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Papa completa 81 anos e recebe felicitações dos fiéis no Angelus

O papa Francisco completou 81 anos neste domingo (17) e, embora no Vaticano essas efemérides não sejam celebradas, o pontífice recebeu palavras de afeto e felicitações e várias atividades solidárias foram organizadas em sua homenagem.

Ao chegar à janela do Palácio Apostólico para a tradicional oração do Angelus, Francisco foi recebido com um enorme cartaz que alguns fiéis levaram à Praça de São Pedro e no qual se lia: “Muitas felicidades, Santidade”.

Ao concluir a reza, centenas de fiéis cantaram seu nome e o papa, sorridente, respondeu com um “muito obrigado”.

Por sua vez, o presidente italiano Sergio Mattarella se uniu às felicitações e o pontífice o agradeceu por suas mensagens sobre “a importância de colocar no centro da política as pessoas e a família” e a sua frequente defesa da dignidade no trabalho.

Mattarella ressaltou que, com suas viagens por todo o mundo, o papa “persegue com coragem e determinação caminhos de diálogo e de reconciliação para curar as feridas sociais e superar as tensões internacionais”.

Mas nem tudo se tratou palavras de afeto. Como o próprio papa predica, também houve atos em favor dos mais necessitados.

Sob o lema “Felicidades, papa Francisco”, um grupo de estudantes de gastronomia organizou no sábado em Roma uma distribuição comida a pessoas desfavorecidas e com a qual colaboraram a Diocese de Roma e diversas entidades, que ofereceram os produtos.

O artista urbano Maupal, autor de alguns grafites sobre o pontífice em Roma, também desejou feliz aniversário com um desenho em uma torta de uma confeitaria próxima ao Vaticano, no qual mostra Francisco carregando em suas costas um planeta em pedaços remendados.

Com sua outra mão, o papa segura uma mala na qual se pode ler a palavra “valores” e da qual sai um cachecol vermelho e azul, as cores do San Lorenzo, seu time de futebol.

Os veículos de imprensa da Santa Sé também o felicitaram por meio das redes sociais: o jornal oficial “L’Osservatore Romano” o fez em latim: “ad multos annos” (por muitos anos), e a Secretaria de Comunicação escreveu “Feliz Aniversário” em seis idiomas.

Francisco começou o dia com um encontro com crianças do Dispensário Pediátrico “Santa Marta”, acompanhados por seus pais e voluntários.

Diante deles, o pontífice ressaltou que a alegria dos menores é “um tesouro” que é preciso proteger, sobretudo no ambiente familiar, e recomendou aos pais que façam as crianças falarem com os avôs e os idosos.

“Por favor, que não sejam crianças desarraigadas, sem memória de um povo, sem memória da fé, sem memória das muitas coisas belas que fez a história. Sem memória não há valores”, disse o papa.

As crianças também estiveram muito presentes durante o Angelus, já que Francisco realizou a tradicional bênção dos “bambinelli”, pequenas representações do menino Jesus que as crianças levam a cada ano à Praça de São Pedro para que sejam benzidos.

 

G1

Foto: Andreas Solaro/Pool/REUTERS

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Na oração do Angelus, papa ressalta a situação de famílias refugiadas

papa“José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática de refugiados, marcada pelo medo, pela incerteza e pelo incômodo. Infelizmente, em nossos dias, milhões de famílias podem se identificar com esta triste realidade”, disse o papa Francisco, durante a Oração do Angelus, realizada neste domingo, 29, dia dedicado à Sagrada Família.

Segundo o papa, “quase todos os dias, a televisão e os jornais transmitem notícias de refugiados, que fogem da fome, das guerras e de outros graves perigos, à busca de segurança e de uma vida digna, para si e para suas famílias”.

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Francisco lembra que, em terras distantes, quando refugiados e imigrantes encontram trabalho, nem sempre têm uma boa acolhida. “Por isso, quando fixamos nosso olhar na Sagrada Família de Nazaré, quando é obrigada a se refugiar, pensemos no drama daqueles migrantes e refugiados que são vítimas da rejeição e da exploração, que são vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Pensemos também nos ‘exilados’ – e eu os chamaria de ‘exilados escondidos’ – aqueles exilados que podem existir no âmbito das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que, às vezes, são tratados como presenças incômodas. Muitas vezes, penso que um sinal, para saber como vai uma família, é ver como são tratados as crianças e os idosos”, acrescentou.

O papa afirmou que Jesus quis pertencer a uma família e que passou por essas dificuldades. “A Fuga para o Egito, por causa das ameaças de Herodes, nos mostra que Deus se encontra onde o homem corre risco, onde o homem sofre, onde é fugitivo, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas é também o lugar onde o homem sonha, espera de voltar à sua terra natal, em liberdade, faz projetos e escolhas para a sua vida e a sua dignidade e a dos seus familiares”, explicou.

Ainda, durante o Angelus, o papa convidou os fieis a olhar a Sagrada Família e lembrou três palavras importantes para se viver em paz e alegria em família: dá licença, obrigado e perdão. “Quando em uma família não se é um intruso e se pede ‘com licença’, quando em uma família não se é egoísta e se aprende a dizer ‘obrigado’, e quando em uma família alguém se dá conta que fez uma coisa errada e pede ‘perdão’, então nesta família existe paz e alegria. recordemos estas três palavras: ‘com licença, obrigado, perdão'”.

Ao final do Angelus, o papa Francisco recitou uma oração dedicada à Sagrada Família, escrita por ele.
ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor, a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.

 

CNBB

Com mensagem sobre o perdão, Papa Francisco reza 1º Ângelus

“Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão”. Com essas palavras, o Papa Francisco transmitiu a principal mensagem da oração do Ângelus deste domingo (17), a primeira de seu pontificado. Seu discurso foi todo marcado pelo perdão e pela misericórdia.

“Deus é como um pai misericordioso, que sempre tem paciência conosco, nos compreende, atende, não se cansa de nos perdoar. Grande é a misericórdia do Senhor”, disse.

O novo pontifície abriu seu pronunciamento com uma saudação que já se tornou sua marca registrada: “Irmãos e irmãs, bom dia”. O Papa se disse feliz por poder se encontrar novamente com os fiéis em um intervalo curto de tempo, após sua primeira aparição pública na última quarta-feira (13), quando foi eleito. “Estou feliz de fazer isso no domingo, dia do senhor”, afirmou.

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Logo no início de suas palavras, o Papa Francisco mencionou que leu nos últimos dias um livro do cardeal alemão Walter Kasper – a quem classificou de “bom teólogo”, sobre a misericórdia. “Mas não pensem que estou fazendo publicidade do livro do cardeal”, disse o Papa sorrindo, provocando muitos risos entre os fiéis. “O livro dizia que a misericórdia é uma palavra que muda tudo, muda o mundo. Um pouco dela deixa o mundo menos frio e mais justo”, disse Francisco.

Ângelus (Foto: Reprodução/TV Globo)Papa Francisco durante a oração do Ângelus neste domingo  (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Papa destacou pelo menos duas vezes durante seu discurso que, devido ao alcance dos meios de comunicação, podia falar neste domingo não apenas com quem estava na Praça, mas com todo o mundo.

Francisco, que é argentino, lembrou que as origens de sua família estão na Itália. “Mas nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja”, disse.

O Papa Francisco também se lembrou de uma passagem de sua vida ocorrida em 1992, quando ele ainda era bispo em Buenos Aires. Na época, chegou à cidade a Madonna de Fátima, e foi feita uma grande missa em homenagem aos doentes – o então bispo ficou à disposição de quem quisesse se confessar.

“Ao fim, veio a mim uma anciã, muito humilde, nos seus 80 anos. A vi e disse ‘nona – porque é assim que chamamos os anciãos lá – mas você não tem pecados’. Ela disse que todos temos pecado, e que o senhor perdoa a todos. ‘Se o senhor não perdoasse tudo, o mundo não existiria’, ela disse.”

Durante o discurso do Papa, muitas pessoas ficaram emocionadas, principalmente religiosos. Ao fim, Francisco fez uma saudação aos peregrinos – e pediu que eles orassem por ele, e saudou todos os fiéis de Roma e do mundo. “Renovo meu abraço aos fiéis de Roma, e estendo a todos que vieram de toda a Itália e de todas as partes do mundo, e os que estão unidos a nós pelos meios de comunicação.”

Papa aparece para fíeis antes da missa no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/ G1)Papa aparece para fíeis antes da missa no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/ G1)

No encerramento, o Papa pediu que todos não se esquecessem que “o senhor não se cansa de perdoar, nós que os cansamos de pedir perdão”, seguido por um “bom domingo, e bom almoço!”, arrancando novamente risadas dos fiéis.

Mais cedo, Francisco voltou a quebrar o protocolo e apareceu para os religiosos em uma entrada lateral do Vaticano, na Via de Porta Angelica, pouco antes das 10h locais (6h no horário de Brasília). Ele estava indo para a Paróquia Sant’Anna, dentro do Vaticano, para celebrar uma missa que começou às 10h.

O argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido o novo Papa da Igreja católica no último dia 13, após dois dias de conclave. Ele assumiu o posto máximo da Igreja depois da renúncia de Bento XVI, em 28 de fevereiro.

Em dia de grandes eventos, é preciso passar por detectores de metais na Praça São Pedro. Por conta das filas, teve quem preferiu ficar do lado de fora (Foto: Juliana Cardilli/ G1)Em dia de grandes eventos, é preciso passar por detectores de metais para entrar na Praça São Pedro. Por conta das filas, teve quem preferiu ficar do lado de fora (Foto: Juliana Cardilli/ G1)
Mar de pessoas começa a deixar o Vaticano depois do primeiro Ângelus do Papa Francisco (Foto: Juliana Cardilli/ G1)Mar de pessoas começa a deixar o Vaticano depois do primeiro Ângelus do Papa Francisco (Foto: Juliana Cardilli/ G1)
G1

No último Ângelus, Bento XVI diz que ‘vai continuar servindo a Igreja’

O Papa Bento XVI realizou neste domingo (24) seu último Ângelus, em que ofereceu sua bênção aos fiéis.

“O senhor me chama para subir o monte para me dedicar a oração. Vou continuar servindo a Igreja, com o mesmo amor”, afirmou o Papa.

Em mensagem lida antes da oração do Ângelus, Bento XVI refletiu sobre um trecho do Evangelho e disse que continuará a servir a Igreja “com o mesmo amor, mas de modo adequado às minhas forças e à minha idade”.

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Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus. De acordo com a Santa Sé, quase 200 mil pessoas estiveram presentes durante audiência dominical, na qual Bento XVI rezou o Ângelus na janela de seus aposentos no Palácio Pontifício, no Vaticano.

No final, o Papa se despediu em português. “Obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade aos que estão me acompanhando nesses dias.”

Bento XVI durante oração neste domingo (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)Bento XVI durante oração neste domingo (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)
Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus (Foto: Max Rossi/Reuters)Milhares de pessoas comparecem à praça de São Pedro para a Hora do Ângelus (Foto: Max Rossi/Reuters)

As autoridades de Roma usaram um sistema especial de vigilância na praça e mobilizaram 100 mil policiais.

Na quarta-feira (27), o pontífice realizará a última audiência geral que, na ocasião, acontecerá na Praça de São Pedro. No dia 28, o último de seu pontificado, Bento XVI receberá às 11h na Sala Clementina do palácio apostólico os cardeais para uma despedida.

Bento XVI partirá em seguida de helicóptero para Castengandolfo, a 30 km de Roma. Às 20h (16h de Brasília), sua renúncia ao papado se tornará efetiva.

Proximidade espiritual
No sábado (23), o papa prometeu aos cardeais uma maior “proximidade espiritual”  de sua parte após concretizar sua renúncia histórica, prevista para o próximo dia 28, e fez uma advertência sobre os “males deste mundo, o sofrimento e a corrupção”.

Imagem divulgada neste sábado (23) mostra o Papa Bento XVI (à direita) lendo mensagem aos cardeais após concluir retiro espiritual (Foto: L'Osservatore Romano/AP)Imagem divulgada no sábado (23) mostra o Papa Bento XVI (à direita) lendo mensagem aos cardeais após concluir retiro espiritual no Vaticano (Foto: L’Osservatore Romano/AP)

De acordo com a agência de notícias “Ansa”, Bento XVI agradeceu ainda aos cardeais pelos últimos oito anos de papado, dizendo que eles acompanharam o “peso do ministério papal” com “habilidade, afeto, amor e fé”. “Permanece em mim esta gratidão”, disse o pontífice.

Ele também mencionou a importância da Palavra de Deus para Igreja e fez uma observação sobre os males que, segundo ele, “são uma criação suja que sempre querem contradizer Deus e embaralhar sua verdade e sua beleza”.

Ainda no sábado, o líder da Igreja Católica se encontrou com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano. De acordo com a “Ansa”, Bento XVI disse que irá rezar pela Itália e agradeceu a visita do presidente, acompanhado de sua mulher.

Bento XVI recebeu neste sábado (23) o presidente da Itália, Giorgio Napolitani (Foto: L'Osservatore Romano/AFP)Bento XVI recebeu no sábado (23) o presidente da Itália, Giorgio Napolitani (Foto: L’Osservatore Romano/AFP)
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Lobby gay
Na manhã de sábado, o porta-voz do Vaticano rebateu “a desinformação e, inclusive, as calúnias”, sobre possíveis intrigas na cúpula da Santa Sé e a existência do chamado “lobby gay” publicadas na imprensa.

“Há quem tenta aproveitar o movimento de surpresa e desorientação, após o anúncio de que o Papa Bento XVI abandonará seu cargo, para semear a confusão e desprestigiar a Igreja”, declarou Federico Lombardi, em uma entrevista a Rádio Vaticano.

“Aqueles que apenas pensam em dinheiro, sexo e poder, e estão acostumados a ver as diversas realidades com estes critérios, não são capazes de ver outra coisa, nem sequer na Igreja, porque seu olhar não sabe dirigir-se para cima ou descer com profundidade nas motivações espirituais da existência”, completou.

Uma série de revelações sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano, publicadas esta semana pela imprensa italiana, ofusca o conclave para a eleição de um novo Papa.

As denúncias, publicadas pelo jornal La Repubblica e a revista Panorama, afirmam que o Papa decidiu abandonar o cargo depois de receber um relatório secreto de 300 páginas, elaborado por três cardeais veteranos e considerados inatacáveis.

No documento são descritas as lutas internas pelo poder e o dinheiro, assim como o sistema de “chantagens” internas baseadas nas fraquezas sexuais, o chamado “lobby gay” do Vaticano.

Renúncia
Bento XVI surpreendeu a Igreja e o mundo ao anunciar, em 11 de fevereiro, que iria deixar o cargo no fim do mês, por conta de sua saúde frágil.

Ele se retirou com a Cúria para “exercícios espirituais” da Quaresma: um “oásis” para ele, depois dos dias tumultuados seguidos ao anúncio de sua renúncia, explicou Ravasi, que dirige estas meditações.

Na capela “Redemptoris Mater”, 17 sessões de reflexões do cardeal italiano Gianfranco Ravasi ocuparam este tempo dedicado tradicionalmente à oração e exame de consciência neste período de preparação para a Páscoa, em 31 de março.

Conclave
Na última quarta-feira (20), o Vaticano informou que as regras atuais do Conclave — encontro em que os cardeais, secretamente, escolhem o novo Papa — passarão por modificações. Com isso, a escolha do sucessor de Bento XVI poderá ser antecipada. A reunião de cardeais, estava prevista inicialmente para depois de 15 de março.

O Conclave, segundo a atual Constituição Apostólica, deve começar “entre um mínimo de 15 dias e um máximo de 20” desde que se decrete a chamada “Sé Vacante”, fixada para o próximo 28 de fevereiro às 20h (16h de Brasília), o momento que Bento XVI escolheu para abandonar o Trono de Pedro.

Cardeais de todo o mundo já começaram consultas informais por telefone e e-mail para a construção de um perfil do homem que eles acham que seria mais adequado para liderar a Igreja em um período de crise contínua.

Cerca de 117 cardeais com menos de 80 anos de idade terão o direito de entrar no conclave, que é realizado na Capela Sistina, no Vaticano.

 

 

 

G1, com agências internacionais