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Juiz de Curitiba envia investigação sobre André Vargas ao presidente do STF

andre-vargasO juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou nesta terça-feira (13) que seja enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, parte da investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na qual o deputado federal licenciado André Vargas (sem partido-PR) é citado. Com a decisão, caberá ao Supremo apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF.

André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato, no entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações. Na decisão, o juiz entendeu que somente o Supremo pode julgar o deputado. Por ser parlamentar, Vargas tem foro privilegiado e não pode ser julgado pela Justiça de primeira instância.

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“Embora o relatório [da PF] demande avaliação mais acurada e abranja diversos fatos, haveria, em síntese, indícios da participação do deputado federal André Vargas na obtenção pela empresa Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia de Parceria para Desenvolvimento Produtivo junto ao Ministério da Saúde. Há indícios de que a Labogen não teria estrutura mínima para a obtenção da parceria”, afirmou o juiz.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal quebrou o sigilo de 270 mensagens de texto trocadas entre Vargas e Youssef e descobriu a relação próxima entre eles. A primeira conversa monitorada pela PF foi no dia 19 de setembro de 2013 e a última, no dia 12 de março.

Inicialmente, a PF teve dificuldade para concluir que o interlocutor André Vargas se tratava do deputado. As mensagens foram enviadas de celulares da marca Black Berry, aparelhos considerados mais seguros, devido à grande capacidade de ocultar a identidade dos usuários.

Com a quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu que o número de identificação fornecido pela Black Berry era o mesmo do aparelho do deputado. Os agentes da PF chegaram aos contatos do deputado por meio de vários cartões de visita de Vargas que foram apreendidos na GFD Investimentos, uma das empresas de Youssef.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril diz que Vargas usou um avião do doleiro para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outras mensagens, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados a contratos com o Ministério da Saúde, por meio do Laboratório Labogen.

No relatório de inteligência enviado ao juiz Sergio Moro, a Polícia Federal concluiu que “as evidências indicam que Vargas tinha interesse no processo de contratação da Labogen junto ao Ministério da Saúde”.

Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Segundo a polícia, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos.

A operação foi intitulada dessa forma porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro.

Agência Brasil

Presente de doleiro a André Vargas custou R$ 100 mil

Quando fretou um avião particular para as férias do vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), o doleiro Alberto Youssef não estava fazendo apenas um favor para um político influente no governo da presidente Dilma Rousseff. Vargas era mais do que isso para o doleiro. Ambos tratavam-se como irmãos. Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato, o deputado petista não esconde a euforia ao agradecer Youssef pelo aluguel do jato: “Valeu irmão.” Um verdadeiro presente de irmão mesmo. Documentos obtidos por VEJA revelam que o aluguel do Learjet 45, fretado para transportar a família do petista de Londrina (PR) a João Pessoa, na Paraíba, custou 100.000 reais.
Reprodução

Jatinho fretado pelo doleiro Alberto YoussefJatinho fretado pelo doleiro Alberto Youssef

Pivô de um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado até 10 bilhões de reais, o doleiro Alberto Youssef é um antigo conhecido de André Vargas. Como VEJA revela na edição desta semana, Vargas e Youssef moram na mesma cidade, Londrina, se conhecem há vinte anos e, nos últimos anos, com a chegada de André Vargas a cargos importantes no Congresso, conversavam rotineiramente sobre negócios variados. “Ele me procurava para avaliar investimentos, colher informações, trocar ideias”, disse Vargas na semana passada. Nessa “troca de informações” entrariam dados valiosos sobre o programa Minha Casa Minha Vida – cujo relator foi justamente André Vargas, na Câmara – e negócios do doleiro no Ministério da Saúde.

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Foi interceptando o telefone BlackBerry, o mesmo modelo utilizado por André Vargas, que a Polícia Federal estabeleceu o vínculo do doleiro com o deputado petista. No dia 2 de janeiro, véspera da viagem de férias da família, Vargas e Youssef trocaram vinte mensagens sobre o avião. “Tudo certo para amanhã. Daqui a pouco te passo o tel do comandante… Duração do voo: 3h45 minutos, João Pessoa, Paraíba”, avisa Youssef a Vargas. “Tem o telefone da América?”, pergunta o deputado, referindo-se ao hangar aonde o avião chegaria. “Da América, não. Mas é só buzinar no portão que eles abrem”, orientou o doleiro. “Valeu irmão”, devolveu Vargas. “Boa viagem e boas férias abs (sic)”, responde Youssef.

A proprietária do jato disponibilizado por Youssef ao vice-presidente da Câmara é a Elite Aviation, uma empresa de taxi aéreo de Salvador, na Bahia. O dono da empresa, Bernardo Tosto, conta que o voo de André Vargas foi acertado diretamente com uma agência de São Paulo, que intermediou o contrato com o cliente no Paraná. “Eu não sei nem quem é esse doleiro e esse deputado. Não gosto da política brasileira e não trabalho com isso. Eu fretei o avião para uma empresa de agenciamento de voos. Não preciso saber quem entra no avião. Só tenho que saber que o dinheiro é lícito”, diz Bernardo, que confirmou os valores pagos pelo fretamento da aeronave, mas não quis revelar o nome da agência que intermediou o contrato. Jatos luxuosos como o disponibilizado ao petista costumam vir acompanhados com mimos a bordo, como bebidas caras, chocolates e até pratos sofisticados. A empresa nega, no entanto, que o voo de André Vargas e sua família, com duração de 3 horas e 45 minutos, tenha contato com tais mordomias.

Na sexta-feira, quando foi ouvido por VEJA, André Vargas negava ter obtido qualquer vantagem a partir da amizade com o doleiro. Na verdade, nem a relação de proximidade o deputado confirmava: “Amizade é uma palavra sagrada. Não dá para dizer que ele é meu amigo. É no máximo um conhecido corriqueiro. Eu tinha ele como um cidadão comum, que tinha passado por problemas como outros passaram. Posso ter incorrido em alguma coisa imprópria, mas eram apenas conversas, nada ilegal. Se eu soubesse que ele estava sendo investigado de novo eu não teria falado com ele”, disse Vargas. Questionado se o doleiro havia providenciado um avião para sua viagem, André Vargas despistou: “Esse negócio de avião quem está espalhando é o deputado Fernando Francischini, mas não existe isso.” Hoje, porém, ao jornal Folha de S.Paulo, que revelou a viagem de Vargas, o deputado mudou o discurso. Disse que pediu o avião porque os voos comerciais estavam muito caros no período. “Não sei se o avião é dele, ele foi dono de hangar e eu perguntei se ele conhecia alguém com avião”, disse o petista.

 

Divulgação

Trechos digitalizados Trechos digitalizados

 

Robson Bonin, de Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reprodução

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Vice-prefeito André do SESP participa de aula inaugural do PRONATEC em Remígio

eventoO vice-prefeito André do SESP participou, na tarde desta terça-feira, 17/09, da aula inaugural dos cursos oferecidos pelo PRONATEC, através do SENAC. Os cursos serão ministrados na sede do CRAS em Remígio.

Com o principal objetivo de capacitar os jovens da cidade, a Prefeitura Municipal de Remígio, em parceria com SEBRAE, SENAC e SENAI, vem promovendo cursos de capacitação para a população remigense. Cursos como mecânica de carros, garçom, cabeleireiro, auxiliar administrativo, entre outros.

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Para o vice-prefeito André do SESP, a iniciativa de promover estes cursos é muito importante para toda a cidade: “há algumas semanas atrás estive em São Paulo, e lá encontrei uma remigense que havia feito um curso de capacitação e ela estava muito bem de vida” – comentou o vice-prefeito.

 

(SECOME/PMR)

Vasco acerta o empréstimo do atacante André, do Santos

Com o fim do Campeonato Paulista, neste domingo, o atacante André vai mudar de ares. O jogador, que foi vice-campeão com o Santos, já tem acertado seu empréstimo para o Vasco. Internamente, as diretorias dos dois clubes tratam o acordo como selado. O anúncio oficial deve ser feito ainda no início desta semana, possivelmente a tempo de inscrevê-lo para a estreia no Brasileirão, sábado, contra a Portuguesa, em São Januário.

O jogador vai assinar contrato com o Vasco até o fim do ano. Dono de 75% dos direitos econômicos, o Atlético-MG havia emprestado o jogador ao Peixe, que mantém seus 25%, também até o fim de 2013. O desempenho, entretanto, não agradou ao clube paulista, que vai oficializar nos próximos dias as contratações dos também atacantes Henrique, que estava no Mogi Mirim, e Willian José, do Grêmio. O Santos avalia que vai gastar menos com os salários dos novos contratados do que pagava somente por André.

André santos corinthians paulistão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)André fez na final do Paulistão sua última partida pelo Peixe (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Para o Vasco, a chegada do atacante é encarada como reforço importante para o restante da temporada. O setor tem no momento como titulares Tenorio, que tem feito gols, mas conta com histórico de lesões, e Eder Luis, que não atravessa boa fase. Além deles, Edmílson, que chegou recentemente do futebol japonês, Leonardo, que passou praticamente todo o semestre machucado, e Thiaguinho compõem o banco. André anotou seis gols na atual edição do Paulistão. O artilheiro foi William, da Ponte Preta, com 13 gols marcados.

Vasco tem mais nomes encaminhados

Nesta terça-feira, o diretor de futebol vascaíno, René Simões, tem reunião marcada com a diretoria do Cruzeiro. Os clubes devem definir quais e quantos jogadores do time mineiro serão emprestados, ainda pela negociação de venda do zagueiro Dedé para o vice-campeão de Minas Gerais. O nome do atacante Wellington Paulista está entre os mais cotados, já que teve a aprovação do técnico Paulo Autuori. Mas há um problema: a janela de transferências faria com que o jogador só pudesse atuar pelo Vasco em agosto (ele retornaria de passagem por empréstimo ao West Ham, da Inglaterra). Do acordo podem sair de um a quatro atletas.

Para a zaga, setor no qual o clube só conta com três jogadores atualmente (Renato Silva, Luan e Jomar), o Vasco deve fechar com o zagueiro Rafael Vaz, campeão cearense pelo Ceará. O time do Nordeste pedia uma compensação financeira de cerca de R$ 500 mil, enquanto os cariocas tentavam incluir jogadores na transação. Apesar do imbróglio quanto à forma do negócio, a diretoria do Vasco deve anunciar a contratação do zagueiro esta semana.

 

 

Globoesporte.com

Paulo André dá vitória ao Timão sobre Galo e embola luta pelo título

“Aqui tem um bando de loucos!”. “Aqui” no Pacaembu, no Engenhão, no Olímpico, em São Januário, no Beira-Rio… Até no Morumbi! O Corinthians entrou em campo com todas as cores na camisa para enfrentar o líder Atlético-MG e acabou dando cor ao Campeonato Brasileiro. Nada mais justo que um pintor para desenhar a aquarela brasileira corintiana. A cabeça de Paulo André fez todas as torcidas vibrarem, menos a do Galo, que, apesar de chegar a três jogos sem vitória, continua na ponta, agora empatado com o Fluminense em 44 pontos, mas com um triunfo a mais e ainda um jogo a menos.

O clima era fantástico para uma grande partida: sol, estádio cheio, o líder do Brasileirão, o campeão da Libertadores… Até o público era seleto. Ronaldo estava nas tribunas para ver seu Timão e Ronaldinho, seu ex-companheiro de seleção brasileira. Mas a beleza foi a entrega, disciplina, vontade e seriedade dos 22 jogadores. Talento, mesmo, só em lampejos de uns dois ou três. Por isso, natural que a bola parada resolvesse. A zaga do Atlético-MG, que havia sofrido seis gols nas últimas três rodadas, só assistiu ao cabeceio certeiro de Paulo André, no primeiro pau, após cruzamento de Douglas.

Como Fluminense e Grêmio (41 pontos), perseguidores mais próximos, apenas empataram, a rodada não foi desastrosa para os mineiros, mas a chance de abrir vantagem se transformou em pressão ainda maior de quem vem atrás. Já o Corinthians segue em sua missão de não correr nenhum risco, cumprir um papel decente na competição e se preparar adequadamente para o Mundial de Clubes, em dezembro. Tite quer bom futebol até o fim do ano para não pegar Chelsea e companhia sem ritmo.

Na quarta-feira, o Galo – sem Ronaldinho Gaúcho, Réver e Junior Cesar, punidos com cartões – tentará manter a liderança em Salvador, contra o Bahia, às 19h30m. O Corinthians também jogará fora de casa, diante do Figueirense, às 22h. O técnico Tite já avisou que vai começar a preservar alguns jogadores do grupo quando houver duas partidas por semana, já que não há mais perspectiva de título brasileiro.

Paulinho Corinthians Ronaldinho Gaucho Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ronaldinho Gaúcho é marcado por Paulinho (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Ronaldinho de um lado, Sheik do outro…

Cuca já pediu a volta de Ronaldinho à seleção brasileira, a torcida do Atlético-MG o adora, mas ainda há os que duvidam de sua redenção. O fato é que os únicos lances do primeiro tempo no Pacaembu que merecem destaque por alguma beleza plástica surgiram graças ao talento de R49. Com saúde de menino, passou duas vezes por Douglas no campo de defesa, arrancou e colocou a bola nos pés de Bernard, que rolou para Jô. Marcado, o atacante não conseguiu o chute.

jogo truncado

41 FALTAS
11 CARTÕES
COR CAM TOTAL MÉDIA*
FALTAS 20 21 41 36.2
CARTÕES AMARELOS 5 4 9 4.9
CARTÕES VERMELHOS 1 1 2 0.3
*média parcial do campeonato até 02/09/2012

 Foi assim, no talento de Ronaldinho e Bernard, que o Galo sobressaiu. A velocidade de Emerson, que teve de voltar ao campo de defesa para buscar jogo, fez com que Leandro Donizete e Leonardo Silva levassem cartões amarelos em faltas sobre o atacante.

O Sheik também jogou bola, e bem. Em contra-ataque puxado por ele, com participação de Danilo, Douglas e Paulinho, o Corinthians teve sua melhor chance na etapa inicial. O desvio de Marcos Rocha contra seu próprio gol foi fraco e facilitou a defesa de Victor.

Mas os destaques foram mesmo os marcadores. Principalmente Ralf e Pierre travaram as tentativas de ataque. Volantes, destruidores de ofício, suaram demais para fazer com que a vontade anulasse o talento. E tiveram ainda a ajuda dos companheiros. Danilinho, por exemplo, joga do meio para frente, mas estava deitado no gramado, se esticando para conseguir desarmar Fábio Santos.

Com tanta raça e inspiração em poucos pés, o placar só poderia estar zerado no intervalo.

Paulo andré corinthians gol atlético-mg (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulo André comemora seu gol com os colegas de time (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Marcação adiantada e bola parada

Inverteu o lado e também a postura dos times em campo. Quem pressionava a saída de bola, agora, era o Corinthians. Emerson e Romarinho infernizaram os zagueiros e volantes do Atlético, que simplesmente parou de criar. Os lançamentos de Ronaldinho não surtiram efeito. Ele foi recordista de passes errados: sete. Justiça seja feita, foi quem mais tentou (42).

Ranking de cartões

01 PAL 0 x 0 GRE 21ª RODADA 13
02 PAL 1 x 0 FLA 17ª RODADA 13
03 COR 1 x 0 CAM 21ª RODADA 11
04 PON 2 x 2 FLA 3ª RODADA 10
05 CRU 1 x 3 GRE 9ª RODADA 10
média do campeonato: 5.19 média e ranking até 02/09/2012

 Já o lançamento de Cássio surtiu efeito. Cássio? Isso mesmo: a reposição de bola do goleiro, forte e rápida, encontrou Sheik. Ele ganhou de Réver e rolou para Romarinho finalizar para fora.

Insatisfeito com o rendimento ofensivo, Cuca trocou Jô por Guilherme, mas a marcação corintiana não deixou nem mesmo o substituto pegar ritmo de jogo. Muito mais parecido com o time aplicado que conquistou o último Brasileiro e a Libertadores, o Corinthians sufocou, não conseguiu criar muitas chances, mas resolveu o problema com a precisão de Douglas na cobrança do escanteio. Paulo André, zagueiro, escritor, pintor nas horas vagas, decolou para o delírio dos 36 mil corintianos presentes, e dos gremistas, vascaínos, tricolores cariocas e paulistas, e por aí vai…

Preocupante para a apaixonada torcida atleticana foi a falta de poder de reação da equipe. Só após as entradas de Neto Berola e Escudero nos lugares de Marcos Rocha e Leandro Donizete, o primeiro colocado pressionou. Ajudou também o fato de ter um homem a mais. Emerson, que havia recebido cartão amarelo por reclamação, levou a bola com o braço em contra-ataque e foi expulso. No mesmo lance, o inconformado Tite também foi tirado do banco de reservas pelo árbitro.

Emerson deixa o gramado revoltado, ao lado do técnico Tite (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)Expulsos, Emerson e Tite deixam o gramado
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Nos últimos minutos, o Galo conseguiu chegar à área corintiana. Guilherme até fez um gol, em posição legal, mas o árbitro Péricles Bassols marcou falta de Leonardo Silva, que havia escorado de cabeça. Depois, o atacante recebeu livre, mas bateu nos pés de Cássio, que saiu bem.

Mais preocupante ainda foi o desequilíbrio de alguns jogadores. Junior Cesar reclamou tanto, que foi expulso e saiu de campo empurrado pelo companheiro Pierre. Réver também exagerou na força e recebeu o terceiro cartão amarelo. O Corinthians, alheio à luta pela liderança, aderiu ao nervosismo e também viu Chicão e Alessandro serem advertidos. Foram nove cartões amarelos e dois vermelhos na partida. E um sinal amarelo para o líder da competição.

Globoesporte.com

Com André e erro raro de bandeira, Santos bate Timão em ótimo clássico

Mais de 12 mil pessoas saíram de suas casas num início de tarde ensolarado com destino à Vila Belmiro e uma dúvida na cabeça: veriam um clássico entre os úlitimos ganhadores da Libertadores, do atual tricampeão paulista contra o atual campeão nacional, ou de equipes que lutam para ficar entre os dez primeiros colocados do Campeonato Brasileiro? Sorte de quem arriscou! Santos e Corinthians fizeram um ótimo clássico. Não faltou nenhum ingrediente na vitória santista por 3 a 2.

Gols, viradas, dribles, discussões, sangue… Uma pena que a palavra “justiça” será sempre questionada graças ao grave erro do assistente Emerson Augusto de Carvalho, que ignorou impedimento triplo, de Bruno Rodrigo, Durval e André, no segundo gol do Santos, marcado pelo centroavante.

Em realidades distorcidas graças aos inúmeros desfalques do Santos durante o primeiro turno e o foco do Corinthians no Mundial, já que tem vaga na Libertadores de 2013 garantida e está longe do líder Atlético-MG, as equipes deixaram a sensação de que estão muito aquém do que poderiam na tabela. O time de Tite, como de costume, se destacou pela parte coletiva, foi melhor no primeiro tempo, mas sentiu os desfalques e caiu de rendimento.

Os comandados de Muricy voltaram a fazer diferença no lado individual, principalmente Neymar e Arouca, e, mais adiantados, foram melhores no segundo tempo. Os gols devolveram ao Peixe aquilo que vinha faltando nos últimos tempos: a alegria, a leveza, uma certa irresponsabilidade traduzida em danças de Neymar e André.

Embalado pelas duas vitórias consecutivas após a volta de Neymar, o Santos terá uma semana importante. Na quarta-feira, pega o Universidad do Chile, em Santiago, na primeira partida da decisão da Recopa. No sábado, terá pela frente o Palmeiras, em outro clássico fundamental para quem ainda busca uma vaga na Libertadores do ano que vem. Já o Corinthians descansa até o próximo domingo, quando receberá o São Paulo no Pacaembu, na tentativa de manter a supremacia dos últimos anos sobre o rival.

Paulinho corinthians Arouca santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinho sofre com a marcação dupla de Arouca e Bruno Peres (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Início melhor para o Timão…

Gols anulados, grandes defesas, discussões e até sangue no rosto. Os ingredientes da primeira etapa foram dignos, sim, de dois times campeões da Libertadores. Alternância de poder em campo. O Peixe tinha de volta o quarteto que encantou o país há dois anos: Arouca, Ganso, Neymar e André. Com eles, tentou sufocar logo no início e o centroavante, em sua segunda partida após o retorno ao clube, quase abriu o placar ao desviar chute de fora da área. Sorte de Cássio que a bola se arrastou, fraquinha, até suas mãos.

A diferença do Santos de 2012 para o de 2010 é que em vez do veterano Robinho, que era quase um coadjuvante de luxo, agora quem complementa o setor de ataque é o jovem argentino Patito Rodriguez. Pela direita, ele mais escorregou do que conseguiu criar lances de perigo. E o Timão foi se tornando dono da casa.

rafael cabral santos corinthians brasileirão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Rafael se chocou com Bruno Rodrigo e levou a pior
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Em poucos minutos, o Corinthians fez com que todos se lembrassem do domínio absoluto que teve na semifinal da Libertadores, quando venceu por 1 a 0. Mas também havia uma diferença. Sheik, autor daquele golaço, não esteve em campo. Em seu lugar, Romarinho teve espaço para deitar, rolar e chutar. Sorte dos Brunos, Peres e Rodrigo, que Rafael impediu dois gols do herói da Bombonera.

O goleiro do Peixe deu sangue, literalmente, pelo time. Um corte no supercílio fez sua cara ficar vermelha – resultado de um choque com o zagueiro Bruno Rodrigo. E vermelho de raiva ele ficou quando Douglas, em ótima tarde, cobrou falta na cabeça de Danilo. Sempre Danilo… Ele, que também havia feito gol na semifinal, fez de novo. Artilheiro do Timão na temporada, com 12 gols.

Neymar, até então, tinha atuação sem grande destaque. Mas craque é aquele que aproveita os momentos mais raros. E como é raro o sistema defensivo conritiano dar moleza a alguém. O atacante carregou, caminhou, acelerou e entrou na área, só observado por quatro adversários. Livre, rolou para André completar para o gol e dar ainda mais molho ao duelo.

douglas corinthians durval santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Douglas tenta passar pela marcação de Durval e Bruno Peres (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Melhor para o Peixe…

Neymar, Paulinho, Arouca, Danilo, Ganso, Douglas, Rafael, Cássio… Eram tantos grandes jogadores em campo, que talvez o assistente Emerson Augusto de Carvalho tenha ficado receoso de ser esquecido. Decidiu, então, cometer erro gritante: não marcou três impedimentos no mesmo lance, definido pelo blogueiro Márvio dos Anjos, do GLOBOESPORTE.COM, como “impedimento triplamente qualificado”: Bruno Rodrigo cabeceou, Durval desviou e André completou para o gol, colocando o Peixe à frente e deixou os corintianos indignados. O tira-teima, da TV Globo, mostrou que havia impedimento nos três lances.

Não é comum o Timão atuar em desvantagem e tudo que o Peixe espera, com seus jovens velozes, é ter espaço. Logo em seguida, em contra-ataque, Arouca voltou a surpreender a defesa e exigiu boa defesa de Cássio.

Patito melhorou. Ajudou na marcação, driblou e segurou a bola no campo de ataque. Mas foi outro argentino quem brilhou. Martínez entrou no lugar de Danilo e reacendeu o jogo em seu único momento de leve marasmo. A impressão era de que o Santos cozinharia o triunfo até o apito final de Flávio Rodrigues Guerra, mas o hermano, pela esquerda, justificou sua contratação. Entrou na área, cortou para o meio e bateu com consciência, no cantinho.

Martínez acendeu Tite, acendeu a torcida visitante na arquibancada e acendeu até o Santos. Ainda havia forças para nova reação? A resposta veio da cabeça de Bruno Rodrigo, que acertou o canto esquerdo e conseguiu o feito de deixar o gigante Cássio com os pés pregados no chão.

As tentativas de novo empate vieram das bolas paradas de Douglas, que não surtiram o mesmo efeito. Os corintianos vão reclamar do bandeirinha e os santistas vão enaltecer a vitória. Para a história, fica mas um grande confronto entre os alvinegros.

andré santos gol corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)André, em posição irregular, marca para o Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Globoesporte.com