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Paraíba possui mais de 200 mil eleitores analfabetos, de acordo com TSE

A Paraíba possui 217.202 eleitores analfabetos, de acordo com levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa levantou os dados segundo sexo e grau de instrução do eleitorado paraibano.

De acordo com o TSE, a Paraíba possui 2.871.225 de votantes, destes, 217.202 são analfabetos, o que corresponde a 7,565%. Entre os analfabetos, os homens são maioria, um total de 118.061 eleitores e 99.141 eleitoras. Ainda há 454.113 eleitores, equivalente a 15,8%, que afirmaram saber apenas ler e escrever.

A maioria do eleitorado paraibano, 24,6%, o equivalente 706.833 pessoas, possui ensino fundamental incompleto. Dos que possuem ensino fundamental completo, 71.407 são mulheres e 64.881 são homens, um total de 136.288 eleitores.

Já 21,2%, um total de 610.465 eleitores, possuem ensino médio completo; enquanto 347.405 possuem ensino médio incompleto. Apenas 8,6% do eleitorado paraibano possui ensino superior completo, sendo 157.468 mulheres e 89.665 homens, resultando em 247.133 votantes. Com ensino superior incompleto, há um total de 151.785 paraibanos. Apenas um eleitor não informou o grau de instrução.

G1

 

Após greve dos caminhoneiros, paraibano analfabeto cria moto movida a água

“Sandro das antenas” ou “da moto movida a água”. É assim que o paraibano Sandro Alves de Oliveira, de 37 anos, é conhecido pelos moradores da cidade de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba, depois que inventou um sistema que faz com que a motocicleta dele seja movida a água.

Sandro diz que resolveu criar o sistema para fazer a moto funcionar com água após a greve dos caminhoneiros na Paraíba, em maio deste ano. “Com a falta de gasolina naquele tempo e com o alto preço do combustível, decidi criar esse sistema com água para economizar”, explica ele.

Segundo o inventor, a moto faz 1.000 km com apenas 1 litro de água. “Eu comecei a desenvolver uns negócios aqui dentro de casa. Fiz uma célula de hidrogênio, coloquei uma bateria, um produto dentro da água e a moto explodiu, consigo andar na cidade toda com ela”, revela.

O sistema acontece através de um reator de alumínio, em que as moléculas de hidrogênio se tornam o combustível para a moto. Questionado sobre os experimentos serem perigosos, Sandro diz que fez o projeto com muito cuidado.

“Não é perigoso quando a gente sabe exatamente a quantidade de produto que precisa ser colocado junto com a água, eu fiz direitinho e deu certo”, explica.

Mas antes de ficar conhecido na cidade pela invenção da motocicleta movida a água, alguns moradores já sabiam quem era Sandro. O primeiro trabalho do inventor foi desenvolver antenas para TV e é isso que ele faz até hoje.

“Hoje em dia é tudo digital, eu comecei a trabalhar fazendo antenas e tá dando certo. Eu criei minha própria antena pra mostrar aos vizinhos e depois eles começaram a me pedir pra fazer pra casa deles”, conta.

A produção de uma antena dura cerca de 25 minutos. Além desse trabalho, Sandro aprendeu sozinho a consertar eletrodomésticos e eletrônicos e hoje é procurado pelos moradores para fazer esse serviço.

Genaldo Gonçalves, que se mudou recentemente para a Avenida São Sebastião, onde a casa de Sandro fica localizada, diz que conheceu o trabalho do inventor através de amigos e das redes sociais.

“Eu ouvi falar do Sandro e das invenções dele, e o que impressiona é por ele não ter estudo e desenvolver tão bem esse trabalho com eletrônicos. As pessoas da cidade procuram consertar os aparelhos eletrônicos com ele, porque ele é muito inteligente”, afirma.

‘Inventor’ nasceu na zona rural da cidade e nunca estudou

Sandro nasceu na zona rural do município e há dez anos mudou-se para o Centro da cidade. O inventor nasceu com uma deficiência que compromete a fala. Ele diz que não sabe ler, nem escrever, e que aprendeu sozinho a consertar eletrônicos e criar suas invenções. “Eu só sei assinar meu nome, porque eu tive problema de cabeça e nunca consegui estudar”, explica.

O alagoa-novense conta que tem mais seis irmãos, mas que mora sozinho com a mãe, Maria Alves de Oliveira, de 79 anos. Maria diz que já está acostumada com as invenções do filho. “Ele começou com essas coisas desde que a gente veio morar na cidade, há uns 10 anos atrás, todo dia é um negócio diferente”.

Sandro afirma que não consegue estudar porque, quando tenta ler ou escrever algo, a cabeça dói muito. Mas diz que adora consertar os eletrônicos e inventar novos projetos. “Há uns anos atrás eu até tentei estudar, mas nunca deu certo. Já tentei ir a um psicólogo pra entender o que tenho na cabeça, mas não consegui”, lamenta.

O inventor não tem acesso à internet em casa e conta que aprendeu a mexer nos eletrônicos e criar os projetos sozinho. “É tudo da minha cabeça, eu não vi em canto nenhum. Fui aprendendo depois que comecei a mexer nisso tudo”, diz Sandro.

Quem conhece Sandro pelas antenas ou pela moto movida a água nem imagina a quantidade de outros projetos que o inventor já criou com materiais recicláveis que ele encontra no lixo. E é dentro de casa que Sandro trabalha. Ele tem um quarto reservado só para colocar os materiais que irão ser utilizados nas novas invenções.

Mas o quarto da casa já não é suficiente para guardar todo o material. Sandro conta que quase todos os dias moradores vão até a residência e entregaram eletrônicos velhos para que ele utilize em seus projetos.

Para as criações, o inventor conta com a ajuda do amigo desenhista José Carlos, de 30 anos. “Eu conheci o Sandro desde que ele veio morar aqui na Avenida São Sebastião, aí a gente começou a inventar esses projetos. Eu ajudo ele com os desenhos e na produção das antenas também”, diz José Carlos.

Umas das primeiras invenções de Sandro, que o amigo José Carlos ajudou a criar, foi a miniatura de um trio elétrico com materiais recicláveis. O projeto chama a atenção dos moradores da cidade, que querem vê de perto a criatividade do inventor alagoa-novense.

“Tem uns que eu ainda consigo consertar, mas os que não servem mais eu desmonto e uso para fazer outras coisas”, diz ele.

G1

Candidato a vice-prefeito na PB tem registro indeferido por ser analfabeto

urnaO candidato a vice-prefeito na Coligação Forte é o Povo em São José do Sabugi, no Sertão paraibano, Gilvan Morais (PSD), teve o registro de candidatura indeferido por ser analfabeto. A sentença foi divulgada no domingo (4) pela Justiça Eleitoral. A decisão ainda cabe recurso.

O G1 entrou em contato com a advogada do candidato, Nathalie da Nóbrega Medeiros, para saber se a defesa vai recorrer da decisão, mas as ligações não foram atendidas até as 10h05 desta segunda-feira (5).

Gilvan Morais compõe chapa com a candidata Karine Kely Cabral Alves (PSD). De acordo com o juiz que assinou a sentença, responsável pela 26ª Zona eleitoral, Rossini Amorim Bastos, o candidato a vice-prefeito fez testes de escrita e leitura e o resultado foi considerado insatisfatório.

Ainda na decisão, o magistrado relata que Gilvan Morais escreveu uma declaração e se disse ‘alfabesado’. Ele ainda passou por um teste de leitura no qual, segundo o juiz, trocou as palavras ‘homem’ por ‘governo’ e ‘sofrido’ por ‘surpreendido’. Numa tentativa de releitura, os mesmos erros ocorreram.

O juiz Rossini Amorim então decidiu pelo indeferimento da candidatura de Gilvan Morais. Karine Kely Cabral Alves está em condições legais, conforme a Justiça, mas a chapa está impugnada até a possível substituição do candidato a vice-prefeito ou até julgamento do recurso.

G1 PB

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