma, quem tem problemas cardiovasculares, quem tem problemas de trombose, passado gestacional com abortos, essas pacientes são de risco e devem procurar um médico para fazer esse rastreamento e, se houver necessidade, pedir esse exame”, explicou Maurício.

Outros casos
A professora universitária Carla Simone Castro, 41 anos, que também foi diagnosticada com trombose venosa cerebral após usar pílula anticoncepcional, criou a comunidade “Vítimas de anticoncepcionais. Unidas a favor da vida” no Facebook. O objetivo do projeto é ajudar as pessoas que tiveram alguma enfermidade pelo uso de contraceptivo e alertar a população.

“Pensamos em, depois de nos recuperarmos, chamarmos a atenção da Anvisa. Estamos questionando a segurança desses medicamentos. Queremos que eles sejam pedidos por receita médica, que tenham mais estudos sobre os riscos. O risco deveria vir estampado na embalagem, assim como nas campanhas de cigarro. Quantas pessoas vão ter que morrer para que isso ocorra?”, questiona a professora.

O caso de Carla ficou conhecido nacionalmente após ela postar um vídeo nas redes sociais para contar aos amigos sobre seu estado de saúde e o que havia acontecido. A gravação repercutiu e já foi compartilhada quase 140 mil vezes.

Quase 15 mil mulheres já integram comunidade que alerta sobre o uso de anticoncepcional em Goiás (Foto: Reprodução/ Facebook)Quase 15 mil mulheres já integram comunidade (Foto: Reprodução/ Facebook)
Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera